29 de abr de 2017


[Cinema] Kong: A Ilha da Caveira


Eu não tinha expectativa nenhuma em relação ao novo filme sobre o King Kong. Pense numa pessoa que foi ao cinema esperando nada além de uma hora e meia de Tom Hiddleston sendo naturalmente gato (e nisso eu não me decepcionei). Agora pense numa pessoa que saiu do cinema embasbacada porque viu um filme sensacional e não estava emocionalmente preparada pra isso.
meio mundo de gente legal reunida num filme só
Lá no fimzinho da Guerra do Vietnã, uns cientistas americanos descobrem uma ilha no Pacífico que parece com as descrições da lendária Ilha da Caveira. Eles reúnem um grupo de soldados, alguns cientistas, uma fotógrafa e um rastreador mercenário e partem pra ilha, pra mapear o território antes que os russos descubram a existência do lugar. A ilha é meio que um triângulo das Bermudas onde os navios se perdem porque ela é cercada de tempestades elétricas. Quando o grupo finalmente chega, eles jogam algumas bombas no terreno e os helicópteros são atacados pelo Kong. Os sobreviventes então tentam encontrar uns aos outros e chegar no ponto de encontro pra sair da ilha.

Entre as pessoas que não foram esmagadas ou arremessadas pelo gorilão, está Packard (Samuel L. Motherfuckin’ Jackson), um militar frustrado com o fim da guerra, que busca desesperadamente um inimigo novo. Ele divide os sobreviventes entre os que declaram guerra ao Kong (ele e seus leais soldados) e os que só querem sobreviver e sair da ilha o mais rápido possível. O segundo grupo é liderado pelo Conrad, interpretado pelo Tom Hiddleston (How you doin’?), um farol de sanidade na doideira que o Packard causa.

Só que o Kong não é o problema. Muito pelo contrário, ele protege a ilha de criaturas destrutivas e muito perigosas. Como fugir de um lugar não-mapeado, correndo de monstros e com Sam Jackson tentando explodir a única criatura que tá te protegendo?



Durante a produção de Planeta dos Macacos: O confronto (2014), o Andy Serkis (eterno Sméagol ), que interpretou o Caesar, montou um grande acampamento com vários atores e ensinou todos eles a interpretarem diferentes espécies de símios pro filme. Um dos atores desse projeto é o Toby Kebell, que interpretou o Koba naquele filme e aqui interpreta o próprio Kong e um dos soldados. Toby tem experiência com a tecnologia de captura de movimentos e em interpretar personagens que não valem nada (é só dar uma olhada na filmografia dele, só tem dois personagens que prestam!).

O elenco conta também com a Brie Larson como a fotógrafa Mason Weaver, que parece ter uma quantidade infinita de filme. Os filmes dela são tão infinitos quanto munição em filme de ação. O longa conta com outra personagem feminina, uma cientista chamada San, mas ela é tão apagadinha, coitada. Ela mal aparece, fala uma coisa ou duas e some no meio da ação. Os roteiristas podiam ter feito um esforcinho pro filme pelo menos passar no teste de Bechdel, mas desperdiçaram a chance.



A trilha sonora é sensacional. As músicas escolhidas, além de representarem bem a época em que a história se passa, dão um ar meio Awesome Mix vol 1 às cenas. É uma setlist muito boa e apropriada. Além disso, o filme é visualmente muito bonito nas cenas de tempestade e impactante nas cenas de briga. Mais pro final, uma delas fica um pouco confusa durante alguns segundos mas elas são muito bem feitas.

De acordo com o IMDB, o personagem já apareceu em mais de sessenta filmes, então por que a gente precisaria de mais um filme do Kong? Aí é que tá, a gente não precisa. Esse foi um filme que ninguém pediu, e que tenta ser um filme de ação sério apesar de ter um personagem batido. E consegue. A ilha da caveira é tanto um bom filme de ação quanto uma homenagem ao personagem, que aqui ganha uma história e a empatia do espectador. Mas o roteiro não esquece que, apesar de seus atores humanos, esta é uma história sobre monstros. E eles vão aparecer, de uma forma ou de outra.



Quem nunca assistiu um filme do Kong pode começar com esse (ou pelo meu xodózinho, o King Kong de 2005), não vai atrapalhar a cronologia. E fiquem no cinema até o fim, porque tem uma cena pós-créditos que vai fazer os fãs darem gritinhos de alegria.

Numa escala de um a cinco sorrisos do Tom Hiddleston, o quanto eu gostei do filme:

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28 de abr de 2017


[Resenha] A Viúva - Fiona Barton

Ficha Técnica 

Título: A Viúva
Título Original: The Widow
Autor: Fiona Barton
ISBN: 978-85-510-0102-8
Páginas: 304
Ano: 2017
Tradutor: Alexandre Martins
Editora: Intrínseca
Ao longo dos anos, Jean Taylor deixou de contar muitas coisas sobre o terrível crime que o marido era suspeito de ter cometido. Ela estava muito ocupada sendo a esposa perfeita, permanecendo ao lado do homem com quem casara enquanto convivia com os olhares acusadores e as ameaças anônimas. No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar esse papel. Não há mais motivo para ficar calada. As pessoas querem ouvir o que ela tem a dizer, querem saber como era viver com aquele homem. E ela pode contar para eles que havia alguns segredos. Afinal, segredos são a matéria que contamina (ou preserva) todo casamento. Narrado das perspectivas de Jean Taylor, a viúva, do detetive Bob Sparkes, chefe da investigação, cuja carreira é posta em xeque pelo caso, e da repórter Kate Waters, a mais habilidosa dos jornalistas que estão atrás da verdade, o romance de Fiona Barton é um tributo aos profissionais que nunca deixam uma história, ou um caso, escapar, mesmo que ela já esteja encerrada.

Resenha


Uma criança foi sequestrada no jardim de sua casa, e quatro anos após o evento, ninguém foi condenado. O principal suspeito de sequestrar a jovem Bella é Glen Taylor, porém nenhuma prova concreta foi encontrada a seu respeito, e então ele foi liberado e o caso arquivado. Até o dia em que Glen morre e todos os holofotes se voltam novamente para o caso, acreditando que após sua morte, sua mulher e agora viúva, Jean Taylor, finalmente revelará se Glen tinha ou não relação de fato com o rapto de Bella.

Iniciará assim uma caçada jornalística, para ver quem conseguirá a entrevista exclusiva com Jean. A felizarda é Kate Waters, repórter sagaz que conquistará a confiança de Jean e irá arrancar dela os relatos de sua relação com Glen e toda conexão - ou não - do casal com o desaparecimento da criança. Afinal, Glen era culpado ou não? Se sim, sua então esposa sabia de sua relação com o caso? Por quais motivos Jean Taylor decidiu falar após quatro anos de silêncio?
E então ela chorou; soluços secos abalaram sua estrutura, enquanto Kate apertava com força a sua mão e o resto do mundo ganhava foco novamente ao redor do sofá.
P. 47
“A Viúva” é um thriller policial da estreante romancista Fiona Barton. Com muitos anos de carreira como jornalista, Barton faz um ode à seu passado, transpondo no livro como a mídia conduz a rotina das pessoas e como ela é determinante para solucionar – e também atrapalhar – certos acontecimentos.

A narrativa do livro é interessante e inteligente, pois conduz o leitor através do passado e sob a ótica de diversos personagens. Os principais são a própria Jean Taylor, a repórter Kate e o detetive Bob Sparkes, que é o responsável por conduzir a investigação contra Glen e os demais suspeitos do caso. 

Sendo possível permear por inúmeros cotianos de muitos personagens chaves, o leitor fica a toda hora se questionando qual a relação entre o sumiço de Bella com Glen, se de fato ele foi o responsável pelo sequestro da menina e principalmente qual é o mistério por detrás da viúva, que ao mesmo tempo que parece saber de algo, demonstra um ar de medo e dúvida.
Coloco a chaleira para esquentar e preparo uma xícara de chá enquanto espero. O que ela poderia querer de mim agora? Conversamos durante dois dias, e tiraram centenas de fotos minhas. Ela conseguiu sua matéria. A viúva falou.
P. 248
Gostei da leitura e achei que tanto a narrativa quanto a história prende, apesar de no geral não ter nenhuma reviravolta para nos surpreender. Senti falta de pequenas surpresas nos finais dos capítulos, para poder instigar a leitura, porém a autora deixou os capítulos curtinhos, o que acaba facilitando e dando quase o mesmo efeito desejado. Ficar alternando o tempo e as personagens, também foi um artifício que contou positivamente à obra.

Com uma capa muito bonita e uma edição caprichada que conta com a lateral das folhas em preto, “A Viúva” é um bom romance policial de estreia. Fiona Barton escreve muito bem, e seu domínio sobre as personagens e a conduta de sua história é excelente. Mesmo com a falta de grandes surpresas ou reviravoltas mirabolantes, a leitura foi rápida e muito agradável.

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27 de abr de 2017


No Escurinho do Cinema #195


Olá amores, tudo bem?? Como estão??

Que delícia, hein?! Terceira semana seguida com feriadão, ai ai, assim eu me acostumo, hein? kkkk Essa semana eu quero muito assistir Guardiões da Galáxia e vocês?

Guardiões da Galáxia Vol. 2
Direção: James Gunn
Com: Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista
Gênero: Ação, Ficção Científica, Comédia
Duração: 2h16min
País: EUA
Sinopse: Agora já conhecidos como os Guardiões da Galáxia, os guerreiros viajam ao longo do cosmos e lutam para manter sua nova família unida. Enquanto isso tentam desvendar os mistérios da verdadeira paternidade de Peter Quill (Chris Pratt).



Além da Ilusão
Direção: Rebecca Zlotowski
Com: Natalie Portman, Lily-Rose Depp, Emmanuel Salinger
Gênero: Drama
Duração: 1h48min
País: França
Sinopse: 1930. Em Paris, as irmãs Laura Barlow (Natalie Portman) e Kate Barlow (Lily-Rose Depp) são abençoadas com a virtude de se comunicar com fantasmas, seres do outro plano. Elas acabam, com suas habilidades, por despertar o interesse do visionário produtor francês André Korben (Emmanuel Salinger) - de quem se aproximam.



Elon Não Acredita Na Morte
Direção: Ricardo Alves Junior
Com:Rômulo Braga, Clara Choveaux, Germano Melo
Gênero: Drama
Duração: 1h14min
País: Brasil
Sinopse: A esposa de Elon (Rômulo Braga), Madalena (Clara Choveaux), desaparece misteriosamente e não volta para casa depois do trabalho. Ele inicia então uma longa jornada por respostas: começa a seguir as rotas diárias da mulher, além de visitar os lugares mais sombrios da cidade. Mas o que ele encontra são vários mal-entendidos e estranhos encontros.



Vermelho Russo
Direção: Charly Braun
Com: Maria Manoella, Martha Nowill, Michel Melamed
Gênero: Drama
Duração: 1h30min
País: Brasil, Portugal, Rússia
Sinopse: Marta (Martha Nowill) e Manu (Maria Manoella) são duas atrizes brasileiras que decidem se mudar para Moscou para estudar o célebre método de atuação do russo Constantin Stanislavski. Lá, envolvidas com um diretor de teatro e em um complexo triângulo amoroso, as duas amigas precisarão descobrir como ultrapassar suas diferenças fora e nos palcos, para que elas possam sobreviver em um país diferente.




Além das Palavras
Direção: Terence Davies
Com: Cynthia Nixon, Jennifer Ehle, Jodhi May
Gênero: Biografia, Drama
Duração: 2h05min
País: Reino Unido, Bélgica
Sinopse: Baseado na história de vida e no trabalho da grande poetisa americana Emily Dickinson (Cynthia Nixon), acompanhamos seu trajeto desde os primeiro dias como uma jovem estudante até seus últimos anos como uma artista reclusa e quase irreconhecida. Uma mulher tímida, mas com ótimo senso de humor e amizades intensas. Emily escrevia praticamente um poema por dia, porém, apenas parte da sua obra foi publicada em vida.




E aí, algo agradou vocês????
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26 de abr de 2017


[Resenha] 11 Noites Com Você - Aline Sant'Ana

Ficha Técnica 

Título: 11 Noites Com Você
Autor: Aline Sant'Ana
ISBN: 978-85-68056-37-0
Páginas: 416
Ano: 2017
Editora: Charme
Zane D'Auvray é incapaz de dizer não às mulheres. O guitarrista da The M's aproveita-se da fama e nunca encontrou motivos para se estabilizar em um relacionamento. Todas as atitudes promíscuas que tomou durante a vida jamais foram questionadas. Exceto agora. Em uma mudança de gestão, troca-se de empresário, e o que Zane não esperava era que os bastidores seriam coordenados por uma linda mulher, prometendo consertar as pontas soltas. Kizzie Hastings, a empresária, passará por um teste de onze noites pela Europa com a The M's em turnê. Zane, fazendo pouco caso da situação, não vê grandiosidade nisso. No entanto, quando percebe que Kizzie é a única pessoa imune aos seus encantos, acaba por abraçar um desafio pessoal, sem saber que há muito mais em jogo do que somente a sedução.

Resenha


11 Noites Com Você é o segundo livro da série Viajando com Rockstars, da Aline Sant'Ana, que vem sendo publicada pela Editora Charme. Depois de ter nos apresentado a banda de rock The M's e a estória do Carter e da Erin em 7 Dias Com Você também tivemos 7 Dias Para Sempre, também tendo os dois como protagonistas. Então agora chegou a hora do nosso guitarrista, Zane D'Auvray

Zane é aquele cara que não quer saber de sentimentos, relacionamentos e nada que o aproxime muito de uma mulher. Ele só queria sexo e seu limite eram vinte e quatro horas com cada uma. Porém, Carter e Yan sempre lhe disseram que um dia apareceria uma mulher que conquistaria seu coração. Claro que Zane nunca deu muita importância à isso, para ele era suficiente amar a mãe, o pai, o irmão e os dois amigos. Certamente amor não era para ele.

Em 7 Dias Com Você vimos que os meninos procuravam um novo empresário por conta dos problemas que tiveram e é aí que conheceremos Keziah Hastings. Kizzie é uma empresária de um adolescente de muito sucesso, mas está cansada de ter que lidar com seus pitis de garoto mimado. Isso alinhado ao turbilhão que é sua vida sentimental no momento, tudo que ela precisa é mudar de emprego. Assim, Lyon (que era assistente do antigo empresário da The M's) a apresentou como uma possível candidata a assumir o cargo. Para Kizzie seria um grande desafio, afinal a banda precisava de muitas coisas, Yan e Carter estavam muito empolgados com o currículo dela, mas Zane logo ficou reticente por ter que trabalhar diariamente com uma mulher que ele não poderia se envolver para não prejudicar a banda.
Kizzie era linda. Ela era uma pessoa boa. Apesar das nossas brigas, porra, eu sabia que era. Em três meses observando-a de longe, nas raras reuniões que fui da banda, já peguei quatro características suas inquestionáveis: vi o quanto era responsável; sabia que tinha manias simples como morder a ponta da caneta e tomar café de cinco em cinco minutos; exigia cada vez mais dos seus resultados e preferia dessa forma a colocar as expectativas em outras pessoas; e também tinha visto a fé que depositava em si mesma.
P. 73
Mesmo com toda sua implicância, Zane aceitou e Kizzie passou a trabalhar com eles e ainda tinha a missão de planejar em apenas três meses uma turnê internacional de onze dias pela Europa. Ao contrário do que pode parecer, Aline passa rapidamente por esse período, mostrando apenas que Zane mal aparecia nas reuniões da banda, sempre irresponsável ainda que estivesse seguindo boa parte das orientações de Kizzie pelo bem da imagem do grupo, sem ir à muitas baladas, mostrando que estava com várias mulheres ao mesmo tempo, tudo isso se resumia agora a sua casa. Em paralelo, a gente vê que Kizzie está mergulhada de cabeça no trabalho, contando apenas com a presença de seu melhor amigo e confidente Oliver, pois é órfã de mãe e seu pai, que também é empresário, vive viajando com seus agenciados, raramente conseguindo ver a filha.
Zane era atraente, e eu estaria mentindo se dissesse que não me afetava. Ok, paguei com a língua. Embora nunca passasse pela minha cabeça que me interessaria por um homem com tatuagens, piercings, cabelo comprido e uma guitarra a tiracolo, eu sabia que ele mexia comigo.
P. 89
Enquanto os capítulos passam, nossa curiosidade é aguçada pelos telefonemas que Kizzie recebe, e não atende, do ex-namorado, deixando nossa imaginação correr solta em quais poderão ser os motivos e como o relacionamento entre eles terminou. O fato é que, é claro que Kizzie sofreu demais e está reticente quanto a se envolver novamente com outra pessoa, ainda que Zane tenha demonstrado que está atraído por ela, mas que não quer nada sério, apenas sexo e ponto final.

Kizzie e Zane são oposto no que se refere a relacionamentos. Enquanto Kizzie já sofreu e aprendeu muito, principalmente com Christopher (o ex-namorado) Zane nunca esteve em um relacionamento, não sabe como lidar com o que tem sentido por ela e fica muito confuso com tudo isso. Ao longo da turnê isso vai se desenrolando e Zane aprende como é estar com alguém por mais de um dia e Kizzie que pode contar com essa nova família que a The M's se transformou rapidamente para ela.
Kizzie era o meu agora e que meus sentimentos que se calassem, mas eu também queria que ela fosse o para sempre.
P. 208
Para nos ajudar a entender o que as personagens estão sentindo, Aline ainda nos guia por passeios rápidos nas cidades onde a banda está fazendo shows, além da sua já característica abertura dos capítulos com trechos de músicas, dando aquele clima à leitura.

Impossível não se apaixonar ainda mais por Zane - conhecendo-o melhor em seu próprio livro - e nem voltar a suspirar pelo Carter, mas confesso que desde o primeiro livro que o Yan roubou o meu coração e nesse livro ele o partiu em minúsculos pedaços, vê-lo sofrer foi triste demais. Espero que a Aline traga logo o livro dele para que ele possa ser novamente completamente feliz.

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25 de abr de 2017


[Seriando um Pouquinho] Legion




Sinopse: David Haller (Dan Stevens) é um rapaz diagnosticado com esquizofrenia que passou os últimos cinco anos de sua vida em um hospital. Institucionalizado mais uma vez, David se perde na rotina estruturada da vida no hospital, e passa todo o seu tempo em silêncio junto à amiga Lenny (Aubrey Plaza), uma paciente cujo vício em drogas e álcool não diminuiu em nada seu otimismo. Mas a vida de David muda com a chegada de uma nova paciente: Syd Barrett (Rachel Keller). Atraídos um pelo outro, David e Syd compartilham um encontro surpreendente, depois do qual David enfrenta a possibilidade de as vozes que ele ouve não sejam exatamente produtos de sua imaginação.


A série criada por Noah Hawley faz parte do universo X-Men (sim, mais uma série de herói), entretanto, segue uma linha diferente das adaptações que estamos acostumados, como os filmes que nos deixam perdidos em tantas linhas temporais confusas e cronologias loucas. Legion é apresentada com uma promessa de se aproximar do HQ. Quem começa a série achando que vai ver mutantes usando poderes a todo momento contra algum vilão, vai se decepcionar. Mas antes de qualquer coisa, vou falar do que se trata, já que o universo dos quadrinhos não é comum a todos.


Para começar,Dan Stevens  interpreta o personagem título David Haller (que mais tarde vem a ser conhecido como o mutante Legion). Somos apresentados a ele como uma pessoa com problemas mentais. Legion é o filho de um conhecido por todos, até mesmo quem não acompanha de perto o mundo nerd, o Professor Charles Xavier. Desta maneira, temos um ambiente favorável para o sucesso. Mesmo sendo um herói que não é tão conhecido pela massa, ele tem uma ligação forte com uma das maiores referências dos X-Men que temos.

A série acaba optando por trabalhar a trama em uma ambiente atemporal (que eu acho muito legal), usando diversos elementos da década de 70, como figurino, cabelo, decoração, mas também traz objetos e tecnologias contemporâneas, isso nos deixa meio perdidos, e em uma série sobre um mutante com poderes psíquicos, ficar sem entender onde estamos, em que época estamos é bem legal. Ficamos sem entender se o que estamos vendo é alucinação de David ou se ele está vivendo realmente tudo aquilo. Os produtores não fazem questão de explicar as coisas para o telespectador, pois somos imersos na mente de David e assim como o protagonista não entende seus poderes, nós também nos deparamos com uma trama complicada de entender, são muitos cortes abruptos, montagem das cenas é incomum  e não tem uma linearidade cronológica, a todo momento somos transportados para um flashback.

Dan Stevens (conhecido por Downton Abbey e mais recentemente por ser a Fera , de ‘A Bela e a Fera’ no cinema), foi uma escolha muito feliz. Ele passa por momentos de fofura, inocência e agressividade tão bem, que dá a impressão de que ele realmente tem problemas mentais. Para quem gosta de procurar easter eggs, a série está repleta de referências. O nome do hospício onde as pessoas vestem roupas laranjas é Clockworks, claramente nos lembra Laranja Mecânica. Nesse local encontramos outras personagens interessantes como Lenny Busker (Aubrey Plaza) e Rachel Keller (Syd Barrett), que vem a ser o interesse amoroso de David, é que eles não podem se tocar. Tá aí a justificativa para usar a imaginação, literalmente (assistam que vocÊs irão entender isso).


Na primeira temporada de apenas 8 episódios smos apresentados à esta nova narrativa e a esta nova tentativa de retratar o universo dos X-Men. A recepção pela crítica tem sido favorável, e temos que concordar que é uma produção de qualidade. As cores, os cortes, a falta de linearidade, é tudo muito bem projetado e apresentado.



Elenco:
Dan Stevens - David Haller 
(O filho do Professor Charles Xavier. Haller tem várias habilidades psíquicas, incluindo telepatia e telecinesia)
Rachel Keller - Syd Barrett 
(Uma jovem mutante que se torna namorada de Haller).
Aubrey Plaza -Lenny Busker
(Amiga de Haller, que é uma otimista implacável, apesar de uma história de abuso de drogas e álcool, e um comportamento áspero).
Bill Irwin - Cary Loudermilk 
(Um cientista brilhante, um dos fundadores de Summerland, e um especialista que trabalha com o Dr. Bird).
Jeremie Harris - Ptonomy Wallace 
(Um ex-filho prodígio que é reservado e sardônico, assim como um dos especialistas do Dr. Bird)
Amber Midthunder - Kerry Loudermilk 
(Um personagem com síndrome de savantismo e um "senso infantil de admiração", que vive dentro do corpo de Cary).
Katie Aselton - Amy Haleer 
(A irmã mais velha adotiva de David, que tenta permanecer positiva apesar de sua história de doença mental).
Jean Smart - Melanie Bird
 (Um terapeuta psiquiátrico exigente que usa métodos não convencionais).


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23 de abr de 2017


[Resenha] Uma Noite Como Esta - Julia Quinn

Ficha Técnica 

Título: Uma Noite Como Esta
Título Original: A Night Like This
Autor: Julia Quinn
ISBN: 978-85-8041-664-0
Páginas: 272
Ano: 2017
Tradutor: Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Daniel Smythe-Smith passou três anos exilado na Itália depois de um duelo com seu amigo, o gênio matemático Hugh Prentice, e quase o fez perder uma perna. Com isso o pai de Hugh, Lorde Ramsgate, o ameaçou dizendo que se ele não saísse do país seria morto, mas um dia ele recebe a visita de seu amigo, que o libera para voltar à Inglaterra... Ele volta justamente no dia da apresentação do Quarteto, mas encontra uma pessoa diferente ao piano (já que sua prima Sarah fingiu estar doente para não participar, Anne Wynter, a governanta das irmãs dela a substituiu), ao olhar para ela, ele fica encantado e, ao final da tortura apresentação ele corre para encontrá-la. Ao vê-la, não resiste e a beija, mesmo sem conhecê-la direito e ela, depois de um tempo escapa dele e se esconde. Por falar em se esconder, Anne Wynter (ou melhor, Annelise Shawcross) esconde seu passado de todos, pois ela teve que se afastar de sua família, após ser enganada e humilhada por seu amado, que prometeu se casar com ela, sendo que na verdade já estava comprometido com uma mulher mais rica. Além de ter perdido a virgindade, o que já era terrível, ainda leva toda a culpa pelo que aconteceu, e por isso, ela não pode mais ter contato com a família e ela é levada para viver como governanta numa residência na Ilha de Man. Depois de um tempo, Anne foi contratada para cuidar das meninas Pleinsworth, primas de Daniel. E apesar da tentativa de manter seu passado oculto, a Lady Pleinsworth desconfiava que ela era de origem nobre e tinha motivos para negar sua criação. Daniel, ao saber que Anne é a governanta de suas primas, resolve ir sempre à casa Pleinsworth sob o pretexto de vê-las, e sempre ia passear com elas, porque sabia que ela iria junto. E, com isso eles vão ficando cada vez mais apaixonados, mesmo que ela não adimita. Mas, o que ele não sabe, é que os segredos de Anne, vão além do tipo de criação que teve, e que agora, mais do que nunca, precisará conhecer o seu passado, pois ambos estão correndo perigo, e, desta vez, não tem nada a ver com o Lorde Ramsgate ou o duelo.

Resenha


Seguindo com a série Quarteto Smythe-Smith, chegamos à leitura de Uma Noite Como Esta, o segundo livro, que traz Daniel Smythe-Smith, o conde de Winstead como protagonista dessa família.

Em Simplesmente o Paraíso soubemos um pouco sobre Daniel, afinal ele é o irmão mais velho de Honoria e melhor - e único - amigo de Marcus, o conde de Chaterris. Aqui saberemos alguns detalhes a mais.

Daniel sempre foi uma pessoa carismática e que gosta de se divertir, mas, um ano após ter assumido o título de conde de Winstead, em uma noite de bebedeira e sorte no jogo alterou seu futuro. Após ganhar de Hugh Prentice nas cartas, que orgulhava-se de seu talento em aritmética que lhe permitia sempre ganhar, ele se viu cara a cara com Hugh no Hyde Park para um duelo descabido, pois certamente dois homens que não haviam curado a bebedeira da noite anterior e armados não teria um bom resultado. Assim, os dois foram feridos, ameaças foram feitas e Daniel foi forçado a deixar a Inglaterra para manter-se vivo. E assim viveu fugindo por três anos até que Hugh Prentice o encontrou na Itália e lhe disse que poderia voltar para casa. A verdade é que, embora tenha se envolvido no duelo com Daniel, Hugh sabia que ele nunca o tentara matar de verdade, mas seu pai, o marquês de Ramsgate não iria sossegar enquanto seus homens não matassem Daniel.
- Lembre-se disso, Winstead - falou lorde Ramsgate, pousando os olhos em Daniel com um desprezo cruel. - Você pode fugir, pode tentar se esconder, mas meus homens o encontrarão. E você não vai saber quem são. Portanto, não os verá chegando.
P. 17
Pois então, como vimos em Simplesmente o Paraíso, Daniel retornou no dia do concerto anual de sua família e foi assim que ele conheceu Anne Wynter, a governanta de suas primas Harriet, Elizabeth e Frances Pleinsworth. Com a súbita doença de Sarah (irmã mais velha das meninas), lady Pleinsworth praticamente obrigou Anne a assumir o lugar de Sarah ao piano no concerto, afinal o evento não poderia ser cancelado.

É verdade que Anne sempre soube que era muito bonita, mas há oito anos, desde que se viu obrigada a deixar a casa dos pais, viver longe de sua família sem manter nenhum tipo de contato com eles, tendo que mudar de nome e passar a trabalhar para sobreviver, essa beleza era quase um fardo muito grande para carregar.

Assim, quando percebeu a atenção de Daniel voltada para ela, se preocupou que talvez fosse necessário mudar de emprego novamente e justo quando já tinha se apegado às meninas Pleinsworth e gostava de trabalhar na casa.
- Virei visitá-la amanhã - avisou o conde ainda segurando a mão dela.
- O quê? Não! - Anne puxou a mãe de volta. - Não pode fazer isso.
- Não?
- Não. Sou uma governanta. Não posso permitir que homens me procurem. Perderei meu emprego.
P. 39
Daniel nem bem chegou à Inglaterra e já se encantou com uma jovem dama inapropriada para sua posição social e é bastante determinado em passar o máximo de tempo possível com ela, claro que sob o pretexto de ver as primas depois de tanto tempo fora. Ainda que eu tenha gostado do casal, achei tudo muito rápido na relação de Daniel e Anne que passou rapidamente do desejo, para a paixão e a percepção do amor. Mas enquanto víamos eles juntos era claro que Anne e Daniel sentiam-se solitários: ela por conta do abandono da família e ele do exílio.
Anne Wynter nascera naquele dia, e Annelise Shawcross...
Bem, ela desaparecera. Desaparecera de repente, como uma das ondas ao redor.
Mas na verdade não importava quem ela era. Anne Wynter... Annelise Shawcross... Nenhuma das duas era um par adequado para Daniel Smythe-Smith, conde de Winstead, visconde Streathermore e barão de Touchton de Stoke.
Ele tinha mais nomes do que ela precisara inventar para si. Era quase engraçado.
P. 107-108
Gostei de ver, mesmo que pouco, Honoria e Marcus além de ter conhecido Hugh Prentice, personagem que me deixou curiosa e que espero encontrar nos próximos livros da série.

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22 de abr de 2017


[Capas pelo Mundo] O Grande Gatsby


Olá leitores do De Tudo um Pouquinho! O Capas pelo Mundo desse mês será com o livro O Grande Gatsby, um clássico de F. Scott Fitzgerald. Em 2014 eu li e fiz resenha do livro, vocês podem conferir aqui. É um livro que gostei muito, uma narrativa que começa arrastada mas o seu desenvolvimento é brilhante. Como é um clássico existem inúmeras capas espalhadas pelo mundo, então tive que fazer uma seleção com algumas.
O clássico de F. Scott Fitzgerald, “O grande Gastby”, é considerado um dos mais representativos do romance americano. A história se passa na Long Island dos anos 1920, com jovens belas e exóticas, muito álcool, jazz, elegância, glamour e, pairando sobre tudo, a certeza de que a vida é uma festa sem fim. Os Estados Unidos vivem o auge de sua era dourada. Numa época em que a moralidade era um item de pouco valor e a dura Lei Seca estava em vigor, Nick Carraway sai em busca do sonho americano: ser rico e poderoso. Recém-chegado ao Leste, junto com sua prima Daisy Buchanan, Nick é inserido no círculo – vicioso - de amizades do misterioso bon vivant Jay Gatsby. Aos poucos Nick vai descobrir os bastidores da vida dos ricos. Um universo de traição, mentiras, paixões proibidas, conspirações, rumores, solidão, loucura e morte. Uma trama que envolverá a todos numa rede de intrigas e da qual só alguns sairão ilesos. Afinal, quantos amigos o dinheiro pode comprar?

           
Alemanha e Bulgária

Espanha

Inglaterra

Dessas seis capas, a minha preferida é a primeira capa inglesa.

Finlândia e França

Grécia e Holanda

Hungria e Irã

Gostei da capa húngara, diferente das outras capas e ao mesmo tempo traz as personagens principais como grande parte das outras capas.

Itália

Turquia

Japão e México

A segunda capa turca chamou a minha atenção e talvez eu só mudasse a fonte escolhida para o título e nome do autor.

Polônia e República Tcheca 

Romênia, Ucrânia e Vietnã

Dentre essas capas não teria uma preferida.

Estados Unidos

Portugal 

Existem muitas capas norte-americanas, mas tive que escolher as "principais" e, em minha opinião, as capas brasileiras são mais bonitas (existem muitas edições brasileiras também). 



As capas brasileiras e a última edição é do mangá criado a partir da história de O Grande Gatsby.

Agora vocês podem me contar nos comentários as capas preferidas e as capas mais exóticas. Até o próximo Capas pelo Mundo!

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