22 de fev. de 2020


[Cinema] Jojo Rabbit



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Além de ser uma forma de diversão, o humor é uma poderosa ferramenta de questionamento. Piadas moldam a percepção que as pessoas têm de normalidade e do que é aceitável. O que funciona como gancho da piada geralmente é aquilo que se considera estranho, incomum ou até mesmo "anormal". Na tentativa de questionar o status quo, alguns humoristas se voltam para os detentores do poder e transformam tiranos e poderosos em ridículos. Uma estratégia que funcionou muito bem para Charles Chaplin em O Grande Ditador (1940) e volta a funcionar em Jojo Rabbit; com maestria, diga-se de passagem.

É importante lembrar que fazer piada com Hitler e transformá-lo em uma caricatura não é uma forma de diminuir o sofrimento causado aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Nada no mundo vai apagar os horrores do holocausto. Por isso mesmo as piadas são direcionadas à figura de Hitler, o rosto do nazismo, e com isso ridicularizam não só o ditador e seus seguidores como quaisquer outros que sigam regimes parecidos.

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O Hitler de Jojo Rabbit é o amigo imaginário do protagonista, portanto, a versão idealizada que uma criança tem do líder. Jojo é um garotinho que faz parte da juventude hitlerista e que sonha em lutar na guerra. Na sua imaginação, Hitler corre pela floresta, janta unicórnios e dá conselhos. A caracterização é uma piada à parte: o representante de um governo tirânico e racista é interpretado pelo próprio diretor, um judeu polinésio. Taika Waititi tem a pele escura e o histórico religioso que deixariam Hitler espumando de raiva (igual naquela cena de A queda).



Depois de um acidente no acampamento da juventude hitlerista, Jojo descobre um segredo em sua própria casa e começa a questionar seus ideais, assim como os conselhos de seu amigo imaginário. Tinha tudo para ser uma história bem clichê e talvez fosse, do ponto de vista de um soldado adulto ou com um roteiro mais sério. Mas Jojo Rabbit é uma comédia dramática e, em sua primeira metade, se permite transformar cada pequena ação na vida do protagonista em uma forma de caçoar dos nazistas. Este é o primeiro grande mérito do filme, seu humor que parece não ter limites.

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Seu segundo grande mérito é a capacidade de abrir mão do riso nas cenas em que ele não cabe. Os momentos mais dramáticos, lá pela segunda metade, são entregues de forma sutil, mostrando e dizendo apenas o necessário. Enquanto a comédia é exagerada e até pastelão em alguns momentos, o drama é gentil apesar de sofrido. Essa transição é delicada e poderia ter falhado, se não fosse a direção primorosa.

Se eu tivesse que escolher um terceiro grande mérito, seria o de dar tempo para seus personagens se desenvolverem. Não só os protagonistas mas até aqueles coadjuvantes que parecem estar ali só para serem engraçadinhos. Todos os personagens têm a oportunidade de concluir um arco até o fim do filme, além de serem interpretados por atores excelentes. Todas as atuações são perfeitas, desde Roman Griffin Davis (Jojo) até Scarlett Johansson (Rosie), passando pelo próprio Taika Waititi (Adolf) e Sam Rockwell (brilhante como o capitão Klenzendorf).

O detalhe que amarra tudo isso de forma divertida é a direção de arte. Como vemos a Alemanha pelos olhos de Jojo, tudo é colorido, ao contrário do padrão de cores usado em filmes de guerra. Aqui as cores são fortes e alegres, como em um livro infantil ilustrado. A trilha sonora também se encaixa perfeitamente, com versões em alemão para músicas dos Beatles e do David Bowie, formando um retrato alegre de um país em guerra.

Jojo Rabbit é a prova de que é possível fazer humor de qualidade sobre temas sérios, sem transformar a história em piadas grosseiras ou ser ofensivo de forma gratuita. Prova de que Taika Waititi tem talento de sobra (não que eu duvidasse) e que ainda existem formas de inovar ao contar histórias sobre a Segunda Guerra.

Numa escala de um a cinco taika waititis dormindo no trabalho, o quanto eu gostei do filme:

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20 de fev. de 2020


No Escurinho do Cinema #335


E aí pessoal, tudo bem??
Preparados para o carnaval? Vão pular ou aproveitar os dias para descansar? Para quem pretende ir ao cinema, que tal conferir as estreias dessa semana? Então vamos lá!

Maria e João: O Conto das Bruxas
Direção: Osgood Perkins
Elenco: Sophia Lillis, Alice Krige, Samuel Leakey
Gênero:Terror, Fantasia, Suspense
Duração: 1h27min
Nacionalidade: EUA
Sinopse: Há muito tempo, em um campo distante, Maria (Sophia Lillis) leva seu irmãozinho João (Sammy Leakey) a um bosque escuro, em uma busca desesperada por comida e trabalho. Quando eles encontram Holda (Alice Krige), uma misteriosa mulher que reside na floresta, os dois irmãos descobrem que nem todo conto de fadas termina bem.



Dolittle
Direção: Stephen Gaghan
Elenco:  Gênero: Comédia, Família
Duração: 1h42min
Nacionalidade: EUA
Sinopse: Doutor Dolittle (Robert Downey Jr) é um físico muito competente, ele vive e cuida de vários animais e afirma que consegue até se comunicar através de palavras com eles.



O Chamado da Floresta
Direção: Chris Sanders
Elenco: Harrison Ford, Omar Sy, Dan Stevens
Gênero: Aventura, Drama, Família
Duração: 1h40min
Nacionalidade: EUA
Sinopse: Depois de anos vivendo como um cachorro de estimação na casa de uma família na Califórnia, Buck precisa entrar em contato com os seus instintos mais selvagens para conseguir sobreviver em um ambiente hostil como o Alaska. Com o tempo, seu lado feroz se desenvolve e ele se torna o grande líder de sua matilha. Baseado no livro homônimo de Jack London, lançado em 1903.


Luta por Justiça
Direção: Destin Daniel Cretton
Elenco:  Michael B. Jordan, Jamie Foxx, Brie Larson
Gênero: Biografia, Drama
Duração: 2h16min
Nacionalidade: EUA
Sinopse: Bryan Stevenson (Michael B. Jordan) é um advogado recém-formado em Harvard que abre mão de uma carreira lucrativa em escritórios renomados da costa leste americana para se mudar para o Alabama e se dedicar a prisioneiros condenados à morte que jamais receberam assistência legal justa. Ao chegar lá, Bryan se depara com o caso de Walter McMillian (Jamie Foxx), um homem negro falsamente acusado de um assassinato, mas que nunca teve uma defesa apropriada por conta do preconceito racial na região.



Frankie
Direção: Ira Sachs
Elenco: Isabelle Huppert, Brendan Gleeson, Marisa Tomei
Gênero:Drama
Duração: 1h40min
Nacionalidade: França, Portugal
Sinopse: Frankie (Isabelle Huppert) é uma famosa atriz francesa. Quando descobre estar muito doente, com perspectiva de morrer dentro de poucos meses, ela se refugia em Sintra, Portugal, onde pretende passar os seus últimos dias, ao lado dos familiares, que aos poucos descobrem a gravidade da situação.



E então, pretendem assistir algum?
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17 de fev. de 2020


[Resenha] A Distância Entre Nós - A.S. Teague

Ficha Técnica 

Título: A Distância Entre Nós
Título Original: The Bars Between Us
Autor: A.S. Teague
ISBN: B07ZS4BLCB
Páginas: 335
Ano: 2019
Tradutor: Bianca Carvalho
Editora: Cherish Books
Eu não tenho nada em comum com a linda garota sofisticada que entra no meu bar; ela é do tipo que curte carros elegantes e sapatos de grife. Eu tenho uma mãe bêbada, um pai traiçoeiro e a reputação de ser um encrenqueiro, que eu obviamente mereci. Olho para o outro lado, fingindo que não percebo o quanto é perfeita. Ela não me daria uma chance, de qualquer maneira. Até o momento em que esta primeira impressão é destruída, e eu percebo que ela muito mais do que eu tinha imaginado... Mais do que eu mereceria em uma mulher. Depois de uma vida de decepções, quero lhe provar que sou melhor do que o meu passado. Nós temos apenas uma tragédia em comum, e o fio que nos une é o mesmo que acabará nos separando, à medida que se desenrola. Seremos fortes o suficiente para superarmos a distância entre nós?

Resenha


A Distância Entre Nós é meu primeiro contato com a escrita da A.S. Teague, mais uma aposta da Cherish Books.

Grace Monroe teve uma infância feliz ao lado dos pais e os momentos que mais gostava eram os domingos em que passeava de carro com o pai pela costa de Beaufort. Mas a morte repentina do pai levou ela e a mãe a deixar a cidade. Assim, durante os últimos anos Grace viveu em Columbia, na casa dos avós. Lá era completamente da realidade que tinham, embora agora houvesse dinheiro e bem menos restrições quanto ao que vestia e comia, haviam muitas regras a serem seguidas e as exigências da avó quando sua aparência e etiqueta eram altas.

Atualmente a família de Grace se resume a avó e a relação, que já era complicada, só piorou quando a senhora foi diagnosticada com Alzheimer, mas mesmo assim Grace decide que está na hora de buscar o seu caminho e nada melhor do que um trabalho que a levará de volta a Beaufort, onde sente que é realmente o seu lar.

Ao chegar na cidade, quando resolve para para uma refeição tardia antes de ir para a casa que alugou, Grace conhece o barman mais mau humorado que já viu - não que ela tenha sido muito cordial também.

Bronnson Williams é um filho legítimo de Beaufort, nascido e criado na pequena cidade, ele carrega o peso da história dos pais e de seu próprio passado. Todo mundo na cidade sabe que ele é fruto de uma pulada de cerca do pai e que por isso cresceu com a mãe - alcoólatra - que não estava nem um pouco interessada nele. O pai, por sua vez, dava atenção esporadicamente, mas tendo a mãe como referência de carinho, Bronn o idolatrava, assim, quando o pai foi assassinado, tudo piorou drasticamente para ele. Depois disso, Bronn se envolveu cada vez mais com várias coisas erradas: bebidas, drogas e muitas brigas.

Embora nos últimos tempos tenha melhorado um pouco, a mudança acontecerá mesmo quando ele conhece Grace, uma mulher que a princípio é completamente fora de sua realidade, mas a atração entre eles fala mais alto.
Passei a sentir coisas, desde que conheci Grace Monroe, que não sentia há muito tempo. Ou nunca, se fosse realmente honesto.
Posição 24%
O envolvimento deles é rápido e a mudança em Bronn é visível para todos que estão a sua volta, principalmente para Dani, sua meia-irmã mais velha, uma incentivadora constante dele. Quanto mais o tempo passa, mais eles percebem que existem mais semelhanças do que diferenças entre eles, mas é claro que um romance não estaria completo sem um pouco de drama, não é mesmo?! E esse aqui é bem complicado, viu?!

Enfim, sem soltar spoiler, o que me incomodou na história foi a rapidez do envolvimento do casal, que para mim não teve embasamento. Quem me acompanha aqui no blog sabe que isso me incomoda, e o problema não é ser rápido, mas se tiver embasamento e contexto, tudo bem, mas não senti isso com esse casal, o que me deixou triste. A história como um todo é interessante, mas não me conquistou. Quem sabe um próximo livro dela, não é mesmo?

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15 de fev. de 2020


[Opinando] Sessão Nostalgia - Programas Infantis


Já tem alguns meses que vira e mexe estou falando sobre minha infância e adolescência e isso de um modo geral: programas infantis, desenhos animados, filmes, séries e músicas. Então não resisti e resolvi compartilhar com vocês algumas coisas que faziam sucesso quando eu era criança, que eu assisti/ouvi e me diverti.

Bem, para começo de conversa, eu amo assistir desenhos animados e, nas décadas de 1980 e 1990, eles faziam parte dos programas infantis, por isso, eu assisti vários que eram transmitidos na Globo, SBT, Band, Manchete e TV Cultura. Claro que também tinham os programas que não tinham desenhos, mas eram tão bons quanto.


A maioria dos programas infantis seguia a mesma fórmula: brincadeiras no palco, alguns números musicais e os desenhos animados. O Clube da Criança era um programa exibido na Rede Manchete entre os anos de 1983 e 1998. O programa iniciava no final da tarde e tinha duas horas de duração com brincadeiras no palco e desenhos animados. Com o passar dos anos, o programa foi ganhando mais espaço na programação, aumentando a duração e também teve várias apresentadoras ao longo dos anos: Xuxa, Angélica, Mylla Christie, Pat Beijo e Debby. Eu assisti só na época da Xuxa e da Angélica e depois perdi o interesse.



O Xou da Xuxa certamente é o programa infantil mais conhecido até hoje e estreou em 1986 e foi até 1992 na Globo. Ele substituiu o Balão Mágico, outro programa infantil, mas eu não cheguei a assistir porque era muito novinha, né? Quando ele foi encerrado, eu ainda tinha poucos meses de vida.


Sem dúvida vocês devem se lembrar das Paquitas, o Dengue e o Praga, que ficavam no palco com a apresentadora. A Xuxa chegava numa nave - onde eu super queria entrar - descia numa nuvem de fumaça e começa a cantar. Tinha aquele café da manhã irreal para a maioria das pessoas na época. Eu também amava as botas brancas de cano longo que ela usava e sempre queria imitar quando ela fazia a chuva de cartas. 🤦🏾‍♀ Também me lembro da felicidade que foi quando minha mãe me deu o LP do Xou da Xuxa 3, nossa, nem tinha como ouvir em casa, só quando eu ia na casa da minha avó, que o rádio tinha toca-discos.





 

O Show Maravilha foi um programa exibido a tarde pelo SBT entre os anos de 1987 e 1994 e apresentado pela baiana Mara Maravilha (que eu só descobri que era baiana como eu muitos anos depois 😂😂). Ele tinha um perfil muito parecido com o Xou da Xuxa e era concorrente direto, passando no mesmo horário na outra emissora. Eu não lembro muito desse programa, confesso, mas não era nada pessoal, mas na minha casa a Globo sempre pegou melhor na TV do que as outras emissoras e tem sempre aqueles em que os desenhos nos agradam mais, não é mesmo?? Lembro que na Mara eu amava o Fantástico Mundo de Bobby!

Quando lá em casa passou a pegar a TV Cultura, foi mais uma festa, porque descobri novos programas: Rá Tim Bum, Glub Glub, Mundo da Lua, X-Tudo e Castelo Rá-Tim-Bum. O Rá Tim Bum, que foi transmitido entre 1990 e 1994, tinha vários quadros diferentes, que saia da fórmula dos outros programas infantis, aqui, não havia plateia e um apresentador, os atores ensinavam as crianças sobre ecologia, higiene, português entre outros assuntos, sempre de maneira lúdica.



O Glub Glub era outro programa que eu adorava. Ele também era transmitido na TV Cultura e ficou no ar de 1991 até 1999. A apresentação ficava por conta dos peixinhos Glub e Glub, sim, o macho e a fêmea tinham o mesmo nome. Lembro que nem sempre passavam os mesmos desenhos todos os dias, mas amava quando passava Bertha e a Fábrica!


Mundo da Lua também foi um programa infantil transmitido pela TV Cultura. Entre 1991 e 1992, 52 episódios trouxeram o querido Lucas Silva e Silva e suas aventuras. Lucas mora com o avô, os pais, a irmã mais velha e a empregada. Como uma boa criança, as vezes as coisas não aconteciam como ele queria, então ele ia para o quarto, pegava o gravador que tinha ganhado do avô e iniciava sua narrativa, como ele queria que as coisas fosse... "Alô, alô, planeta Terra chamando...". Entre o elenco do programa tinham nomes como Antonio Fagundes e Gianfrancesco Guarnieri e o sucesso do programa foi tanto que a vida da Família Silva e Silva foi exibida depois na Globo e anos depois ganhou um documentário.



Outro programa exibido na TV Cultura foi o X-Tudo, entre 1992 e 2002. Como diz o nome do programa, ele exibia um pouco de tudo (quase como esse blog, não é mesmo?!). O programa tinha parceria com o Sesi, e seu formato tinha o objetivo de passar informação clara e direta para as crianças sobre ciências, curiosidades, sugestões de leituras, contação de histórias. Eu adorava o boneco X, que interagia com os atores.



O Castelo Rá-Tim-Bum também foi transmitido na TV Cultura entre 1994 e 1997 e trazia um castelo onde o jovem feiticeiro de quase 300 anos, Nino, vivia com seus tios, Vítor e Morgana, que eram feiticeiros poderosos. No castelo viviam muitas criaturas inusitadas e, como tio Vitor era um inventor, também haviam muitos equipamentos diferentes. Os episódios giravam sempre em torno da visita das crianças Pedro, Biba e Zequinha, que haviam descoberto o castelo por acaso e se tornaram amigos de Nino. Sempre com muitas aventuras, o programa também trazia algumas lições de cidadania, higiene, música e muitos outros.








Em 2017 houve uma exposição do Castelo Rá-Tim-Bum no Memorial da América Latina, em São Paulo. Como eu estava de férias e tinha acabado de voltar da Bienal do Rio, dei um pulo lá e simplesmente amei, foi incrível ver de perto esse castelo que fez parte da minha infância.

  
 

 

 

Voltando à Globo, entre 1993 e 1997 os desenhos eram assistidos pela criançada na TV Colosso, um programa apresentado por diversos doguinhos. A ideia era essa mesma, uma TV onde todos os apresentadores eram cachorros e atores vestiam as fantasias dos pets de quase dois metros de altura, mas imaginem o calor que não deveria ser dentro dessas fantasias? Meu Deus! O programa ia das 08h às 12h e terminava com um cão cozinheiro chamando o pessoal para o almoço e eu me sentia parte disso, era hora de almoçar e me preparar para ir para a escola. "Atentión, pessoall, tá na horrra de matarr a fomê! Tá na mêss, pessoaaaaaaaaal".





Outro programa que adorava era o Disney Club, mas esse, ao contrário da maioria, passava de noite no SBT. Entre 1997 e 2001 o programa contava como três crianças (que preferiam ser chamadas de ultrajovens) criaram o "Comitê Revolucionário Ultra-Jovem", um clube secreto no sótão da casa dos irmãos Juca e Guelé. Lá, com mais um amigo, Macarrão, e os conhecimentos técnicos de Juca, eles montam uma TV pirata e invadem as casas para passar uma programação revolucionária, repleta de desenhos da Disney: Timão e Pumba, Hércules, A turma do Pateta, Duck Tales, Marsupilami, 101 Dalmátas e, se não me engano, era nesse programa que tinha o jogo do Hugo (que eu nunca pude ligar para participar). Eu adorava o fato dos desenhos do programa serem da Disney, pois eu não via muito deles na TV brasileira. Também tenho que dizer que tinha uma leve queda pelo Juca. 🤓 #RevelaçãoDeCrush 😂 Claro que era o nerd que eu gostava, né?





E vocês, lembram os programas infantis que assistiam e gostavam na infância de vocês? Esses foram alguns que lembrei agora. Me contem aí.😉
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13 de fev. de 2020


No Escurinho do Cinema #334


E aí pessoal, tudo bem??
Prontos para conferir as estreias dessa semana? Então vamos lá!

Para Todos Os Garotos: PS. Ainda Amo Você
Direção: Michael Fimognari
Elenco: Lana Condor, Noah Centineo, Jordan Fisher
Gênero:Comédia, Romance
Duração: 2h07min
Nacionalidade: EUA
Sinopse: Lara Jean (Lana Condor) não esperava se apaixonar por Peter Kavinsky (Noah Centineo) quando eles fingiam namorar, mas a relação entre os dois rapidamente deixou de ser artificial. Só que, ao se reconectar com uma paixão do passado, John (Jordan Fisher), tudo fica ainda mais complicado para a jovem, que precisa entender o que se passa internamente para tomar uma grande decisão.



Sonic - O Filme
Direção: Jeff Fowler
Elenco: Jim Carrey, James Marsden, Tika Sumpter
Gênero: Aventura, Família
Duração: 1h39min
Nacionalidade: EUA, Japão
Sinopse: Sonic, o porco-espinho azul mais famoso do mundo, se junta com os seus amigos para derrotar o terrível Doutor Eggman, um cientista louco que planeja dominar o mundo, e o Doutor Robotnik, responsável por aprisionar animais inocentes em robôs. A sinopse oficial ainda não foi divulgada.



O Grito
Direção: Nicolas Pesce
Elenco: Andrea Riseborough, Demian Bichir, John Cho
Gênero: Terror
Duração: 1h34min
Nacionalidade: EUA
Sinopse: Em uma casa, uma maldição nasce após uma pessoa morrer em um momento de terrível terror e tristeza. Voraz, a entidade maligna não perdoa ninguém, fazendo vítima atrás de vítima e passando a maldição adiante.


O Preço da Verdade
Direção: Todd Haynes
Elenco: Mark Ruffalo, Anne Hathaway, Tim Robbins
Gênero: Comédia
Duração: 2h07min
Nacionalidade: EUA
Sinopse: Robert Bilott (Mark Ruffalo) é um advogado de defesa corporativo que ganhou prestígio trabalhando em casos de grandes empresas de químicos. Quando fazendeiros chamam sua atenção para mortes que podem estar ligadas a lixo tóxico de uma grande corporação, ele embarca em uma luta pela verdade, em um processo judicial que dura anos e põe em risco sua carreira, sua família e seu futuro em geral.



Dilili em Paris
Direção: Michel Ocelot
Elenco: Elisabeth Duda, Olivier Voisin
Gênero:Animação, Família
Duração: 1h35min
Nacionalidade: França, Bélgica, Alemanha
Sinopse: Com a ajuda do seu amigo, um entregador, Dilili, uma jovem Kanak, investiga uma série de sequestros misteriosos a jovens garotas que está assolando a Paris da Belle Epoque. Encontrando uma série de personagens misteriosos, cada um deles com pistas que vão ajudar na sua busca.



E então, pretendem assistir algum?
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10 de fev. de 2020


[Resenha] Descender: Estrelas de Lata - Jeff Lemire e Dustin Nguyen

Ficha Técnica 

Título: Descender: Estrelas de Lata
Título Original: Descender: tin stars
Autor: Jeff Lemire e Dustin Nguyen
ISBN: 978-85-510-0579-8
Páginas: 144
Ano: 2019
Tradutor: Fernando Scheibe
Editora: Intrínseca
A parceria entre os conceituados Jeff Lemire e Dustin Nguyen, dois dos nomes mais célebres dos quadrinhos, resultou em uma graphic novel incomparável, uma odisseia cósmica eletrizante e soturna que trata de temas complexos, como intolerância, medo, política e a relação muitas vezes conflituosa entre humanos e tecnologia. O primeiro volume, Descender: Estrelas de Lata, reúne os fascículos 1 a 6 da série e nos apresenta a uma realidade desconcertante: robôs gigantes conhecidos como Ceifadores invadiram a galáxia e destruíram planetas e civilizações inteiras, criando nos que restaram uma aversão às máquinas. Desde então, foram implementadas políticas de perseguição e extermínio de robôs. Essa caça implacável põe em risco a vida de Tim-21, um jovem androide de aparência humana que passou uma década num sono profundo, mas que pode conter em seu código vestígios dos assassinos do passado, o que faz dele o ser mais procurado do universo. Por isso, só resta a Tim-21 fugir. Ao lado dos amigos Bandit e Perfurador, ele percorre planetas e galáxias, desviando de inimagináveis perigos com um único objetivo: sobreviver. Dos vencedores do Eisner Awards, este épico arrebatador e comovente, de cores intensas e vibrantes, narra a trajetória de humanos e máquinas, que ficam frente a frente em uma guerra que traz uma única certeza: não haverá vencedores. Uma história tão impactante que, antes mesmo de ser publicada nos Estados Unidos, teve os direitos de adaptação para o cinema adquiridos pela Sony Pictures.

Resenha

— Porque eles têm medo de nós, Tim-21. Porque se sentiram feridos e precisavam ferir para descontar a dor. Porque são humanos.
ERAZ-435 
Dez anos atrás, robôs gigantes chamados de Ceifadores apareceram sobre os planetas e causaram imensa destruição. Isso causou uma grande paranoia anti robôs, com androides sendo destruídos num grande massacre. Até hoje os cientistas tentam entender o que eram aquelas máquinas e se elas vão voltar.

Depois de dez anos desativado, o robô de companhia chamado Tim-21 desperta e precisa encontrar sua família num planeta que parece ter sido destruído por um vazamento de gás. Mas ele precisa escapar dos sucateiros que pretendem vendê-lo e que descobriram que o código de Tim-21 tem relação com o dos Ceifadores.

Descender: Estrelas de Lata é a ficção científica pelos olhos de uma criança. Uma história sobre ciência e a busca pela verdade contada do ponto de vista de um robozinho cheio de empatia. Tim-21 foi programado para se relacionar com humanos (como o androide de A.I. - Inteligência Artificial) e ser companhia para uma criança. É incomum que o herói de uma história de ficção científica seja um robô que não sabe lutar e cujas características mais marcantes sejam carisma e empatia.

Em vários momentos, há a impressão de que os robôs são uma metáfora para grupos marginalizados, que são massacrados ao menor sinal de desconfiança. É um recurso comum a autores do gênero, o de usar elementos fantasiosos para criar uma reflexão sobre a sociedade atual.

O quadrinho tem uma história cativante e arte muito bonita, principalmente nas cenas de flashback, que são pintadas em tons de sépia. As ilustrações parecem todas feitas em aquarela e são muito atraentes, apesar do clichê de "mocinhos bonitos e vilões feios".

Descender: Estrelas de Lata é uma ótima pedida para fãs de ficção científica, para quem gosta de Isaac Asimov, robótica e aventuras espaciais.
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8 de fev. de 2020


[Resenha] Uma Missão por Você - Aline Sant'Ana

Ficha Técnica 

Título: Uma Missão por Você
Autor: Aline Sant'Ana
ISBN: 978-65-5056-001-0
Páginas: 233
Ano: 2019
Editora: Charme
Meu nome é Mark Vance Murdock. No passado, fui conhecido por ser um major do exército americano, realizando operações militares que ficavam fora dos registros. Hoje, vocês estão habituados a me chamarem apenas de Mark. Sou o responsável pela segurança e pela vida da The M's. Dessa vez, estou em uma missão que eu mesmo me designei. Não é para defender os Estados Unidos, e sim aqueles com quem me importo, pelos quais me sinto responsável. Não vou falhar. Vou protegê-los custe o que custar. Por mais que essa tarefa ponha em risco o meu próprio coração. Essa é a minha promessa, e vou cumpri-la.

Resenha


É... acho que a série Viajando com Rockstars está chegando ao fim mesmo. Mas a Aline nos presenteou com um livro incrível e que eu ansiava, mas não acreditava que viria. O livro do Mark maravilhoso. Então, antes do livro 3.5 do Yan e o livro do Shane, temos esse presente.

Mark Murdock foi ganhando espaço enquanto as histórias contadas nos livros anteriores aconteciam e sempre deixava aquela curiosidade para conhecê-lo melhor. Como esse é o livro 3.1 da série, tudo que acontece nele é uma sequência do livro Apenas Com Você. Ou seja, você precisa ter lido o livro anterior para saber a motivação de Mark nessa história.

Suzanne escapou e Shane quase morreu pelo que Mark considera uma falha sua em seu trabalho. Lua também foi vítima dela e Mark não aceitará uma nova falha em sua vida. Por isso, ele irá atrás da mulher que quase destruiu a The M's. O que ninguém da banda sabe é que o segurança deles na verdade é um ex-militar, um major que trabalhou em missões secretas para os Estados Unidos, missões essas que nunca foram catalogadas porque, na verdade, nunca ocorreram.
— As pessoas se vão, Mark. Mas o que passamos com elas são tudo o que nós temos. A vida não é uma soma de tragédias, e sim de momentos nos quais sentimos que vale a pena viver.
P. 109
Mark contará com o apoio de um contato de quando era militar e cobrar um favor para iniciar essa missão e, assim, ele chega à Jacarta, lugar para onde Suzanne foi depois do Chile. Lá ele encontra Cahya York, uma agente da Interpol que o auxiliará nessa missão.

Cahya está em Jacarta há mais de dois anos usando sua segunda cidadania para apanhar um falsificador de obras de arte e tudo que ela não queria nesse momento era ter alguém em seu apartamento minúsculo e ainda ter que dividir sua atenção entre seu caso e o de Mark, mas era uma ordem de seu superior, não havia o que ser feito. Mas quando ela descobre que o favor que o seu chefe pediu é para um ex-major do exército americano, as coisas mudaram aos seus olhos, afinal, não era um cara qualquer que estava buscando justiça com suas próprias mãos, passando por cima da polícia.

Cahya vive sozinha. Ela é órfã de pai e mãe e quando descobrimos o caso de seu último relacionamento é perfeitamente compreensível que ela viva com apenas um prato, uma caneca, talheres para uma pessoa, uma toalha, sem sofá na sala, apenas poltronas: ela não quer que ninguém se aproxime. Do outro lado dessa história, Mark também vive sozinho, mas, embora considere os integrantes da The M's sua família (ainda que os trate profissionalmente), não tem uma família biológica: cresceu em orfanatos, passou por muitas famílias que sempre o testavam, mas nunca o adotavam e, por isso, quando completou a maioridade, alistou-se no exército. Mas talvez Cahya faça com que ele repense seu modo de ver a vida assim como ele irá influenciá-la nessa questão também.
— Vamos com calma, Cahya, porque, a cada dia que passa, estou me entregando mais a você. Eu vou me deixando aqui, um pouco mais, centímetro por centímetro, consciente de que eu nem preciso te beijar para ir atirando pedaços meus pelo seu apartamento. Não estou falando das canecas, dos pratos e nem dos talheres. Você está me desmontando. E estou deixando, porque é bom ser quebrado por você.
P. 100-101
Enquanto se ajudam a cumprir as duas missões, Mark e Cahya se aproximam cada vez mais, mas ambos sabem que não podem deixar se envolver nesse momento, afinal, mais de dezessete mil quilômetros os separam - e eu aqui sofrendo por eles, pois eles são um casal incrível, compatível e já tiveram muitos problemas na vida, merecem um pouco de felicidade, sabem?

Sei que li esse livro rapidinho. Claro que ele é menor do que os que Aline costuma escrever, mas é tão intenso que não dá para largar, tamanho é o desespero para saber o que aconteceria em seguida. Mas digo para vocês, valeu cada minuto, cada linha, cada página. Foi ótimo! Agora é esperar os próximos. 

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6 de fev. de 2020


No Escurinho do Cinema #333


E aí pessoal, tudo bem??
Prontos para conferir as estreias dessa semana? Então vamos lá!

Aves de Rapina - Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa
Direção: Cathy Yan
Elenco: Margot Robbie, Mary Elizabeth Winstead, Jurnee Smollett-Bell
Gênero:Ação, Ação, Aventura
Duração: 1h49min
Nacionalidade: EUA
Sinopse: Arlequina (Margot Robbie), Canário Negro (Jurnee Smollett), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), Cassandra Cain e a policial Renée Montoya (Rosie Perez) formam um grupo inusitado de heroínas. Quando um perigoso criminoso começa a causar destruição em Gotham, as cinco mulheres precisam se unir para defender a cidade.



Jojo Rabbit
Direção: Taika Waititi
Elenco: Roman Griffin Davis, Thomasin McKenzie, Scarlett Johansson
Gênero: Guerra, Comédia dramática
Duração: 1h48min
Nacionalidade: EUA
Sinopse: Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial. Jojo (Roman Griffin Davis) é um jovem nazista de 10 anos, que trata Adolf Hitler (Taika Waititi) como um amigo próximo, em sua imaginação. Seu maior sonho é participar da Juventude Hitlerista, um grupo pró-nazista composto por outras pessoas que concordam com os seus ideais. Um dia, Jojo descobre que sua mãe (Scarlett Johansson) está escondendo uma judia (Thomasin McKenzie) no sótão de casa. Depois de várias tentativas frustradas para expulsá-la, o jovem rebelde começa a desenvolver empatia pela nova hóspede.



A Chance de Fahim
Direção: Pierre-François Martin-Laval
Elenco: Assad Ahmed, Gérard Depardieu, Isabelle Nanty
Gênero: Biografia, Drama, Comédia
Duração: 1h47min
Nacionalidade: França
Sinopse: Forçado a fugir de Bangladesh, sua terra natal, o jovem Fahim (Assad Ahmed) e seu pai deixam o resto da família e partem para Paris. Após a sua chegada à França, eles começam uma verdadeira maratona de obstáculos para obter asilo político. Graças ao seu talento com xadrez, Fahim conhece Sylvain (Gérard Depardieu), um dos melhores treinadores da França. Quando o campeonato francês começa, a ameaça de deportação pressiona Fahim e seu pai. O jovem enxadrista tem apenas uma opção para continuar no país: Ser campeão.


Quem me Ama, me Segue!
Direção: José Alcala
Elenco: Daniel Auteuil, Catherine Frot, Bernard Le Coq
Gênero: Comédia
Duração: 1h30min
Nacionalidade: França
Sinopse: Simone (Catherine Frot) e Gilbert (Daniel Auteuil), um casal de aposentados, vive em uma aldeia no sul da França. Após uma série de acontecimentos, como falta de dinheiro, a mudança do amante de Simone para outro lugar e as reclamações constantes de Gilbert, Simone decide simplesmente sair de casa. Agora, Gilbert está pronto para fazer qualquer coisa para ter sua esposa de volta.




E então, pretendem assistir algum?
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4 de fev. de 2020


[Resenha] Amor em Manhattan - Sarah Morgan

Ficha Técnica 

Título: Amor em Manhattan
Título Original: Sleepless in Manhattan
Autor: Sarah Morgan
ISBN: 978-85-398-2539-4
Páginas: 384
Ano: 2018
Tradutor: William Zeytoulian
Editora: Harlequin
Um romance brilhante sobre três amigas que decidem abraçar a vida – e o amor – em Nova Iorque. Calma, competente e organizada, Paige Walker adora um desafio. Depois de passar a infância em hospitais, ela quer mais do que tudo provar seu valor – e que lugar pode ser melhor para começar sua grande aventura do que Nova Iorque? Mas quando ela perde seu emprego dos sonhos, Paige vai descobrir que o maior desafio será ser sua própria chefe! Só que abrir sua própria empresa de organização de eventos e concierge não é nada comparado a esconder sua paixonite por Jake Romano, o melhor amigo do seu irmão e o solteiro mais cobiçado de Manhattan. Mas quando Jake faz uma excelente proposta para a empresa de Paige, a química entre eles acaba se tornando incontrolável. Será que é possível convencer o homem que não confia em ninguém a apostar em um feliz para sempre? O primeiro livro da série 'Para Nova York, com amor' traz um enredo empolgante e divertido, com personagens superando situações inusitadas em busca do seu final feliz.

Resenha


Há algum tempo Neyla me falou sobre esse livro e eu fiquei super curiosa para lê-lo e simplesmente amei. Era exatamente o que eu precisava agora. Obrigada Sarah Morgan por essa história.

Nesse que é o primeiro livro da série Para Nova York, com amor, conhecemos Paige Walker e suas melhores amigas Frankie e Eva, que após saírem da pequena Ilha Puffin, trabalham juntas na Estrela Eventos, emprego que Paige simplesmente ama. Afinal, trabalhar em algo que ama e ainda contar com suas amigas no mesmo lugar é um bônus. Mas enquanto espera que seja promovida, Paige é sumariamente demitida e para piorar, Frankie e Eva também são. Ainda que elas morem com Matt - irmão de Paige - no prédio que ele comprou no Brooklin e reformou, elas não gostam de pedir favores, por isso, encontrar um novo emprego é crucial. Paige sempre sonhou em construir sua própria empresa de eventos no futuro, mas ela ainda não se sente preparada para isso. Ou será que está?
— Precisa relaxar. Você é muito controladora. Planeja sua vida passo a passo, mas às vezes precisa deixar ela acontecer por si própria. Toda mudança preocupa e dá medo, mas você precisa superar isso. Assuma os riscos. Eles podem ser divertidos.
P. 58
Complementando esse grupo de amigos temos Jack Romano, melhor amigo de Matt e hoje um homem de sucesso. Mas nem sempre foi assim. Jack foi abandonado por sua mãe biológica quando tinha 6 anos e foi adotado pela sua vizinha, Maria, que, mesmo cobrindo ele de carinho e amor, nunca conseguiu que Jack acreditasse no amor.

Paige sempre teve um problema cardíaco e por isso sua família sempre a superprotegeu, algo que ela não gosta, pois não dão espaço para ela cometer seus próprios erros. Quando tinha 17 anos, foi a Nova Iorque realizar uma cirurgia que lhe permitiria ter uma vida normal e foi quando conheceu Jack, um garoto que, ao contrário de todos que estavam ao seu redor, não pensava em protegê-la. Resumo: ela se apaixonou. Mas mesmo tendo se declarado para Jack tempo depois, ele a dispensou calmamente e desde então, mesmo estando no mesmo grupo de amigos, se vendo constantemente, a relação entre eles mudou e agora as brigas são constantes.
— Porque eu me importo com você, Paige. Eu não quero te magoar. Seu coração já sofreu demais. Você não precisa passar por mais isso.
P. 224
Entretanto, agora que Paige, Eva e Frankie precisam de um novo emprego, Jack é o maior incentivador para que elas iniciem o próprio negócio e assim surge a Gênio Urbano, uma empresa que oferece organização de eventos e serviços de concierge.

Enquanto iniciam a empresa, a relação entre Paige e Jack começa a alterar com a aproximação permitida pelo trabalho e pelo fato dele ter cedido uma sala em seu escritório para a nova empresa. Assim, fica evidente que Jack gosta de Paige, mas não sabe como lidar com isso, ao mesmo tempo em que o amor que ela acreditava ter acabado anos atrás e que permanecia apenas como desejo continua ali.
Era difícil se esconder de alguém que conhecia todos os seus segredos. Parecia invasão de privacidade, como se ela tivesse lhe entregado uma chave que Jake se recusava a devolver.
P. 56
Eu adoro um bom romance, assim como as garotas desse livro - embora Frankie negue veementemente isso - e a cada página que eu lia, mais eu me envolvia e imaginava como seria que esse casal iria superar seus medos, mas com os amigos sempre presentes, isso se tornou mais fácil. Agora é me deliciar com a próxima história dessa série.
— Não tem nada seguro no amor. — Ele se afastou e saltou da cama como um tigre que havia acabado de descobrir que alguém deixara a jaula aberta. — O amor é a coisa mais imprevisível que existe. É só uma palavra, Paige, e palavras saem facilmente da boca.
P. 332
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P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉

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