26 setembro, 2021


[Resenha] Herdeira em Seda Vermelha - Madeline Hunter

Ficha Técnica 

Título: Herdeira em Seda Vermelha
Título Original: Heiress in Red Silk
Autor: Madeline Hunter
ISBN: 978-65-5933-015-7
Páginas: 316
Ano: 2021
Tradutor: Monique D'Orazio
Editora: Charme
Com um golpe inesperado de sorte, a vida de Rosamund Jameson se transforma. De lojista batalhadora, ela se torna uma herdeira — e coproprietária de um novo negócio. Não apenas sua fortuna repentina permitirá que ela mude sua chapelaria para a moderna Londres, como Rosamund será capaz de proporcionar a sua irmã mais nova uma entrada adequada na sociedade. O único obstáculo para a engenhosa Rosamund é seu parceiro de negócios arrogante e irritantemente bonito…
Kevin Radnor está chocado que seu falecido tio, o duque de Hollinburgh, deixou metade de sua empresa para uma estranha — pior, uma beldade sedutora que só pode atrapalhar seu empreendimento. Mas Rosamund insiste em uma sociedade ativa e igualitária, então Kevin embarca em um plano: um jogo sedutor que levará a um casamento de conveniência, o que confere a Rosamund o status social de que ela precisa e garante a ele uma parceria de negócios com uma sócia silenciosa, como ele deseja. No entanto, quando esse cavalheiro carismático lança mão de seu habilidoso flerte, ele começa a se perguntar quem está seduzindo quem — e se ele pode aprender a se doar, mente e corpo, sem perder o coração…

Resenha


Seguindo com a série Herdeiras do Duque, Herdeira em Seda Vermelha encontraremos a segunda herdeira do falecido duque de Hollinburgh, Rosamund Jameson.

Em Herdeira Profissional iniciamos a série e vimos que o excêntrico duque de Hollinburgh faleceu e deixou parte de sua herança para mulheres que ninguém da família conhecia, o que chocou e frustrou a maior parte de seus familiares. Bem, já faz um ano que o testamento foi lido quando Kevin finalmente escuta o nome que tanto o atormenta nos últimos meses: Rosamund Jameson, e descobre que ela é uma chapeleira e que vive em Richmond. Finalmente ele poderá encontrar sua nova sócia!

Como sabemos, Nicholas Radnor, o novo duque de Hollinburgh incumbiu o primo Chase de achar as mulheres beneficiadas pelo testamento do tio e foi assim que ele encontrou a primeira e agora está casado com ela: Minerva. Juntos, eles continuam trabalhando em suas investigações. Assim, quando Kevin descobre por acaso a localização de mais uma das herdeiras — e para ele, a mais importante — cabe aos dois abordarem a mulher.
— Sinceramente, Chase, às vezes, é impossível suportar sua família — disse ela, furiosa.
— Minhas sinceras desculpas, Minerva. Chase. De verdade. Eu acabei de encontrá-la. Finalmente encontrei Rosamund Jameson.
P. 07
Rosamund tem vinte e três anos, é filha de um fazendeiro arrendatário e órfã há alguns anos, assim coube a ela se virar e cuidar da irmã mais nova, Lily. Aos dezessete anos, saiu de Oxfordshire para trabalhar como criada em Londres, onde conseguiu emprego na casa da família Copley e ficou lá por quase dois anos, mas, ao se apaixonar e se tornar amante do filho da família, Charles, descobertos, eles foram separados: ele foi enviado para Paris e ela, demitida. Sem ter como se manter, conseguiu um emprego como criada em um bordel — e é neste lugar que ela conhece e conversa por poucos minutos com o falecido duque, que na ocasião, havia lhe dado dez guinéus que tornaram possível abrir a Chapelaria Jameson em Richmond.

Cinco anos depois de ser obrigada a se afastar de seu amor, descobrir que é herdeira de milhares de libras e que é sócia de uma empresa é o que ela precisa para mudar sua vida e de sua irmã; ela poderá enviar Lily para uma escola, onde a garota poderá aprender e ter um futuro diferente do dela e, também lhe dará a oportunidade de comprar uma casa e abrir uma loja em Londres.
Ela gostou da intimidade. O calor e o toque tão humano. Gostou mais do que imaginava. Isso despertou nela algo melhor do que vinha sentindo ali naquele terraço. Ela experimentou o calor e amizade e até mesmo alguma emoção.
P. 121
Kevin Radnor tem vinte e nove anos e é tão excêntrico quanto o pai e o tio. Quando sua mente encontra um desafio, ele volta sua atenção completamente até desvendá-lo. Em sua família apenas tio Frederick (o falecido duque) e o pai compreendem um pouco sua mente analítica, mas seus primos Nicholas e Chase ao menos o respeitam, coisa que os demais não são capazes de fazer e por isso, mais uma vez digo que a família Radnor é quase completamente podre; tia Agnes, tia Dolores, o pai de Kevin, os outros tios que sequer aparecem de tanto que se importaram com a morte do irmão, os primos Philip, Walter, a esposa de Walter, Felicity, nossa, é uma cambada de parasitas!

Bem, mas voltando a Kevin, eu fiquei intrigada com ele desde o livro anterior, para conhecer um pouco mais como a mente dele funcionava, e Herdeira em Seda Vermelha foi a chance de aplacar a curiosidade, mas já adianto que nem assim conseguimos vislumbrar completamente o que se passa ali, o que é bom — porque me parece que poderemos ter mais no próximo livro da série — como ruim, pois o meu lado curioso queria logo saber tudo.
— Estou curiosa sobre uma coisa, sr. Radnor. O senhor disse que o empreendimento era um dos motivos de sua proposta. Qual era o outro?
Ele se aproximou da janela da carruagem. Ela se viu olhando nos olhos dele, incapaz de desviar o olhar.
— O casamento era uma forma honrosa de ter você na minha cama. Agora fiquei sem alternativas.
P. 143
Ao conhecer Rosamund, Kevin não imaginava que ela seria jovem, muito menos uma beldade e ele, uma homem que não se deixa fascinar por coisas que não envolvam sua mais recente invenção, se verá absolutamente encantado por sua sócia, que insiste em não deixar as decisões da empresa nas mãos dele. Assim, cabe a ele pelo menos manter uma relação cordial com ela para facilitar um pouco as coisas no futuro. Claro que ele não percebe isso sozinho, mas graças a intervenção de Nicholas e de Chase.

Enquanto Kevin é o criativo, com a cabeça voltada na maior parte do tempo para suas próprias questões, Rosamund consegue unir os dois: a criatividade para criar seus chapéus únicos e a praticidade para manter seu negócio funcionando, ainda mais agora com duas lojas. Ela certamente será de grande ajuda para a empresa que tem com Kevin, se ele escutar a voz da razão.
— (…) Eu me refiro à maneira sarcástica com que você o pronuncia.
— Eu nunca sou sarcástico.
Ambos riram.
— Você é tão sarcástico que já nem sabe mais o que é sarcasmo — rebateu Chase. — Agora, diga-nos que decisão você está cogitando, Nicholas.
P. 125
Eu adorei os protagonistas, adorei que Chase e Minerva continuem aparecendo neste livro, afinal eles continuam procurando a outra herdeira, Chase é primo de Kevin e ainda tem o fato de Minerva e Rosamund terem se tornado amigas. Eu adorei como Rosamund é prática e direta. Adorei como Kevin tenta se adequar ao que a sociedade espera dele, mas também não deixa que isso mude sua personalidade. Ele consegue perceber quando passa do limite, volta, pede desculpas, enfim, fofo!

Fiquei chateada com Rosamund quando ela foi muito boazinha com quem não merecia e certamente não faria o mesmo com ela e, no final, eu queria mais páginas, Madeline, isso não se faz!!!! Agora é esperar que A Noiva Herdeira não demore muito para ser publicado — sendo que há uma previsão de publicação lá fora para abril de 2022.😱
Praguejando, ele se jogou no divã e ergueu o maldito papel para que o abajur da mesa ao lado iluminasse os desenhos. Assim as mulheres venciam suas batalhas. Sexo frágil o diabo. Os homens não tinham a menor chance.
P. 269


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22 setembro, 2021


[Resenha] Um Beijo de Inverno na Livraria dos Corações Solitários - Annie Darling

Ficha Técnica 

Título: Um Beijo de Inverno no Corações Solitários
Título Original: A Winter Kiss on Rochester Mews
Autor: Annie Darling
ISBN: 978-85-7686-825-5
Páginas: 350
Ano: 2020
Tradutor: Cecília Camargo Bartalotti
Editora: Verus
O Natal é a ocasião perfeita para espalhar amor e alegria… Porém, na livraria Felizes para Sempre, um improvável casal luta para encontrar o espírito natalino.
Mattie, uma confeiteira brilhante, detesta a comemoração desde que teve o coração partido na véspera de um Natal. A única coisa que ela odeia mais que essa data é o insuportável Tom, que a irrita desde que ela começou a administrar o salão de chá ao lado da livraria.
Mas, após uma coincidência, os dois passam a conhecer detalhes da vida um do outro que sequer imaginavam, o que faz com que alguns pontos de vista se alterem.
Assim, quando Mattie e Tom são deixados no comando nos frenéticos dias antes do Natal, mesmo estando no inverno, as coisas certamente vão esquentar.
Será que uma livraria cheia de romances, com uma rena em tamanho real e uma barraca de beijos, pode convencer dois ranzinzas a se apaixonar pelo Natal… e, quem sabe, um pelo outro?

Resenha


Chegou o momento de voltar para a Felizes para Sempre, nossa amada livraria especializada em romances, e conhecer o final desta série que nos encantou desde o início. Vimos Posy, Verity e Nina encontrarem os seus respectivos “felizes para sempre”, então nada mais justo do que o misterioso Tom Greer também entrar o dele, concordam? Até porque eu sou curiosa ao extremo (vocês já sabem que sou escorpiana com ascendente em câncer e o FBI corre nas veias 😂😂).

Porém, antes de começar a falar, preciso sinalizar aqui os dois únicos pontos negativos que encontrei no livro, ao contrário dos outros três, este não foi protagonizado por um funcionário da livraria; acredito que por ser um homem a autora quis dar o protagonismo a uma mulher, como nos livros desta série, assim como a autora manteve a narrativa em primeira pessoa e trazendo apenas um lado da história, o que deixa Tom como um mistério para os leitores por muitos capítulos.

Há um anos e meio Matilda Smith administra o salão de chá anexo à livraria Felizes Para Sempre, lugar que ela considera um território neutro, um país independente da livraria, mas a verdade é que a parceria é muito mais intrínseca do que ela admite. Assim, às vésperas do Natal, ela foi convocada às pressas por Posy para definição das estratégias de fim de ano, mesmo odiando o Natal a exatos dois anos, desde que seu relacionamento evaporou poucos dias antes do feriado preferido dela.

Por causa desse relacionamento, ela deixou Paris, onde fez o curso de culinária dos sonhos, e retornou para Londres para lamber as feridas e se reerguer, mas as feridas ainda não haviam cicatrizado, ela ainda odiava o Natal, ainda não tinha trazido cores para o guarda-roupa e definitivamente não estava preparada para abrir o coração novamente.

Entretanto, a reunião para definição das estratégias de Natal trará uma boa notícia: um dos quartos no apartamento em cima da loja ficará vago e é sua chance de ter a possibilidade de economizar duas horas de trajeto, às vezes mais, a depender do trânsito. Ela só não esperava que Tom tivesse a mesma ideia.
Tom era como uma receita que não dava certo. Mas, do mesmo modo que havia feito trinta e três tentativas até aperfeiçoar seus bownies para corações partidos (finalmente achando o ponto exato ao acrescentar algumas nozes-pecã trituradas para aumentar a serotonina), Mattie não descansaria até que Tom não fosse mais um mistério.
P. 94
A relação entre Mattie e Tom era longe de ser a ideal. Ainda que trabalhassem tão perto, eles mal se falavam e Mattie vinha nutrindo um rancor profundo por Tom por causa de sua presença diária para pegar o café gratuito que ela fornecia para quem trouxesse sua caneca e comprasse algo, mas, além de nunca comprar nada, ele sempre estava com um panini que comprava todos os dias em uma padaria na mesma rua, bem oleoso e completamente diferente de seus salgados e doces frescos.

Acontece que, quis o destino que os dois conseguissem se mudar para o apartamento e a relação se torna cada vez mais conturbada entre eles, mas, enquanto sabemos que boa parte da maneira como Mattie encara a vida atualmente se deva a maneira como seu último relacionamento terminou, não compreendemos Tom de maneira alguma. Ele parece sempre carrancudo, misterioso e com algum comentário sarcástico na ponta da língua, mas temos vislumbres de alguém que se importa com seus colegas de trabalho, com seus amigos, mas parece não ser muito bom em interações sociais.
— Isso mesmo, o Tom é ótimo — acrescentou Veriry, entrando na defesa dele. — Você já mora com ele há duas semanas, então com certeza já pôde ver que, atrás da fachada séria e nerd, o Tom é um fofo.
— Ele é como um gato que finge ser antissocial, mas, na verdade, fica todo dengoso quando a gente o afaga — concordou Posy.
P. 156
Porém, Tom e Mattie encontram algo em comum: ambos odeiam o Natal e essa é a única trégua entre eles e em alguns poucos momentos eles até se toleram consideravelmente bem e enquanto os capítulos passavam, eu torcia para que eles abaixassem a guarda e Mattie conseguisse descobrir mais sobre Tom apenas para que eu pudesse conhecer os segredos dele. Quer dizer, nem eram segredos, na verdade ele só achava muito importante manter sua vida pessoal e profissional separadas, ao contrário de suas colegas de trabalho.

Em Um Beijo de Inverno na Livraria dos Corações Solitários continuamos contando com a presença dos protagonistas dos livros anteriores, afinal todos continuam trabalhando na livraria, e também de outros personagens, como Sam e Sophie e ainda teremos novos que somarão a essa turma. Além disso, enquanto o Natal se aproxima, as coisas ficam cada vez mais caóticas na livraria e no salão de chá com o movimento das pessoas que deixam as compras de fim de ano para a última hora, Tom e Mattie vão se conhecendo mais e mais; nós os conhecemos mais e mais e esperamos em qual momento os dois darão o braço a torcer e se entregarão a felicidade, mas esse é um caminho longo para os dois. Tanto que, quando cheguei à última página, tudo que eu imaginava era: quero mais!

Romântico e fofo assim como os outros livros, esta série foi um verdadeiro afago no coração, trazendo personagens apaixonados por livros, apaixonados por romances, que trabalham com o que amam e eu só suspirei do início ao fim esperando que a realidade pudesse ser um pouquinho como a ficção.

Enquanto isso não acontece, a gente mergulha de cabeça nos romances mesmo sem dó nem piedade! 😍😍😍 



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18 setembro, 2021


[Resenha] Amante por uma Tarde - Lisa Kleypas

Ficha Técnica 

Título: Amante por uma Tarde
Título Original: Lady Sophia's Lover
Autor: Lisa Kleypas
ISBN: 978-65-5565-142-3
Páginas: 272
Ano: 2021
Tradutor: Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Lady Sophia Sydney tem um grande objetivo na vida: se vingar de sir Ross Cannon. O ilustre magistrado condenou o irmão dela à morte e agora o plano é causar um escândalo e arruinar a reputação dele.
Para isso, Sophia dá um jeito de trabalhar para Ross e, aos poucos, vai ganhando sua confiança.
Todas as manhãs, ela o instiga com sua presença exuberante. A maneira como se inclina sobre a mesa para servir-lhe as refeições e o modo como suas mãos tocam-lhe a pele com suavidade desafiam o bom senso dele.
E todas as noites, ela faz promessas com os olhos e com o corpo, tentando convencer Ross de que, em vez de se entregar a um sono agitado, ele poderia passar a madrugada fazendo coisas bem mais interessantes…
Sophia sabe que Ross está se apaixonando por ela a cada dia. Mas há uma coisa que seu plano não previa: que ela se apaixonasse por ele também.

Resenha


Continuando a série Os Mistérios de Bow Street, sir Ross Cannon, o magistrado-chefe da corporação que leva justiça às ruas londrinas, conhecido como Monge da Bow Street, terá sua vida metódica e organizada virada de ponta-cabeça com a chegada de lady Sophia Sydney.

Ross é viúvo há cinco anos e desde então dedicou seu tempo integralmente ao comando dos patrulheiros e ao longo dos anos seu poder só aumentou. Próximo dos quarenta anos, casar-se novamente já passou pela sua cabeça, mas nada que envolvesse amor, isso ele não permitiria que acontecesse; a experiência de perder a esposa e o filho ao mesmo tempo o marcou para sempre. Mas sendo de uma família abastada, porém sem título nobiliárquico, ele poderia se dar ao luxo, se quisesse, de não casar e produzir um herdeiro. Claro que sua fama de celibatário aliada ao seu porte, ao nome da família e o poder que desenvolveu ao longo dos anos também fazem com que ele seja constantemente alvo de muitas mulheres, mas ele ainda não encontrou a mulher certa para casar-se novamente.

Sophia era filha de um visconde que não tinha muitas posses. Com a morte dos pais, o pouco que o visconde deixou foi usado para pagar as dívidas existentes e Sophia e John, seu irmão caçula, se viram órfãos com apenas trezes e dez anos, respectivamente, e dependentes da boa vontade dos vizinhos, que se revezavam para cuidar deles. Embora fizessem o melhor que podiam, as crianças viviam aprontando e roubando, quase sempre comida, até que foram pegos. Assim Sophia foi enviada para a casa de uma prima, para quem trabalhou durante anos e John, não querendo o mesmo destino, fugiu para Londres, onde se tornou um batedor de carteiras. 

No entanto, Sophia se envolveu com um homem (que ela não sabia que era casado), o que  levou a ser expulsa da casa da prima. Para piorar, John havia sido preso, condenado a um ano em um navio-prisão e morreu a bordo. Assim, aos vinte e oito anos, ela tem apenas um objetivo na vida: infiltrar-se na Bow Street e descobrir o máximo de informações possíveis para derrubar o homem que condenou John à morte — Ross Cannon. Mas não era só, ela também queria fazer o homem se apaixonar por ela para depois destrui-lo completamente, ela queria que Ross preferisse a morte.

Entretanto, Sophia não imaginava encontrar um homem alto, forte e viril; um homem atraente e que emanava confiança e poder. Seria muito mais simples seguir seu plano com o homem criado pela sua mente: mais velho, corpulento, de peruca e com cachimbo na mão.
Ross suspirou pesadamente, tentando entender a mistura de alegria e profunda relutância que fervilhava dentro dele. Havia jurado nunca mais se apaixonar. Não se esquecera de como era horrível gostar de alguém tão profundamente, temer por sua segurança, desejar a felicidade dessa pessoa mais do que a própria. Ele precisaria dar um jeito de impedir que isso acontecesse, de satisfazer o desejo sem limites que sentia por Sophia sem entregar seu coração a ela.
P. 74
Ross não se tornou magistrado-chefe à toa, desde o início ele sabia que Sophia escondia algo dele, mas ele também estava atraído por ela, o que era mais um motivo para não contratá-la (aliado ao fato de ela ser filha de um visconde e da Bow Street não ser um lugar para mulheres). Ainda assim ele foi contra sua mente e a contratou e a tensão sexual só aumentou com o passar dos dias e das semanas.

Um envolvimento era impensável para ambos por diferentes razões: Ross não achava correto se envolver romanticamente com uma funcionária, aquilo podia ser visto como uma imposição dele, afinal era seu chefe (ainda que todos vissem o interesse de Sophia). Sophia queria que apenas Ross se envolvesse, em sua vingança não havia espaço para gostar dele.

Enquanto a tensão cresce, também é clara a mudança que Sophia traz para a residência-sede da Bow Street e nos questionamos se ela manterá o plano de vingança, se Ross vai abordá-la para que ela conte o segredo que esconde dele e quando se entregarão à atração que sentem.
— Meu filho dedicou dez anos de sua vida ao serviço público e tem sido extremamente bem-sucedido. Naturalmente tenho imenso orgulho dele, mas acho que chegou a hora de Ross voltar sua atenção para outras questões. Ele precisa se casar de novo, ter filhos. Eu sei bem que Ross passa a impressão de ser um homem de natureza fria, mas garanto que ele tem as mesmas necessidades que qualquer homem. De amar e ser amado. Ter a própria família.
P. 119
Assim como aconteceu no primeiro livro da série, o livro não é um dos melhores da Lisa Kleypas  que conhecemos, mas já achei bem melhor que o anterior. Vejam que, embora Ross tenha a fama de ser um homem centrado e celibatário, ao ver Sophia ele perde o controle (acho demais isso e vocês já sabem o que penso desses arrebatamentos tão imediatistas). Sophia se desvia logo do plano de vingança, ao qual ela dedicou tanto tempo e energia. Sério? Os protagonistas são muito bons, apenas esses aspectos deles foi que me incomodaram, como se não fizessem sentido no contexto geral. O mistério foi bom, aí eu gostei. O rival de Ross, Nick Gentry, foi um personagem que me intrigou e me fez duvidar mais de uma vez se o meu palpite estava certo e estou empolgada em saber que ele será o protagonista da próxima história.

Acredito que o segredo para ler essa série é não ir muito empolgada. O melhor é ir com calma e sem grandes expectativas, aí sim você concluirá a leitura gostando do livro, ao meu ver.


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14 setembro, 2021


[Resenha] Imperador das Armas - Bibi Santos

Ficha Técnica 

Título: Imperador das Armas
Autor: Bibi Santos
ASIN: B09FYJV4V6
Páginas: 441
Ano: 2021
Editora: Independente
Caio Miller é conhecido pelo sobrenome, pela riqueza e pelas mulheres belíssimas que gravitam ao seu redor. Ele ama o poder que seu sobrenome inspira e não vê problema algum em usá-lo em seu favor.
Há anos Caio vive para conseguir se vingar do pai, para conseguir apagar o nome deste do mercado balístico e para tornar-se o presidente da Miller Indústrias e Serviços de Defesa. Mas para isso ele precisará convencer os irmãos de que está preparado para o cargo, uma tarefa que não será fácil, uma vez que sua fama de playboy não transmite a segurança que os diretores e o mercado exigem.
Para alcançar seus objetivos, Caio será obrigado a mudar a curso dos seus planos. Porém, como um bom jogador, encontrará uma saída. Mas essa saída poderá lhe custar seu coração. O coração que ele luta para manter blindado depois de ter sido abandonado por sua noiva.
Michele Castro é uma mulher bela, sexy, sorridente e amiga. Ela ama o trabalho como secretária na Miller e se orgulha de suas conquistas e, mesmo com os segredos que guarda, segue a vida e tenta manter as aparências. Michele só não contava que encontraria com Caio em uma noite fora do trabalho. Uma noite que mudaria a direção de sua vida.
Eles têm três meses para salvar o cargo de Caio enquanto fingem ser um casal. Será que esse plano vai funcionar?
Caio e Michele tentam encobrir a eletricidade que há entre eles, mas eles são iguais quando o assunto é proteger-se de um coração partido. Duas pessoas com marcas profundas vestindo máscaras sociais que se encontram e se completam.
Mas o passado sempre volta e eles precisarão lutar juntos para acreditar no presente.
O Imperador das Armas terá duas opções: amor ou vingança.
Qual será a escolha dele?

Resenha


Para o que seria apenas um livro, a Trilogia Império das Armas só foi melhorando com o passar dos livros. Eu amei Joaquim e Maria, amei Tatiana e Rodrigo, mas confesso que Caio e Michele foram absolutamente maravilhosos! Cada personagem tem suas particularidades, mas Rodrigo, Caio e Michele viraram meus xodós nesta trilogia.
Vi quando alguns rapazes a rodearam e ela sorriu para todos eles com a desenvoltura de uma caçadora. Conhecia bem o tipo, pois eu era igual. Ela comeria aqueles meninos no jantar.
Posição 3%
Desde Senhor das Armas que pudemos conhecer um pouco de Caio e Michele e vimos que, sexualmente falando, eles eram muito parecidos, não se envolviam romanticamente com ninguém, prova disso é que Joaquim fala que o irmão, com trinta e seis anos, não tivera qualquer relacionamento sério depois de Samanta enquanto Maria, Hilda e Jussara não chamam a atenção de Michele para onde está caminhando o relacionamento dela com Ricardo (segurança de Caio) para que ela não fuja da possibilidade de um relacionamento sério.

Quando chegamos em Princesa das Armas e Tati se acidentou lá no início quase ao mesmo tempo em que Jussara sai de férias e Michele assume também as funções da amiga, a gente teve um vislumbre de que havia algo entre ela e Caio e eu — que já estava com a pulga atrás da orelha desde o livro anterior — fiquei desesperada para saber o que estava acontecendo.
Perguntei olhando bem dentro dos olhos dela e tocando seu queixo. Senti o corpo dela trêmulo e sua respiração se alterar. Podia estar bêbado, mas ainda me lembrava de como uma mulher ficava quando estava com desejo. 
Michele também me queria.
Posição 4%
Reconhecidamente mulherengo, Caio nunca ultrapassou a linha entre misturar trabalho e prazer. Assim, relacionar-se com alguma funcionária nunca esteve no seu radar. Entretanto, em uma noite — depois de um dia particularmente difícil — o caminho dele cruzou com o de Michele e a atração e a bebida falou muito forte em seu sangue. O que quase os levou a passar do limite. Entretanto, com as férias de Jussara e o trabalho diário com Michele o levaram a perceber que o desejo por Michele na outra noite não foi algo motivado apenas pelo dia ruim ou pela bebida.

Michele, por outro lado, claro que sempre reparou em Caio, mas jamais imaginou que ele sequer olharia para ela, além de que no caso dela ainda haveria o agravante de possivelmente interferir em seu trabalho. Porém, mesmo assim esses dois têm um caso, que aparentemente deveria ser sem compromisso até que Caio fala o que não deve, Michele escuta e encerra definitivamente o caso entre eles.
Nossa dança ficou mais ousada e virei-me para ficar de frente para ele, mas, antes que minha boca descesse sobre a dele, um celular foi colocado no meu ouvido e o cara tirado de perto de mim por dois trogloditas que eu conhecia muito bem.
— MICHELE, VOCÊ ESTÁ PASSANDO DOS LIMITES — foi a voz agitada de Caio do outro lado da linha.
Virei-me para olhar o ambiente e não o vi em lugar algum.
— FICOU LOUCO? — gritei no telefone por cima da multidão.
— SAI DE PERTO DESSE IDIOTA, AGORA!
— Você não é meu dono! Ficou maluco?
Posição 9%
Em Imperador das Armas Caio finalmente alcança o objetivo de sua vida: tornar-se o presidente da Miller e com isso ele também encerra o legado do Senhor das Armas, como prometeu ao pai como forma de vingança, mas chegar a essa posição também trará à tona as consequências de anos de vida desregrada: noitadas, bebedeiras, orgias, muitas mulheres. Agora, os diretores  clientes mais conservadores não acreditam nele como presidente da empresa e a solução encontrada pela empresa é que ele seja visto em um relacionamento sério com uma mulher e, em vez de procurar alguém de fora, porque não fazer um acordo com Michele para que finja ser a namorada dele?
Posso não ser mentiroso, mas sou egoísta, pois tudo se baseava em ter Michele para mim por um ano e durante esse período eu iria seduzi-la e usufruir de todo seu tempo, beijos, sexo… seria incrível. De bônus, teria ao meu lado uma pessoa que entendia como eu amava a Miller e me apoiaria.
“Isso soou como compromisso de verdade”, pensei, me arrepiando com a ideia. Não! “Eram negócios com bônus e só”, acalmei minha mente. 
Posição 19%
Neste livro temos a oportunidade de conhecer o passado de Caio e de Michele e posso dizer para vocês que algumas coisas eu suspeitava, mas aqui pude ter a confirmação e outras foi uma surpresa completa e ainda houve aquelas que destroçaram meu coração. Cada um dos seis protagonistas desta trilogia tiveram seus maus-bocados e não dá para comparar qual é pior, acredito que todos são ruins de uma maneira particular, mas eles souberam superar com ajuda. aqui vemos mais uma vez como os pais de Caio eram negligentes e como deixaram marcas nos filhos. Além disso, teremos os detalhes do relacionamento com a tal Samanta que eu já não gostara desde que vi o nome em Senhor das Armas

Descobrir a história de Michele foi ainda mais doloroso, pois descobrimos que toda aquela alegria escondia uma passado muito difícil. Entretanto, para equilibrar essa parte dolorosa, temos nossas secretárias mais ativas do que nunca armando para que o casal fique junto no final do plano, temos Caio e os sobrinhos, mostrando mais uma vez como ele tem uma relação única com eles e principalmente com Miguel (leiam e vocês vão me entender) além de também mostrar a relação dele com Jussara, que eu já via de uma maneira única e percebi ainda mais como era mais do que uma relação profissional, era quase como a de uma mãe cuidando do filho para que ele encontrasse seu caminho para a felicidade.
Senti a presença dela antes de ouvir sua voz. 
— Não consegui tirar o fígado para você comer assado — falei ainda de costas para porta. 
— Mas fez justiça. Obrigada, senhor — Jussara agradeceu. — O seu coração é de ouro. 
— Será, Jussara, que ainda tenho coração? 
Virei-me e ela sorriu para mim. 
— Tem, mas ainda nem percebeu que ele já bate descontrolado por ela.
Suspirei sem querer entrar nesse mérito, mas sabia que no fundo Jussara tinha razão.
Posição 30%
Ainda que tenha tido suas partes dolorosas como os dois livros anteriores da trilogia, Imperador das Armas ainda foi o mais leve e isso se deve ao casal protagonista que é absolutamente incrível: Caio é um sem-vergonha de marca maior, está sempre muito bem-vestido, combinado carro e relógio como se fossem peças do vestuário; Michele penando para resistir a ele, pois ele sabe ser muito persuasivo , mas ela também dá o troco, deixando ele no sofrimento por muito tempo; Jussara e Hilda tramando e a gente torcendo para dar certo.
— Escritório de Tatiana Miller, Michele falando — respondi no modo automático. — Em que posso ajudar?
— Aí cola coração quebrado? — Caio “safado” Miller.
— Em que posso ser útil, senhor Caio Miller? — falei profissional. — Dona Tatiana está na sala de testes.
— Preciso te ver — disse com aquela voz sedutora e arrepiante. — Estou com saudade.
— Por gentileza se mantenha distante de mim — respondi fria.
— Me desbloqueia do seu celular.
Meu coração disparou só com o som da voz dele. Miserável! Ele mexia comigo de todas as formas possíveis.
— Não! — respondi desligando o telefone.
Posição 79%
Preciso agradecer por este livro ter sido bem maior do que os anteriores porque era necessário; Caio e Michele precisavam deste caminho, a trilogia precisava deste caminho para chegar ao final com as pontas amarradas e eu me apaixonei pelos Miller e por todos os outros personagens que entraram em suas vidas: Maria, Miguel, Rodrigo, Clarice, Monique, Michele, Jussara, Hilda, Mario. Cada um teve seu papel de grande importância para que os irmãos percebessem que eram uma família unida, diferente do que o pai plantou durante muitos anos.


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10 setembro, 2021


[Dos Livros para as Telas] Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre


Bem, depois de ter assistido Para Todos os Garotos que já Amei e Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você, estava esperançosa de que a Netflix seria tão boa quanto na adaptação do terceiro e último livro, Agora e Para Sempre, Lara Jean. E não é que eu estava certa?

No início do filme Lara Jean (Lana Condor), Kitty (Anna Cathcart) e Margot (Janel Parrish) estão com Dan (John Corbett) e Trina (Sarayu Blue) em uma viagem a Seul, capital da Coreia do Sul, país de origem da família materna das garotas. Lá elas aproveitam as férias para curtirem um tempo juntas, o que é difícil de acontecer desde que Margot foi cursar universidade na Escócia. Entre os muitos passeios elas visitam a Seul Tower, onde a mãe colocou o tradicional cadeado quando conheceu o então namorado, Dan. Mas o que eu mais gostei foi visita a um café todo em estilo de desenho 2D, que dá a impressão de que a pessoa está sobre uma folha de papel (muito estilo do clipe Take On Me, do a-ha). O café realmente existe em Seul; o Greem Café, foi inaugurado em 2017 e, não sei vocês, mas eu fiquei muito curiosa para visitar. Sem dúvida vale umas fotos MARAVILHOSAS!

Foto: Divulgação/Netflix

Foto: Reprodução GPS Lifetime

Foto: Reprodução Cine pop


Bem, mas depois de um mês de férias está na hora de voltar para a realidade e o último ano na Adler e com ele, Lara Jean vive a expectativa de receber as tão esperadas cartas de aprovação das universidades; mas ela espera ansiosamente uma: a aceitação em Stanford, universidade onde Peter (Noah Centineo) estudará com a bolsa que conseguiu no Lacrosse. 

Claro que conhecendo LJ como nós conhecemos, sabemos que ela já tem tudo programado em sua mente para os dias dos dois na universidade, mas a espera é desesperadora para ela. 


De volta ao colégio, o casal está pleno em seu relacionamento, tentando achar uma música de casal, uma vez que não tiveram seu meet-cute, mas claro que nem tudo sairá como eles haviam planejado: LJ não passou para Stanford. 

Enquanto Lara Jean surta por causa disso (como manteriam um relacionamento a distância?) e precisa conta para Peter, ainda teremos a viagem dos formandos para Nova Iorque e o baile de formatura. 




A viagem é maravilhosa e, já tendo recebido a carta de aprovação de Berkeley, LJ nem sequer cogitava a ideia de estudar na Universidade de Nova Iorque, mas, será que se ela tivesse recebido uma carta de lá ela não gostaria de estudar em um local onde o campus ficasse em Manhattan? No meio da cidade?

Durante a viagem fica visível como as amizades são importantes, como o relacionamento de Peter e Lara Jean é forte e eles querem estar juntos. Também poderemos até ver Gen (Emilija Baranac) e Chris (Madeleine Arthur) juntas sem tentar se matar completamente. 


Além de toda essa movimentação, ainda teremos casamento, desentendimentos, reconciliações; ingredientes necessários para um bom filme de romance. Eu assisti o filme no dia da estreia e, desde então, não sei dizer quantas vezes já assisti novamente. Amo ver Peter e LJ juntos; amo como ele a chama de Covey, amo a maneira como descobrem as coisas juntos, como ela é apaixonada por tudo que faz, como se dedica. Confesso que já imaginava ficar órfã assim como fiquei quando terminei de ler os livros, mas, ao saber que a Netflix fará uma série derivada (focada na Kitty), espero muito mesmo que os atores sejam os mesmos e que a essência não seja perdida. 

Dessa vez o roteiro foi adaptado pela Katie Lovejoy, mas a  Jenny Han continuou integrando a equipe de produção e a direção foi novamente do Michael Fimognari. Como eu já mencionei antes, amei mais este filme e repito que acredito que a união da Jenny durante toda produção e a escolha dos atores foi crucial para o sucesso da adaptação e me deixou muito feliz, afinal, sempre fico com os dois pés atrás quando vou assistir adaptações literárias. 

Sinceramente, para mim essa é uma das mais bem-sucedidas adaptações literárias, amei os atores, como os livros foram respeitados e como tudo ficou perfeito. 







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06 setembro, 2021


[Resenha] Projeto Duquesa - Sabrina Jeffries

Ficha Técnica 

Título: Projeto Duquesa
Título Original: Project Duchess
Autor: Sabrina Jeffries
ISBN: 978-65-5565-130-0
Páginas: 256
Ano: 2021
Tradutor: Natalie Gerhardt
Editora: Arqueiro
Lydia Fletcher é uma mulher notável. Casou-se três vezes. Com três duques. E deu a cada um deles um herdeiro, tornando-se, assim, mãe de três duques. Agora, viúva pela terceira vez, ela quer assegurar a presença de todos os seus filhos no velório de seu último marido.
Seu primogênito, Fletcher Pryde, o duque de Greycourt, se transformou, após uma infância difícil, em um homem com um coração inacessível, uma riqueza invejável e a fama um tanto injusta de libertino. Concentrado em expandir sua fortuna, ele nem pensa em casamento.
No velório de seu padrasto, Grey conhece Beatrice Wolfe, a protegida de sua mãe, uma jovem encantadora e deliciosamente franca, e fica desconcertado ao descobrir quanto eles têm em comum. Mas ela também já desistiu do amor há muito tempo, e não é o arrogante duque que vai fazê-la mudar de ideia.
Então ele concorda em ajudar a pobre mãe enlutada a preparar a atrevida moça para ser apresentada à sociedade. Assim que ela conhece de perto o verdadeiro Grey, se vê incapaz de resistir a seus encantos.

Resenha


Projeto Duquesa é o primeiro livro que tenho acesso da Sabrina Jeffries e sabem que adoro conhecer novas autoras de romance de época, afinal é a chance de ter outros personagens queridos, de conhecer um novo jeito de escrever e sem falar que é um novo romance, não é mesmo?

Neste, que é o primeiro livro da série Dinastia dos Duques, vamos conhecer a família de Lydia Fletcher e é uma família no mínimo peculiar. Por quê? Nós, leitores de romances de época, adoramos nossos cavalheiros e seus títulos, mas também sabemos que eles não eram assim tão abundantes e muito menos bons partidos jovens, com todos os dentes, cabelos nas cabeças e por aí vai. Logo, o fato de a duquesa iniciar este livro ficando viúva de um terceiro marido — e consequentemente um terceiro duque — é de chamar atenção, concordam? Bem, e em todos os casamentos Lydia teve pelo menos um filho, o que a leva a ter cinco filhos: Fletcher Pryde, Marlowe Drake, Gwyn Drake, Sheridan Wolfe e Heywood Wolfe.
Grey não tinha a menor intenção de voltar a ser aquele garoto de dez anos que desejava amor e atenção, mas acabara descobrindo que as pessoas que deveriam oferecê-los — os tios — eram incapazes de qualquer coisa a não ser usá-lo para melhorar a própria situação. Ele jamais daria a alguém o poder de feri-lo novamente.
P. 100 
Fletcher Pryde, duque de Greycourt, tem trinta e quatro anos e é o primogênito de Lydia. Ele não conheceu o pai — que morreu quando ele ainda era um bebê. Assim, ele é o único da família que não tem um irmão com o mesmo pai. Na infância, Grey viveu alguns anos na Inglaterra, viu a mãe casar com o duque de Thornstock, mas é o período na Prússia de que ele mais se lembra quando pensa na família, quando a mãe estava casada com Maurice Wolfe, que era embaixador no país — e precisamos ser honestos aqui e dizer que ele não era um duque, afinal o título pertencia ao irmão mais velho dele, tio Armie. Porém, quando Grey completou dez anos, Eustace Pryde, irmão de seu pai, resolveu colocar em prática seu direito de guardião do próximo duque de Greycourt (instituído pelo testamento do duque anterior) e levá-lo para Inglaterra, onde poderia ensiná-lo tudo de que ele precisaria para assumir o título.

Sendo uma criança, Grey ficou empolgado com a chance de se mudar, de aprender coisas novas e de ser tratado de maneira especial, o que não acontecia na ocasião, pois Lydia e Maurice tratavam os filhos de maneira igual, sem favorecimentos (irmãos, independente do pai biológico). Entretanto, os três anos que separaram Grey entre viver com os tios e ir para o colégio foram terríveis. Ainda que Jeffries não explique em detalhes os maus-tratos que Grey sofreu, ficou claro que o tio o agredia fisicamente e o deixava com fome com frequência com o objetivo de subjugá-lo e convencê-lo a passar propriedades para seu nome. Agravando ainda mais a situação, a distância física a qual Grey foi imposto de sua família se estendeu por muitos anos, pois, com a guerra, nem a família podia sair da Prússia e nem ele podia visitá-los, sem falar que com o passar dos anos Grey se concentrou na batalha que vivia com o tio — que só foi encerrada recentemente com a morte dele —, e com o fato de que sua família o havia expulsado para Inglaterra. Logo, mesmo quando todos voltaram para Inglaterra para que Maurice assumisse o ducado de Armitage, Grey manteve-se distante física e emocionalmente, como ele aprendeu que era o certo a fazer: proteger seu coração de qualquer emoção. 
— Até para uma mulher sem dote cujo pai morreu em um duelo? — irritou-se ela. — Atrevo-me a dizer que seria melhor eu agir de acordo com as regras e torcer para que algum pastor ou algum médico precisando de uma mulher discreta possa me notar. Pelo menos esse tipo de marido não vai morrer de forma escandalosa e me deixar desguarnecida como meu pai fez.
P. 46
Mas agora há um porém: o homem que ele conheceu como pai faleceu e, ainda que não tenham se reencontrado depois de tantos anos e que Grey tenha perdoado a família, ele deve ir ao menos ao velório. E é assim que o livro de fato começa, com ele indo de Londres para Lincolnshire.

Ao chegar em Armitage Hall, a primeira pessoa que Grey encontra é Beatrice Wolfe, prima de Sheridan Wolfe, seu meio-irmão de vinte e oito anos e o novo duque de Armitage. A primeira interação deles dá uma ideia de como será a relação deles: basicamente firmada em falar o que vier à mente.

Beatrice tem vinte e seis anos e sempre viveu na casa de contradote na propriedade. Com a morte precoce dos pais, ela e o irmão, Joshua, foram criados pelos avós. Mas agora eram apenas eles, dependendo da boa vontade da família, pois Joshua voltou com um grave ferimento de guerra que o deixou mancando e por isso o asqueroso do tal tio Armie o relegou ao cargo de guarda-caça da propriedade, mesmo sendo sobrinho e neto de duques.

Quando eu digo asqueroso é porque ele era realmente desprezível: embora fosse casado, tinha muitas amantes, filhos bastardos, abusava das criadas e tentou inclusive assediar a sobrinha, Beatrice, que fugiu como pôde. Mas recentemente, com a morte dele e a mudança de Maurice e a família para lá parecia que as coisas melhorariam, pelo menos no que dizia respeito às pessoas e a maneira como seriam tratados.

Pois bem, Lydia está decidida a fazer o debute de Beatrice com o de Gwin em Londres na próxima temporada, quando terá acabado o período do luto e por essa razão Beatrice é constantemente esteja na mansão. Outra situação também em andamento é o fato de Sheridan suspeitar que Joshua — que tem um humor muito instável desde que voltou da guerra, deixando cada vez mais recluso — tenha matado tio Armie e o pai por causa da possibilidade de venda da casa de contradote, ou mesmo porque eles nunca foram muito bem tratados ali, o que o levaria a assassinar dois duque para ficar mais próximo da linha de sucessão (sério, ainda que seja possível — ainda que para que Joshua se tornasse duque precisasse matar Sheridan e Heywood — não dá para não dizer que ele tem uma boa imaginação).

Como Grey não está disposto a se envolver nessa investigação, ele oferece a Sheridan a opção de ele cuidar das lições de Gwin e Beatrice enquanto ele investiga e tenta se entender com as contas do ducado. É assim que Beatrice e Grey passarão tanto tempo juntos.
— (…) Quero mostrar como é precisar tão desesperadamente de alguém que nada mais faz sentido quando só de pensar em ver aquela pessoa o coração dispara — disse ele, pegando-a pela cintura e puxando-a para si. — O que eu quero é apagar da sua mente a lembrança do seu tio.
P. 180
A história é envolvente e o mistério e o romance nos embalam do início ao fim. Os irmãos são muito parecidos em temperamento, o que me leva a crer que herdaram da mãe e espero que agora que estarão mais próximos fisicamente, possam perceber o quanto são parecidos e como podem se beneficiar de uma família unida e feliz. O que eu não gostei — e não é particular deste livro, mas não gosto quando acontece em qualquer um — foi o fato deles terem meio que se apaixonado rapidamente. É algo que eu não curto e parece muito irreal para mim, por isso minha implicância. Mas, fora isso, a história é muito boa mesmo e eu já tenho minhas dicas de dois casais e espero que eu esteja certa porque eu estou doida para ler os próximos livros.

Compre na Amazon

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
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05 setembro, 2021


[Novo Resultado] Sorteio de Aniversário De Tudo um Pouquinho


Olá meus queridos, como estão?

Bem, voltei com o sorteio pois a primeira ganhadora não respondeu o e-mail dentro do prazo estabelecido de 72h. Então, queridos, cruzem os dedos novamente 🤞🏾🤞🏾🤞🏾


Parabéns Rudynalva!! Você recebeu um e-mail e tem 72 horas para respondê-lo e garantir seu prêmio.

Obrigada a todos pela participação e uma dica para quem participa de sorteios: confiram se estão seguindo TODAS as regras, hein?! 

Enquanto isso, fiquem seguros, fiquem em casa e, se chegou na sua faixa etária, se vacinem! A pandemia ainda não acabou! 😉
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02 setembro, 2021


[Resultado] Sorteio de Aniversário De Tudo um Pouquinho - 12 anos!


Olá meus queridos, como estão?

Agradeço imensamente pelas mensagens de carinho que recebi no post de aniversário do blog e por terem participado do sorteio. Como sempre, vocês são demais!

Agora, vamos saber quem é o sortudo ou a sortuda que ganhou esse sorteio? Cruzem os dedos 🤞🏾🤞🏾🤞🏾


Parabéns Lucia Santos!! Você recebeu um e-mail e tem 72 horas para respondê-lo e garantir seu prêmio.

Obrigada a todos pela participação e uma dica para quem participa de sorteios: confiram se estão seguindo TODAS as regras, hein?! 

Enquanto isso, fiquem seguros, fiquem em casa e, se chegou na sua faixa etária, se vacinem! A pandemia ainda não acabou! 😉
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31 agosto, 2021


[Meme] Meu Mês - Agosto

Olá, lindíssimos, tudo bem?

Vocês também estão com a impressão de que o tempo está passando desesperadamente rápido? Para mim, até agosto que normalmente dura oitenta e quatro anos, passou rápido esse ano... curioso.
Mas então, me contem aí, como foi o mês de leituras de vocês? 

Lay

Livros lidos: 
1. Arsène Lupin, o Ladrão de Casaca - Maurice Leblanc
2. Nunca Diga Não a um Duque - Madeline Hunter (Resenha)
3. André - Bibi Santos (Resenha)
4. Projeto Duquesa - Sabrina Jeffries (Resenha)
5. Um Par Perfeito - Sabrina Jeffries
6.  Amante por uma Tarde - Lisa Kleypas
7. Incidentes na Vida de uma Escrava - Herriet Ann Jacobs

Recebi este mês:
1. Um Amor e Nada Mais - May Balogh (Parceria Arqueiro)
2. Brilhante - Julia Quinn (Parceria Arqueiro)

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

Para quem ainda não sabe, nós criamos um perfil no Instagram onde estamos postando nossas leituras, então nos sigam e confiram o que estamos lendo, deem suas opiniões, sugestões e comentários!!

Vamos lá começar um novo mês de leituras!!

Beijos
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26 agosto, 2021


[Resenha] André - Bibi Santos

Ficha Técnica 

Título: André
Autor: Bibi Santos
ASIN: B08174RTT6
Páginas: 417
Ano: 2019
Editora: Independente
André Monteiro Moraes só deseja uma coisa: sucesso.
Um homem que veio de baixo, determinado, que aprendeu que misturar prazer e trabalho não funciona. Sua regra é clara: nada de se envolver com funcionárias.
A mãe tinha planos: queria um neto antes de morrer, mesmo estando com a saúde de ferro. André não precisava saber disso, mas diante de sua recusa em casar-se, ela não vê outra alternativa a não ser ela mesma arrumar uma noiva para ele.
Belle Flores, espanhola de sangue quente, precisa de emprego. De língua solta, nada discreta e acima do peso, não tem nada de esposa perfeita.
Mas o encontro dessas duas tornará a vida de André Monteiro bem complicada. Ele se vê envolvido por sua faxineira, que não tem medo dele e não se importa em colocá-lo em seu devido lugar quando necessário.
Belle vai tirá-lo da zona de conforto e o conhecido coração de gelo derreterá com seu sangue quente espanhol.
CEO: escolha um para chamar de seu!

Resenha


Vou dizer para vocês, estava comentando com Bibi que iria reler Reencontrando o Passado porque Emely é uma personagem acima do peso e eu estava precisando de uma personagem assim, com quem eu me identificasse fisicamente e que lidasse bem com a situação (o que eu não é para mim) quando ela me falou de André, que eu amaria Belle. E não é que ela estava certa? Li em menos de vinte e quatro horas de tanto que me envolvi com a história.

Ainda que o livro leve o nome de André e, ao lado de Belle, seja o protagonista, quem inicia esta história — e direciona boa parte dela — é Sara Monteiro, mãe de André. Ela é uma mulher independente que, vendo-se abandonada pelo marido e com um filho para criar, arregaçou as mangas e foi à luta.
Sara Monteiro era a mulher mais importante da minha vida, faria tudo por ela, devia tudo àquela mulher.
Posição 7%
Foi com a ajuda e apoio incondicional da mãe que André abriu a Next Monteiro, uma empresa que desenvolve softwares personalizados, e chegou ao topo. Ele tem dinheiro, poder, influência e, para ele, é isso que importa. Ao contrário do que a mãe espera, André não pensa em construir uma família, casar, ter filhos. Não há espaço para isso em sua vida. Então, se seu bebê — de trinta e nove anos 😂 — não toma a iniciativa, ela mesma irá resolver a situação, e já tem a candidata perfeita para ser sua nora.

Belle Flores veio da Espanha acreditando no amor de Sergio e na promessa dele de ajudá-la a se tornar modelo, sonho que sempre alimentou. Entretanto, chegando ao Brasil, Belle se viu vítima de um golpe, do qual foi difícil fugir e agora vive ilegalmente no país, conseguindo apenas trabalho como doméstica, irregular.

Atualmente ela trabalha na casa de Sara e a relação delas é ótima, o que faz com que Sara leve Belle para trabalhar na casa de André sob o pretexto de que a funcionária que ele tem não é dedicada o suficiente, mas é claro que ela tem um plano muito bem arquitetado em mente e, para que ele aconteça, eles precisam se conhecer.
— Você é demais.
, demais. Gostosa, saborosa, mas nem sempre o suficiente — explicou com normalidade.
Ali na minha frente estava uma mulher com autoestima elevada, apaixonada por si mesma, e eu admirava isso nela.
Posição 43%
O primeiro encontro de André e Belle não é dos melhores. Chegando com Sara, que a incumbiu de chamar o filho no quarto dele, Belle encontra André na cama com uma mulher. Ela não se abala, é claro, mas para ele a situação é constrangedora: está de ressaca, nu na cama com uma mulher e uma desconhecida está lhe passando um sermão por estar dormindo até tarde e ainda disse que está ali com a mãe dele e que ela será sua nova funcionária.

Ainda que seja um adulto independente, a relação de André e Sara é de amor e cumplicidade em um nível que ele nem sequer pensa em fazer algo que desagrade ou magoe a mãe. Ou seja: não aceitar Belle em sua casa está fora de cogitação, mesmo que ele tenha achado ela desbocada demais.

Belle não está nos padrões de beleza impostos pela sociedade, mas ela não está nem aí; ela é muito bem resolvida com seu corpo, com sua sexualidade e com sua vida. Nem os problemas que enfrentou quando chegou no Brasil — e não foram poucos —, nem a infância conturbada na Espanha a derrubaram e não é algo que ela fique lamentando a todo momento, são situações que ela só traz à tona quando necessário.
No precisa disso, chica. Ninguém precisa sentir orgulho de ti como você mesmo.
Ela me olhou e lágrimas brilharam em seus olhos.
Toquei seu rosto com carinho.
— Faça por ti. Quem te ama verdadeiramente vai sentir orgulho, mas o reconhecimento sempre virá de você.
Posição 50%
André e Belle são explosão pura e vê-los debaixo do mesmo teto é maravilhoso, divertido, quente. Ver as peças do plano de Sara se encaixando e como ela é brilhante em cada detalhe é para a gente gargalhar muito. Ver a ingenuidade de André em algumas situações mesmo sendo um homem feito chega a ser desesperador em alguns momentos, nos fazendo querer correr para ele e dizer: “amigo, abre teu olho”. Mas acima de tudo para mim conhecer Belle era o que eu precisava nesse fim de semana: bem resolvida, amiga, inteligente, alto astral, linda, empoderada, sexy, MARAVILHOSA. Bibi, amiga, muito obrigada de coração por trazer essa personagem às nossas vidas, à minha vida. 😍
As pessoas têm mania de tentar diminuir às outras por causa do peso. Para mim, minhas carnes eram o mais sedutor e toda sua volúpia.
Posição 89%

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
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