21 janeiro, 2022


[Resenha] Como Namorar a Irmã do Seu Melhor Amigo - Meghan Quinn


Ficha Técnica 

Título: Como Namorar a Irmã do Seu Melhor Amigo
Título Original: The Secret to Dating Your Best Friend's Sister
Autor: Meghan Quinn
ISBN: 978-65-5933-038-6
Páginas: 372
Ano: 2021
Tradutor: Laís Medeiros
Editora: Charme
Como namorar a irmã do seu melhor amigo? Fácil.
Passo um: Finja que quer que ela arranje alguém para você.
Isso irá deixá-los mais próximos.
Passo dois: Vá a encontros com várias mulheres aleatórias, fique bêbado e fale com uma delas sobre a irmã do seu melhor amigo, ganhando, assim, coragem para finalmente tomar uma iniciativa.
Passo três: Apareça no apartamento dela de repente e confesse o seu amor. Mulheres adoram isso, não é?
Tudo parecia muito simples.
Um processo infalível de três passos que garante que o amor da sua vida irá se apaixonar perdidamente por você.
Pelo menos… foi o que pensei que aconteceria. Mas minhas tentativas de conquistar Julia Westin saíram pela culatra mais vezes do que consigo contar. Julia é inteligente — muito inteligente — e seu olhar afiado cortou todo o charme que tentei jogar nela. Ela não está interessada em joguinhos, ou nos meus presentes, ou nas minhas histórias. Talvez ela também me queira, mas não vai ceder tão facilmente…

Resenha


Ai, gente, depois de ter gargalhado e desidratado com Shanezinho, minha segunda leitura do ano foi maravilhosa também, Meghan Quinn novamente foi incrível. Vocês se lembram do primeiro livro que a Charme trouxe dela aqui para o Brasil, Escritora de Romance e… Virgem? Pois bem, foi tão bom quanto para mim, com a diferença de que quero um Bram Scott para mim AGORA e vocês entenderão o porquê.

Bram Scott conheceu o melhor amigo Rath Westin na cerimônia para entrar na fraternidade Alpha Phi Alpha quando iniciaram os estudos em Yale. Desde então, são inseparáveis. Bram sempre foi um cara popular e divertido e, depois que se tornou presidente da fraternidade de uma universidade membro da Ivy League, as mulheres caíam em seu colo aos montes. Entretanto, desde que ele conheceu Julia Westin, seus olhos tinham apenas uma direção.

Embora Julia tenha entrado em Yale um ano antes, apenas quando estava no segundo ano — e Bram e Rath no último — foi que Bram a conheceu, e para causar uma ótima impressão — só que não — ele e Rath estavam bêbados na festa da fraternidade.

Julia, ao contrário do irmão, nunca teve facilidade em socializar com as pessoas, mas como gostava de observar as pessoas e precisaria disso para seguir com seu objetivo de concluir a graduação e o doutorado em comportamento humano, frequentar algumas festas era como estar em um laboratório, pena que ela não poderia sair fazendo perguntas e anotando as respostas em sua prancheta como gostaria.
— Não sei como fazer isso. A minha cabeça protege o meu coração há tanto tempo.
— Talvez a sua cabecinha linda tenha impedido o seu coração de bater com todo o potencial que ele realmente tem. Deixe o seu coração bater… por mim.
P. 315
Os anos passaram, a amizade de Bram e Rath continua firme e forte, assim como com Roark McCool, um irlandês que eles conheceram no segundo ano da faculdade que tinha vindo como aluno de intercâmbio e para falar a verdade eles ainda parecem universitários muitas vezes — apenas mais velhos e cheios do dinheiro.😂 Mas agora, com trinta e três anos, Bram sabe que chegou o momento que ele tanto esperou: Julia já concluiu o doutorado, criou um programa de computador de sucesso — Qual é a Sua Cor? — e abriu e consolidou a própria empresa. É o momento de ele conquistar o coração dela. Ele é um bem-sucedido investidor do ramo imobiliário, divertido, bonito, boa pessoa, conhece ela há dez anos, melhor amigo do irmão dela. Os pontos estão a favor dele, certo?
— Olha, acho que você precisa recuar e respirar por um segundo, caramba. Você está volátil demais agora. 
— Porque vou sair com uma garota com a qual não me importo nem um pouco. Porque a garota com quem eu quero sair pensa que estou procurando o amor em outra pessoa, quando, na verdade, estou procurando por ela. Vou ter que fingir pra cacete esta noite, fazer de conta que estou me divertindo para não chatear essa garota, e depois descobrir um jeito de mostrar à Julia que gosto dela, o que pensei que já tinha feito. Quer dizer, o que mais eu tenho que fazer, porra? Mandei presentes, arranjei tempo para passar com ela, enviei muitas mensagem para que ela soubesse que eu estava pensando nela e, Jesus Cristo, eu quase a beijei. O que mais eu tenho que fazer? Desenhar um mapa com o caminho até o meu coração e dar para ela?
Ela realmente não faz ideia?
P. 150
Bem, Julia é uma mulher de trinta e um anos absolutamente racional e, por saber disso, Bram decidiu por esse plano um pouco controverso que vimos na sinopse, mas que talvez pudesse dar certo, em  parte, porque a verdade é que Julia não parecia se permitir vê-lo como mais do que o amigo do irmão, e passar um tempo com ele, quem sabe poderia mostrar a ela quem ele era realmente, ou fizesse ela simplesmente abaixar as guardas.
— (…) Eu queria tempo com você, Jules. Queria pequenos momentos aos quais eu pudesse me apegar enquanto tentava conquistar o seu coração. Eu queria mostrar a você, através dos testes e das entrevistas, que sou o tipo de homem com quem você gostaria de sair.
P. 203
Mas aí vocês podem se perguntar: o cara já tem mais de trinta anos, pelo amor de Deus, chega nela e fala que tá afim dela e pronto! Mas o fato é que ele já fez isso anos atrás e Bram é um fofo e não sabe como lidaria com uma segunda rejeição da pessoa que ele tem certeza de que ama.💔Então está aí uma das razões de ele fazer todo esse contorcionismo para chegar ao coração de Julia. Sem falar que ele também gosta de um bom drama.😂
— Essas batidas fortes que estou sentindo, a maneira rápida como o seu coração está saltando… quero saber que tipo de mensagem de socorro isso está te enviando, nesse momento. Esqueça seu cérebro. Me diga o que o seu coração está dizendo.
Com a respiração suspensa, fico esperando, torcendo com todas as minhas forças que ela escolha derrubar a muralha que ergueu entre nós por anos e nos dê uma chance. Me dê uma chance.
P. 240
É sério, pessoal, estou completamente apaixonada: o cara está apaixonado há DEZ anos. Conhecendo a mulher que ama, deu a ela o espaço para ela crescer profissionalmente e, quando viu que o momento tinha chegado foi que começou a se movimentar novamente em direção a ela. É divertido, inteligente, amoroso, fofo, cara, como a gente começa o ano lendo um livro assim? Faz como para sobreviver? Charme, por favor, assim fica difícil, viu. Por favor, me traga o livro do Roark e do Rath para somar na conta e destruir meu coração logo (nada como pegar um pouco de drama com esses caras).😂😂😂 Essa série, The Bromance Club, já me pegou.
— Sim. Eu não poderia estar mais feliz. — Rath se aproxima e puxa Bram para um abraço. Eles se abraçam por alguns segundos, dando aqueles tapinhas masculinos nas costas um do outro, e quando se afastam, Rath mantém seu braço em volta de Bram ao falar comigo. — Mas eu vou te avisar, Julia. Se você partir o coração desse homem, vai se ver comigo.
— Hã, como é que é?
— Desculpe, não fui claro? — Rath puxa uma mecha do meu cabelo e diz, da maneira mais doce: — Não estrague tudo. O Bram é a melhor coisa que poderia te acontecer.
P. 300


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17 janeiro, 2022


[Resenha] Sempre Foi Você - Aline Sant'Ana


Ficha Técnica 

Título: Sempre Foi Você
Autor: Aline Sant'Ana
ISBN: 978-65-5933-042-3
Páginas: 400
Ano: 2021
Editora: Charme
Você colocaria em jogo vinte e dois anos de amizade em troca de uma noite?
Shane D'Auvray é o típico bad boy. Tatuado, cheio de piercings, baixista de uma banda de sucesso e com um passado sombrio. Prometeu para si mesmo que nunca mais iria se relacionar e está convicto de que será assim até o fim de sua vida.
Sua melhor amiga, Roxanne Taylor, embarca em uma turnê com os rockstars. A atração que ela sempre sentiu pelo baixista da banda The M's parece crescer durante a viagem. Conhecendo o melhor amigo mais do que conhece a si mesma, Roxy sabe que Shane jamais estaria disposto a se envolver emocionalmente.
Mas, por apenas uma noite, o que de pior poderia acontecer?

Resenha


Depois de mais de um ano de espera, a série Viajando Com Rockstars está de volta com o penúltimo livro para nos apresentar o mais recente integrante da banda The M's, nosso querido menino-problema, Shane D'Auvray.

Ao longo da série, nós conhecemos boa parte da história de Shane: irmão caçula de Zane, cresceu com Roxanne Taylor, filha dos melhores amigos dos pais e que se tornou sua melhor amiga. Eles sempre foram inseparáveis e, embora os pais dos dois sempre tenham sonhado com o momento em que eles ficassem juntos, isso nunca aconteceu. Mas a vida de Shane virou de ponta-cabeça quando ele se apaixonou e entrou no mundo das drogas e Roxy não se viu capaz de tirar o melhor amigo daquela situação, porém, em nenhum momento deixou de estar ao lado dele.

Agora, com vinte e dois anos, depois de ter se internado por interesse próprio e não obrigado, depois de entrar para a banda que viu se formar e admirar, ele tem caminhado em seu próprio ritmo, tentando encontrar seu destino.
— Acho que você é o próprio querubim.
— Mas, se eu sou um querubim, então por que tenho pesadelos?
— Talvez você proteja todos os meus sonhos ruins, já que eu nunca tive um pesadelo, e por isso sonha com tudo o que é mal quando eu não consigo.
 — Será?
Ele balançou os ombros.
 — Aham.
Naquela noite, eu não tive o pesadelo que me fazia cair no buraco sem fim.
P. 37
Sempre Foi Você inicia com a The M's embarcando para a turnê de shows no Brasil, onde passariam por quatro estados. Seria uma grande prova para Shane, pois, mesmo se garantindo como baixista, essa seria a primeira vez que ele ficaria afastado da terapeuta que o acompanhava desde a internação e de sua Querubim, e ao mesmo tempo. Isso porque Roxy estava em período de conclusão do estágio supervisionado para concluir a faculdade de moda e não poderia viajar com a banda para o Brasil, mas o que Shane não fazia a menor ideia era que Roxy estava estava estagiando na banda, ou seja, ela iria sim para o Brasil com ele.

Também vimos ao longo dos livros e contos anteriores, como a amizade de Shane e Roxy é profunda, eles realmente são melhores amigos da vida inteira. Eles se conhecem há vinte e dois anos, eles se comunicam sem precisar de qualquer palavra, mas também deu para perceber que ultimamente as coisas estão um pouco diferentes, Shane se vê olhando um pouco mais para Roxy, sentindo mais ciúme do que o normal de amigo, assim como Roxy, mas ela, por outro lado, aceita muito mais facilmente que em vários momentos de sua vida se apaixonou pelo amigo, mas sempre soube que ele não era o certo para ela; enquanto ela sempre quis um relacionamento, casar, ter filhos, Shane sempre disse que seria o tio de fim de semana, que mimaria os filhos dela, então, por que se iludir?
Ela era minha há vinte e dois anos, mas não era minha totalmente. E se havia a chance de manter a única parte boa da minha vida assim, eu jamais faria nada que pudesse estragar isso.
Roxanne era o meu ponto fraco, mas também a minha única força.
P. 48
Entretanto, quando um “novo personagem” entra na equação, talvez Shane precise repensar algumas ideias que têm como certas.

Imagina só, quatro casais juntos e você e seu melhor amigo são os únicos solteiros. Dividem sempre um quarto porque isso nunca foi um problema entre vocês, mas a tensão sexual tem ficado cada vez mais difícil de negar. E aí? Bem, para quem já me conhece, sabe muito bem a minha resposta para a pergunta no início da sinopse: eu não arriscaria, pelo menos eu não tomaria a iniciativa, mas Shane é Shane, quem resistiria ao charme de um D'Auvray?
— Eu tô desejando a Roxanne. Mas é carência, falta de sexo. Fim do falatório. Vamos circular. — Eu ia dar um passo para frente, mas Zane se enfiou no mio.
— Conheço bem esse discurso, mas olha só… você não joga uma informação dessas e cai fora, não. Ela é sua amiga há vinte anos. — Ele cruzou os braços na frente do peito nu. — Como tá se sentindo por finalmente descobrir?
O quê? — murmurei, perdido.
— Todo mundo sabe que você a deseja, cara. Não é novidade. O que vai fazer a respeito? — Carter perguntou.
— Eu tô confuso nessa viagem, titio Carter. Só isso.
— Não adianta pressionar. Ele vai assumir só até onde se permite confessar. O resto o tempo resolve. — Yan colocou os óculos escuros, sem parar de sorrir. — Então, e aí? Vai ficar assim? Não vai tentar nada?
— Nem posso. Se der merda, jogo anos de amizade fora. Nem fodendo.
— Oliver vai ficar com ela, escuta o que eu tô falando. — Meu irmão inclinou a cabeça para o lado, me analisando.
Senti o sangue ferver.
P. 79
Baseando-se nos vinte e dois anos de amizade, eles fazem um acordo de ficarem juntos apenas enquanto durar a viagem e voltar a ser apenas amigos quando embarcarem no voo de volta a Miami, mas o que vemos é uma  relação tão intensa que não tem como imaginar que é apenas sexo como eles tinham combinado, e é claro que isso aconteceria, afinal, como poderia ser quando eles se conhecem tanto?

Eu virei o ano lendo este livro, Shane e Roxy são tão intensos, ver ele lidando com suas inseguranças me fez lembrar tanto de mim mesma que eu não conseguia parar de ler, eu ficava tão chateada quando eu via que ele carregava culpas que não eram dele e nem sequer se dava conta disso, mas também pulava de alegria quando ele buscava ajuda da terapeuta, dos amigos, do irmão para entender o estava sentindo porque saber reconhecer que precisamos de ajuda é um passo para a cura do que sentimos, mas guardamos debaixo de várias camadas. Agora as cenas que mais me emocionaram certamente foram os diálogos intensos de Zane e Shane, que demonstração de amor. Aline arrebentou meu coração e, mesmo agora, escrevendo, não consigo segurar as lágrimas ao relembrar, foi demais, assim, como a cena em que uma "alucinação" pode ser uma "memória", com Shane falou com o irmão ali, me partiu em mil pedacinhos.
Achei que nunca me apaixonaria novamente, mas isso estava embaixo do meu nariz esse tempo todo. Porra, a vida inteira bem ali, me sondando, me instigando e me mostrando que éramos nós dois.
Desde quando estou apaixonado por Roxanne? A vida inteira?
Não, não poderia ser. Ou era?
P. 268-269
Uma coisa é certa, eu não consigo ler um livro da Aline seguido do outro porque eles são sempre muito intensos, mas se o último livro da série já tivesse sido lançado podem ter certeza de que eu já estaria lendo, porque a maneira como a história acabou aqui, eu simplesmente fechei os olhos e pensei: como?

Então, enquanto ele não chega, eu vou tentar me recuperar lendo outros livros.



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13 janeiro, 2022


[Resenha] Brooklynário - Sarina Bowen

Ficha Técnica 

Título: Brooklynário
Título Original: Brooklynaire
Autor: Sarina Bowen
ASIN: B08KFLNMZD
Páginas: 310
Ano: 2020
Tradutor: Adrian & Shelby Viana
Editora: Tuxbury Publishing LLC
Se você imagina que um bilhão de dólares, um time de hóquei no gelo profissional e uma mansão com seis quartos deixaria qualquer homem feliz. Você pode estar enganado. Há sete anos que a Rebeca ilumina meu escritório com a inteligência e com o sorriso dela. Ela é responsável pelo meu time de hóquei e pela minha sanidade. Nem sei quando comecei a acordar no meio da noite a desejando. Tudo que sei é que o perfume dela me desconcerta e o riso dela me deixa excitado.
Quando a Rebeca se machuca, eu tomo a frente para ajudá-la. Qualquer amigo faria isso. Mas amigos não arrancam a roupa um do outro e passam uma noite selvagem juntos.
Agora ela está me evitando, dizendo que somos muito diferentes e que não pode acontecer de novo. Então, por que não conseguimos resistir um ao outro?

Resenha


Eu tinha visto em algum lugar — que já não me lembro onde — que a escrita da Sarina me lembraria da Elle Kennedy, então eu fiquei curiosa para ler algo dela. Sei que tem um livro que a Cherish publicou que eu pretendo ler em breve e encontrei esse na Amazon, mas eu não conheço essa editora que publicou por aqui.

Rebeca Rowley tem vinte e sete anos e há sete anos ela trabalha na Kattenberger Tech. Quando ela começou lá como assistente de escritório, a empresa era minúscula e consistia em apenas uma sala com móveis velhos e amontoados e rapazes que precisavam urgentemente de alguém que organizasse a parte administrativa da empresa. Claro que aquele não era o emprego dos sonhos dela, mas, com a morte repentina do pai, as dívidas da empresa dele e as que surgiram pela ausência de um seguro de vida fizeram com que ela precisasse abandonar a faculdade de literatura inglesa para ajudar a mãe e a irmã adolescente e procurasse um emprego.

A empresa cresceu e Beca se tornou o braço direito de Natan e, cinco anos depois, quando ele comprou um time de hóquei no gelo, os Brooklyn Bruisers, ele pediu que ela passasse a gerenciar o escritório do time no Brooklyn, o que fez com que eles deixassem de trabalhar tão próximos o tempo todo, pois seu cargo passou a ser ocupado por outra pessoa. Mesmo que tenha sentido como um rebaixamento — e tenha ficado apreensiva em relação a uma possível demissão — dois anos depois ela continua à frente do escritório e ama trabalhar com o time, afinal ela é apaixonada pelo esporte. Mas a pergunta sempre está lá em seu subconsciente…

Por outro lado, sua vida pessoal… o trabalho de Beca é facilitar a vida de todos e isso se estende na vida privada, afinal, quando a irmã e o namorado atrasaram o aluguel e perderam o imóvel onde moravam com o filho, como ela não abrigaria os três no seu minúsculo apartamento? Mesmo que isso significasse que ela se sentisse sobrando, a tia solteirona, a única fonte de renda da casa?
Rebeca estava na vida dele. Ela se tornou uma amiga. Ela era o braço direito dele. E agora ela também era o crush dele. Ele nunca falaria nada para ela, ele nunca demonstrou nenhum sentimento. Então ele nem perdia tempo pensando se existe uma forma de resolver o problema de que ela trabalhava para ele.
Posição 24%
Natan Kattenberger tem trinta e dois anos e é o CEO da Kattenberger Tech. Quando ele começou sua empresa, pouco mais de sete anos atrás, ele era apenas um nerd com uma ideia e um sonho. Hoje ele é um bilionário considerado por muitos como impenetrável, mas quem o conhece sabe que ele é apenas tímido. No início, Natan tinha uma noiva, mas ele foi cruelmente traído e desde então dedicou sua vida ao trabalho e, quanto mais rico ele ficava, mais difícil era manter um relacionamento amoroso, afinal, como confiar que as pessoas estavam interessadas nele ou no seu dinheiro? E como lidar com os projetos confidenciais que sempre estavam em andamento em sua casa? Bem, de qualquer forma, em algum momento, Natan se viu desejando Rebeca, mas como ela era sua funcionária, ele sabia que não deveria cruzar essa linha, assim, o melhor era se afastar dela, não trabalharem mais diariamente juntos, nada mais de viagens juntos e como sua assistente pessoal isso não seria possível. A compra dos Brooklyn Bruisers seria perfeita para a situação. 

Dois anos depois sabemos que não, não adiantou.  
Se eu achasse que isso não daria certo, seria mais fácil deixar para lá, mas meu instinto diz que nós devíamos estar juntos. Eu confio no meu instinto e raramente estou errado.
Posição 55%
Natan até tentou deixar para lá, mas um acidente banal no gelo fez com que Beca sofresse uma concussão e o instinto protetor dele fala mais alto e, como um bom amigo, ele se aproxima ainda mais para oferecer ajuda, principalmente quando Beca não parece melhorar tão rápido quanto ela imaginava. Morando em um apartamento minúsculo, com um bebê que chora o tempo todo porque está nascendo os dentes, um cunhado que está trabalhando à noite, a recomendação médica de descansar não tem sido cumprida à risca, então, ficar na casa de Natan enquanto ele está viajando pode ser uma boa ajuda mesmo. Isso sem falar que ele não mede esforços para conseguir especialistas para ajudá-la em sua recuperação.

Como eles se conhecem há sete anos — e trabalharam juntos diretamente por cinco — os momentos em que Natan e Beca estão juntos mostram o quanto eles realmente se conhecem e são compatíveis e me faz questionar como ela conseguiu superar a quedinha que tinha por ele quando o conheceu (claro que além de ele ser o chefe, ele tinha uma noiva, mas como ela conseguiu simplesmente não trazer à tona tudo depois da separação dele? Natan é tão fofo…).
— É isso que você faz por mim. Minha vida tem muito barulho, sempre. Reuniões e obrigações, 2 mil empregados. Adoro minha vida, mas tem muita interferência. Quando você me beija, tudo fica quieto. Só quando estou com você consigo esquecer todo o resto. 
Me viro e coloco minha boca na orelha dela.
— E quando estou dentro de você, nada mais importa. E desejo muito isso. 
Ela vira o rosto para mim ficamos nariz com nariz.
Posição 77% 
Enquanto vamos alternado os capítulos narrados por Natan e Rebeca, nós torcemos para que eles fiquem juntos, mas sendo mulher, entendo como é difícil a posição de Beca, afinal ela é gerente do escritório do Brooklyn, ela está à frente de um escritório cheio de homens que claramente podem não respeitá-la mais caso ela se envolva com o chefe. Para as mulheres a situação é sempre mais complicada, mas quando eu digo que Natan é um fofo é que, por mais que ele esteja apaixonado, ele não força a barra, entendem?
— Talvez não seja Natan que me intimide, talvez tenha medo de confiar em um homem. Geralmente não faço isso.
Posição 80% 
A história é bem linda e fofa e vale muito a pena ser lida, entretanto preciso ressaltar um detalhe para quem vai ler: eu não conheço essa editora, mas senti uma falta de fluidez na tradução e muitos erros na revisão, então, estejam preparados. Outra coisa, descobri que este é o livro número quatro da série Brooklyn Bruisers, mas não encontrei tradução dos três primeiros em português, no qual o primeiro traz a história jogador Leo Trevi e a publicitária Geórgia, que é amiga de Beca, o segundo, que traz o capitão Patrick O'Doul e Ari Bettini e o terceiro que traz o goleiro Mike Beacon e a atual assistente de Natan, Lauren Williams. Mas na Amazon tem tradução e publicação (pela mesma editora) dos volumes seis e sete, da série, então dá para ter mais um gostinho da série. Como eu sou apaixonada por jogadores de hóquei, lerei mesmo assim.
— Não existe ninguém melhor que você. Ninguém mais engraçada. Ninguém que tenha melhor atitude. Ninguém mais leal. Ninguém mais sexy. Tenho certeza absoluta disso.
84%

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09 janeiro, 2022


[Resenha] O Herói que Faltava - Julia Quinn, Kinley MacGregor, Lisa Kleypas

Ficha Técnica 

Título: O Herói que Faltava
Título Original: Where's my Hero?
Autor: Julia Quinn, Kinley MacGregor, Lisa Kleypas
ISBN: 978-65-5565-212-3
Páginas: 224
Ano: 2021
Tradutor: Alessandra Esteche
Editora: Arqueiro
Alguns livros são tão especiais que nos brindam com mais de um herói, mas contam a história de apenas um deles. Se você já quis ver seus coadjuvantes preferidos estrelarem a própria aventura, esta coletânea vai realizar os seus desejos.
***
Depois de despertar o ciúme de pretendentes indecisos na trilogia Damas Rebeldes, Ned Blydon reaparece em “Um conto de duas irmãs”, de Julia Quinn, em uma situação nada invejável: fica noivo de uma das irmãs Thorntons, mas está secretamente apaixonado pela outra!
Em “Improvável”, de Lisa Kleypas, a sensata Lydia Craven decide se casar por conveniência e não por amor. Só que ainda não conhece a determinação do atencioso médico Jake Linley, que já tinha conquistado muitos corações na série Os Mistérios de Bow Street e não vai medir esforços para ganhar o dela.
Após sua aparição em Master of Desire, Simon de Ravenswood ressurge em “Sonho de um cavaleiro de verão”, de Kinley MacGregor, para responder às cartas de lady Kenna em nome de um conde poderoso. Faz isso apenas por educação, mas a dama acaba se apaixonando e precisa escolher entre ele, seu melhor amigo e um voto solene feito há muito tempo.

Resenha


Neste livro, que é composto por contos de três autoras, conheceremos heróis que realmente faltaram ganham seu momento em suas respectivas séries.

No primeiro conto, “Improvável”, retornaremos à série Os Mistérios de Bow Street da Lisa Kleypas para que o charmoso médico Jake Linley também encontre um par, afinal ele sempre ajudou os intrépidos agentes a se recuperarem, nada mais justo do que ter um amor para chamar de seu. O problema é que a mulher que conquistou seu coração está de casamento marcado com um conde, e para uma união por conveniência.

Lydia Craven é fruto de um casamento amoroso, mas tendo uma mente analítica, sabe que a probabilidade de ter uma união como a dos pais é praticamente nula, assim, o melhor é se casar com alguém que pelo menos tem uma mente como a dela, que a compreende. Mas descobrir nas vésperas do seu casamento que Jake Linley (com quem vive se desentendendo desde que se conheceram quatro anos atrás) tentou convencer seu noivo a não a pedir em casamento traz à tona a rixa entre eles. 

O que Lydia não entende é que Jake não a odeia, ela a ama, mas entende que a vida que o conde pode proporcionar a ela é muito melhor do que a que ele poderia, afinal, ainda que ela não venha de uma família aristocrática, é absurdamente rica. Entretanto, pensem comigo: Jake não deveria deixar que ela decidisse se preferiria uma vida sem amor ao lado do conde ou ao lado dele? E se ela também o amar?
Com o passar dos anos, a antipatia mútua aumentara a ponto de eles não poderem dividir o mesmo cômodo sem iniciar uma discussão que fazia com que todos corressem para se proteger. Lydia tentava ser indiferente, mas algo em Linley a provocava até as profundezas da alma. Quando estava com ele, ela se via dizendo coisas que não queria e ruminava seus encontros até muito depois de se despedirem.
P. 27-28 
O conto seguinte, “Sonho de um Cavaleiro de Verão”, é o retorno à série Master of Desire da Kinley MacGregor que eu não conheço, mas já gostei do protagonista aqui, Simon de Ravenswood, assim como dos outros personagens em volta dele. Simon luta justas ao lado do amigo Stryder de Blackmoor, que é um conde, e foi por causa de um amigo em comum que ele conheceu a dama que conquistou seu coração: lady Kenna. Ela era irmã de um amigo deles que morreu e prima do rei da Escócia e, tendo escrito à Stryder para agradecer por ele ter trazido o irmão do exterior em segurança, ela não sabia que era Simon o responsável por toda a correspondência, onde ele assinava como “S” e ela entendeu que era “Stryder” e ele nunca a corrigiu. Porém, após um ano de troca de cartas — que passaram de assuntos triviais e se tornaram muito mais profundos —, Simon e Stryder estão novamente na Inglaterra para uma competição e eis que Stryder descobre por acaso que está noivo da prima do rei da Escócia — dama que ele nem sequer sabe quem é.

Uma vantagem dos contos é que as coisas se resolvem rapidamente, então, logo Kenna descobre quem era o “S” que escrevia cartas para ela e abriu o coração nelas, mas também assim como Simon sabia, não havia a menor possibilidade de o primo dela permitir que a única filha de seu tio casasse com um homem sem qualquer título ou importância, não quando ele era o rei da Escócia e precisava pensar não apenas na família, mas no futuro do reino. Por outro lado, Stryder sequer deseja se casar, muito menos com alguém que sabe que ama outra pessoa, uma pessoa que ele considera sua família. Será que a confusão pode ser desfeita?
— Não sou um nobre e grandioso campeão de justas, Kenna. Sou apenas um homem que não tem nada a oferecer a uma dama como você. Durante um tempo, suas cartas me permitiram ser mais do que eu era. Perdoe-me pela dor que lhe causei.
Ele se virou e se afastou.
Lágrimas encheram os olhos de Kenna. Ela conhecia aquele homem. Conhecia em um nível que transcendia a amizade e o amor. Transcendia o entendimento e a razão. E certamente transcendia uma pequena omissão.
P. 96
O último conto, “Um Conto de Duas Irmãs”, nos leva de volta à trilogia Damas Rebeldes e ao nosso projeto de libertino, Ned Blydon, o visconde de Burwick. Nós vimos que ele foi a causa de alvoroço nos livros porque nossos queridos protagonistas eram indecisos, mas agora, com trinta anos, ele percebeu não estava ficando mais novo e provavelmente não encontraria o amor. Assim, como o pai havia passado a propriedade Middlewood para ele que não era atrelada ao título de conde seis anos atrás, Ned decidiu que pedir a mão da vizinha — Lydia Thornton, de vinte e dois anos — em casamento e somar oito hectares de terras às suas era uma boa ideia, afinal, quantas pessoas de sua classe não se casavam por conveniência? Ele certamente não seria o primeiro e nem o último.
— Bem, isso foi interessante — comentou Belle assim que teve certeza de que Charlotte não ouviria.
— O que foi interessante? — perguntou Ned.
—Isso. Ela. Charlotte.
Ele a encarou sem entender.
— Belle, seja clara.
Ela apontou com a cabeça na direção em que Charlotte tinha saído.
— É com ela que você deveria se casar.
P. 156-157
Tudo estava bem até a semana de festejos pré-casamento, quando a certeza dessa união de conveniência começou a ruir, principalmente quando ele conheceu a irmã mais nova de sua noiva, Charlotte.

Os dias que antecedem a cerimônia servem para Ned perceber como ele não conhece a noiva, como ele tem muito em comum com a futura cunhada e o quão complicada é essa constatação, afinal, sendo um cavalheiro, ele não pode simplesmente desistir do casamento. Assim, ele deve seguir em frente, mesmo sentindo que isso não é mais o certo a ser feito. Então, para nós leitores e para mim (quando digo que não gosto de Lydia) só fiquei esperando que ela desistisse, fizesse qualquer coisa, mas deixasse Ned livre, porque ela não o faria feliz, ela só o diminuía em seus comentários para a irmã e eu, como boa leitora e passadora de pano dos meus mocinhos, não gostei nem um pouco disso.
O que ele estava pensando? Não amava a mulher com quem ia se casar, ela não o amava e, francamente, ele nem poderia dizer que se conheciam. Só soubera, por exemplo, que Lydia era aficionada por poesia quando Charlotte lhe contara isso durante a caça ao tesouro (que, é claro, eles tinham vencido. Do contrário, qual seria o sentido de participar de jogos bobos?).
Mas esse não era o tipo de coisa que um homem deveria saber sobre a esposa? Principalmente se esse homem fazia questão de não incluir livros de poesia em sua biblioteca?
P. 183
O livro é rápido de ser lido, os contos são de séries que são nossas conhecidas e mesmo o conto que não é de uma série publicada pela Arqueiro, também tem uma escrita muito agradável. É aquela leitura leve e despreocupada para passar o tempo.


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05 janeiro, 2022


[Resenha] Kyland - Mia Sheridan


Ficha Técnica 

Título: Kyland
Título Original: Kyland
Autor: Mia Sheridan
ISBN: 978-65-5933-027-0
Páginas: 320
Ano: 2021
Tradutor: Monique D'Orazio
Editora: Charme
Pobres sujos. Caipiras. Jecas. Povo do morro.
Tenleigh Falyn luta a cada dia para sobreviver em uma pequena cidade assolada pela pobreza, em uma região mineradora de carvão, onde ela vive com a irmã e a mãe, que sofre de uma doença mental. O que a mantém viva é seu sonho de ganhar a bolsa de estudos para a faculdade concedida a um só aluno pela carvoaria local e, com isso, escapar da dureza de sua vida.
Kyland Barrett também vive nas colinas e tem trabalhado incansavelmente ― quase passando fome, atravessando profunda solidão e lutando contra todas as probabilidades ― para ganhar a bolsa de estudos da Tyton Coal e ir embora da cidade repleta de tanta dor.
Ambos estão determinados a não se envolver com ninguém, mas um instante muda tudo. O que acontece quando só uma pessoa pode vencer? Quando uma só pessoa pode ir embora? E o que acontece com a que ficou para trás?
Kyland é uma história de desespero e esperança, perda e sacrifício, dor e perdão; mas, no final das contas, uma história de amor profundo e infinito.

Resenha


Depois de termos ficado órfãos sem nem ter chegado à metade da série Signos do Amor, a Editora Charme salvou nossos corações de fãs e retomou a publicação de onde a Arqueiro tinha parado.

Neste, que é o livro do signo de touro, conheceremos Kyland Barrett e Tenleigh Falyn, dois jovens que moram em Dennville, nas Montanhas Apalaches e, assim como a maioria dos habitantes da cidade, são extremamente pobres, principalmente depois que ocorreu um acidente na mina de carvão que era a principal fonte de trabalho para muitas famílias da região. Foi nesse acidente, inclusive, que Kyland perde o pai e o irmão mais velho, ficando praticamente sozinho com uma mãe que ninguém vê. Assim, o objetivo dele é ganhar a bolsa de estudos da Tyton Coal e ir embora para nunca mais voltar. Deixar os tempos de pobreza e fome no passado. Para isso, ele se dedicou duramente nos últimos anos aos estudos para garantir que nada ficaria no seu caminho, até o envolvimento que tinha  com algumas garotas era superficial — justamente para não prendê-lo ali.
Às vezes, minha vida parecia tão pequena. E eu tinha que me perguntar por que nós, que havíamos recebido vidas pequenas, ainda tínhamos que sentir uma dor tão grande. Não parecia justo.
P. 17
Tenleigh também não tem uma vida fácil, ela e a irmã, Marlo, vivem com a mãe em um trailer na mesma colina que Kyland — onde vivem os mais pobres da cidade. O pai abandonou a família quando ela tinha três dias de vida e a mãe tem algum transtorno psicológico/depressivo que os médicos não identificaram ainda (ou não quiseram identificar), mas, de qualquer forma, mesmo que tivessem, será que elas conseguiriam custear o tratamento? Atualmente elas se desdobram com empregos medíocres na cidade para comprar o remédio que a mãe — vira e mexe — deixa de tomar e volta a ter crises. O sonho de Tenleigh é ganhar a bolsa de estudos, cursar uma faculdade e tirar sua família daquela situação. E, não, ao contrário das outras garotas da sua idade, ela não tinha tempo nem interesse em garotos. A experiência do pai e do cara que havia partido o coração de sua irmã apenas para tirar a virgindade dela já havia lhe dado uma ideia do que esperar do sexo oposto.
— (…) isso é amar alguém. Estar disposto a fazer qualquer coisa pela outra pessoa, a fazer qualquer sacrifício, a sofrer para que o outro não precise.
P. 296
Entretanto, quando o caminho dos dois de fato se cruzam, fica realmente complicado para eles manterem suas resoluções tão firmes. Claro que eles já haviam feito algumas aulas juntos e ainda faziam, afinal estudavam na mesma escola, moravam na mesma colina, mas realmente perceber o outro é diferente e quanto mais eles se conhecem e percebem que têm o mesmo objetivo — conseguir a bolsa, que infelizmente só era concedida para um aluno —, o desejo de mudar de vida, de não passar tantas privações, até o fato de fazerem aniversário no mesmo dia vai fazendo com que eles fiquem mais e mais unidos — ainda que Kyland repita constantemente que, independente de ganhar ou não a bolsa, ele irá embora em busca de um futuro melhor.

A relação deles cresce aos poucos, mas é de uma verdade tão incrível que não tem como não ficar impressionado. Ver dois adolescentes que já sofreram tantas perdas, sofrem tantas privações e ainda conseguem pensar no outro antes de si mesmos é indescritível!

Mais uma vez Mia vai fundo nos sentimentos e mexe com a gente como não esperamos, eu pelo menos sempre acho que estou preparada para o que ela irá me apresentar, mas a verdade é que sempre sou completamente sacodida por essa mulher e suas histórias.😍
Tínhamos tudo o que precisávamos. Nada disso era grande. A maior parte era simples, mas o que eu sabia naquele momento era que o tamanho da sua casa, carro, carteira, não tem nada a ver com o tamanho da sua vida. E minha vida… minha vida parecia grande, cheia de amor e com significado.
P. 317



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31 dezembro, 2021


[Meme] Meu Mês - Dezembro

Olá, lindíssimos, tudo bem?

Estamos nas horas finais de 2021 está acabando, acreditam nisso? OMG! E eu espero que o 2022 seja um ano de renovações, um ano de vitórias, um ano em que possamos voltar enfim a respirar, a abraçar, a confraternizar com as pessoas que amamos.

Agradeço demais por ter vocês comigo aqui, mesmo eu mudando um pouco minhas rotinas, diminuindo um pouco as leituras, nas incertezas e mudanças da vida, o carinho é maravilhoso e recíproco. Obrigada. Só vem, 2022! Seja gentil conosco!

Lay

Livros lidos: 
1. Um Doce de Confeiteiro - Janaina Rico
2. A Revolução dos Bichos - George Orwell
3. De Lukov, Com Amor - Mariana Zapata (Resenha)
4. Indomável - Julia Quinn (Resenha)
5. Amores Olímpicos - M.S. Fayes
6. Kyland - Mia Sheridan (Resenha)
7. O Herói que Faltava - Julia Quinn, Kinley MacGregor, Lisa Kleypas (Resenha)
8. Brooklynário: Um romance bilionário - Sarina Bowen
9. Socorro, despertei na Terra plana! - Vanessa Bosso
10. Uma Vida Com Você - Aline Sant'Ana
11. Sempre Foi Você - Aline Sant'Ana (não deu tempo de terminar kkk)

Recebi este mês:
1. Indomável - Julia Quinn (Parceria Arqueiro)
2. O Herói que Faltava - Julia Quinn, Kinley MacGregor, Lisa Kleypas (Parceria Arqueiro)
3. Kyland - Mia Sheridan (Parceria Charme
4. Como Namorar a Irmã do Seu Melhor Amigo - Meghan Quinn (Parceria Charme
5. A Muralha de Winnipeg e Eu - Mariana Zapata (Parceria Charme
6. A Ladra - Emi de Moraes (Comprei)
7. Para Sempre Minha Garota - Heidi McLaughlin (Comprei)
8. Resistindo a um Libertino - Aline Sant'Ana (Comprei)
9. Sempre Foi Você - Aline Sant'Ana (Comprei)
10. Herdeiro Rebelde - Vi Keeland e Penelope Ward (Comprei)
11. Coração Rebelde - Vi Keeland e Penelope Ward (Comprei)

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

Para quem ainda não sabe, criei um perfil no Instagram onde posto algumas leituras, então sigam e confiram o que estou lendo, deem suas opiniões, sugestões e comentem!!

Vamos lá começar um novo ano de leituras, que está repleto de novas possibilidades!!

Beijos
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25 dezembro, 2021


[Resenha] Indomável - Julia Quinn

Ficha Técnica 

Título: Indomável
Título Original: Minx
Autor: Julia Quinn
ISBN: 978-65-5565-216-1
Páginas: 336
Ano: 2021
Tradutor: Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Henrietta Barrett, que atende desde pequena pelo apelido de Henry, nunca seguiu as regras impostas pela sociedade. Prefere calças a vestidos e, em vez de frequentar chás e bailes e fazer aulas de artesanato, administra pessoalmente a propriedade de seu idoso tutor, localizada em um canto remoto da Cornualha.
Mas quando seu guardião morre, as terras que Henry tanto adora vão parar nas mãos de um primo distante, um homem que pode ameaçar a vida que está acostumada a levar e também o ganha-pão das pessoas que ela mais ama.
William Dunford, o solteiro mais esquivo de Londres, fica surpreso ao saber que herdou uma propriedade, um título… e uma pupila decidida a expulsá-lo o mais rápido possível da Cornualha.
Henry está determinada a continuar administrando Stannage Park sem a ajuda do novo lorde, embora o charme que ele exala quase a faça esquecer as próprias convicções. Mas Dunford tem certeza de que pode mudar as coisas para melhor, começando por sua pupila indomável.
Só que transformar Henry em uma dama faz com que ela se torne não apenas a queridinha da alta sociedade, mas também uma tentação irresistível para o homem que pensava que nunca seria conquistado…

Resenha


Finalizando a trilogia Damas Rebeldes, chegou o momento de encontrarmos um par à altura do bom partido William Dunford e, por ele, pelo melhor amigo Alex e pelas amigas Belle e Emma, o par precisaria estar no mesmo nível, mas como encontrar outra Belle em Londres? Trazer outra Emma dos Estados Unidos? Fato é que, não tendo um título que o obrigasse a casar, não havia razão para Dunford, com apenas vinte e nove anos, correr para o altar com qualquer uma, até porque ele estava bastante satisfeito com a vida de solteiro. Por que mudar?
— Ah, por favor — zombou Belle. — Aposto que em um ano você vai estar amarrado, acorrentado e adorando isso.
Arabella se recostou no assento com um sorriso de satisfação. Ao seu lado, John estremecia de tanto rir.
Dunford se inclinou para a frente e apoiou os cotovelos nos joelhos.
— Aceito a aposta. Quanto está disposta a perder?
— Quanto você está disposto a perder?
P. 08
Porém, outra parte de sua vida mudaria em breve: com a morte de um primo de oitavo grau ele herdou um baronato e tornou-se , lorde Stannage, e com ele veio uma propriedade na Cornualha.

Tendo vivido sempre em Londres, Dunford não fazia a menor ideia de como administrar uma propriedade no campo. Certamente, ele precisaria contratar alguém para o trabalho, mas ele nem imaginava que já havia essa pessoa em Stannage Park e que era Henrietta Barrett, sua tutelada. Melhor: ele nem sabia que tinha uma tutelada.

Assim que chegou em Stannage Park, Dunford percebeu como a propriedade era próspera e os poucos criados fizeram questão de informá-lo de que isso era mérito de Henry — quem quer que fosse Henry — o que já lhe deu esperança de que havia alguém para cuidar do lugar, mas quando um incidente faz com que Henry apareça, Dunford descobre que na verdade se trata de Henrietta, que prefere a chamem pelo apelido e veste-se diariamente com calças e camisas masculinas — que por sinal é assim que ela conhece seu novo tutor.

Henry ficou órfã  aos oito anos e desde então vive em Stannage Park, lugar pelo qual se apaixonou desde o início. Ela foi criada por Viola — prima da avó dela — e seu esposo Carlyle, mas quando estava com catorze anos, Viola faleceu e Carlyle entrou em uma tristeza profunda de tal forma que Henry, mesmo sendo tão jovem, assumiu às rédeas da administração de toda a propriedade, algo que fez nos últimos seis anos, até recente morte de Carlyle. Porém, a chegada de um novo barão traz a incerteza sobre o seu futuro: ela continuará em Stannage Park? Quais são os planos de seu tutor para ela? Ele permitirá que ela continue administrando tudo? O certo é que ela precisa convencê-lo de que a Cornualha não é lugar para alguém de Londres. Mas precisa fazer isso cautelosamente.

Entretanto, os planos de Henry começam a dar errado quando percebe que seu novo tutor não é um homem velho como imaginava com mais de cinquenta anos e sim alguém muito jovem, vigoroso e extremamente bonito, além de ter um sorriso avassalador. 

Durante as poucas semanas que passa em Stannage Park, é clara a conexão que Dunford e Henry têm, mesmo que ela comece tentando expulsá-lo de lá, afinal ele percebe o plano e reverte a situação a seu favor. Mas é apenas depois de mais de uma semana que ele descobre que Henry na verdade não é apenas uma jovem solteira que vive lá e cuida de tudo, ela é sua tutelada, sua responsabilidade, cabia a ele levá-la para Londres, dar a ela a oportunidade de conhecer outras pessoas, casar, ter uma família e não viver ali escondida sempre.
— Diga uma coisa, Hen. Se você é capaz de supervisionar duas dúzias de criados, cuidar de uma fazenda em atividade e construir um chiqueiro, pelo amor de Deus, por que acha que não estará à altura da tarefa de passar por uma temporada social em Londres?
— Porque eu sei fazer tudo isso que você citou! — explodiu ela. — Sei montar a cavalo, sei construir um chiqueiro e sei como administrar uma fazenda. Mas eu não sei ser uma dama!
P. 123
Mas em Londres, o que nós leitores já havíamos percebido quando eles estavam na Cornualha, fica muito mais evidente para nossos protagonistas e a questão é apenas de quem cederá primeiro, quem demonstrará seus sentimentos e iniciará um romance que já deveria ter ocorrido desde os capítulos iniciais tamanha era a sintonia entre eles.

Mas também em Londres teremos o reforço de Belle, John e Alex, uma vez que Emma está gravidíssima em Westonbirt, e todos logo percebem que o amigo está completamente apaixonado, e que é correspondido, o que não poderia ser melhor.
Pare, Henry — pediu Dunford. — Basta ser você mesma e vai ficar tudo bem, eu prometo.
Ela olhou para ele. Depois do que pareceu uma eternidade, assentiu e disse:
— Bem, se você está dizendo… Confio em você.
Dunford sentiu algo oscilar em seu âmago e voltar ao lugar enquanto encarava as profundezas prateadas dos olhos dela.
P. 165
Bem, como falei antes, eu gostei bastante de Esplêndida, mas quando cheguei em Brilhante fiquei um pouco frustrada, mas Indomável certamente foi o melhor dos três e talvez Dunford tenha um papel importantíssimo nisso pois ele foi um personagem que eu adorei desde o início e, vejam, ele é primo das Smythe-Smith, lembram delas e seus recitais sofríveis? Pois bem. Melhor dos três, sem dúvida, e foi a melhor maneira de encerrar a trilogia, adorei!
— Às vezes, Hen — disse ele, sem se virar para encará-la —, eu acho até que daria a vida só por um sorriso seu.
P. 259

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20 dezembro, 2021


[Resenha] De Lukov, Com Amor - Mariana Zapata

Ficha Técnica 

Título: De Lukov, Com Amor
Título Original: From Lukok With Love
Autor: Mariana Zapata
ISBN: 978-65-87150-06-2
Páginas: 528
Ano: 2020
Tradutor: Bianca Carvalho
Editora: Charme
Se alguém perguntasse a Jasmine Santos como ela descreveria os últimos anos de sua vida em uma única palavra, ela, definitivamente, usaria uma com quatro letras.
Depois de dezessete anos e incontáveis promessas e ossos quebrados, ela sabe que as portas para competir na patinação artística estão começando a se fechar.
Mas a oferta mais incrível de sua vida surge por meio de um cara arrogante e idiota que ela passou a última década desejando poder lançar na direção de um ônibus em movimento. Então, Jasmine compreende que precisará reconsiderar tudo.
Inclusive Ivan Lukov.

Resenha


Minha primeira leitura de uma história da Mariana Zapata e eu estou apaixonada por esse slow burn e tenho dito! Pelo amor, como assim esse livro tinha mais de quinhentas páginas? Nem pareceu (fora minha mão doendo, claro 😂😂).

Neste romance, que é um standalone, conhecemos Jasmine Santos, uma patinadora artística de vinte e seis anos que, está vivendo um momento bem complicado em sua carreira. Desde que assistiu o filme Nós Somos os Campeões (Vai, Patos! — adoro esse filme) ela queria entrar em um rinque de patinação e quanto o fez, encontrou o seu lugar. Por muitos anos ela  patinou sozinha e depois migrou para a patinação em duplas, mas seu único parceiro, Paul, a abandonou um ano atrás sem nem sequer avisar para ela que faria isso. Jasmine descobriu lendo uma notícia onde ele informava que faria dupla com outra patinadora na temporada seguinte, uma pessoa que por sinal odiava Jasmine — que não fazia segredo de que a odiava em retorno.

O último ano, no qual não tinha um parceiro com quem treinar e, consequentemente deixou de ter uma treinadora, um coreógrafo e tudo mais que poderia levá-la ao pódio, não foi nem um pouco fácil para Jas, mas por outro lado ela passou a aproveitar mais tempo com a família, o que ela não fazia quando estava treinando mais intensivamente. Passar mais tempo com os irmãos, irmãs, sobrinhos, mãe e padrasto foi muito bom, mas a verdade é que ela sente falta de competir, mesmo que ela nunca tenha ganhado nenhum campeonato nem tenha chegado muito longe nas posições. Mas isso estava para mudar.
(…) — Você não se torna bom em alguma coisa sem sacrificar algo para ganhar tempo.
P. 283
Fora as pessoas de sua família, Jas tem apenas uma amiga: Karina Lukov, que atualmente está longe cursando faculdade de medicina. Elas se conhecem há treze anos e, há treze anos ela e o irmão de Karina, Ivan, não se dão bem. Eles se alfinetavam — para não dizer realmente como eles se provocavam — constantemente. Ivan é um grande patinador e o faz desde muito novo, por isso, aos vinte e nove anos, é um grande campeão, com vários campeonatos nacionais, mundiais e olímpicos para atestar, o que relembra para Jas diariamente que ele é um grande campeão e ela, não. Ainda mais treinando diariamente no Complexo Lukov de Patinação Artística, o centro construído pela família dele.

Entretanto, mesmo com todas as desavenças, Ivan convida Jas para ser parceira dele pelo próximo ano, período em que sua atual parceira estará afastada da patinação — ninguém sabe o motivo disso e eles nem podem comentar que a parceria será por apenas um ano… mistério. Mas a verdade é que, mesmo não sabendo como conseguiria trabalhar com Ivan por um ano, Jas não poderia perder a chance de ter novamente um parceiro, afinal, será que ela teria outra chance? E mais, Ivan era um campeão, talvez essa fosse sua única chance de chegar mais próximo de pódio, ou quem sabe chegar realmente lá.
— Você. Importa. Para. Mim. Você. Eu não poderia me perdoar se algo acontecesse com você por minha causa — ele continuou, sua voz aumentando de volume. — Eu te conheço desde criança, quando ajudou minha irmã a sair do gelo quando ela caiu. Você não a tratou diferente por causa do sobrenome dela, como todo mundo. Você não perguntou a ela sobre mim. Você e Karina apenas se escolheram. Eu sei o que você fez, ela me contou. Ela nos contou sobre Jasmine Santos, que não tem medo de ninguém. Sobre Jasmine Santos, que não gosta de unicórnios porque gosta de Pégaso, porque ele pode voar.
"Eu queria que você fosse minha parceira há anos, idiota."
P. 380
O início dessa parceria é exatamente como esperado: turbulento, mas o fato de trabalharem juntos muitas horas diariamente, seis dias por semana, faz com que a aproximação entre eles se torne cada vez mais intensa e também leva Jas a perceber que talvez ela não conheça Ivan tão bem como ela imaginava. E por que eu digo isso? O livro é todo no ponto de vista da Jas, então não sabemos o que se passa na linda cabecinha do Ivan e sinto muito por isso porque eu me apaixonei por ele desde o início, porque sim, não precisava de muito, mas senti falta. Mas voltando, ela vê um Ivan que ela sequer imaginava.

A cada página, cada capítulo eu via aquele relacionamento se tornando mais e mais profundo, mas percebendo que Ivan estava dando a Jas o tempo que ela precisava para assimilar as coisas, viver as experiências, passar por cada estágio do que eles estavam vivendo: o trabalho juntos, a confiança como parceiros, uma amizade verdade. Mas eu queria muito mais e sabia que seria recompensada pela espera.
Algo nas palavras dele me fez tremer por dentro. Talvez tivesse sido a convicção. Talvez a raiva. A paixão. A realidade de que ele não iria me dar espaço para não fazer o que ele disse. 
Principalmente, porém, havia algo completamente diferente.
Eu o amava.
Eu amava tanto aquele homem que perdê-lo iria quebrar meu coração frio e morto em tantos pedaços que eu teria que colocá-los na mesma caixa onde mantinha meus sonhos e carregar comigo para sempre.
P. 462
Além desse romance que cresce aos poucos no melhor estilo slow burn, o livro também traz temas que são muito importantes. Ela traz à tona a aceitação do próprio corpo, principalmente quando se trata de um esporte que lida tanto com a exposição do corpo, da beleza, traz a questão de lidar com a família, tanto do lado do atleta, equilibrando a vida pessoal com a profissional, quando do lado dos familiares, sendo — ou não — o suporte deles. Mariana também apresenta outros temas importantes e ela conta com personagens coadjuvantes que são muito cativantes e ajudam muito na composição da história. Eu simplesmente amei os irmãos de Jas, a mãe, os cunhados, sobrinhos, Karina, todos são incríveis e apenas isso me deixa triste quando leio standalones, saber que não teremos mais deles, mas seguimos, porque terminei a leitura com o coração quentinho de felicidade, gente, sério mesmo, era disso que meu dezembro estava precisando. 😍😍😍
Para Almôndega
Do seu melhor amigo, Ivan
P. 486


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15 dezembro, 2021


[Resenha] Estremecendo as Paredes - Alice Clayton


Ficha Técnica 

Título: Estremecendo as Paredes
Título Original: Mai Tai'd Up
Autor: Alice Clayton
ISBN: 978-85-5717-200-5
Páginas: 200
Ano: 2018
Tradutor: Amanda Moura
Editora: Benvirá
A ex-Miss Golden State Chloe Patterson foi criada para ser a imagem da perfeição: sempre linda, sempre empertigada, sempre sorrindo e assentindo, jamais falando palavrão. E ela estava prestes a dar o próximo passo nessa vida de comercial de margarina: casar-se com um dos advogados mais bem-sucedidos do sul da Califórnia, um homem de grandes dotes (ou não). No entanto, desde a visita a seu primo Clark em Mendocino – quando presenciou as faíscas entre ele e Viv –, Chloe começou a colocar em xeque seu relacionamento com Charles. Faltava fogo. Talvez faltasse até mesmo amor. Depois de literalmente abandonar o noivo no altar, Chloe decide passar um tempo na fazenda da família em Monterey. Longe das intermináveis regras impostas por sua controladora mãe, ela se vê diante de algo inédito em sua vida: opções. Mas será que ela saberá tomar as decisões certas diante dessas novas possibilidades? Ao receber um e-mail de um velho amigo, Chloe resolve seguir um antigo sonho: trabalhar com pit-bulls resgatados, num abrigo totalmente administrado por ela, ali mesmo em Monterey. E, para tirar os planos do papel, ela contará com a ajuda de Lucas, um veterinário com lindos olhos azuis e cabelos ruivos de dar inveja ao príncipe Harry. A atração entre eles é instantânea e a convivência, descomplicada desde o início. Mas o recente passado amoroso de ambos e os planos de Lucas para o futuro próximo parecem fazer do veterinário o cara certo no momento errado. Em meio aos desafios impostos pelo abrigo e às próprias questões mal resolvidas com a mãe, Chloe terá de fazer mais uma escolha, talvez a mais importante – e antes que seja tarde demais.

Resenha


Quarto livro da série Cocktail — e acredito que estamos chegando ao fim, pois temos agora um conto, classificado como 4.5 —, Estremecendo as Paredes da Alice Clayton traz a história de Chloe Patterson, a prima de Clark que apareceu em Derrubando as Paredes e quase fez Viv dar um verdadeiro show no bar da pequena Mendocino.

Pois bem, Chloe tem vinte e quatro anos, é a mais recente ex-Miss Golden State e está de casamento marcado com o advogado Charles Preston Sappington, o melhor partido do sul da Califórnia, ou pelo menos é o que sua mãe vive repetindo. O problema é que Chloe conheceu Charles há menos de um ano e logo ficaram noivos e antes disso a vida dela foi passando de um concurso de beleza para o outro. O objetivo da mãe dela era que, depois de vencer várias competições, depois de anos de dieta e tantas outras privações, Chloe conseguisse o prêmio máximo: um ótimo marido, que lhe proporcionasse uma vida segura, feliz e com filhos! (Sim, você leu certo! E, sim, este é um romance contemporâneo.) Porém, Chloe passou a se questionar se ela deveria de fato se casar com Charles quando ela claramente não estava apaixonada por ele. O caso é que a mãe não a escuta e acredita que estar apaixonada pelo noivo não deveria ser o objetivo e também não vemos em Chloe a energia necessária para lutar pelo que ela quer. Aliás… o que ela quer? No momento? Apenas não se casar está de bom tamanho. Principalmente depois de ter visto o primo e sua Vivian juntos (ainda que no momento eles ainda não estivessem de fato juntos). Era aquilo que ela queria para sua vida: paixão. Desejo.
E, agora, vendo os dois naquela dança, o olhar dele sendo repetidamente atraído para os peitos que ela — conscientemente, ao que parecia — estava usando muito bem a seu favor, me dei conta de que era assim que as coisas deveriam ser. A dança. O magnetismo, a faísca, o ardor.
Eu nunca tinha experimentado essa faísca com ninguém. E, depois de ver Clark se atracar com a sua Vivian, me dei conta de que eu também queria me queimar. Não tinha mais tanta certeza de que a chama continuava acesa em San Diego…
P. 08
Assim, em uma reviravolta que eu particularmente não esperava – mesmo se tratando de um livro –, Chloe foge de sua casa durante os preparativos do casamento, vai para a casa do pai e depois, com o apoio dele, deixa San Diego e parte para a casa que ele herdou em Monterey, um pequeno rancho que a família quase não frequentava

Chloe sempre viveu às custas dos pais, mas nem sempre foi porque quis assim. Na adolescência, trabalhou como babá, mas o dinheiro que ganhou foi consumido com junk food, altamente proibido pela mãe e, consequentemente, o trabalho também passou a ser.

Ela passou a focar totalmente nos concursos nos quais a mãe a inscrevia, depois na faculdade e em seguida com os preparativos do casamento e, a perspectiva para depois do casamento não envolvia trabalhar em qualquer coisa, muito menos em algo que gostasse – como os cães terapeutas que conheceu durante sua campanha de miss. Charles não queria que a esposa trabalhasse. Ou seja, o que restaria para Chloe? Ter filhos e cuidar deles? Mas com a ida para Monterey veio a oportunidade de trabalhar com pit-bulls resgatados, algo que ela já havia cogitado e que a mãe havia vetado, é claro.
Ter seu próprio dinheiro. Tomar suas próprias decisões, inclusive sobre o que comer, serão a nova realidade de Chloe e óbvio que, como ela não imagina entrar tão cedo em um novo relacionamento, um certo veterinário estará dando sopa na cidade.

Lucas Campbell é a terceira geração de veterinários da família e trabalha no hospital construído pelo avô a mais de sessenta anos em Monterey. Ele sempre viveu lá e sempre soube que queria ser veterinário. Ele também sempre namorou com Julie Owen, miss na pequena cidade, até que, no dia do casamento, Lucas foi abandonado no altar pois sua noiva não podia mais viver na cidade, ela partiu para Los Angeles para realizar o sonho de se tornar atriz. Destroçado, Lucas partiu para Guatemala no projeto Veterinários Sem Fronteiras e tinha acabado de retornar a cidade quando Chloe chegou. Histórias semelhantes e muitas outras similaridades serão encontradas além do fato de Lucas ser ruivo de Chloe ser completamente OBCECADA POR RUIVOS. Como ela diz: é sua kriptonita.
Quando ele ergueu a cabeça e fui atingida por toda a forca daqueles olhos azul-claros, o impacto foi mil vezes mais letal do que o provocado pelo seu reflexo no espelho do bar.
Ruivos são a minha kriptonita. Sempre foram, sempre vão ser. Basta ver um para o meu coração começar a bater mais rápido. E aquele cara? Pelo menos um e setenta de altura, pele bronzeada, sardas no nariz, cabelo jogado para trás, destacando os traços bem definidos.
P. 51
A afinidade é instantânea entre eles e também percebemos que existe atração sexual, mas eles não dão o passo que os transformariam em “passatempo”, aquele relacionamento passageiro entre seu último e o próximo amor, afinal, como Chloe diz, Lucas claramente é a definição de uma pessoa pela qual ela facilmente se apaixonaria depois do passatempo. E por que digo Chloe? Digo porque, assim como em Derrubando as Paredes, aqui a narrativa é contada apenas sob o ponto de vista de Chloe, então tudo que sabemos de Lucas é o que ela sabe.

Bem, eu amei os dois, amei rever o meu bibliotecário (ainda que ele tenha aparecido com a sua Vivian 😂), eu amei os doguinhos, mas, assim como o livro anterior, a falta do outro lado do casal me incomodou porque eu adoro saber de TUDO 😂, mas é isso, um romance para devorar rapidinho.


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10 dezembro, 2021


[Resenha] Muito Além do Infinito - Jill Mansell

Ficha Técnica 

Título: Muito Além do Infinito
Título Original: To the Moon and Back
Autor: Jill Mansell
ISBN: 978-65-5565-204-8
Páginas: 384
Ano: 2021
Tradutor: Regiane Winarski
Editora: Arqueiro
Quando perde tragicamente o marido, Ellie Kendall sente seu mundo desabar. Mas, depois de um ano, ela está pronta para um recomeço – no trabalho, é claro. Ela ainda nem pensa em um novo relacionamento.
Por insistência do sogro, Ellie se muda para um apartamento que ele possui na glamorosa região de Primrose Hill e lá faz amizade com Roo, uma vizinha excêntrica que também guarda segredos.
Já seu novo chefe, Zack McLaren, é exigente e parece ter tudo, mas o que ele mais quer é chamar a atenção da garota que não sai da sua cabeça. Ah, se ela o olhasse como olha para Elmo, o cachorro dele…
Enquanto tenta se adaptar ao emprego e se distrair com os amigos, Ellie não consegue deixar de pensar no falecido marido. Será que ela vai perceber que o homem dos seus sonhos está bem na sua frente?
Neste delicioso romance, Jill Mansell brinda o leitor com uma história de corações partidos, amizade, risadas e esperança, reunindo personagens apaixonantes, que iriam muito além do infinito para conquistar uma segunda chance no amor.

Resenha


Jill Mansell está de volta em mais um romance delicioso que nos deixa no final com o coração quentinho. É disso que eu gosto, minha gente.

Ellie e Jamie eram um feliz casal recém-casado vivendo feliz quando um infeliz acidente leva seu jovem marido de vinte e oito anos — e filho único. Isso deixa Tony destruído, Jamie era seu único filho; deixa Todd culpado, Jamie era seu melhor amigo, estava com ele no carro no momento do acidente e foi a única vez em vinte anos de amizade que Todd chegou no horário quando Jamie pediu; e deixa Ellie destroçada e culpada, pois se vê sem a única família que tinha, sem o seu grande amor e ainda se culpa por desejar que na Jamie tivesse sobrevivido em vez de Todd — e sinceramente, quem não sentiria o mesmo no momento do luto?

Mas não é fácil seguir em frente, mesmo tendo todo o suporte de Tony, que é um amor de sogro, na verdade está mais para um pai no melhor sentido da palavra. Mas, ao se mudar — com a ajuda de Tony —, fazer uma nova amiga, Roo, que é absolutamente diferente dela e um refresco necessário em sua vida e mudar de emprego é definitivamente o que ela precisa para dar os primeiros passos em direção ao recomeço.

Entretanto, enquanto Ellie trilha esse caminho, nós caminhamos ao lado dos outros personagens também e quanto não estão com ela, em tramas paralelas, mas que lá na frente, se complementam e conectam, nos deixando absolutamente agarrados ao livros. Tony, Roo, Todd, Geraldine, é impressionante! E o que falar de Zach McLaren? O que falar desse personagem que vê uma garota atravessando a rua, entrando coincidentemente no mesmo restaurante onde ele marcou uma reunião. Uma garota que o desconcentra e o faz sentir coisas que ele nunca sentiu na vida. A mesma que entra no táxi com um ator de Hollywood que tem idade para ser o pai dela, mas a intimidade deles o deixa morto de ciúme e, quando ele a vê entrando para fazer uma entrevista de emprego com ele, Zach faz o que racionalmente não deveria fazer: a contrata, pois, mesmo sabendo que ela não sente a mesma coisa que ele, é melhor tê-la por perto do que não a ter.
Quando Zach a conduziu na direção do elevador, a mão dele roçou no braço dela e Ellie sentiu um arrepio. Estranho, isso nunca tinha acontecido. Momentos depois, as portas do elevador se abriram e ele inclinou a cabeça, indicando com um breve sorriso que ela deveria entrar primeiro. Por uma fração de segundo, Ellie sentiu um frio na barriga. Ah, não, para com isso, ela estava totalmente enferrujada em relação a homens e sua primeira tentativa de ter um relacionamento fora um desastre. Não poderia estar prestes a se jogar numa paixonite desesperada logo pelo chefe. Que constrangedor. Que patético. Que coisa humilhantemente inadequada.
Isso não poderia acontecer. A razão vence a emoção. Ela ia pôr um fim a tudo antes que pudesse tomar conta dela.
Apenas… não deixe começar.
P. 204
Cada um desses personagens será fundamental no caminho de Ellie e ela no deles e acredito que isso é o mais importante, porque não é apenas a protagonista aqui que importa, todos têm o seu papel, todos estão interligados mutuamente e também mostra que cada um tem o seu próprio tempo e está tudo certo, os amigos estão lá para isso.

Olha, eu não sei vocês, mas quando eu vejo o nome da Jill, eu não tenho qualquer receio de pegar o livro para ler, eu sei que vou terminar a leitura feliz e foi o que aconteceu novamente. Que continue assim.


P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
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