24 de jun de 2017


[Seriando um Pouquinho] Looking



Sinopse: Looking acompanha três amigos vivendo e amando na moderna cidade de São Francisco, na Califórnia. Mesmo unidos pela amizade, cada um está em um ponto diferente da vida. Patrick (Jonathan Groff) é um designer de vídeo game com 29 anos que tenta voltar a namorar após descobrir que seu ex está noivo. O artista Agustín (Frankie J. Alvarez), de 31 anos, está cogitando a ideia de assumir um relacionamento mais sério com seu namorado, enquanto o mais velho do grupo, o garçom Don (Murray Bartlett), de 39, começa a enfrentar a crise da meia-idade.


 Já que nesse mês, o tema está presente em todos os sites, discussões etc, trazemos também uma série que trata da homosexualidade. Looking é uma série produzida pelo canal HBO, que traz de  maneira dramática com toques de comédia a vida de três amigos homosexuais, que vivem em São Francisco. Os produtores executivos da série são David Marshall Grant, Sarah Condon e Andrew Haigh. Com duas temporadas transmitidas em 2014 e 2015, a série foi cancelada deixando o destino dos personagens em aberto. Para resolver esta lacuna, o canal produziu um filme trazendo algumas resoluções para os protagonistas.



Na trama, Patrick Murray, tem 29 anos e é um designer de jogos de vídeo, romântico, otimista e frustrado com a vida amorosa; Agustin, trabalha como assistente de uma artista que começa a ter problemas conjugais com seu companheiro quando a monogamia passa a ser tema das “DR’s”; e Dom, o mais velho acaba sofrendo com a pressão de não ter alcançado seus objetivos profissionais e pessoais. A série acaba conquistando o público gay, por tratar do tema sem clichês e se aproximando bastante da realidade. A história dos personagens pode, facilmente, retratar a vida de qualquer pessoa, seja em termos de relacionamento amoroso, ou sobre as frustrações e anseios profissionais e as importância que os amigos tem nas nossas decisões.

Como Patrick é quem narra a história, acabamos entendendo aquele  mundo pelos olhos dele. Após saber que um ex-namorado vai casar ele começa a pensar na vida e refletir sobre sua vida profissional e pessoal, (quem nunca parou pra pensar na vida quando vemos que a vida de pessoas próximas estão mudando, se desenvolvendo e estamos estagnados?). Ele acaba se atrapalhando nas próprias emoções. A partir daí surgem dois interesses para ele. Primeiro o novo chefe, um cara “bem-sucedido”, atraente, mas que está comprometido e vive um relacionamento à distância. Por outro lado, temos o não tão "bem-sucedido" Richie, que é latino, cabeleireiro, humilde, carinhoso, romântico que aparece justamente quando ele precisa de carinho. Mesmo sendo bonito, inteligente, Richie não é exatamente uma pessoa que Patrick fantasiava para um relacionamento.


Aí está a crítica sobre a superficialidade da nossa sociedade. E como as relações interferem na nossa maneira de agir. Um dos melhores de Patrick é exatamente como a maioria das pessoas. Agustin é extremamente egoísta, ele age de maneira a seguir seus desejos acima de qualquer coisa ou qualquer pessoa. Ele que sucesso na carreira, quer um relacionamento, sem abrir mão da possibilidade de um sexo casual para “diversificar”. Dom, o outro amigo, vive como garçom, tem um ex-namorado que alcançou sucesso depois de se aproveitar dele. Aos 40 anos ele está frustrado e não tem o mesmo orgulho de Patrick e Agustin. Na trama acaba conhecendo um homem mais velho que ele que o incentiva.


Existem vários motivos para ver a série, independentemente de qual for a orientação sexual do espectador, porque Looking se fundamenta no anseio, no orgulho, na vaidade, no desejo e na construção do amor de um público específico, entretanto é bastante parecido com os desejos e as frustrações de todos, sendo homosexuais ou heterosexuais.


Elenco:
Jonathan Groff - Patrick Murray
Frankie J. Alvarez - Agustín Lanuez
Murray Bartlett - Dom Basaluzzo
Russell Tovey - Kevin Mathesonte Regular
Raúl Castillo - Ricardo "Richie" Donado Ventura

Lauren Weedman - Doris
Comentários
2
Compartilhe

23 de jun de 2017


[Resenha] Rainbow - M.S. Fayes

Ficha Técnica 

Título: Rainbow
Autor: M.S. Fayes
ISBN: 978-85-8442-204-3
Páginas: 288
Ano: 2017
Editora: Pandorga
Rainbow Walker sempre se sentiu diferente das garotas da sua idade. Com um nome peculiar e uma família estranha, ela nunca conseguiu estabelecer vínculos ou manter muitas amizades. Agora, em uma nova cidade, ela terá que se adaptar a uma nova escola e rotina, ao mesmo tempo em que precisa deixar sua introspecção de lado. Mas Rainbow não está sozinha nessa jornada, já que uma pessoa inesperada entra em seu caminho, fazendo com que ela precise rever todos os velhos preconceitos em relação aos outros, se obrigando a deixar as pessoas entrarem na sua vida. Reviravoltas, conflitos familiares e toda espécie de desventuras típicas de uma adolescente no Ensino Médio não podem competir com o que ela menos esperava encontrar: o amor e a autodescoberta.

Resenha


Quando a Martinha avisa que tem livro novo eu já fico ansiosa para ler, porque tem risos certos e uma leitura deliciosa sempre. Não foi diferente com Rainbow, embora sua protagonista dessa vez seja mais jovem do que nos outros livro que li dela.

Rainbow Walker é uma garota de dezessete anos que está concluindo o ensino médio. Mas vocês devem estar se perguntando: que nome diferente dessa garota, por que será? Os pais da Rain são hippies e viveram intensamente essa vibe nos anos 1970 e quando ela nasceu, eles estavam passando por uma viagem de autoconhecimento em Rainbow City, Alabama. Para completar, com menos de um ano de diferença, tem seus irmãos gêmeos Sunshine (brilho do sol) e Thunder Storm (tempestade de trovão). Mas os pais de Rain não deixaram essa que os anos alterassem suas crenças e por isso são hippies até hoje e fazem de tudo para mostrar aos seus filhos o quão maravilhoso é estar aberto às possibilidades, à liberdade que a vida proporciona. Para isso, eles estão sempre se mudando, sempre em busca de uma comunidade que seja ideal para que os filhos cresçam e sejam verdadeiramente livres e é assim que a família chega à Westwood.

Para Rainbow isso é um verdadeiro martírio. Ao contrário de seus irmãos mais novos, Rain é muito reclusa e prefere sempre ficar isolada à fazer amigos onde chega e isso faz com que seu círculo de amizade restrinja-se apenas à sua família. Também diferente de sua família, Rain é muito certinha em uma família liberal, ela gosta de rotina e regras e isso passa longe de sua casa. Assim, ela é sempre um peixe fora d'água: em casa ou na escola.
Tinha vezes em que me sentia um alienígena. Sentia-me um peixe fora d'água. Um ser anômalo em meio a espécimes tão distintos e belos. Sunshine era uma força da natureza. Sua exuberância sobrepujava todos ao nosso redor. Storm fazia jus ao nome que carregava. Sua energia era como uma tempestade de emoções. Ele transparecia como uma placa de vidro.
Nossos pais nos criaram para sermos espíritos livres. Eu já disse isso? Para amarmos o mundo e a natureza, as fontes da vida e toda a energia impactante que delas procede. Para olharmos o universo e nos conectarmos com o cosmos. E quando você olha para si mesma no espelho e pensa: quem é você, afinal? Qual é a razão de estar aqui? Ou uma pergunta mais áspera e ácida: o que você faz aqui, no meio de pessoas tão distintas?
P. 95-96
Mas a vida de Rain muda quando ela chega em Westwood Garden High School e algumas pessoas estão decididas a fazer amizade com a garota nova. Em menos de uma semana Sunny já tem amigos e Storm já está no time de futebol, enquanto Rebecca, uma garota da turma de Rain tenta quebrar a barreira que ela criou e tornar-se sua amiga.
- Você também está sendo isolada? - ela perguntou de pronto.
Parei o que estava fazendo e olhei atentamente para a interlocutora.
- Rebecca, certo? - repeti sua abordagem.
Ela riu.
- É.
Estendi a mão e ela me cumprimentou.
- Já estou acostumada a ser isolada. Mudo de escola quase tanto quanto mudo de roupas - falei com sinceridade.
- Uau. Isso deve ser péssimo - ela disse. - Ter que passar por toda essa merda de ser apresentada na turma e blá-blá-blá...
- É. Também acho um saco.
(...)
- Cara! Você é meu ídolo agora!
P. 16-17
Mas não é só ela que está decidida a quebrar a redoma que Rain criou, Thomas também está. Thomas Reynard também está no final do ensino médio, tem dezessete anos, é o quarterback do time, o garoto mais popular da escola e lindo de morrer. Não que Rain saiba disso tudo, afinal, ela procura ficar o mais afastada possível das fofocas que rondam os corredores da escola, bem como longe do radar dos fofoqueiros de plantão, já era assunto suficiente com seus irmãos por conta dos seus nomes diferentes e excentricidades de seus pais.

Thomas faz algumas aulas com Rain e tenta ao máximo se aproximar dela, sentando ao seu lado para que possa fazer as atividade em dupla, trabalhos, qualquer pretexto possível.
- Olha, você é nova aqui. Até aí, tudo bem. Sua chegada trouxe um frescor bacana à escola e certa curiosidade sobre você - ele falou e eu apenas fiquei esperando que pérola de sabedoria sairia dali. - Porém, desde que chegou, não foram muitas as pessoas que conseguiram realmente se aproximar. Você simplesmente as isola.
- O que? - Ri sem achar graça alguma. Eu fazia aquilo realmente, e daí?
- Não quero me intrometer, mas você deveria ser mais expansiva com novas possibilidades de amizade, sabe?
P. 29
Aos poucos, Rain percebe que está cansada de se encolher e de se esconder e eu fiquei muito feliz em vê-la dando-se a chance de ser feliz, de fazer amigos, de entender a si mesma. O livro traz muitas questões a serem tratadas: bullying, conflitos familiares, desavenças, ciúmes. Assuntos que fazem parte do nosso cotidiano e muito deles nos permitem crescer como seres humanos.

A Martinha trabalhou brilhantemente esses assuntos, de forma que a gente se sente conectado com os personagens. Embora a Rain tenha dezessete anos e eu já esteja na casa dos trinta, consigo entendê-la perfeitamente em seus questionamentos emocionais, e sei que não é nada fácil ser uma jovem com cabeça de adulta, parece que não conseguimos nos entender com as pessoas de nossa própria idade e isso faz com que nos afastemos das pessoas, que muitas vezes tentarão quebrar essa barreira que nos impomos por medo de ser rejeitados ou de sofrer. A Rain quando se permite aceitar ter amigos, que o amor faça parte de sua vida, simplesmente brilha, como um arco-íris e eu fique fascinada, assim como o Thomas, por essa personagem tão cativante. Mais uma vez, obrigada Martinha, por me proporcionar essa leitura!
A garota novata, Rainbow Walker, estava mexendo com a minha cabeça. Não sei dizer a razão para estar tão fascinado, ou quando precisamente aconteceu, mas lá estava eu. Completamente encantado em tentar entender aquela cabeça tão diferente das garotas da escola.
Ela era linda, e o mais engraçado de tudo era que parecia não se dar conta disso. (...)
Rainbow era uma garota séria e completamente alheia ao fato de que todos ao seu redor queriam uma parcela da sua amizade. Eu, ao menos.
P. 31
Saraiva | Cultura 
Comentários
1
Compartilhe

22 de jun de 2017


No Escurinho do Cinema #203


Olá amores, tudo bem??

Prontos para mais uma semana de estreias? Essa semana eu estou querendo assistir O Círculo desde que eu vi o trailer no cinema, além de quem tem a maravilhosa Emma Watson no elenco com o Tom Hanks. Além disso, também tem a adaptação literária Meus 15 Anos, da Luly Trigo e alguns outros, vamos conferir?!


O Círculo
Direção: James Ponsoldt
Com: Emma Watson, Tom Hanks, John Boyega
Gênero: Suspense, Drama
Duração: 1h50min
País: EUA, Emirados Árabes Unidos
Sinopse: The Circle é uma das empresas mais poderosas do planeta. Atuando no ramo da Internet, é responsável por conectar os e-mails dos usuários com suas atividades diárias, suas compras e outros detalhes de suas vidas privadas. Ao ser contratada, Mae Holland (Emma Watson) fica muito empolgada com possibilidade de estar perto das pessoas mais poderosas do mundo, mas logo ela percebe que seu papel lá dentro é muito diferente do que imaginava.



Meus 15 Anos
Direção:Caroline Fioratti
Com: Larissa Manoela, Rafael Infante, Daniel Botelho
Gênero: Comédia
Duração: 1h40min
País: Brasil
Sinopse: Aos quatorze anos de idade, Bia (Larissa Manoela) descobre que vai ganhar uma grande festa de quinze anos. Mas tem um problema: a garota sonhadora e apaixonada por música não tem muitos amigos para convidar ao evento, por ser pouco popular na escola. Ela conta com a ajuda do único grande amigo, Bruno, e do pai Edu, para consertar a situação.



Ao Cair da Noite
Direção: Trey Edward Shults
Com:Joel Edgerton, Riley Keough, Christopher Abbott
Gênero: Terror, Suspense
Duração: 1h37min
País: EUA
Sinopse: Paul (Joel Edgerton) mora com sua esposa e o filho numa casa solitária e misteriosa, mas segura, até que chega uma família desesperada procurando refúgio. Aos poucos a paranóia e desconfiança vão aumentando e Paul vai fazer de tudo para proteger sua família contra algo que vem aterrorizando todos.



Frantz
Direção: François Ozon
Com: Pierre Niney, Paula Beer, Ernst Stötzner
Gênero: Drama
Duração: 1h57min
País: França, Alemanha
Sinopse: Em uma pequena cidade alemã após a Primeira Guerra Mundial, Anna (Paula Beer) chora diariamente no túmulo de seu noivo, morto em uma batalha na França. Um dia, um jovem francês, Adrien (Pierre Niney), também coloca flores no túmulo. Sua presença, logo após a derrota alemã, inflama paixões.




A Garota Ocidental - Entre o Coração e a Tradição
Direção: Stephan Streker
Com: Lina El Arabi, Sébastien Houbani, Babak Karimi
Gênero: Drama
Duração: 1h38min
País: Bélgica, Luxemburgo, Paquistão, França
Sinopse: Grávida aos 18 anos, Zahira (Lina El Arabi) precisa lidar com a possibilidade de fazer um aborto, escondendo o caso dos pais, ou ter a criança. Tal situação é agravada ainda mais pela devoção religiosa de sua família, que apenas aceita que ela se case com um homem paquistanês. Decidida a escolher ela mesma o rumo de sua vida, Zahira acaba enfrentando sérios problemas.





E aí, algo agradou vocês????
Comentários
4
Compartilhe

21 de jun de 2017


[Resenha] Quando Tudo Faz Sentido - Amy Zhang

Ficha Técnica

Título: Quando Tudo Faz Sentido
Título Original: Falling Into Place
Autor: Amy Zhang
ISBN: 978-85-7980-342-0
Páginas: 319
Ano: 2017
Tradutor: Joana Faro
Editora: Rocco Jovens Leitores

Liz Emmerson é uma garota popular no colégio e tem uma vida aparentemente invejável. Por que ela tentaria tirar a própria vida, simulando um acidente de carro depois de assistir a uma aula sobre as Leis de Newton? Neste surpreendente romance de estreia, Amy Zhang, que nasceu na China e mora no estado de Nova York, aborda temas como abandono, bullying, depressão e suicídio com uma narrativa crua e pungente que vai arrebatar os fãs de obras como As vantagens de ser invisível, Nuvens de Ketchup e Meu coração e outros buracos negros, entre outros. Na trama, Liz é resgatada por Liam, um garoto que ela sempre desprezou, mas talvez uma das poucas pessoas ao seu redor capaz de enxergá-la além das aparências. Envolvente e emocionante, o livro – que prende também pelo mistério se a protagonista vai ou não sobreviver (e que só é revelado no final) – mostra a fragilidade, a solidão e os dilemas dos jovens de forma sensível e sincera.

Resenha

Liz Emerson está imersa em um grande frenesi de sentimentos, estes que acabam lhe ajudando a tomar uma complicada decisão. Apesar de toda sua popularidade na escola, das suas queridas amizades e de seus relacionamentos amorosos, Liz se sente vazia, e por isso ela decide simular um acidente de carro, para desta forma, fazer com que as pessoas acreditem que foi somente um fatídico evento ao acaso, afinal, a popular Liz Emerson jamais poderia estar relacionada com a palavra “suicídio”.


Após colocar seu plano em prática, iremos descobrir que nem tudo saiu como esperado, pois Liam, um colega de escola de Liz, presencia todo o acidente e chama a polícia para socorrê-la. Daí em diante, iremos acompanhar eventos passados que explicam o motivo de Liz tomar a decisão que tomou, enquanto passagens do presente mostrarão as reações das pessoas de seu ciclo social que foram afetadas por sua escolha.
Ela odeia todos eles.
Por sorrirem. Por rirem. Por estarem bem, despreocupados e felizes enquanto Liz está no hospital com um pulmão perfurado, uma perna quebrada, uma das mãos despedaçada e ferimentos demais para contar. Ninguém deveria estar feliz. O sol não deveria ter permissão de brilhar. O mundo inteiro deveria parar por Liz Emerson.
P. 113 
“Quando Tudo Faz Sentido” é um young adult escrito pela autora chinesa Amy Zhang. Na obra, Zhang aborda temas delicados, como aborto e suicídio, ambientados em um universo juvenil. A história é contada através de um narrador, o que permite o leitor passear pelos diferentes momentos temporais e também por diversos núcleos de personagens.

Terei que ser sincero e dizer que o livro começou muito intrigante, porém foi se perdendo com o decorrer dos capítulos, e virou uma grande decepção. A falta de um personagem carismático e que conduza os eventos, é um dos piores problemas da obra, pois apesar de estarmos acompanhando o destino de Liz, ela acaba se tornando somente mais uma personagem, sem conseguir se destacar como supostamente deveria.
Liz Emerson olhou em volta e viu que as leis não precisavam ser seguidas se fosse possível sair incólume ao desobedecer-lhes. Viu que a neve não era sempre bonita. Viu que o passado estava morto e o futuro não prometia nada. Quando encostou a cabeça ao volante e fechou os olhos, as lágrimas vieram e ela realmente desejou nunca mais abri-los.
P.175 
O fato de existir uma pretensão de um romance entre Liz e Liam também é muito perturbador, pois a todo momento, Liam se mostra presente para Liz, porém ambos não trocam uma palavra se quer em mais de 300 páginas. Isso acaba tornando toda a intenção de um possível relacionamento, em uma grande perda de tempo, porque não há um verdadeiro desdobramento, seja ele para o bem ou para o mal.

Levando em conta que romance não é o foco principal da obra, deixarei o ponto anterior de lado para discutirmos algo mais importante na minha opinião. Ao meu ver, o gancho mais intrigante do livro é descobrir se Liz sobreviveu ou não ao acidente, e isso só iremos saber de fato na última página. Dito isto, aponto que o livro tenta criar um desenvolvimento complexo ao buscar justificar a escolha de Liz, ocorrência que é posta por terra ao chegarmos na última página sem nunca sabermos como realmente sua escolha afetou as pessoas, e principalmente a si mesma. Se ela ficou viva, termina ali… se ela morreu, também. Sem mais explicações sobre tudo que foi construído por mais de 80 capítulos. Simplesmente o fim.
Aceleração. Não havia unidade que pudesse medir de forma exata a velocidade, a energia potencial e cinética, da fofoca, que fazia o som parecer uma tartaruga. Fazia a luz parecer a avó aleijada de Kennie. Havia um estranho vício no ato de espalhar um boato, em apreciar a dor de outra pessoa. Ninguém conseguia resistir.
P. 214 
Fiquei triste com o desenrolar de “Quando Tudo Faz Sentido”, pois o início da obra é muito interessante e envolvente, sem contar que a ideia de trabalhar as leis de movimento criadas por Newton para enriquecer a escrita, é bem legal. Ponto positivo disso tudo, é que os capítulos são super curtinhos, o que acaba agilizando a leitura.

Com uma bela capa em efeito metálico fosco – vale destacar que o papel em que o livro foi impresso é muito fininho, lembrando os dos pocket de banca de revista –, e uma sinopse super chamativa, tenho certeza que muitos se interessarão por conferir a obra. Ela não é de todo ruim, porém faltou um melhor desenvolvimento e uma conclusão decente para uma ideia tão rica, atual e necessária de se debater.
Comentários
3
Compartilhe

20 de jun de 2017


[Resenha] 8 Segundos - Camila Moreira

Ficha Técnica 

Título: 8 Segundos
Autor: Camila Moreira
ISBN: 978-85-8105-273-1
Páginas: 272
Ano: 2015
Editora: Suma de Letras
O que fazer, quando dois mundos totalmente diferentes se chocam em uma realidade não esperada? Pietra sempre teve tudo o que desejava, mas após ser obrigada a passar trinta dias isolada em uma das fazendas da família, ela vai descobrir que nem tudo está ao alcance de suas mãos. Um peão de olhos azuis está tirando o sono da princesa da cidade. Lucas Ranger é um homem ligado às coisas mais simples da vida. Suas maiores paixões são o rodeio, o campo e os animais. Lucas não se deixa levar pelos lindos olhos verdes de Pietra, ele sabe que ela significa problema. Mas será que o cowboy indomável, irá se deixar laçar por uma menina de crista? Oito segundos... uma história de amor e paixão superando as diferenças.

Resenha


Hoje a resenha é de mais um livro que eu comprei na Bienal do Rio de 2015 e que ainda não tinha lido. Depois de ter lido a dualogia O Amor Não Tem Leis e O Amor Não Tem Leis: O Julgamento Final da Camila Moreira - que se passam no universo da advocacia - fiquei muito curiosa para ler o novo livro dela, afinal 8 Segundos tem como pano de fundo o mundo country.

Pietra é uma jovem muito mimada que, aos vinte e três anos, não conhece e aceita nada além de sua vida fútil. Órfã de mãe desde muito nova, seu pai, o grande fazendeiro Roberto Araújo a enviou para um colégio interno, onde ela ficou até completar o ensino médio. Mas desde que concluiu os estudos, sua vida se resumia a comprar (o que quer que fosse), ostentar uma vida de luxo e seu mais recente projeto era conseguir arrancar do pai um apartamento para se mudar para Paris. Entretanto, a condição para conseguir esse prêmio era passar um mês na fazenda da família, no interior. O problema era: será que Pietra conseguiria viver 30 dias na Girassol?

Lucas Ranger sempre sonhou em ser peão de rodeio e desde a morte dos pais, quando passou a ser criado pelo seu tio Santiago, junto com sua prima Mariana, além desse sonho ele também queria estar sempre perto daqueles que agora eram sua única família. Lucas cresceu no interior, mas fez seus estudos na cidade e depois partiu para fazer faculdade de medicina veterinária, quando concluiu o curso, com a ajuda de um amigo do tio, foi fazer uma especialização de quatro anos no Texas, mas depois ele voltou para casa, para onde era o seu lugar. Sendo um dos poucos veterinários da região, Lucas trabalhava em várias fazendas, inclusive a Girassol e foi assim que ele acabou encontrando Pietra pela primeira vez, ela chegando andando cheia de mala e salto alto na estrada de barro.

Para Pietra, na região certamente só há caipiras ignorantes, pessoas com quem ela não conseguirá manter sequer uma conversa civilizada, quem dirá viver por um mês. Quando descobre então que seu pai contratou Mariana para lhe fazer companhia vinte e quatro horas por dia, ficou ainda mais chateada, mas descobrir que a garota era prima - quase irmã - do peão veterinário que ela havia acabado de conhecer e que já queria, seria de grande valia. Para Pietra tudo se resumia a ter o que quer, e nesse momento que não tem mais nada com que se distrair naquele fim de mundo, ela queria pegar Lucas.
- Temos um ditado aqui no campo. - Ele se afastou e pude ver o desejo em seus olhos. - Nunca provoque um peão: ele só precisa de oito segundos para te enlouquecer.
P. 48
Lucas também não era de se envolver, nada de relacionamentos sérios, afinal ele acredita que isso não combina com seu futuro como peão, viajando com os rodeios, já bastava deixar seu tio e sua prima para trás. Certamente uma namorada não entraria nessa equação. Mas Pietra irá alterar todos os seus planos assim como ele irá mudar os dela.

A atração entre eles é inegável, mas também fica claro que, além disso, nada mais aproxima os dois, eles são completamente diferentes: estilo de vida e prioridades são apenas alguns deles. Porém, quanto mais tempo Pietra passa na Girassol convivendo com Mariana, Lucas e os seus amigos Pedro e Rodrigo a gente vai percebendo que ela já não é a mesma que chegou lá, de nariz altivo e absolutamente mimada e arrogante. Na verdade, as personagens secundárias são tão importantes na narrativa quanto Lucas e Pietra, não estão ali apenas para compor o cenário, tem uma razão de estar ali, um propósito. Pedro, Rodrigo, Raquel e até mesmo Henrique são incríveis. Claro que tem aqueles que poderiam nem existir, mas sabemos que um livro precisa do outro lado, não é mesmo?!
A garotinha mimada cresceu e, quando percebeu que perderia algo que realmente valia a pena, aprendeu a dar valor às pessoas. Aqui eu me descobri, descobri o meu passado, descobri você, a amizade e o amor. Muitos sentimentos que eu nem sabia que existiam. Olho para o meu passado e percebo que Lucas tinha razão: eu era oca.
P. 232
Não foi só a Pietra que cresceu e amadureceu, Lucas também tinha suas questões para resolver e precisou lidar com isso também e aí mais uma vez as outras personagens mostram sua importância na construção do enredo. Mais uma vez digo como acho importante o livro dividir a narrativa, o que nos dá uma visão mais ampla do que está acontecendo e foi o que a Camila fez aqui.
- Nós dois fomos salvos por esse amor que nasceu inesperadamente. Contrariando a tudo e a todos, juntamos o melhor dos dois mundos e fizemos dele o nosso mundo. Meu e seu.
P. 258
Seu eu gostei? Sim ou com certeza?

Compare e Compre
Comentários
2
Compartilhe

18 de jun de 2017


[Resenha] A Febre do Amanhecer - Peter Gárdós

Ficha Técnica 

Título: A Febre do Amanhecer
Título Original: Hajnali láz
Autor: Péter Gárdós
ISBN: 978-85-3592-875-4
Páginas: 216
Ano: 2017
Tradutor: Edith Elek
Editora: Companhia das Letras
Julho de 1945. Miklos é um jovem húngaro de 25 anos que sobreviveu ao campo de concentração e foi levado para a Suécia para recuperar a saúde. Mas logo os médicos o desenganam: ele tem os pulmões comprometidos e conta com poucos meses de vida. Miklos, porém, tem outros planos. Ele não sobreviveu à guerra para morrer num hospital. Após descobrir o nome de 117 jovens húngaras que também se encontram em recuperação na Suécia, ele escreve uma carta a cada. Uma delas, ele tem certeza, se tornará sua esposa. Em outra parte do país, Lili lê a carta de Miklos e decide responder. Pelos próximos meses, os dois se entregam a uma correspondência divertida, inusitada, cheia de esperança. Baseado na história real dos pais do autor, A febre do amanhecer é um romance vibrante e inspirador sobre a vontade de amar e o direito de viver.

Resenha


Às vezes a vida real parece um filme. Às vezes o que aconteceu de verdade parece um roteiro cinematográfico de tão improvável. Foi o que aconteceu com os pais de Peter Gárdós. A história deles parece irreal, saída direto de uma daquelas películas em que as pessoas ainda escrevem cartas e se apaixonam à primeira vista. Tinha tudo para ser uma daqueles romances emocionantes tipo “Diário de uma paixão”, mas alguns detalhes deixaram muito a desejar.


Miklós é um jovem judeu que mal sobreviveu ao holocausto. Ainda convalescendo e com a notícia de que tem pouco tempo de vida, ele decide que quer se casar. Consegue o endereço de 117 sobreviventes judias e escreve cartas para elas, na esperança de encontrar uma esposa. Dentre as moças que respondem, está Lili, que está se recuperando num hospital com algumas amigas. As correspondências entre os jovens se tornam frequentes e eles logo percebem que sentem algo especial um pelo outro.

O aspecto mais interessante da narrativa, para mim, foram os sentimentos dos protagonistas. Não apenas o que sentem um pelo outro mas como se sentem como judeus após o fim da guerra. Como eles sofrem pelos amigos que não sobreviveram, como alguns se voltam contra a própria religião, como sonham com um futuro apesar de saber que não podem esquecer os horrores que viveram.

Mas este não é um livro sobre a guerra. As atrocidades da guerra são mencionadas de leve, mas nunca ofuscam a narrativa do romance. O foco aqui são duas pessoas que se apaixonam em circunstâncias incomuns.


Apesar da premissa interessante, parece que o livro não deslancha em momento algum. Os protagonistas têm pouco ou nenhum carisma, de forma que você não se importa com o que acontece com eles porque eles não são interessantes. O Miklós (meu deus, que criatura maçante) é um jovem pretensioso e até um pouco arrogante, que resolve que quer casar de qualquer jeito, apesar do prognóstico péssimo e como se casar fosse a única coisa relevante que uma pessoa pudesse fazer na vida. Dá um pouco de nervoso ver como ele esconde a própria doença, ignorando que a mulher que se apaixonar por ele pode não estar disposta a cuidar de um doente terminal. E a Lili, coitada, é uma songa monga desinteressante e sem nada de relevante pra dizer. Esses dois bem que se merecem.

Aí você pensa, “ah, mas os coadjuvantes devem ser bons, pra salvar a história”. Queria eu. Os amigos do casal se resumem a um cafajeste sem salvação, uma traíra (que não tem um motivo razoável pra fazer o que fez) e uma mocinha tão sem sal quanto a Lili. Além disso, o autor faz questão de ridicularizar as únicas duas moças gordas que aparecem na história, fazendo delas motivo de chacota entre os outros personagens. Tudo bem que a história se passa no século passado, mas ela foi escrita no ano passado e chamar uma pessoa gorda de “grotesca” é abusar um pouco da sua liberdade criativa.

No meio de tanta arrogância, tanto do autor quanto dos personagens, o livro perde uma ótima oportunidade de ser um romance edificante e lindo, se tornando só uma historinha chata sobre dois jovens imprudentes. Nenhum detalhe parece ter sido acrescentado pelo autor, como se ele não tivesse criado nada na história, só transcrito algumas cartas. No final, parece que o único detalhe interessante da trajetória do casal foi ter se conhecido por correspondência, o resto é história comum e sem graça como a de qualquer outro casal por aí.

Esse livro podia ter sido tanta coisa, podia ter sido tão lindo… Mas é só um livro que você torce pra acabar logo.

Obs.: Apesar de o livro ser de 2016, o filme é de 2015 (vai entender) e foi dirigido pelo próprio Péter Gárdos.
Comentários
3
Compartilhe

17 de jun de 2017


[Conhecendo o Autor] Thati Machado


Oi gente, tudo bom? Meu nome é Thati Machado... Tenho 26 anos, alguns (vários) livros publicados e um monte de histórias ainda não contadas. Sempre fui muito inventiva e dinâmica e demorei alguns anos para encontrar o que realmente queria fazer da vida. Tentei ser publicitária e depois atriz, mas felizmente acabei parando no universo da escrita. Publiquei meu primeiro livro em 2014, mas essa coia de criar histórias começou quando eu tinha apenas 12 anos. Eu escrevia fanfics na internet, mas nunca pensei que isso poderia ser mais que um hobbie. Que bom que eu estava enganada, né?

Eu tenho vários livros publicados de forma independente: Ponte de Cristal (esse está esgotado no momento, mas espero compartilhá-lo com vocês muito em breve), Com Outros Olhos, Doze por Doze, Contando estrelas, Blogueiras.com e vários contos e histórias menores, como Cartas de Natal, Você Nunca Está Sozinho, Impermeável, entre outros.

Sou muito fã das plataformas digitais e foi em uma delas, mais especificamente no Wattpad, que conquistei muitos leitores e fiz muitos amigos. Poder Extra G foi minha primeira história por lá e depois de ter mais de um milhão de leituras, virou livrinho de papel, publicado pela Astral Cultural. Inclusive, você pode encontrá-lo nas melhores livrarias físicas e on-line do país. Ah, e foi também por causa do wattpad que fui convidada para participar da antologia Mundos Paralelos, que reúne os 10 escritores fenômenos do Wattpad Brasil em um único livro de ficção científica. Bacana, né? 


Singular é um livro (independente) da série Poder Extra G e ainda não tem uma casinha editorial. Mas a partir da próxima semana, voltará a ser republicado no Wattpad. Vocês estão mais do que convidados a acompanhar

Eu ainda tenho muitos sonhos para realizar e histórias para escrever. Esse lance de ser escritora não é fácil, mas vale a pena (e muito).

Obrigada pelo convite, Lay. 

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ 

Curtiram conhecer um pouco mais a Thati? Eu li recentemente Poder Extra G e estou ansiosa para ler mais
Comentários
4
Compartilhe

16 de jun de 2017


[Resenha] O Bom do Amor - Laís Soares & Chris Melo

Ficha Técnica 

Título: O Bom do Amor
Autor: Chris Melo
Ilustração: Lais Soares
ISBN: 978-85-9517-014-8
Páginas: 84
Ano: 2017
Editora: Fábrica231
“O bom do amor é aumentar o volume do rádio quando a música preferida do outro toca.” “O bom do amor é gostar de dormir agarradinho no inverno e saber dividir o ventilador no verão.” “O bom do amor é apreciar cada qualidade, mesmo rodeada de defeitos.” O bom do amor reúne tirinhas de Chris Melo, autora de romances de sucesso entre o público feminino, e aquarelas de Laís Soares que retratam, de forma delicada, sincera e bem-humorada, os pequenos gestos que dão real significado a palavras como companheirismo e cumplicidade na vida de um casal. A cada página, o leitor encontra uma tirinha mostrando uma situação do dia a dia que comprova que o amor – e a felicidade – está nos pequenos prazeres do cotidiano.

Resenha


Para fechar a semana que se iniciou com o Dia dos Namorados, trazemos hoje a resenha do lindo e romântico “O Bom do Amor”, livro nacional composto pelas talentosas Chris Melo e Laís Soares. 

Através de tirinhas – todas começando com a frase ‘o bom do amor…’ – Chris Melo elenca diversos motivos, cenários e ações do cotidiano de um casal, sendo estes positivos ou negativos, reafirmando que o amor é composto de infinitas camadas, as quais nem todas são prazerosas e divertidas, porém necessárias.
DSC_1517.JPG

Para complementar e enriquecer as citações de Melo, o livro conta com belíssimas ilustrações feitas em aquarela, criadas pela talentosa ilustradora Laís Soares. Com bastante delicadeza e sentimento, a arte de Laís casa muito bem com a escrita, sendo um fator essencial e indispensável para o sucesso da obra.

Eu gostei bastante da leitura, que se mostrou bem rápida devido as frases curtas e o grande número de imagens. No total são mais ou menos 80 tirinhas que narram as situações desse fofo e simpático casal banhado em tons de laranja, verde e roxo.

DSC_1518.JPG

A temática e abordagem do livro lembra bastante ao do elogiado “Soppy” da autora Phillippa Rice e que também foi publicado no Brasil pela Fábrica231. Logo quem o leu e curtiu, acredito que gostará também de “O Bom do Amor”, podendo descobrir novas nuances e olhares sobre o cotidiano de um casal ao lê-lo.

Com uma edição muito bonita, super colorida e recheada de amor, a obra de Chris Melo e Laís Soares ressalta mais uma vez a qualidade artística da nossa literatura nacional. Seja para os solteiros ou para os casais, “O Bom do Amor” destaca o melhor de uma jornada que todos nós vivemos, independentemente de quem seja a pessoa ao nosso lado.

DSC_1519.JPG


Saraiva | Cultura | Fnac | Livraria da Folha
Comentários
4
Compartilhe

15 de jun de 2017


No Escurinho do Cinema #202


Olá amores, tudo bem??

Prontos para mais uma semana de estreias? Estou desesperada por uma boa comédia, então estou ansiosíssima para assistir Baywatch e Um Tio Quase Perfeito, afinal os trailers se mostram muito divertidos e estou contando que os filmes sejam ainda melhores, sem falar que, no caso do nacional mesmo, só de olhar para a cara do Marcus Majella eu já quero riri, kkkkk.

Mas se você não curte o gênero, não tem problema, também tem a adaptação do romance publicado pela Novo Conceito Tudo e Todas as Coisas e uma ficção científica com a Anne Hathaway. Vamos conferir ;)

Baywatch
Direção: Seth Gordon
Com: Dwayne Johnson, Zac Efron, Alexandra Daddario
Gênero: Comédia , Ação, Aventura
Duração: 1h57min
País: EUA
Sinopse: Mitch Buchannon (Dwayne Johnson) é um devoto salva-vidas, orgulhoso do seu trabalho. Enquanto está treinando o novo e exibido recruta Matt Brody (Zac Efron), os dois descobrem uma conspiração criminosa no local que pode ameaçar o futuro da baía.



Colossal
Direção:Nacho Vigalondo
Com: Anne Hathaway, Jason Sudeikis, Dan Stevens
Gênero: Comédia , Ficção científica, Ação
Duração: 1h30min
País: Espanha, Canadá
Sinopse: Gloria (Anne Hathaway) deixa Nova York e volta para sua cidade natal após perder o emprego e o noivo. Ao acompanhar as notícias sobre o ataque de um lagarto gigante a Tóquio, ela descobre que está misteriosamente conectada mentalmente ao evento. Para evitar novos casos parecidos e uma eventual destruição total do planeta, Gloria precisa controlar os poderes de sua mente e entender por que sua existência aparentemente insignificante tem tamanha responsabilidade no destino do mundo.



Tudo e Todas as Coisas
Direção: Stella Meghie
Com:Amandla Stenberg, Nick Robinson, Anika Noni Rose
Gênero: Romance, Drama
Duração: 1h37min
País: EUA
Sinopse: Maddie (Amandla Stenberg) está prestes a fazer 18 anos, mas ela nunca saiu de casa. Desde a infância, a jovem foi diagnosticada com Síndrome da Imunodeficiência Combinada, de modo que seu corpo não seria capaz de combater os vírus e bactérias presentes no mundo exterior. Ela é cuidada com carinho pela mãe, uma médica que constrói uma casa especialmente para as necessidades da filha. Um dia, uma nova família se muda para a casa ao lado, incluindo Olly (Nick Robinson), que se sente imediatamente atraído pela garota através da janela. Maddie também se apaixona pelo rapaz, mas como eles poderiam viver um romance sem se tocar?



Um Tio Quase Perfeito
Direção: Pedro Antonio
Com: Marcus Majella, Ana Lucia Torre, Letícia Isnard
Gênero: Comédia
Duração: 1h35min
País: Brasil
Sinopse: Tony (Marcus Majella) é um malandro trambiqueiro que adora se disfarçar para ganhar dinheiro de inocentes. Ele já foi estátua viva, pastor, cartomante - tudo com a ajuda de sua mãe, Cecília (Ana Lucia Torre). Depois de serem despejados de casa, os dois procuram Angela, outra filha de Cecília e com quem eles não falam há anos, que cai na lábia dos dois e se oferece para dividirem o mesmo teto. Após receber uma promoção no emprego que a obriga a passar um tempo viajando, Angela decide deixar os seus três filhos sob os cuidados do Tio Tony - o que vai ocasionar muitas confusões.




Kiki - Os Segredos do Desejo
Direção: Paco León
Com: Paco León, Ana Katz, Candela Peña
Gênero: Comédia
Duração: 1h21min
País: Espanha
Sinopse: Cinco histórias de amor e sexo em Madri, na Espanha. Paco (Paco León) e Ana (Ana Katz) buscam reacender a paixão das suas relações sexuais. Jose Luis (Luis Bermejo) tenta retomar os sentimentos pela esposa Paloma (Mari Paz Sayago), que está com a mobilidade limitado em uma cadeira de rodas após um acidente. Senhora Candelaria (Candela Peña) e Antonio (Luis Callejo) são um casal tentar ser pais, mas ela vê como problema o fato de não conseguir ter um orgasmo com ele. Álex (Álex García) deseja satisfazer as fantasias de Natalia (Natalia de Molina), enquanto ela se questiona se ela a pedirá em casamento. Sandra (Alexandra Jiménez), por sua vez, é uma mulher solteira à procura de um homem para se apaixonar.





E aí, algo agradou vocês????
Comentários
5
Compartilhe

13 de jun de 2017


[Resenha] Agora e Para Sempre, Lara Jean - Jenny Han

Ficha Técnica 

Título: Agora e Para Sempre, Lara Jean
Título Original: Always and Forever, Lara Jean
Autor: Rick Riordan
ISBN: 978-85-510-0198-1
Páginas: 304
Ano: 2017
Tradutor: Regiane Winarski
Editora: Intrínseca
Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta. Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás. Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?

Resenha


O que dizer desse livro? Desde que li Para Todos os Garotos que já Amei eu me encantei com os personagens criados pela Jenny Han. Após um salto de um ano de P.S.: Ainda Amo Você, Lara Jean agora está no último ano do ensino médio e seu objetivo agora é entrar para a Universidade da Virgínia, mais conhecida como UVA, a universidade mais próxima de sua casa e seu sonho desde criança. Sempre foi uma certeza para ela que cursaria a faculdade lá, que viria para casa várias vezes pela proximidade, o que ela não imaginava é que nessa equação sua irmã Margot estaria fazendo faculdade na Escócia, seu pai estaria em um namoro sério com a vizinha, a sra. Rothschild e ela estaria namorando com Peter Kavinsky, seu primeiro amor.
Ele pigarreia.
- Naquele dia, no porão de McClaren. Meu primeiro beijo também foi com você.
(...)
- Por que nunca me contou?
- Sei lá. Acho que esqueci. E é constrangedor eu ter inventado uma garota. Não conta pra ninguém!
Sou tomada por um sentimento de assombro que parece se espalhar pelo meu corpo. Então o primeiro beijo de Peter Kavinsky foi comigo. Que perfeito! Que maravilhoso!
P. 47
Com isso, o plano foi levemente alterado, afinal Peter já garantiu sua entrada na UVA com uma bolsa para jogar no time de lacrosse da universidade, mas é certo que para Lara não será difícil entrar lá com seu histórico escolar.

Lara Jean está super apaixonada e não é para menos, Peter é um fofo e eu amo demais as cenas dos dois juntos, é um romance tão lindo que aquece o coração mesmo. Ainda que em P.S.: Ainda Amo Você John Ambrose McClaren tenha surgido e mexido não apenas com o coração de Lara Jen, como o meu também, estou certa de Lara e Peter são um casal perfeito.

Por falar em John, ele aparece nesse livro, pouco, mas aparece e só esse pouquinho já faz a gente querer ficar perto dele. Kitty, como sempre, é outro personagem querido, quando ela aparece tenho que fazer um esforço para me lembrar que ela só tem onze anos, poucas são as cenas em que isso fica claro, acredito que o fato de conviver com pessoas mais velhas tenha feito com que ela também pense como eles e não como a maioria das crianças.

Mas é claro que nem tudo são flores e Lara Jean tem que lidar com situações inesperadas e muitas delas refletirão em seu futuro, portanto, não podem ser decididas no calor das emoções. Faculdade, namoro, família, todos fatores muito importante para ela.

O crescimento e amadurecimento que vemos de Lara Jean e Peter não é apenas como casal, mas também individualmente. Lara precisa aceitar que sua irmã mais velha tem outra vida na Escócia, que pouco virá para casa e a relação delas nunca mais será igual, ver que sua irmã mais nova está crescendo e que, com sua ida para a universidade, consequentemente também se distanciará dela, é algo natural, as relações mudam, e isso não é necessariamente ruim. Peter também se abre um pouco mais e podemos conhecer um pouco de sua relação com o pai, mas eu confesso que quando a mãe dele apareceu foram momentos em que tive muita raiva dela, embora entenda o sentimento de mãe... Enfim, deixa pra lá.
Meu primeiro beijo, meu primeiro namorado de mentira, meu primeiro namorado de verdade. O primeiro garoto que comprou uma joia para mim. (...) Ela me disse que é assim que um garoto permite que você saiba que é dele. Acho que conosco foi o contrário. Foi como eu soube que ele era meu.
Não quero esquecer nada disso. O jeito como ele me olha neste momento. O jeito como eu ainda sinto um arrepio, todas as vezes que ele me beija.
P. 297-298 
LINDO! LINDO! LINDO! Terminei o livro com aquela sensação boa sabe, quando você lê um livro leve, com bons personagens, bem construídos e que certamente farão falta, deixarão muita saudade. Obrigada Jenny por proporcionar momentos tão bons com Para Todos os Garotos que já Amei, P.S.: Ainda Amo Você e ter encerrado brilhantemente com Agora e Para Sempre, Lara Jean.
Kitty está sempre dizendo que histórias de origem são importantes.
Na faculdade, quando as pessoas perguntarem como a gente se conheceu, como vamos responder? (...)
Acho que vou dizer que tudo começou com uma carta de amor.
P. 298-299
Cultura | Saraiva | Fnac 
Comentários
7
Compartilhe
 
imagem-logo
De Tudo um Pouquinho - Copyright © 2016 - Todos os direitos reservados.
Layout e Programação HR Criações