04 agosto, 2020


[Resenha] A Última Conquista - Mara Jacobs


Ficha Técnica 

Título: A Última Conquista
Título Original: Worth the Fall
Autor: Mara Jacobs
ISBN: B08BG7HG2M
Páginas: 300
Ano: 2020
Tradutor: A.J. Ventura
Editora: Cherish Books

Alison Jukuri é a inteligente. Mas isso não parece ajudá-la muito em seus relacionamentos com os homens. E agora ela está prestes a fazer uma grande jogada estúpida. De novo. Petey Ryan passou a vida batendo e apanhando como defensor na NHL. Mas agora ele está prestes a enfrentar seu maior inimigo de todos… a minúscula Alison Jukuri. Uma mulher com quem ele compartilha um segredo de longa data.






Resenha


Seguindo com a série Conquistas, da Mara Jacobs, chegamos ao terceiro livro, A Última Conquista, que trará a história de Alison Jukuri, rotulada como "a inteligente" do trio de amigas. Depois de LizKatie encontrarem seus caminhos, nada mais justo do que Alison também ter o seu momento. 

Desde o início da série ficou evidente como Liz, Katie e Alison eram amigas inseparáveis, tanto que os moradores da pequena cidade rotularam elas de acordo com suas principais características — a legal, a bonita e a inteligente. Claro que rótulos simplificam muito a complexidade que é o ser humano. Ninguém é apenas uma coisa, não é mesmo?!

Alison tem 37 anos e é psiquiatra e professora na universidade tecnológica da cidade. Ela é a caçula de três irmãs, mas nunca foi muito próxima delas, afinal, quando ela tinha apenas 3 anos de idade, sua irmã mais velha estava indo para a faculdade e pouco tempo depois sua outra irmã seguiu o mesmo caminho. Como ambas conheceram seus respectivos maridos enquanto estudavam, casaram e faziam visitas esporádicas à casa da infânciaç mais uma razão para Al ser tão próxima de suas amigas. 

Alison é uma pessoa realmente inteligente e esse nunca foi um problema para ela, ela gostava quando as pessoas reconheciam esse seu traço. Ela também é uma pessoa organizada e, tendo pais bem mais velhos do que os de suas amigas, a família sempre teve um plano de aposentadoria: seus pais tinham a intenção de ir para uma casa de repouso, para que Al não precisasse cuidar deles. Mas as coisas saíram de controle quando o pai dela foi diagnosticado com Alzheimer grave. Como se não foisse complicado para ela e a mãe lidar com essa doença, no ano anterior a mãe de Al foi diagnosticada com demência de evolução lenta, o que a deixou devastada, além de exausta fisicamente, se dividindo entre os cuidados da mãe, do pai, o consultório e as aulas. 

Deu para perceber que vida pessoal não tem espaço aqui, não é mesmo?! Pois... ao longo dos anos, Al teve poucos relacionamentos amorosos, que sempre terminavam em poucos meses e nunca a arrebatavam mesmo, como ela achava que deveria ser um relacionamento a dois. E finalmente descobriremos o motivo: Petey Ryan.
Ela aconselhava seus pacientes a trabalhar com a dor, a deixar passar. E, no entanto, ela nunca fez o mesmo.
Posição 94%
Petey morava do outro lado da ponte e, depois de namorar Lizzie e perceber que só queria ser amigo dela, ele se tornou parte do círculo de amigos. Petey sempre soube que seria um jogador de hóquei e trabalhou duro para isso. Agora, aos 37 anos, ele sabe que sua carreira na NHL não durará mais uma temporada; ele deve se aposentar no final dessa temporada, afinal, bons defensores não duram tanto nesse esporte e ele só chegou tão longe por conta de suas rápidas recuperações depois das várias cirurgias que fez ao longo da carreira. Agora ele voltou para casa para dar a notícia pessoalmente aos pais e para Lizzie, que é sua relações públicas. Ele só não tinha ideia de que o destino tinha outros planos para ele.

Um acidente faz com que Petey não possa retornar para sua casa em Detroit, e consequentemente antecipar sua aposentadoria. Mas esse mesmo acidente lhe dará a chance de se aproximar de Al — lembrando que ao longo dos outros livros vimos intensas trocas de farpas entre eles, ainda que sejam parte do mesmo círculo de amigos. E é aí que descobriremos que eles compartilham um segredo do passado. 
— Quero desesperadamente dizer a coisa certa para você, mas sei que provavelmente vou estragar tudo. Por favor, saiba que eu nunca quis ver você sofrendo assim. Eu não sei se isso foi Deus intervindo ou natureza, ou azar ou o quê. Mas lamento que você tenha passado por isso.
Posição 71%
Essa história tem início dezoito anos atrás e não foi resolvida completamente na época e, enquanto eles não sentarem para conversar de verdade, esse elefante continuará entre eles, impedindo que sejam honestos consigo mesmos e felizes. A verdade é que existe um sentimento entre eles, mas Al sempre racionalizou demais as coisas e Pete sentia-se inseguro aos 19 anos com a garota mais inteligente da cidade, que certamente não deveria querer nada com um atleta de notas medianas (viu que eu digo que rótulos não são legais?).

Enquanto os capítulos alternam a narrativa entre Al, Pete; presente e passado, ficou claro para mim que o grande problema desses dois é comunicação: um presume o que o outro está pensando, o que o outro espera dele e seguem sem dizer o que de fato está acontecendo. O que me fez questionar até quando eles deixariam de ser sinceros um com o outro, quando realmente perceberiam seus verdadeiros sentimentos.
(...) era evidente que ela não o perdoou de verdade.
Ou a ela mesma.
Especialmente ela mesma.
E se ela não o fizesse, nunca o deixaria entrar.
Posição 90%
Novamente Mara traz nessa história a presença constante dos amigos, que são fundamentais nessa história (ainda que sequer desconfiem do segredo e Al e Pete ou da possibilidade de um relacionamento entre ele), mas, ao contrário do que eu imaginava, a série não acaba aqui. No final do livro Mara nos diz que haverão mais três livros e que reencontraremos os protagonistas dos três primeiros livros neles. É esperar para ver, não é mesmo?! 

Também tenho que dizer que as novas capas dessa série estão muito melhores que anteriores, que eram as capas originais da série quando publicada nos Estados Unidos. Fiquei imensamente feliz ao perceber que a Mara permitiu a alteração. 😉

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P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉 
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03 agosto, 2020


[Resenha] Com amor, Creekwood - Becky Albertalli

Ficha Técnica 

Título: Com amor, Creekwood
Título Original: Love, Creekwood
Autor: Becky Albertalli
ISBN: 978-65-5560-027-8
Páginas: 144
Ano: 2020
Tradutor: Bruna Beber
Editora: Intrínseca
Foi na Creekwood High School que Simon e Blue se conheceram e se apaixonaram, e também onde Leah e Abby descobriram que o que sentiam uma pela outra era mais do que amizade. Ao que tudo indicava, a jornada de Simon e seus amigos tinha chegado ao fim, mas, para a surpresa e alegria dos fãs, o grupo está de volta em uma novela inédita. Em Com amor, Creekwood, vamos descobrir o que aconteceu depois da formatura da escola e como todos estão lidando com a vida na universidade. Simon e Blue continuam apaixonados, só que a 189,1 quilômetros um do outro, e às vezes a saudade é quase insuportável. Já Leah e Abby dividem o dormitório e não se desgrudam, vivendo um romance adorável e chegando cada vez mais perto daquela palavrinha de quatro letras que começa com “a”. Por meio de e-mails apaixonantes e divertidos, mas também profundos e sensíveis, acompanhamos os passos de Simon Spier e seus amigos rumo à vida adulta, uma jornada nem sempre fácil, mas cheia de descobertas e momentos inesquecíveis.

Resenha

Desde o lançamento de Simon vs a Agenda Homo Sapiens, em 2015, os fãs mal conseguem conter a curiosidade. Querem saber o que aconteceu com cada um dos personagens, principalmente Simon e Blue. A gente conseguiu uns fragmentos de informação em Leah Fora de Sintonia (2018) mas passou bastante tempo sem saber o que acontecia com os meninos depois do colégio.

Eis que depois do sucesso do filme Com amor, Simon (2018), surge a série Love, Victor. A série do Hulu conta a história de um garoto descobrindo sua sexualidade após se mudar para o mesmo colégio de Simon, anos depois da história principal. E com essa nova obra veio também o livro Com amor, Creekwood, uma coletânea de emails trocados entre Simon e seus amigos durante o primeiro ano da faculdade.

Conheça os personagens de Com Amor, Simon! | Arroba Nerd
meus filhinhos

O livro segue uma longa tradição de romances epistolares, que vão desde Os sofrimentos do jovem Werther (1774) até As vantagens de ser invisível (1999), só pra citar dois bem famosos. Em Com amor, Creekwood as cartas são substituídas por emails, como os trocados por Simon e Blue no primeiro livro. Essa estrutura narrativa traz uma certa nostalgia e ajuda a gente a se conectar com as emoções que sentiu lendo a história do Simon pela primeira vez.

Mesmo que os outros amigos (principalmente Leah e Abby) estejam presentes, o foco é a relação entre Simon e Blue e como a distância afeta ou não o que eles sentem um pelo outro. É um livro feito pra matar a saudade dos personagens que a gente ama. E funciona. E é um amorzinho. O único defeito do livro é ser muito curto, porque eu leria mais quinhentas páginas desse romance.

Love, Victor': The Inside Story of That 'Love, Simon' Cameo ...
a já icônica jaqueta jeans

Recomendo seriamente que você leia este livro antes de assistir Love, Victor, porque a série tem um spoiler do livro.

No mais, esta é uma história para matar a curiosidade e a saudade e passar a leitura inteira fazendo cara de ownnn.

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31 julho, 2020


[Meme] Nosso Mês - Julho

Olá lindíssimos, tudo bem?

Chegou a hora de conferirmos mais uma vez minhas leituras do mês. Estão curiosos? Vamos lá então!

Lay

Livros lidos: 
1. Por Causa de Você - Aline Sant'Ana (Resenha)
2. Uma Promessa e Nada Mais - Mary Balogh (Resenha)
3. Peter Pan - James M. Barrie
4. A Última Conquista - Mara Jacobs
5. E Se Ela Voltar? - Simone Freire
6. Quase Rivais - J. Sterling

Recebi este mês:
1. Literalmente Amigas - Laura Conrado & Marina Carvalho (Troca Skoob Plus)
2. Quase Rivais - J. Sterling (Parceria Faro)
3. Te Devo Uma - Sophie Kinsella (Troca Skoob Plus)
4. E Se Ela Voltar? - Simone Freire (Parceria Pitangus Editorial)
5. A Babá do Milionário - Tia Louise (Parceria Cherish Books)
6. Um Coração de Aço - Amie Knight (Parceria Cherish Books)

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

Então meus queridos, gostaram de conferir minhas leituras e os livros que recebi? E vocês, como foram de leituras esse mês??

Para quem ainda não sabe, nós criamos um perfil no Instagram onde estamos postando nossas leituras, então nos sigam e confiram o que estamos lendo, deem suas opiniões, sugestões e comentários!!

Vamos lá começar um novo mês de leituras!!

Beijos
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29 julho, 2020


[Resenha] Uma Promessa e Nada Mais - Mary Balogh

Ficha Técnica 

Título: Uma Promessa e Nada Mais
Título Original: Only a Promise
Autor: Mary Balogh
ISBN: 978-85-306-0146-1
Páginas: 347
Ano: 2020
Tradutor: Livia de Almeida
Editora: Arqueiro
Ralph Stockwood sempre se orgulhou de ser um líder nato. Mas, quando convenceu os amigos a lutarem com ele nas Guerras Napoleônicas, nunca imaginou que seria o único sobrevivente. Mesmo atormentado pela culpa, Ralph precisa seguir em frente, arranjar uma esposa e garantir um herdeiro para seu título e sua fortuna. Desde que a participação de Chloe Muirhead na temporada de Londres terminou de forma desastrosa, ela aceitou a possibilidade de ser, para sempre, uma solteirona. Para escapar da própria família, a moça se refugia na casa da madrinha de sua mãe. Lá, conhece Ralph. Ele precisa de uma esposa. Ela não acharia ruim encontrar um marido. Então Chloe sugere que os dois se casem, por conveniência. A condição é uma só: Ralph precisa prometer que nunca a levará de volta a Londres. Mas, de uma hora para outra, as circunstâncias mudam. E logo fica claro que, para Ralph, o acordo foi apenas uma promessa e nada mais...

Resenha


É... a série Clube dos Sobreviventes está realmente cada vez mais perto de chegar ao final. Com Uma Promessa e Nada Mais Mary Balogh nos apresenta o penúltimo dos Sobreviventes encontrando seu caminho, Ralph Stockwood, o conde de Berwick.

Desde os primeiros livros Ralph sempre foi um personagem de poucas falas, ele sempre parecia preso em sua mente e com o tempo fomos descobrindo o quão sombrio era esse lugar. Mas agora desvendamos realmente o que houve e porque isso mexe tanto com ele. Ralph e seus três melhores amigos foram para a guerra assim que saíram do colégio, todos com apenas 18 anos. Os quatro eram muito unidos e cheios de ideais, mas Ralph tem certeza de que alguns deles não teriam ido lutar se ele não os houvesse convencido. Porém, logo nos primeiros dias no campo de batalha, Ralph viu seus três amigos serem destroçados por uma granada bem a sua frente. O quanto isso pode acabar com uma pessoa? E se depois de continuar lutando, ainda assim voltar para casa quase inteiro, com poucos ferimentos? Ralph se culpa pela morte dos amigos e nos primeiros meses depois de seu retorno para a Inglaterra ele tentou o suicídio. Por isso o pai o enviou para Penderris Hall, na Cornualha, a residência do duque de Stanbrook. Lá ele curou o corpo e, aos poucos, foi tentando retornar a vida, com a ajuda dos outros Sobreviventes, mas o verdadeiro Ralph, com brilho nos olhos, nunca retornou das profundezas de sua alma.
— Ninguém pode fazer tudo — argumentou Graham. — Cada um de nós só tem condições de fazer o que está ao seu alcance. Se pensarmos apenas na nossa incapacidade para resolver os problemas do mundo, só nos restará o desespero. E o desespero não leva a nada.
Posição 35%
Agora, aos 26 anos, ele enfrenta a realidade de ter visto no último ano quatro casamentos dos seus amigos — inconscientemente ele acreditava que nenhum deles sequer imaginava casar. E sem falar que em sua última visita aos seus avós paternos, sua avó foi clara em afirmar que ele precisava se casar o quanto antes e ter um herdeiro, pois seu avô, o duque de Worthingham não estava ficando mais jovem, e, tendo passado dos 80 anos e com tantos problemas de saúde surgidos com a idade, ele precisava estar preparado. E agora a avó o convocou novamente para uma visita, certamente para dizer o mesmo e saber se ele já havia avançado na busca da esposa ideal.

Chloe Muirhead tem 27 anos e nos últimos meses tem vivido em Manville Court, a casa da madrinha de sua mãe, a duquesa de Worthingham. Porém ela não tem qualquer expectativa de que há um futuro feliz em seu destino e isso porque ele sempre lhe dá uma rasteira quando ela acredita que poderá recomeçar. Para começar, quando ela deveria debutar, a avó materna faleceu e a mãe insistiu que fosse cumprido o luto completo, assim, Chloe foi para Londres com 21 anos, tardiamente. Com a insistência da irmã mais nova em não ficar em casa, ela também foi para Londres e acabou se apaixonando por um dramaturgo casado e fugiu com ele, o que fez com que fossem o centro das fofocas. Assim, ela voltou para casa e ficou lá até o ano anterior, quando uma tia a convenceu a retornar à Londres, afinal, com certeza ninguém se lembrava mais do ocorrido cinco anos antes. Mas aí, surgiu a beldade da temporada e elas eram absurdamente parecidas e as fofocas foram ainda mais cruéis, lembrando que, quando sua mãe foi apresentada a sociedade, houve um marquês ruivo que a havia cortejado antes que ela se casasse com seu pai. E mais uma vez Chloe fugiu para não saber a verdade, que o pai prontamente negou. Mas as fofocas a seguiram até em casa e por isso escreveu para a duquesa oferecendo-se como dama de companhia, mas esta a recebeu como uma convidada em sua casa.
— Tristezas fazem parte da condição humana — declarou ele. — Ninguém que chega à idade adulta consegue escapar delas. Nem as crianças, na verdade. O que importa é o que fazemos com a dor, o modo como moldamos nosso caráter, nossas ações e nossos relacionamentos. Afinal, a vida não é pura tristeza. Ninguém deve, de forma alguma, permitir que o pessimismo ou o ceticismo o lance numa depressão profunda. Existe muita alegria também. Muita alegria.
Posição 48%
Ao longo de sua infância e juventude, Chloe sempre ouviu o irmão mais velho, Graham, se queixar de Ralph. Como uma boa irmã mais nova, Chloe desenvolveu uma verdadeira antipatia pelo nobre, que sempre implicava com seu irmão. Assim, quando soube que o neto da duquesa viria visitá-los, ela imaginava encontrar uma pessoa completamente diferente; certamente não com um olhar tão vazio e tão sem expectativas de futuro. Assim, mesmo estando no mesmo cômodo que ele e a duquesa, ele sequer percebeu sua presença enquanto mencionava que não queria impor a infelicidade a vida de uma esposa. Chloe sempre quis ter uma família e um lar para chamar de seu, assim, em um impulso ela propõe ao conde um casamento sem envolvimento sentimental, afinal, assim como ela tem esses desejos, ele precisa de uma esposa e um herdeiro, ele só precisava prometer nunca ir para Londres, o que Ralph de fato não pretendia.
— Mudou de ideia? — perguntou ele depois de um momento enquanto o chicote batia ritmadamente em uma das botas. — É uma pena. Voltei para lhe propor matrimônio, Srta. Muirhead.
Posição 14%
Com isso, menos de uma semana depois de conhecer o conde, Chloe está casada e aí eles começam a perceber o quanto realmente não se conhecem e como a vida pode ser imprevisível, pois uma nova tempestade chega e eles são obrigados a ir para Londres, afinal, eles agora são os novos duques de Worthingham. Chloe precisará de coragem para enfrentar seus medos perante a sociedade, ainda que ela agora retorne com uma posição muito mais elevada do que da última vez e Ralph também precisará se libertar do peso que carrega, porque certamente será muito mais fácil reencontrar os pais de seus amigos na capital, com tantos compromissos obrigatórios.

Ainda que não percebam inicialmente, Chloe e Ralph se ajudam mutuamente, dando forças para superar suas barreiras e a cumplicidade cresce a cada dia que estão juntos, mas, tendo feito o acordo de não envolver sentimentos na relação, nenhum deles quer dar o primeiro passo e mostrar o que de fato está sentindo, como tudo mudou com o tempo. Além disso, o casal também conta com o apoio indiscutível das famílias e dos outros Sobreviventes.
— Você interpretou de forma errada meu silêncio — disse ele. Sou seu marido. Quando se sentir solitária, com medo ou infeliz, é a mim que deve procurar, Chloe. Meus braços são seus, minha força também, aconteça o que acontecer. Você nunca será um fardo para mim.
Posição 71%
Mais uma vez Mary foi incrível, criou uma história profunda, romântica e com uma dose de dor na medida certa. Ela consegue nos envolver de uma maneira que nos sentimos parte do grupo, sempre tentando ajudá-los a superar os problemas. Agora estou muito curiosa para saber o que ela reservou para o livro de Imogen, lady Barclay.

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27 julho, 2020


[Sorteio] Sol da Meia-Noite


Olá meus queridos, como vocês estão??? 
Espero que a maioria, at least, continue cumprindo a quarentena, eu pelo menos estou!

Para animar um pouco as coisas, há poucos meses a Stephenie Meyer anunciou que publicaria, enfim, o livro Sol da Meia-Noite. Para quem leu a série Crepúsculo logo quando foi lançada deve se lembrar do burburinho que houve em torno do que seria o quinto livro da série. Mas, com o vazamento de alguns capítulos na internet, a autora acabou desistindo, pelo menos momentaneamente, da ideia. 

Bem, anos depois, aqui estamos nós e ainda não sei como me sinto com um livro da série tanto tempo depois, mas é fato que lerei.

Então, vocês também querem ler? Então vem participar do sorteio e concorrer a um exemplar desse livro que deu e está dando o que falar!😉



Prêmio:
📖 Livro Sol da Meia-Noite

Informações: 
📖 Seguir o blog publicamente;
📖 Deixar um comentário nesse post dizendo que está participando;
📖 Não esqueça de ler o Terms & Conditions que está incluso no Rafflecopter;
📖 Ter endereço de entrega no Brasil;
📖 A promoção vai de 27 de julho até 11 de agosto;
📖 Para se inscrever basta inserir suas entradas no formulário Rafflecopter abaixo;
📖 Será apenas um ganhador;
📖 O sorteado terá 3 dias para retornar o e-mail com seus dados, ou um novo sorteio será realizado;
📖 Na opção twittar sobre a promoção, basta clicar no ícone do twitter que uma janela aparecerá com a mensagem que você deve twittar e é só confirmar e depois copiar o link e colar no local indicado;
📖 Usar o tweet about the giveaway apenas 1 vez por dia;
📖 O prêmio será enviado pela editora Intrínseca em até 60 dias após a confirmação do ganhador.
📖 Este sorteio é de caráter recreativo/cultural, pois não está vinculado à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita conforte item II do artigo 3 da lei 5.768 de 20/12/1971 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça.

a Rafflecopter giveaway 

Beijos e boa sorte à todos!
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24 julho, 2020


[Filmes] The Old Guard


Sucesso ou fracasso? Netflix revela números de The Old Guard e fãs ...

E quando a gente achou que 2020 não ia ter mais nenhum filme baseado em quadrinhos, a Netflix joga no nosso colo toda a glória que é The Old Guard. Pra quem só esperava duas horas de Charlize Theron empunhando um machado de duas lâminas, o filme é uma grata surpresa e tudo o que a gente pede pros filmes de herói/ação há anos.

A história segue um grupo de guerreiros imortais, em parte mercenários, em parte lutando pelo que acham certo, enquanto tentam se manter longe dos holofotes. Então duas coisas acontecem: uma nova imortal surge e o grupo é confrontado com um inimigo que pode revelá-los para o mundo.

The Old Guard está entre os 10 filmes mais vistos na Netflix
"chegou o assunto"
A líder do grupo é Andy, a mais velha. Uma lutadora exímia (eu já falei que a Charlize Theron usa um machado de batalha nesse filme? *tô apaixonada*), que parece cansada de tanta batalha. Além disso temos Joe (Marwan Kenzari), a força bruta. Um excelente combatente e metade de um dos melhores casais do cinema da ação. Nicky (Luca Marinelli) é a memória do grupo. É ele quem guarda as histórias e parece ser o melhor cozinheiro (além de ser a outra metade desse casal maravilhoso). Já Booker (Matthias Shoenaerts) foi o que melhor se adaptou a tecnologia, então ele é o responsável por lidar com qualquer coisa mais tecnológica que o grupo precise. E por fim temos Nile (Kiki Layne). Teimosa e de raciocínio rápido, a novata é extremamente habilidosa em combate.

É muito interessante ver como esses personagens interagem, como eles se conhecem tão bem e são tão amigos depois de tantos anos. Até mesmo a forma como eles são afetuosos uns com os outros, uma coisa difícil de ver em filmes de ação. Além disso, The Old Guard é o primeiro filme baseado em quadrinhos a ser dirigido por uma mulher negra, a Gina Prince-Bythewood, que fez um trabalho excelente em equilibrar as cenas de ação e as mais emotivas. E faz toda a diferença ter uma mulher na direção: às personagens femininas são bem exploradas e não sofrem com a hipersexualização tão comum em longas dirigidos por homens.

O filme conta com cenas de luta muito bem coreografadas e foi muito difícil escolher duas favoritas. Mas eu vou ter que dar destaque para cena do avião e para batalha final. Cada personagem tem um estilo de combate e as estratégias que eles usam durante as cenas de luta expõe muito de suas personalidades. A gente consegue entender melhor cada um deles a partir da forma como eles lutam e as cenas não estão lá de graça, elas ajudam a avançar a trama.

Netflix oferece assinatura vitalícia a quem vencer jogo sobre 'The ...
parece muito com o amor da minha vida
Eu não podia fazer uma resenha the The Old Guard sem separar um parágrafo pra falar sobre Joe e Nicky (qual o nome do shipp deles, por sinal?), a maior meta de relacionamento da história dos filmes de ação. Enquanto muitos filmes deixam subentendido que seus personagens são LGBTIA+ ou relatam seus casais a uma cena de três segundos que pode ser removida do filme sem nenhum dano (sim, Disney, eu estou olhando pra você), The Old Guard não deixa você esquecer que Nicky e Joe são um casal. Eles têm todos aqueles momentos que são reservados pra casais hétero em filmes: demonstrações de afeto, declaração de amor, uma história bonita. O relacionamento deles não é só um detalhezinho, é parte da motivação deles. Uma relação saudável e linda e eu já quero uma minissérie sobre a história deles.

Vai ser difícil se contentar com menos do que The Old Guard daqui pra frente. Quando a gente sabe como um bom filme de ação pode ser, é mais difícil ficar satisfeito com o que a gente vê todo dia. Eu espero sinceramente que esse filme faça sucesso e a Netflix anuncie logo o próximo porque eu já preciso de uma continuação, um prólogo e uma série.

Numa escala de uma a cinco Charlize Theron sendo uma atriz fenomenal, o quanto eu gostei do filme:

Classic American films: Monster – Charlize Theron's superb ...Dark Places | Veja Charlize Theron na primeira foto da adaptaçãoImperator Furiosa | Mad max costume, Mad max fury road, Max costumeif your colors were like my dream… | Sweet november, Manic pixie ...Monkey (Kubo and the Two Strings) | Heroes Wiki | Fandom

(Monster: Desejo Assassino, Lugares Escuros, Mad Max: Estrada da Fúria, Doce Novembro, Kubo e as cordas mágicas)
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19 julho, 2020


[Resenha] Por Causa de Você - Aline Sant'Ana

Ficha Técnica 

Título: Por Causa de Você
Autor: Aline Sant'Ana
ISBN: 978-65-5056-017-1
Páginas: 288
Ano: 2020
Editora: Charme
O baterista da The M's, Yan Sanders, enfrentou todas as provações possíveis para viver o amor ao lado de Lua Anderson. Ambos tiveram obstáculos suficientes por uma vida inteira e agora precisam provar para si mesmos que estão maduros e preparados para viverem tudo o que merecem. Com algumas cicatrizes do passado ainda abertas, Lua e Yan terão que encontrar forças um no outro para cicatrizá-las. Mas o mais importante de tudo: terão que se permitir essa cura. Por Causa de Você traz uma premissa realista do amor, como também a suavidade, o romantismo e a importância dos laços familiares. Profundo, inspirador e emocionante, vocês vão sentir o coração bater forte da primeira à última página.

Resenha


E lá vamos nós curtir mais uma parte da série Viajando com Rockstars, seguindo com a história de Yan e Lua. Bem, vimos em Apenas Com Você que a situação ficou muito crítica para o casal e o sofrimento foi intenso (nossa, não imaginei que sofreria daquele jeito enquanto lia o livro), mas no fim, deu tudo certo.

Agora, no livro 3.5 temos a retomada do relacionamento, aquele momento em que tudo é maravilha novamente, mas também conseguimos perceber como o casal está mais maduro emocionalmente, o que faz com que lidem com os problemas de maneira mais centrada.

Porém, ainda existem pontos a serem resolvidos: a relação de Lua com o pai, o caso de Suzane e a recuperação de Shane. Sinceramente, para mim o mais fácil de resolver dessa lista era a situação do Shane, afinal, depois da overdose que ele sofreu, com a internação e o apoio da família (de sangue e de coração) e de sua Querubim, estava certa de que ele conseguiria, mas Riordan reconquistar a confiança de Lua? Hummmm, sei não, hein, ele aprontou muito, mas também vimos em Uma Missão Por Você que ele começou a tentar se redimir. Já o caso de Suzane era algo que eu duvidava mesmo que teria uma conclusão, pelo menos agora, mas, obrigada, Aline por concluir aqui, porque sei que no livro do Shane não terei que ver a cara dela.
Eu era um cara avesso a mudanças, a não ser que eu as organizasse e me planejasse a respeito delas. No caso, o futuro... não vem como uma planilha que dá para fzer projeções. Muito menos a vida a dois não vem com um manual de instruções com etapas a serem cumpridas e metas a serem batidas. É uma junção de variáveis, de porqês e sentimentos, além das barreiras que são colocadas sobre dois seres humanos, que não torna mais fácil com um "eu te amo".
P. 105
Além desses problemas, retomar um relacionamento não é tão simples quanto se imagina, porque muitas vezes as dúvidas não saem da cabeça, mas como eu disse anteriormente, o casal está mais maduro, então as conversas agora são frequentes, eles não deixam de dizer o que estão sentindo e quando estão sentindo, o que impede os velhos mal-entendidos de aparecerem. Afinal, Aline sempre traz mais um pouquinho de pimenta para as histórias (ela deve ser baiana e não sabe hahaha) e, em Por Causa de Você ainda teremos segredos sendo revelados.

O ponto principal em Por Causa de Você, ou melhor, em toda a série, é a presença constante dos amigos. Eu fico impressionada como eles são companheiros, o quanto estão verdadeiramente disponíveis uns para os outros, na felicidade, nas adversidades, não importa o tamanho do problema ou da alegria. Ter amigos que são família é especial demais, então, se tem amigos assim, cuide deles, certo?
— (A graça da vida) É a resiliência, Yan. A capacidade de sair de situações e não perder o seu coração, a positividade e a certeza da pessoa incrível que você é.
P. 106
Agora, Aline, por favor, traz logo o livro do Shane, porque sei que esse menino vai balançar as estruturas do cenário do rock internacional!
Por causa dela, naquele segundo, descobri que o amor era incapaz de ser resumido em uma frase. A descrição parece tão rasa. Até quando poderia durar? Não sabíamos. Seria bom? Também não havia resposta. Não existia um planejamento nem a certeza na imperfeição que é a vida. Então, eu me calei porque o beijo foi todo o dito e o não dito.
Afinal, amor também é gesto. E ele pode durar um segundo. Ou uma vida inteira.
P. 253
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13 julho, 2020


[Resenha] Coraline - Neil Gaiman

Ficha Técnica 

Título: Coraline
Título Original: Coraline
Autor: Neil Gaiman
ISBN: 978-85-510-0675-7
Páginas: 224
Ano: 2020
Tradutor: Bruna Beber
Editora: Intrínseca
Certas portas não devem ser abertas. E Coraline descobre isso pouco tempo depois de chegar com os pais à sua nova casa, um apartamento em um casarão antigo ocupado por vizinhos excêntricos e envolto por uma névoa insistente, um mundo de estranhezas e magia, o tipo de universo que apenas Neil Gaiman pode criar. Ao abrir uma porta misteriosa na sala de casa, a menina se depara com um lugar macabro e fascinante. Ali, naquele outro mundo, seus outros pais são criaturas muito pálidas, com botões negros no lugar dos olhos, sempre dispostos a lhe dar atenção, fazer suas comidas preferidas e mostrar os brinquedos mais divertidos. Coraline enfim se sente... em casa. Mas essa sensação logo desaparece, quando ela descobre que o lugar guarda mistérios e perigos, e a menina se dá conta de que voltar para sua verdadeira casa vai ser muito mais difícil ― e assustador ― do que imaginava.

Resenha


Coraline, de Neil Gaiman, volta as livrarias em junho - O Megascópio

Muitos dos filmes infantis que fizeram sucesso nos anos 1990 tinham um toque mais sombrio. Ao contrário dos filmes mais populares do final da década, como os da Disney e os da Barbie, as histórias produzidas no começo da década e no final dos anos 1980 possuem aspectos mais sinistros, bem diferente do que se espera de um "filme para criança". Desde criança morta (Conta comigo, 1986) a abuso infantil (Matilda, 1996), passando por bruxas que comem criancinhas (Convenção das bruxas, 1990).

O que parece muito bizarro perto do colorido dos filmes mais convencionais é mais uma volta às origens das histórias infantis: os contos de fadas originais, onde coisas terríveis acontecem e o fim sempre tem uma moral. Onde Chapeuzinho Vermelho é devorada pelo lobo, a Pequena Sereia não consegue o príncipe no final e a madrasta da Branca de Neve é obrigada a calçar sapatos de ferro quente. Todos esses contos serviam de aviso para as crianças e ensinavam como se comportar e o que não fazer no "mundo lá fora".

Nesse contexto, Coraline surge como um conto de fadas moderno, ou o que eu chamo de "filme de terror para crianças". Uma história que não se preocupa em suavizar tudo e deixar todos os detalhes fofos e coloridos. Coisas ruins acontecem e crianças precisam ser ensinadas a lidar com elas. Porque histórias também servem como aprendizado.

Aqui conhecemos Coraline Jones, uma menina curiosa que adora explorar e acabou de se mudar para uma casa nova. Essa casa era uma mansão que foi dividida em apartamentos e seus vizinhos são muito peculiares. Tem duas ex atrizes de teatro e um velho esquisito que fala com ratos e nenhum deles parece conseguir pronunciar o nome dela direito. Num dia chuvoso e tedioso, Coraline resolve explorar a casa e encontra uma porta que leva até um apartamento que é igual ao seu, exceto por alguns detalhes e o fato de que os moradores são seus outros pais. Eles parecem versões melhoradas de seus pais verdadeiros, só que com grandes botões no lugar dos olhos. Quando seus pais verdadeiros desaparecem, Coraline precisa juntar toda sua coragem e astúcia para encontrá-los e lidar com a ameaça que é sua Outra Mãe. Ela vai contar com a ajuda de um presente nas vizinhas e um gato preto sem nome ("Nós sabemos quem somos, então não precisamos de nomes.").

Coraline retorna às livrarias em nova edição ilustrada - Editora ...

Pode parecer um livro para crianças "esquisitas", daquelas que gostam de coisas meio macabras (tipo o filho do Neil Gaiman), mas é uma obra que serve de lição até mesmo pra adultos. Uma história sobre coragem e sobre fazer o que é certo mesmo quando se está com medo.
Porque coragem é quando você sente medo de fazer algo, mas faz mesmo assim, é quando você enfrenta o medo.
P. 90
A edição nova é gloriosa, toda em capa dura e páginas com bordas roxas, combinando com as cores da capa e as ilustrações magníficas do Chris Riddell, que é um dos meus ilustradores favoritos. Riddell ilustrou outros livros do Neil Gaiman, como O Livro do Cemitério, João e Maria e Felizmente, o Leite. Seus desenhos tem um traço muito peculiar e a forma como ele captura o horror que a Outra Mãe representa é incrível.

O livro virou um filme todo em stop motion (aqueles de massinha) em 2009, pela Laika, o mesmo estúdio que fez Paranorman (2012), Kubo e as Cordas Mágicas (2016) e A Noiva Cadáver (2005). O longa é tão sinistro quanto o livro (o que é ótimo) e bem o tipo de coisa que eu gostaria de ter assistido quando criança.

Se você, assim como eu, ama o Neil Gaiman, histórias infantis e terror, vai amar Coraline.

(O gato ganha o prêmio de segundo melhor gato preto do universo, perdendo só para o Salem)

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11 julho, 2020


[Resenha] Nunca Vou Me Iludir - Mari Monni

Ficha Técnica 

Título: Nunca Vou Me Iludir
Autor: Mari Monni
ASIN: B07GZ1GXW4
Páginas: 284
Ano: 2018
Editora: Sociedade Secreta Editorial
Quem nunca persistiu no erro que atire a primeira pedra.
Minha vida era perfeita. Eu tinha o emprego que sempre sonhei, os melhores amigos que poderia querer e uma família que me amava incondicionalmente. Só que tudo começou a ruir quando eu descobri que minha irmã estava grávida de um dos meus amigos. E o pior: eles estavam juntos há meses e sequer cogitaram me contar.
Magoado, humilhado e me sentindo a pessoa menos importante do universo, eu virei as costas para tudo e todos.
Foi então que eu a conheci. Linda e completamente louca, cheia de superstições e teorias. Meu oposto perfeito.
Ela veio para me mostrar que nem tudo é preto no branco e que, às vezes, o problema não são os outros e sim... eu. Não, eu não estou apaixonado por ela. Nem sei o que é me sentir assim. Ao mesmo tempo, não posso negar que estou morrendo de vontade de passar um tempo a sós ao lado da mulher que tem mudado a minha vida. Só tem um problema: ela não me quer.
Desejem-me sorte. Afinal, a última coisa que eu preciso agora é me iludir mais uma vez.

Resenha


Depois de ter devorado Nunca Vou Me Entregar emendei a leitura de Nunca Vou Me Iludir e assim pude concluir essa trilogia, afinal, eu estava muito curiosa sobre o que esse livro me reservava. Dante e Lucca já encontraram o seu final feliz, então, chegou a vez de conhecer o professor Gael MacKenna, descendente de irlandeses e um nerd assumido.

Como vimos em Nunca Vou Me Entregar - e também temos isso na sinopse deste livro - Gael descobriu da pior maneira possível que sua irmã gêmea, Gia, e seu melhor amigo, Lucca, estavam em um relacionamento e, para completar, ela estava com uma gravidez de risco. Claro que, assim como Gia e Lucca esperavam, Gael não reagiu bem à história, mas ninguém imaginava que chegaria ao ponto de se afastar deles. É dessa maneira que Nunca Vou Me Iludir começa: há três meses Gael se afastou da irmã, de Lucca, consequentemente não tem frequentado os bares dos amigos, o que o afastou também de Dante. Nada mais de brunch de sexta de manhã com os amigos no Hotel Morelli, nada mais de martini de terça à noite com Gia. Sua vida se resume a trabalhar, beber em algum bar desconhecido e remoer a raiva que está sentindo de Lucca e Gia por o terem traído e raiva dos outros amigos e da família por se mostrarem solidários ao outro lado da história.
— Claro que a gente mudou! Nós nascemos pra mudar. Idiotas são aqueles que querem continuar com suas noções pré-concebidas a vida inteira, sem se permitirem aprender com o que aparece no meio do caminho.
Posição 47%
Gael é o caçula de quatro irmãs, o único homem, sempre teve suas vontades atendidas e nunca teve nenhum grande problema em sua vida. As coisas eram bem tranquilas. Sua relação com Gia sempre foi especial, ser gêmeos fez com que a ligação entre eles fosse mais forte e sincera, então, estar afastada dela, principalmente sabendo do risco da gravidez, é ainda mais difícil, mas, por mais que Gia lhe mande mensagens constantemente atualizando sobre sua saúde, Gael não mostra sinais de que coseguirá perdoar.

Como se não fosse suficiente o fato de sua vida pessoal estar um caos, seu trabalho, seu segundo lar, também está sendo ameaçado por uma aluna stalker, que tem complicado cada dia mais seu ambiente de trabalho, mas Gael acredita que conseguirá resolver tudo sem envolver a diretoria da universidade ou a polícia no assunto, o que poderia manchar sua carreira acadêmica. Bebendo cada vez mais para tentar esquecer parte dos problemas, é em um bar que Gael acaba conhecendo Liz, uma jovem excêntrica e cheia de supertições.
Amo ser professor, é algo que me instiga, que me motiva a buscar cada vez mais.
Posição 11%
Elizabeth Velásquez tem 24 anos e atualmente trabalha como garçonete no bar do tio e vive no apartamento que fica em cima do estabelecimento enquanto decide o que quer da vida. Se pudesse ganhar a vida lendo, isso sim seria perfeito. Além de leitora compulsiva, Liz é muito superticiosa e são tantas coisas em que acredita que a gente fica até tonto de onde ela tira tanta teoria. O que acaba sendo o oposto de Gael, que, sendo um pesquisador, historiador, racionaliza tudo o que pode em sua vida, mas Liz o intriga de uma maneira única.

Com todas as suas teorias, Gael vê em Liz um porto seguro, um lugar em que pode ter um pouco de paz no caos que se transformou sua vida. Como ele mesmo diz, parece que todos os problemas que nunca teve na vida resolveram aparecer todos de uma única vez.
Nunca fui homem de andar no carona do meu próprio carro, não é agora que isso vai acontecer. Já passei tempo demais deixando tudo de lado. Problemas a gente resolve, senão eles acumulam e se tornam irreversíveis.
Posição 51%
A maneira como Liz encara a vida e os problemas é exatamente o que Gael precisa nesse momento, alguém de fora, que não está envolvido diretamente no seu drama familiar, que pode lhe dar uma opinião sincera - pelo menos no ponto de vista dele.

Para mim a grande dificuldade de Gael é assumir que errou e talvez parte desse problema se deva ao fato de que ele nunca teve muita gente lhe negando algo. Sempre foi simples conseguir o que queria, ele estava acostumado ao mundo girando ao seu redor e esse é o empecilho para tomar o rumo de sua vida novamente. Acredito que Lucca e Gia tiveram sua parcela de culpa nessa confusão, mas Gael também teve e a falta de comunicação - que gerou o problema - continua a atrapalhar, impedindo que as coisas se resolvam.
É então que me vem à cabeça exatamente aquilo que estive procurando: simplicidade.
Não preciso de muito. Na verdade, o muito acaba sendo bastante complicado. Acho que cheguei a um momento da vida em que apenas o simples me satisfaz.
Uau, acho que estou crescendo.
Posição 72%
No fim, fiquei muito feliz com a maneira como a Mari conseguiu concluir as histórias. Ri bastante, fiquei com raiva e também aprendi muito com as relações dos três mosqueteiros. Sem dúvida, uma leitura leve embalar nossos corações românticos.

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09 julho, 2020


[Resenha] A Honra das Terras Altas - Hannah Howell

Ficha Técnica 

Título: A Honra das Terras Altas
Título Original: Highland honor
Autor: Hannah Howell
ISBN: 978-85-306-0134-8
Páginas: 272
Ano: 2020
Tradutor: Livia de Almeida
Editora: Arqueiro
A Honra das Terras Altas nos conduz pelas luxuriantes belezas naturais da França e da Escócia do século XV enquanto um corajoso cavaleiro coloca a própria segurança em risco para salvar uma misteriosa desconhecida. Há sete anos atuando como mercenário na França, sir Nigel Murray se entrega cada vez mais a uma rotina perigosa de bebida, mulheres e batalhas. Mas uma jovem fugitiva vai causar uma verdadeira reviravolta em sua vida. Disfarçada de homem, Gisele DeVeau precisa escapar a qualquer custo dos capangas da família de seu falecido marido – um sujeito brutal que cometeu toda espécie de violência contra ela antes de ser encontrado morto em circunstâncias suspeitas. Todos acham que ela o matou. Ao cruzar o caminho de Nigel, ele promete protegê-la e levá-la em segurança para sua propriedade na Escócia. Nessa fuga implacável, com hordas de inimigos em seu encalço, a única coisa que os dois não esperavam era ter que enfrentar também a paixão avassaladora que nasce entre eles. Nesta história repleta de sensualidade, a lealdade de um guerreiro e a determinação de uma jovem serão postos à prova enquanto eles lutam pela sobrevivência e tentam vencer os traumas do passado para viver um grande amor.

Resenha


Hannah Howell está de volta com o segundo livro da série Os Murrays. Depois de ter nos apresentado o clã escocês das terras altas em O Destino das Terras Altas e nos encantado com a história de Balfour Murray e Maldie Kirkcaldy, chegou a hora de outro integrante do clã encontrar seu caminho.

Desde o início de O Destino das Terras Altas foi ressaltado o fato de Balfour ser o chefe do clã, mas quando se tratava de mulheres, elas sempre preferiam seu irmão mais novo, Nigel, pela sua beleza e carisma. Tanto que, ao conhecer Maldie e se interessar por ela, Balfour tem receio de que ela prefira Nigel a ele, principalmente pelo fato de Nigel ter sido ferido em batalha justamente quando eles encontraram Maldie e ela passou a ajudá-lo a se recuperar.

O problema é que Nigel de fato acredita que está apaixonado por Maldie, mas sabe que nunca será correspondido e nem colocaria sua família em risco por esse sentimento unilateral, assim, ele parte da Escócia.

A Honra das Terras Altas começa sete anos após a partida de Nigel de Donncoill, e ele está no meio da França, com ressaca e sem saber como chegou perto de sua tenda na noite ou madrugada anterior, o que poderia tê-lo levado à morte. Depois de tantos anos longe de casa, lutando as guerras de quem pagasse e fosse justo, Nigel sabia que estava na hora de voltar ao seu lar. Decidido a iniciar a viagem, tentando afastar a ressaca que está sentindo, ele vê um casal na beira do riacho, onde o rapaz está cortando o cabelo da dama e a conversa indica que ela está fugindo de alguém e pretende se esconder com o rapaz no exército.

Claro que Nigel não deixar passar despercebido que a jovem é muito bonita e fica interessado em ajudá-los; quem sabe por que? A verdade é que ele fica rondando a cabana dos primos pelo menos uma semana até que eles não veem outra alternativa a não ser aceitar a oferta de Nigel.

Gisele DeVeau está em fuga pela França há um ano. Acusada indevidamente de ter assassinado o marido, a família DeVeau quer a cabeça dela de qualquer jeito e, o fato de ser uma das famílias mais ricas e poderosas da França só torna a vida de Gisele ainda mais difícil, sem falar que sua própria família, os Lucette, não acredita na sua inocência. Gisele sofreu o pão que o diabo amassou na mão do marido, que abusou dela de várias maneiras, mas, mesmo pedindo ajuda à sua família, ninguém acreditou nela. Mas agora, Nigel está disposto a levá-la para Escócia, onde ela poderá ficar em segurança até descobrir uma maneira de provar sua inocência.
Enquanto se entregava ao beijo, ele jurou que não faria nada que aumentasse a dor dela. Em vez disso, faria tudo a seu alcance para demonstrar que nem todos os homens eram iguais a seu cruel marido.
P. 33
Disfarçada de homem - que não disfarça nada -, Gisele parte com Nigel, mas sabendo que ele também tem a intenção de convencê-la a ser sua amante antes de chegarem a Donncoill. O que Gisele não sabe é que, o motivo dele estar afastado de casa, é estar apaixonado pela esposa do irmão e que ela se parece demais com Maldie. Será que foi esse o motivo para Nigel se interessar em ajudá-la?

Enquanto estão em direção à segurança, muitos perigos surgem no caminho, afinal, além dos próprios DeVeaus estarem caçando-a, colocaram uma recompensa por sua cabeça, o que só piora a situação. Mas Gisele não imaginava que fosse se deixar envolver pelos encantos de Nigel, e quanto mais tempo passam juntos, mas ela tem dificuldade de imaginar como conseguirá seguir seu caminho sem ele, quando tudo terminar, pois ela consegue perceber que o motivo da fuga dele da Escócia é uma mulher, que certamente ainda é dona de seu coração.

Durante toda a viagem ficava claro como Nigel e Gisele se entendiam, conseguiam perceber um ao outro, mas também deixavam de "ver" o que estava bem na cara deles e eu ficava me perguntando se de fato eles chegariam a Escócia sem resolver o assunto, se deixaria fantasmas do passado atrapalharem o presente, mas não seria um romance de época sem algum drama nesse sentido também, não é mesmo?
— Quando se trata de assuntos do coração, todo homem está sujeito a encontrar uma ponta de covardia na alma.
P. 243
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