29 de mai. de 2020


[Resenha] Sunshine - M.S. Fayes

Ficha Técnica 

Título: Sunshiine
Autor: M.S. Fayes
ISBN: 978-85-844-2271-5
Páginas: 320
Ano: 2018
Editora: Pandorga
Entre os irmãos Walker, Sunshine sempre foi conhecida como a mais descolada e de personalidade expansiva. Sempre se sentindo à sombra da irmã mais velha, Rainbow, tão certinha e centrada, Sunny fazia questão de manter uma imagem que na verdade não condizia com quem era por dentro, uma garota doce e romântica. Mike havia acabado de entrar na faculdade como o receptor do time de futebol americano. Tímido e reservado, ele não fazia jus à fama que os jogadores faziam questão de manter, ainda mais quando seu coração estava fisgado por uma garota que ainda estava no ensino médio em sua cidade natal. Dois corações apaixonados. Duas etapas de vida diferentes. Obstáculos e decisões importantes que poderiam mudar o futuro de seu relacionamento para sempre. E principalmente... mudar irremediavelmente suas vidas.

Resenha


Jaá tem bastante tempo que li Rainbow, primeiro livro dessa trilogia e, se não me engano, na ocasião nem sabíamos que não seria um livro único, mas agora a Martinha publicou as histórias dos irmãos mais novos de Rainbow, Sunshine e Storm e agora chegou a oportunidade de conhecer a história de Sunny.
Por ser um espírito muito mais livre e despojado do que minha irmã mais velha, Rainbow, as pessoas tinham uma ideia errada de mim. E eu deixava. Porque aquilo fazia parte do meu jeito de manter uma faceta minha completamente escondida dos outros.
Posição 1%
A história de Sunshine é uma sequência do primeiro livro, ou seja, agora Sunny está no último ano do Ensino Médio, preparando-se para viver todas as experiências que essa fase lhe proporcionar antes de ir para a faculdade. Entretanto, algo não sai de sua cabeça: o beijo entre ela e Michael Crowford que lhe parecia tão promissor, ficou no esquecimento e ele continuou a tratá-la como a irmã da namorada de seu amigo.

Assim, ela não esperava que ele fosse com Thomas a casa delas para despedir-se antes de ir para a faculdade, muito menos que ele quisesse se despedir dela especificamente. Mas, depois deste dia, eles passaram a trocar mensagens constantemente como amigos.

Agora pense no susto ao se ver em um baile da escola, com um garoto que você não gostaria de estar, que não está entendendo que não deve avançar o sinal com você e eis que chega o objeto de seu desejo com tudo para te salvar? Pois é. É assim que Mike retorna à Westwood e resolve deixar bem claro para Sunny que ele esteve interessado nela desde que ela chegou na escola, mas, sendo um pouquinho mais velho que ela, não achou que ela iria se interessar em ter um relacionamento com ele, muito menos prestes a sair do colégio e ir para a faculdade.

Pense na felicidade que foi ouvir isso? Consigo imaginar Sunny neste momento. E assim, o namoro se inicia e se Mike faria todo final de semana o trajeto com Thomas de Princeton para Westwood, agora ele tem um motivo a mais: seu namoro.

Porém, sabemos que um relacionamento à distância não é algo fácil de administrar, então somem aí os hormônios da adolescência, da incerteza, de ser o primeiro relacionamento sério de Sunny e tudo pode virar motivo para uma discussão.
— Você ilumina os dias que eu nem sequer imaginava que fossem escuros.
Posição 46%
Sunshine é um Young Adult e, como tal, seus personagens gravitam entre momentos de razão e outros de emoção pura e falta de experiência, mas, sendo bem sincera, muitas vezes os personagens adultos caem nos mesmos erros. Aqui ainda temos um diferencial que eu adorei desde o primeiro livro: os irmãos Walker parecem ser os adultos da casa, pois seus pais sã muito despreocupados no que se refere a detalhes da criação deles e isso mais uma vez apareceu aqui.

Eu curti muito a leitura e agora quero saber o que a Martinha reservou para Torm. Espero que ele tenha iniciado uma terapia hahahaha.

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27 de mai. de 2020


[Resenha] Quase Casados - Jane Costello

Ficha Técnica 

Título: Quase Casados
Título Original: The Nearly-Weds
Autor: Jane Costello
ISBN: 978-85-01-09196-3
Páginas: 414
Ano: 2014
Tradutor: Ryta Vinagre
Editora: Record
Para Zoe Moore, o dia de seu casamento foi o mais marcante de sua vida. Ou melhor, o dia em que deveria ter se casado, mas em vez disso, foi largada no altar após sete anos de namoro. Arrasada e disposta a se recuperar, ela decide se mudar de Liverpool para os Estados Unidos e trabalhar como babá. Ao chegar em Boston, ela se depara com a esperta Ruby, prestes a completar 6 anos, o adorável Samuel, que acaba de fazer 3, e o pai deles, Ryan Miller. Seu novo chefe, além de fazer uma bagunça sem precedentes e de ter um mau humor imbatível, é incrivelmente bonito. Depois de um começo um tanto decepcionante, Zoe e Ryan começam a se entender, mas ela está prestes a descobrir que recomeços podem ser mais difíceis do que esperava.

Resenha


Sabe aquele livro que está lá na sua estante há muito tempo e por alguma razão do destino você vai sempre deixando ele para depois? Pois, a ordem das minhas leituras tem muito a ver com o momento que estou vivendo e como me sinto quando toco no livro ou vejo sua capa no Kindle. Me lembro que alguém me indicou esse livro em um dos muitos encontros do Clube do Livro e eu consegui ele numa troca no Skoob em 2017 e percebam que só agora chegou o momento de eu conhecer a escrita da Jane Costello e tenho que concordar com a Cosmopolitan: "Se você é fã de Sophie Kinsella, vai amar Jane Costello."

Zoe Moore tem 28 anos e sempre viveu em Liverpool, um lugar que ama por sua dualidade de ser uma grande cidade, mas, em alguns momentos se parece uma cidade do interior. Ela tinha um emprego que amava e se casaria com seu namorado, cujo relacionamento já durava sete anos. Entretanto, tudo desandou no momento em que ela chegou na igreja e descobriu que Jason não apareceria.

Depois de chafurdar na lama por meses sem ter ao menos um contato com Jason que lhe explicasse o que tinha acontecido, Zoe decide que é o momento de mudar sua vida; não dá mais para ficar na mesma cidade que ele, onde a todo momento encontra alguém que quer conversar com ela sobre o não casamento, inclusive sua mãe. Assim, iniciamos o livro, com Zoe em um avião a caminho dos Estados Unidos, onde irá trabalhar de babá na casa de uma família com muitos recursos e que inclusive a levará nas próximas férias da família nas Bermudas.
Não foi fácil. Precisei de cada grama de força de vontade que tinha para marcar a passagem aérea para Nova York e dizer a mim mesma que eu precisava aceitar que nunca mais o veria. Que eu precisava construir uma nova vida sem ele.
P. 117 
Mas a vida daria sossego para Zoe? Ainda não. Ao chegar ao Estados Unidos ela viu uma mensagem da agência onde estava cadastrada e descobriu que não iria mais trabalhar para a família de Michigan, mas para a Sra. R. Miller, em Hope Falls, próximo de Boston. Esqueça férias nas Bermudas e próprio SUV. Olá família com a mãe solteira que precisará de toda a ajuda possível.

Mas tenho que dizer que a viagem não foi simples e Zoe tem mais um contratempo com sua roupa quase na chegada em Boston e não dá tempo de fazer um milagre. Some a isso o fato de que, não é uma mulher que está segurando a placa com seu nome e sim um homem com duas crianças, que certamente são as crianças que ela cuidará, Ruby e Samuel. Sim. Não é Sra. R. Miller. É Sr. Ryan Miller.

Ryan é viúvo há quase três anos (quase a idade do caçula) e desde a morte de Amy as coisas pioraram consideravelmente. Ele não dá atenção à casa, aos filhos e parece tratar todos com arrogância, o que deixa Zoe perplexa, até porque a realidade que ela estava esperando era de trabalhar em uma casa apenas cuidando das crianças, afinal a família tinha várias empregadas; ali, ela teria que cuidar de tudo, pois ao que parecia a última empregada também não havia aguentado o gênio mau humorado do patrão, assim como a babá. Sem falar que a primeira impressão foi péssima: ser deixada na porta de casa com as crianças e as malas em pelo sábado? Sem ao menos conversar sobre os detalhes do emprego, folgas, atividades, particularidades das crianças.

Sim, tendo que lidar com o pé na bunda que levou e a falta de contato por mais de seis meses, ela precisaria enfrentar esse patrão que não parecia querer uma empregada e sim uma escrava. Pelo menos a conexão com as crianças foi imediata, o que ajudou a atenuar o problema e, quando Zoe soube que ao invés de divorciado, Ryan era viúvo, ela se apegou ainda mais em ajudar as crianças.

Díficil, mas aos poucos Zoe colocou ordem na casa e parecia que Ryan também melhorava com o tempo, mas ainda havia uma outra questão: embora tivesse certeza absoluta de que anda amava Jason - por mais que não devesse - Zoe estava definitivamente atraída por Ryan. Claro que ela sabia que isso era unilateral e não poderia acontecer - nem iria, pois ele era absurdamente lindo e ela vivia se queixando dos quase oito quilos que engordara no período pós-chute na bunda.
Enquanto Ryan me serve outra taça de vinho, ocorre-me o quanto estou gostando de conversar com ele. Ele é muito mais do que um corpo sarado e um par de olhos cintilantes, quando quer. É adorável. É divertido. Tirando a beleza, ele é um dos homens mais carismáticos que já conheci. Me pergunto por que ele não pode ser assim o tempo todo, mas me contenho. Talvez seja bom que não seja assim. Só Deus sabe como eu me comportaria se fosse.
Então me ocorre outra coisa. Eu não pensei em Jason a noite toda.
P. 199
O período de Zoe em Hope Falls a ajuda a se reencontrar e a pensar em outras coisas que não ligar para Jason insistentemente até ele lhe dar uma explicação para o que houve. E tudo isso graças a Ryan, Ruby, Samuel e suas novas amigas, também babás inglesas da mesma agência.

Quase Casados é um livro divertido bem ao estilo chick-lit. Zoe paga alguns micos homéricos que nos faz gargalhar com toda vontade, mas também comete alguns erros que vou te contar, viu, queria voar no livro e dar na cara dela para aprender e deixar de ser burra, mas enfim, não dá para acertar sempre, não é mesmo?

Uma boa pedida, principalmente neste período em que precisamos de todos os risos possíveis, concordam?

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25 de mai. de 2020


[Resenha] Guerras Bruxônicas - Sibéal Pounder

Ficha Técnica 

Título: Guerras Bruxônicas
Título Original: Witch Wars
Autor: Sibéal Pounder
Ilustrador: Laura Ellen Anderson
ISBN: 978-85-380-8761-8
Páginas: 272
Ano: 2019
Tradutor: Monique D'Orazio
Editora: Ciranda Cultural
Existe um mundo especial habitado por bruxas, e ele fica bem debaixo dos canos da sua pia! Tiga Rúbia Mamelux não sabia nada sobre esse mundo, até o dia em que uma fada fabulosa lhe diz que ela é uma bruxa e a leva para competir nas Guerras Bruxônicas, uma competição que decidirá quem será a próxima a governar o País da Pia. Será que Tiga se sairá bem competindo com outras bruxas?






Resenha


Para dar uma aliviada no clima atual, resolvi que estava na hora de pegar alguns livros que estavam aqui sem ser lidos. Foi assim que comecei o infantojuvenil Guerras Bruxônicas, que inicia a série Puxa, que bruxa!, que está aqui há algum tempo esperando sua vez de ser lido.

Tiga Rúbia Mamelux é uma garota de 9 anos que vive com a senhorita Estriga em uma casa muito sem graça. Elas não se suportam e na verdade TIga não sabe porque a mulher "cuida" dela, sendo que elas não têm nenhum parentesco. Tudo que sabe é que, quando era um bebê, alguém a colocou no galpão da casa da senhorita Estriga e desde então ela vive lá, sempre tendo água de queijo como refeição e tentando ao máximo se esconder no galpão, para ficar fora do caminho da velha megera.

É em um desses momentos de fuga que ela conhece Fran, a Fada Fabulosa, que subiu os canos com uma missão: levar Tiga para o País da Pia para competir nas Guerras Bruxônicas. É mole?! Pois então, é assim que Tiga dedscobre que é uma bruxa e que alguém a indicou para competir em um torneio que pode transformá-la na bruxa mais poderosa de todo o País da Pia.

Como não achar que caiu no sono e esse é o sonho mais estranho que existe? Como acreditar que arrumando as letras de seu nome existe "uma bruxa legítima"? Como acreditar que debaixo dos canos da pia existe um país completo onde as bruxas e fadas existem? E que fadas são seres pequeninos? Mas ao que tudo indica, TIga não está sonhando, as fadas realmente existem, ela é uma bruxa, existem muitas outras e tudo no País da Pia é uma variação de preto, branco e cinza, os chapéus das bruxas não são pontudos e elas não são sujas nem desarrumadas como ela sempre acreditou. Mas o pior é: ela precisará vencer uma competição que começará no dia seguinte se quiser permanecer neste lugar mágico, sendo que não sabe absolutamente como fazer isso.

Mas, ainda que essa seja uma competição, enquanto está na Cidade Glamourosa, Tiga se torna amiga de Peggy Porqui e Fluffanora Infusão, duas pessoas bem diferentes logo de cara, isso porque, enquanto Peggy vive nas Docas, uma área mais humilde do País da Pia, Fluffanora mora no Pico Perolado, o completo extremo e é filha da melhor estilista do país, a senhora Infusão. Juntas, elas irão causar bastante durante a competição, enquanto Tiga conhece vários lugares e pessoas diferentes.
— (...) A cada nove anos, nove bruxas, todas com 9 anos de idade, são escolhidas para competir nas Guerras Bruxônicas. A vencedora, uma de vocês, será a próxima Melhor Bruxa, aquela que governará todo o País da Pia.
(...)
— Por que escolher uma menina de 9 anos? — perguntou Tiga. — Lá em cima dos canos ninguém nunca permitiria que alguém de 9 anos ditasse as regras.
Fran subiu no ar e pousou no ombro de Tiga.
— As crianças de 9 anos, minha cara, enxergam o mundo de uma forma incrível e maravilhosa. E elas são bem pequenas. Quanto menor for a pessoa, melhor ela é, quase certeza.
P. 55-57
Guerras Bruxônicas é super divertido e vem para mostrar as bruxas de uma maneira totalmente diferente do que estamos acostumados, inclusive, a ideia de um país embaixo dos canos foi o que atraiu minha atenção em primeiro lugar. Imaginem tem um país completo debaixo dos canos da pia? E a explicação das cores do país serem apenas preto, branco e cinza? Hilária. Além da explicação sobre o motivo de conhecermos as bruxas de outra maneira aqui em cima. Quanta criatividade! Curiosa para saber o que Tiga e suas amigas aprontarão nos próximos livros.

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23 de mai. de 2020


[Resenha] VHS: Verdadeiras Histórias de Sangue - Cesar Bravo

Ficha Técnica 

Título: VHS: Verdadeiras Histórias de Sangue
Autores: Cesar Bravo
ISBN: 978-85-9454-190-1
Páginas: 288
Ano: 2019
Editora: DarkSide Books
Dizem que segredos não sobrevivem por muito tempo em cidades pequenas. Mas, em Três Rios, eles estão por toda parte há tempo demais. Sombrios, aterrorizantes e indecifráveis — um espelho da cidadezinha onde tudo aquilo que é estranho e profano sempre encontra um jeito de se manifestar na superfície. O encontro inevitável de Cesar Bravo com a DarkSide® Books veio das profundezas. Algo visceral, que era para ser, como todas as coisas assinadas com sangue. Ultra Carnem selou o pacto entre a editora mais sinistra do Brasil e a mente maldita de Bravo, povoando os pesadelos dos leitores, que pediram mais. Mais histórias. Mais mistérios. Uma nova experiência sobrenatural, quem sabe? Em VHS: Verdadeiras Histórias de Sangue, Bravo guia os leitores amaldiçoados até os cantos mais sombrios de nossas mentes. E a cidadezinha de Três Rios, localizada no noroeste paulista, é o palco principal — um ponto de encontro de todas as coisas estranhas que acontecem nas redondezas. O inferno corre por essas águas e lança suas sementes nessa terra. Um lugar vivo e pronto para devorar o próximo filho que renegar sua origem. VHS: Verdadeiras Histórias de Sangue se passa em um período especial e repleto de esquisitices, entre 1985 e 1995, e tem início em uma videolocadora peculiar capaz de alugar os sonhos e as vidas de seus clientes. Quem viveu nessa época vai ter para sempre suas lembranças com textura de VHS. Bravo constrói a narrativa de seu novo romance de horror fragmentado com base em registros orais, casos sinistros e uma porção de detalhes que rodeiam a vida dos moradores de Três Rios — mandingas macabras, crimes brutais, animais soturnos e inúmeros mapas, notícias de jornais e anúncios compõem o imaginário de um local esquecido pelo tempo.

Resenha

"O senhor precisa entender que muito sangue já foi derramado nessas terras, sangue que a terra foi obrigada a engolir. E uma coisa que se alimenta com sangue por tanto tempo, logo pega gosto pela coisa."

Um conceito que me fascina em terror é o da terra amaldiçoada. Lugares como o Cemitério e a mansão Rose Red, ambos do Stephen King, que se tornam foco do sobrenatural por causa da maldade que foi praticada ali. E toda vilania tem retorno em Três Rios.

A cidade fictícia de pouco mais de 300 mil habitantes fica em São Paulo e tem um terrível histórico de acidentes industriais e crimes. É nessa região que se desenrolam os casos de VHS, uma coletânea de contos de horror que varia entre o terror psicológico e o sobrenatural.

Três Rios já é conhecida pelo fãs de Cesar Bravo por ter sido palco de seu livro anterior, Ultra Carnem, também lançado pela DarkSide. O município parece um reduto do mal e estende seus tentáculos sinistros para as cidades ao redor. A maldade presente aqui é como uma resposta à crueldade das pessoas, como se toda ruindade sobrenatural tivesse, no fundo, origem humana.

É interessante imaginar cada história como uma gita VHS, um episódio de uma série antológica. Como Clube do Terror (Are you afraid of the dark?), que passava na tv nos anos 1990.

A edição é, como sempre, primorosa. Com destaque pras ilustrações lindas no começo de cada conto e os títulos das fitas na guarda (que fica atrás da capa).

Recomendado pra quem gosta de contos e horror (mesmo que você seja frouxa como eu e durma com a luz acesa). E também pra quem sente falta do terror nostálgico dos anos 1990.

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21 de mai. de 2020


[Resenha] O Príncipe Serpente - Elizabeth Hoyt

Ficha Técnica 

Título: O Príncipe Serpente
Título Original: The Leopard Prince
Autor: Elizabeth Hoyt
ISBN: 978-85-01-10982-8
Páginas: 364
Ano: 2017
Tradutor: Ana Resende e Carolina Simmer
Editora: Record
Quando o diabo encontra um anjo...
Lucy Craddock-Hayes está satisfeita com a vida tranquila no interior. Até o dia em que tropeça num homem inconsciente — um homem inconsciente e nu — e perde para sempre sua inocência. Ele pode levar ao paraíso...
O visconde Simon Iddesleigh apanhou de seus inimigos até quase morrer. Agora ele está determinado a se vingar. Mas quando Lucy cuida dele para restaurar sua saúde, a sinceridade da jovem surpreende sua sensibilidade calejada — e desperta um desejo que ameaça consumir os dois.
Ou ao inferno.
Encantada com a inteligência perspicaz de Simon, com seus modos urbanos e até com seus sapatos de solado vermelho, Lucy rapidamente se apaixona por ele. Embora sua honra o mantenha longe dela, a vingança envia os agressores de Simon à sua porta. Enquanto o visconde entra em guerra contra seus inimigos, Lucy luta pela própria alma, usando a única arma que tem — seu amor...

Resenha


Finalmente chegou a hora de concluir essa trilogia, demorei, mas consegui, hahaha. Eu li O Príncipe Corvo e O Príncipe Leopardo em sequência e acabei esperando mais de um ano para ler O Príncipe Serpente, e estava sentindo falta desses amigos inusitados, membros da Sociedade Agrária. Depois de Edward de Raaf, o conde de Swartingham e Harry Pye, um administrador, terem encontrado o caminho do amor, agora é a hora do visconde Simon Iddesleigh.

A srta. Lucinda Craddock-Hayes tem 24 anos e vive com o pai na pacata Maiden Hill, em Kent. Sua família basicamente se resume a ele, uma vez que seu irmão mais novo seguiu os passos do pai e está na Marinha Britânica. Os dias dela são preenchidos com visitas ao moradores do vilarejo, caridade, cuidar da casa da família e desenhar. Ah, e a três anos ela é cortejada pelo melhor partido do vilarejo, o jovem vigário, o sr. Eustace Penweeble. Mas a rotina pacata de Lucy é completamente alterada quando ela encontra um homem nu caído na estrada praticamente morto e o leva para casa.

Simon Iddesleigh levava uma vida de indulgência até dois anos atrás, quando seu irmão mais velho, Ethan, morreu em um duelo e deixou para ele o título e sua família aos seus cuidados. Aos 30 anos, Simon nunca tinha imaginado que um dia seria visconde, muito menos que seu irmão morreria em um duelo, ainda mais quando ele estava passeando na Itália. Mas agora ele está em uma missão: vingar a morte de Ethan. É assim que ele acaba jogado na estrada de Maiden Hill. Seus inimigos acreditavam que ele estava morto, mas lhe fizeram um favor; lhe apresentaram a um anjo.
Se ficasse mais tempo ali, só seria mais tentado a seduzir esta donzela,e, como ele vinha demonstrando a vida toda, não era capaz de resistir à tentação. Diabos! Às vezes, ele corria na direção dela. Mas não dessa vez. Não com essa mulher. Ele a observava agora, com as sobrancelhas franzidas enquanto Lucy manobrava a pequena carruagem em direção à cidade. Um cacho de cabelo escuro tinha se soltado e acariciava sua bochecha como a mão de um amante. Com essa mulher, se cedesse à tentação, ele iria destruir algo bom e verdadeiro. Algo que ele nunca havia encontrado em parte alguma dessa terra infeliz.
P. 103
Simon e Lucy não poderiam ser mais diferentes um do outro; enquanto ele é apaixonado pela vida na cidade, ela nunca sequer saiu de Maiden Hill e está muito bem com isso; enquanto ela vive tentando ajudar outras pessoas, fazendo caridade, Simon está focado em sua missão - encontrar e matar os assassinos do seu irmão - e corromper um anjo. Então fica a pergunta: Esse casal dará certo?

A história mostra que eles tentarão, mas não será fácil e a chave para mim desse romance é que ele mostra - principalmente para Lucy - que a vida não é sempre um conto de fadas, que as pessoas não são perfeitas, elas cometem erros e que um relacionamento é feito de altos e baixos.

Além dos protagonistas, adorei conhecer a cunhada e a sobrinha de Simon, Rosalind e Theodora. Theodora então é incrível com sua perspicácia e paixão pelo tio. Também não dá para deixar de falar que adorei rever Edward e Harry.

Finalizando a Trilogia dos Príncipes, não sei se foi o fato de ter esperado tanto para ler esse livro, mas foi o que mais me arrastei na leitura, algo que não acontece muito e fiquei triste com esse sentimento, mas, no fim, curti bastante a história de Simon e Lucy.

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19 de mai. de 2020


[Resenha] Romântica de Plantão - Vanessa Bosso

Ficha Técnica 

Título: Romântica de Plantão
Autor: Vanessa Bosso
ASIN: B07HB8TW16
Páginas: 316
Ano: 2018
Editora: Independente
Luana é uma leitora compulsiva e uma romântica de plantão inveterada, destas que se apaixonam por homens de papel. A enfermeira doida vive fantasiando com os mocinhos dos seus livros preferidos e realmente acredita que poderá encontrar o homem dos seus sonhos literários na vida real. Sua melhor amiga e enfermeira Júlia, que curte bad boys sarados e não gosta nada desta história de homens de papel, vive dizendo que Luana precisa de terapia com urgência, que suas ilusões amorosas já ultrapassaram todos os limites aceitáveis. No meio desta loucura toda, algo fora de esquadro acontece. Um dos homens de papel surge na vida real e, para ferrar com tudo, um médico estilo bad boy sarado resolve se avizinhar, gerando um caos romântico para lá de divertido. O quadrado amoroso está armado e, agora, o universo está gargalhando horrores da tremenda confusão que as duas amigas se meteram. Prepare-se para a diversão.

Resenha


Eu não sei vocês, mas eu sou completamente apaixonada por livros que me deixem feliz, animada, suspirando e, procurando minha próxima leitura, li a sinopse de Romântica de Plantão eu disse "é esse" e não deu outra, Vanessa Bosso nunca me decepciona. Acham que foi à toa que li em um dia? Claro que não, né?

Luana é a mais velha de três irmãs e é enfermeira, para completa frustração do pai, que queria que todas as filhas seguissem a mesma carreira dele. Ela até tentou, mas após fracassar nas provas três vezes, percebeu que isso era o destino lhe dizendo que seria melhor profissional em outra área. E ela está muito bem, obrigada! Foi na escola de enfermagem que ela conheceu sua melhor amiga, Júlia, e agora elas trabalham juntas no mesmo hospital e no mesmo setor.

Luana é uma leitora compulsiva (oi?) e uma romântica, que se apaixona pelos personagens fictícios (oi, querida?). Assim, ela vive com a cabeça nos romances que ama e, desde que terminou seu último relacionamento há dois anos, manteve-se distante dos homens reais, que são absurdamente complicados. Ahhh, mas isso está para mudar.
Eu acho que não estou me permitindo viver intensamente com medo do que possa acontecer. Isso não é viver, é sobreviver.
Posição 11%
Malcom Ramone é o novo médico traumatologista do hospital e Júlia, assim como quase todas as mulheres do local, está caindinha pelo cara. E não é para menos, a descrição dele é do próprio Adonis e, sabendo do interesse de sua amiga, é claro que Luana nem olhará para ele. Ela só não tinha ideia de que ele dificultaria tanto esse trabalho.

Quase ao mesmo tempo, chega um paciente no hospital que tem o mesmo nome do protagonista do mais recente romance favorito de Luana, Dom Villa Lobos. Não é um nome comum, não é mesmo? Mas ela tendo se apaixonado pelo personagem, não poderia perder a chance de saber um pouco mais sobre esse paciente e descobrir o que ele e seu crush têm em comum. Mas, enquanto um certo médico não sai do encalço dela, Dom mostra interesse em Júlia. Olha aí, um quadrado amoroso. Hahahahaha, fazia tempo que eu não via um.
— Acho que nós somos duas paspalhas iludidas e sem noção. — Ela pondera.
Posição 52%
Enquanto a história se desenrola, a gente entende o porquê de Luana ter desistido da medicina, dos homens da vida real e fica mais fácil compreendê-la - até onde dá, porque a mulher é doidinha, viu, hahaha.

A relação de amizade dela e Júlia é genuína e, ao mesmo tempo que oferece suporte uma para a outra, elas também dão aquela sacudida quando é necessário, quando precisam enxergar o que está bem debaixo do nariz e não querem perceber.
Esta será a missão da minha vida, me manter bem e feliz com aquilo que eu sou, com o que posso ser e com o que quero me tornar.
Posição 54%
Eu amei demais essa história, suspirei, gargalhei e chorei, como um delicioso chick-lit deve me deixar: leve.
O amor existe de verdade e, para eclodir, deve começar primeiro dentro de você.
Posição 99%
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17 de mai. de 2020


[Resenha] Doce Harmonia - Melanie Shawn

Ficha Técnica 

Título: Doce Harmonia
Título Original: Sweet Harmonies
Autor: Melanie Shawn
ASIN: B086YLBNCL
Páginas: 363
Ano: 2020
Tradutor: A.J. Ventura
Editora: Cherish Books
Quando Karina Black alcançou grande sucesso na música, ela não achou que isso significaria desistir de seu nome, de seus amigos, de sua família e da música que ela amava. Era hora de mudar e era exatamente isso que a nativa americana sexy e atrevida estava procurando quando decidiu voltar para casa em Hope Falls. O que ela não estava procurando era amor ...
Quando Ryan Perkins se mudou para Hope Falls, ele sabia que isso significaria ajudar sua avó a administrar seu café e talvez permitir-se tempo para se deliciar ao seu amor pela música. Além disso, o homem esculpido e musculoso não esperava nada além da simplicidade que a comunidade tranquila oferecia. O que ele não sabia era que Hope Falls oferecia muito mais do que simplicidade ...
Karina realmente será capaz de desistir de sua vida de estrela pop e lutar pela música que ela quer enquanto abre seu coração para a doce melodia do amor? Ryan será capaz de viver no mundo não tão simples de Karina? Ou eles vão parar o barulho ao seu redor e criar suas próprias harmonias?

Resenha


Depois de ler Doce Reencontro, primeiro livro da série Um Romance em Hope Falls, chegou a hora de entrar de cabeça na história de Karina Blackstone, uma das integrantes do Quarteto Fabuloso.

Karina cresceu em Hope Falls, uma pequena cidade que fica a cerca de uma hora do Lago Tahoe. Lá ela cresceu na tribo criada pela avó, que resumia toda a sua família; a mãe morreu no parto e ela nunca soube quem era o pai. Mas, fora isso, ela sempre teve o apoio incondicional de suas amigas, Amanda, Lauren e Sam, e o suporte da música. Aliás, foi por conta da música que ela saiu de Hope Falls e fez uma carreira de sucesso como cantora pop. Mas agora, dez anos depois, e tendo voltado à cidade para apoiar Amanda, Karina percebeu que algumas mudanças deveriam ser feitas em sua carreira.

Para começar, artisticamente ela é apenas Karina Black, algo que a incomoda há muito tempo. Em segundo lugar, ela sente que perdeu sua identidade ao aceitar muitas coisas da sua gravadora e de seu empresário. Agora, com uma carreira sólida, Karina tem certeza de que é o momento certo de investir no tipo de música que realmente sempre quis fazer e para isso ela decide se mudar de vez para Hope Falls, onde conseguirá se reconectar consigo mesma e com sua música. Entretanto, os planos de Karina sofrerão um pequeno acréscimo: se apaixonar por Ryan Perkins.
As palavras mudavam vidas. E de alguma maneira ela sabia que as palavras de Ryan tinham mudado algo dentro dela. Colocou uma peça no quebra-cabeça de sua alma no lugar.
Posição 34%
Ryan morava em Montana no rancho da família, com o pai e a mãe. Eles sempre trabalharam na terra, mas agora que os pais decidiram se aposentar e vender a propriedade, Ryan foi para Hope Falls com o objetivo de ajudar a avó, Sue Ann, a gerenciar o café e ter uma vida tranquila, quem sabe até tendo um tempo para uma das coisas que mais gosta de fazer: tocar e cantar.

Sue Ann, como deu para ver rapidamente em Doce Reencontro, é aquele tipo de pessoa que conquista todos a sua volta e quer ver todos felizes. Claro que com Ryan não seria diferente, ela morre de orgulho dele e irá bancar a casamenteira com ele e Karina, pois tem certeza de que eles combinam. Mas ela nem precisava pensar nisso, porque quando eles se viram, a atração foi impressionante. O problema é que, enquanto Ryan é uma pessoa de relacionamentos, Karina é uma pessoa de relações casuais. Será que isso dará certo? Uma coisa é certa: a química entre eles é incrível e levará Karina a tentar entender o que está acontecendo, pois ela é uma pessoa de reações contidas, pé no chão. Como poderia ficar sem ação diante de um homem que ela nunca tinha visto?
Ele se sentia como um adolescente apaixonado pela primeira vez. E talvez ele não fosse adolescente, mas estava apaixonado pela primeira vez.
Posição 75%
Coloquem na equação a questão familiar de Karina e sua carreira como música mundialmente conhecida e teremos muita coisa para descobrir nesse livro. Mas também é fato que eles poderão contar com os amigos para ajudá-los no caminho. Quem já quer mais livros da série? Eu, com certeza! Vamos lá, Cherish Books!
— Obrigado por fazer isso. Não me surpreendo com frequência, mas você, Karina Blackstone, é cheia de surpresas. Quando estou com você, mal posso esperar para ver o que fará em seguida, ouvir o que você dirá, e com certeza mal posso esperar para ver seu próximo sorriso. Esse sorriso é perigoso. Porque eu sei que faria qualquer coisa para ser o homem que o coloca em seu rosto todos os dias.
Posição 34%
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P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
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15 de mai. de 2020


[Seriando um Pouquinho] Eu Nunca...


Sinopse: Eu Nunca... retrata a vida moderna e complicada de uma adolescente americana filha de indianos, inspirada em momentos reais da infância da atriz e comediante Mindy Kaling. Devi acabou de levar uma rasteira da vida, mas está decidida a voltar à escola para se livrar de antigos rótulos e se tornar uma garota popular.

Estava passeando pelas estreias da Netflix quando vi esse lançamento, que, além de ser uma comédia, tinha apenas dez episódios e com uma média de 20 minutos cada. Exatamente o que eu precisava.

Eu Nunca... (Ner Have I Ever) traz a história de Devi (Maitreyi Ramakrishnan), uma garota de origem indiana que vive nos Estados Unidos e tenta conciliar as duas culturas no seu dia a dia. No ano anterior a vida de Devi não foi nada fácil; após a morte do pai, Mohan (Sendhil Ramamurthy), uma série de acontecimentos reviraram sua vida, mas agora, um novo ano letivo está começando e ela está decidida a, junto com suas melhores amigas Fabiola (Lee Rodriguez) e Eleanor (Ramona Young), mudar como as pessoas às veem no colégio.


Para começar a deixarem a zona da esquisitice - segundo Devi - , Devi garante que elas precisam de namorados, e já tem em mente os alvos, mas quando Paxton Hall-Yoshida (Darren Barnet), seu crush-mor, passa a fazer uma aula com ela por ter repetido na matéria, Devi muda seu alvo. Mas, como conquistar o melhor partido da escola?

Enquanto faz planos mirabolantes para chamar a atenção de Paxton, Devi precisa lidar com seu arqui-inimigo, Ben (Jaren Lewison), outro nerd da sala com quem compete desde que era criança pelas melhores posições e notas. Para colocar um pouco mais de molho na confusão que Devi vive, sua relação com a mãe e a prima não é das melhores; a mãe, Nalini (Poorna Jagannathan), sempre cobrando o melhor dela e Devi vê em Kamala (Richa Moorjani) uma inimiga, por ser tão perfeita em tudo que faz, o que ganha a atenção da tia. Lidar com o luto, as relações familiares e escolares se mostrará um desafio para Devi, e, enquanto assistia, conseguia perceber na personagem exatamente uma adolescente confusa com seus sentimentos, que acaba errando no caminho e magoando pessoas importantes.


Além de tudo, a série não mostra apenas Devi, aborda também os problemas dos demais personagens e cada um tem o seu momento de brilhar e eu me encantei por cada um deles. Fabiola e sua genialidade tecnológica, Eleanor e seu talento dramático, Ben e sua genialidade e família aparentemente perfeita, Paxton e sua fachada de não se importar com ninguém, Kamala e sua vida perfeita e a rigidez de Nalini. Cada um deles tem seus pontos fortes e fracos e ninguém é superior ou inferior por isso, são apenas humanos tentando encontrar seu caminho.

Ao terminar os dez episódios fiquei absolutamente feliz com o resultado criado por Mindy Kaling e Lang Fisher, mas se eu souber que haverá continuação da série, é certo que voltarei para continuar assistindo e rever esses personagens que se tornaram queridos em tão pouco tempo.


E vocês, já assistiram? O que acharam?
Se ainda não assistiram, o que acham de dar uma chance? A temporada está disponível na Netflix.



Elenco:
Maitreyi Ramakrishnan como Devi Vishwakumar
Ramona Young como Eleanor Wong
Lee Rodriguez como Fabiola Torres
Jaren Lewison como Ben Gross
Darren Barnet como Paxton Hall-Yoshida
Poorna Jagannathan como Nalini Vishwakumar
Richa Moorjani como Kamala
Sendhil Ramamurthy como Mohan Venkatesan
Niecy Nash como Dr. Jamie Ryan
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13 de mai. de 2020


[Resenha] Um Romance de Inverno - Jess Michaels

Ficha Técnica 

Título: Um Romance de Inverno
Título Original: An Affair in Winter
Autor: Jess Michaels
ASIN: B085YCGFC7
Páginas: 267
Ano: 2020
Tradutor: A.J. Ventura
Editora: Cherish Books
A viúva Rosalind Wilde, está a caminho do casamento da sua amada irmã, quando uma tempestade inesperada a leva a uma pousada superlotada. Lá, ela conhece um estranho tentador que a leva a uma noite de paixão inesquecível. Grayson Danford nunca esperava uma noite com a irresistível Sra. Wilde, mas ela era uma distração bem-vinda do desagradável dever de acabar com as núpcias iminentes de seu irmão. Ele fica chocado quando descobre que sua amante apaixonada não é outra senão a irmã da noiva de seu irmão. Agora Rosalind e Gray estão em guerra, mesmo que o desejo que sentem um pelo outro ameace transbordar. Quem ganhará essa batalha? E quem pode perder tudo?

Resenha


Um Romance de Inverno é o primeiro livro da série Estações e também meu primeiro contato com a escrita da Jess Michaels e tenho que dizer: adorei a leitura! Obrigada Cherish Books por proporcionar essa experiência.

Rosalind Wilde é uma viúva que está a caminho de Caraway Court para as núpcias de sua irmã caçula, Celia Fitzgilbert com o conde de Stenfax. Embora a irmã e o avô tenham partido uma semana antes, ela foi obrigada pelo avô a esperar e seguir depois com apenas alguns criados como punição. Além da carruagem ser uma das piores da família, uma tempestade surgiu no caminho deles e foram obrigados a parar em uma estalagem e atrasar a chegada, o que certamente causaria a ira do avô.

Preocupada apenas em ficar viva, assim como salvar os três criados que viajavam com ela, Rosalind seguiu em direção a estalagem e, com a tempestade, eles tiveram sorte em conseguir alguns quartos para se instalarem. Foi assim que ela precisou dividir uma mesa para jantar, pois não haviam mais mesas livres no salão.

Grayson Danford estava a caminho do casamento do irmão quando precisou interromper a viagem por conta da tempestade, mas ele não imaginava se ver cativo da presença de uma dama, logo ele, que passou anos se mantendo afastado da tentação, para não sucumbir como seus irmãos. Mas a chegada da Sra. Wilde foi mais forte do que a sua resistência e se viram conversando por horas e depois viveram uma noite roubada, uma noite para se lembrarem.
Ele a queria. De verdade. Era uma perspectiva emocionante inspirar tal sentimento em um homem como ele.
Posição 15%
Tendo trocado apenas sobrenomes (ela achava que Gray era o sobrenome dele), Rosalind e Grayson não tinham a menor noção de quem eram, muito menos que o destino os uniria novamente. Por isso a surprese ao se encontrarem em Alcaravia, a propriedade onde o casamento aconteceria.

A atração que sente por Rosalind era um obstáculo em seu plano de impedir o casamento do irmão, afinal Lucien já havia sofrido por amor no passado e Gray o protegeria a qualquer custo, ainda mais sabendo que Celia tem interesse apenas em seu título. Mas o que Gray não leva em consideração é o fato de que esse casamento é apenas uma transição comercial para Lucien e Celia; ela precisa do título dele e ele precisa do dinheiro dela para reerguer o título da família. Não existe amor na equação.

Isso é o que preocupa Rosalind em relação ao casamento da irmã; saber que ela não terá amor, que ela esteja motivada pela chantagem do avô, que poderá não cumprir sua palavra quando o casamento acontecer.
(...) tentou mentir e dizer a si mesmo que a noite deles não passara de um pouco de diversão no meio de uma tempestade.
Mas parecia muito mais. E parecia que ele havia perdido tudo enquanto se afastava da porta dela, se afastava dela e voltava à realidade.
Posição 18%
Os dias que antecedem a cerimônia para Gray são para convencer o irmão a desistir do casamento, enquanto se distrai com a presença de Rosalind, que mexe com seus sentimentos de uma maneira que ele não entende, ou não quer entender. Da mesma forma, para Rosalind é difícil ver sua irmã deixar as emoções de lado em benefício das duas, para obter uma informação que talvez exista, talvez mude suas vidas, renunciar a possibilidade de felicidade em um casamento por amor.

Nesses dias também é possível ver conhecer um pouco a relação dos irmãos; Gray com Lucien e Felicity e Rosalind e Celia. Ainda que Gray não veja Celia com bons olhos, acreditando que ela é apenas uma caça-títulos, eles têm mais em comum do que ele imagina, afinal, ambos são os irmãos mais novos e têm um senso de proteção por seus irmãos mais velhos.
Ela riu e o som aqueceu o peito dele. Ele poderia passar a vida inteira fazendo essa mulher rir. Sentindo sua beleza envolvê-lo mais e mais apertado até que não houvesse espaço para mais nada além do prazer que ela trazia.
Posição 51%
A história em Um Romance de Inverno é muito bem construída e nos prende de uma maneira que nos deixa ansiando por mais e mais capítulos. Enquanto a relação entre Rosalind e Gray crescia, ainda que não devesse, era impossível não compará-los com os noivos, que não expressavam nenhuma emoção quando estavam juntos.

A história também deixa a gente curioso em relação aos outros personagens, que deverão ser protagonistas dos próximos livros da série Estaações, o que me leva a crer que deverão ter mais três livros e já estou ansiosa pelas histórias desses personagens que nos conquistaram aqui. Espero que esses livros cheguem logo aqui no Brasil!
— Minha irmã segue o coração. Ela é totalmente aberta, não importa quantas vezes o mundo a castigue por isso. De alguma forma, ela ainda acredita no melhor dos outros, na possibilidade de algum tipo de futuro brilhante e feliz. E isso a torna incrível. Também a deixa vulnerável à dor que inevitavelmente ocorrerá quando suas esperanças forem frustradas.
Posição 60%
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P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
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11 de mai. de 2020


[Opinando] Retomadas de séries literárias



Recentemente duas séries que aparentemente tinham sido encerradas anos atrás - mesmo com todas as súpicas dos fãs por uma continuação - voltaram à vida. Primeiro foi a série Jogos Vorazes, da Suzanne Collins, que divulgou a publicação do quarto livro - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes -, que inclusive já será lançado no Brasil em 19 de junho pela Rocco, mesma editora que publicou os outros títulos da série.

Mais recentemente ainda, a autora Stephanie Meyer divulgou que publicará o quinto livro da série Crepúsculo, Midnight Sun, algo que foi esperado e pedido por fãs no auge da série - até sabíamos que este era o título do livro em questão -, inclusive eu ansiava por isso na ocasião, pois queria muito um livro que retratasse o ponto de vista de Edward Cullen - no livro eu super fui #TeamEdward, mas nos filmes não tinha a menor condição, lá sou #TeamJacob mesmo.

Ainda não se sabe nada sobre o livro no Brasil, se a Intrínseca mesmo publicará, qual será o título, menos ainda data, mas lá fora ele já será publicado em agosto.

Então agora, onze anos depois de ter concluído a leitura da série Crepúsculo e seis anos da finalização da leitura de Jogos Vorazes, eis que surgem estes novos livros e como me sinto? Não sei, talvez enganada, por ter esperado tanto por eles no auge, quando estava envolvida com as histórias. Mas agora, que tanto tempo passou? Que eu mudei como pessoa e como leitora. Sinceramente não sei o que esperar destes livros.


Vocês leitores de séries, como se sentem em relação à isso? Não sei se o meu sentimento se deve ao fato de terem sido séries que eu li, mas que não são minha paixão, porque se fosse uma sequência de Harry Potter de maneira alguma eu estaria questionando a demora da publicação - inclusive J.K., querida, pode escrever histórias complementares, porque o que não falta é assunto para ser abordado no meio de tudo aquilo.

Mas sim, me contem, como se sentem com essas retomadas de séries finalizadas?
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