25 junho, 2022


[Resenha] Resistindo a um Libertino - Aline Sant'Ana


Ficha Técnica 

Título: Resistindo a um Libertino
Autor: Aline Sant'Ana
ISBN: 978-65-5933-025-6
Páginas: 312
Ano: 2021
Editora: Charme
Em uma reviravolta do destino, Matthieu se transformou no oitavo duque de Saint-Zurie, um título que nunca desejou ter.
Era livre, um homem cheio de vida, que secretamente preferia a burguesia, se tivesse escolha. Ainda que seu sangue azul e nome falassem mais alto, não se sentia apto a assumir todas as responsabilidades de um ducado.
Inclusive, casar-se com uma dama…
Apenas a menção da ideia já o deixava tonto. Prender-se a alguém, ainda que fosse de comum acordo, parecia tão irreal quanto o céu cair sobre sua cabeça.
Mas, no momento em que conheceu Lady Hawthorn…
Parecia certo cortejá-la. Poderia casar-se com a dama em questão, ao menos por aparências. Entretanto, o que pareceu ser um enlace simples e perfeito para Matthieu se tornou um jogo complexo, quando Lady Hawthorn negou qualquer tentativa de tornar-se sua esposa.
O que ela queria de Saint-Zurie não era o seu título, nem a sua fortuna, mas o prazer de sua companhia.
Até que ponto você conseguiria resistir a um duque determinado a conseguir o que quer?
Sejam bem-vindos à sociedade francesa do século XIX. Aqui, muito mais do que lidar com bailes, segredos e aristocracia, é necessário ter um coração preparado para não se apaixonar.

Resenha


Adoro os livros da Aline, como ela nos envolve em suas histórias e, lendo seu primeiro romance de época devo dizer que mais uma vez ela foi incrível.

Lady Gwendolyn Hawthorn é viúva de um barão inglês e, desde a morte do marido, foi morar em Verrières, na França, na casa de uma amiga de sua mãe, a marquesa de Lussac, a quem considera como uma segunda mãe. Gwen viu os pais terem um casamento baseado no amor e ansiou por isso também, mas o pai negociou seu casamento com um barão muitos anos mais velho do que ela apenas por que era financeiramente favorável. Embora isso fosse uma prática comum, ela acreditava que teria a chance de opinar sobre o seu futuro. Ledo engano… Entretanto, ainda que o casamento não tivesse amor, Gwen não sofreu no início, mas, com um ano de relacionamento, seus pais morreram em um curto espaço de tempo e logo lorde Hawthorn mostrou sua verdadeira face. Por isso, seguindo o conselho que a mãe deu em seu leito de morte, assim que ficou viúva, não esperou para ver se teria direito a alguma coisa, partiu imediatamente para a França.

Na propriedade de Isabel, Gwen pode ser ela mesma, cuidar de suas plantas, viver sua vida e, mesmo sendo jovem, ela não pretende se casar novamente. As provações do primeiro casamento foram muitas para se arriscar mais uma vez, mesmo que um belo homem sem camisa caia do telhado da cozinha.
Inferno, ainda não havia descoberto o que era exatamente, porém seu coração queria dançar, como na valsa, toda vez que pensava nela. Foi assim há oito anos. E era assim agora.
Queria tê-la ao menos uma vez.
Certamente, só teria paz quando o fizesse.
Página 51-52
Matthieu Louis Étienne D'Auvray gosta de viver livremente e aproveitar a vida e as mulheres ao máximo, mesmo as casadas. Foi por isso que sua última aventura fez com que tivesse que fugir de um marido furioso e o levasse ao telhado e a consequente queda na cozinha da marquesa de Lussac. Embora a senhora não estivesse, a dama que providenciou que o médico fosse chamado — mesmo no estado que ele estava — chamou sua atenção, mas ele não deveria se envolver com ela se não desejava nada sério. E assim, oito anos separam nossa história.
— A senhora não disse a palavra não ainda, estava decidindo. — Ele fez uma pausa e, para a surpresa de Gwen, o canto direito de seu lábio se ergueu, despontando uma covinha. — Aliás, pode me dizer quantos “não” desejar, porque, enquanto seus olhos estiverem dizendo “sim”, isso só me motivará mais.
Página 57
Por muita insistência da amiga, Gwen passará a temporada em Paris, onde elas frequentarão diversos bailes, afinal, como Isabel insiste em lembrar, Gwen tem apenas vinte e sete anos, então, mesmo que não deseje se casar, deveria ao menos se divertir, dançar, ser vista. E ela será vista por ninguém menos que o duque de Saint-Zurie, o homem que caiu do telhado da cozinha oito anos atrás e povoou os pensamento de Gwen por um bom tempo — certamente mais do que ela gostaria de admitir.
Então, beijou-a com o desespero de um homem que, pela primeira vez, desejou algo que não poderia ter, além de sua própria liberdade.
Ele a beijou como se implorasse que nunca o deixasse se casar com outra.
Página 122
Em oito anos muita coisa mudou na vida de Matthieu, ele precisou deixar o libertino de lado para assumir o papel de duque e não foi de uma maneira fácil, mas se algo precisa ser feito, os D'Auvray fazem. E a missão do momento — da qual ele foge há anos e esperava fugir pelo menos até chegar aos quarenta anos e não encará-la aos trinta e três — é encontrar uma duquesa e reencontra lady Hawthorn e descobrir como tem coisas em comum com ela, a ideia de lhe fazer a corte passa a fazer muito sentido. O problema é que Gwen logo diz que não tem qualquer interesse em casamento. Nem com ele nem com qualquer outro. Mas que podem passar um período juntos. E é aí que mora o perigo porque, quanto mas eles se conhecem, mais percebem que seriam ótimos juntos, entretanto, ambos têm medo do casamento, do desconhecido — eles só não sabem que já estão apaixonados um pelo outro.
— Esqueça o casamento, Jackson. — Matthieu encontrou a cartola e a enfiou na cabeça. — Ela não me aceitará mesmo que eu seja o último homem do mundo. Eu vejo a liberdade dançar nas veias daquela madame. Jamais seria o responsável por tirar a única coisa que pertence a ela e a mais ninguém. Entenda a dualidade: eu a quero, mas nunca poderei tê-la.
Página 125
Enquanto vamos passando pelos capítulos, descobrimos quem cede primeiro — mas não vou contar hahaha —, como o relacionamento se constrói e, quando tudo parece caminhar para o final feliz ainda faltam tantas páginas que é óbvio que tinha de acontecer alguma coisa, não é mesmo? Nossa, meu coração! Outra coisa que adorei foi o fato de ver características de Zane e Shane em Matthieu, Léonard e na duquesa-viúva, uma vez que são ancestrais deles.

Será que eu gostei, gente?



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20 junho, 2022


[Resenha] Um Resgate de Natal - Samantha Chase

Ficha Técnica 

Título: Um Resgate de Natal
Título Original: A Christmas Rescue
Autor: Samantha Chase
ASIN: B09NR8RMKL
Páginas: 214
Ano: 2021
Tradutor: Wélida Muniz
Editora: Bookmarks
Bailey Walsh adora duas coisas: Natal e ajudar os animais. Trabalhar na clínica veterinária de Silver Bell Falls deveria significar que ela estava vivendo seu sonho. E ela estaria, se não fosse pelo doutor Maguire, o próprio Grinch, que demonstra vários tipos de sentimentos, menos felicidade.
Gavin Maguire só quer tratar dos animais sob seus cuidados sem ter que se preocupar em enfeitar tudo para as festas. Mas quando você é um morador de Silver Bell Falls, a temporada das festas vem com grandes expectativas… e ele fica mais que feliz em ignorá-las, mesmo que isso lhe custe sua assistente.
Quando Bailey se demite e está se preparando para ir embora, se vê presa por com o doutor Grinch causa da neve. Mas em algum lugar entre salvar uma ninhada de filhotes e esperar a tempestade passar, eles encontram mais coisas além do espírito natalino.

Resenha


Eu sou aquele tipo de pessoa que assiste filme de Natal o ano todo, por isso, ler um livro desse tema perto do São João não tem nenhum problema para mim, até porque é aquele tipo de história que aquece nosso coração e, não diferente disso, foi o que aconteceu quando li Um Resgate de Natal. Fala sério, gente! Vejam esse título! Tem como dar errado?

Bailey Walsh trabalha na recepção da Clínica Veterinária de Silver Bell Falls há algum tempo, mas desde o inicio do ano, quando o antigo veterinário se aposentou e vendeu a clínica, as coisas mudaram um pouco por lá. Silver Bell Falls é uma cidade pequena e acolhedora e, tendo um novo morador, a curiosidade a respeito dele foi natural. Mas lá estava ela, uma semana antes do Natal e não sabia nada sobre seu novo chefe, e havia se resignado a respeito disso. O problema é que, diferente do doutor Benji, que se dava bem com os animais e seus tutores, o doutor Gavin Maguire parecia saber lidar apenas com os animais, o que deixava Bailey, Hannah e Amber (as outras funcionárias da clínica) aborrecidas, e isso é para dizer o mínimo.
Se as pessoas percebessem que o seu exterior endurecido era só uma fachada e se soubessem o quanto ele era inseguro…
Posição 38%
Mas a cereja do bolo foi quando o doutor Maguire não permitiu que a clínica fosse decorada para o Natal, o que lhe rendeu o apelido de doutor Grinch e deixou a situação insustentável para Bailey. Certamente ela não poderia continuar trabalhando para uma pessoa que não levava em consideração o clima do lugar e a opinião dos funcionários.

No entanto, o clima deu uma verdadeira rasteira neles e os deixou presos na clínica por causa da nevasca.

Aos trinta anos, Gavin é um homem bem-sucedido, tem seu próprio negócio e desde que comprou a clínica em Silver Bell Falls sua dedicação é quase exclusiva ao trabalho, ele só a divide com seu cachorro Cooper, um bulldog francês superfofo e com um período de voluntariado anônimo que faz em um abrigo uma vez por semana. Porém, há algum tempo ele tem sentido falta de algo mais, de estar em em um relacionamento e o problema é que, desde que chegou na cidade, ele se sentiu atraído por Bailey, mas como eles passaram a trabalhar juntos e ela falava muito, ele achou que era apenas uma atração física, entretanto, ficar confinado com ela em seu apartamento por um fim de semana poderá mostrar que ele está errado.
— (…) Eu vivo assim porque sei que, a qualquer momento, tudo pode ser tirado de mim. É melhor não se apegar às coisas nem às pessoas, porque não dura. Nada dura!
Posição 54%
Ficar juntos durante a nevasca não poderia ser mais estranho, eles haviam discutido mais cedo, Bailey tinha pedido demissão, Gavin se sentia atraído por ela — e irritado também, e eles ainda precisam resgatar uma cadela em trabalho de parto de um sem-teto. Será que Gavin realmente é o doutor Grinch? Talvez Bailey simplesmente não saiba o que existe no passado dele para que ele fique ainda mais ranzinza nessa época do ano, porque o homem se transforma quando está com Cooper.

Não sei se foi o fato de eu amar o tema, mas eu devorei o livro, e nem o fato de ter achado a tradução um pouco truncada (sensação de tradução literal do inglês) fez com que eu diminuísse o ritmo, na verdade tem me mostrado que preciso começar a ler no original. Bem, mas se você assim como eu é uma pessoa que gosta de histórias de Natal, romance, animais, eu não tenho dúvida de que vai gostar de ser resgatada por esse livro.
— Estou feliz por você estar aqui comigo, Bailey. — Ele viu seus olhos se arregalarem com a confissão. — E não tem nada a ver com isso. — Ele apontou para a cama. — Tem mais a ver com quem você é e… estou feliz por estarmos passando um tempo juntos fora do trabalho. 
O sorriso de Bailey suavizou e ela estendeu o braço e tocou o peito dele.
—Também estou muito feliz por estarmos passando tempo juntos — ela disse baixinho.
Posição 44%

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15 junho, 2022


[Resenha] Namorado Irresistível - Claire Kingsley

Ficha Técnica 

Título: Namorado Irresistível
Título Original: Hot Single Dad
Autor: Claire Kingsley
ISBN: 978-65-990980-4-8
Páginas: 278
Ano: 2021
Tradutor: Alice Garcia
Editora: L3 Book Publishing
Razões pelas quais preciso parar de fantasiar sobre Linnea:
1. Ela é jovem demais para mim.
2. Ela é a babá da minha filha.
Eu poderia parar por aí, não? Já sou um clichê ambulante. O pai solteiro que gosta da babá. Mas, calma, que piora.
3. Ela é minha cunhada.
Minha esposa morreu quando nossa filha era bebê, e Linnea era apenas uma adolescente. Eu mal a conhecia. Quando meus sogros insistem que ela se mude para Seattle para ser a babá, depois de uma série de babás que não deram certo, acabo concordando, mas com relutância.
Eu não imaginava que ela seria uma loira gostosa com curvas pecaminosas, lábios beijáveis e sorriso tímido.
Linnea é perfeita para minha filha — divertida, paciente e gentil. Ela pode ser perfeita para mim também, mas não posso nem pensar nisso. Ela precisa viver sua própria vida, não se envolver com um cara que já vem com uma família.
Estar perto dela é um tipo especial de tortura. Não posso me apaixonar pela babá da minha filha.
Mas já pode ser tarde demais.

Resenha


Depois de ter me apaixonado por Alex e Mia, e logo ter seguido com a história da Kendra e do Weston, chegou o momento de conhecer o caçula da série Irmãos Lawson — mas não é o último, porque acabei de descobri que tem um conto que eu já quero ler.

Nós vimos nos livros anteriores que Caleb Lawson era o único dos irmãos que morava em Houston porque estava concluindo a faculdade de medicina, mas, sendo viúvo e com uma filha pequena para criar, logo no final do primeiro livro ele retorna a Seattle e contará com o apoio da família para cuidar da pequena Charlotte, que é muito tímida e demora bastante para se sentir à vontade com as pessoas ao seu redor.

Caleb sempre planejou ser médico, e ser cirurgião traumatológico foi algo natural para ele, fazer a diferença na vida das pessoas, salvar vidas na emergência é seu propósito, mas isso custa muito caro, afinal seu tempo com Charlotte é precioso e ele precisa se desdobrar para estar o máximo possível ao lado dela. Por outro lado, sua vida amorosa, não é nem de longe como ele imaginava: ele nunca pensou que se apaixonaria na faculdade, muito menos que seria pai ainda enquanto estivesse estudando. Mas ao ver seu bebezinho, ele se apaixonou completamente e foi o que lhe deu suporte quando sua esposa, Melanie, sofreu um acidente de carro e morreu. Se seus sogros já não gostavam dele antes, o relacionamento só piorou ao longo dos anos, mas ainda assim Caleb não afastou Charlotte dos avós, e eles se falavam regularmente pelo Skype — depois do que eles fizeram, não sei se eu seria tão altruísta, mas enfim…😤
Charlotte foi o que me fez passar por aqueles dias sombrios depois que Melanie morreu. Eu sabia que tinha que ser forte por ela. Não podia deixar o sofrimento me dominar e ela me deu um motivo para continuar.
Posição 59%
Agora, Charlotte está com seis anos e, após o desastre da última babá — que esqueceu de buscá-la na escola — e de ter comentado com os avós, eles simplesmente empurraram para Caleb a outra filha, Linnea, como babá, simples assim.

Linnea Frasier tem vinte e dois anos, se formou recentemente na faculdade de música e seu objetivo é conseguir uma posição em alguma orquestra sinfônica, mas enquanto isso não acontece, ela segue dando aulas de piano. Ela só não imaginava que seus pais a empurrariam como babá de sua sobrinha. Claro que mudar-se de Michigan para Seattle seria bom para sair de debaixo dos olhos cobradores deles, e ficar próxima da sobrinha seria maravilhoso, porém, ela sempre foi uma pessoa tímida, e toda mudança repentina lhe causa desconforto. Sem falar que ela não tem contato com o cunhado há muito tempo, quando Charlotte fala com ela e os avós ele nunca está junto (embora dê para perceber que ele está no cômodo).

Para Caleb essa imposição também não está sendo nem um pouco fácil. Claro que Linnea é tia de Charlotte, mas tudo que ele lembra dela é que era uma garota tímida, que vestia roupas largas com capuz e vivia se escondendo. Tudo o que ele não precisa é que Charlotte conviva com uma pessoa tímida. Ele acredita que ela precisa do oposto, de alguém que a ajude a se abrir, a conversar, a fazer amigos.
Eu não deveria olhar, mas meu olhar sobe por um par de pernas bem torneadas para quadris redondos em uma saia cinza justa. Blusa branca colocada por dentro, exibindo uma cintura estreita. Então… oh Deus, ela é curvilínea. Essa blusa mal está segurando um par de peitos incríveis. Longos cabelos loiros, lábios carnudos. Essa mulher é tremendamente gostosa, ela é como uma pin-up, e eu não consigo tirar os olhos dela.
Posição 2%
Caleb está decidido a receber Linnea em casa, fazer um teste com ela e devolvê-la aos pais em poucas semanas, mas antes mesmo de saber que é ela, ele se vê atraído pela mulher no aeroporto. Entretanto, com a constatação de que a mulher é Linnea, vem também uma série de problemas: ela é mais jovem, ela é sua cunhada, ela é babá de sua filha. É muito clichê para uma só pessoa!😂

Do lado de Linnea, ela não tem muita experiência com namorados justamente por causa de sua timidez, mas quando vê Caleb, sério, a pobre não teve muita chance, gente, coitada! E eles se tornam bons amigos ao longo dos meses, ela se encaixa perfeitamente na família Lawson, Charlotte está cada vez mais adaptada a ter a tia por perto e, quando não está cuidando da sobrinha, Linnea está dando aulas de piano em uma loja de música ou praticando para quando surgir uma audição em alguma sinfônica.
É esperto e engraçado, um cara genuinamente legal em um mundo onde muitos deles não são. E ele ama muito a filha. Eu não acho que fazem mais homens assim. Talvez em livros ou filmes, mas não na vida real.
Posição 12%
Claro que nós percebemos a tensão sexual entre os dois (assim como a família de Caleb vê, Weston então é o primeiro a falar para ele e Mia a ver o clichê ali) e ficamos imaginando qual será o catalisador para que eles enfim fiquem juntos e como será isso para Charlotte. Além disso, precisamos pensar que Linnea está em Seattle provisoriamente, apenas até conseguir uma posição em alguma orquestra, o que a mãe faz parecer algo simples (talvez pelos contatos que têm), então, como seria se eles estivessem juntos e ela conseguisse uma posição em uma orquestra longe dali? E como seus sogros reagiriam? Óbvio que os dois são adultos, mas não dá para deixar de pensar nisso — infelizmente.

Falando em Charlotte e em família, não dá para deixar de mencionar como foi incrível ver que Alex e Mia continuam felizes juntos, como Weston desabrochou para o amor ao lado de Kendra e está completamente rendido e Charlotte fez um amigo na escola, Noah. Gente, amo demais isso.
— Eu posso fazer quantas vezes ela quiser. Mas mataria se ela se esforçasse um pouco para mim? É tão clínico. Eu não sou um pedaço de carne.
Posição 9%
Namorado Irresistível me rendeu muitas risadas e suspiros. A cena da família na praia, então, quando todos se deram conta do clichê e de como Caleb é um "pai muito pegável"😏foi demais para mim; Weston "se queixando" que Kendra o vê como um pedaço de carne porque quer um filho, olhem, realmente, ri bastante. Já comprei inclusive o conto com a história da Charlotte porque mesmo a tradução de toda a série sendo um pouco truncada (sensação de tradução literal do inglês) eu adorei os personagens e a história que a autora criou.
— Não se intimide, porque você acha que isso é o melhor para ela. Ela é adulta, pode decidir o que é melhor para si. Diga a verdade: que você a ama e ela é perfeita para você e que devem ficar juntos. Não esconda isso porque acha que ela vai se arrepender se ficar com você. A decisão é dela, não sua. E você está a menosprezando se acha que ela não é capaz de fazer suas próprias escolhas.
Posição 76%

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10 junho, 2022


[Resenha] As Garras do Desejo - Elizabeth Hoyt


Ficha Técnica 

Título: As Garras do Desejo
Título Original: The Beguile a Beast
Autor: Elizabeth Hoyt
ISBN: 978-65-5587-120-3
Páginas: 335
Ano: 2020
Tradutor: Caroline Simmer
Editora: Record
Poderá a fera machucada confiar seus desejos mais secretos a uma bela mulher com um passado turbulento e viver uma grande paixão?
A vida de Sir Alistair Munroe, era viajar exaustivamente para estudar, catalogar e publicar livros sobre a fauna e a flora. Porém, ele precisou lutar pela sua sobrevivência como soldado na guerra entre franceses e britânicos em suas colônias na América. Depois de retornar com muitas cicatrizes físicas e emocionais, o recluso naturalista se esconde em seu castelo na Escócia. No entanto, quando uma bela e misteriosa mulher bate à sua porta, os sentimentos que tanto reprimia vêm à tona novamente.
Famosa por sua beleza, Helen Fitzwilliam viveu os últimos anos desfrutando do luxo da alta sociedade. Disposta a fugir dos erros do passado, aceita trabalhar em um castelo como governanta em troca de abrigo. Helen está determinada a começar uma nova vida e não vai deixar que nada a afaste de seu propósito.
Alistair logo descobre que Helen é muito mais que uma mulher bonita. Corajosa e sensual, ela não se deixa intimidar pela hostilidade dele nem pelas cicatrizes em sua pele, e fica intrigada com a ferocidade do misterioso homem. Mas, quando Alistair começa a acreditar no amor verdadeiro, o passado secreto de Helen ameaça separá-los. Agora, os dois precisam lutar pela única coisa que nunca acreditaram que encontrariam: um final feliz.

Resenha


Seguindo — depois de bastante tempo — com a série A Lenda dos Quatro Soldados, As Garras do Desejo traz Helen Fitzwilliam, que nós conhecemos em O Sabor do Pecado e sabemos que era a amante do duque de Lister, ou melhor, uma das amantes dele.

Durante catorze anos Helen viveu um relacionamento pela metade, mas no início, aos dezessete anos, ela acreditava estar apaixonada, mas agora, com dois filhos, ela tinha certeza de que isso não era verdade e que ela precisava sumir e levar Abigail e Jamie para o mais longe possível, pois, ainda que Lister jamais tenha amado os filhos, ou mesmo ela, ele os tratava como posses, e não admitia perder nada. Foi por isso que, com a ajuda da viscondessa de Vale, ela se viu atravessando a Inglaterra rumo ao ermo castelo Greaves para ser a nova governanta de Sir Alistair Munroe.

Nós também conhecemos Alistair brevemente em O Sabor do Pecado, então dá para imaginar que essa ideia da viscondessa está longe de dar certo (e como eu havia mencionado antes também). Assim como Samuel e Jasper, Alistair estava no vigésimo oitavo regimento durante do ataque de Spinner's Falls, não que ele fosse um militar. Ele é um naturalista e estava coletando informações para seu primeiro livro e, nada mais seguro do que acompanhar os regimentos de Sua Majestade. Ele só não esperava ser capturado, torturado e voltar vivo e desfigurado para casa: um lado do rosto queimado, sem um olho, dois dedos faltando na mão direita.

Agora, mais de sete anos depois de ter voltado das colônias, ele vivia recluso em seu castelo por causa da reação das pessoas à sua aparência, sempre com gritos, histeria, cochichos e até desmaios. Nem criados ele tinha. Imagine ter uma governanta — que ainda por cima era bonita — e duas crianças, sendo que uma delas reagiu como todos ao vê-lo, gritou? Não, ele certamente não precisava de uma governanta. Ele podia muito bem continuar vivendo ali sozinho com Lady Grey, sua lebréu escocesa e seus estudos. Nem mesmo Sophia, sua irmã e única família, o via com frequência.
— Venha, menina.
Alistair se inclinou e, com cuidado, a pegou no colo, pressionando-a contra o peito. Sob suas mãos, sentia o coração de Lady Grey batendo, as pernas trêmulas. Ela era pesada, mas ele a manteve em seus braços enquanto subia até a torre. Ao chegar, ajoelhou-se e a acomodou em seu lugar favorito, no tapete diante da lareira acesa.
— Não precisa ficar com vergonha — sussurrou ele enquanto acariciava as orelhas dela. — Você é uma menina corajosa. É, sim, e, se precisar de ajuda para subir as escadas, estarei aqui para isso.
Posição 17%
Helen não podia se dar por vencida. Sir Alistair não parecia querê-la ali, mas era evidente que o castelo precisava de uma governanta, mas ela logo descobre que não há qualquer criado lá e, tendo vivido por anos em uma casa mantida pelo duque, ela precisaria se virar se quisesse mostrar que era necessária naquele lugar, ou ela precisaria pensar em outro lugar para fugir e levar os filhos.

Entretanto, ainda que diga que está bem em viver como vive, a verdade é que a chegada repentina de Helen, Abigail e Jamie mexe com a rotina de Alistair de uma maneira positiva. Logo ela contrata criados para limpar o castelo e tudo está diferente, mas ele sabe que em breve ela se cansará de passar aquele tempo ali — seja por qual motivo for — e irá embora, assim, ele não deve se apegar a algo que não pode ter.
— (…) Muitas pessoas acham que coragem se trata de um único ato de bravura no campo de batalha, algo feito sem qualquer prudência, sem qualquer consideração sobre as consequências. Um ato que acaba em um segundo ou um minuto, no máximo dois. O que meu irmão fez, o que faz até hoje, é viver com esse fardo há anos. Ele sabe que passará a vida inteira assim. E segue em frente. — A mulher se recostou na poltrona, os olhos ainda focados em Helen. — Para mim, isso é coragem de verdade.
Posição 43%
 Helen aprendeu a viver com seu passado, ela sabe que não pode voltar para Londres, onde todos sabem que ela é, ou foi a amante do duque de Lister e sabe que não tem o poder de mudar isso. Assim, só lhe resta erguer a cabeça e seguir em frente. Ainda que ao chegar na Escócia tenha usado outro sobrenome, é certo que Lister ainda deve estar procurando por ela e ele os encontrar, bem, ela pensará nisso quando o momento chegar, mas enquanto isso, o castelo Greaves é seguro o suficiente para seus filhos e isso é o bastante para ela. Além disso, a cada dia ela vê Abigail e Jamie mais felizes naquelas terras e ao lado do homem taciturno que também tem roubado seus pensamentos.
— Não sou um homem sofisticado e vivo no interior, então você teria que se contentar com flores silvestres. Violetas e papoulas no começo da primavera. Margaridas no outono. Rosas-mosquetas e cardos no verão. E, no fim da primavera, eu traria as campânulas que crescem nas colinas da região. Azuis, campânulas azuis, do mesmo tom dos seus olhos.
E foi então que Helen sentiu: algo se soltando, se libertando. Seu coração se livrou das amarras e saiu correndo, fugindo do seu alcance, do seu controle. Completamente livre, seguindo na direção daquele homem complexo, irritante e tão fascinante. Meu Deus, não.
Posição 66%
Na verdade, ainda que Helen fosse mantida como amante do duque, eles não estavam mais juntos há anos, o duque a mantinha apenas como posse realmente, então, Helen se vê finalmente sendo desejada por quem ela é e não apenas por seu corpo ou por inveja e isso para ela é completamente novo. Para Alistair, acostumado com as pessoas virando o rosto ao vê-lo, também é difícil acreditar que aquela mulher o deseja, mas nós que estamos do lado cá, lendo os capítulos e conhecemos os pensamentos dos dois sabemos que eles são o que o outro precisa. Porém, assim como Helen aprendeu a viver com seu passado, Alistair precisa aprender a viver com o dele.

Assim como nos livros anteriores, no início dos capítulos há trechos de uma fábula que faz parte de um livro que a babá de Emeline deixou para ela e que Melisande traduzisse antes de ir para os Estados Unidos. Aqui a fábula é do Contador de Verdades.
O amor que sentia por Alistair era completamente diferente. Ela conhecia seus defeitos, seu temperamento ruim e seu cinismo, mas também admirava suas melhores partes. Seu amor pela natureza, a docilidade que escondia da maioria das pessoas, sua lealdade inabalável.
Ela já viu seu pior e seu melhor lado, além de todas as partes complicadas entre esses dois extremos. Até sabia que havia coisas que ele ainda não havia contado, coisas que desejava ter tempo para descobrir. Ela sabia disso, e o amava apesar de tudo, ou talvez por causa de tudo. 
Posição 94%
Bem, eu adorei rever Jasper, ainda que tenha sido muito rápido e estou curiosa sobre o que realmente aconteceu em Spinner's Falls e espero descobrir isso no próximo livro, que acredito que é o último da série, O Fogo da Perdição. Também adorei ver Alistair e Lady Grey (ainda que meu coração tenha praticamente se partido ao meio em determinada cena) e vê-lo deixando outras pessoas entrarem em seu convívio foi incrível.

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05 junho, 2022


[Resenha] A Pequena Ilha da Escócia - Jenny Colgan

Ficha Técnica 

Título: A Pequena Ilha da Escócia
Título Original: The Summer Seaside Kitchen
Autor: Jenny Colgan
ISBN: 978-65-5565-280-2
Páginas: 336
Ano: 2022
Tradutor: Dandara Morena
Editora: Arqueiro
Flora MacKenzie tem certeza de que ter fugido de Mure, a pacata ilha escocesa onde cresceu, para a cidade grande foi uma escolha certeira.
Afinal, em Mure todo mundo a conhece desde que ela se entende por gente, e ninguém a deixaria esquecer o passado. Em Londres, ela pode ser anônima, ambiciosa e se entregar à paixão sem futuro pelo seu chefe bonitão, o advogado Joel.
Mas quando um novo cliente do escritório exige a presença de Flora em Mure, ela é obrigada a conviver de novo com seus irmãos (todos fortes, rústicos e aparentemente incapazes de executar tarefas domésticas básicas) e seu pai.
Nessa volta forçada às raízes, Flora descobre um amor pela culinária que dá um novo sentido à sua vida. Logo fica claro que, para escrever sua história do jeito que quer, ela terá que aprender a perdoar os erros que já cometeu.

Resenha


Jenny Colgan está de volta e agora seu romance nos apresenta Flora MacKenzie, uma jovem de vinte e seis anos que nasceu e cresceu na remota ilha de Mure, na Escócia (uma ilha fictícia). Flora tem três irmãos mais velhos, Innes, Fintan e Hamish, mas ela parecia ser a única que não queria passar o restante da vida ali, onde não via um futuro para si a não ser casar e ter uma vida como a da mãe: casada e vivendo presa a uma cozinha.

A última vez que Flora esteve em Mure foi três anos atrás, quando a família descobriu que a mãe estava doente e, no dia seguinte ela faleceu. Após o funeral, uma grande discussão entre ela, os irmãos e o pai fez com que ela fugisse de lá sem olhar para trás e, desde então, o contato é o mínimo possível entre eles. Vivendo em Londres, ela pode ser apenas mais uma na multidão e não há pressão para que ela seja algo que ela tem certeza que não é. O problema é que a vida não muito glamourosa em Londres trabalhando como assistente jurídica terá um breve intervalo quando um novo cliente exige o apoio dela para uma missão que a obrigará a voltar para casa.
Se você pudesse parar e perguntar como ela se sente nesse momento, é provável que a resposta fosse: "Cansada", pois é assim que as pessoas se sentem em Londres. Elas estão cansadas ou exaustas ou completamente frenéticas o tempo todo, porque… Bem, ninguém sabe por quê. Isso parece ser a regra, junto com andar rápido, fazer filas do lado de fora de restaurantes e nunca, nunca ir ao Madame Tussauds.
P. 15
Mesmo estando afastada de Mure, é claro que Flora sabe quem é Colton Rogers, o homem que comprou uma propriedade na região, mas que ninguém nunca viu ou sabe o que ele pretende fazer por lá. Ou seja, sua missão com certeza não será fácil se envolver convencer os habitantes da ilha a aceitarem o que quer que ele queira, afinal, ela também não é muito bem vista pelos ilhéus desde sua fuga. Por outro lado, seria bom se afastar de Londres por um tempo, poderia ficar longe do seu chefe, o advogado Joel Binder, por quem tem uma paixonite não correspondida e sem cabimento, pois todos sabem que o homem é arrogante, mal-educado e não considera ninguém, sem falar que nunca dirigiu uma palavra a ela a não ser quando é estritamente necessário e, até Colton exigir que ela fosse a encarregada da missão (apenas por ela ser de Mure) ele sequer sabia que ela estava na empresa.

Enquanto está em Mure tentando entender qual será seu trabalho, Flora volta a viver com o pai e os irmãos e veremos quanta mágoa ficou guardada nos últimos três anos, mas também veremos que o tempo faz com que as pessoas amadureçam e vejam as coisas de maneira diferente.
Flora o encarou. Ele era tão firme. Joel era alto, mas tinha uma silhueta graciosa, esbelta. Ela resmungou consigo mesma. Quando pararia de comparar todo homem do universo com aquele cara irritante? Quando superaria sua paixonite e começaria a viver no mundo real?
P. 143
Esperar não é uma das qualidades de Joel, muito menos perder um novo cliente em potencial. Um bilionário? Sem chance! É por isso que ele vai para Mure saber o motivo da demora da resolução, mas essa viagem mudará completamente a vida dele, que, embora tenhamos pouquíssimos e curtos capítulos sob sua perspectiva, faz com que a gente entenda porque ele é um advogado taciturno de trinta e cinco anos vivendo sozinho em Londres.

A Ilha de Mure provoca uma transformação em todos, não apenas nos personagens que moram na ilha, como nos visitantes, mas também em nós, leitores (se nos permitirmos). Flora tinha uma ideia de que não queria ser como a mãe, de que ela vivia presa na ilha, mas ao retornar, mais velha, ela vê a vida da genitora por uma nova perspectiva e isso faz com que ela compreenda suas escolhas. Retornar também faz com que ela se reconecte com o pai e os irmãos, principalmente Fintan, que percebi que é o irmão mais próximo dela e pareceu ser o que mais sofreu (com a ausência da mãe e da irmã) e também com a sobrinha, a pequena Agot.
Só que ela não se encaixava na vida  dele. Não tinha jeito. Ela não sabia ainda, mas seu lugar era na ilha. Comunicando-se alegremente com aquela baleia, cozinhando algo maravilhoso ou implicando com os irmãos. Seu rosto, tão pálido e atormentado em Londres, ficava totalmente diferente lá. E, mesmo que Flora achasse que seria feliz na cidade, Joel conseguia ver que, no fundo, isso não aconteceria.
P. 272
Mais uma vez Jenny nos encantou com um romance, e recheado de comidas aparentemente deliciosas (que ela deixou algumas receitas no final do livro para quem quiser se aventurar). A coleção Romances de Hoje segue me fascinando.


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31 maio, 2022


[Meme] Meu Mês - Maio

Olá, lindíssimos, tudo bem?

Vocês já se deram conta que nós estamos indo para o meio do ano? Porque eu só me dei conta disso agora! Peloamor! O que aconteceu com o ano que eu não vi passar? Geeeeente! E nem tenho lido tanto assim e vocês? Mas, pelo menos, tenho encontrado boas histórias pelo meu caminho.

Lay

Livros lidos: 
1. A Espiã da Realeza - Rhys Bowen (Resenha)
2. Perdoe meu Coração - Jas Silva
3. Namorado Irresistível - Claire Kingsley
4. As Garras do Desejo - Elizabeth Hoyt
5. Melhores Amigos - Claire Kingsley
6. A Pequena Ilha da Escócia - Jenny Colgan
7. Um Resgate de Natal - Samatha Chase
8. Resistindo a um Libertino - Aline Sant'Ana

Recebi este mês:
1. A Pequena Ilha da Escócia - Jenny Colgan (Parceria Arqueiro)
2. Os Dois Duques de Wyndham - Julia Quinn (Parceria Arqueiro)
3. Tudo Por Nós - Aline Sant'Ana  

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

Para quem está por lá, siga o perfil do blog no Instagram 😉

Vamos lá começar um novo mês de leituras!!

Beijos
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25 maio, 2022


[Resenha] A Espiã da Realeza - Rhys Bowen

Ficha Técnica 

Título: A Espiã da Realeza
Título Original: Her Royal Spyness
Autor: Rhys Bowen
ISBN: 978-65-5565-270-3
Páginas: 272
Ano: 2022
Tradutor: Livia Marina Koeppl
Editora: Arqueiro
Apesar de ser a 34ª na linha de sucessão ao trono inglês, lady Victoria Georgiana Charlotte Eugenie de Glen Garry e Rannoch – Georgie para os íntimos – está totalmente falida. Para continuar se mantendo, ela tem duas opções: se casar com um príncipe com cara de peixe ou se tornar acompanhante de uma tia idosa e reclusa.
Georgie se recusa a aceitar qualquer um desses destinos deprimentes e decide ir sozinha para Londres em busca de emprego e liberdade.
Mas antes que consiga qualquer uma dessas coisas, é convocada para um chá com a própria rainha, que a incumbe de espionar o príncipe de Gales e sua amante americana.
Enquanto tenta se desdobrar para arranjar um trabalho remunerado e ao mesmo tempo bancar a detetive para Sua Majestade, Georgie chega em casa um dia e encontra, morto em sua banheira, o francês arrogante que estava reivindicando a posse da propriedade ancestral dos Glen Garry e Rannoch.
Agora ela terá que usar seus dotes investigativos recém-descobertos para provar a inocência de sua família e limpar seu sobrenome. Para isso, contará com a ajuda de um avô de sangue nada azul, de uma antiga amiga de escola e de um irlandês bonitão de linhagem nobre porém tão pobretão quanto ela.

Resenha


Mistérios em Série é a nova coleção da Editora Arqueiro e eu escolhi A Espiã da Realeza, da Rhys Bowen para me aventurar nela. 

Lady Victoria Georgiana Charlotte Eugenie é filha do duque de Glen Garry e Rannoch e 34ª na linha de sucessão ao trono inglês, mas sua vida está longe de estar em encaminhada. Quando a mãe fugiu do Castelo de Rannoch quando Georgie era uma criança e iniciou sua interminável sucessão de casos amorosos, o duque foi ladeira abaixo até culminar na perda da fortuna e suicídio. Assim, ela e o meio-irmão, Hamish (que os mais próximos chamam pelo apelido Binky) ficaram completamente falidos. Por isso, ao completar vinte e um anos — ainda que tenha sido apresentada à sociedade como era esperado, mesmo que fosse apenas pequenos bailes no castelo da família na Escócia — Binky tirou a mesada de Georgie e ela se vê praticamente morando de favor no castelo, afinal, sua cunhada Hilda (conhecida como Fig) está quase fazendo dela uma empregada para economizar dinheiro. Mas, a gota d'água para Georgie foi quando ela ouviu por acaso que a rainha estava interessada que ela se casasse com o príncipe Siegfried da Romênia, alguém a quem ela havia sido apresentada quando estudava na escola de etiqueta na Suíça, e a antipatia foi mútua. Além de tudo, os herdeiros do trono da Romênia vinham morrendo rapidamente, ou seja, era bem provável que ele não chegasse vivo ao próximo ano — sem querer ser pessimista, mas já sendo.

Como vocês podem imaginar, a situação pedia uma medida desesperada, assim, ela inventou a necessidade de ir a Londres para um casamento, mas na realidade não tinha a menor intenção de retornar. Seu objetivo era conseguir um emprego (mesmo que não saiba fazer nada), ter uma renda para se sustentar e seguir com sua própria vida. Porém, as coisas serão um pouco mais difíceis do que ela imagina: ao chegar a Rannoch House — a residência da família em Londres, onde pretende ficar temporariamente acampada até conseguir um lugar seu para morar — descobre que, sem um criado, ela não sabe acender a caldeira, o fogão, cozinhar, pedir leite nem qualquer outra coisa, além de que uma mulher não deve morar sozinha. Acrescente a isso o fato de que ela não tem dinheiro para comprar qualquer comida nem para contratar a emprega como ela disse ao irmão que faria. E claro que a rainha também a chamou no palácio e pediu que ela vigiasse o filho, o Príncipe de Gales, que está tendo um caso com uma mulher casada. Pouco? Vamos colocar mais lenha nessa fogueira: Georgie encontra o corpo de um homem morto na banheira de sua casa e Binky se torna o principal suspeito do assassinato. Está bom para vocês?
Para quem não sabe, toda jovem de boa família tem sua temporada — uma série de bailes, festas e outros eventos esportivos nos quais ela debuta na sociedade e é apresentada à corte. É uma forma educada de anunciar: “Aqui está ela, rapazes. Agora, pelo amor de Deus, alguém a peça em casamento e a leve daqui.”
P. 10
Enquanto está em Londres, Georgie contará com o suporte da amiga dos tempos do colégio, Belinda Warburton-Stoke, que agora mora sozinha em um pequeno chalé e é uma aspirante a estilista que quer aproveitar ao máximo tudo que Londres — e os jovens estrangeiros — podem lhe proporcionar. Com isso ela reencontra também algumas pessoas: o honorável William Darcy Byrne O'Mara (que ela conheceu em um dos seus bailes de debutante), Tristram Hautbois (pupilo de sir Hubert Anstruther, um dos maridos da mãe e certamente o único que em algum momento se preocupou com Georgie e até tentou adotá-la) e ela até reencontrou a mãe.

Georgie é uma personagem destemida e realmente está determinada a tomar as rédeas da própria vida, mesmo que isso seja absolutamente diferente de tudo que lhe ensinaram, ela não se importa em colocar a mão na massa, mas no assunto investigação ela está engatinhando e acredito que isso se deva ao fato de ela ter praticamente sido obrigada a isso, pois as descobertas acontecem quase que ao acaso (pelo menos pareceram para mim). Outro personagem que gostei muito foi o avô materno de Georgie, ele é um ex-policial e é um fofo. Entretanto, os outros personagens tiveram muitos contras: Fig é insuportável, se acha superior apenas por ter uma linhagem impecável; Binky não vê a realidade debaixo dos próprios olhos, embora saiba que não têm quase nenhum dinheiro, quando Georgie menciona que busca um emprego, ele acha um absurdo, não percebe que as coisas precisam mudar urgentemente; Belinda quer ser uma estilista mas não parece se dedicar tanto a isso (leiam e entenderão o que quero dizer); Darcy não tem um tostão e vive de entrar de penetra em festas para comer e não pensa em nada para mudar isso e Tristram, sempre que aparece ou se oferece para sair com Georgie ou é para reclamar do estágio que o tutor arranjou. Sinceramente, chatos. Não gostei deles. Mas isso é um gosto pessoal.
— Estou contando com você, Georgiana. Seu irmão é um rapaz decente, mas não foi dotado de muita massa cinzenta. Você, por outro lado, sempre teve sagacidade e inteligência de sobra. Use-as em benefício do seu irmão, senão ele vai acabar confessando um crime que não cometeu.
Isso tudo era verdade.
— Estou fazendo o que posso, Vossa Majestade, mas não é fácil.
P. 203
Outra questão pessoal, eu achei que foram muitas coisas abordadas no livro — fuga de casa com busca de emprego, assassinado, espionagem para a rainha — e algumas coisas não foram aprofundadas no caminho ou até deixadas de lado. Como se trata de uma série — e uma série grande pelo que vi. A Espiã da Realeza tem pelo menos quinze livros até o momento — eu espero que alguns pontos voltem a ser abordados, uma vez que a questão do assassinato pelo menos é resolvida aqui.

Em resumo, eu gostei da história e principalmente gostei de Georgie e acredito que ela é uma personagem que amadurecerá e deve aprender muito para seguir com as próximas investigações.


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20 maio, 2022


[Resenha] Namorado Arrogante - Claire Kingsley

Ficha Técnica 

Título: Namorado Arrogante
Título Original: Cocky Roommate
Autor: Claire Kingsley
ISBN: 978-65-990980-2-4
Páginas: 290
Ano: 2020
Tradutor: Alice Garcia
Editora: L3 Book Publishing
Essa história de dividir a casa não vai dar certo.
Kendra é uma mulher atrevida que sempre está com o cabelo bagunçado e tem uma paixão por calças de pijama. A primeira coisa que ela faz é tentar ficar amiguinha da garota que peguei à noite passada, dando a ela uma impressão errada da situação.
Eu não namoro. Não uso palavras do tipo “namorada” ou “digo que mandarei mensagem mais tarde”. Eu não curto relacionamentos. Dou às mulheres uma noite que elas jamais esquecerão, mas quando acaba, eu caio fora.
Mantenho as pessoas afastadas e tenho minhas razões, só que Kendra começa a me atingir. E quando a minha vida vai pelos ares, literalmente, ela é a única pessoa com quem posso contar.
Relacionamento não é a minha praia, e Kendra não é uma mulher de uma noite só. Morar com ela dormindo no quarto ao lado poderá acabar comigo.

Resenha


Depois de ter me apaixonado por Alex, eu precisava continuar a leitura da série Irmãos Lawson e ter visto ele novamente, delicioso, mesmo que tenha sido bem pouco.

Kendra Lawson é irmã de Alex e vimos o quanto ela o apoiou para que escrevesse romances e o fato de ela trabalhar como editora foi crucial para ajudá-lo a seguir o caminho correto em suas histórias assinando como Lexi Logan. Bem, deu tão certo que Alex deixou o emprego que não gostava para viver da escrita e isso acabou incentivando Kendra a seguir o mesmo caminho: ela viu que havia chegado o momento de deixar a editora de não ficção onde trabalhava, nada mais de editar livros de autoajuda, ela queria editar o tipo de livro que gostava, os romances.

O problema foi que ela saiu do emprego sem ter um plano de negócio e sem ter uma boa reserva de capital, então ela precisava que seu trabalho como editora freelancer decolasse rápido. Até lá, Kendra decidiu alugar um quarto em casa para diminuir as despesas, mas encontrar alguém normal em Seattle não tem sido uma tarefa fácil. É por isso que Caleb indicou um conhecido de faculdade que precisava de um abrigo temporário, o que seria ideal para ambos, mas a questão é que quando Caleb ligou, ela estava em uma conferência e precisou desligar, então não ouviu que não era uma mulher e sim um homem.
Odeio admitir, mas acho que Mia estava certa. Weston usa sua idiotice como armadura. Do que ele está se protegendo eu não sei, e duvido que algum dia ele irá me dizer.
Posição 30%
Weston Reid é cirurgião plástico especialista em cirurgias reconstrutivas de mama. Diferente de Caleb, ele trabalha em uma clínica, com horários bem definidos e, quando Kendra volta para casa da conferência de fim de semana e descobre que seu colega de casa na verdade é um homem e bem arrogante, ela não consegue entender como seu irmão consegue ser amigo dele.

Claro que nossa leitora e amiga Mia logo desenvolve a teoria de que há uma razão para Weston ser um idiota (só posso dizer que assim que comecei a ler eu pensei exatamente o mesmo) e que, como ele vai dividir o teto com Kendra, eles logo formarão um casal, o clichê "ódio que vira amor", mas é claro que ela duvida, afinal, por mais que Weston seja supergostosto, ele é um verdadeiro pé no saco.
Nem é algo tão importante assim. Ela é sexy e estou atraído por ela. Ela deve estar atraída por mim. Por que não ir atrás disso e transar com ela?
Porque eu realmente gosto dela.
E eu nunca gosto de ninguém.
Posição 40%
Entretanto, quanto mais convivem, mais a gente vê que eles continuam distantes mesmo Kendra tentando pelo menos ser uma pessoa amigável. Weston não está acostumado a ter pessoas perto dele. A mãe faleceu quando ele tinha onze anos e o pai nunca se importou muito com sua presença, o que o leva a afastar todo mundo de si. Ele não sabe conviver com outras pessoas, ele não tem amigos, Caleb é um dos poucos com quem ele tem contato. Mas Kendra vai mudar isso, mesmo que não seja intencionalmente.
Eu não sei como ela faz isso, mas apenas ouvir sua voz acalma meu humor de merda.
Posição 32%
Com o passar do tempo, a atração vai falando mais alto entre eles, mas, enquanto Kendra não é uma mulher de romances casuais, Weston não é um homem de relacionamentos. Então, quem cederá? Claro que a gente torce para que seja Weston, para que ele se abra para a possibilidade de amar e se deixar ser amado, de ter outras pessoas ao seu redor porque é evidente que ele precisa disso na vida e a família Lawson certamente seria ótima para ele, bem diferente de tudo o que ele está acostumado.

Assim como Namorado Literário, eu amei Namorado Arrogante, conhecer Kendra melhor, conhecer Weston, rever Alex, Mia, Caleb, Charlotte. Já preciso ler o livro do Caleb e saber mais sobre a história dele. 
Mas agora estou vendo Kendra dormir e a ideia de acordar sozinho amanhã ou no dia seguinte, ou na próxima semana ou no próximo mês, me enche de pavor. Eu quero isso, eu a quero, mais do que já desejei qualquer coisa antes.
E isso me assusta.
Posição 65%

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15 maio, 2022


[Resenha] Duque Atrevido - Annabelle Anders


Ficha Técnica 

Título: Duque Atrevido
Título Original: Cocky Duke
Autor: Annabelle Anders
ISBN: 978-65-5933-060-7
Páginas: 256
Ano: 2022
Tradutor: Wélida Muniz
Editora: Charme
Uma aventura muito inesperada…
A senhora Ambrosia Bloomington, agora viúva, está pronta para começar uma nova vida na elite de Mayfair sem a influência dominadora de seu finado marido, o senhor Harrison Bloomington.
Com os baús acomodados em sua carruagem, ela está pronta para encarar o mundo como uma mulher independente na Londres Regencial.
Ela, no entanto, não está preparada para a chegada do senhor Cochran Charles Bateman em sua vida, um francês muito presunçoso que faz com que sua viagem extremamente sem graça se transforme na maior aventura de sua vida.
Ambrosia não está preparada para a risada dele, nem para o seu entusiasmo, nem para a sua joie de vivre.
E — raios! — ela, com certeza, não espera sentir as faíscas que preenchem o ar entre os dois.
E, ao que parece, ele também não…

Resenha


Duque Atrevido é mais uma história independente que tem como base os romances da série Cocky Bastard da Vi Keeland e da Penelope Ward, faz parte da série Cocky Hero Club e é inspirado em Cretino Abusado.

Ambrosia Bloomington tem vinte e seis anos, tirou o luto há três dias e deixou Rockford Beach rumo a Londres, onde iniciará a nova fase de sua vida, que ela espera que seja infinitamente melhor do que a anterior. Filha única, quando o pai morreu, ela e a mãe se viram desamparadas e Harrison Bloomington, primo de segundo grau do pai e herdeiro dele ofereceu-se para casar com ela e garantir a segurança de ambas; Aubrey viveria com ele e a mãe permaneceria na casa em que viveu durante o casamento. Ainda que tivesse apenas dezessete anos e Harrison estivesse na casa dos sessenta, que outra opção ela tinha?

Os sete anos de casamento foram um tormento na vida de Aubrey, que foi podada de várias maneiras possíveis pelo marido, mas a surpresa veio na leitura do testamento, quando um erro ou um deslize fez de Aubrey herdeira de Autumn House, uma casa em Mayfair, deixando seu cunhado irado, mas sem poder contestar, afinal, o documento era válido, o máximo que ele poderia fazer era tentar convencê-la a rejeitar a propriedade — e foi o que ele e a esposa fizeram: durante o período de luto que Aubrey deveria aguardar para ter direito a herança, Milton e Winifred infernizaram a vida dela. Mas quem em sã consciência faria tal coisa para viver de favor com pessoas que nunca gostaram dela e poderia colocá-la para fora a qualquer momento?
— Não duvide do quanto a desejo. Quero-a por inteiro, e não seria justo de minha parte… — Ele piscou, fazendo os olhos parecerem mais brilhantes do que o normal. — Mas você é a minha princesse, non? Mesmo que digamos adeus em breve?
Ela fez que sim, desejando que ele a beijasse. Desejando que ele compartilhasse mais dos seus problemas com ela. Mas não o pressionou.
P. 113
A viagem começou até bem, mas no segundo dia vários imprevistos acontecem e fazem com que ela encontre o senhor Cochran Charles Bateman, que ela não sabe que é o duque de Chauncey e que está viajando para Margate, onde deve chegar antes do final de semana, quando completará trinta anos, data que demarca o prazo que lhe foi dado para mudar a sua vida.

Chance é francês (nascido, criado lá até os sete anos e seu título é francês), mas com mãe inglesa e, como ele diz, ele é inglês, apenas seu coração é francês. Ele tem uma irmã mais nova, Adelaide, que ele ele diz ser muito encrenqueira e, por causa dela é que sua vida está para mudar completamente, mas ele não esperava ter uma lufada de ar fresco nos dias que antecederiam essa transformação, encontrar Aubrey não estava em seus planos.

Ao se verem sem quartos para alugar na pousada e precisando chegar rapidamente até a próxima antes do anoitecer (o que lhes dá pouco tempo), Aubrey se vê com uma roda da carruagem quebrada e o seu condutor não tem a menor condição de trocá-la e conduzir, pois está completamente embriagado, uma vez que achavam que pernoitariam no local; e Chance, ao voltar ao estábulo para pegar sua magnifica égua Guinevere, descobre que ela foi roubada. Assim, surge o acordo: Chance trocaria a roda e conduziria a carruagem até a próxima pousada em troca de carona, afinal, Aubrey não poderia ficar ali sozinha e não havia outra alternativa.

Chance é impetuoso e desconcerta Aubrey de todas as maneiras que vocês puderem imaginar. Ela se casou cedo e com um homem bem mais velho do que ela e não havia qualquer sentimento no relacionamento deles, ela é carente dessa atenção, algo que Chance dá a todo momento e faz com que ela desperte para outras necessidades, mesmo sabendo que eles se despedirão no final da semana…
Aproveitaria o vestido, a festa com toda a comida e a dança. Aproveitaria a oportunidade de poder fingir ser casada com o sr. Bateman, o homem que roubou seu coração.
Aproveitaria o romance, se houvesse algum.
P. 123
Entretanto, a despedida aconteceu antes do previsto e nem podemos dizer que houve de fato uma despedida. Chance simplesmente sumiu. Ele passou dois anos casado, mas agora, viúvo e livre, ele pode enfim ir em busca de sua felicidade. Porém existe um problema: provavelmente Aubrey seguiu em frente com a própria vida.

Durante dois anos, Chance não saia muito de Palais de le Secours, sua propriedade, mas agora que estava livre do compromisso ao qual foi obrigado a cumprir, ele estava livre para ir a Londres e reencontrar Aubrey, se ela quisesse vê-lo, é claro, e ele poderia contar com seu melhor amigo, Hollis, nessa missão nada fácil.
— Você não me via como Chauncey, como um duque. Eu só… Éramos amigos, não éramos? Você teria ficado tão confortável comigo como seu companheiro de viagem se soubesse que eu era um duque? — Ele hesitou. — Foi bom ser só o sr. Bateman. Eu sabia que, quando você olhava para mim, só via o homem, só via Chance, não o duque.
P. 192
Assim como Cretino Abusado, Duque Atrevido é dividido em duas partes e a primeira é narrada completamente pela Aubrey e a segunda por Chance, então apenas quando chegamos na segunda é que entendemos os motivos de Chance ter deixado Aubrey, a razão de ele ter se casado mesmo sem querer e a urgência de tudo. Além do fato de ele se sentir "livre" ao ficar viúvo. Claro que, ao sabermos de tudo, a gente torce para que Aubrey consiga se permitir escutá-lo e acreditar nele, o que é compreensível que não é uma tarefa fácil, afinal eles "ficaram juntos" por apenas alguns dias há dois anos e ele simplesmente sumiu sem se despedir, o que ele disse que não faria de maneira alguma. Mas a gente torce mesmo assim, não é mesmo?

Bem, diferente do livro que o inspirou, eu adorei o casal e senti uma química muito boa aqui. Adorei eles do início ao fim, adorei Hollis, o mordomo de Aubrey e claro, amei o senhor Cão, que não consigo ver como Lancelot, embora tenha uma razão para ter sido batizado com esse nome.😂



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10 maio, 2022


[Resenha] O Protetor - Sarina Bowen

Ficha Técnica 

Título: O Protetor
Título Original: Moonlighter
Autor: Sarina Bowen
ASIN: B08RC7P1JS
Páginas: 425
Ano: 2020
Tradutor: Bianca Carvalho
Editora: Cherish Books
Estou no auge da minha carreira esportiva. No entanto, meu irmão arrogante está sempre tentando me recrutar para o negócio da família: uma empresa de segurança global tão secreta que eu nem sei o nome.
Dispenso, obrigado. Eu não preciso de um emprego de verão.
Mas o idiota me coloca em uma emboscada, com uma donzela em perigo. Essa donzela é Alex, a garota competitiva e atrevida que conheci quando éramos crianças. Agora ela é uma mulher linda de morrer e está em perigo.
Então, adivinhe quem está em um voo para o Havaí?
Vai ser uma longa semana no paraíso. Meu trabalho é manter Alex segura, enquanto seu trabalho é me torturar com seus biquínis minúsculos. Ou talvez estejamos torturando um ao outro. São provocações e flertes o tempo todo, até que a ameaça contra Alex fica realmente séria. E este atleta aqui precisa se tornar seu principal protetor.

Resenha


Como mencionei na resenha de Brooklynário, a Cherish tinha publicado também um livro da Sarina aqui no Brasil. Pois bem, é O Protetor e trata-se do primeiro livro da série The Company (talvez aqui no Brasil fique A Empresa, como na tradução do livro). Embora o livro não faça parte da série Brooklyn Bruisers como o outro, os personagens estão conectados, afinal os protagonistas tem ligação com o time de hóquei. Como? Já contarei para vocês.

Eric Bayer tem trinta e quatro anos e, diferente do pai — que trabalhou na inteligência naval e como chefe de polícia antes de abrir sua própria empresa de segurança — e do irmão mais velho — que trabalhou como analista do governo —, ele é atacante do Brooklyn Bruisers, o time de hóquei de Nate e Rebecca (nessa tradução deixaram os nomes deles como no original). Ele ama jogar, mas com o ligamento do joelho esquerdo rompido anos atrás, a dor é uma constante em sua vida e ele sabe que em breve precisará de uma nova e que, com isso, sua carreira parece perigosamente perto do fim. Mas o que ele faria da vida se ele não vê mais nada além do hóquei?
— Se Tatum achar que você seguiu em frente, ele terá menos probabilidade de incomodar você — diz Carl. — Então, seu guarda-costas durante a semana fará o papel de seu novo namorado.
— Seu namorado grande, forte, rabugento e possessivo — Max diz com alegria óbvia.
— Oh, Jesus. — Eu rio, mas não é uma ideia horrível. — Então quem estará desempenhando o papel de meu… — Eu paro, porque me atinge. Agora sei exatamente por que Eric está nesta reunião.
Posição 6%
Após o time perder antes do que ele gostaria, Eric e seus colegas estão de volta a Nova Iorque para aproveitar as merecidas férias e por isso ele aceita o convite do irmão mais velho, Max, para almoçar com ele e o pai. Há dez anos Max deixou o cargo no governo (que Eric tem certeza de que não era de analista e sim de espião da CIA😂) e fez uma proposta para trabalhar com o pai na Segurança Bayer. Como os dois têm temperamento forte, Eric imaginou que essa parceria não duraria mais do que uma semana, mas lá se vão dez anos e agora ele nem sabe mais qual é o nome da empresa, sequer há um logo no edifício, todos só a chamam de A Empresa, o que o deixa absolutamente curioso, mas a verdade é que o conhecimento de Max em relação à tecnologia e segurança cibernética os colocaram a frente dos concorrentes. Claro que ambos, mas mais Max, vivem chamando Eric para trabalhar com eles, mas ele sabe que esse não é o tipo de trabalho para ele. O que ele gosta mesmo é de estar no gelo, patinando, mas o que ele vai descobrir é que o convite para o almoço é uma nova tentativa de manipulação de Max — ou é assim que Eric verá.

Alexandra Engels tem trinta e dois anos, é a presidente e CEO da Engels Media Communications e, embora seja formada no MIT e tenha outras formações, muitos do seu meio acham que ela só está no seu cargo atual porque é filha do fundador da empresa.😒 Mas enfim, Alex acabou de se meter em uma grande confusão — ela ainda nem tem ideia do tamanho😶—, afinal, em um momento de carência, ela acabou ficando com seu grande amigo, Nate e também namorou por dois meses com Jared Tatum, o CEO de uma empresa, mas ela logo percebeu que o homem estava apenas interessado em seu dinheiro, então ela terminou o relacionamento, o que ele não aceitou bem e a agrediu. Mas como se isso fosse pouco, ela descobriu que estava grávida e não sabia se era de Nate ou de Jared (isso foi contado em Brooklynário). A questão é que aqui, ela já está com três meses de gravidez, tem certeza de quem é o pai — infelizmente — e precisa evitá-lo porque, querendo ou não, ser agredida realmente mexeu muito com ela e ainda não quer revelar essa notícia ao homem, afinal isso precisará ser muito bem conduzido e no momento certo e é aí que Eric entra no grande plano de Max: ele acompanhará Alex na conferência que acontecerá no Havaí como guarda-costas/novo namorado-ciumento-possessivo.
Ele me dá um sorriso lento e conspiratório, e isso me confunde.
Estamos brincando? Ou estamos flertando de verdade? Seus olhos cinzentos frios nem sempre são fáceis de ler.
Bem, provavelmente é tudo coisa da minha cabeça. Quem vai olhar para uma mulher estressada e hormonal — grávida do bebê de outro homem — e pensar: eu a quero? E não vamos esquecer que eu o insultei alguns meses atrás.
Posição 17%
Eric e Alex se conheceram no início da adolescência, ele com treze anos e ele com onze, quando Carl estava começando sua empresa e o pai de Alex se tornou seu primeiro cliente. Naquele verão a mãe de Eric e Max os deixou sem olhar para trás e por isso Carl levou o caçula para acompanhá-lo no trabalho. Claro que eles não ficaram muito tempo juntos, mas Alex estava na casa, entediada e havia perdido a mãe recentemente. Ela viu em Eric a distração que precisava e o fazia seguir todos os seus comandos sem grandes problemas.

Mas eles ficaram vinte e um anos sem se verem até que se reencontraram em uma festa beneficente do Brooklyn Bruisers e ela não o reconheceu quando ele o abordou. E agora ali estava ele, pronto para passar uma semana ao seu lado. Teria como ser mais constrangedor? Ah, sim, quando ele descobrisse que ela estava grávida ela com certeza achava que ficaria ainda pior.

Não poderia estar mais longe da verdade.

Ao chegarem ao Havaí, eles percebem como o outro mudou nas últimas duas décadas, mas também percebem como ainda se entendem perfeitamente bem e, por isso, o papel de casal falso será fácil de desempenhar. Mas eles querem mesmo ser um casal falso? Acostumado a relacionamentos casuais por causa de sua carreira, Eric propõe que eles aproveitem os dias e Alex, sabendo que após o nascimento do bebê sua já quase inexistente vida social deixará de existir pelos próximos anos provavelmente, por que não aproveitar essa "pausa" na sua vida real?
— Então todas as mulheres te recusaram? — eu faço de conta que escrevo em uma folha. — Todas menos duas. Seus painéis são quatro por cento de mulheres e seis por cento de pessoas negras. Muitos caras brancos se colocaram à disposição, no entanto.
Eric bufa ao meu lado, mas não diz uma palavra.
Mais uma vez, as cabeças estão começando a girar. Acho que é a noite para fazer cenas.
— Sr. Trainor, venho para esta conferência há cinco anos. Mas minha empresa não vai comprometer um único dólar de patrocínio no próximo ano até que eu tenha lido a lista do painel. Peter aqui não estará disponível para o seu quarteto de golfe, a menos que 20% dos palestrantes sejam mulheres.
Posição 25%
Porém, quando voltam para Nova Iorque, ela precisa se proteger antes que se apegue mais do que já está e isso não é bom. Mas as complicações só pioram porque as situações estranhas continuam acontecendo ao redor dela além da invasão do quarto do hotel quando estavam no Havaí: invasão do seu apartamento, perseguições e tudo mais que temos direito. Isso será mesmo obra do ex ou tem a ver com o lançamento de Bingley (projeto de assistente virtual que começamos a conhecer também em Brooklynário)? Seria espionagem industrial ou tem mais coisa aí?

E aqui vem algo que eu simplesmente amo nos livros: Eric está completamente rendido a Alex (embora ele ainda não tenha se dado conta de que está de fato apaixonado por ela e pelo bebê). Mas ele também tem seus próprios problemas para enfrentar, como seu outro joelho que resolveu se unir na festa do rompimento de ligamentos e o obrigará a uma cirurgia de emergência e meses de reabilitação para poder voltar a patinar e, ainda assim, precisará fazer a cirurgia no outro.😞
Ainda assim… Cruzar essa linha não é fácil. Eu segui as mesmas regras durante toda a minha vida adulta. Guarde seu coração. Mantenha distância. Não se apegue.
A confiança de Alex em mim não é algo a se ignorar. Mas isso não significa que seja fácil de aceitar.
Posição 28%
Enquanto Max e sua equipe tentam descobrir quem está atrás de Alex e o motivo, Eric tenta provar para ela que eles podem ficar juntos e a gente fica do lado de cá torcendo para isso dar certo porque eles formam um casal que mostrou química desde o início — e por falar em química, Max, querido, você, Scout, aí tem, hein? Eu sei disso, vocês não me enganam! — e só por isso a gente já quer que dê certo. Eles são incríveis juntos, diferentes e parecidos e tantas coisas, como em não pedir ajuda facilmente… Ah, também não posso esquecer de mencionar que amei rever Nate, Becca, os meninos do time e outros personagens novos que foram maravilhosos, como Duff, o segurança de Alex quando ela volta para Nova Iorque e o próprio Max e Gunnar, que é o segundo em comando na Empresa, tenho certeza de que eles ainda vão aprontar.

A única questão aqui neste livro é que não sabemos o desfecho dessa questão de Alex, ela seguirá no próximo livro da série, Loverboy, que trará Gunnar como protagonista e ainda não tem tradução no Brasil, embora tenha sido publicado nos Estados Unidos em 2020. Espero que logo alguém publique (com uma boa tradução) e que a Sarina publique a história do Max, porque essa sim eu quero.
— Tive um mau pressentimento sobre esta noite — diz ele em voz baixa. — Não consigo nem explicar. Mas quando você saiu daquele carro, eu apenas queria enfiá-la à força de volta dentro dele e dirigir para longe. E quando ouvi aquele tiro, não consegui afastá-la suficientemente rápido. E não porque era mais ou menos o meu trabalho. Porque eu preciso de você, querida. E não vou parar de tentar te convencer de que é verdade.
Posição 87%
Ah, abaixo tem o link de compra na Amazon, mas vocês vão perceber que se trata de outra edição e isso é porque a edição da Cherish não está mais disponível (questões contratuais), mas se joguem se tiverem gostado do que leram até aqui.


P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
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