04 dezembro, 2020


[Resenha] Corra, Abby, Corra! - Jane Costello


Ficha Técnica 

Título: Corra, Abby, Corra!
Título Original: Girl on the run
Autor: Jane Costello
ISBN: 978-85-01-09731-6
Páginas: 420
Ano: 2015
Tradutor: Ryta Vinagre
Editora: Record
Abby nunca foi de se preocupar com hábitos saudáveis. Aos 28 anos, ela acaba de fundar a própria empresa de web design, e sua rotina parece consumir todo o seu tempo. Ela não tem a menor ideia de quando foi a última vez que deu um beijo apaixonado. E o pior: mal tem tempo para comer, malhar então… nem pensar. Mas quando sua melhor amiga a convida para participar de um clube de corrida, a jovem empresária encontra uma motivação: Oliver, charmoso e bem-sucedido médico que parece estar interessado em suas investidas. Seu primeiro dia de corrida, entretanto, não acaba como imaginou e ela jura que nunca mais vai correr. Até o dia em que sua assistente Heidi revela ser portadora de esclerose múltipla. A partir daí, Abby vê nas corridas uma forma de arrecadar fundos para a pesquisa da cura para a esclerose. Só que ela precisa de muito fôlego para gerenciar a empresa, lidar com sua operadora de seguro para arcar com o prejuízo de um motoqueiro que ela atropelou por acidente, e ainda conquistar o Dr. Sexy. Mas o que Abby não imagina é que pode estar correndo atrás do homem errado…

Resenha


Depois de ter lido este ano o meu primeiro livro da Jane Costello, chegou a hora de apreciar o segundo, Corra, Abby, Corra! que me indicaram em um dos muitos clubes do livro que participei. Além de ser chick-lit (não precisa de muito para me convencer a ler) o título traz um assunto que sempre chamou minha atenção. Mas chegaremos nesse ponto mais para frente.

Abigail Rogers tem 28 anos, mora em Liverpool e há dois anos criou sua empresa de web designer, ou seja, há dois anos sua vida, que já era corrida, se tornou ainda mais, afinal, é necessário estar sempre em busca de novos negócios para que as contas fechem no azul. Tempo para família? Não existe. Tempo para sair e paquerar? Não existe. Tempo para fazer as refeições corretamente e com alimentos balanceados? Nem no sonho. Assim, Abby vive mais no carro do que no escritório ou em casa, também é no carro onde ela faz grande parte de suas refeições, que basicamente se resumem a hambúrgueres, batatas fritas e refrigerantes.  É em uma dessas muitas correrias, a caminho de uma reunião com um possível cliente que Abby atropela um motociclista (lindo de morrer!) em pleno estacionamento, enquanto manobrava para estacionar, comia e recitava sua apresentação. Resumindo: mais uma vez precisaria acionar o segur, o que certamente levaria a um aumento na próxima renovação da apólice. Para sorte dos dois, não ocorreu nada grave com eles, apenas com a moto. 
Vamos lá, Abby. Só há uma coisa a fazer. Precisa fazer RCP.
ISSO!
Só que não sei fazer ressuscitação cardiopulmonar.
Decido tentar assim mesmo e me esforço para me lembrar de cada fiapo de informação de primeiros socorros que tenho.
(…)
Enfim, tomo uma golfada de ar, fecho os olhos… E colo meus lábios nos dele.
Naquele exato momento percebo que cometi um erro — eu devia ter fechado o nariz dele — e noto outra coisa. Os lábios dele não parecem os de alguém que está inconsciente. E certamente não está morto.
Levo um segundo para entender o porquê — e, quando entendo o que está acontecendo, tenho o maior choque da minha vida. Os lábios dele estão se mexendo. Estão… Ah, meu Deus, estamos nos beijando!
P. 14
Sabendo da agenda cheia de Abby, sua melhor amiga, Jess, decide tentar encontrar o cara certo para a amiga. Foi dessa forma que Abby saiu para jantar com alguns colegas de trabalho de Adam, marido de Jess, e agora está indo jantar na casa da amiga para conhecer Oliver, um médico que faz parte do mesmo clube de corrida que Jess participa. 

As amigas são muito diferentes nesse aspecto; enquanto Jess adora correr, e o faz a anos, Abby é completamente avessa a exercícios físicos, alimentação saudável e para ela é inconcebível as pessoas correm porque gostam (confesso que eu também pensava assim, mas cada vez me convenço mais disso, entretanto, não me vejo fazendo isso ainda, me falta iniciativa…).

A questão é que Oliver é lindo e Abby logo se interessa por ele, mas como ele se mostra muito tímido e a convida para ir a um dos encontros do clube, ela decide ir pelo menos uma vez. Afinal, vai que!? Ao chegar lá Abby acaba tendo outra surpresa: o motociclista que ela atropelou, Tom Bronte, também faz parte do clube. 
Quinze minutos deppois, estou tentando não ofegar dramaticamente como se estivese a segundos da morte, mas parece que meus pulmões foram mergulhados em petróleo e incendiados com um lança-chamas.
P. 54
Claro que, sem qualquer preparo físico, Abby odeia sua primeira experiência com uma corrida, mas tendo a motivação de conquistar o médico gato, por que não insistir? Ela só precisaria ignorar as brincadeiras sem graça de Tom. Mas Abby terá mais um motivo para se exercitar: ao descobrir que Heidi, a primeira de suas funcionárias, foi diagnosticada com esclerose múltipla e que a doença não tem cura, ela decide que participará de uma meia maratona para arrecadar fundos para a pesquisa da doença. 

Se Abby já não tinha tempo, depois dessa decisão tem menos ainda, afinal precisa treinar, fazer as refeições corretamente, conseguir clientes para manter a empresa e ainda precisa visitar possíveis apoiadores para a causa. 

Com o passar das semanas Abby vai ganhando condicionamento físico; sua relação com Tom melhora consideravelmente dado o início que tiveram; mas ela não percebe grandes avanços com Oliver.

Corra, Abby, Corra! é um chick-lit delicioso e tem de tudo: o drama da doença de Heidi, amigos incríveis, romance (seja Abby tentando conquistar Oliver, seja Prya e suas tentativas de entrar em um relacionamento sério, seja Jess e Adam e seu casamento de mais de dez anos anos, sejam os pais de Abby que, ainda que estejam separados há mais de dezesseis anos, não parece ter tido um encerramento claro para uma das partes), um personagem incrível que seria um ótimo namorado para nossa protagonista se ele mesmo não tivesse uma namorada e a superação de seus limites, afinal, o que é Abby correr se não superar os obstáculos que colocou para si mesma?! Quem sabe um dia eu não consigo seguir esse exemplo e explore esse desejo que tenho também?!


P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉 
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02 dezembro, 2020


[Sorteio] As Provações de Apolo


Olá meus queridos, como vocês estão???  

Eu sigo em quarentena e home office, saindo apenas quando necessário e rezando para que essa vacina chegue logo, e vocês? Claro que, enquanto espero e trabalho, eu leio e assisto filmes e séries. Ou seja, o de sempre, não é mesmo? Hahaha e para deixar a gente um pouco melhor, trago para vocês hoje um sorteio com os dois últimos livros da série As Provações de Apolo, do nosso querido e amado Rick Riordan, inclusive, estou começando a leitura do A Torre de Nero hoje, aiaiaiai, últimos livros dde série sempre me deixam eufórica, preocupada e triste ao mesmo tempo!

Então, vocês também querem ler? Então vem participar do sorteio!😉



Prêmio:
📖 Livro A Tumba do Tirano
📖 Livro A Torre de Nero

Informações: 
📖 Seguir o blog publicamente;
📖 Deixar um comentário nesse post dizendo que está participando;
📖 Não esqueça de ler o Terms & Conditions que está incluso no Rafflecopter;
📖 Ter endereço de entrega no Brasil;
📖 A promoção vai de 02 de dezembro até 27 de dezembro;
📖 Para se inscrever basta inserir suas entradas no formulário Rafflecopter abaixo;
📖 Será apenas um ganhador;
📖 O sorteado terá 3 dias para retornar o e-mail com seus dados, ou um novo sorteio será realizado;
📖 O prêmio será enviado pela editora Intrínseca em até 60 dias após a confirmação do ganhador.
📖 Este sorteio é de caráter recreativo/cultural, pois não está vinculado à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita conforte item II do artigo 3 da lei 5.768 de 20/12/1971 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça.

a Rafflecopter giveaway  

Beijos e boa sorte à todos!
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30 novembro, 2020


[Meme] Nosso Mês - Novembro

Olá lindíssimos, tudo bem?

Chegou a hora de conferirmos mais uma vez minhas leituras do mês. Estão curiosos? Vamos lá então!

Lay

Livros lidos: 
1. Senhor das Sombras - Cassandra Clare
2. A Marquesa de Havisham - Lorraine Heath
3. Simplesmente Nova York - Sarah Morgan
4. Um Conto de Natal - Charles Dickens
5. O Conde Sovina - Moira Bianchi (Resenha)
6. Jane Joga e Ganha - Rachel Gibson

Recebi este mês:
1. Milagre na 5ª Avenida - Sarah Morgan (Troca Skoob Plus)
2. Damas de Honra - Jane Costello (Troca Skoob Plus)
3. O Plano Perfeito Para Dar Errado - Cameron Lund (Parceria Faro)
4. As Duas Versões de Nós Dois - Júlio Hermann (Parceria Faro)
5. O Conde Sovina - Moira Bianchi(Parceria Pitangus Editorial)
6. A Torre de Nero - Rick Riordan (Parceria Intrínseca)
7. O Duque Muquirana - Lucy Dib (Parceria Pitangus Editorial)
8. Rainha do Ar e da Escuridão - Cassandra Clare (Comprei)
9. Golias: A Revelação - Scott Westerfeld (Troca Skoob Plus)
10. DangeRock 3: Phill - M.S. Fayes (Comprei)


♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

Então meus queridos, gostaram de conferir minhas leituras e os livros que recebi? E vocês, como foram de leituras esse mês??

Para quem ainda não sabe, nós criamos um perfil no Instagram onde estamos postando nossas leituras, então nos sigam e confiram o que estamos lendo, deem suas opiniões, sugestões e comentários!!

Vamos lá começar um novo mês de leituras!!

Beijos
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27 novembro, 2020


[Resenha] O Conde Sovina - Moira Bianchi

Ficha Técnica 

Título: O Conde Sovina
Autor: Moira Bianchi
ASIN: B08NC6F1BY
Páginas: 166
Ano: 2020
Editora: Pitangus Editorial
Ruby Bradley está longe de ser uma jovem comum. Apesar dos entraves da sociedade, ela consegue se envolver de alguma forma nos negócios da família – mesmo que a contragosto do pai e do irmão. Estar envolvida na loja de pianos, poder dar aulas de música e aguardar pela volta de seu prometido que está na guerra, esse é o limite que uma moça de família pode desejar sem ser taxada de desonrada.
Evan O’Sullivan, o conde de Itsdale, é um homem com um passado difícil, que não se envolve nas graças das jovens londrinas, afinal ele precisa zelar por sua fortuna e título, e não tem tempo para tolices como namoricos. Até que ele coloca seus olhos em Ruby Bradley, e seus planos vão por água abaixo.
Ruby não estava procurando um pretendente, ela já tinha um, a quilômetros e quilômetros de distância mar afora. Ela se contentava em ajudar o pai com a loja e de pianos e ministrar aulas como parte do acordo de venda dos instrumentos. Essa era uma pequena liberdade que Ruby agarrava com unhas e dentes. Mas sua vida muda quando o conde de Itsdale resolve lhe fazer uma proposta inusitada: ajuda-lo na tutoria de duas crianças francesas que passarão o verão em sua propriedade.
Num primeiro momento Ruby resiste, afinal ela não é uma criada, que disparate. Mas obrigada pelo pai, ela vai entrar nesse acordo, e descobrir que afinal de contas o amor pode estar mais perto do que ela pensa – apesar desse conde ser extremamente mão de vaca e ela ter que virar-se com duas crianças sem nem um vintém.

Resenha


Não é segredo que eu adoro um romance, não é mesmo? Chick-lit, de época, young adult, new adult, erótico… comigo não tem tempo ruim quando o assunto é ler romance e ainda melhor é a possibilidade de conhecer novos autores no gênero. Desta vez a Pitangus Editorial me proporcionou conhecer a escrita da brasileira Moira Bianchi que, em parceria com a Lucy Dib nos apresentarão a série Lordes Imperfeitos

O Conde Sovina, escrito pela Moira, é o primeiro livro da série e traz o protagonista Evan O'Sullivan, o conde de Itsdale, um homem simples, irlandês e que, quando estava prestes a embarcar em um navio para os Estados Unidos em busca de oportunidades de emprego e de uma nova vida, foi encontrado por procuradores e descobriu que era o atual conde de Itsdale; estava rico. 

Evan enfrentou muitos problemas enquanto vivia na Irlanda com sua família, mas encarar a fome que assombrou o país anos atrás foi a pior experiência que ele viveu. Agora, o oitavo conde de Itsdale, ele faz o máximo para não gastar além da conta: poucos criados, apenas os cômodos usados eram limpos, não havia necessidade de ter muitas roupas e muito aceitar muitos convites para frequentar a Sociedade, afinal, isso geraria apenas uma despesa desnecessária e aumentaria a probabilidade de, em um desses bailes, acabar comprometido e com uma noiva dispendiosa ao seu lado. Por isso ele sabia que, no momento em que fosse escolher sua condessa, precisaria fazê-lo com cuidado, analisando muito bem os prós e os contras. 

Durante alguns anos ele conseguiu seguir suas regras sem nenhum desvio, mas agora uma despesa inesperada chega e o atormenta: a necessidade de cuidar dos primos distantes, os irmãos Battier, Chris e Christa de 9 e 8 anos, por um tempo. Mas como cuidar de duas crianças e, mais ainda, como fazer isso gastando o mínimo possível? É quando ele conhece a jovem Ruby Bradley. 
— (…) Aprenda, porque boas lições não são repetidas — Evan, o conde de Itsdale, levantou o dedo indicador. —, nunca exagere — o dedo do meio. —, nunca gaste dinheiro desnecessário — o dedo anelar. —, nunca deixe de medir as consequências de uma despesa e — o dedo mindinho. — nunca, jamais, deixe de poupar.
Posição 28%
Ruby tem 20 anos e vive com o pai e o irmão e os ajuda na loja de pianos da família. Por causa de seu talento para a arte, ela também oferece o serviço de aprimoramento para algumas jovens e foi em uma dessas ocasiões que ela conheceu o conde de Itsdale. Mas, ao contrário do que Ruby pensou quando ele a abordou, o interesse do conde era em seus serviços, mas não como as aulas que oferecia às damas, ele queria que ela fizesse companhia aos jovens Battier; e ainda por cima, ela não seria paga por isso, sua oferta era uma permuta, em troca ele concederia declarações sobre a loja Bradley e Filho ao jornal, o que certamente aumentaria as vendas no estabelecimento. 

Mesmo ofendida com a oferta, Ruby foi obrigada a aceitar, visto que o conde convenceu o pai dela de que era uma ótima oportunidade para ela estar entre nobres e de treinar o francês. Mas Ruby não fazia ideia de que o nobre era um sovina, o que só descobre quando chega a casa dele e precisa se preparar para a chegada dos pequenos.  

Aos 30 anos Evan se considera um homem centrado e que não se ilude facilmente, mas, conviver com Ruby e as crianças sob seu teto desperta sentimentos que ele não acreditava que poderia nutrir algum dia; desejos que ele acreditava serem desmedidos. Estaria ele se apaixonando pela jovem filha de um comerciante sem dote, que não agregaria nada ao seu patrimônio, apenas lhe traria despesas? E ele seria correspondido? Ruby também descobre mais sobre Evan durante o período em que moram na mesma casa e percebe o quanto Evan é uma pessoa agradável quando não surge o assunto dinheiro, mas ela precisa ter cuidado para não se deixar envolver por sentimentos, afinal, ele é um nobre e ela, sendo uma jovem da classe trabalhadora, precisa reconhecer que suas possibilidades de casamento estão bem longe da nobreza. 

Além do romance, Moira nos traz muito sobre a sociedade londrina do século XIX que é bem conhecida dos leitores de romance de época e claro que também traz um pouco de intriga porque se faz necessário, não é mesmo? 

No geral eu gostei bastante da história, mas sendo um livro curto, com apenas 166 páginas, senti falta de mais desenvolvimento no meio do livro, acredito que mais páginas poderiam ter sido apresentadas, aprofundando na intriga e na descoberta dos sentimentos dos personagens. Bem, certo é que fiquei curiosa para ler o próximo livro da série, O Duque Muquirana, para saber o que ele me reserva. 

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23 novembro, 2020


[Resenha] Um Beijo e Nada Mais - Mary Balogh

Ficha Técnica 

Título: Um Beijo e Nada Mais
Título Original: Only a kiss
Autor: Mary Balogh
ISBN: 978-65-5565-015-0
Páginas: 288
Ano: 2020
Tradutor: Livia de Almeida
Editora: Arqueiro
Desde que testemunhou a morte do marido durante as Guerras Napoleônicas, Imogen, lady Barclay, se isolou em Hardford Hall, na Cornualha. O novo dono da propriedade ainda não apareceu para reivindicá-la, e ela torce desesperadamente para que ele nunca venha acabar com sua frágil paz.
Percival Hayes, o novo conde de Hardford, não tem nenhum interesse na região distante da Cornualha, tanto que, desde que recebeu o título, nunca quis conhecer o lugar. Mas em seu aniversário de 30 anos ele está tão entediado que decide impulsivamente fazer uma visita às suas terras.
Ao chegar lá, fica chocado ao descobrir que Hardford não é o monte de ruínas que imaginou. Fica perplexo também ao constatar que a viúva do filho de seu predecessor é a mulher mais linda que já viu.
Em pouco tempo, Imogen desperta em Percy uma paixão que ele jamais pensou ser capaz de sentir. Mas será que ele conseguirá resgatá-la da infelicidade e convencê-la a voltar à vida?

Resenha


Ai, gente, essa série é tão maravilhosa, com personagens tão incríveis que, chegando ao fim, vai dando aquele apertinho no coração, sabe? Esse é o penúltimo livro da série Clube dos Sobreviventes e será o momento de entender melhor a história de Imogen Hayer, lady Barclay.  

Quem acompanha a série já sabe que cada um dos Sobreviventes voltou das Guerras Napoleônicas com vários tipos de sequelas: físicas, psicológicas, emocionais, todas juntas. Enfim, certamente ser um sobrevivente de uma guerra não é nada fácil e essas pessoas que se tornaram amigos em um momento tão difícil apoiam uns aos outros constantemente. Entretanto, mesmo passando pelos livros anteriores era claro que Imogen, a única mulher do grupo, se mantinha ainda distante e tudo que nós leitores sabíamos era que ela havia acompanhado o marido à guerra e também estava junto quando ele foi capturado e torturado e, por fim, ela o viu morrer. Bem, não consigo sequer imaginar como deve ser saber que continuará sua vida enquanto seu conjuge morreu a sua frente. Mas essa dor é ainda mais intensa. Imogen e Dick cresceram juntos, se tornaram grandes amigos e depois se casaram; eram melhores amigos, cúmplices, parceiros. Quando ele decidiu servir na guerra, sequer foi cogitado que Imogen ficasse na Inglaterra e o aguardasse retornar, claro que ela foi com ele. 

Depois de três anos reclusa em Penderris Hall para se recuperar e mais cinco anos tentando viver uma vida normal, Imogen ainda não é a mesma pessoa de antes e, talvez, nunca volte a ser. A verdade é que ela está decidida a viver sua vida. Quando retornou a Hardford Hall, residência de seu sogro e onde morou com o marido, ela deixou claro que não gostaria de viver na casa principal, e sim no chalé da propriedade, onde poderia manter sua privacidade. Além disso, ela passara a visitar mais seus vizinhos, estar presente para  as necessidades deles, mas não se casaria novamente; não poderia ser feliz, não se permitiria, não era justo com Dick. Mas suas determinações serão testadas com a chegada do novo conde de Hardford, Percy Hayes.
—Isso não é viver.
— Como chama isso, então? — retrucou Imogen, irritada.
Por que ele não entendia a deixa e voltava a falar sobre o clima?
— Sobreviver — respondeu Percy. — Se tanto. Viver não é só uma questão de permancer vivo, é? O que importa é o que faz com a vida.
P. 115
Percival Willim Henry Hayes, filho único, mimado e amado ao extremo e muito inteligente sempre teve tudo que quis e até o que não quis. Seus pais contrataram tutores para que sua educação fosse realizada em casa e eles não precisassem ficar distantes. Seus familiares estavam sempre presentes; muitos tios, tias, primos rodeando-o, amando-o, mas ele às vezes sentia que era muito para ele. Percy saiu de casa apenas quando convenceu os pais a ir para a Oxford, mas, chegando lá, viu que a última coisa que esperavam dos jovens na universidade era que eles estudassem, mas nem por isso ele mudou seu objetivo, assim, em três anos ele saiu de Oxford com duas graduações. Entretanto, ao sair, tendo então 20 anos, ele decidiu que era o momento de viver como os outros jovens. Passou a sair com vários amigos para noites de bebedeira, aceitar desafios bobos que colocavam em risco sua vida, estar sempre com uma nova amante. Porém, ao completar seu aniversário de 30 anos, Percy está se sentindo absurdamente entediado com sua vida, o que não deveria acontecer com um homem que tem tudo. Assim, completamente bêbado em seu aniversário, ele decide que é o momento de ir a Hardford Hall, na Cornualha, propriedade que herdou com o título de conde de Hardford e visconde Barclay. 
— Acredito que vim à Cornualha na esperança de me redescobrir — revelou ele —, embora não tivesse percebido isso até este momento. Vim porque precisava me afastar da minha vida e descobrir se a partir dos 30 anos eu conseguiria encontrar algum propósito novo e digno.
P. 136
Sem saber nada a respeito da propriedade, Percy escreveu ao seu administrador avisando que estava indo para lá, para que a casa fosse arejada para sua estadia indefinida. Mas imaginem a surpresa dele ao chegar e descobrir que a irmã do antigo conde mora na casa com uma prima, e dama de companhia, e que a viúva do filho do antigo conde também reside na propriedade…  tudo o que ele não queria era estar em um lugar remoto da Inglaterra, na beira de um penhasco, com uma vista para um mar revolto e debaixo do mesmo teto que três mulheres desconhecidas. Ah, claro, e cheia de animais abandonados. Sim, lady Lavinia desde a morte do irmão passou a resgatar gatos e cachorros abandonados que apareciam nas imediações, algo que o irmão não permitia enquanto era vivo. 

Enquanto está em Hardford Hall, Percy descobre como Imogen desperta nele seu pior lado, o que também ocorre com ela; eles não tiveram um bom começo e parece piorar a cada dia. Mas, em algum momento, eles também vão descobrir outras coisas, um sobre o outro e definitivamente mudará a maneira como se enxergam. 

O que a gente descobre com o passar dos capítulos é que não é apenas Imogen que precisa encontrar e aceitar a felicidade, Percy, a sua maneira, também precisa se reencontrar e aceitar a felicidade verdadeira, com uma vida com um propósito e, longe do que ele imaginava, estava no caminho para isso tão longe de Londres, na Cornualha. 
Era um som de puro divertimento, e ocorreu a ele, com um sobressalto, que podia estar se apaixonando por aquela mulher — mesmo sem saber muito bem como funcionava aquele negócio de se apaixonar.
P. 200
Mais uma vez a Mary destroçou meu coração com sua narrativa. Os Sobreviventes são personagens com marcas, mas que ainda assim seguem em frente, um dia de cada vez, e essa é a essência da vida, não é mesmo? Não deixar que os obstáculos que encontramos pelo caminho nos façam desistir, devemos ultrapassá-los e continuar em frente. Como diz nossa querida Dory, continue a nadar!

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20 novembro, 2020


[Resenha] Piano Mecânico - Kurt Vonnegut

Ficha Técnica 

Título: Piano mecânico
Título Original: Player piano
Autor: Kurt Vonnegut
ISBN: 978-65-5560-022-3
Páginas: 496
Ano: 2020
Tradutor: Daniel Pellizzari
Editora: Intrínseca
Clássico redescoberto da literatura distópica narra um mundo dominado por gerentes, engenheiros e máquinas Em um futuro não muito distante, pós uma nem tão distópica Terceira Guerra Mundial, as máquinas finalmente venceram. Quase tudo foi automatizado e logo a sociedade se dividiu sob um novo sistema de estratificação não mais baseado em dinheiro, mas sim em inteligência. De acordo com seu QI e capacidade intelectual, os indivíduos são classificados e registrados em um cartão perfurado e sua posição social ― um destino de glória ou esquecimento ― só pode ser definida a partir da análise desses dados. Do lado dos privilegiados ― engenheiros e gerentes ― o doutor Paul Proteus leva uma vida confortável no alto escalão das Indústrias Illium, o maquinário que controla toda a vida da cidade homônima. Sua casa confortável, o prestígio entre os pares, a esposa atenciosa e dentro dos padrões: absolutamente tudo está em seu devido lugar e a ordem impera. A visita inesperada do inquieto e inconformado Ed Finnerty, um ex-colega de trabalho, promove um abalo sísmico em Paul e suas consequências, a princípio restritas à psique, logo se transformam em uma ameaça não apenas ao seu estilo de vida, mas ao de toda a estrutura que o cerca. Quando atravessa o rio que divide a cidade e suas castas, Paul vê com os próprios olhos como é a vida de quem foi excluído do sistema. Mais do que uma crítica à automação e ao progresso desenfreado das tecnologias, Piano mecânico é um livro sobre o desconforto inerente que toda estrutura social causa ao homem moderno. Escrito logo após a publicação de 1984, livro pelo qual Vonnegut admitiu ter sido fortemente influenciado, a obra compartilha com Orwell a ansiedade do pós-guerra e o medo de que, em tempos de paz, as nações venham a se submeter a níveis potencialmente paranoicos de controle social.

Resenha


Muito antes de se tornarem o gênero literário favorito de sete em cada dez adolescentes na década de 2010 (estatística criada por mim mesma), distopias já eram populares e um retrato peculiar de sua época. O termo foi criado em 1868, em contraponto à utopia criada pelo livro de Thomas More, apesar de o primeiro livro distópico só ter sido publicado em 1924 (para quem tiver interesse, o livro se chama We, do Yevgeny Zamyatin, e não tem tradução para o português). Bem antes de Admirável Mundo Novo (1932) e 1984 (1949), que são os títulos que geralmente vem à mente quando a gente pensa em distopias. 

Uma característica importante de distopias é que elas são fundamentadas em medo. Cada geração tem suas próprias ideias do que pode dar errado no futuro e essas ideias são refletidas no tipo de distopia que é criada. Por exemplo, quando há uma maior paranoia em relação ao comunismo, as histórias tendem a se focar em cenários onde todas as pessoas são todas iguais e sem personalidade, tendo a vida controlada pelo governo. Uma sociedade como a nossa atual, em que as pessoas valorizam muito suas liberdades individuais, tende a gerar narrativas mais violentas, focadas em opressão. 

Em Piano Mecânico, o medo é de que o trabalho humano seja substituído por máquinas e que a maioria das pessoas se torne dispensável. É uma sociedade onde ninguém morre de fome e todos tem o suficiente para sobreviver, mas ainda assim é marcada por uma desigualdade social muito grande. Uma cidade literalmente dividida por castas que habitam bairros diferentes. Depois de uma segunda revolução industrial. A maioria das funções humanas passou a ser exercida por máquinas, relegando pessoas a funções indesejáveis. O poder está nas mãos dos engenheiros e dos gerentes das empresas públicas, que vivem na parte mais nobre da cidade, com suas grandes casas e reuniões no country club. Do outro lado do rio fica Domicílio, cheio de pobres insatisfeitos e sujeira. E onde se passa a maior parte da história. 

O livro conta duas narrativas que se conectam em determinado ponto. A primeira é a visita de um xá e seu aparente espanto com a forma como a sociedade é organizada nessa cidade. A segunda é a queda de um engenheiro, um dos homens mais bem pagos da cidade. Paul começa apenas incomodado com o comportamento de um amigo e passa a questionar a estrutura social em que vive. É curioso que os dois personagens representem pontos de vista opostos sobre a mesma cidade: de um lado, o estrangeiro crítico, do outro, o nativo complacente. Paul representa o topo da pirâmide social de Illium: um homem bem sucedido, ambicioso e competente, vindo de uma família com tradição no serviço público. E ele vai ser confrontado com a desigualdade que sua posição causa. 

O livro tem um ritmo um pouco lento para quem está acostumado com distopias contemporâneas mas que lembra muito o ritmo das histórias mais antigas. Os capítulos são cheios de detalhes e é como se o cenário fosse um personagem extra, que deve ser apresentado e analisado. Nesse ponto, o livro lembra Admirável Mundo Novo e 1984, nos quais provavelmente se inspirou. Com certeza vai entrar nas minhas futuras discussões sobre se a sociedade retratada é viável e funcionaria na vida real. Para quem gosta de distopias clássicas, Piano Mecânico é uma excelente opção de leitura e vale cada palavra. A edição nova está lindíssima, com capa dura (meu coração chega bate mais rápido) e uma guarda linda que imita a partitura de uma pianola (o tal piano mecânico do título). Leitura obrigatória para os fãs de Admirável Mundo Novo e 1984.


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16 novembro, 2020


[Resenha] A Máquina do Tempo - H. G. Wells


Ficha Técnica 

Título: A Máquina do Tempo
Título Original: The time machine
Autor: Sophie Kinsella
ISBN: 978-65-5552-002-6
Páginas: 112
Ano: 2020
Tradutor: Luisa Facincani
Editora: Principis
Um cientista londrino viaja, a bordo de uma Máquina do Tempo, do século XIX para o ano de 802.701. Chegando no que seria a Londres do futuro, o Viajante do Tempo encontra duas espécies que evoluíram do ser humano: os Eloi, que viviam na superfície, e os Morlocks, que se escondiam da luz no subterrâneo. O Mundo Superior era habitado por seres frívolos, delicados e infantis que estavam prestes a conhecer a sua Nêmesis, resultado de decisões tomadas no passado. O Viajante do Tempo perde a sua Máquina do Tempo e com apenas uma caixa de fósforos, se pergunta se conseguirá retornar ao presente.

Resenha


H. G. Wells é conhecido como o pai da Ficção Científica, afinal, seu primeiro romance escrito foi A Máquina do Tempo, que inspira até hoje muitos livros, filmes e teorias relativas a viagem no tempo. 

Neste livro, publicado em 1895, Wells apresenta o Viajante do Tempo, um cientista que vive em Londres no século XIX e que busca provar a existência da quarta dimensão e da possibilidade de o homem viajar através dela, para o futuro ou passado. 

O narrador desta história, não identificado, está em uma reunião na casa do Viajante com outros personagens (o Médico, o Psicólogo, o Prefeito Provincial) quando o Viajante explica a quarta dimensão e a possibilidade da viagem no tempo, com uma demonstração em pequena escala. Claro que, por mais que cientificamente sua explicação seja plausível, gera desconfiança nos personagens presentes, pela possibilidade e pessoa do Viajante, que tem fama de não ser tão confiável (ainda que isso não seja muito explicado). 

Na sequência, o Viajante havia marcado outra reunião em sua casa, mas, chegando atrasado, seus convidados (alguns que estiveram na primeira reunião e outros novos) são surpreendidos pela forma com que ele aparece para recebê-los: descalço, sujo, cansado e abatido. A surpresa surge depois da refeição quando, recomposto, o Viajante narra sua viagem ao ano de 802701, um futuro completamente diferente do que ele imaginava. 

No futuro descrito o Viajante encontra duas variações da raça humana: os Elois e os Morlocks. Os Elois são as primeiras criaturas com quem tem contato, são figuras que vivem na superfície e que têm traços muito similares entre homens e mulheres, o que torna difícil sua distinção sem uma cuidadosa avaliação, possuem cabelos cacheados de maneira uniforme, sem pelos no rosto, orelhas e bocas pequenas, queixos finos e pontudos e olhos grandes e suaves. Depois ele descobre a presença dos Morlocks, que vivem nos subterrâneos e, por estarem adaptados a viver no escuro, possuem a pele descolorida, olhos grandes com retinas muito sensíveis a luz. 

Neste futuro extremamente distante, Wells mostra uma sociedade que já passou pelo seu apogeu e agora vive a decadência, afinal, depois de ter conquistado tudo o que poderia ser esperado, a humanidade deixou de buscar, de evoluir. Claro que tudo o que sabemos sobre a Terra de 802701 (e esse possível apogeu) é baseado nas suposições que o Viajante faz enquanto está lá, pois não existem mais livros, não há tecnologia, fogo, nem outras coisas que imaginaríamos que existiriam no futuro. 

Depois da primeira noite, o Viajante "perde" sua máquina e aqui entra a problemática de descobrir onde está e como recuperá-la, ou mesmo buscar os meios para construir uma nova para retornar ao seu tempo. 
Não há inteligência onde não há mudanças ou necessidade de mudanças. Apenas animais que enfrentam uma grande variedade de necessidades e perigos precisam de inteligência.
Da maneira como vejo, o homem do Mundo Superior focou-se em sua frágil beleza, e o Mundo Subterrâneo, em uma mera indústria mecânica. Porém aquele perfeito estado não dispunha de uma coisa essencial para a perfeição mecânica: estabilidade total. 
Posição 85%
Ao contrário do início do livro, onde há muito embasamento científico e é bem descrito, o decorrer da história se mostra superficial, corriqueiro e simples. Mas, sendo esse o primeiro romance de Wells, que antes disso escrevia textos científicos sobre biologia em revistas acadêmicas, acredito que este possa ser o motivo desta superficialidade. Também posso relacionar que essa impressão que o livro deixa na verdade é causada pelo nosso repertório de viagem no tempo, afinal muitos de nós já assistimos diversos filmes, séries, desenhos animados, lemos livros com esse tema e/ou que possuam uma problemática com esse tema (De Volta Para o Futuro, Vingadores, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban são apenas alguns exemplos), então buscamos algo similar aqui. 

Acredito que seja muito válido ler este livro, afinal, é a base de muitos sobre o tema e nada melhor do que conhecer a origem, não é mesmo? Não dá para simplesmente comparar com o que temos hoje em dia sendo que o livro foi publicado há 125 anos, concordam? 


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13 novembro, 2020


[Resenha] A Rosa do Inverno - Patricia Cabot


Ficha Técnica 

Título: A Rosa do Inverno
Título Original: Where roses grow wild
Autor: Patricia Cabot 
ISBN: 978-85-7665-365-3
Páginas: 426
Ano: 2008
Tradutor: Cecília Gouvêia Dourado
Editora: Planeta do Brasil (Selo Essência)
Acostumado a conseguir qualquer mulher, lorde Edward Rawlings enlouquece com a sensualidade de Pegeen, que estava longe de ser a tia solteirona que ele havia imaginado. Mas Pegeen não está disposta a fazer mais concessões além de mudar-se, pelo bem de seu sobrinho, para a mansão dos Rawlings na Inglaterra. No entanto, ao chegar lá, ela logo percebe o risco que corre. Sempre movida pela razão, Pegeen sente que dessa vez seu coração está tomando as rédeas. Ela pode resistir ao dinheiro e ao status, mas conseguirá resistir a Edward?
A Rosa do Inverno é um romance leve, com boa dose de romantismo, forte aroma de sensualidade e uma pitada de suspense. Fala de paixão arrebatadora e indevida, de destino e escolha. Mas, sobretudo, é uma história que acende o debate sobre a condição feminina, o papel, os desejos, os temores da mulher. Ao confrontar o instinto de se entregar a um homem e a decisão de manter a independência, a Patricia Cabot faz do livro um espelho dos dilemas femininos.

Resenha


Sob o pseudônimo de Patricia Cabot, Meg Cabot nos apresenta este romance delicioso de ler, com personagens intrigantes, cativantes e uma história que nos envolve do início ao fim. 

Lorde Edward Rawlings é o segundo filho do falecido duque de Rawlings, mas o único vivo. Entretanto, ele não é o novo duque, isso porque descobriu que seu irmão John teve um filho e, ainda que o pai tenha banido John e sua família do seu convívio assim que ele se casou que a filha do vigário de uma pequena aldeia próxima da Escócia, o homem reintegrou o neto ao testamento em seu leito de morte. Assim, há um ano Edward incumbiu seu administrador, Sir Arthur Herbert, de encontrar seu sobrinho para poder continuar com sua vida de libertinagem e sem qualquer responsabilidade por nada. Aos 30 anos, sequer passa pela cabeça de Edward mudar sua rotina de caçadas, noites com suas amantes e muita bebida. Ou seja, ele precisa encontrar seu sobrinho de qualquer maneira. Edward só não imaginava que existia uma tia solteirona e liberal criando seu sobrinho e que o garoto não iria a lugar algum sem ela e a tia não tinha nenhum motivo para sair da pequena vila de Applesby. 

Inconformado com o fracasso de seu administrador, Edward vai pessoalmente ao vilarejo para trazer o sobrinho e a tia ao Solar Rawlings. Porém, ao chegar, ele descobre que a tal tia solteirona na verdade tem apenas 20 anos e, na mesma proporção em que é linda, tem uma língua afiada e o hostiliza abertamente. 

Pegeen MacDougal sempre viveu em Applesby e sempre foi muito presente na comunidade. Sendo a caçula do vigário, era até esperado que ela agisse desta forma, mas ela o fazia porque sentia que era o certo e seu pai, ao contrário de muitos, sempre lhe instruiu e tinha um pensamento liberal, o que fez com que Pegeen seguisse pelo mesmo caminho, mas desde a morte repentina do pai no, no último ano ela precisou cuidar de Jeremy sozinha e depender da caridade dos paroquianos para ter um lugar para morar e sobreviver. Mas tudo isso estava para mudar. 

Pegeen nunca imaginou que a família do pai de Jeremy fosse algum dia aparecer, ainda mais depois de o garoto já estar com 10 anos. Mas apareceu. Depois de escorraçar Sir Arthur, Pegeen acreditou que tinha resolvido o problema, entretanto, fez com que lorde Edward em pessoa aparecesse em seu pequeno chalé. Decidido a manter sua rotina de sempre conseguir o que quer, Edward logo descobriu como convencê-la a ir com Jeremy para Yorkshire. 
De início, tentara descartar os beijos trocados na cozinha da casa dela, mas, quanto mais pensava naquilo, mais percebia que Pegeen MacDougal era uma jovem realmente muito perigosa. Não porque ela beijasse de uma forma que nenhuma das amantes de Edward o havia beijado, como se realmente pusesse tudo no ato. Não, Pegeen MacDougal era perigosa porque beijava daquele jeito e não era a esposa ou amante de ninguém.
O que significa que ela era livre demais e podia se apaixonar… Ou, o que era pior, ela era livre e ele podia se apaixonar.
P. 122
Pensando no bem-estar de Jeremy, Pegeen reconsidera e a dupla parte com o lorde para Londres e, em seguida, para Yorkshire. Sendo o novo duque de Rawlings, Pegeen espera que, convivendo com pessoas educadas, Jeremy deixe de ser tão brigão e de criar tantos problemas como fazia em Applesby, mas, sendo uma criança cheia de energia, ele só ganhou novas áreas e novas pessoas com quem brigar, principalmente os garotos dos estábulos. Claro que a preocupação de Pegeen com o sobrinho não desapareceu, ela apenas não precisaria mais descobrir como faria para colocar comida na mesa e comprar roupas e sapatos para ele, mas o restante se mantinha. Entretanto, além disso, ela precisava ficar atenta ao tio do garoto, pois lorde Edward está atraído por ela e, por mais que tenham feito um acordo de que se ele tentasse qualquer coisa com ela, ela iria embora do solar e levaria Jeremy com ela, Edward nunca aprendeu a desistir de nada. 

Enquanto vive debaixo do mesmo teto que Edward, Pegeen descobre que tudo que sempre pensou da aristocracia pode ser ainda pior, pois os amigos dele são absurdamente libertinos e, para uma moça jovem, que sempre viveu em uma aldeia pequena e afastada, era demais imaginar que aquilo poderia existir. Pegeen também conhece o Edward que não é mostrado para todo mundo e se deixa levar por seus encantos, ainda que acredite que jamais poderiam ter qualquer tipo de envolvimento. Será mesmo?
Pegeen sorriu-lhe e, por um momento, fitou os olhos de Edward, aqueles olhos cinza-prateados que ela inicialmente achou frios e depois percebeu serem apenas cautelosos, como os de um falcão. Teve a oportunidade de vislumbrar Edward Rawlings como ele realmente era. Não o malandro temerário ou o sedutor destruidor de corações que fingia ser, mas o Edward Rawlings de que a sra. Praehurst falava, que tinha carregado um cão ferido do campo de caça para casa, que tratava a sua criadagem com tanta bondade. O Edward Rawlings que prometera um cavalo para um menino e depois cumprira fielmente a promessa.
P. 197-198
Além dos protagonistas, alguns personagens se destacam como Alistair Cartwright e Anne Herbert. Alistair é o melhor e único amigo de verdade de Edward e praticamente vive no solar com o amigo e Anne é a filha mais velha de Sir Arthur, que se torna uma grande amiga de Pegeen. A governanta, a sra. Praehurst também é ótima, com sua sinceridade e acolhida imediata de Pegeen. Como sempre temos alguns personagens horríveis, mas necessários à trama, mas que não deixam de ser péssimos, não é mesmo lady Arabella Ashbury? (Podem ler o nome dela com bastante desdém.) 

Amei também ver o relacionamento de Edward e Jeremy, como eles logo se entenderam, como Jeremy praticamente passou a idolatrar o tio, vendo nele uma figura masculina forte, o que faltou ao garoto, pois, ainda que tenha sido criado também com o avô, o homem vivia mais para o trabalho do que para ele.  
"Acho que você sabe muito bem o que quero dizer", disse Edward, com mais um daqueles seus sorrisos diabólicos. "Apesar de todos os seus protestos de mocinha virtuosa, você me quer, Peggen, tanto quanto eu quero você."
P. 205
Eu adorei a história que Cabot criou, adorei a complexidade de seus protagonistas e suas motivações para chegarem ao ponto em que estão, para terem feito o que fizeram no passado, enfim, realmente devorei este livro de tão incrível que ele é. Espero que tenham a oportunidade de lê-lo, mas como ele foi lançado a alguns anos, certamente muitos de vocês já leram, não é mesmo? Se esse é o caso, por favor, me contem nos comentários o que acharam.

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06 novembro, 2020


[Resenha] Como num Filme - Lauren Layne


Ficha Técnica 

Título: Como num Filme
Título Original: Isn't she lovely
Autor: Lauren Layne
ISBN: 978-85-8439-128-8
Páginas: 224
Ano: 2018
Tradutor: Lígia Azevedo
Editora: Paralela
As únicas coisas que o mauricinho Ethan e a rebelde Stephanie têm em comum são o curso de cinema na Universidade de Nova Iorque e o roteiro que precisam desenvolver juntos. Mas, quando a proposta de recriar clássicos de Hollywood se confunde com a realidade, eles acabam se tornando os protagonistas de uma história de amor digna de Oscar! Ela quer um quarto confortável em uma boa casa. Ele quer ficar longe de sua ex. Eles precisam de uma boa nota.
Convencidos a ajudar um ao outro, os dois entram em um acordo: Stephanie será a namorada de mentirinha de Ethan enquanto ele a deixa morar em seu apartamento. Para isso, ela deverá fingir ser uma perfeita lady: discreta, arrumadinha e, claro, completamente apaixonada… igualzinha à personagem do filme que estão criando. Contudo, à medida que os dois se aproximam, Ethan se vê completamente apaixonado pela garota cheia de mistérios e contradições ao seu lado. Agora, ele vai ter que decidir: será que seus sentimentos são pela Stephanie de verdade? Ou apenas pela versão que ele criou?

Resenha


Depois de ter lido dois livros da Lauren Layne, percebi que são livros de leitura rápida e despretenciosa. E, como já havia lido o primeiro livro da série Recomeços, fiquei curiosa para ler este prequel. Sim, Olivia Middleton, a protagonista de Em Pedaços aparece aqui e, ainda que não seja o centro desta história, tem grande influência no início dos acontecimentos. 

Stephanie Kendrick é uma jovem de 21 anos cursando cinema na Universidade de Nova Iorque, vivendo o seu sonho, mas, o que ninguém sabe são as dores que sua aparência gótica protege. Sem querer ir para casa durante as férias de verão por conta da relação conturbada que tem em casa, ela decide unir o útil ao agradável: fazer uma matéria optativa ministrada por um ganhador de Globos de Ouro e de um Oscar. Claro que a fila de espera era grande, mas se conseguiu neste momento, deve ser um sinal, certo? Mas claro que no primeiro dia ela se atrasa e esbarra no corredor com alguém que certamente não pertence ao curso de cinema, ninguém ali se vestia tão bem ou tinha músculos tão definidos. 

Ethan Price está fugindo de sua realidade pelo menos neste verão. Ao contrário dos últimos anos em que estagiou na empresa da família em Wall Street, vários motivos o afastaram desta vez e nada melhor do que fazer um curso que não tem nada a ver com seu futuro (nada como ter os contatos certos, não é mesmo?). De uma família privilegiada, Ethan sempre viveu em um círculo restrito de amizades, afinal, os muito ricos só se misturam com outros muito ricos, e claro que, aos 21 anos, ele já sabe qual será seu futuro: assumir a empresa da família e continuar todas as reuniões promovidas por sua família. Entretanto, os últimos acontecimentos o levaram ao questionamento: será que as pessoas do seu meio realmente são tão superficiais como ele imagina? Será que todos têm podres escondidos? 

Ao sair de sua bolha Ethan encontra Stephanie e, quis o destino (ou a filha do professor Holbrook) que eles formassem uma dupla para o trabalho da matéria que estão fazendo no verão, onde precisarão escrever um roteiro cinematográfico. 

Inspirados no mito de Pigmaleão, Ethan e Stephanie decidem se ajudar para iniciar a construção do roteiro baseando-se em suas vidas no momento. Enquanto Ethan precisa de uma namorada para comparecer aos eventos da família, Stephanie precisa de um lugar para morar nas férias, pois o dormitório da universidade está interditado e o apartamento da prima, que ela sublocaria, não estará mais disponível, assim, com um círculo de amizade inexistente, sua única opção é dormir no sofá do seu ex-namorado — que a traiu. Agora a melhor parte: a garota com quem ele a traiu é a atual namorada e também irá dividir o mesmo apartamento. Tentador escolher um quarto só para você, sendo que o único pagamento será mudar completamente seu visual gótico para de uma lady e fingir ser a namorada de Ethan, não acham?
Quem diria que fingir que não está se apaixonando por alguém seria muito mais difícil que o contrário?
P. 119
Como uma boa comédia romântica, Ethan e Stephanie passam a se conhecer e perceber que, mesmo de mundos tão distantes, eles são incríveis juntos, tanto que as pessoas a sua volta sequer desconfiam da farsa. Mas até onde irá a farsa? 

Juntos, ajudam um ao outro a superar os dramas do passado para assim, seguir em frente. Confesso que vendo os dois juntos, torci muito para que eles superassem não só esses dramas, como deixassem o medo de lado para perceber o que estava bem diante de seus olhos. 
O momento é romântico de uma forma cafona e não parece com nenhum de nós dois, mas não nos movemos por alguns minutos. Somos só nós, as luzes refletindo na água e na banda tocando Frank Sinatra.
P. 159
Bem, agora só me resta ler Imperfeitos e saber qual a história de Michael e encerrar esta série.


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04 novembro, 2020


[Resenha] Te Devo Uma - Sophie Kinsella

Ficha Técnica 

Título: Te Devo Uma
Título Original: I owe you one
Autor: Sophie Kinsella
ISBN: 978-85-01-11701-4
Páginas: 420
Ano: 2019
Tradutor: Natalie Gerhardt
Editora: Record
Uma história de amor, empoderamento e de um simples favor que faz tudo mudar para sempre.
Fixie Farr não consegue deixar nada pra lá. Se encontra alguma coisa fora do lugar, quer logo ajeitar, se um amigo está em dificuldade, já começa a pensar em como pode ajudar… Ela sente necessidade de arrumar tudo. Tudo!
Então, quando um estranho em um café lhe pede que fique de olho em seu laptop por um instante, ela não só se compromete a tomar conta do computador como acaba salvando-o de um grande desastre. Sebastian, muito tocado com o gesto de Fixie, não sabe como lhe agradecer, então pega um protetor de copo e o entrega a ela depois de escrever nele: “Te devo uma”. Fixie acha a atitude muito fofa, mas duvida que voltará a vê-lo.
Até o dia em que um antigo crush da época da escola volta para sua vida e Fixie precisa ajudá-lo. Ela então recorre a Seb, mas as coisas não dão muito certo. Agora é ela quem fica lhe devendo um enorme favor, e isso gera uma troca de favores infinita que obriga Fixie a enfrentar um passado que cheio de mágoas para abraçar o futuro que ela de fato merece.

Resenha


Neste romance, Sophie Kinsella traz a protagonista Fawn Farr, uma jovem de 27 anos que tem uma mania: ela consegue deixar nada para lá; precisa consertar todos os erros que vê pela frente. Por isso, desde criança seu apelido é Fixie, e é assim que ela se apresenta: Fixie Farr.

A família de Fixie tem uma loja de utilidades (eu sou viciada nesse tipo de loja — socorro!) no bairro de Acton, em Londres, mesmo bairro onde moram. Quer dizer, onde ela mora com a mãe. Fixie e a mãe trabalham integralmente na loja desde a morte do pai, enquanto isso, seus irmãos, Jake e Nicole, mal passam por lá. Jake é um empresário bem-sucedido e faz questão de ostentar isso: roupas e acessórios caros, almoços em restaurantes chiques com clientes em potencial, um apartamento em um bairro melhor localizado. Nicole sempre foi linda, mas sua carreira como modelo não passou do primeiro trabalho. Casada com Drew, ela voltou a morar com a mãe quando ele foi convocado para trabalhar por um ano em Abu Dhabi e ela não iria, afinal estava iniciando seu negócio, com aulas de yoga.

Fixie e os irmãos não poderiam ser mais diferentes. Eles sempre fizeram sucesso na escola e era comum ela ouvir "Jake é mesmo seu irmão?" ou "você é mesmo irmã da Nicole?" e até hoje isso se reflete no comportamento dela diante deles. Além disso, ela abriu o Bufê Farr e faliu em pouco tempo, o que a levou a pegar um empréstimo com a mãe, algo que ainda não conseguiu pagar. Fixie sente-se o fracasso da família e, por mais que tenha ideias para a loja, não consegue expressá-las nas reuniões de família, intimidada pela presença de Jake e Nicole.

Certo dia, quando estava no Café Allegro, ela estava lá, tomando seu café e ouvindo a conversa de um homem na mesa da frente quando ele, percebendo a atenção dela, lhe pediu que olhasse seu computador enquanto ele atendia uma ligação do lado de fora. Como o lugar está em reforma, foi por pouco que o teto não caiu em cima do laptop e assim que voltou, Sebastian percebeu que a jovem havia salvado seu trabalho. E foi assim que Sebastian Marlowe ficou devendo uma à Fixie. Não que ela fosse cobrar, é claro, ele certamente estava apenas sendo educado.

Fixie sempre foi apaixonada por Ryan Chalker, melhor amigo de Jake. Desde o colégio, Ryan era popular, conquistador e rico. Ele perdeu a família quando era bem jovem e, com isso, herdou um bom dinheiro. Quando estava na faculdade, abadonou o curso e se mudou para Hollywood, onde passou a trabalhar como produtor na indústria cinematográfica, indo à Inglaterra ocasionalmente visitar os poucos familiares que ainda tinha e a família Farr. Acontece que, na última visita, Ryan e Fixie finalmente ficaram juntos, mas quando ele voltou para Los Angeles ela percebeu que nada seria diferente; eles não ficariam juntos.

Porém, um ano depois da última visita, depois de um ano sem qualquer contato, Ryan está de volta à Londres: falido, disposto a ficar de vez na cidade e ficar com Fixie. Assim, quando ela percebe que sua chance de manter um relacionamento com Ryan é ele ter um emprego fixo — algo que não está fácil devido a pouca experiência e o temperamento dele — ela acaba se deixando escapar que é possível conseguir uma entrevista em uma empresa de investimento, a empresa de Sebastian.

Ainda que seja contra seus princípios, Fixie vai até Sebastian pedir em nome de Ryan. E assim começa o toma lá, dá cá entre ela e Sebastian, em uma troca de favores que não parece ter fim. Claro que nós também percebemos que existe uma química entre eles, mas como Sebastian namora com Briony e Fixie só tem olhos para Ryan, que finalmente está com ela, eles não veem, ou não querem ver isso acontecendo. 
— Tem um problema nisso! — Balanço o pedaço de papelão. — O amor não é uma negociação! Não é o que você pode fazer pelo outro. — Olho para ele desejando desesperadamente que Seb me entenda. — O amor salda todas as dívidas.
P. 336
Bem, uma série de situações acontece e Fixie se vê sem a mãe para comandar a loja e, sem ela, Fixie e os irmãos precisam se entender para não levar a empresa a falência. Enquanto tenta lidar com o medo de expor suas opiniões e o complexo de inferioridade, ela ainda terá que lidar com a verdadeira face de Ryan e precisará a aprender a confiar em si mesma, algo em que Sebastian ajudará bastante.

Te Devo Uma é aquele tipo de livro que nem parece que tem 420 páginas de tanto que a história te prende. Enquanto lia sob a perspectiva da Fixie me dava um nervoso ver como ela ficava impotente diante do comportamento agressivo dos irmãos, da clara falsidade de Ryan e acredito que me incomodou tanto porque me vi no lugar dela em muitas situações, o que torna tudo mais intenso. Mas o maravilhoso dos livros é, no fim, você ver o personagem superar as barreiras e descobrir sua força.

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