29 de mar de 2011


[Continuação] FIC Os dezenove anos, e além [4]

De brinde, encerrando o mês, nosso post será maior que os outros, aproveitem.....


Capítulo 5 - Pique- Esconde pelos corredores

A primeira semana de Alvo em Hogwarts foi simplesmente incrível. Ele sempre andava com Rosa, e isso lhe dava alguma vantagem. Ela parecia sempre saber pra que lado era o que, de modo que ele nunca se perdia para as Aulas.

Sua primeira Aula foi a de Transfigurações. A Srta Patil era sua professora. Era uma dessas professoras que conseguia, além de transformar qualquer coisa em outra, transformar a aula numa verdadeira brincadeira. Em sua primeira aula, eles praticaram transformar palitos de dente em agulhas. Alvo era até bom nessa matéria, mas Rosa era simplesmente espetacular.

- Uau!! - disse ela vendo a agulha perfeitamente transformada que Rosa fizera - Não vão querer palitar os dentes com isso!! 
A sala ria-se.

A aula de Herbologia nas Estufas será sempre boa. Mas Prof. Longbotton as vezes se esquecia de que aqueles eram os primeiros dias de aula deles, e exigia demais.
- Calma Professor!! - disse Rosa - Assim nem eu acompanho!!
Neville pigarreou, e sorriu para ela.
- Me desculpe!!
Mais uma vez, ela se saía maravilhosamente bem. Para Alvo parecia que ela nem precisava cursar a escola.

- Onde aprendeu a fazer feitiços tão bons? - perguntou Alvo a ela
- Minha mãe me ensinou!! - disse Rosa com cara de orgulhosa - Ela disse que era muito importante buscar sempre ser a melhor aluna!!
Alvo riu. Ele sabia que a Sra. G. Weasley era uma grade Maga, e deixara para trás um rastro de boas notas, que Rosa talvez estivesse querendo alcançar.

A aula de poções foi diferente do que Alvo pensava. Blásio Zabini era o professor. Era negro, alto, tinha os malares salientes e olhos muito puxados. Como a aula era nas masmorras, a coisa ficava ainda mais sombria.
- Não quero conversas!! Façam apenas o que eu disser!!
Zabini tratava a todos com a mesma frieza das pedras das paredes. Alvo ficou contente em sair de lá.

Por fim. Chegou uma aula que todos estavam ansiosos para ter. Defesa contra as Artes das Trevas. Curiosamente, Alvo achou que enquanto entravam pela porta da sala, as pessoas apontavam para ele e murmuravam.


Alvo se sentou numa cadeira da frente, junto com Rosa. Daquela distância panorâmica, puderam ver em primeira mão, o individuo que descia pela escada em caracol da Sala de cima.

O individuo chegou sorrindo amigavelmente. Alvo o achou familiar, mas não o bastante para lembrar seu nome. Era Lino Jordan.
- Olá!! Aspirantes a bruxos!! - disse ele - Acho que todos aqui estão muito ansiosos para começarmos a aprender a nos defender das Artes das Trevas!! Não é!
Toda a sala retribuiu o comprimento.
- Que bom!! Eu queria lhes dizer que quando se trata de Defesa Contra as Artes das Trevas, é bom lembrar de uma coisa!!

Ele fixou seu olhar em Alvo.

- Não basta apenas decorar um punhado de feitiços, não basta treinar e ler bastante!! Esse ramo da magia é talvez, o mais perigoso, e o mais interessante de todos!! Mas para realmente estarmos preparados para as Trevas, antes de nos armarmos com magia, devemos estar armados com uma boa dose de poderosa fibra e coragem!! Devemos pensar com grande frieza, sermos capazes de mesmo em horas difíceis, nos levantarmos para lutar!! É!

Ele olhou bem fundo nos olhos de Alvo.

- Agora!! Gostaria que vocês afastassem suas cadeiras!! Começaremos com o feitiço mais básico de todos, mas não o subestimem!! Se souberem como usá-lo corretamente, pode salvar suas vidas em várias ocasiões!! Estou me referindo ao feitiço de desarme "Expeliarmus".

Quando o sinal tocou. Alvo havia desarmado cada um de seus colegas de classe, incluindo Rosa.
- Incrível seu talento pra desarmar!! - falou Rosa
- Incrível seu talento para todo o resto - brincou Alvo.

Descendo pelos corredores, Alvo pode ver Malfoy andando na rabeira da fila. Ele era sem favor nenhum aquele que chamava menos atenção em toda a classe,mas ainda assim, seus colegas não se esqueciam dele. Sempre o estavam atormentando, com logros e traquinagens. Colocavam ovos de Fada Mordente em sua comida, pó de fura-frunco nas cuecas, e por aí vai. Até Rosa estava começando a sentir pena dele.
- Só um pouquinho!! - falava ela.


As coisas ficaram feias no primeiro final de semana. Todos aproveitavam os últimos resquícios do verão para nadar no lago, e jogar snap explosivo pelos corredores, além é claro, do super popular Quadribol, a qual Alvo adorava desde muito tempo. Seu pai pessoalmente o ensinara a voar, e quando a professora de vôo Angelina Jonhson o viu no ar, ela praticamente deu pulos de excitação. Seus artifícios no ar renderam trinta pontos para Grifinória.

- Do jeito que as coisas estão andando!! - disse Alvo a Rosa - iremos ganhar a Taça das Casas com os pés atrás!!
Ela sorriu.

A noite chegou. Alvo estava cansado, e cheio do prodigioso banquete que havia comido. Estava quase dormindo, quando sentiu alguém o sacudindo. Ele olhou pra cima, e deu de cara com seu irmão Tiago, e um grupo de amigos deles que ele não conhecia.
- E aí irmãosinho!! - disse seu irmão - pronto pra fazer um Malfoy chorar!!!

Alvo se levantou, e esfregou os olhos.
- Mas o que...?
- Pss!!!
Silenciosamente, eles acordaram os outros alunos do primeiro ano, que levantaram com grande ar de ansiedade e felicidade. 

Alvo seguiu a todos, quando se reuniam silenciosamente na sala comunal. Ele viu Malfoy ali também, além do tal Skiper Lovegood.

- Muito bem calourinhos!! - disse Tiago, alto o suficiente para ser ouvido, e baixo o suficiente para não serem apanhados - Vamos realizar agora uma brincadeira de primeira semana aqui em Hogwarts. Um Pique Esconde pelos corredores!!

Alvo não entendeu nada.
- Espera aí irmão!! Está escuro, todos estão dormindo e...
Aí ele notou as caras dele e dos amigos deles. Eles estavam prestes a quebrar as regras. Só havia meninos ali, ele não poderia contar com Rosa.

- Muito bem!! - disse Tiago sorrindo daquele jeito que Alvo sabia, estava prestes a aprontar uma boa - Todos conhecem as regras dessa brincadeira!! Um de nós sairá por aí, caçando os outros, que estarão escondidos por toda a escola!! Não há lugar nenhum que seja invalido!!

Ele olhou para os calouros, como se procurasse uma vitima.
- O caçador dessa noite será... Malfoy!!!
Escórpio estancou, com os olhos arregalados. Então Alvo compreendeu qual era a finalidade daquela brincadeira. Era apenas mais uma tortura para Malfoy.
- Muito bem!! - disse Tiago - O nosso ponto de referência será o retrato da Mulher Gorda!! Muito bem!! Todos pra fora!!

Todos saíram para o corredor. Estava muito escuro, e Alvo ficou se perguntando que tipo de coisas existiam em Hogwarts aquela hora da noite.
- Muito bem Malfoy!! - disse Tiago lhe oferecendo a parede ao lado do retrato - Conte até cem!! Iremos nos esconder por toda Hogwarts, e você terá que procurar!! Ao todo somos cerca de cinqüenta!! Você não pode deixar passar nenhum!! - disse Tiago - Nenhum, entendeu!!

Malfoy assentiu. Alvo se perguntou por que ele não reclamava, por que não dizia que era impossível achar cada um dos alunos em uma Hogwarts tão escura. Por que?

- Muito bem!! Pode contar!!
Malfoy abaixou a cabeça contra a parede fria feita de pedra, e começou a contagem.
- 1...2...3... - 

Logo que isso começou, os alunos se dispersaram. Alvo notou que os alunos do primeiro ano seguiam os do segundo, que provavelmente sabiam os melhores lugares para se esconder. Pensou em seguir seu irmão, mas de repente, teve uma idéia melhor. Sentiu uma grande excitação se apoderar dele, o castelo as escuras, cheio de mistérios, pronto para ser explorado. Saiu a mil por hora, completamente sozinho, até não poder mais ouvir Malfoy contando.

Alvo saiu andando sozinho pelos corredores escuros. Não havia por que procurar onde se esconder, Malfoy nunca o encontraria. Continuou andando.

Havia muitas tapeçarias naquele andar, ele lembrava de seu pai ter falado para ficar atento a tapeçarias, pois elas as vezes escondiam coisas interessantes. Ele estava olhando justamente para uma onde um bruxo tentava ensinar balé a trasgos.
- Será que há mesmo algum segredo em vocês? - ele disse a tapeçaria baixinho
- Só digo se você disser por favor!! - disse a tapeçaria

Alvo deu um pulo para trás. De dentro da tapeçaria brotou o fantasma de um homenzinho de aparência irritante.
- Mas o que...Quem...
- Ora, ora!! - disse o homenzinho - Um calourinho fora da cama
- Eu...Mas..Quem!!
- Então NÃO SABE QUEM SOU EU!!!? - berrou o fantasma, e Alvo teve medo de que alguém o ouvisse.
- Eu...Por favor!! Não continue gritando!! Alguém vai te ouvir!!
- E SE EU QUISER QUE ME OUÇAM?!!!

Alvo estava prestes a começar a implorar. Mas aí, o fantasma olhou bem para ele.
- Ora se não é o Potter Pirado!! O que aconteceu Pirado? Encolheu? 
Alvo se perguntou como aquele fantasma sabia seu nome. Mas aí a resposta veio a sua mente.
- Você está me confundindo com meu pai?

O homenzinho olhou bem para ele.

- Hora!! Não é o Pirado Potter!! É uma imitaçãozinha barata!! A se,é!!
Alvo respirou fundo.
- Eu sou o filho do Harry Potter!! Você deve ter conhecido ele!!
O Fantasma esvoaçou alto.
- Uma miniatura do Potter!!! Uma miniatura do velho matador de bruxos das trevas!!! 
Alvo não entendeu o último comentário, mas resolveu ignorá-lo.
- Escute!! Por favor, não me dedure!! Se fizer isso posso ser expulso.

O homenzinho esvoaçou mais ainda, como se sentisse prazer na possibilidade.
- HAHAHA!!! "O Pequeno Potter vai ser expulso!! Nunca será como seu pai!!!" - cantarolava ele
Alvo olhou para os lados, temendo que alguém o estivesse ouvindo.


- Afinal quem é você!! - disse Alvo

O homenzinho olhou para ele.
- VOCÊ NÃO SABE QUEM SOU EU!!!?
Alvo se encolheu. 
- Sei!! Sei sim!!
O homenzinho se sentou numa armadura.
- Então!! Quem sou? Se você não adivinhar, talvez, eu deixe você em paz - disse com os olhos brilhando de maldade.

Alvo ouviu os passos de alguém vindo. Um professor? Um monitor? O zelador? tanto fazia, se ele não se livrasse logo daquele fantasma, estava encrencado de qualquer jeito.
- Muito bem!! - disse ele - Seu nome é...
Os olhinhos pirracentos olharam para ele, rindo. Alvo tentou por tudo que era sagrado, lembrar das histórias de seu pai sobre Hogwarts. O problema, era que o Sr. Potter não falava muito sobre a escola, ele sempre dizia, que quando chegasse a hora, ele iria ver por si mesmo. Como ele queria ter sabido mais, como Rosa sabia, se ela estivesse ali saberia como mandar aquele poltergeist embora. Espera um pouco, o fantasma era um poltergeist, e só havia um poltergeist em Hogwarts.

- Você é Pirraça!! - disse Alvo

Pirraça esvoaçou furioso.
- Você roubou!! Você roubou!! Maldito Potter!!!
E saiu dalí antes que a vergonha o subisse a cabeça. 

Alvo mal teve tempo de suspirar aliviado, pois os passos no fim do corredor estavam mais fortes.
- Pra onde corro?
De repente, ele viu uma porta que não tinha notado antes. Uma sala bem em frente a tapeçaria. Ele entrou rapidamente.

Era apenas um armário cheio de vassouras. Ele ficou espiando com a porta entreaberta, o movimento do lado de fora. O sujeito que ía passando era bem menor do que ele esperava que fosse, não, era apenas um aluno do primeiro ano. Por um momento, Alvo pensou que fosse algum dos que estavam brincando de esconder, mas aquele garoto não era da Grifinória. Ele sabia por que o Chapéu Seletor havia gritado duas vezes para ele "Sonserina", e ele se lembrava bem da cara do sujeito.

Ele simplesmente andou pelo corredor e foi embora. 
"O que um sujeito a Sonserina estaria fazendo acordado a essa hora, andando pelos corredores?" Pensou Alvo.

Ele esperou ansiosamente, que o garoto virasse a próxima esquina e desaparecesse. Então, ele saiu do seu esconderijo e começou a fazer o caminho para fora daquele corredor.

Então, a última coisa que ele esperava aconteceu. Quando ele se voltou para olhar para frente, deu de cara com alguém de cabelos cor de palha, pele pálida, e olhos muito surpresos.
- Achei!! - disse Malfoy
Então se voltou para sair correndo. 
Alvo ficou pasmo por uns dois segundos. Ele não esperava que Malfoy realmente pudesse achar alguém naquele castelo enorme, muito menos ele. Então ocorreu-lhe um pensamento, e se ELE, Alvo, fosse o único a ser achado? Como os outros passariam a tratá-lo?

Ele disparou feito louco ao encalço de Malfoy. Com tudo as escuras, ele nem pensou onde estava indo, só seguiu o Escórpio onde quer que ele fosse.

Alvo viu Escórpio virar um corredor, e foi em seu encalço. Só então, ele percebeu onde estava, Estava numa longa sacada externa, podia ver a lua cheia lá no alto, e podia sentir as possas de água da última chuva de verão. Correu atrás de Malfoy com toda a velocidade que podia, e o passou.
- Aha!!! - disse Alvo quando o ultrapassou na corrida.

Com os olhos no fim da Sacada-corredor, ele viu a porta, que provavelmente, os levaria para algum lugar perto do Quadro da Mulher Gorda.

Foi quando ele ouviu.
- AAA!!!

Ele olhou para trás, e viu Malfoy se segurando, pendurado para o lado de fora da amurada.
- Me ajuda!!! - disse ele escorregando na pedra molhada - Eu escorreguei!!
Alvo não pensou duas vezes. Voltou e estendeu a mão para que ele a pegasse.
- Me dá a mão!!
Escórpio estendeu, mas quando Alvo tentou puxá-la, ele também escorregou, e caiu por cima da amurada.
- ARRE!!!
Alvo caiu de lá, e atingiu o telhado que havia pouco embaixo, então escorregou por ele até seus pés tocarem as calhas que haviam nas beiradas. Lá embaixo, o aguardava uma queda de vários metros.

- SOCORRO!! - berrou Malfoy
- Fica quieto!! - disse Alvo - Se você acordar alguém, podemos ser expulsos!!
- Se eu não acordar alguém!! Vamos morrer!! - disse Escórpio
Alvo olhou ao redor.
- Como é que agente sai dessa? - disse Escórpio
- Tô pensando nisso!!

Ele olhou para o lado. Viu que perto do pé do Malfoy havia um mastro.
- Escórpio!! - disse Alvo - Tem um pedaço de ferro aí na parede, se puder usá-lo para se impulsionar pra cima, talvez você possa ir até nossa Sala Comunal, e chamar a Rosa.
- Belo Plano Potter!! - disse Malfoy - Chame a garota!! Ela resolve!! Cara, eu não sei se passou pela sua cabeça mas eu não sou o cara mais popular daqui!!
- O que quer dizer?
- ELA NÃO VAI ACREDITAR EM MIM!!! - berrou Malfoy
- Fica quieto!! - disse Alvo - Pare de gritar!! Vai acordar o castelo inteiro!!
- Então vê se pensa em coisa melhor!!!! - disse Malfoy


Alvo sentiu a calha de pedra sob seus pés começar a se partir. Ele tinha de pensar em alguma coisa depressa.
- Certo!! - disse ele tentando permanecer calmo - Escórpio, eu tive uma ideia, você não consegue mesmo alcançar o ferro aí do seu lado?

Escórpio tentou colocar o pé e se impulsionar, mas acabou não conseguia.
- Não dá!! Não consigo!!
Alvo ficou feliz de constatar de que ele também parecia mais calmo.
- Certo!! Tudo bem, eu tive uma idéia!! Mas você vai ter que escorregar até aqui!!
- O QUE!! - disse Escórpio - Ficou maluco!! Nós vamos morrer!!
- Não!! Não vamos não!! - disse Alvo - vamos conseguir!!
- Primeiro me fala o que vai fazer!!
- Acho que basta saber que se eu não conseguir, agente vai morrer de qualquer jeito!! Então, você não tem muita opção!! - disse Alvo tentando não tremer ao falar.

Malfoy respirou fundo.
- Certo!! - disse ele - Mas se isso não der certo, eu pego você lá no outro mundo!!

Ele lentamente se deixou escorregar pelo telhado até se colocar ao lado de Alvo.
- Ok!! - disse Malfoy - Agora estamos os dois encrencados!!

Nessa hora, Alvo sacou a varinha.
- O que pretende fazer com isso? - disse Escórpio
- Você verá!!

Nessa hora, ele estava se lembrando de algo que havia acontecido meses atrás com ele. Nas férias do seu irmão Tiago, Alvo não parava de incomodá-lo perguntando a ele como era Hogwarts. Seu irmão, naturalmente o repelia, dizia que em alguns meses ele iria descobrir. Porém, a curiosidade e o medo eram cada vez mais intensos, e quando Alvo voltou a interrogá-lo, Tiago usou um feitiço nele.

Sua mãe, Gina havia posto Tiago de castigo por usar magia fora da escola, mas Alvo jamais esqueceu o feitiço que seu irmão havia jogado nele, um feitiço que o ajudaria naquele momento, mas ele tinha medo de ser avançado demais para ele.

- Muito bem!!! - disse Alvo - Lá vai!!
Ele apontou a varinha para si mesmo.
- Mas o que... - disse Malfoy
"Levicorpus" disse Alvo mentalmente.
No segundo seguinte, Alvo estava pendurado por seus tornozelos, no ar.


- CARAMBA!!! - disse Escórpio
Alvo estava flutuando em pleno ar preso pelos tornozelos, como que seguro por uma corda invisível.

- Mas o que foi que você fez com você mesmo!! - disse Malfoy
- Deu certo!! Não acredito, deu certo!! - falou Alvo - Agora, me dá sua mão, eu vou balançar você de volta para a sacada.

Malfoy se esticou e agarrou o pulso dele, a metros acima. Então, alvo começou a se balançar, firmemente seguro pela força invisível. Ele o balançou cada vez mais forte.
- Prepare-se para soltar!! - disse Alvo
- Falou!! - disse Malfoy
Eles se soltaram, e Escórpio foi arremessado para dentro da sacada.
- Isso!!! - disse Alvo - Certo!! Agora, me ira daqui.

De repente, Escóripo saiu correndo. Nessa hora, Alvo empalideceu. O que ele fizera, acabara de livrar a cara de um Malfoy e se colocado numa pose completamente ridícula, e inútil. Como ele fora inocente, ele deveria ter pensado em uma traição.
- Voltei!! - disse Malfoy
Alvo olhou para ele, de cabeça para baixo.
- Na queda, minha varinha voou pro fim da sacada, foi mal a demora.

Malfoy estendeu a mão, e o puxou para a sacada.
- Priori Entcantatem!!
Os pés de alvo se soltaram e Escórpio o puxou para dentro.

- Cara!! - disse Alvo - Juro que por um momento pensei que me deixaria aqui!!
- Só fui pegar minha varinha!! - disse Malfoy - Onde aprendeu esse feitiço?
- Meu irmão me ensinou!! É um feitiço fácil de fazer!! Tiago disse que o pessoal da sala dele usa como pegadinha.
- Mas salvou nossa vida!! - disse Malfoy - Cara!! Nesse meio tempo todo mundo já deve ter se batido!! Droga!

Alvo olhou para ele. Será que ele ainda não percebera que tudo aquilo era uma pegadinha? Ele estava prestes a falar algo quando ouviu o som de maçaneta girado.
Com horror, os dois garotos assistiram a porta do fim da sacada se abrindo...

Alvo sentiu uma verdadeira guinada no estômago quando de repente, a porta perto deles se escancarou.
- Mas o que...!!!
- A!! Aí estão vocês!! - disse a conhecida voz de Rosa
Alvo simplesmente não acreditou. Havia muitas coisas fora do lugar ali. Como Rosa poderia estar ali? 
- Alvo!! - chamou ela.
Ele acordou.
- Rosa!! O que você está fazendo aqui!!!
- Como foi que nos achou!!! - disse Escórpio
Rosa estava prestes a dizer alguma coisa, mas pareceu mudar de idéia.
- Isso não importa!! O que VOCÊS estão fazendo aqui? Por que todos os meninos estão rodando por Hogwarts?
- Pique esconde!! - respondeu Malfoy
- Mas a essa hora!!! - disse ela
A cabeça de Alvo parecia que ia explodir de tanta confusão.
- Como é que você sabe que todos os meninos estão andando pela escola!!!
Rosa pareceu irritada.
- Por que você faz tantas perguntas!!
Alvo estava prestes a responder, mas aí, Malfoy pediu silêncio.
- Quietos!!
Eles aguçaram os ouvidos. Alguém estava vindo.

- Temos que sair daqui!! - falou Escórpio
- Vamos!! - disse Alvo
Os três correram pela sacada, o ar frio das alturas batendo no rosto. Alcançaram a porta lá no final, para descobrirem que...
- Está trancada!! - disse Alvo
- Agora sim temos um problema!! - disse Escórpio
Mas Rosa nem ligou. Assumiu a dianteira, apontou para a maçaneta e...
- Alohomora!!
A porta se abriu.
- Maravilha!! - disse Escórpio
Alvo teria concordado, mas Rosa os empurrou para frente, mandando que corressem. Mal atingiram os corredores, e ela os puxou por uma passagem secreta. A partir daí, ela foi na frente, guiando todos pelos intrincados labirintos de passagens, retratos, escadas e paredes falsas, até milagrosamente saírem do lado do Retrato da Mulher Gorda.

Gritaram a senha e passaram a jato sem nem dar bola para os comentários malcriados dela por a acordarem no meio da noite. Passaram pelo retratos, alcançaram a Sala Comunal, e se jogaram nos sofás.
- Ufa!! - disse Escórpio - Isso é o que eu chamo de por um fio.


Isso é o que eu chamo de extrema burrice!!! - disse Rosa - Como é que vocês caem nessa tão facilmente!! Não acredito nisso!!
- O que? - disse Escórpio - Escuta garota, agente estava se virando muito bem sem...
- Ah é!! - disse ela com ironia - Escuta aqui MALFOY, pouco depois de você sair, todos os meninos começaram a voltar para dentro da Sala Comunal! Eles iam deixar você rodando até não poder mais, ou ser pego e expulso!!
- E ainda chamam Grifinória de A Casa dos Nobres!! - disse Escórpio - Não ví nenhuma nobreza nos seus amigos!!
Alvo assistiu Rosa ficar sem palavras, o que era simplesmente inédito.
- É...Bom...Acho que eles passaram dos limites!! Mas afinal, por que você veio para a Grifinória!!?
- Por que eu pedi!!! - disse Malfoy - Minha familia inteira veio da Sonserina!! A casa dos astutos!! Mas eu queria ser da Grifinória, por que sempre ouvi que era a Casa dos Nobres, e era para cá que queria vir!! Tô começando a achar que deveria ter ouvido o meu pai!!

Alvo e Rosa trocaram olhares.
- Bom!! - disse Alvo - Agora você está aqui! Talvez seja melhor assim!!
- É!! - disse Escórpio - Talvez!!
Ele se levantou e foi dormir. Alvo e Rosa ficaram sozinhos, sentados no sofá. Isso deu tempo a Alvo de contar a Rosa tudo o que tinha acontecido, em detalhes. Incluindo a estranha aparição daquele Sonserino, no corredor da tapeçaria.


Capítulo 6 - Adeus aos amigos, adeus ao inimigo

Harry acordou suando frio. Tivera um sonho horrível, onde ele via Voldemort vivo novamente, atacando e matando. Esfregou a cicatriz, mas ela não doía. Afinal, fora só um sonho normal, de um ser humano normal, após seu inimigo ser derrotado.

Já estava amanhecendo, ele sabia que dia era aquele, era o dia do Grande Funeral. O funeral de Voldemort, e dos seus Comensais mortos na guerra contra Hogwarts. E também seria o enterro de todos os que morreram lutando contra ele. Se falava em faze um grande Memorial perto do Túmulo de Dumbledore em Hogwarts, e Harry apoiava essa idéia. Mas para Voldemort e seus seguidores, ficava difícil. Ninguém sabia direito o que fazer com o corpo do que fora o maior dos piores bruxos do Mundo. 

Ninguém, exceto ele, Harry, que sabia exatamente o que fazer e disse isso a Kingsley quando o encontrou, alguns dias atrás.
- Vamos queimá-los!! - disse Harry
O Ministro olhou para ele. Os bruxos a volta dele pareceram ficar chocados.
- queimá-lo!! Mas... isso é inaceitável!!
Harry olhou para aqueles Curandeiros, que estavam sob a posse do corpo do Lord das Trevas.
- Sim!! Vamos queimá-los!! - disse Harry - Acho que seria..hum...adequado!! Daria a eles algum respeito, e poria um fim a eles de uma vez!!

Ainda assim os bruxos pareciam inquietos.
- Mas...Senhor Potter!! Devo dizer que...acho que não deveria nos negar a chance de estudar esse corpo!! Sem duvida, ele deve esconder magias bem poderosas, afinal...
- CALE A BOCA!!!! - disse Harry - MAGIA DAS TREVAS!! SIM!! É O QUE ELE ESCONDE!! MAGIA QUE DEVE MORRER COM ELE!! PRA SEMPRE!! NO FOGO!!!

Kingsley concordou com ele imediatamente, o que surpreendeu Harry, pois nunca em sua vida vira alguém concordar assim tão rápido com ele, mais ainda, sendo ele o Ministro da Magia.

No fim, naqueles poucos dias que se passaram desde a festa na casa dos Dursley, o mundo da magia começou a novamente a entrar nos eixos.


Harry se levantou, decidido a espantar o sono. Ele precisava se levantar, para finalmente por um fim, no que parecia ser aquela interminável saga. Voldemort finalmente iria partir para sempre. Disso ele tinha certeza.

Harry se vestiu, e caminhou para a cozinha, onde Monstro já prepara o café.
- Como patrão se sente nesse dia? - disse Monstro com sua voz áspera, porém amável.
- Não tô nada legal!! - disse Harry - Você lembra que dia é hoje?
Harry sentiu que Monstro estava especialmente feliz.
- Hoje é o dia em que o Lord das Trevas vai finalmente ser queimado!! E com o perdão do senhor!! Ele já vai tarde!!
Harry balançou a cabeça. Estava sem saber por que, nervoso com o enterro. Muitos já diziam que Voldemort não era humano o suficiente para morrer. E se ainda houvesse algo alguma Horcrux? E se ainda houvesse algum plano secreto do qual nem ele nem Dumbledore estavam cientes?
Ele sacudiu a cabeça fortemente. Não, não havia mais nada. Voldemort esta morto. Se não estivesse, ele, Harry, saberia através de sua cicatriz. Voldemort nunca mais voltaria. Nunca.
- Claro!! - disse Harry a Monstro - O Voldemort sim!! Mas a outros que serão enterrados hoje!! - disse Harry - Estou...Triste por eles! Só isso!

Monstro se afastou, provavelmente para limpar alguma coisa, e deixou Harry com seus pensamentos.


Depois de tomar café, Harry se preparou para sair. Foi para fora, e aparatou para o Ministério. 
Com a cabeça ainda rodopiando, ele andou pelo saguão que havia se materializado sobre seus pés. Agora, era só saber onde seria queimado o corpo de Voldemort. Ficou refletindo que tipo de sala usariam para queimar o bruxo. Não poderia ser uma sala muito utilizada, talvez até uma sala abandonada. Afinal, ninguém iria querer trabalhar numa sala em que fora queimado o corpo do pior bruxo de todos os tempos. 
- Harry!!
Ele se virou. Era o Sr. Weasley, junto com o resto da família, além de Fleur e Hermione.
- O que estão fazendo aqui? - disse Harry sem entender por que todos os Weasleys haviam resolvido fazer uma reunião no Ministério da Magia.
- Viemos ver A Pira!! - disse Rony se aproximando
- É o que??? 
- Voldemort vai ser queimado hoje!! E todos nós estamos indo vê-lo!! Será no Departamento de Mistérios, no Tribunal.

A cabeça de Harry entrou em parafuso. Como assim eles vieram ver a Pira? Que história era aquela? Quem em sã consciência iria querer ver aquilo?

- Mas por que? - insistiu Harry
- Por que? - O Sr. Weasley pareceu surpreso - Não sei você Harry, mas todo o Mundo Bruxo está nervoso!! O Ministério ainda esta desacreditado, as pessoas não tem certeza do que pensar ainda. Ainda há a possibilidade de, eles possuírem o cadáver de Voldemort, ser boato!!
- Mas VOCÊS estavam lá!! - disse Harry - Vocês viram ele morrer!!
O Sr. e a Sra. Weasley trocaram olhares. 
- Harry querido!! - disse A Sra Weasley - É...Complicado!!
Harry olhou para o resto dos Weasley. Viu o gêmeo Weasley sobrevivente com o olhar mais abatido que já o vira. Rony estava abraçado com Hermione, e até Gina parecia estranha.
Por um segundo, Harry ficou se perguntando o que estava acontecendo. Foi aí que começou a pensar melhor a respeito. Talvez, a mesma paz de espírito que estava faltando a ele, também faltasse aos Weasley, e a todos os bruxos do mundo.

Era como uma espécie de medo. Um receio de que, de alguma forma, de algum meio inusitado, tudo recomeçasse como havia recomeçado da outra vez. A Pira era uma espécie de garantia a todos, de que aquele bruxo não voltasse mais. Era obvio que todas as famílias atingidas iriam querer ver de perto Voldemort queimar.
- Bom!! - disse Harry - Então...Vamos embora!!
E saiu andando. Os Weasley o seguiram calados.


Harry, e os Weasley, desceram até o Departamento de Mistérios, para o lugar em que a pira seria. 
Quando entrou, Harry teve a sensação estranha de ter entrado num buraco. Todos vestidos de tão negro que pareciam vestidos da própria escuridão. Havia muitos ali, alguns fotógrafos inclusive, e alguns jornalistas. Quase tantos quanto havia no Túmulo de Dumbledore, ao pensar no Tumulo dele, Harry se deu conta que aquilo era sem duvida o completo oposto do Túmulo Branco. 

O lugar passava uma sensação de enclausuramento, e raiva. A pira havia sido colocada bem aonde costumava ficar a cadeira cheia de correntes. Era como uma enorme tigela de pedra negra com uma escada de pedra na lateral, com palha enchendo todo o interior. E bem no centro, um cadáver enrolado dos pés a cabeça com uma mortalha negra.
- Bom!! É isso aí!! - disse Rony vendo aquilo
Harry olhou pra ele, e achou que ele parecia um tanto nervoso. A cara dele estava meio pálida.
- Não seja ridículo Rony!! - disse Gina - É só um...defunto!! Um defunto que já matou um monte de gente, mas ainda assim!! É só um...morto!!
Harry pensou com seus botões que as palavras de Gina pareciam funcionar ao inverso. Ao invés de Rony relaxar, ela começou a parecer estranha. 
- Vai ficar tudo bem!! - disse Harry
E passou o braço no ombro dela.

Quando todos assumiram seus lugares, O Ministro Kingsley assumiu seu lugar, no alto da pequena escada de pedra da pira.
- Bruxos e Bruxas!!! - entoou ele com sua voz grossa e confiante - Esse é um dia único para nós, e pra todo o Mundo Bruxo!! Um grande mal partiu, e estamos aqui para despachá-lo para fora de nossas vidas para sempre!! Foram muitas horas de desespero por causa desse individuo!! E ninguém mais viveu com mais força esses tempos escuros, dos que Harry Potter!!

Ele apontou para Harry, convidando-o a vir a frente. Harry se sentiu subitamente frio por dentro.


Harry se levantou, consciente que muitas pessoas agora o olhavam. Ficou pensando no que iria dizer. O que se diz afinal no funeral do seu pior inimigo? Ouviu o clique das maquinas Fotográficas dos jornalistas. De repente, Harry viu brotar do meio da multidão alguém que pensou que nunca mais iria ver novamente. 

- Harry Potter!! Harry Potter
Harry olhou sem acreditar para ninguém menos do que Rita Skitter.
- VOCÊ!!!
- Vamos Sr. Potter!! - disse ela com aquela cara que sempre precede a um desastre jornalístico - Diga o que sente agora, vamos!! Fale sobre o triunfo de ver seu grande inimigo queimado na fogueira para sempre!! Fale um pouco...
Nessa hora, Harry sentiu um frenesi de raiva que ele nem sabia de onde vinha.
- A UNICA COISA QUE EU VOU FAZER É MANDAR PRENDE-LA POR DIFAMAÇÃO!!!!!! - berrou ele.
Rita Skitter ficou branca como papel. Harry se virou para Kingsley.
- O QUE ESSA CRIATURA AINDA FAZ SOLTA? ELA É UM ANIMAGO NÃO CADASTRADA, E TENHO CERTESA DE QUE UM MONTE DE GENTE ESTÁ LOUCA PRA VER ELA EM AZKABAN!!

O caos que se instalou foi enorme. As pessoas gritavam, e protestavam. Kingsley tentou restabelecer o controle, mas sem sucesso. Os bruxos lá dentro já estavam tensos, a confusão que Harry começara fora a fagulha que iniciou um incêndio.
- Todos pra fora!! - gritou alguém - TODOS PRA FORA!!!

A multidão desorientada foi meio que cuspida para fora. Harry viu Os Weasley tentando se manter juntos. Seu olhar foi de Rony e Hermione, para Gina. Ele estava longe demais para alcançá-los, então, se manteve parado.

A sala se esvaziou rapidamente. Harry se manteve parado, e foi subindo a grande arquibancada que era a sala do Tribunal, conforme as últimas pessoas iam passando. Foi se deixando por último.

De repente, antes que ele pudesse passar, a porta se fechou. 
- Mas o que...
Harry bateu na porta, tentou o feitiço "Alohomora" mas nem assim ela se abriu. Estava trancado na Sala do Tribunal, com o corpo morto de Voldemort.


A Sala do Tribunal ficou num silencio absurdo. Harry sentiu um calafrio percorrer sua espinha.
"Mas o que ha comigo?" disse ele a si mesmo "É só um cadáver".
Ele se virou para a frente do Tribunal. Lá estava a Pira, com Voldemort deitado lá no meio. Subitamente, veio a Harry a imagem da criança flagelada em King Cross, quando estivera tão próximo da morte, e voltara. O que sentiu foi pena daquela figura. Ele realmente jamais poderia lhes fazer mal algum de novo. Talvez agora, nesse exato momento, estivesse se arrependendo de tudo.


Harry desceu a arquibancada e se aproximou da Pira.
- Você foi provavelmente o Ser humano mais digno de pena que já conheci!! - disse ele ao corpo sob a mortalha - Nunca conheceu um momento de felicidade em toda a sua vida!!
O corpo continuava lá, imóvel.
- Eu não acho que vai conhecer a felicidade agora na morte, mas...espero apenas, que na medida do possível, Tom Riddle, fique em paz!!
Por algum motivo, Harry se sentiu aliviado ao dizer isso. Saiu dali de perto, seguro que havia deixado tudo o que aquele corpo significava para trás.

Mas aí, algo aconteceu, algo muito estranho. Harry começou a ouvir um barulho. Por um momento delirante, ele pensou que vinha da Mortalha. Mas aí, dois bruxos aparataram ali, perto da Pira. Harry saltou para trás das cadeiras para não ser visto.

- Pronto!! É nossa última chance!! - disse um
- Sim!! Com certeza!! - disse um outro
Harry ficou abaixado, pensando que novidade era aquela.
- E pensar que deixaríamos esse corpo queimar!! Harry Potter deve ser louco!! Será que ele tem alguma idéia do que esse corpo esconde? Esse homem praticamente voltou dos mortos!! Isso sem falar que era um ofidioglota!!
- Sem duvida!! Devemos começar o mais rápido possível!! Logo, o Ministro vai retornar, e perderemos a oportunidade!!

Harry levou alguns segundos pra entender quem eram aqueles homens. Eram curandeiros, os curandeiros que queriam estudar o corpo de Voldemort. O sangue dele subiu. Ele agarrou a varinha, e saltou para fora do esconderijo.

Harry se postou, ereto, sobre as escadas.
- PARADOS!!!
Os dois curandeiros olharam para cima. Um deles ficou branco como papel, o outro também pareceu bem surpreso. O primeiro era baixo, e meio barrigudo, com cabelos rareando. O outro era bem magro e alto, completamente careca, e com olheiras profundas nos olhos.
- Sr Potter!! - disse o das olheiras - É sem duvida uma surpresa, estávamos apenas...
- Ei sei o que estavam fazendo!! - disse Harry - E não vão conseguir!! Os segredos dessas Magias das Trevas vai queimar com ele - Harry apontou a varinha.


O mais alto olhou para o outro, então se virou para Harry.
- Você tem idéia do que esse corpo esconde? O poder que ele contem? Habilidades que os bruxos nem sonham podem estar aqui!! O Segredo do Retorno dele pode estar aqui!! Imagine Sr Potter, todo esse conhecimento!! Podemos dá-lo a você também, se quiser!!

Harry ficou estático com o que ouvira. Que tipo de maluco iria querer aquele tipo de poder. Poder que ELE, Harry, vira tão de perto ser usado para destruir.
- Você está louco, homem!! - disse Harry
Ao ouvir isso, rápido como nada que Harry já vira, ele sacou a varinha. Harry mal teve tempo de gritar "Protego". O feitiço o jogou escadaria acima.
- Você é um tolo, Harry Potter!!
Harry ofegou. Sabia muito bem que Curandeiros eram Mestres da Magia muito poderosos. Sua mente o levou de volta a Hogwarts, para a lista dos NOMs necessários para se tornar um Curandeiro. "Vai dar trabalho"
- Estupefaça!!!
O adversário bloqueou. Harry aproveitou para rolar para o meio das cadeiras.
- Isso não vai adiantar, Sr. Potter!!
Harry se levantou do meio delas.
- Accio Cadeiras!!
Imediatamente, as cadeiras que estavam atrás do outro, voaram em sua direção, e acertaram o Curandeiro.
- Mas que...
O Curandeiro apontou a varinha, e as cadeiras pararam em pleno ar. 
- Depulso!!! - berrou Harry
As cadeiras que o rodeavam, voaram para cima de seu adversário, que por sua vez, usou o mesmo feitiço para pará-las.


As cadeiras agora estavam em pleno ar. Nesse meio tempo, Harry viu algo estranho acontecendo perto da Pira. O outro sujeito estava perto de lá, executando algum feitiço com a varinha.
- PARE!! - berrou Harry - NÃO FAÇA ISSO!!
Ele nem parou para se perguntar o que era o "isso" que estava sendo feito. Tinha que detê-lo.

Mas aí, para a surpresa de Harry, o homem com que duelava acenou para as cadeiras que flutuavam. Todas se transformaram de repente em águias, e saltaram ao ataque.
- Estupefaça!!! - berrou Harry
Algumas poucas caíram no chão. As restantes voaram para o alto do teto, para um novo ataque.
- Não adianta, Sr Potter!! - disse o duelista sorrindo - Elas não pararão de atacá-lo!!
Nisso, Harry tinha que concordar. Mesmo que ele conseguisse evitar ser morto a picadas, jamais conseguiria convencer aquelas aves a parar. "Mas eu não preciso convencê-las”


- Imperius!!! - berrou ele
As aves pararam o ataque. Harry sorriu.
- Ataque!! - ordenou ele
Os pássaros caíram sobre os dois curandeiros com ferocidade. Os dois curandeiros berraram surpresos.
- Finite Encantatem!! - disse Harry
Os pássaros voltaram a ser cadeiras, e choveram sobre os dois adversários. 
O mais valente dos dois saiu de baixo delas. Harry olhou para o topo da sala, onde ele estava e...
- Expeliarmus! - berrou Harry
O Curandeiro foi arremeçado, e bateu contra a parede do alto da sala.
- Accio varinha! - berrou Harry
A varinha dele veio voando para sua mão. Ele a pegou no ar, e a partiu.
- E isso encerra o duelo!!! - disse ele

Então se virou para o outro, que ainda estava perto do corpo de Voldemort.
- INCENDIO!!
Chamas brotaram da varinha, e espirraram sobre a Pira. A coisa pegou fogo de uma vez só. O Curandeiro deu um pulo para trás, e acabou caindo no chão.

Na Pira, algo estranho aconteceu. As chamas se tornaram negras durante alguns segundos, então, uma fumaça escura foi cuspida, e o fogo voltou a queimar alaranjado.


- Agora, toda a magia daquele corpo foi queimada!! - disse o Curandeiro - FELIZ AGORA?
Harry sorriu.

As portas da Sala se abriram. Kingsley entrou com varinha em punho, seguido pelo Sr. Weasley, e de uma frota de aurores da Ordem de Fênix. O Curandeiro se encolheu contra a parede.
-Harry!! Você está bem? - disse Kingsley
-Estou!! Eu consegui derrotar os...Um minuto, por que está me perguntando isso?
-Assim que saímos a sala se trancou por magia, e não conseguíamos aparatar para dentro!! Pensamos que eram Comensais foragidos tentando uma vingança contra você!!
-Harry!!
O cabelo vermelho de Gina brotou do meio da multidão, e correu até ele.
-Você está bem? O que aconteceu?
-Não!! Está tudo OK, eram apenas alguns Curandeiros tentando um golpe!! O que aconteceu com Rita Skitter?
-Estamos cuidando disso!! - disse o Sr Weasley - O fato de ela ser uma Animago finalmente me dá algum protesto para prende-la!!
Harry sorriu. Estava prestes a dizer mais alguma coisa, mas aí.
-HARRY!!!! MEU QUERIDO!!
Ele olhou para o lado, e não viu mais nada. A Senhora Weasley os estava abraçando tão forte que tapava completamente sua visão.
-Os Comensais machucaram você? Eles ainda estão aqui? EU VOU MATÁ-LOS!!
-Molly, calma!! - disse o Sr Weasley chegando logo depois
-NADA DE CALMA ARTHUR!! O Ministério continua tão incompetente quanto antes!! Veja só!! Como podem Comensais aqui!!
-Mãe - começou Jorge - nem sabemos se foram eles...
-É CLARO QUE FORAM!!! - berrou Molly - Quem mais iria querer mal ao Harry!!
Harry gostaria de ter lembrado a ela de que havia uma longa lista, mesmo sem os Comensais, mas não conseguia nem respirar.

Nessa hora chegaram os repórteres. O click das câmeras inundou o local, e os gritos de "Uma palavrinha!! Por Favor, Harry Potter" se foram ouvidos, ecoando por todo o local.
- SAIAM DE PERTO, SEUS RATOS!! - berrou a Sra. Weasley - ELE PRECISA DESCANÇAR AGORA!!
Harry ficou bem feliz por a Sra Weasley ter lhe soltado nessa hora. 

Os aurores tiveram muita dificuldade em manter a multidão fora da sala.
- Quem foram os Responsáveis? - disse Kingsley
Harry apontou para o Curandeiro encolhido.

- Somente esse homem? - perguntou o Ministro
- Não!! - disse Harry
E apontou para a Pira onde Voldemort ainda queimava, onde estava o outro Curandeiro não estava mais lá. O lugar pareceu silenciar. Todos acabavam de notar que a Pira estava queimando. Os gritos dos jornalistas foram substituídos pelo barulho de pena riscando papel, e o Click das Câmeras continuou.

- O que está dizendo Harry? - disse o Ministro - Voldemort foi o responsável?
Harry por um minuto ficou se perguntando do que raios ele estava falando. Só então, se deu conta de que o segundo Curandeiro havia fugido, e ele se encontrava apontando para a Pira.
- Não senhor!! - disse Harry - Havia um segundo individuo ali!! Ele deve ter aparatado!!
A confusão foi retomada. Os Weasley se juntaram a Harry, e começaram a enfrentar a multidão para sair dali.
- SAIAM DA FRENTE!! - berrava a Sra Weasley - Temos um outro compromisso agora!! SAIAM!!!
- É!!!! - berrou Jorge - SAIAM DA NOSSA FRENTE!! CAIAM FORA!!
Harry ficou surpreso com a posição de Jorge por um momento. Mas então, se lembrou para onde estavam indo. Havia ainda o enterro de todos os amigos que haviam morrido na batalha, incluindo o Gêmeo Weasley Fred.


Assim que Harry e os Weasley conseguiram deixar para trás o último repórter, Harry se deixou ficar um pouco para trás junto Rony e Hermione.
- E então!! - disse Rony - O que aconteceu lá de verdade?
- Dois Curandeiros muito estranhos invadiram a Sala de Julgamento!! - disse Harry - Acho que queriam roubar o cadáver de Voldemort!!
- Que nojo!! - disse Rony - Pra que alguém iria querer isso?
- Francamente Rony!! - disse Hermione - Como pode ter freqüentado Hagwarts por tanto tempo, e saber tão pouco a respeito de tudo?
- Fácil!! Não sendo você!! - disse Rony
Hermione olhou para ele com um olhar fulminante.
- Meu anjo!! - ele completou.
Harry se permitiu sorrir. Rony e Hermione deveriam ser um casal bem engraçado.
- Mas então!! - disse Rony - Afinal, o que você sabe sobre esses Curandeiros?
Hermione olhou para eles com um olhar enigmático.
- Não tanto quanto gostaria!! Mas lembro de ter lido, que o Mundo Bruxo consegue alcançar segredos de bruxos já falecidos analisando o corpo deles. E como com os Trouxas, quem analisa e estuda esses corpos são os Bruxos Médicos!! Os Curandeiros!!
- O que são mé... Ah!! Esquece!! - disse Rony
- Como é que eles fazem isso? - disse Harry - Como conseguem extrair alguma coisa de um corpo morto?
- Com magia, Harry!! - disse Hermione

- Rony!! Harry!! Hermione!! Não fiquem para trás!! - disse a Sra Weasley - Eles...nos estão esperando!!
A voz dela ficou embargada. Nessa hora, Harry se virou para Rony. Naquele ínfimo momento em que os três haviam ficado a sós, ele parecia ter se esquecido da morte dos irmãos, mas agora, o peso da tristeza voltava a transparecer. Harry suspirou fundo. Não era ora de se preocupar com dois Curandeiros idiotas. Ele havia dado adeus ao inimigo, e era ora de dar adeus aos amigos também.


- Estamos aqui, para dar adeus, aos grandes heróis da batalha de Hogwarts, que deram suas vidas por um Mundo Bruxo livre e justo...

Harry de repente se sentiu um enorme peso no peito. Era a culpa de não ter sido capaz de salvar aqueles amigos, mas ele já estava preparado para esse sentimento. Ele o enfrentara quando estava prestes a se entregar a Voldemort.
Ele se virou, e viu Rony ao lado de Hermione. Ele não se lembrava de ver o amigo parecer tão exausto desde a época em que eles tinham que rodar pelo pais na Clandestinidade carregando uma Horcrux no pescoço.
- Harry!!
Ele olhou para o lado. Era Gina, que olhava para ele com uma expressão desolada. Parecia estar se segurando para não acabar chorando. Gina que sempre lhe pareceu tão forte. Harry a abraçou, e ela caiu no choro.
- Harry!! Me desculpa!!
Harry continuou consolando-a. Ela era valente. Procurava enfrentar tudo sozinha. Mas a morte de Fred e dos demais era muito pra qualquer um. Até para ele, Harry, que já sentia lagrimas quentes no rosto.

- ...e por isso, dizemos descansem em paz heróis!! Com a segurança de que o trabalho que ajudaram a concretizar está feito!! E que ajudaram criaram um mundo melhor!!
Percy fechou o discurso que estava lendo. Todos aplaudiram. Ele parecia com dificuldade de respirar. Harry viu ele trocar um olhar com o irmão Jorge. 
- Bem... - disse Percy - Eu achei que se Fred pudesse dizer algo aqui agora, ele diria: Por que essas caras feias? Não lembram que ainda resta mais um de mim?

O comentário fez as pessoas caírem de vez no choro. Era realmente o tipo de piada que Fred faria. E pela primeira vez na vida, Harry pode ver um Gemeo Weasley chorar.

Foi naquela hora que ele tomou uma decisão. Harry sabia que havia algo ainda que ele podia fazer por Jorge, e que deveria fazer. Ele se afastou de Gina, e foi até ele.
- Oi Jorge!! - disse Harry
Jorge limpou as lágrimas, e olhou para Harry.
- E aêe cara!! - disse ele
Harry enfiou a mão no bolso e tirou um pedaço de pergaminho.


- Como anda a Loja? - perguntou Harry
Jorge suspirou.
- Não sei se vai ficar aberta cara!! Sabe, eu e Fred...bem...acho que nunca vai haver alguém que entre em sintonia comigo como ele e...bom, acho que é melhor fechá-la e...!
- Não!! - disse Harry
E então, ele colocou o pedaço de pergaminho na mão de Jorge.
- Lembra disso?
Jorge olhou.
- É...O Mapa do Maroto!!
- Vocês me deram isso no Terceiro Ano!! Me ensinaram que quebrar as regras as vezes é o melhor caminho!!
- Você já sabia disso antes!! - disse Jorge - Lembra da pedra Filosofal!!
- Fique com isso como inspiração!! - disse Harry - E não feche as Gemialidades Weasley!!
Com um último sorriso, Harry se virou, e saiu andando para longe das pessoas entristecidas. Por algum motivo, ele teve certeza de que a partir dalí, a sua vida só iria melhorar.


Até a próxima semana!!!!!!


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