12 de abr de 2011


[Continuação] FIC Os dezenove anos, e além [6]

Obaaaaaaa, chegamos ao capítulo 8...divirtam-se!!!!



Capítulo 8 - O duro treinamento dos Aurores

A tensão enchia cada fibra do ser dele. Um frio no estômago com o coração batendo muito rápido. Ele respirou fundo, e olhou para trás, para fora da pedra que escondia a ele, e a Rony. Os olhos brilhantes na escuridão os observavam do meio das árvores.


- Caramba Harry - disse Rony - Como nós nos metemos nisso cara? Me diz!! COMO???

Harry riu do amigo, e começou a se lembrar do caminho que levara os dois até aquele momento crítico.

Ele achou que a coisa toda começara mesmo, quando haviam decidido que N.I.E.Ms, iriam prestar, a cerca de um ano atrás.


Depois de um mês que Voldemort fora queimado na Pira, ele e Rony decidiram o que queriam fazer da vida.
- Cara!! Ser Auror!! Ser Auror é algo incrível!! E nós já temos experiência!!
Harry riu do pensamento do amigo.
- É!! - disse Harry - Nós dois temos muita experiência em SOBREVIVER as Artes das Trevas!! Isso não é exatamente ser Auror!!
- A qualé cara!! - disse Rony - Acha mesmo que o Ministério vai deixar de contratar O Eleito... 
Ele parou, parecendo meio desanimado.
- Você nem precisaria dos N.I.E.Ms, eles te contratariam imediatamente sé fosse lá nesse momento
Harry sentiu que o amigo estava se sentindo do novo, como se fosse ofuscado por ele. Ele sentiu-se ligeiramente desanimado com isso.
- Escuta cara!! - disse Harry - Acha mesmo que você não tem as mesmas chances que eu de ser Auror? Sou só um cara normal
- Que derrotou o maior bruxo das trevas!!! DUAS VEZES!!
- Tá bom!! - disse Harry tentando não se aborrecer - Mas você é o cara que destruiu a Horcrux-Medalhão! Você lutou contra um monte de Comensais no fim do Sexto ano!! Você...Oh, você fez um monte de coisas, pô!!

Rony pareceu se animar um pouco. Aparentemente, se lembrar que derrotara aquela Horcrux fez ele se sentir mais heróico. Harry riu da cara que o amigo fez.



Depois disso, eles haviam estudado feito loucos tudo o que podiam. Hermione pessoalmente cuidara para que não perdessem nem um segundo de tempo, que poderia se usado para praticar, ou estudar.


- Hermione!! CHEGA!! - disse Rony - Não acha que somos já muito grandinhos pra você ficar perseguindo a gente desse jeito?
Hermione estreitou os olhos pra ele.
- Fique sabendo Ronald Weasley, que nós NEM COMPLETAMOS HOGWARTS!! Estamos numa grande desvantagem perante os outros!!
Rony olhou de soslaio para Harry, depois se voltou para Hermione.
- Você fica linda quando fala assim!!
Harry se preparou para deixar o recinto. Normalmente, Rony desarmava Hermione quando dizia aquilo, mas dessa vez...
- Nem me venha com essa!! - disse ela - Vocês dois não vão sair dessa sala enquanto a gente não aprender TODAS ESSAS AZARAÇÕES!!!

Harry se sentou de novo no sofá, sem saber se lamentava, ou dava vivas por não ter que se presenciar os dois se beijando de novo.
- Ok Hermione!! - disse Harry - Vamos lá então!! Lê esse texto de novo!!

Os três estavam estudando na sala do Largo Grimmald. Monstro estava fazendo um delicioso almoço na cozinha, enquanto os três treinavam, e estudavam para os exames que iriam prestar. 


Como não haviam terminado Hogwarts, os três tinham que se esforçar ao máximo, o resto do ano para finalmente prestar os N.I.E.Ms, e ficavam alternando entre o Largo Grimmald e a Toca para treinar.

Naquele dia, eles estavam usando o Largo, e faziam um esforço enorme para aprender o conteúdo de dois anos, no espaço de apenas dez meses. A falta de tempo para se aprender tanto conteúdo fazia Hermione entrar em desespero, forçando Harry e Rony a quase ir a loucura de tanto estudar. 



Harry assistira em silêncio, Rony desenvolver um método para conseguir "desligar" a compulsão de Hermione pelos estudos, e lhes dar um pouco de paz. Mas aparentemente, ela se tornara imune a aquilo.
- Sugiro que você pense em algo cara!! - disse Rony enquanto Hermione treinava uma azaração num boneco - Antes que a gente tenha um troço de tanto estudar!!

Harry teve vontade de dizer que se nem ele que era o namorado dela não conseguia fazê-la parar, ele é que não conseguiria.

- Hora do almoço senhor!! - Monstro apareceu pela porta
- Salvos pelo elfo!! - disse Rony
Harry riu.
- Obrigado Monstro!! - disse ele com mais vontade do que pretendia - Muito obrigado
Monstro fez uma reverência. Hermione lamentou.


Começaram a almoçar o empadão que ele havia feito.
- Depois disso, vamos começar a trabalhar um feitiço de Desilusão!! - disse Hermione
- A!! Corta essa!! - disse Rony com a boca cheia - Pra que precisamos disso? Temos uma Relíquia da Morte que faz justamente isso!!

Hermione soltou um resmungo. Ela odiava ouvir Rony chamando a Capa de Invisibilidade de Relíquia da Morte. Harry achou que era por que fora uma das poucas vezes em que teve de admitir que estava errada sobre algo.
- Se nós realmente nos tornarmos Aurores competentes, não poderemos ficar dependendo de uma Capa De Invisibilidade para não sermos detectados! - disse ela seca - 
Rony engasgou.
- NÓS??? - disse Rony - Achei que você não iria querer caçar bruxos das trevas pelo resto da vida!!
Hermione ficou pensativa.
- Eu realmente estou indecisa!! Talvez eu seja uma Auror afinal, mas não tenho certeza!! É que eu me interessei muito pela pesquisa de objetos antigos!! Imagine só que os fundadores de Hogwarts tenham deixado objetos únicos!! E ainda temos as "Relíquias" dos irmãos Peverel, que eram muito poderosos!! A magia antiga é mesmo fascinante!! E por outro lado, ainda tem os Elfos Domésticos... 
- Mas você não quer realmente ser uma Auror!! - disse Rony - Quer dizer, não parece algo que você deveria fazer!
Hermione olhou para ele.
- Como assim "deveria fazer"?

Rony se calou. Harry se limitou a observar os dois, mas ele compreendia perfeitamente o que Rony sentia. Era mais ou menos o mesmo que ele sentia quando terminara com Gina, na época em que tivera que caçar as Horcruxes.

- Certo pessoal!! - disse Harry colocando de lado o prato - Vamos ao feitiço da Desilusão!!


Depois disso, os três continuaram a treinar, até a noite, quando resolveram ir para a Toca, jantar.
- Quem sabe uma partida de xadrez de bruxo, quando a gente chegar lá? - disse Harry
- Não preferem fazer uma última revisão? - disse Hermione
- NÃÃÃO!!!! - disseram Harry e Rony em uníssono
Eles foram saindo.
- A sim!! Monstro!! Não precisa preparar o jantar!! - disse Harry
- Sim Senhor!! - disse Monstro

Os três foram para fora, e desaparataram. Depois de um ano inteiro desaparatando para salvar a própria vida, Harry se acostumara a aquele mal-estar que sentia quando passava de um lugar para o outro.


Os jardins da toca sob o crepúsculo surgiram diante dos olhos de Harry. Ele sorriu ao ver o lugar, que parecia tão calmo. Os três entraram.

- Que bom que chegou Harry!! - disse a Sra. Weasley, que já estava pondo a mesa - Percy, Jorge e Arthur já estão chegando, podem se sentar!!
Harry se sentou, e olhou distraidamente pela sala, que já lhe era tão conhecida. Olhou para a bancada da cozinha, que estava recheada de comida, pronta para flutuar magicamente para a mesa, olhou para a escada ali perto, por onde Harry sabia que desceria Gina em instantes. E olhou para o relógio dos Weasley que ao invés das horas, marcava a localização de cada membro da família. Por exemplo: Jorge estava no trabalho, Percy estava nas compras, e o Sr. Weasley estava em perigo mortal.

Harry já estava voltando a atenção para a comida. "Um momento!! Perigo mortal??"
Ele olhou de novo para o relógio, e sentiu algo inacreditavelmente frio despencar da boca se seu estômago.
- Rony!! - disse Harry 
- Que foi?
Harry quase não teve como falar, mas teve como apontar.


Tudo parecia se mover lento demais. Até a aparatação pareceu lenta para Harry. Ele e Rony aparataram no Ministério da Magia. A súbita aparição de Harry lá no meio do saguão fez os bruxos que estavam em volta quase caírem no chão.

- O Departamento do Papai é por aqui!!! - disse Rony

Eles correram pelo lugar a fora, com varinhas em punho. Todos os olhares estavam em cima deles.
Enquanto corria, as coisas mais improváveis se passavam pela cabeça de Harry. O que era agora? Mais Comensais da Morte? Outro bruxo das Trevas querendo tomar o poder? Ou seria o próprio Voldemort de novo? E se ele, Harry, tivesse esquecido alguma Horcrux?
"Não!!" pensou ele "Eu destruí todas. Diário, Anel, Medalhão, Taça, Diadema, Cobra, ELE próprio... Ele não esqueceu nem de si próprio. Não! Não podia ser Voldemort.


Eles alcançaram o Departamento de Mau uso de Artefatos Trouxas. Entraram como um tufão no lugar.
- SENHOR WEASLEY!!!!
- AAM!!!!
O único homem ali quase enfartou. Era um senhor idoso.
- Onde está Arthur Weasley senhor? - disse Harry ofegando
- Ele...ele..saiu a quinze minutos!!!
Harry olhou para Rony. O amigo lhe retribuiu um olhar desesperado.
- Precisamos nos acalmar!! - disse Harry - Que outro lugar seu pai disse que iria antes de ir jantar?
- Ele...iria...A CASA DOS TONKS!! - disse Rony
Harry levou uns segundos para entender o que ele havia dito.
- A...A casa dos Tonks!!
Um pensamento ainda mais horrível passou pela cabeça de Harry. O pequeno Ted Lupin, seu afilhado estava na casa dos Tonks, com sua avó. Se o "Perigo mortal" estava lá...
- Temos que correr!!! - disse Harry
Os dois saíram dali, deixando aquele velho completamente aturdido.



Os pensamentos de Harry não o deixavam em paz. Ele nem ao menos chegara a ver seu afilhado ainda, estivera ocupado demais reformando o Largo Grimmald, ajeitando sua vida, e principalmente, pondo os estudos em dia. Naquele momento, ele se perguntou por que não pensara em visitar seu afilhado antes.

Atingiram o Saguão do Ministério, e desaparataram.


Harry sentiu os efeitos da aparatação, antes mesmo de focar totalmente o lugar em que queria. Ficou feliz ao constatar que estava no lugar certo, quando apareceu nos jardins, iluminados pela lua cheia, da casa dos Tonks. Ele ouviu um estampido, e Rony apareceu do seu lado.
- Será que ele está aqui? - disse Rony
Harry estava prestes a responder, mas ao se virar para encarar o amigo, as palavras ficaram engasgadas na garganta. Havia algo correndo pra cima deles com uma velocidade surpreendente. Rony estava de costas para a coisa.
Harry quis gritar "cuidado", mas o que ele gritou mesmo foi...
- ESTUPEFAÇA!!!!
Rony se abaixou, completamente confuso. A coisa foi atingida em pleno pulo, ao tentar se atirar sobre ele.
- Mas que porcaria é essa agora!! Pô!!
Harry chegou perto, para ver o que tinha estuporado.
- Isso é... - disse Rony
Harry confirmou com a cabeça.
- É!! - disse ele - Um lobisomem!!
Eles se entreolharam. A cara de Rony revelava a mesma confusão dele. O que um lobisomem estava fazendo alí? Não havia floresta, ou mato, ou qualquer coisa semelhante de onde ele pudesse ter vindo. Harry estava pensando sobre isso, quando...
- HARRY!!!!!
Ele se virou, a tempo de ver um lampejo vermelho, e outro lobisomem no chão.
- Mas que... - disse ele
Ele e Rony olharam em volta. Havia mais deles ali. Harry viu um na rua, perto de uma lata de lixo, e mais um sobre uma árvore próxima.
- Isso não está me cheirando bem!! - disse Rony
- Corre!!! - disse Harry
No minuto que fizeram isso, vários deles saíram de seus esconderijos e correram em seu encalço.
Harry sentiu o coração acelerado, mas não de medo, mas simplesmente de ansiedade.
- Vamos conseguir!! - disse Harry
Eles alcançaram a porta da casa. Rony girou a maçaneta.
- TRANCADA!!
Harry olhou para trás. Todos os lobos estavam cercando-os no rol de entrada.
- Alohomora!!!!
A tranca girou e eles entraram correndo. 


Harry já estava suspirando aliviado, quando um lampejo vermelho veio em sua direção, e o imobilizou.


Harry bateu no chão com violência. Os braços colados ao corpo, com as pernas juntas e presas.
- Harry? - ele escutou alguém chamar - É você?
Harry moveu seus olhos o máximo que pôde, e achou quem o havia atacado. Por um momento delirante, ele achou que Belatriz Lestrange estava ali, lhe apontando a varinha pronta para vingar seu senhor.
- Me desculpe o mau jeito garoto! - disse ela, com uma voz que em nada se parecia com a da Comensal da Morte - Mas não quis arriscar!


O feitiço foi desfeito, e Harry se pôs de pé. Constatou que Rony também havia sido imobilizado logo que entrara na casa.
- Que belos Aurores seremos! - disse ele a Harry - Conseguimos ser totalmente imobilizados por uma senhora de idade!
- Olha como fala com a senhora de idade!! - disse a Sra. Ted Tonks, a avó de Ted Lupin.



Harry olhou mais uma vez ao redor. As janelas pareciam ter sido magicamente lacradas por tijolos.
- Posso saber o que aconteceu aqui? - disse Harry
- Não pode concluir por si mesmo? - disse a Sra. Tonks, correndo para lacrar a porta também - Estamos sofrendo um ataque de lobisomens!
- Mas por quê? - disse Rony
- Eu sei lá por que! - disse ela
Por algum motivo, Harry não conseguiu acreditar nela.
- Como assim? Sua casa é atacada por uma alcatéia de lobisomens e você nem sabe por quê?
Um enorme batuque irrompeu do teto.
- Eles estão no telhado! - disse ela.
Então começou a correr escadaria acima. Harry e Rony a seguiram, correndo. A mente de Harry trabalhava rápido, tentando compreender que novidade era aquela.
- Sra. Tonks! Onde está o meu pai? - perguntou Rony
- Você verá! - disse ela



Os três irromperam em um quarto não muito grande. Havia brinquedos espalhados pelo lugar, e cores vivas nas paredes. Harry se perguntou por um momento onde estava, quando constatou, com uma estranha curiosidade, que no meio havia um berço.
A Sra. Tonks foi até o berço, e tirou algo de lá de dentro. E naquele momento, Harry viu pela primeira vez, seu afilhado. Ted Tonks.


O garoto olhou para ele com olhos cor de âmbar, inocentes e perspicazes ao mesmo tempo. A cara redonda e curiosa de um bebê, e cabelos lisos, que mudaram subitamente pra ruivo quando Harry pôs seus olhos nele. O bebê sorriu, e riu.
- Olha só o pequeno Ted Lupin! - disse Rony - Não lembra muito o pai, se for contar com o bom humor!
- Nisso ele puxou a minha filha! - disse a Sra Tonks - Mas agora não temos tempo pra isso!

Ela saiu correndo do quarto, com Ted em seus braços. Harry e Rony correram atrás dela. Ela correu para um outro quarto. Ao abrir a porta, encontraram o Sr. Weasley, aparentemente, enfeitiçando uma velha chaleira.
- Ande logo com isso Arthur! - disse a Sra Tonks
- Estou indo o mais...Rony? Harry?
- Pai!! - disse Rony - O que é tudo isso?
- Um ataque de lobisomens! - disse o Sr. Weasley ainda apontando a varinha para a chaleira.
Harry olhou bem para o que ele estava fazendo.
- Isso é uma Chave de Portal?
- É!! - disse o Sr. Weasley - Não podemos desaparatar daqui! Há encantamentos de proteção, e pode ser perigoso para o pequenino!
Harry estava ainda processando tudo aquilo, quando se ouviu um baque no corredor, e o som de alguma coisa se quebrando.
- A não! - disse a Sra Tonks


Harry e Rony se colocaram de varinhas em punho.
- Eles entraram! - disse ela
Harry tomou a frente, seguido de perto por Rony
- Vocês, fiquem aqui! - disse Harry, saindo pela porta.



Ele e Rony saíram do quarto para o corredor, que dava acesso a escada pela esquerda, e aos outros quartos pela direita. No final dele, Harry viu uma janela quebrada, e três enormes lobisomens avançando pelo teto, pelo chão e pelas paredes.
- ESTUPEFAÇA!!! - ele gritou
O lobisomem em quem ele tinha mirado desviou, e saltou pra cima. Rony bloqueou o ataque dele com outro feitiço. Harry se preparou para mandar o que estava mais atrás de volta pela janela.
- EXPELIARMUS!!

O que estava na rabeira foi arremessado pela janela, trombou com um quarto que já ía entrando, e os dois caíram.


O que vinha agarrado ao teto se soltou praticamente em cima de Rony, que havia se colocado passos a frente.
- Levicorpus!!
O lobo ficou pendurado comicamente pelos tornozelos, como um lustre muito feito. Rony aproveitou a chance, e o explodiu de volta pelo corredor. 


O último que vinha, saltou por cima deste, e veio com tudo pra cima dos dois.
- REDUCTO!! - berrou Rony

O lobisomem foi arremessado como uma bala, bateu contra a parede, e ficou desacordado. Para o horror de Harry, mais cinco já avançavam pela janela.
- Quanto tempo isso pode continuar? - disse Rony

Harry olhou para cima, para o teto. Se perguntou do que ele era feito.
- Tive uma idéia! - disse ele - Afastasse!
Rony se colocou atrás dele. Harry apontou para cima.
- REDUCTO!!



O teto explodiu. Harry e Rony se abaixaram quando muitos destroços caíram sobre eles. Harry ouviu Rony dizendo o feitiço escudo, e se amaldiçoou por não ter lembrado de fazê-lo ele mesmo.



Quando a poeira abaixou, Harry viu que seu plano havia dado certo. O teto havia bloqueado o corredor.
- ISSO! - disse ele
- Ham! Harry, se eu fosse você não comemoraria ainda!
Então olhou pra cima, e deu com um enorme buraco no telhado, bem acima deles.
- Porcaria! - disse ele



Ele e Rony começaram a ouvir o arranhar das garras dos lobisomens escalando a casa.
- Eles vão entrar pelo telhado! - disse Harry
- E agora? - disse Rony
Harry olhou em volta, pensando o que fazer.
- Eu...Já sei! 
Ele apontou a varinha para si mesmo, e murmurou.
- Levicorpus!
Se sentiu ser jogado para o ar, com os pés apontando em diretamente para a abertura no telhado. 
- Harry, o que você...
- Vamos detê-los lá em cima! - disse Harry estendendo a mão para ele
Rony olhou por um segundo, então agarrou os pulsos do amigo, e este o jogou para cima, pelo buraco.



Então, Harry se impulsionou para cima, e com um "Priori Encantatem" subiu pela abertura para o topo do telhado.


Harry olhou em volta. Estava no topo da casa, cercado por telhas. Harry olhou em volta. Notou que a Sra Tonks não tinha chaminé. "Por isso não usaram Pó de Flu" pensou Harry.


Nesse momento, oito, ou dez lobisomens começaram a aparecer as beiradas do telhado.
- SECTUSEMPRA!! - berrou Harry apontando para as beiradas, que se partiram, fazendo as feras caírem novamente.



Mais deles começaram a escalar e a subir nos telhado. Os rosnados e os uivos irrompiam de todo lado. Rony lançava feitiços igual a um louco. Os dois estavam de costas um para o outro.



Harry e Rony estuporaram o máximo que puderam, mas eles continuavam chegando. Harry estava começando a se perguntar onde e como tudo aquilo iria acabar, quando escutou um grito vindo de dentro da casa.

- HARRY!!!!

E agora, o que estava acontecendo?


Harry se virou para o buraco no telhado da casa. Ele e Rony estavam extremamente vulneráveis no topo do telhado. Os lobisomens atacavam de todos os lados. Ele tinha certeza que tinha escutado a Sra. Andrômeda Tonks gritando por ele.
- Rony! - disse Harry
- O Que? - disse o amigo, estuporando um lobisomem que estava quase lá.
- Vamos descer! - disse Harry
- HEIN? Mas e esses bichos?
- Acho que o A Chave de Portal está pronta! - disse Harry, com o a respiração acelerada, e com o coração disparado - Temos que entrar
- Ok! - disse Rony


Os dois deram um tempo, e saltaram pelo buraco que eles mesmo haviam feito. Harry sentiu seus joelhos doendo quando seus pés se encontraram com o chão, e ele teve medo que os tivesse forçado. Rony veio logo atrás dele.
- OUCH!! - disse ele ao aterriçar - Me lembre de consultar com a Hermione um meio de voar!
- Vamos!!
Os dois correram até aonde estava o Sr. Weasley. Ele estava de varinha em punho, na porta do quarto. Os cinco se juntaram no centro do cômodo, e agarraram a Chave de Portal.



O resultado foi imediato. Harry sentiu uma guinada no umbigo, e a magia funcionou. No segundo seguinte, todos caíam sobre o gramado em frente da Toca.



Um choro ecoou por todo o lugar. Harry não estranhou, era bem natural que o bebê não ficaria quieto depois de uma viagem horrível daquelas. Mas quando ele olhou para a origem do choro, ele não olhou para o bebê. Foi para a Sra. Tonks que ele olhou. Sentiu uma onda de mal estar.

- Calma! Ela não está muito ferida!
Harry não ouviu direito. Estava ainda tonto com tudo o que tinha acontecido. Hermione e a Sra. Weasley haviam aparecido para ajudar alguns minutos depois. Nada parecia fazer sentido. Ele tinha a lembrança viva da Sra. Tonks ferida, com o pequeno Ted Lupin nos braços, mas agora, as coisas estavam ficando meio confusas.


- Harry! - disse a Sra. Weasley - Beba isso querido! Vai se sentir melhor!
Ele não discutiu, e apanhou o copo que lhe era oferecido. A bebida o esquentou por dentro. Só então, a coisa começou a ficar claro na cabeça dele. Estava sentado na soleira da Toca, ao lado de Rony. Este tinha uma cara estranha, de quem está muito confuso. 
- Mas o que foi que aconteceu? - disse Harry,agora sentindo uma onda de dor de cabeça.
- Não se preocupe Harry! É o efeito da Viagem pela Chave de Portal! - disse a voz de Hermione atrás dele.

Ele se virou para olhar para ela. A amiga estava agachada perto deles com uma expressão que parecia que tinha levado um grande susto, com os cabelos ligeiramente arrepiados.
Harry não entendeu nada. Por que a sua cabeça estava doendo tanto? Tudo bem que viajar usando aquele método era tudo menos confortável, mas isso...



- Bem! Pelo menos chegamos! - disse o Sr. Weasley, aparecendo com uma saco de gelo sobre a cabeça - Mas devo dizer, que essa foi talvez minha pior viagem via Chave de Portal! Minha cabeça está me matando!
- Não fale mais Arthur! - disse a Sra. Weasley - Ou ela pode ficar pior! Venham vocês três, entrem e se deitem um pouco.

Harry se virou para poder entrar na sala de jantar da Toca. Neste momento, Gina irrompeu na sala. Correu até ele, e se pendurou em seu pescoço. Harry desejou que ela não tivesse feito isso, pois sua cabeça latejou.


- O que você pensa que foi fazer!!! - disse Gina soltando-o
- É...Salvar o seu pai?
- Foi uma grande estupidez impulsiva!!! - disse ela em sua melhor imitação da Sra. Weasley - Por que não esperou por mim e pela Hermione! Teríamos podido ajudar!
- Não dava tempo! - disse ele - Eu precisei pensar rápido...
- Então da próxima vez, pense bem!!!
- Chega Gina! - disse a Sra. Weasley - Não vê que ele precisa descansar!

A Sra. Weasley ía de um lado para o outro, anda usando seu avental de cozinha, tentando ajudar a todo mundo. 



Harry se contentou em subir para o quarto que lhe fora oferecido para descansar. Dormiu durante algumas horas, em que sonhou com lobisomens que tentavam com insistência jogá-lo da Torre de Astronomia em Hogwarts. Quando acordou, a dor de cabeça havia passado e felizmente o mau estar também. Agora, ele sentia fome. Desceu de volta para a Sala de Jantar, pensando agora, onde estaria a Sra. Tonks.


A casa dos Weasley estava bastante silenciosa. Harry passou pela porta de um quarto enquanto descia, e viu a Sra. Tonks dormindo a sono solto, devia ser tarde da noite. 


Harry foi se aproximando foi andando em direção a cozinha, pensando se não teria problema ele pegar algo para comer. Começou a se perguntar que horas seriam, quando ouviu um barulho estranho na cozinha.



Imediatamente alerta, ele parou a meio caminho do cômodo, e sacou a varinha. Já estava imaginando as maiores abominações, entrando furtivamente pela casa, quando irrompeu na sala da cozinha.
- Parado! Seja quem for!



Estava escuro, mas não houve nenhum ataque, ou tentativa de fuga por parte do invasor. Parecia não ser muito grande, e estava sentado em cima da mesa. Harry se perguntou se não seria um Elfo Doméstico, ou um Duende muito baixinho.
- Quem está aí? – ele voltou a perguntar



Ele ouviu um soluço infantil. Ficou realmente confuso nessa hora. Mas o que diabos era aquilo?
- Lumus – ele gritou
A luz branca se acendeu da ponta de sua varinha. Iluminando certo bebê, devorando com gosto um dos pães-de-mel da cesta que havia em cima da mesa dos Weasley. Era Ted Lupin.
- Ué? Mas como você veio parar aqui? – disse Harry
O bebê olhou para ele, e riu. Harry acendeu as luzes do cômodo. O bebê não gostou muito quando ele acendeu a luz. Seu cabelo aloirou quando ele fez isso.
- Então você também está com fome! – disse Harry se sentando à mesa – Pois é, a gente fica com muita fome quando escapa por um triz da morte! Vai por mim, eu sei!

Ele apanhou um Pão-de-Mel, e começou a comer.


Enquanto comia, Harry se perguntava como Ted havia conseguido andar até ali. Deveria ter cerca de um ano de idade. Poderia ele já saber andar? Talvez sim, mas como ele conseguiu subir na mesa?
- Você deve ser um prodígio! – disse ele ao pequeno bebê, que olhava para ele com os olhos claros cor de mel.
Então outra coisa ocorreu a Harry. Lupin havia dito que uma vez, que os lobisomens normalmente não procriavam. E se Ted ficara com algum resquício do que Lupin tinha sido? Era possível, uma vez que ele aparentemente herdara a habilidade de metamorfómaga da mãe, o que poderia ter herdado do pai?


Não. Harry afastou aquela possibilidade da mente. Era óbvio que Ted era um bruxo normal. Tinha que ser. Lembrou do quanto era difícil para Lupin viver como lobisomem. Não, Ted não teria problemas com aquilo. Não poderia ter.



- HARRY!!!



Harry abriu os olhos totalmente perdido.
- Atenção cara! Isso não é hora de dormir!!!
Ele olhou para Rony ao seu lado. Estivera se lembrando do que havia acontecido no início daquele ano, e acabou dormindo. Mas ele continuava escondido atrás daquela pedra, ao lado do amigo, e estava ali como Auror. Tinha que se manter alerta.

- Qual é a situação? – perguntou ele
- Eu não tenho certeza! – disse Rony olhando gramado acima, em direção a uma floresta, onde muitos olhos espreitavam – Eu acho que eles suspeitam que nós somos poucos! Mas não arriscam atacar!
- Ótimo! – disse Harry, deixando as lembranças de como salvara Ted e a Sra. Tonks, e voltando ao presente – Creio que o melhor que a gente faz é esperar aqui!
- Não seria melhor cair fora? – sugeriu Rony
- Não! – disse Harry – Aquele vilarejo estaria completamente a mercê deles!
- SE LIGA HARRY!!! – falou Rony – Eles já estão a mercê deles! Nós nunca vamos conseguir segurar tantos feiosos, sozinhos!
- É melhor que nada! – disse Harry – Lembra de quando começamos o treinamento?
Rony soltou uma risada.
- Como poderia esquecer!


Quatro meses estudando para finalmente prestar os N.I.E.Ms deixaram a cabeça de Harry a ponto de explodir. E não somente a cabeça. Os braços, as pernas os ouvidos e as costas. Hermione insistia em treinar cada uma das azarações em Duelos.
- Foi você mesmo que disse Harry, que somente na pratica é que se realmente aprende!

Harry gostaria de tê-la lembrado, que a ocasião era outra, que havia um bruxo das trevas perigoso a solta, e um grupo crescente de Comensais querendo matá-los, mas achou que ela não daria ouvidos.


Olhando pelo lado bom, quando finalmente chegou o dia dos testes, Harry tinha certeza absoluta que saberia fazer cada um dos testes sem problemas. Se perguntou se Dumbledore teria feito testes tão bons quanto os que os três prestaram naquele dia. Infelizmente, a velha instrutora que lhes aplicou os N.O.Ms em seu Quinto ano, e que também havia aplicado os N.I.E.Ms a Dumbledore havia falecido, por tanto, não havia como fazer a comparação.



As provas foram aplicadas no Ministério da Magia. Harry ficou feliz em rever vários dos seus amigos, que estudaram com ele e que também lutaram ao seu lado. Viu muitos membros da A.D lá, muitos que haviam pedido para fazer as provas de novo, devido ao ano conturbado que foi o último deles em Hogwarts.



- O que acha Harry! – falou Dino Tomas – Que tal ser Auror?
- Excelente! – disse ele –
- Para o homem que derrotou o Lorde das Trevas, vai ser mole, mole! AHAHhaA! – riu ele
- É! Sem duvida! – disse Neville, sorrindo
Harry se virou para ele. O que será que Neville iria querer fazer da vida.
- E você cara? – disse Harry – O que pretende?
- Bem... – começou Neville – Não sei bem! Espero que seja algo em que possa trabalhar com plantas!



Naquele dia, fora o teste de Defesa Contra as Artes das Trevas. Todos tiveram notas excelentes.
- Sem dúvida, esse foi o ano com a média mais alta nessa matéria! - Comentou o Ministro Kingsley, ao avaliar os resultados.


Quando finalmente recebeu as notas, ele e Rony foram até o Ministro, para finalmente começarem a treinar para serem aurores. Sem entender direito o por que, Harry se sentia muito confiante quanto as provas que teria que enfrentar para ser admitido. Não podia ser pior do que tudo o que eles já haviam superado. Mas pensando bem, era muito estranho o próprio ministro estar se ocupando de assuntos como o emprego de aurores. Harry se perguntou por que Kingsley os havia chamado, torcendo para que a hipótese de Rony, que suas notas tenham sido excepcionais, fosse o motivo real.


Encontraram Kingsley andando de um lado para o outro em sua sala, lendo uns papéis. Ele não parecia ter notado que estavam ali.
- Hum... – começou Harry – Senhor...Hum...Ministro?
- Só Kingsley como sempre! – disse o bruxo levantando os olhos dos papéis para complementá-los – Como está, Harry Potter!
Eles apertaram as mãos.
- Muito bem, obrigado! – disse Harry – A propósito, viemos aqui por causa do... do cargo de aurores!
A expressão de Kingsley mudou. Ele se sentou na cadeira, jogando os papéis que lia sobre a escrivaninha. Harry o achou preocupado.
- Algo errado, senhor? – disse ele
- Sim Harry! Infelizmente sim!
- Por quê? – disse Rony soltando um riso – As coisas não poderiam estar melhores, certo?
- Errado! – disse Kingsley – Escutem, vou lhes dizer a verdade! Lembra-se que a Pira do Lord das Trevas teve cobertura de muitos jornais?
- Lembro! – disse Harry, pensando em Rita Skitter – Por que isso é importante?
- É! – disse Rony – E o que tem haver com os cargos de aurores meus e do Harry!
- Aí é que está! – disse Kingsley – Voldemort pode ter ido embora, mas deixou muita sujeira para trás! Comensais da Morte sobreviventes! Dementadores descontrolados! E o Ministério está com falta de aurores! Eu permiti que alguns jornais fizessem a cobertura, para evitar que alguns seguidores dele se revoltassem!
- Entendi! – disse Harry – Mas ainda não explica por que você resolveu chamar a gente aqui!


- Sim! – disse Kingsley – Vocês já provaram antes sua perícia contra as Artes das Trevas, e pelo que vi, suas notas nos N.I.E.Ms foram excepcionais.

Harry viu Rony sorrir de esguelha.
- O que exatamente está sugerindo? – disse Harry, que não estava gostando muito daquela história.
- Vocês serão admitidos como aurores! – disse Kingsley
- Yes! – disse Rony
- Mas não temos tempo para treiná-los previamente!
- Como é que é?! – disse Rony – Sem treino? Mas como espera que a gente...
- Como sempre tem feito! – disse Kingsley – Olhem bem! Não quero parecer arrogante, mas a verdade, é que estamos com falta de pessoal! A batalha contra Voldemort foi muito dura! E sei que o nível de magia de vocês é bem avançado!
- Pois é! – falou Harry – Tem certeza de que tudo isso não é para ter o Eleito em campo de batalha?
- Sei o que está pensando! – disse Kingsley – Mas não sou Scrimgeour! Não é essa a minha intenção!
- Eu não teria tanta certeza!
- Desça e veja você mesmo o quanto as nossas defesas estão defasadas!

- Agora a pouco mesmo você disse que permitiu que alguns repórteres entrassem no salão da Pira para tentar “desmotivar” os seguidores de Voldemort!
- Acho que você está levando para o lado errado!
- Não! Acho que é esse cargo de ministro que sobe muito a cabeça das pessoas!
- Sabe por que preciso de vocês no campo de batalha?! – disse Kingsley, empurrando os papéeis para que Harry pudesse ler.


Era uma notificação sobre revoltas de Lobisomens ocorrendo em toda a Inglaterra.
- Eles estão ficando loucos! – disse Kingsley – Para eles, agora que Voldemort morreu, a única chance deles está nas revoltas.
- Isso é loucura! – disse Harry – Voldemort não gostava mais de lobisomens que a maioria do povo bruxo!
- Diga isso para eles! – disse Kingsley – Não tenho pessoal o suficiente para proteger a todos! E o pior, é que agora eles começaram a atacar vilarejos trouxas também!
- Tá brincando! – disse Rony – Por quê? Trouxas não sobrevivem a mordida dos lobisomens!
- Isso deve ser para confundir os aurores! – disse Harry – Ou coisa assim!
- Ouvi falar que lidou com um problema de lobisomens, recentemente! – disse Kingsley!
- É! – disse Harry – Lidei sim!
- Então, assuma o caso dessas revoltas – disse Kingsley – Pense nisso como o seu treinamento para se tornar um auror!
- E se não conseguir estará morto! – disse Harry
- Pressão nenhuma! – disse Rony – Como sempre!



Harry não precisaria ser convencido a ajudar pessoas. Se ele era o único que podia resolver a situação, ele resolveria, não importava como.



Comentários
2
Compartilhe

2 comentários:

  1. A história é boa , mas na mesma hora que fala do Harry novo fala dos filhos deles .

    ResponderExcluir
  2. Olá,

    A intenção é justamente essa, cada capítulo é sobre um, Harry numa sequência do sétimo livro e outro capítulo com os filhos deles todos... se tiver a oportunidade de ler completa tenho certeza de que irá compreender e gostar! Postei ela num arquivo completo na internet, tem o link aqui no blog.

    Até a próxima!

    ResponderExcluir

Seu comentário é sempre bem-vindo e lembre-se, todos são respondidos.
Portanto volte ao post para conferir ou clique na opção "Notifique-me" e receba por e-mail.
Obrigada!

 
imagem-logo
De Tudo um Pouquinho - Copyright © 2016 - Todos os direitos reservados.
Layout e Programação HR Criações