3 de mai de 2011


[Continuação] FIC Os dezenove anos, e além [9]

Vamos à mais uma semana de post da FIC. Divirtam-se!!!


Capítulo 11 - A estranha aparição no Dia das Bruxas

Novembro se aproximava cada vez mais, trazendo consigo um frio cada vez maior. Alvo e Rosa se esforçavam para se manter quentes passando a maior parte do tempo na Sala Comunal da Grifinória, porém, as aulas, e principalmente as primeiras provas os obrigavam a fazer desconfortáveis viagens até a biblioteca.
- Às vezes eu tenho vontade de jogar tudo pro alto! – disse Rosa uma vez a Alvo – de parar de estudar e ir jogar Quadribol pro resto do Ano Letivo.
- Pena que ainda somos muito novos! – disse Alvo
- É! – disse Rosa – E pena que minha mãe é Hermione Granger Weasley!
Alvo não discutiu. Ele sabia que Rosa insistia em estudar o máximo possível por causa da mãe, embora sua tia insistisse que ela não deveria ficar se comparando a ela própria. Não havia como evitar.


- E aí pessoal!
Escórpio chegou abraçando os amigos. 
- Já ficaram sabendo das novidades? Encontraram um novo artefato mágico do século XV! Isso data da mesma época que minha família se mudou para a Inglaterra!
Alvo revirou os olhos. O amigo estava insuportável, dês de que saíra no jornal que a família era oficialmente a família mais antiga de bruxos a manter o nome, perdendo apenas para os Weasley.
- Pelo amor de Deus Escórpio! – disse Rosa – Isso de preservar o nome não significa nada! Há famílias bruxas muito mais antigas, só que acabaram mudando de nome!
- E qual é a vantagem de ser de uma família antiga afinal? – disse Alvo



Escórpio riu.
- Famílias bruxas antigas costumam possuir habilidades mágicas antigas também!
Rosa deu um muxoxo.
- Você não vai começar com o papo de Sangues Puros são isso ou aquilo, vai?
- É! – disse Alvo – É muito chato quando você começa a falar nisso!
- Peraí – disse Escórpio - Eu nunca disse que Sangues Puros são melhores que bruxo Nascidos-Trouxas, ou coisa do tipo! Eu só disse que famílias de Sangue Puro costumam ser mais poderosas!
Rosa revirou os olhos.
- Não é exatamente a mesma coisa?

- NÃO! – disse Escórpio – Famílias de Sangue Puro antigas são mais poderosas por que tiveram mais tempo de estudar a magia, e acumular artefatos mágicos poderosos que seus antepassados tiveram! Hora, até algumas habilidades mágicas são passadas pelo sangue!
- ESSA É A COISA MAIS ABSURDA QUE JÁ OUVI! – berrou Rosa – SE MAGIA FOSSE ALGO DE SANGUE, COMO EXPLICA QUE MINHA MÃE QUE NASCEU TROUXA SEJA BRUXA?


Todo mundo no corredor parou para olhar. Alvo olhou em volta também, e viu seu irmão Tiago observando tudo, meio que pronto para interferir.



- Existem habilidades SIM que são passadas pelo sangue! – disse Escórpio
- Ah é? – disse Rosa – Por exemplo?
- Ofidioglossia – disse Escórpio



Pela primeira vez, dês de que a discussão começara, Rosa parecia sem palavras.
- Isso... É uma exceção... Além disso, provavelmente é uma magia das trevas...
- Só por que é de Salazar Sonserina não quer dizer que seja ruim! – disse Escórpio
- Qual é! – disse Rosa – Todo mundo sabe que a casa de Sonserina é uma casa das Trevas!
- Isso... Isso não é verdade!
- Site um único bruxo que tenha sido da Sonserina e não virou de vez uma criatura das trevas!
Escórpio queria dizer alguma coisa, mas aparentemente não lhe ocorria nenhum nome. Alvo pensou com desespero por que ele não dizia alguma coisa do tipo “O meu pai” ou então “A minha mãe”. Só então lhe ocorreu, que mesmo a família dele não fugia ao estigma dos Sonserinos. As pessoas ao redor estavam começando a notar a mesma coisa, e a olhar de forma atravessada para o garoto, que começara a ficar escarlate.



- SEVERO SNAPE!



Alvo nem soube como as palavras escaparam de sua boca. Rosa olhou para ele incrédula.
- Severo Snape! – disse Alvo – Foi da Sonserina, mas se tornou um grande partidário de Dumbledore, e defendeu a causa da Ordem da Fênix até o fim de seus dias! Pelo menos é o que diz meu pai!


O rosto de todos ao redor abrandou, e pareceram perder o interesse na conversa dos três.
- E não é só ele! – disse Alvo, sentindo que à hora era aquela – Um cara chamado Pedro Pettegrew de acordo com meu pai foi à criatura mais traiçoeira que ele já conheceu!


Esse último, Alvo havia ouvido também do pai, mas às escondidas. Ele estava atrás da porta, ouvindo a conversa de Harry com uns amigos, contando antigas aventuras. E embora Alvo não entendesse parte do que estava sendo dito ali, ele arquivou bem quando ele dissera “É impressionante como um rato como Pedro Pettegrew conseguiu se tornar um Grifinoriano, e Severo Snape não! Talvez Dumbledore esteja certo, as seleções são feitas cedo demais” 



- Exato! – disse Escórpio – E olha! Eu não estou dizendo que um bruxo nascido trouxa é um bruxo sem mágica de verdade! Estou dizendo apenas que o tempo de estudo da magia...
- CALA A BOCA! – berrou Rosa



E saiu dali, nervosa e humilhada. Alvo sentiu que, sem querer, ele e Escórpio haviam tocado em algum ponto sensível.
- Espero que ela não tenha levado nada para o lado pessoal! – disse Escórpio
- Tenho medo que tenha levado! – disse Alvo – A Rosa as vezes pode ser uma pessoa meio difícil de lidar!



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Os temos de Alvo se revelaram muito justificáveis nos dias que se seguiram. Toda vez que eles se aproximavam para puxar conversa, ela se afastava ou começava a conversar com qualquer um que estivesse ao seu lado. 



Uma vez, a garota começou uma conversa sobre mandrágoras com o Prof. Longbotton, por ter visto que Alvo e Escórpio se aproximavam. O resultado foi que Neville ficou tão feliz, que acabou chamando-a para conhecer a Estufa onde as plantas viviam. Com um olhar assassino em direção aos dois, ela acompanhou o professor. Como se acreditasse que a culpa de ela ter de ver os vegetais berrantes era deles e não dela. 



- Só queria entender por que ela está brava! – disse Alvo
- Mulheres! – disse Escórpio – Quem entende

Na verdade, Alvo quase se arrependia de ter defendido Escórpio naquela última. Ele próprio detestava ver bruxos se gabando de suas famílias, mas quando ele ouvira Rosa falar dos Sonserinos, Alvo se lembrou de seu pai lhe falando sobre a origem de seu nome. Alvo Severo Potter.


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Rosa ficou sem falar com eles durante toda a última semana de outubro. Ela só rompeu o silencio às vésperas do Dia das Bruxas, quando os Chudley Cannons ganharam o campeonato. Ela abriu o jornal e leu a sessão de esportes, então saiu correndo e deu um abraço em Alvo.
- GANHAMOS, GANHAMOS!



Alvo sorriu. Ficou escarlate quando notou que todos no Saguão estavam olhando para eles, mas mesmo assim ficou feliz, pois com certeza aquilo marcava uma reconciliação.



Ela até mesmo falou bem com Escórpio, apesar de que de inicio ela ficara um pouco fria.
- É bom você ter voltado a falar com agente! – disse Escórpio meio sem jeito, fazendo Alvo se perguntar por que



- É até bom eu voltar a andar com vocês! – disse a garota cheia de si – Afinal, vocês parecem estar negligenciando seus estudos, e estamos à vésperas dos exames!



Os dois riram.
- Não! – disse Escórpio – Estamos à vésperas é do Dia das Bruxas!
- Amanhã vai ser chocante! – disse Alvo – Acham que dá tempo de voar com o Asafugaz antes de subirmos?
- Nesse FRIO? – disse Escórpio – Você é doido?



Ele riu. Dês de a incursão na Floresta Proibida, ele viciara em voar com o Hipogrifo. Eles voavam o tempo todo, e o animal parecia gostar bastante disso.
- Falando em animais fantásticos! – disse Rosa – Andei pesquisando! Ovos de Fênix chocam em poucos mais de três meses!
- Três meses? – disse Escórpio – Bem, isso nos dá bastante tempo, certo?
- Não sabemos quanto tempo tem que foram chocados! – disse Rosa – Então dá no mesmo

Alvo e Rosa haviam concordado em falar para Escórpio o que eles achavam que Servo Slim andava aprontando. Escórpio lhes dissera o que achava. “Capturar uma fênix para animal de estimação não é crime”, mas Rosa insistia que Servo Slim devia estar aprontando alguma. Alvo começara a achar que na verdade, era o orgulho ferido dela nublando a mente, por que aparentemente, Servo Slim era virtuoso nas aulas, e ela tivera que se contentar com o segundo lugar no último exame de Poções, e também de Transfigurações.


Neste momento, o Correio Coruja chegou. O bater de asas de milhões de aves encheu o Salão Principal, enquanto os alunos estendiam as mãos para apanhar suas encomendas, ou cartas, ou o que quer que seja que os pais haviam lhes enviado.



Alvo se preparou para pegar a sua encomenda de doces, que sua mãe Gina havia lhe prometido para aquele dia. Mas então, sua coruja soltou junto uma carta.



- Uma carta Alvo? – disse Rosa
- De quem é? – falou Escórpio começando a comer seus Ovos com bacon



Alvo olhou, e sorriu por dentro.
- É do Teddy – disse ele



Ele olhou para o irmão Tiago. Ele também havia recebido uma carta. Ele viu seu irmão se levantar e correr até ele.
- E aí cara, você também recebeu?
Alvo assentiu, e mostrou a carta. Tiago olhou, e riu.
- Só isso? – ele falou



Alvo não entendeu, e resolveu abrir a carta.


Caro Alvo


Como vai indo na escola? Bem eu espero. Comigo está tudo numa boa. Tenho escalado montanhas, viajado por estradas, e chutado o traseiro de um ou dois bruxos das trevas. Sabe como é esse meu trabalho de Arqueomago.

Ainda não encontrei nem rastro de artefatos que digam qualquer coisa a respeito da origem dos lobisomens(que como você sabe, é o principal motivo de eu ter entrado nesse ramo), mas encontrei uma urna que data do Século XV (você deve ter lido a respeito) O pessoal da arqueomagia ficou maluco, acho que tudo isso vai ser muito bom pra mim. Também descobri uns artefatos que foram fabricados por duendes (mandei um de lembrança para o seu irmão, caso queira ver)... 



Alvo levantou a cabeça da carta. Deparou-se com Tiago exibindo uma espécie de Adaga longa com uma bainha de couro. O punho parecia ser de ouro, e a lamina de prata, mas não dava para ter certeza. Alvo sentiu inveja inflamada do presente do irmão. Continuou a ler


... Estou mandando pra você uma coisa especial também. Não tem uma aparência esplêndida como a do seu irmão, mas tem o mesmo valor, comercial e sentimental...


Alvo deixou escorregar para fora do envelope algo fino e de aparência delicada. Era feito de ouro e prata, e a ponta parecia ser de rubi. Era uma pena.



Alvo sentiu certo desanimo. Tiago riu.
- Ele te mandou uma PENA? – Tiago riu – Há Ha ah!
- Pelo menos isso ele vai USAR! – disse Rosa – Sua Adaga preciosa só serve pra enfeitar o fundo de sua mochila, ou você pretende usar isso durante suas aulas para ameaçar o professor que passar matéria demais?



Tiago riu.
- Não seria má idéia!



Alvo balançou a cabeça, e leu o último pedaço da carta.

A propósito. Estarei em Hogwarts durante o Dia das Bruxas para fazer umas pesquisas por aí, então, esperem por mim



Do seu amigo: Teddy Lupin 



Alvo mal pode conter a alegria. Teddy estaria lá para o Dia das Bruxas. Ele e o irmão trocaram olhares efusivos. Rosa e Escórpio leram o bilhete em seguida.
- Demais! – disse Rosa – o Teddy vai estar aqui para o Dia das Bruxas!
- Quem é esse Lupin afinal? – disse Escórpio lendo o bilhete – Do jeito que ele fala, e pelos presentes que mandou, ele parece uma espécie de arrombador de tumbas, sei lá!



- Ele é Arqueomago! – disse Tiago indignado – Ted roda o mundo a procura de civilizações bruxas antigas, novos artefatos da bruxaria e outras coisas! É um ramo da magia muito sinistro!
- Meu pai sempre disse que estudar História da Magia é uma piada! – disse Escórpio – E que não serve pra nada no mundo de verdade!



Tiago pareceu que ia bater em Escórpio. Alvo fez menção de segura-lo, mas então ele simplesmente se virou e foi embora aborrecido.
- Qual é o problema dele?
- É que o Teddy – disse Rosa – sempre foi uma espécie de Irmão mais velho do Tiago! Falar mal do Ted é o mesmo que falar mal da família Potter!



Escórpio pareceu entender, pois assumiu uma expressão de arrependimento. Mas em uma coisa Alvo tinha de concordar. Não conseguia ver onde estudar História da Magia poderia ser útil a um bruxo. Pelo menos não do jeito que o Prof. Beans ensinava.


Alvo não foi para a cama cedo naquela noite. O dia seguinte era o Dia das Bruxas, e a perspectiva de reencontrar seu quase irmão Ted o havia deixado bem ativo. Resolveu usar aquela agitação para algo útil e terminar os deveres de casa.
- Eu francamente não entendo sua cabeça! – disse Escórpio – Vai mesmo ficar fazendo os deveres?
- Ele está sendo responsável! – disse Rosa categoricamente – Terminar os deveres deveria ser sua prioridade também!
- Me desculpe se “dormir” vem antes de “fazer os deveres” na minha lista! – disse Escórpio


Os dois trocaram olhares tensos, e depois cada um foi para um lado a caminho do dormitório.



Alvo riu consigo mesmo ao observar os dois tomando direções opostas. Havia algo de inusitado em um Malfoy e um Weasley andar juntos, isso sem contar que se tratava de menino e uma menina. “É bastante natural que eles acabassem se estranhando” pensou Alvo consigo mesmo. Afinal, ele não podia pedir para que os dois acabassem esquecendo as diferenças de uma hora para outra, Deus, as duas famílias tem atritos quase dês de o principio. E considerando que os dois clãs bruxos eram antiguíssimos, “Dês de o principio” era muito tempo.



Desenhar o Mapa Celeste de Astronomia era o mais difícil dos seus deveres. Simplesmente era complicado demais colocar cada estrela e cada planeta no lugar certo. Ele resolveu usar à pena nova que Ted havia lhe mandado, pois a ponta de rubi era bem fina e precisa, escorregando macio sobre o pergaminho. Era uma boa pena. Pelo jeito Rosa estava certa, o presente que Ted lhe dera seria mais útil do que o do seu irmão Tiago. Embora ele jamais pensasse em usá-la fora da Sala Comunal. Uma pena de ouro para fazer os deveres em sala chamaria muita atenção.


Ele continuou a fazer os deveres. “Vou terminar isso, e ficar livre o resto do Dia das Bruxas” ele pensou. Mas não conseguia evitar que suas pálpebras ficassem pesadas, nem que seu corpo se aconchegasse no sofá macio, sob o calor reconfortante da lareira a sua frente. Seu último pensamento foi sobre quais seriam as surpresas que o aguardavam no Dia das Bruxas...


...O som rítmico de algo riscando o ar incomodava profundamente. Quem era a criatura que estava rabiscando pergaminhos enquanto ele tentava dormir? Ele abriu os olhos. Ele ainda estava segurando a pena quando dormiu, porém, o artefato não estava em sua mão. Ele estava sobre um pergaminho em branco, rabiscando freneticamente, de um lado para outro. De vês em quando a pena apenas dançava no ar, e em outros momentos, em sua dança, ela riscava o papel.



Alvo se pôs de pé num salto. Será que seu irmão lhe comprara uma daquelas penas de repetição rápida? Ele olhou de perto o que ela estava fazendo. Não eram palavras, mas sim um desenho. A pena dançava no ar de um lado para o outro, imprimindo sobre o pergaminho um desenho em preto e branco, intercalando cinza. Fosse o que fosse, em pouco tempo Alvo o veria pronto, pintado no grosso papel.



Alvo procurou pelas suas folhas de Deveres de casa. Por sorte, nenhum deles havia sido vitima da Pena Dançante.


Finalmente, o instrumento parou, e caiu levemente sobre a mesa, com uma pena normal (e não de ouro) faria.


Alvo se aproximou para olhar o desenho. Estava ansioso para ver o que ela tinha feito. O cheiro de tinta quente estava forte sobre o desenho. Ele se aproximou e olhou.


Sentiu um frio estranho no estômago. Alvo não entendeu direito o que estava vendo. Em seu pergaminho, havia um homem vestido com um sobretudo. Ele causava luvas, tinha um chapéu, e um cachecol enrolado sobre o rosto, deixando visível apenas os olhos agudos e frios. Era uma figura assustadora, pois os olhos pareciam se mexer, e olhavam para Alvo de forma agressiva.


Alvo largou o desenho, e com o coração batendo, subiu para os Dormitórios, deixando o desenho jogado sobre a pena.

- Ficou com medo, por causa de um desenho?

A incredulidade estampada na voz de Escórpio só fez Alvo se sentir pior do que já estava se sentindo. Ele e Rosa olhavam para o desenho de forma curiosa, mas não demonstravam nem metade do pavor que ele sentira.


- É uma boa ilustração! – disse Rosa – Mas foi você que desenhou certo?
- Eu já disse que não! – falou Alvo – Foi a Pena! A Pena começou a dançar no ar, e imprimiu isso!



- Nunca ouvi falar de uma Pena de Repetição Rápida para Artistas! – disse Escórpio – Esquisito! Mas por que exatamente você mandou ela imprimir uma figura de livros de suspense?
- EU... NÃO... MANDEI! A pena fez sozinha!



Rosa riu alto.
- Até parece Alvo! Até parece! Um instrumento da magia que funciona sem um bruxo para guiá-la? Isso não existe!
- Como você sabe? – disse Alvo
- Por que é impossível!
- E por que é impossível? – disse Escórpio
- POR QUE MINHA MÃE DISSE! – berrou Rosa – E ela é a bruxa mais inteligente do mundo!
- Não acha meio presunção achar que ela é a melhor do mundo? – disse Escórpio
- Eu vou te mostrar a presunção agora mesmo! – disse Rosa nervosa
Alvo não estava nem um pouco a fim de ouvir os amigos discutindo de novo. Continuou se concentrando no caminho em direção a Casa de Hagrid. Eles haviam recebido mais um recado do Guarda Caça naquela manha.



Estava um dia frio, e uma chuva fina caía. Nevoeiro denso se espalhava pela Floresta Proibida ao longe, fazendo-a parecer ainda menos convidativa do que o normal. Era um dia das bruxas cinzento. As luzes acesas da cabana de Hagrid eram um conforto aos olhos deles.
- Espero que aquele gigante tenha feito chá! – disse Escórpio
- Eu também! – disse Alvo – Estou com frio.


Eles se aproximaram da cabana, e bateram.

- Já vai, já vai! – a voz forte veio de dentro.

Eles se afastaram para que a imensa figura de Hagrid pudesse aparecer no rol. Era ainda o mesmo que havia os apresentado a Bicuço. Grande e solido como um carvalho, com a cara envolta em barba negra e robusta, tingida de branco, e olhos cálidos e negros. Alvo sorriu.
- Oi Hagrid! Como vai Bicuço?
- Bem, bem! – disse ele sorrindo – É bom vê-los também! Entrem! O dia está frio não?


Eles entraram. A casa estava aconchegante e quente, e Alvo agradeceu quando Hagrid lhe ofereceu chá.



Alvo passara a gostar muito do gigante. Ele, Rosa e Escórpio sempre iam até a cabana dele, para que Hagrid pudesse lhe mostrar como cuidar do Hipogrifo Bicuço, e é claro, quando não havia nenhum professor à vista, como induzi-lo a fazer acrobacias aéreas.



Rosa e Escorpio também se divertiam muito. Hagrid havia lhes mostrado tudo o que ele criava nos terrenos da escola. Dês de aqueles Explosivins neuróticos, aos vermes gigantes. Isso é claro, sem falar nos outros Hipogrifos, e nos misteriosos Testralhos (nem um dos três foi capaz de vê-los)



Junto com Hagrid, eles também haviam aprendido muito sobre a Floresta Proibida, à qual Hagrid os levava de vês em quando (sob a promessa de que a velha Minerva nunca ficasse sabendo). E nessas ocasiões, Rosa questionava a respeito das fênix.
- Eu nunca as vi pela Floresta antes! – dizia Hagrid – Mas as conheço é claro! Tenho que conhecer, afinal eu sou Professor de Trato de Criaturas Mágicas!



Depois que ele disse aquilo, Rosa nunca mais o deixou em paz. O que Hagrid lhes dizia a respeito da floresta, especialmente sobre o costume territorial dos Centauros, ou mesmo sobre o Ninho de Acromantulas (somente depois de algum tempo ele contou que ele existia), Rosa anotava tudo em um diário que sempre levava consigo. Alvo e Escorpio esticavam os pescoços para olharem, mas ela o fechava rapidamente. Às vezes, ela parecia estar mais interrogando o velho gigante. Porém, Hagrid parecia bastante feliz com aquilo.

Naquela vez, ele os convidara para assistir seu meio irmão Grope, arrancando as Gigantescas aboboras que ele havia criado para o Dia das Bruxas, e os levando de volta para o castelo.
- Veja só ele! – disse Hagrid apontando pela janela – Para ele, as abóboras têm o tamanho normal!


Os três riram. Quando eles foram apresentados à Grope, poucos dias atrás, Escorpio teve um chilique, e berrou feito uma criança. E Alvo não teve exatamente uma posição honrosa, pois correu para baixo das raízes da primeira árvore que encontrou e ficou lá segurando os joelhos. Só Rosa havia ficado firmemente parada ao lado de Hagrid, ainda que tremesse um pouco.



Grope levantava três delas de uma vez, e se encaminhava para Hogwarts.
- Que horas será que o Teddy vai chegar? – disse Hagrid – Fiquei sabendo que ele virá para a festa!
Alvo assentiu animado.
- É sim! Ele vai aparecer!
- O que tem de tão incrível nesse Lupin afinal? – disse Escorpio
- As histórias! – disse Rosa a Escorpio – Ele tem umas histórias incríveis dos lugares onde ele já esteve!
- Aposto que sim! – disse Hagrid – Queria saber se ele encontrou algo sobre gigantes! Sim, com certeza sim! Anos atrás, eu e Ted viajamos juntos atrás dos gigantes, sabiam!
Os três se entreolharam.
- É mesmo? – disse Alvo
- Sim! Na verdade, ele é que viajava comigo! Acho que é por isso que eu e você não nos conhecemos tão bem! Estive viajando muito nos últimos anos a procura dos gigantes, sabe, trabalhando para que bruxos e gigantes aprendam a conviver! Ted sempre viajava comigo durante as férias! Acho que dês daquela época ele gostava de viajar! Somos muito amigos, eu e o Ted...
- Por que nunca contou isso pra gente? – disse Alvo – Aposto que você deve ter um monte de histórias legais então!
- Hum! – Hagrid coçou a juba grisalha – Não sei! Acho que o Ted é melhor em lembrar das coisas do que eu! Em todo o caso, creio que seja melhor vocês irem! Está ficando mais frio, e aposto como esse Dia das Bruxas vai ser espetacular!


Os três assentiram. Se viraram para ir embora, seguindo Grope, que já voltara para apanhar mais uma leva de abóboras gigantes. Foi então que Alvo lembrou-se de uma coisa que queria perguntar a Hagrid, algo que lhe fora despertado quando seu irmão Tiago ganhou a adaga e ele a pena.
- Escuta Hagrid! – disse Alvo ainda com o pé no degrau da cabana – Me explica uma coisa! Por que nunca vejo meu irmão voando de Hipogrifo? Ele não quis o Bicuço quando você o ofereceu a ele?


Hagrid sorriu.
- Na verdade, nunca ofereci Bicuço a ele! Não, eu preferi guardá-lo para você! Harry sempre falava muito de vocês nas cartas que mandava para mim, e entre vocês dois, sempre achei que você daria um ótimo guardião para o Bicuço! Sim! E o Bicuço parece gostar muito de você também!



Alvo arregalou os olhos. Nunca em toda sua vida se lembrava de ter recebido nada antes do seu irmão mais velho. Segundo a ingressar para Hogwarts, segundo aprendendo a voar, e a conseguir agarrar o pomo mais rápido. Até com Teddy, Alvo era o segundo. Mas dessa vez, ele viera em primeiro. Ele sorriu para Hagrid.



No instante seguinte, os três voltaram ao castelo.


Por fim, a noite chegou. O clima estava cada vez mais frio, e Alvo sofreu para sair da aquecida Sala Comunal para ir para a Festa de Dia das Bruxas no Salão Principal.

Ele Escórpio e Rosa caminharam pelos portões escuros. Passaram por Nick Quase Sem Cabeça, o Fantasma da Grifinória. Ele parecia estar com um ótimo humor, de acordo com ele, os outros fantasmas haviam lhe preparado uma surpresa para a sua festa de Aniversário de Morte naquela noite.
- Sinceramente! – disse Escorpio – Acho que nenhum fantasma por aqui tem o Nick em muito alto estima!
- O que será que deu neles para fazerem uma surpresa assim do nada? – disse Rosa
- Estranho! – concordou Alvo
Eles chegaram ao salão.As mesas das Quatro casas estavam apinhadas das mais deliciosas iguarias e doce (principalmente doces). Lanternas de Abóboras flutuavam no ar. E as abóboras gigantes de Hagrid também podiam ser encontradas nos cantos do salão.
Alvo pode discernir Hagrid na mesa dos professores, conversando animadamente com Neville. A Professora Minerva estava sentada em seu lugar de honra, bem entre todos os professores de Hogwarts. Alvo achou que ela parecia muito frágil e velha.
Eles se sentaram perto de Tiago, e da turma animada que ele entretinha com histórias de proezas no Campo de Quadribol.
Olhando para a mesa da Sonserina, Alvo procurou com os olhos por Servo Slim. Mas não o encontrou. Sentiu um calafrio na espinha, sem entender por que.
De repente, as portas do salão se abriram de supetão, produzindo um baque metálico nas laterais. Todo o salão ficou em silencio.
Um jovem se postava, ainda com os braços abertos por abrir as portas enormes. Seus cabelos eram muito negros, e quando ele levantou os olhos, viram que eram amarelos vivos. Ele sorriu de uma forma misteriosa... E seus cabelos ficaram brancos.
- Teddy! – disseram Alvo e Tiago em uníssono


Mas antes que eles se levantassem uma linda garota, com cabelos lisos e platinados já estava de pé, indo ao encontro de Teddy. Ela tinha a idade de quem estava no sétimo ano de Hogwarts. Alvo e Tiago se entreolharam.
- Victoire! – disse Tiago 


Os dois nem conseguiram olhar. Para eles, era como ver dois irmãos se beijando. Victoire era prima deles, e eles a conheciam desde...bom, eles nem conseguiam se lembrar. E era igual com o Teddy. 



Ted se despediu de Victoire, falando-lhe algo no ouvido, e Alvo pode deduzir pela expressão da garota, que provavelmente ele estava lhe propondo um encontro a sós depois do banquete. Ela voltou para sua cadeira e se sentou. E então, Ted finalmente foi até onde os Irmãos Potter estavam.



- E aí carinhas!
- E aí cara – disse Tiago – Como é que você ta! Como foi a viajem? O que se passou? Tem alguma história legal pra contar?
- Hei! Calma! – disse Teddy – Varias histórias pra contar, mas não se preocupem, terei tempo pra contá-las, acho que vou ficar por aqui pela próxima semana!



Os dois se entreolharam.
- A semana toda?
- A semana toda! – disse Teddy sorrindo
- Irado! – disse Alvo
- Legal – disse Rosa



Alvo olhou para Escórpio, pelo jeito ele estava tentando se fundir a cenário ficando calado e se concentrando na comida.



- Hei Ted! – disse Alvo – Esse aqui é o Escorpio Malfoy!
- É! – disse Rosa – Provavelmente o primeiro Malfoy a entrar na Grifinória!


- É mesmo? – disse Ted olhando para Escorpio – Malfoy é? Interessante!Hei, sua família não é uma das mais antigas a preservar o nome no Mundo Bruxo?
Escórpio se virou para ele, visivelmente animado de ser incluído na conversa.
- É sim! Temos ancestrais que datam quase dês de a Antiguidade!
- Sua família deve ser portadora de artefatos antigos muito interessantes! – disse ele – Ela sempre esteve ligada a algumas artes meio obscuras, não é!
Escórpio pareceu meio chateado de ele ter tocado no assunto.
- Bem... É! Mas não são toooodos da minha família! 
- Alguns artefatos das trevas podem conter segredos incríveis, que contribuiriam muito pra bruxindade! – disse Ted – Tenho esbarrado com alguns de vês em quando!
- É mesmo? – disse Escórpio assombrado


Rosa por outro lado fez uma cara muito feia. 
- A Tia Gina não disse para você parar de ir atrás desse tipo de objeto? – disse ela



Teddy riu alto. Só agora, Alvo notara que Ted havia se tornado o centro das atenções de todo o salão, dês de sua entrada dramática.
- Escutem! – disse Ted – Para se conseguir o soro para o veneno de uma serpente, é preciso do próprio veneno antes! Talvez algum desses artefatos tenham a cura para muitos males das trevas!



Todos olhavam para Teddy de forma assombrada, esperando o que vinha a seguir.
- Mas vamos parar de falar de trabalho! – disse ele – E como vocês aqui em Hogwarts estão indo?



Então, Rosa se pôs em um monólogo entusiasmado de todos os acontecimentos, dês de que haviam deixado o trem. 



Neste momento, Alvo desviou o olhar para a mesa da Sonserina. Lá estava Slim, sentado, degustando tudo calmamente. De todos na Sonserina, ele era o que tinha a cara mais inocente. Será que ele realmente estava tramando alguma coisa?


No instante seguinte, as janelas explodiram, o lustre emitiu um enorme som de estilhaço. E tudo pareceu desabar na cabeça de todo mundo.


O impacto do daquele acontecimento fez metade dos que estavam comendo engasgarem com a comida. No instante seguinte, todos estavam debaixo das cadeiras.



Alvo não estava entendendo nada. Um instante atrás, Teddy estava sorrindo, conversando com eles sobre a vida, e agora, ele estava em pé, de varinha em punho, como se esperasse quer um furacão os atingisse.



Mais janelas estouraram de todos os lados. O teto de Hogwarts, que era encantado para parecer um céu, começou a trovejar violentamente. Os professores desordenados não sabiam para onde correr. Alvo começou a sentir uma crescente onda de pânico. Ele não conseguia se mexer, continuava sentado à mesa, parado, enquanto todos ao redor se escondiam.



Foi quando ele apareceu. Do alto, saltando sobre a mesa com um baque surdo de botas aterrissando sobre uma enorme mesa de madeira, uma figura coberta por um, sobretudo, com um chapéu, e um cachecol sobre o rosto. O olhar feroz encontrou o olhar assustado de Alvo. 



- Saia do meu caminho garoto! – ele disse – Você não sabe no que vocês todos acabaram se metendo!


Alvo estava paralisado, sem saber o que fazer. O homem em cima da mesa observou em volta, como um testrálio atrás de carne. Então ele pareceu achar o que queria, e se virou.


Do bolso, ele tirou duas coisas que Alvo nunca tinha visto, apesar de já ter ouvido falar por sua Tia Hermione. Eram pistolas. Pareciam bastante antiquadas, e ligeiramente enferrujadas, como se tivessem anos e anos de idade. Alvo podia ver tudo quase como se fosse câmara lenta.



O homem saltou para o chão, e se dirigiu a passos rápidos em direção a outra ponta do salão. Ele saltou por sobre as mesas das casas, onde os alunos ainda estavam em plena fuga, e finalmente chegou à mesa da Sonserina, onde havia apenas um aluno sentado. Slim.



Ele apontou as armas diretamente para o garoto, que não pareceu nem um pouco abalado.



- Eu sei muito bem quem é você! – disse ele estreitando os olhos – E sei que não estaria aqui se não tivesse um bom motivo! O que você veio procurar em Hogwarts? 



Neste momento, um feitiço voou na direção daquele homem, batendo do que parecia um escudo. O homem se virou.



Era Teddy. Com a varinha apontada para o atacante, ele corria na direção dele.
- Parado aí! – disse Teddy



O homem saltou de cima da mesa da Sonserina para o chão.
- Este será o único aviso – disse ele à Servo Slim, então apontou em direção à Teddy



Disparos foram ouvidos, e Teddy gritou “Protego”. Os disparos ricochetearam no escudo, e se desviaram para uma das mesas das casas, que foi jogada pra cima, e depois para baixo, arrebentando a própria base. Foi nessa hora que Alvo acordou do seu transe momentâneo. Ele se levantou, e tentou sair dali o mais rápido que pôde. Nessa hora, um feitiço atingiu a mesa da Grifinória, e ela foi tombada para o lado arrebentando todos os bancos. Alvo cobriu a cabeça com as mãos.



Nessa hora, ele pensou nos professores. Por que raios eles ainda não haviam entrado em ação? Ele arriscou uma olhada para o fundo do salão para ver o que havia com eles.


Boa parte estava escoltando os alunos para fora, e a outra parte estava ao lado da professora Minerva, meio protegendo-a, meio impedindo-a de entrar na luta. Porém, Alvo viu Neville saltando os degraus que separavam a mesa dos professores do resto do salão e correndo em direção ao duelo.


Alvo sentia o coração acelerado em seu peito. Ele se encostou ao tampo da mesa tombada. Ela fazia uma espécie de trincheira no meio do salão. Ele arriscou uma olhadinha por cima dela para ver o que estava acontecendo.



O sujeito atirava contra Teddy, que rebatia com o feitiço escudo. As maldições lançadas por Teddy por outro lado, pareciam ser rebatidas por alguma magia de proteção sobre o homem.


Foi aí que Alvo viu a capa do homem começar a soltar cada vez mais fumaça. A cada momento o sujeito dava um passo na direção da porta do salão, e Alvo de repente percebeu o que estava acontecendo. A capa deveria ser do mesmo tipo de o Tio Jorge fabricava, que conseguiam rebater feitiços.


No último instante, a capa finalmente pegou fogo, e o homem se desfez dela, saindo correndo porta a fora. Teddy correu atrás dele, e Neville parou para ir ver como o aluno da Sonserina que ainda estava na mesa estava.



Alvo acompanhou com os olhos Teddy sair correndo por todo o corredor, e sair ao encalço do homem. Sua mente ribombou de medo e curiosidade. Ele sentiu a necessidade de manter tanto Teddy como o outro sob seu alcance visual.
Ele disparou pela porta no encalço dos dois, sem nem ouvir os gritos de Neville para que ficasse.



Ele era guiado apenas pelo som dos passos dos duelistas. Mais à frente havia uma escada, e Alvo subiu pulando os degraus. O som parecia cada vez mais distante.



Correu como um louco, sentindo o coração em brasa. Passou por dois corredores, e por três lances de escada antes de finalmente chegar a uma escada em espiral que parecia levar ao alto de uma torre.


Quando finalmente chegou ao seu destino, sentiu o ar frio da noite agredir mais ainda os seus pobres pulmões. Alvo viu Teddy a dois passos a sua frente.


Os dois adversários estavam se encarando. O homem do outro lado do lugar, bem perto do parapeito.



- Ok! – disse Teddy sorrindo – Podemos começar a dançar agora?
O homem apontou as armas.
- Quando quiser!



Mais uma vez os disparos começaram. Só que agora, o homem se jogava de um lado para o outro, desviando dos feitiços estuporantes de Teddy. Pelo que parecia agora Teddy estava com a vantagem.



Alvo prendia a respiração com cada disparo. Não pareciam balas comuns. Um dos feitiços de Alvo atingiu o chapéu do homem, o jogando pelos ares. E um cabelo muito pálido e descolorido surgiu ao vento.



- Chega! – disse ele – Perdi minha paciência!



Então, de repente, um Hipogrifo apareceu de trás da torre. Diferente de Bicuço, aquele tinha uma plumagem bem escura. Ele montou no animal, e saiu voando para dentro da noite fria.


Teddy ainda tentou lançar mais feitiços nele, mas sem sucesso.
- Droga! – disse ele


Alvo ouviu um tropel de passos, e logo, todos os professores estavam lá de varinhas em punho.
- Onde o homem está? – disse ele
- Fugiu! – disse Teddy – Não consegui detê-lo!



Os professores abaixaram as varinhas. Alvo suspirou fundo, somente agora sua mente parecia estar funcionando direito novamente. Uns milhões de perguntas surgiram em sua cabeça: A pena... O homem... Servo Slim... Armas em vez de varinhas... Hogwarts invadida tão facilmente... E por fim, concluiu que nada daquilo fazia sentido, e sua cabeça voltou a se embaralhar.
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