10 de mai de 2011


[Continuação] FIC Os dezenove anos, e além [10]

vamos láá


Capitulo 12: A reunião do Mundo Bruxo

Harry Potter. Sempre Harry Potter. Por que raios os britânicos davam tanto valor pra esse tal de Harry Potter. Afinal, ele era só mais um bruxo. Talvez um bruxo talentoso, corajoso, mas ainda assim apenas mais um maldito bruxo.

“O Profeta Diário sob nova direção”. Esta era a manchete. E logo abaixo, a foto do tão falado Eleito. De acordo com o que estava escrito ali um tal de Xeno Lovegood havia se tornado o redator do jornal. Aparentemente uma tentativa de dar aos bruxos daquele país algum veículo jornalístico em que acreditar, mas pelo jeito não estava dando certo. O jornal impresso estava perdendo de dez a zero para as transmissões de rádio patrocinadas pelas Gemialidades Waesley, uma lojinha muito famosa no Beco Diagonal. Aliás, ele podia vê-las de onde ele estava sentado lendo.

- Senhor, deseja mais alguma coisa?
- Não é preciso, três sorvetes de frutas é o meu limite – disse ele, se esforçando para falar a língua inglesa perfeitamente


Continuou lendo. Havia uma entrevista com Harry Potter na página cindo. De acordo com o Menino que Sobreviveu, ele estava pessoalmente tomando conta para que a Seção de Aurores se reerguesse para poder proteger o mundo bruxo como sempre protegeu. O MUNDO BRUXO? Que cara mais arrogante, será que ele achava que o Mundo Bruxo era só a Inglaterra? Bom, iria averiguar isso pessoalmente, afinal, sua reunião com o Ministro estava marcada para as sete da noite.


“As SETE da Noite”

Harry se vestia rapidamente. Já eram cinco pras sete, e ele precisava chegar ao ministério o quanto antes. Na verdade, ele tinha muita coisa na cabeça com que se preocupar no momento.

O incidente com os lobisomens não fora fácil de resolver, mas depois que Harry e sua equipe conseguiram suprimir aquele ataque ao vilarejo trouxa, os outros pareceram ficar desmotivados. Poucos dias depois daquilo, e não havia mais lobisomens atacando.


Porém agora, a comunidade bruxa era sacudida com um novo evento. Algo que não era realizado a anos. Uma reunião dos líderes das comunidades bruxas estrangeiras. Os líderes bruxos se reuniriam na Inglaterra em três dias. Sempre que coisas assim aconteciam, o Ministério procurava manter em segredo, para evitar qualquer problema, mas às vésperas da reunião, e cada veículo jornalístico do país já estava noticiando sobre a reunião.

Kingsley havia pedido a Harry para acompanhá-lo na reunião, e Harry se perguntava por que. Será que Kingsley esperava que ele fosse ajudar em alguma coisa? Ele sabia que o Ministro esperava conseguir a ajuda dos países estrangeiros na restauração da Comunidade Inglesa, mas que tinha poucas chances de conseguir isso. Será que ele, Harry, seria de alguma ajuda nisso?

Um estampido ecoou na cozinha, seguido por vários outros. Então, monstro apareceu na porta.
- Senhor! A três Weasley esperando na Sala de Estar!
- Obrigado Monstro! – disse Harry estranhando. Ele se lembrava de ter marcado com Rony e o pai para que eles o acompanhassem ao Ministério naquele dia. Seria possível que o terceiro integrante do grupo fosse...

Ele desceu as escadas, já ansioso. Gina apareceu no corredor.
- Harry! – disse ela

Em qualquer outra situação, ele adoraria vê-la, mas naquele dia ele não dispunha mais de tempo. Um abraço, e um beijo rápido, e eles se juntaram aos outros. Lá estava Rony, e seu pai.
- Gina insistiu em vir junto! – disse Rony
- Compreensível! – disse o Sr.Weasley – Agora precisamos ir! Harry está pronto?
- Estou! – disse Harry


Sem mais delongas, os quatro saíram da casa, e desaparataram para o Ministério da Magia.
Depois que a sensação desagradável da aparatação começou a passar, Harry pôde dar uma boa olhada em volta. Sua primeira impressão era a de que havia vindo para num estádio de futebol em final de campeonato. Havia gente correndo para todos os lados, gritando informações uns para os outros, e apontando para o Profeta Diário. No alto do teto, estandartes com frases como “Bem vindos, magos estrangeiros” podiam ser vistas, além de muitas bandeiras de países estrangeiros. 

Algumas dessas bandeiras, Harry reconheceu, como a bandeira búlgara, a americana, a francesa, e a japonesa. Porém, outras o rapaz nunca havia visto, como por exemplo, uma verde e amarela, com um circulo azul no meio. Essa chamou a atenção de Harry, por que o garoto pensou que já a tinha visto em algum lugar.

- Estaremos esperando na Seção de Mal uso de Artefatos Trouxas! – disse o Sr. Weasley, fazendo Harry acordar para o ambiente a qual se dirigia.

Estavam caminhando para dentro de um corredor, em direção à uma grande porta de madeira envernizada. Harry engoliu em seco, e continuou seu caminho reto. Kingsley estava esperando por ele junto à porta
- Eles já chegaram! – disse Kingsley – Fico feliz de ver que resolveu aparecer Harry!

Ele assentiu, então os dois entraram na sala.

Harry se viu em uma sala bem iluminada e redonda, com mesas envernizadas dispostas em círculos. Em cada mesa, se sentava um bruxo, com aspecto diferente, com pequenas bandeiras de suas respectivas origens estavam colocadas em pé sob suas mesas. Harry pode reconhecer os trajes finos típicos, que o líder Frances usava, pois lembravam o modo de se vestir de Fleur e de suas colegas da Beauxbatons. Também pôde ver o líder búlgaro, facilmente reconhecível por seus trajes pesados e sua expressão dura.

Ele também pôde reconhecer facilmente à líder japonesa, pelos traços obviamente orientais de seu rosto, e também, a seda que vestia. Ela tinha um ar sábio e nobre, que fez com que Harry sentisse que se tratava de uma maga poderosa.


Kingsley se sentou em sua mesa, e Harry também se sentou na sua. Harry observou que cada líder ali, estava acompanhado por um segundo bruxo de seu país.
- Quem é esse garoto? – disse de repente o líder americano, fazendo Harry o notar de repente

Era um homem de baixa estatura, mas de olhar azul bastante agressivo. Kingsley pigarreou.
- Este é Harry Potter! O bruxo mais respeitado da Inglaterra!

Ele ouviu o líder americano rindo.
- Um garoto? – disse ele – Eu esperava mais dos Ingleses! Achei que trariam alguém do calibre de Dumbledore, ou superior!

Harry sentiu o sangue quente nas veias. Quis falar alguma coisa, mas Kingsley o impediu. Então, os bruxos que acompanhavam os líderes mundiais eram os bruxos mais respeitados de cada país.


O garoto olhou em volta. Percebeu que os bruxos que acompanhavam os líderes tinham olhares mais aguçados e inteligentes que os próprios líderes. Também observou que a líder japonesa não tinha um acompanhante, o que significava que ela própria deveria ser a bruxa mais respeitada de seu país.

De repente, Harry se sentiu enjoado. Agora ele tinha certeza de que Kingsley esperava que ele ajudasse em alguma coisa.


Os líderes se sentaram.
- Suponho que podemos começar! – disse o líder americano, tomando à frente do evento – Acho que deveríamos falar de...

Então a porta da sala se abriu, e um vulto apareceu da porta.
- UAAAH! Desculpem a demora! Estive provando um dos doces ingleses pra ver se são tão bons quanto os do meu país! E sabe de uma coisa, até que fazem um páreo duro!

O bruxo desceu as escadas. Tinha olhos de um verde forte e denso. Um rosto expressivo, que por algum motivo lembrava a Harry algo de Fred e Jorge em seus anos dourados.

Ele alongou os braços, esticando para cima e estalando as costas. Desceu até onde estava a único lugar vago, rodopiou a cadeira, e se sentou colocando os pés em cima da mesa, quase acertando a bandeirinha verde e amarela que havia lá.

- Típico do líder brasileiro! – Harry ouviu alguém dizer

Então ele se lembrou de onde havia visto aquela bandeira amarela e verde. Fora em uma ocasião em que Tio Valter e Duda estava vendo um jogo de futebol na TV, e reclamando o tempo todo: “Não Inglaterra, não tome outro gol, NÃO!”

Com os braços atrás da cabeça e a cadeira reclinada, ele falou.
- Podem começar, estou ouvindo!

Harry se segurou para não rir da cara que o líder americano fez. Por outro lado, a lide japonesa também parecia estar achando um pouco engraçado.


- Muito bem! – disse Kingsley – Antes de tudo, quero agradecer a presença de todos, e espero que sua estadia na Inglaterra seja agradável!
- Eu já não explicitei que gostei dos sorvetes? – disse o Líder Brasileiro, provocando certo riso, até mesmo por parte de Kingsley

- Vamos ao assunto que nos trouxe aqui! – disse o líder americano abruptamente – Você, Kingsley, quer a ajuda de nossos governos para ajudar nos reparos do seu Ministério! Por que deveríamos ajudar?

Harry olhou para Kingsley, que estava com uma expressão imparcial no rosto.

- Por que! Sr. Carter – disse Kingsley se dirigindo ao americano – O nosso governo enfrentou a fúria de um notório bruxo das trevas, e uma poderosa organização...
- Se é tão poderosa assim, por que nós não ouvimos falar dela? – disse o Carter se levantando de sua cadeira – Esses tais Comensais da Morte, e esse tal Lorde Voldemort! Nenhum de nós ouviu qualquer coisa a respeito dele fora da Inglaterra...


- Isso não é bem assim! 

Harry se virou, e viu o líder Búlgaro se levantando. Ele tinha uma barba negra espessa, e se vestia com pele, lembrando o visual de Victor Krum. O líder americano pigarreou.

- Tem algo a nos dizer? Senhor...
- Boris Asparukh! – disse o líder Búlgaro – Sou o novo Governador da Magia da Bulgária!

Harry se perguntou o que raios era um Governador da Magia. Só então se deu conta, de que provavelmente pelo governo de outros países ser diferente, era bem provável que os títulos dos líderes fossem diferentes.

- Sr Carter – Asparukh disse – Posso lhe garantir que houve muitos relatos das atividades de Voldemort em meu país, e em uma de suas atuações ele matou nosso maior Mestre Artesão de varinhas!- Harry lembrou com horror, os momentos finais de Gregorovich, quando Voldemort o matara por não poder lhe entregar a Varinha do Destino


- Deste modo – continuou o Governador Búlgaro - Eu não acho que possamos nos desincumbir de...
- Típico! – falou o líder americano – Claro, vindo do governo que rastejou aos pés da Inglaterra, para que Dumbledore se livrasse de um feiticeirozinho de segunda como Grindelwald!

Asparukh pareceu entrar em erupção, enrolado em suas peles escuras como a terra e o rosto avermelhando. Ele praguejou em uma língua que Harry não entendeu, e depois disse.
- Como se atrrreve a falar assim! É muito fácil para qualquer um de vocês amerricanos falar qualquer coisa! Estão prrrotegidos dos nossos brruxos das trevas pelo mar!

O americano riu alto.
- Vocês não sabem de nada! – disse ele – A ignorância de vocês a respeito dos acontecimentos do outro lado do oceano é notória! Vocês lá sabem que tipo de problemas com as Artes das Trevas tivemos? O que tivemos de enfrentar? E da última vez que eu olhei, nós não pedimos a ajuda de ninguém para resolvermos nossos problemas!

- Olhe de novo! Carter-San!

Os olhares recaíram sobre a líder japonesa. Harry também olhou. Ela encarava o líder americano com uma tenacidade impressionante no olhar. Harry não pode deixar de lembrar do olhar de Dumbledore.

- Cleio que foi o Impelio dos Magos Japoneses que ajudou vocês em divelsos avanços mágicos! – disse ela – E também cleio que foi glaças a tais magicas avançadas que os amelicanos conseguilam cuidar de sí mesmos! Não estou certa?

O líder americano pareceu ficar acuado.
- O mesmo pode se dizer da Inglaterra! – disse Kingsley – E de mais da metade dos presentes!

Um burburinho percorreu a sala. Então o som de palmas batendo foi ouvido vindo da mesa do Brasil.
- Excelente! Muito bom, vocês foram maravilhosos, MARAVILHOSOS! – disse o líder brasileiro – Vocês deveriam ganhar a Ordem de Merlin pela maior palhaçada mundial já realizada!


O choque foi tão grande que alguns lideres se levantaram. A líder Japonesa sorriu.
- Algo a declalar, Sr, Ribeiro?
- SIM! – disse ele se levantando de supetão – Eu tenho algo a declarar Srta. Kisuke!

Ele pulou por cima da mesa, e caminhou para o meio das cadeiras.
- É o seguinte! – disse ele – É muito fácil pra vocês ficarem sentados aí, agindo como se um mísero ataque de uma organização das trevas fosse uma grande coisa!

O líder americano sorriu, achando que tinha encontrado um aliado.

- Eu tenho que admitir que NISSO, aquele trasgo retardado acertou! – disse ele apontando para o líder americano, que inchou e avermelhou em questão de segundos. Harry se segurou pra não cair na gargalhada.

- A verdade é que vocês fecham demais os olhos para questões mais importantes! – disse o brasileiro – Como, por exemplo, o fato de que em muitos países sequer tem uma organização para comunidades bruxas decente! CARA! Tem bruxos nascendo aí fora que nem entendem como devem usar seus poderes! 

- É do seu país que estamos falando? – disse o lide americano sorrindo sarcasticamente

Harry prendeu a respiração, por que no momento em que o Líder Brasileiro se virou para o americano, ele teve certeza de que ele daria um murro entre os dentes dele, o que faria um bom estrado, por que enquanto o brasileiro era alto, magro e jovial, o americano era baixo e gordo. O rosto dele empalideceu.


- Como eu estava dizendo! – disse ele retomando a linha de raciocínio – O que eu to querendo falar é que vocês realmente parecem desconhecer mais da metade do mundo! Por exemplo, desafio alguém aqui a tentar descrever o Brasil!

Harry pensou em tudo o que sabia sobre aquele país, e descobriu que ele estava certo. Tudo o que vinha a sua cabeça quando pensava sobre o país da bandeira verde e amarela era o futebol, e isso entre os bruxos era o mesmo que nada.
- Pois é! – disse o Líder Brasileiro – Como exatamente vocês esperam que nós ajudemos vocês ingleses, se vocês nem sequer sabem alguma coisa sobre os nossos países? É o mesmo que pedir dinheiro emprestado a um estranho!

Um novo burburinho percorreu a sala. O líder americano se levantou resoluto.
- Então acho que isso encerra a questão! – disse o ele – Não haverá ajuda extra pra a Inglaterra e ponto final!

- Oh! Mas não é bem assim! – disse o Brasileiro sorrindo

Por um momento, Harry viu os olhares dele e da líder japonesa se encontrando, e notou um certo ar de cumplicidade.
- Aceitaria com prazer ajudar o governo bruxo inglês! – disse ele fazendo uma reverencia – Mediante... Pagamento!

Harry teve uma forte sensação de já ter ouvido aquilo antes, e não gostou nada. Lembrou-se de Grampo, quando eles armaram para assaltar Gringots, exigindo que eles lhe dessem a espada em troca. Kingsley pareceu intrigado.

- Como assim?
- Tenho uma proposta que tenho certeza, irá agradar a Gregos e Troianos!

Um gordinho do outro lado da sala, usando um louro sobre as orelhas, acordou com um ronco.
- SIM! Eu concordo, os bruxos gregos concordam!

Harry se viu mais uma vez tentado a dar boas gargalhadas.
- Que bom que resolveu acordar, Sr Dionísio! – disse o brasileiro – Bem a tempo de ouvir a minha proposta!

Ele se virou para Kingsley.
- O Ministro Inglês irá visitar os países dos quais pretende receber ajuda, e conhecerá a cultura e os problemas locais!


Kingsley se levantou de repente.
- Isso é loucura! – disse Kingsley – O que exatamente está pedindo? Eu não posso deixar a Bretanha para fazer turismo por outros países
- Encare como uma troca de favores! – disse o Líder Brasileiro sorrindo – Você nos ajudará a resolver nossos problemas, e nós ajudaremos o seu Ministério a se reerguer! O que acha?

Kingsley pareceu indeciso. Harry achou a proposta bastante razoável na verdade, mas o Ministro não podia sair da Inglaterra do jeito que as coisas estavam por lá. Então, de repente, Harry teve um rompante de inspiração. Jogou toda a cautela para o alto, e disse alto.

- E SE EU FOR?

O silencio obscureceu a sala, mas o sorriso do Líder Brasileiro não se alterou.


- Harry? – disse Kingsley


Harry se pôs de pé.
- E se eu visitar os países? Acho que seria aceitável, certo? Quer dizer, eu não sei se poderia resolver os problemas de todos os países, mas...
- FEITO! – disse alguém

Harry olhou em volta, e encontrou o líder Francês
- A oportunidade de ter o Eleito do nosso lado? – disse ele – O meu apoio já esta garrantido! 
- Apoiado! – disse o líder Búlgaro
A líder japonesa fez uma reverencia.
- Será uma honra recebê-lo Potter-San!

- Beleza!

Harry olhou para o Líder Brasileiro.


- Então que comece pelo MEU país! – disse ele sorrindo e apontando para si mesmo com o polegar – Se acha que é bruxo o bastante pra encarar essa!

O tom foi desafiador e bem humorado, mas principalmente desafiador. Harry devolveu o olhar.
- Pode apostar sua bandeira nisso! – disse ele

Harry gostaria de soar mais confiante do que se senta. Como iria ajudar um país sobre o qual ele nem sabia? E ainda haveria o Japão, França e Bulgária pela frente! Subitamente se sentiu esmagado pelo tamanho do mundo.

- Er... Posso levar alguns companheiros? – disse Harry sem saber direito como dizer

O brasileiro sorriu.
- Se achar que precisa leve! Pessoalmente, eu acho que vai precisar de toda a ajuda que puder!

Harry não se sentiu muito bem com aquele último comentário.

- E não se esqueça dos Estados Unidos!

Subitamente, Harry olhou para o líder americano, atarracado, levantando a mão por cima da mesa.
- Pago para ver você lá! – disse o americano – literalmente!

Harry engoliu em seco. Sentiu que estava começando alguma coisa realmente grande dali em diante.


Ao voltar para casa, Harry os batimentos cardíacos acelerados, e dois sentimentos que não paravam de investir um contra o outro como em um duelo:

Um era a incerteza absoluta quanto ao que fizera, afinal, o que raios ele sabia sobre os outros países? Tudo bem, ele sabia bastante sobre os americanos, e podia pedir a Fleur que lhe desse algumas dicas sobre a França, mas o Brasil e o Japão para ele era algo tão inimaginável quanto Hogwarts deveria ser para os Dursley.

Mas por outro lado, a possibilidade de conhecer esses países o fazia bufar e ansiedade. Como deveria ser a magia do outro lado do oceano? Ele sabia na Europa, a magia era bem parecida, mas na America e no Oriente seria do mesmo jeito? E que seres míticos ele encontraria? Ele rezou para não encontrar coisas como dragões e acromântulas, mas alguma coisa dentro dele lhe disse que provavelmente isso iria acontecer, e o mais bizarro era que essa possibilidade não o assustava.

Ele nem sentiu direito onde seus pés o estavam levando. Só sabia que depois que a reunião terminara, Kingsley pedira para segui-lo, e era isso que ele estava fazendo dês de então. Ele olhou para frente e pode distinguir a silhueta do Ministro fazendo uma curva no fim do corredor. Antes de fazer a manobra, ele lhe pediu para que se apressasse.

Eles só pararam de andar quando finalmente chegaram ao gabinete do Ministro. Ao chegarem lá, Kingsley imediatamente fechou a porta.
- Me explique o que foi aquilo!
Harry não entendeu a pergunta de imediato.
- Pelo jeito vou viajar!
- Harry! – disse Kingsley em tom de repreensão – Você não tem idéia do que fez! Aquele era o conselho dos maiores líderes de toda a bruxindade!
- E daí? – disse Harry começando a ficar nervoso, por que Kingsley parecia tão nervoso
- Você não entende! – disse ele – Fechar um acordo com eles, é mais do que simplesmente fazer uma promessa, significa um contrato inquebrável!
- O...o que?


Kingsley suspirou.
- Vamos por partes! Em primeiro lugar, é melhor esclarecer os detalhes de onde você se encontrava naquele momento


Harry recordou. Ele não dera muita atenção para onde estava indo enquanto se dirigia para a sala da reunião, pois estava ocupado observando as múltiplas bandeiras penduradas por todos os lados no Ministério. Ele se lembrou de caminhar por um corredor até uma grande porta envernizada, um corredor que ele conhecia muito bem dos seus sonhos durante o quinto ano em Hogwarts.

- Era o mesmo corredor do Departamento de Mistérios! – disse Harry – E daí?

Kingsley suspirou.
- Cada país tem seus meios de promover a reunião dos líderes! Na Inglaterra, nós temos uma sala, próxima ao Departamento de Mistérios que obriga juramentos a sela juramentos com magia, forçando-os a serem compridos!
- Forçando-os? – disse Harry com a cabeça disparando em pensamentos – Assim como um Voto Perpétuo?
- Mais ou menos isso! – disse Kingsley – Mas depende de quantos na sala concordaram com os termos expostos! Se por exemplo, apenas um membro concordou com o acordo, ele praticamente de nada vale, porém, se muitos, ou todos os líderes concordarem com os termos, o juramento passa a ser uma coisa muito seria!

Harry começou a se sentir mal.
- Quantos líderes você acha que concordaram com os termos? – disse o rapaz
- Quantos?- disse Kingsley, sua voz grossa e sempre firme vacilou – QUANTOS? Hora! Você não ouviu o Líder Frances? “Ter o Eleito do nosso lado? FEITO”

Harry fez de tudo para se sentir calmo “Hora, o que importa” ele pensou “Eu iria de qualquer jeito, não havia necessidade alguma de juramento, ou sala especial”
- O que mais me preocupa! – disse Kingsley – São o que os japoneses irão querer que você faça!
Harry ficou ligeiramente confuso.
- O que?
- Os Orientais não gostam muito dos Ingleses! – disse Kingsley – Problemas envolvendo Trouxas e Bruxos há algum tempo na História!


Harry se lembrou de qualquer coisa que estudara antes de entrar para Hogwarts sobre a relação da Inglaterra com a China, mas não conseguiu recordar muita coisa. Lembrar de qualquer coisa antes dos seus onze anos era como tentar se lembrar de outra encarnação. Naquela vida, ele apanhava do Duda, e fugia de valentões, nesta, ele havia derrotado o pior bruxo das trevas, e provavelmente maior assassino em massa que já houve na história.

- Harry! – disse Kingsley, o tom sério de sua voz grossa o fez acordar para o presente – Sugiro que você se prepare para as viagens que vai enfrentar! Talvez deva pesquisar algo sobre os outros países talvez lhe ajude! Mas uma coisa eu tenho que adverti-lo! Cuidado com os Líderes Bruxos! Você já experimentou na pele como alguns deles podem ser impiedosos!

Subitamente, as costas de sua mão direita formigaram, e Harry olhou para as palavras escritas em branco sobre sua mão: “Não devo contar mentiras”. Harry engoliu em seco.
- Certo! – disse ele – Tomarei cuidado!

E dizendo isso, ele deu meia-volta, e saiu do gabinete. Depois daquilo, tudo o que ele queria era encontrar o Sr. Waesley no Departamento de Mal Uso de Artefatos Trouxas, e voltar para a Toca. Queria contar a Rony e Hermione tudo o que acontecera.

Foi caminhando em direção ao elevador de cabeça baixa, sentindo-se meio esgotado.
- Dia difícil, não é compadre?

Harry levantou a cabeça, e viu o sujeito encostado na parede ao lado do elevador. Vestia um casaco de couro cru, e um chapéu que lembrou a Harry um vaqueiro do velho oeste, ou alguma coisa semelhante.
- Quem é você? – disse Harry
- Não me reconhece? – disse o homem, ele tinha vibrantes olhos azuis – Oh, bem, não apostaria que iria se lembrar de mim, afinal, sempre fico calado em reuniões chatas


Então Harry soube quem era. Era o Líder Australiano. De fato, ele havia ficado no fundo da sala sem dizer uma palavra a reunião toda.
- Pelo visto você vai fazer uma viagem ao redor do Mundo! – disse ele – Não sei se o invejo!
- Fiquei um ano inteiro na clandestinidade, rodando por toda a Inglaterra! – disse Harry – Não me assusto com viagens!
- É claro que não! – disse o Australiano – Seria necessário pelo menos um Voldemort para assustá-lo, não é – e riu-se

Harry se perguntou o que ele estaria querendo dizer com aquilo
- Escuta garoto! – disse o Australiano – Lembre-se disso, e pense com cuidado! Muitos países nem ouviram falar desse Voldemort! O que impede que um bruxo igualmente cabra ruim exista nesses outros lugares e você nem ouviu falar?

Harry engoliu em seco mais uma vez. Se imaginou lutando contra Voldemort mais uma vez, só que dessa vez, sem Varinha do Destino para ajudá-lo, e pior, num lugar estranho que ele nunca tinha visto.
- Só pensei em avisá-lo! – disse o Australiano batendo no chapéu – Não queremos que o grande Harry Potter, herói dos Inglesinhos acabe morto em algum pântano!

E dizendo isso, saiu, deixando um Harry bastante confuso e inseguro. Pelo menos não havia mais sentimentos conflitantes dentro dele. A incerteza havia vencido.
Comentários
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Um comentário:

  1. Cara, tem certeza que leu todos os livros, e que tem uma ideia miníma do que é a cultura de outros países?
    Seeeeem contar dessa japonesa que é chinesa que fala tudo com l, coisa de criança de 8 anos PQP né?!

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