26 de jul de 2011


[Continuação] FIC Os dezenove anos, e além [18]

Bem meus lindos, como eu havia falado no último post da fic, o Luiz que é o escritor dessa fic tava sumido há algum tempo, mas eis que semana passada ele deu o ar da graça e completou o capítulo 19 da fic, que eu colocarei para vocês lerem agora!!!
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A festa de Natal na casa de Rosa era sempre algo lindo de se ver. Tio Rony e Tia Hermione haviam construído uma casa com um amplo salão de festa (o restante da casa era até simples mas o salão de festa grande fora algo que eles se obrigaram a construir). Com um salão daquele tamanho, a gigantesca Família Weasley não ficava nem um pouco espremida, mesmo com a presença dos Potter também ali.
Depois da aparição do homem misterioso de cabelos brancos e cara de jovem, e da correria ao redor dele com direito à Escorpio tomando um chute nas joias, Alvo achou aquela parte simplesmente a melhor.
Ele finalmente experimentou os Sapatos Inversores que havia ganhado de presente, e andado por todo o teto do alto salão de festas. Tiago, com inveja, exigira eles emprestados, mas ele os deu primeiro a Rosa (que resolveu trocar a saia por uma calça antes, apesar de Alvo insistir que os tênis revertiam a gravidade mesmo nas roupas).
Por fim, foi a hora de todos pararem próximo a lareira e escutarem mais e mais histórias de Ted Lupin, e de suas aventuras errantes ao redor do planeta. Todos aqueles seres estranhos que Ted descrevia faziam Alvo viajar pelas nuvens, até as montanhas da Ásia pululando de estranhos animais falantes, e pelas quentes florestas tropicais e seus pássaros de múltiplas cores e seres ainda mais estranhos e coloridos, por fim, chegando aos extremos do mundo no norte e no sul, e aos estranhos costumes dos bruxos esquimós. Lilian perguntara nessa ocasião se ele havia conhecido Papai Noel.
Depois disso, houve a grandiosa ceia de natal. Na longa mesa, eles haviam colocado todos os pratos caseiros preparados pela Vovó Weasley, e comeram cada peça sem deixar quase nada sobrar. E foi finalmente a hora de finalizarem a noite cantando canções de natal ao som do piano que se tocava sozinho que o Sr. Weasley pessoalmente havia colocado dentro de casa.
- Não me olhe assim Molly! – ele dissera – Os trouxas também têm pianos que se tocam sozinhos! Se chamam Pianolas! Não é exatamente uma grande infração!
A música e a dança estava chegando ao ápice. Tiago tirou Lilian pra dançar e ela dançou montada em cima dele. Depois, Rosa dançou com Tio Rony em cima dos seus pés. E Alvo, dançou com sua mãe.
- Alvo! – disse Gina – Você é mais pé de valsa que seu PAI!
Harry abaixou a cabeça para suportar as brincadeiras que Tio Jorge agora fazia sobre seus dotes de dançarino. Então uma coisa inacreditável fez Alvo ficar de queixo caído.
Escorpio tirou Rosa pra dançar. A garota corou como um pimentão, mas ele parecia achar muita graça de tudo. Tio Rony ficou olhando desconfiado. Os dois dançaram de um jeito engraçado, e Alvo riu muito dos dois. Quando a música terminou Rosa se sentou, ainda muito corada, e Escorpio foi para o lado de Alvo, com um jeito meio triunfante de alguém que tinha vencido um Trasgo Montanhês numa queda de braço. Alvo riu tanto que pensou que iria vomitar a ceia de natal.
Justamente quando a noite parecia que não poderia melhorar, algo aconteceu. Algo que Alvo nunca pensou que poderia acontecer. Ele sabia que era possível, mas não achou que realmente FOSSE acontecer.
O som de um telefone tocando encheu a sala.
Sim. Um telefone.
Seu pai olhou para os pais de Rosa como se de repente tivesse ouvido que o Natal era na verdade uma mentira inventada por alguma instituição multibilionária.
Alvo sabia o que era um telefone, por que seu avô o havia mostrado como funcionava. Ele era um fanático por tudo que vinha dos trouxas. Aquele em especial era bem antigo, e ficava pendurado num canto esquecido do Salão, como se não fosse nada além de um enfeite nada especial.
Mas ele funcionava.
Ah, se funcionava.
Aquele telefone só tocava, quando alguém de alguma das viagens que o pai de Alvo havia feito na juventude precisava de ajuda. Aquela era a primeira vez em anos que Alvo o ouvia tocar. O motivo pelo qual não usavam correio coruja para esse tipo de comunicação é que não era rápido o suficiente.
Tio Rony e Tia Hermione saíram da frente, enquanto o pai de Alvo abria caminho na direção do telefone. Harry Potter, o Eleito, O Menino Que Sobreviveu, o Herói da Ultima Guerra Britânica Contra as Trevas. Ele apanhou o telefone apreensivo.
- Alô? – disse ele
Vovô Weasley não podia esconder a emoção diante do telefone. Ver um funcionando era pra ele algo incrível, porém a avó de Alvo o beliscou, dizendo que ele estava sendo infantil.
- AH! – disse Harry fazendo cara de alivio – É você! O que pensa que está fazendo, me ligando por esse meio em pleno Natal? Espera... Como assim, você esqueceu o fuso horário, seu idiota! Por que não usou o Correio Coruja pra isso?
A mãe de Alvo pareceu suspirar aliviada. Afinal, não era nenhum chamado urgente. Provavelmente era um amigo excêntrico de alguma terra distante ligando pra desejar um “Feliz Natal”.
- Espera! Como assim? Você quer que eu faça O QUE???
De repente todos ficaram alertas. Harry por outro lado parecia mais ou menos tranquilo. Fosse o que fosse talvez fosse apenas inconveniente.
- Mas... Por que não fala com o Ministério da Magia? Eles é quem deviam resolver esse problema! Não... Eu não acho que tenha nenhum problema se esse garoto estudar em Hogwarts! Quer me explicar de uma vez por que você me ligou pra me perguntar uma coisa tão... Espera... Ele é metade O QUE? Mas eles não estavam extintos? Pois é, foi o que vocês me disseram! Pô!
Ele ficou calado por uns segundos. A testa franzida. Ele parecia meio preocupado com alguma coisa.
- Olha! Eu entendo a situação, e legalmente não teria problema, só que pra te ajudar é melhor eu consultar primeiro... Bem... A minha mulher!
Gina pareceu perder a paciência e foi em frente. Tomou o telefone das mãos de Harry e ele pareceu inclusive bastante contente e deixá-la cuidar de tudo.
- Escuta aqui! – disse ela- Ah! É você! Bem, não importa! Você não pode ligar pra gente seja para o que for! Não no meio do Natal usando esse telefone! Use o correio como qualquer bruxo normal e nos deixe em paz por essa noite!
Mas então ela ficou ouvindo, e sua expressão mudou.
- Sério? Espera aí... Ele é metade O QUE? Oh! Pobrezinho! NÃO! Não fale com ninguém do Ministério da Magia! Ainda tem muita gente que odeia mestiço lá dentro! Ah menos que não dê pra notar nada logo de cara e... Ah!
Gina olhou para Harry, e ele lhe devolveu o olhar. Alvo ficou pensando o que estava acontecendo. Ele olhou para Rosa e Escorpio em busca de referencia, sem saber o quanto isso o deixava parecido com o pai.
- Olha! – disse Gina – Ele tem onze anos, certo? Muito bem! Então ele está um pouco atrasado, não sei se poderão aceitá-lo! Espere! Tive uma ideia! Não se preocupe! Ligue daqui a umas duas horas!
Ela desligou o telefone, e suspirou. Harry também suspirou.
- Nosso coração mole ainda mata a gente algum dia! – disse Gina
- É impressionante como até hoje não matou! – disse Rony – O que houve?
Só então eles se deram conta dos que os observavam ao redor. O pai de Alvo fez sinal para que Tio Rony e Tia Hermione o seguissem. Juntamente com sua mãe, os quatro saíram do salão de festas, em direção ao segundo andar. Não sem antes Tio Rony virar e dizer.
- Não se preocupem, não é nada sério, eu juro! É apenas uma questão de... De ajudar ou não ajudar! Nada de risco de vida dessa vez!
- Tem certeza que vai ficar tudo bem Rony, querido! – disse a Vovó Weasley
- Conosco? – disse Tio Rony – Com certeza ficará tudo bem! É com outra pessoa que estamos preocupados!
E dizendo isso, ele seguiu para o segundo andar com os outros três.
O resto da festa transcorreu sem grandes emoções, com muitos murmúrios.
- Quem será que era no telefone? – disse Alvo
- Se quer minha opinião! – disse Escorpio – Era de um Auror que salvou um garoto de um traficante de crianças mágico, e a criança estava tão traumatizada com tudo o que aconteceu que ficou demente! E agora, eles estão decidindo lá em cima se ele vai ser enviado pra St. Mungus pra sempre, ou se tentarão introduzi-lo em Hogwarts!
- Você é nojento! – disse Rosa – Deve ser só um garotinho estrangeiro querendo se transferir!
- É! – disse Alvo – Mas se é assim, por que falar com meu pai? Por que não falar com o Ministério da Magia?
- Você não ouviu? – disse Rosa, com pose arrogante – Ele é MESTIÇO! Deve ser Meio Gigante como Hagrid!
- Ou meio duende como o Prof. Flitwick! – disse Escorpio rindo
- Ué? – disse Alvo – Mas o professor não foi atingido por um feitiço de encolhimento quando criança?
Por horas a fio, os três esperaram o telefone tocar mais uma vez, porém, quando ele finalmente tocou, os três já dormiam a sono solto, acampados embaixo da árvore de natal do salão, só para serem levados no colo pelos seus pais de volta para suas camas.
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