24 de fev de 2012


[Resenha] Poderosa – Sérgio Klein

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Ficha técnica
Título: Poderosa
Autor: Sérgio Klein
ISBN: 978-85-7676-02-4
Páginas: 194
Ano: 2006
Editora: Fundamento
Sinopse
O pai e a mãe estão se separando, o irmão caçula é o garoto mais implicante do planeta e a avó passa os dias na cama, descascando a parede com as unhas, sem saber o que acontece ao redor. É este o habitat de Joana Dalva, que aos 13 anos sonha em ser escritora. Tudo o que ela desejava era criar histórias que distraíssem os futuros leitores, mas um dia faz uma redação sobre a quase xará Joana d Arc e provoca uma reviravolta na História.
Se uma simples redação podia mudar o passado, por que não usar a literatura para consertar o presente? Joana Dalva não hesita em converter a ficção em realidade. O problema é que cada texto produz conseqüências imprevistas, dando origem a outros textos que trazem novos problemas. E o jogo de gato e rato acaba escapando do controle.
Para participar desse jogo, não é preciso ter a idade de Joana Dalva nem sentir na pele os conflitos e as espinhas da adolescência. Este romance de Sérgio Klein destina-se a todos os que ainda acreditam no poder transformador das palavras.
Resenha
Adorei o livro, principalmente por ser uma leitura leve e despreocupada e era exatamente disso que eu estava precisando.

A escrita do Sérgio é simples, contemporanea e nos ajuda a entrar no mundo dos pré-adolescentes.

A Joana Dalva é um personagem formidável, engraçada, divertida, cheia de “nóias”, ou seja, absolutamente normal para uma garota de 13 anos, ganhou esse nome graças ao desentendimento dos pais na hora de escolhê-lo. Como a mãe é professora de História e fascinada pela vida de Joana D'Arc, não abria mão do nome qe daria à filha. O pai, dentista, queria homenagear sua mãe, recém-falecida. Por isso foi registrada como Joana Dalva, mas a mãe só a chama de Joana e o pai de Dalvinha.

Joana tem um dom, como diz o título do livro “Poderosa – o diário de uma garota que tinha o mundo na mão”. Apaixonada por literatura e decidida a ser uma grande escritora no futuro, Joana descobre depois de escrever um trabalho de História sobre Joana D'Arc, que suas palavras têm poder. Seu trabalho desmentia a morte de Joana na fogueira, dizendo que a mesma teria fugido graças a ajuda de um amigo.

REVIRAVOLTA NA HISTÓRIA: JOANA D'ARC NÃO MORREU NA FOGUEIRA. Meu pai deu um pulo do sofá e aumentou o volume da televisão. Logo depois da vinheta, William Pedro, o outro apresentador, disse boa-noite com cara séria e acabou com o suspense: "Todos aprendemos na escola que Joana D'Arc foi condenada pela Inquisição e queimada numa fogueira, em praça pública, aos 19 anos de idade. Mas essa história terá de ser revista. Arqueológos franceses acabam de descobrir, nos arredores da cidade de Domrémy, os restos mortais de uma jovem que poderia ser a heroína francesa (…)."
Pág. 46

A partir daí, a vida de Joana se torna uma loucura. Sabendo desse poder, como uma adolescente, ela usa para resolver alguns pequenos problemas, que acabam criando outros maiores ainda.

Adorei o fato de ser transportada ao mundo dos adolescentes, me aborreci com a Joana quando ela falou do y.
Falei “Daniela” de propósito, só pra ver a garota subir nas paredes. Ela rosnou qye Danyelle se escreve com y, dois l e, no final, um ezinho sutil que dava um toque francês. Quando eu disse que a gente mora no Brasil e, pelo que me consta, na língua portuguesa o y não passa de uma letra fútil e descartável (…).
Pág. 28
Quase matei ela por esse comentário, afinal meu nome também tem y ( Layane, registrado em cartório com y mesmo, não é frescura, kkkk) e graças a deus o y foi incorporado ao alfabeto da língua portuguesa.

Além de que me identifiquei quando ela quebrou o braço:

Mas nada é mais irresistivel que um pedaço de gesso imaculado. Quando botei os pés na sala de aula, fui imediatamente cercada pela turma e me senti uma atriz de cinema que tinha faturado o Oscar; a diferença é que os fãs não vinham me pedir e sim me dar um autógrafo.
Pág. 159

Quando ao livro em si, amei a diagramação, porém sem impresso em papel couché foi o fim, papel branco já reflete a luz, couché então nem se fala, atrapalhou muito a leitura, sem contar que deixa o livro muito pesado, apesar de ter apenas 194 páginas.

3 Claves
Beijos à todos e até a próxima!!!!
Comentários
4
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4 comentários:

  1. vi que vc já fez a resenha dos quatro livros... parabéns! eu já li os 5 mas não fiz resenha de nenhum ainda... amo seu blog!
    sucesso,
    http://livrosinfinitos.blogspot.com

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  2. Sim Fernanda, fiz as 4 já, e estou esperando chegar o 5º para poder ler e resenhá-lo.
    Muito obrigada por estar sempre aqui no blog, sucesso no seu blog também!
    Bjus

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  3. Boa resenha, e devemos divulgar autores nacionais que escrevem livros tão bons.Ainda não li,mas sua resenha me deixou com vontade de ler realmente. Entre crises de adolescente e problemas com a família, parece que o livro está escrito em uma linguagem fácil, leve e contemporânea e é uma ótima diversão

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  4. Eu tenho o livro,mas li à 5 anos atrás,eu tinha 8 anos e nem gostei,mas agora eu to com vontade de ler novamente
    Beijos , Nathalia - http://cantinhodaleituraedosleitores.blogspot.com.br/

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