3 de jun de 2012


[Resenha] Cruzando o Caminho do Sol - Corban Addison

cruzando o caminho do sol
Ficha técnica
Título: Cruzando o Caminho do Sol
Título Original: A Walk Across the Sun
Autor: Corban Addison
ISBN: 978-85-8163-009-0
Páginas: 448
Ano: 2012
Tradutor: Mariângela Vidal Sampaio Fernandes
Editora: Novo Conceito

Sinopse

Sita e Ahalya são duas adolescentes de classe média alta que vivem tranquilamente junto de seus familiares, na Índia. Suas vidas tranquilas mudam completamente quando um tsunami destrói a costa leste de seu país, levando com suas ondas a vida dos pais e da avó das meninas. Sozinhas, elas tentam encontrar um modo de recomeçar a vida. Mas elas não devem confiar em qualquer um... Enquanto isso, do outro lado do mundo, em Washington, D. C., o advogado Thomas Clarke enfrenta uma crise em sua vida pessoal e profissional e decide mudar radicalmente: viaja à Índia para trabalhar em uma ONG que denuncia o tráfico de pessoas e tenta reatar com sua esposa, que o abandonou. Suas vidas se cruzarão em um cenário exótico, envolto por uma terrível rede internacional de criminosos. Abrangendo três continentes e duas culturas, Cruzando o Caminho do Sol nos leva a uma inesquecível jornada pelo submundo da escravidão moderna e para dentro dos cantos mais escuros e fortes do coração humano.
Resenha
Em uma palavra: IMPERDÍVEL!!!!
Fiquei um pouco receosa para inciar a leitura desse livro justamente por saber que o tema abordado era muito forte e não me sentia em um momento propicio para esse tipo de leitura, mas parei de adiar e resolvi encarar que é um tema importante e devo dizer, não me decepcionei. É possível perceber que o autor se debruçou muito em pesquisas para escrever esse lindo livro.

Novo ConceitoA historia é contata em 3ª pessoa alternando capítulo sobre as irmãs indianas Ahalya (17 anos) e Sita (15 anos) e outro sobre o advogado norte-americano Thomas Clarke. Mas você pode se perguntar como essas historias se cruzam. Ahalya e Sita, que estão passando as férias com os pais numa cidade afastada, veem toda sua família morta após um tsunami. Garotas de classe média alta e cultas veem-se perdidas diante dos fatos e sem saberem a quem recorrer e onde ficar decidem ir para o Colégio onde estudavam, no entanto, para chegar lá elas teriam que percorrer um longo caminho sem saber em quem confiar. Porém, após encontrarem um conhecido de seu pai e conseguirem uma carona até a cidade onde ficava o colégio tudo começou a desandar. Após verem-se sozinhas com o motorista, as garotas foram sequestradas e vendidas para um bordel em Mumbai. Dessa forma começa a se apresentar a rede de tráfico humano.

Há milhares de quilômetros dali, Thomas se vê em um momento infeliz em sua vida. Após a morte de sua filha de meses de vida, ele vê seu casamento desabar e sua mulher, Prya o abandona e volta para a casa dos pais na Índia. Para completar o cenário, seu trabalho também não vai bem, e com a derrota de um caso importantíssimo, ele é colocado como bode expiatório. Com as opções dada pela empresa, Thomas decide-se por um ano sabático na Índia trabalhando para a Aces (Aliança Contra a Exploração Sexual). Esse parecia apenas um acidente de percurso, pois, para ele, após um ano voltaria para a empresa e poderia novamente seguir seu caminho rumo à uma cadeira em um tribunal federal (seu objetivo desde os 15 anos) e para chegar lá, tinha que estar nos melhores lugares, nos melhores escritórios de advocacia.

corban addison
Chegando em Mumbai, Thomas se vê em um mundo completamente diferente do seu. Morando com um amigo dos tempos da faculdade, ele inicia seu trabalho como estagiário na Aces e passa a conhecer o trabalho burocrático por traz das ONGs. E é em uma operação de resgate da Aces que Thomas conhece Ahalya, embora seu trabalho não seja em campo, sempre em algum momento, os advogados, que trabalham no escritório vão à campo para ver com seus próprios olhos.

Mesmo socorrida dos abusos que sofreu no bordel de Mumbai, o sofrimento de Ahalya, ainda não tem fim, pois sua irmã foi vendida. A partir daí ela pede à Thomas que encontre sua irmã.
- Você sabe o que isso significa?
-O quê? - ele perguntou, levemente exasperado.(…)
- Você nunca ouviu falar sobre a pulseira
rakhi?(...)
Ela tentou organizar os pensamentos.
- É uma tradição indiana que remonta há milhares de anos. Uma mulher entrega a um homem uma pulseira para ser amarrada em seu pulso. A pulseira significa que aquele homem é seu irmão. Ele assume o dever de agir em sua defesa.

Pág. 219
Uma historia envolvente, forte e que nos faz refletir muito sobre o que vemos no mundo e o que fazemos de conta que não vemos. O tráfico de seres humanos existe. A escravidão existe. E Corban traz esse assunto em forma de romance para ser debatido. No final do livro, o autor nos dá informações sobre como ajudar e o que ler para ter maiores informações sobre o assunto.

Assim como Linhas e Brilhos, o cunho social desse livro é muito forte e impactante.

Pois então, como deu para perceber, livro recomendadíssimo.
4 Claves
Bjus lindos e até a próxima!!!!
Comentários
5
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5 comentários:

  1. Esse livro é ótimo, super envolvente, o autor possui uma narrativa incrível!

    Adorei a resenha :D

    Bj;*
    Naty.

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  2. Eu já tinha lido a sinopse desse livro, e confesso que não tinha me interessado. Eu não gosto muito dese tipo de livro, que trata de um assunto tão "forte". Depois de ler a sua resenha, tenho que admitir que fiquei bem curiosa. Deve ser bem interessante um livro que fala sobre os costumes da Índia.
    Adorei a resenha!
    Beijos!

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  3. Pois é Sophia, assim como você também tive receio quanto à leitura, mas me surpreendi positivamente quanto a ele, valeu a pena demais essa leitura!!!!

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  4. Gostei da resenha.Começa pela capa interessante, livro apresenta temas centrais são tão impactantes que: tráfico humano, escravidão moderna e pedofilia.Realmente uma historia envolvente.

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  5. Quando li este livro fiquei revoltada, não porque o livro é ruim mas porque aquilo faz parte de nossa realidade. Existe milhares de pessoas hoje que infelizmente são vítimas desse tráfico e isso me deixa muito triste.

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