13 de fev de 2013


[Resenha] Sol em Minha Noite - Faah Bastos


Título: Sol em Minha Noite
Autor: Faah Bastos
ISBN: 978-85-65588-31-7
Páginas: 406
Ano: 2012
Editora: Modo Editora


Sinopse
8Após a morte do pai em um acidente, Helena, de 17 anos, se vê abalada e incapaz de seguir adiante, a relação com sua mãe e irmã, cada vez mais se distancia, criando uma barreira entre elas. Entre as obrigações escolares, encontra um refúgio na cabana ao lado de um riacho, que frequentava com seu pai quando era pequena, e por influência da psicóloga do colégio, começa a escrever cartas contando as suas dores, seus medos e aflições, e resolve deixá-las em um dos cômodos da cabana. Mas para sua surpresa, misteriosamente as cartas desaparecem e no lugar é deixado um bilhete escrito às pressas informando que ela passara a ter um correspondente, é quando inicia a sua relação com Orfeu, o rapaz que assina as cartas. O tempo passa, mas o sentimento de vazio continua a dominar os pensamentos de Helena, que quase morre afogada, mas é salva por um misterioso rapaz, Rafael, de 19 anos, que se mudara pouco tempo para Santa Rosa, em busca do seu passado. Helena acredita que Rafael se tornou seu anjo, o sol que estava disposto a brilhar em sua noite, preservando a escuridão nela, mas encontrando beleza na ausência de luz. Contudo, Daniel, seu melhor amigo com quem ela teve um relacionamento de poucos beijos, mostra-se contrário a paixão que nasce entre Rafael e Helena, demonstrando que o repúdio pelo jovem rapaz vai além do seu interesse por Helena, que se sente perdida entre os dois e ainda as cartas de Orfeu. Nesse cenário, Helena descobrirá que a linha que separa Rafael e Daniel, na verdade os une de uma forma violenta, ao passo em que reflete sobre seu comportamento, percebendo que não poderia continuar alimentando o egoísmo em achar que somente ela era capaz de sentir a perda de um pai, e advém lutar para salvar a relação com sua mãe, encontrando na dor um laço que ligará toda uma família. “Sol em minha Noite” se apresenta como um romance digno de lágrimas, sorrisos e reflexões, com doses torrenciais de poesia, mesclando amor, morte, recomeço dentro de cada coração; unindo o dia e a noite em um só existir.


Resenha

Amei a leitura! Isso é um fato! Apesar de ter sido difícil a leitura das duas primeiras páginas, depois não consegui mais parar. Mas não se preocupem, não foi nada demais, apenas ainda não estava preparada para a tristeza de Helena, afinal o livro começa quatro meses após a morte do seu pai em um acidente de carro e até o momento ela não sabe como lidar com toda essa dor que permeia seu ser.

Como a morte foi algo muito repentino, nem Helena, sua mãe ou irmã sabiam lidar de maneira saudável com a situação e umas com as outras e Helena, que sempre foi muito mais apegada ao pai, se distanciava cada vez mais de sua família.
Parecia que minha mãe não entendia que papai tinha sido – e ainda era – a melhor parte de cada uma de nós, e sem ele aquela família estava se perdendo, se separando.
Pág. 107

Após orientação da psicologa da escola, Helena passou a escrever cartas colocando para fora tudo que estava sentindo, mas as cartas não tinham um destinatário, então ela passou a colocá-las na cabana onde ia sempre com seu pai, um local que fazia lembrar-se dele, porém em um dos dias que foi colocar mais uma carta, ela descobriu que suas cartas tinham sumido e que teria um correspondente, Orfeu.

Orfeu passou a ser um porto para Helena, mas ainda assim, ela não conseguia sair da depressão em que se encontrava, sem conseguir se divertir com seus amigos Emile, Pedro e Daniel (que era apaixonado por ela), sem conseguir se comunicar com sua família e sem se concentrar em seus estudos, mesmo estando em ano de prestar vestibular.

Toda a confusão em sua mente e espírito tornam seu cotidiano cada vez mais complexo e há momentos em que não sabe se está sonhando ou se está acordada, e, em um de seus delírios, acaba tentando tirar a própria vida. Mas quando se dá conta, está sendo resgatada por alguém que não consegue ver o rosto, a única coisa que grava é a sua voz e depois que ele a deixa em casa, a frase “Espero que melhore logo, Helena. A gente se vê na escola.”

 

Após conhecer pessoalmente seu salvador, Rafael, Helena precebe que ele está muito interessado nela, mesmo sem entender o porquê disse sentimento todo por ela e tão rápido. E toda essa aproximação dele começa a lhe causar vários problemas, pois Daniel implica logo com ele e o sentimento se mostra recíproco e como se só isso fosse pouco, ainda tem Orfeu, por quem Helena nutre um sentimento profundo e muito bonito.

 

Sem dúvida eu também estaria em dúvida assim como Helena em relação aos meninos, o Rafa é um fofo e lindo, Daniel sempre foi aquele cara bonzinho e Orfeu lhe proporciona lindas palavras e sentimentos…enfim, também não saberia o que fazer.

 

Ou seja, além de lidar com a dor da perda do pai (sim, ela ainda não superou) ela ainda tem que se entender com toda essa confusão, que fica maior a cada momento.

 

Claro que existiram os momentos engraçados, os momentos de paixão, assim como houveram momentos tristes em que chorei como uma criança mesmo, as lágrimas rolavam dos meus olhos sem que eu pudesse controlá-las. Mas digo, acima de tudo, que foi muito gratificante ver a evolução da personagem, de vermos como ela vai superando os obstáculos conhecendo a si mesma, descobrindo seus defeitos, aceitando-os e melhorando. E, mais ainda, é ótimo ver a escreita da Faah, que eu não conhecia, mas é tão poética em alguns pontos que me senti voltando no tempo, pois já faz muito tempo que não lia nada assim.

 

Sem dúvida a leitura é mais que recomendada, vale a pena demais!!!!!

 

5 livros

Comentários
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14 comentários:

  1. O livro me chamou atenção pela capa, mas pela resenha não me agradou.

    Beijos.

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    1. Que pena Kelry, o livro é lindo!!!!

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  2. uau... querida lay, este livro já me chamou a atenção logo de cara por causa da capa lindona. agora, sua resenha colocou aquela velha dúvida atrás da orelha, aquela que faz a gente querer ler o livro imediatamente. que loucura menina, estou querendo saber o que acontece nesse triângulo amoroso helena-daniel-rafael, ou seria quadrado amoroso (me esqueci de orfeu)? será que o texto tem a ver com o mito de orfeu? ahhh esta dúvida que me corrói.

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    1. Quadrado amoroso, lindo demais!!! Vale a pena ler, sem dúvida!!

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  3. Gostei de tudo ao contrario da Kelry. Capa linda, sinopse intrigante e resenha convincente :)
    Juro, quero ler esse vou adiciona-lo na minha estante do skoob. Os nomes dos meninos me lembraram os anjos, será que isso tem a ver com o livro?
    rsrss
    Beijos.

    Rafa
    Blog Melody

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    1. Será????
      Não posso contar né?! rsrsr

      beijos

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  4. Realmente a história é emocionante!
    Nossa Lay é necessário estar preparada para a tristeza de Helena? Parece ser muito triste mesmo!
    Começando pela morte recente do pai e pelo difícil relacionamento com a ,mãe e irmã,interessante a parte das cartas e as trocas de correspondência com Orpheu. E para completar ela quase morre afogada,mas é salva por Raphael,qual será a história dos dois,curiosa para descobrir o que vai acontecer, que marcante ter: momentos engraçados, de paixão e tristes e Você realmente se envolveu com a leitura e passou seu estado de espítrito na resenha.

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    1. Realmente...a história me tocou mesmo...

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  5. Já pra começar a capa do livro é linda eu amei, o nome também me agradou muito a historia então, adorei esse livro antes mesmo de ler, tomara que eu o consiga pra ler, pois tenho certeza de que vou amar.

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  6. Achei a história linda! Parece ser um daqueles livros em que você sofre junto com o personagem, de tão bem descrito que são os sentimentos dela. Todo esse envolvimento dela com os três rapazes e não saber com qual deles ficar eu tenho certeza de que vai render um bom final, e que não vai ser decepcionante, levando em conta o quão bem você falou do livro na resenha.

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  7. Adorei a história do livro ! Helena me pareceu ser uma personagem que lida com vários conflitos que deixam os leitores atentos até o final ! Amei a resenha =]

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  8. Hummm, não fiquei interessada Lay, ;(

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  9. Oi Lay, achei a capa alinda... vou te confessar que se fosse só pela capa ... nunca acharia que era uma historia triste... parece uma daquelas historias de vampiro... acho que ja li muito sobre eles rsrsrs...

    Gostei da resenha mas não fiquei com um vontadona de ler... Se um dia chegar até mim até leio... mas não sei... não gostei muito...

    bjs

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  10. Não sei o que falar, além de que repugnei a personagem desde o início. Acredito que a morte do pai. deveria uni-la a família, pois todas precisam de apoio. Não gostei muito não...

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