3 de jun de 2013


[Resenha] Divergente – Veronica Roth


Ficha Técnica

Título: Divergente
Título Original: Divergent
Autor: Veronica Roth
ISBN: 978-85-7980-131-0
Páginas: 502
Ano: 2012
Tradutor: Lucas Peterson
Editora: Rocco

divergenteNuma Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.


Resenha

Chicago e uma sociedade completamente nova. Uma cidade futurista, onde seus moradores são divididos em cinco facções: Abnegação, Amizade, Audácia, Erudição e Franqueza. Cada facção tem suas características e suas funções dentro dessa sociedade, até então, ideal. Ninguém sabe explicar como esse sistema de facções foi instaurado. E poucas são as pessoas que questionam.

É nesse contexto que vive a personagem Beatrice. Uma jovem de 16 anos, nascida na Abnegação e que não se sente parte desse grupo. Vive um grande dilema entre largar sua mãe, pai e irmão ou seguir o seu destino. Destino esse que é parcialmente determinado a partir do teste de aptidão. O resultado do teste da jovem é incomum. Ela tem aptidão para três facções diferentes, quando no máximo os jovens chegam a duas. Além de uma crise de pertencimento, ou não, a Abnegação, ainda tem que lidar com esse segredo. A protagonista não pode contar a ninguém o seu teste, como foi aconselhada.

Chega o dia em que os jovens escolhem ficar em suas facções de origem ou se transferir para a facção que deseja. Beatrice nunca se sentiu parte da Abnegação. Nunca se considerou altruísta o suficiente para estar nessa facção. Então faz uma das escolhas mais difíceis e acaba por se transferir. Prometo não falar a facção, para quem ainda não leu sentir a emoção, tensão, agonia e surpresa.
Abro os olhos e lanço meu braço para a esquerda. O sangue pinga no carpete, entre os dois recipientes. Depois, com um suspiro que não consigo conter, lanço meu braço para a frente, e meu sangue faz as brasas chiarem. Sou egoísta. Sou corajosa.
Pág. 53
Serei sincera, a escolha de Beatrice foi muito esperada por mim, queria saber em qual facção ela iria – nunca achei que ela permaneceria na Abnegação – mas a transferência de seu irmão Caleb, foi A surpresa. Primeiro porque ele parecia não ter interesse em mudar de facção, segundo para qual facção ele foi. Caleb me surpreendeu.

Após essa decisão importante, Beatrice começa a utilizar um novo nome em sua nova facção: Tris. Esse novo grupo apresenta coisas que Tris jamais vira e sentirá em sua vida. Coisas boas e más. Muito más. Transferidos que a perseguem. Líderes invejosos. E é nesse ambiente, que Tris conhece Quatro (o instrutor). Personagem querido das leitoras. Que em nenhum momento a tratou como uma simples Careta, fraca e sem condição de se tornar um membro de sua nova facção. O livro foca mais em uma facção, a qual Tris se encontra.

A palavra que norteia Divergente é questionar. A divisão das pessoas em facções é a opção acertada? Por que alguém com aptidão a três facções é considerado perigoso? Como foi que surgiu esse sistema? Por que a Abnegação e Erudição não conseguem se entender? Tris vive em constante questionamento e nós leitores também, já que vemos e compreendemos o que acontece no livro, através dos olhos dela.


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Auri Vilas-Bôas
Comentários
14
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14 comentários:

  1. Ótima resenha. Espero em breve poder ter em mãos esse livro, pois, quero muito ler um livro do gênero distópico. Penso eu que a autora nos mostra o caminho que o mundo está seguindo: um mundo onde todos são rotulados, julgados; onde quem controla tudo é aquele que tem mais dinheiro, tem mais poder, o governo. Em breve lerei "Divergente" pois a história que se passa nesse livro me parece excelente, e nos mostra que talvez isso possa acontecer um dia, afinal o ser humano é tão imprevisível e tão estranho.

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  2. De tanto ver ótimos comentários sobre a série fiquei bastante interessada em ler os livros! Sua resenha me fez ficar bem animada em relação ao livro pelo fato de tudo ser bem explicado, não deixando assim aquele vazio de que faltou explicar algo na história, como acontece em alguns livros.
    Ainda não li nada do gênero, mas pretendo e quem sabe começo por Divergente! :)

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  3. eu curti muito Divergente porque ele tem uma narrativa ótima e super envolvente, mas achei a distopia um pouco fraca. sei lá, todo o lance das facções é meio surreal pra mim, porque não consigo ver como isso funcionaria no mundo real, sabe? as pessoas não são gado, separável por características únicas, como se fosse SÓ isso. é meio bizarro. enfim, mas ele tem um questionamento legal e bons personagens, e estou louca pra ler Insurgente pra ver o que vai acontecer =]~

    beijão!
    http://nossosromancesadolescentes.blogspot.com.br/

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  4. Ótima resenha. Ainda não nenhum dos livros da série Divergente, mas estou bastante curiosa.
    A história me lembra um pouco o livro Destino, mas acredito que é por serem do mesmo gênero.

    Bjok

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  5. Oi Auri,muito interessante a resenha,depois de ler fiquei super curiosa sobre essa distopia!
    Já li várias,é um tipo de leitura envolvente,diferente com muitos acontecimentos.
    Beatrice (Tris ) depois de ser considerada Divergente,sai de uma facção e vai para outra,vai ter a parte do treinamento que ela vai ter que demonstrar coragem,vai ter que lutar contra os outros integrantes que disputam uma melhor colocação para ter o melhor resultado no treinamento.
    O lado da versão futurista,da competição,emoção... já deixa a leitura de tirar o fôlego!
    Na expectativa para ler as continuações,vai virar filme e logo chegará nas telonas
    Realmente a saga de Veronica Roth é de longe uma das mais incríveis lançadas.
    Quero ler e acompanhar Beatrice, conhecer a história,personagens. Beatrice depois de ser considerada Divergente,sai de uma facção e vai para outra,vai ter a parte do treinamento que ela vai ter que demonstrar coragem,vai ter que lutar contra os outros integrantes que disputam uma melhor posição.
    Estou gostando das distopias porque trazem algo novo no enredo,personagens,moral da história...

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  6. Eu terminei de ler Divergente à pouco tempo e achei simplesmente incrível, adorei cada detalhe.
    O que eu não gostei muito foi o fato de não ter contado o que aconteceu com o mundo para ele ter que ser dividido em facções.

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  7. Fique com o pé atrás quando comecei a ler Divergente. Achei que poderia ser a tentativa de um novo Jogos Vorazes. Porém me surpreendi com a história. Fiquei totalmente apaixonado por alguns personagens e pelo esquema das facções.

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  8. Divergente foi o primeiro livro do genero que li e me apaixonei, adorei a historia, os personagens, a forma como tudo foi contada, sem rodeios. Achei um dos melhores livros que li no ano passado. Bjkssss

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  9. Gosto de livros distópicos e muitas pessoas já me recomendaram esse, mas pela quantidade de livros na minha estante para serem lidos ainda não tive essa oportunidade.
    Na verdade eu nem sabia qual era a história, gostei da sua resenha, o livro parece ser melhor do que eu imaginei.

    Beijos :*
    Claris - Plasticodelic

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  10. O melhor das distopias é justamente a capacidade que este gênero tem em nos fazer questionar a vida. Ainda não li Divergente (e tenho-o em mãos depois de tantos elogios que essa obra recebeu) por falta de tempo. Sua resenha me faz sentir culpa por não ter lido ainda (rs). Aiai. A história me faz lembrar de um Anime distópico que assisti há pouco tempo e se tornou um de meus preferidos: Psycho-Pass. O fato de um sistema escolher por nós tira o que torna nossa espécie tão diferente das outras: a independência. Isso porque as demais espécies pouco se adaptam a outros contextos por não serem capazes de construir suas próprias condições de sobrevivência. Nós podemos. E por isso somos independentes. Já viajei, flor, kkkk. Veja quão inspiradoras são suas resenhas (rs). Destacam o melhor dos livros.

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  11. Ótima resenha!

    Bom, preciso me atualizar e ler essas distopias que estão tão em "alta" agora. Divergente está no topo da lista, ainda mais depois de ler o que você escreveu. Estou super empolgada ;)

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  12. Parece ser muito bom! parabens pela resenha!

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  13. Esse é outra distopia que to louca pra ler e por um motivo simples, alem da adpatacao claro: me falaram que é melhor que jogos vorazes! entao como lidar com isso? é so querer ler mesmo. Achei bacana o livro focar assim nas escolhas das faccoes assim, o que é certo e tal, se o sistema esta correto em lidar com as pessoas dessa forma, bons questionamentos.
    espero ler em breve.
    bj

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  14. O livro realmente é muito bom... nos leva a questionar o sistema, a qual os personagens são submetidos e ao nosso sistema. Com certeza uma das melhores distopia pra quem gosta de pensar e questionar.
    A resenha nos mostra essencialmente do que o livro é feito, muito boa.

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