27 de out de 2013


[Resenha] O Retorno do Jovem Príncipe - A. G. Roemmers

 

Ficha Técnica

Título: O Retorno do Jovem Príncipe
Título Original: The Return of the Young Prince
Autor: A. G. Roemmers
ISBN: 978-85-390-0254-2
Páginas: 109
Ano: 2011
Tradutor: Paulo Afonso
Editora: Fontanar
pppComo tantos que leram O Pequeno Príncipe, eu também captei a simplicidade de sua mensagem e compartilhei a tristeza de Saint-Exupéry quando o herói-criança, que alcançara as profundezas de meu coração, foi obrigado a retornar a seu asteroide. Muitas vezes perguntei a mim mesmo, o que aconteceria a essa criança tão especial se continuasse a viver entre nós. Como seria sua adolescência? Conseguiria preservar a inocência de seu coração?", indaga o poeta argentino A. G. Roemmers. Roemmers retoma no livro discussões éticas sobre a experiência humana e aborda temas ainda cruciais à humanidade, como guerras, crises econômicas, fome e consumismo. "Durante o percurso da viagem fictícia, o Jovem Príncipe pergunta se há muitos caminhos no planeta Terra e se não ocorre aos homens procurar no céu a orientação. Sempre há problemas e os caminhos para superá-los", afirma o autor, também influenciado pelo personagem em sua infância.

Resenha

“O Retorno do Jovem Príncipe” é tipo uma continuação “oficial” do clássico “O Pequeno Príncipe”. Digo “oficial” porque o autor A.G. Roemmers teve a benção dos parentes de Antoine de Saint-Exupéry.

Com uma história simples e recheada de poesia e filosofia, “O Retorno do Jovem Príncipe” é uma fábula que aborda questionamentos sociais, tentando de alguma forma seguir o mesmo estilo de “O Pequeno Príncipe”, trazendo fatos do cotidiano e transformando-os através de uma ótica reflexiva.
É impressionante como sempre presumimos que os outros seguem a mesma direção que nós.
Pág. 11
No livro iremos nos deparar com um homem sem nome, assim como o aviador de “O Pequeno Príncipe”. Este homem está fazendo uma viagem de carro pela Patagônia, local onde curiosamente o Antoine de Saint-Exupéry viveu por algum tempo, e de repente encontra um jovem solitário na beira da estrada.

Este jovem rapaz nada mais é do que o Pequeno Príncipe, porém alguns anos mais velhos. Aos poucos iremos descobrir o motivo de o Príncipe ter retornado à Terra após tanto tempo: ele descobriu que dentro de sua caixa não tinha um carneiro e ficou bastante decepcionado com seu amigo aviador, então decidiu votar para nosso planeta e encontrá-lo, na tentativa de descobrir porque foi enganado.
Às vezes, sem perceber, nós, adultos, jogamos com os mais profundos sentimentos das crianças e destruímos coisas muito mais valiosas que qualquer objeto que elas possam quebrar.
Pág. 31
Ficará evidente que o Jovem Príncipe não é o mesmo que antes, apesar de continuar fazendo perguntas até obter suas respostas ou relembrar saudosamente de seu querido asteroide. Infeliz e sem ter a mesma alegria de viver de antigamente, o Principezinho revela os típicos - e novos - problemas de seu pequeno planeta e compartilha com seu novo amigo o medo que tem de crescer e se tornar adulto.

“O Retorno do Jovem Príncipe” canaliza toda a beleza existente de “O Pequeno Príncipe”: desde os personagens até a poesia das palavras. Porém, infelizmente, o livro não chega aos pés do clássico de 1943, deixando à desejar principalmente na carga filosófica utilizada por Saint-Exupéry. Não que o livro não contenha filosofia e ensinamentos, mas algumas delas chegam a ser bem piegas, para ser bem sincero.
Jamais, como naquela ocasião, eu percebera tão claramente que cem manuais sobre o amor não valem um único beijo, nem cem discursos sobre o amor, um único gesto amoroso.
Pág. 51
A. G. Roemmers escreveu o livro em apenas nove dias enquanto estava recluso em busca de algumas respostas pessoais. Quando adolescente viajou à Patagônia e com certeza trouxe experiências de sua própria aventura para o livro. “O Retorno do Jovem Príncipe” talvez não seja tão majestoso como a obra de Antoine, porém é uma homenagem à um dos mais famosos livros de todos os tempos, e querendo ou não, é sempre bom reverenciar o Pequeno Príncipe.

3 livros
Comentários
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8 comentários:

  1. Até que é uma homenagem válida mas acho que não é possível recriar o encanto o personagem original, prefiro não ler para não me decepcionar.

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  2. Já pensou...
    Em 1943 você leu O Pequeno Príncipe e amou, logicamente quer uma continuação, mas essa continuação só vem 60 anos depois, tipo normal quem nunca? ksksksks

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  3. Olá Tácio, que super resenha, não sabia deste livro e com certeza irei pesquisar mais sobre ele!!

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  4. Oi Tácio!
    oowwnn de qualquer maneira valeu muito a homenagem à obra tão querida de todos nós <3
    Poesia e filosofia numa narrativa reflexiva tem sua parcela de encantamento.
    Não conhecia esse livro e vou procurar saber mais a respeito.
    Parabéns pela resenha ;)
    Bjs

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  5. Não conhecia o livro. Adorei conhecê-lo e fico feliz que tenha gostado, eu provavelmente irei apreciar a leitura também. Espero que em breve.

    Beijos, Rê

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