5 de mar de 2014


Conhecendo o autor e Entrevista com Pedro Gabriel


Acredito que a maioria de vocês já viu os trabalhos do Pedro em alguma rede social, afinal seus guardanapos são um sucesso absoluto. Inicialmente uma página no Facebook, hoje o projeto “Eu me chamo Antônio” está por todo lugar, Twitter, Tumblr, Instagram. O sucesso foi tanto que pouco mais de um ano depois da criação da página no Facebook o Pedro lançou um livro lindíssimo pela Editora Intrínseca.

Sua página no Facebook conta com aproximadamente 628 mil curtidas, seu Instagram tem mais de 268 mil seguidores e por aí vai, mas quem é Pedro Antônio Gabriel Anhorn?

Esse publicitário de muitos nomes (Pedro Antônio é o nome composto. Gabriel é sobrenome por parte de mãe e Anhorn sobrenome por parte de pai, confiram o texto hilário que o Pedro escreveu em sua coluna no blog da Intrínseca sobre o seu nome, ri demais!!), tem 29 anos, é filho de mãe brasileira e pai suíço e nasceu em N’Djamena, capital da República do Chade (caramba! Não deve ser fácil achar no Brasil alguém que tenha nascido nesse país que eu nem conhecia…). Criado até os 12 anos falando francês e estudando sempre em escolas para estrangeiros, ao chegar ao Brasil a adaptação não foi fácil, afinal a cultura é diferente e a língua não ajuda, não é?!

Mas então, como começou essa história de escrever em guardanapos? O Pedro fala que quase sempre, no caminho para casa, parava no Café Lamas, mas que numa noite chuvosa de outubro, enquanto esperava seu pedido chegar (sanduíche de rosbife com queijo), ficou rabiscando em um guardanapo. Como ele mesmo disse em um de seus textos, seu guardanapo surgiu em meio à um caos urbano e boêmio, “entrei para tomar um chope. Saí com uma ressaca de poesia.”

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Primeiro guardanapo criado pelo Pedro

Algumas noites depois, já havia diversos guardanapos, mas todos sabemos que eles são muito frágeis, então, para não perder o material criado, ele os fotografou e colocou no Facebook, mas era algo apenas para si próprio. Porém, suas palavras simples conquistaram muitos fãs.

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Ao longo desse um ano guardanapos criados, podemos ver que a estética do trabalho dele evoluiu, os traços agora são mais desenhados, temos mais figuras em meio aos trabalhos, cores em algumas peças e isso só mostra o crescimento do artista. Não é a toa que esse rapaz tímido recebe tantas cantadas e pedidos de casamento.







Mesmo com sua intensa maratona de divulgação do seu livro, o Pedro reservou um tempinho para responder à algumas perguntas do De Tudo um Pouquinho.

De Tudo um Pouquinho: Logo após ter se mudado para o Brasil, quais foram os autores ou livros nacionais com que teve primeiro contato e os que mais gostou?
Pedro Gabriel: Meu primeiro contato literário foi com as revistinhas da Turma da Mônica que meu avô sempre trazia quando voltava do trabalho. Essas tirinhas bem-humoradas, sem dúvida, me marcaram muito. Mas acho que o primeiro livro que realmente me fez querer ler foi Capitães de Areia, do Jorge Amado. Eu li na época da escola, um pouco depois de voltar ao Brasil. Eu fiquei encantado pelo universo do Pedro Bala, Sem-Pernas, Volta-Seca, Boa-Vida... Enfim, por esse grupo de meninos que se escondiam em um armazém abandonado em uma praia baiana. Até hoje tenho um carinho especial por esse livro.






DTuP: Sei que você ainda está namorando seu filho (seu livro), que com a entrada desse novo ano ainda terão mais algumas cidades a serem visitadas com sessão de autógrafos, mas você já pensa em um novo livro?
PG: Pensar, eu penso. Material inédito, eu tenho. Mas eu gostaria de pensar nisso mais pra frente e não lançar um livro simplesmente por lançar. Caso aconteça um segundo, quero que ele tenha um conceito. Ainda estou curtindo o meu primeiro livro, que imprimiu de uma forma tão bonita essa primeira fase do personagem Antônio.
DTuP: Como você faz para manter atualizadas todas as redes sociais e manter-se ativo produzindo novos guardanapos, viajando para divulgar o livro e mantendo sua vida particular?
PG: 2013 foi um ano que me exigiu muito. Apesar de estar muito ativo nas mídias sociais (principalmente Facebook e Instagram), eu passo pouco tempo on-line. Afinal, todas as minhas criações em guardanapo são feitas longe da internet (risos). A internet foi mais uma forma de alcançar mais pessoas e apresentar minha arte para um número maior de pessoas. É incrível o poder que ela tem. E se a gente não tomar cuidado, ela rouba boa parte do nosso tempo. Mas acho que  tudo é questão de organização. Eu separo geralmente uma ou duas horas por dia para administrar a página e o resto do tempo leio, crio, respondo entrevistas ou viajo.
DTuP: Para finalizar, poderia enviar uma mensagem para os leitores do De Tudo um Pouquinho?
PG: Leia por prazer. Escreva por vontade. Nunca faça nada pensando em agradar tal ou tal pessoa. Faça tudo por você. Seja egoísta com as coisas que você acredita, mas depois não se esqueça de dividir esse egoísmo com o mundo. (risos).


Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais o Pedro e seu trabalho. Vocês também podem conferir a resenha que fizemos do livro no blog.

Agradeço à toda equipe da Editora Intrínseca pelo apoio constante.
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                      Meu autógrafo lindo                                
Comentários
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14 comentários:

  1. Confesso que sou uma das que manda pedidos de casamento pro Pedro <3 Sou apaixonada pelos guardanapos dele desde a primeira lida. Me identifico totalmente. "Leia por prazer. Escreva por vontade. Nunca faça nada pensando em agradar tal ou tal pessoa. Faça tudo por você. Seja egoísta com as coisas que você acredita, mas depois não se esqueça de dividir esse egoísmo com o mundo." Como não amar esse homem? Como???? Adorei a entrevista e estou morrendo de inveja do seu autógrafo :D

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    1. Pois é Thayná, como não amar???? OMG!!!!

      Mas dá uma olhada na agenda dele, para ver onde ele estará para pegar um autógrafo também!!!

      Beijos

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  2. Lay,
    Estou sem palavras, ele é muito divertido e encantador (suspiros rsrs), achei bacana a coluna, bullying nominal e outras coisinhas me fizeram rir muito.
    Beijocas ^^

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  3. Acredita que eu não conhecia essa dos guardanapos? Já vi o livro do Pedro por ai (ainda não li, mas tá na minha meta), mas não sabia que existia uma "coleção" de guardanapos. Achei bem bacana!!

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  4. Lay! O Pedro é muito legal, né? Quero que ele venha na bienal de Brasília, porque também quero meu autógrafo. Achei o "booktrailer honesto" do cabine literária muito forte e desonesto, mesmo que era piada aquele vídeo (inclusive eu ri). Gostei muito da entrevista. Bjs, leemporai.blogspot.com

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  5. Ah o Pedro <3 ele é lindo demais, tive a oportunidade de "conhece-lo" e de pegar um autografo ( fui a primeira de tão ansiosa, cheguei cedo demais), super simpático, cheiroso e dono de um abraço espetacular, elogios pra ele sobram, qualidades nem se fala, é um artista de uma alma e tanto! O livro capitães da Areia também é meu favorito, achei incrível saber disso, estou muito contente! Nunca pedi o Pedro em casamento, mas olha seria uma boa, e ia amar! :) Beijão a equipe do De tudo um pouco, e ao Pedro também! ( a foto do meu perfil é referente a tarde de autógrafos em sp dia 22/02/14)

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  6. eu nunca tinha visto o autor desse livro ( embora o livro seja bem famoso, so oq vejo no face sao frases incriveis dai, ainda nao li :/ ) e eu adorei o autor!! super simpatico!! so por ele ser simpatico o livro vai pra lista dos desse ano kkkkkkk espero q eu goste :S

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  7. Oi Lay ! Nossa os guardanapos sao perfeitos , ele é muito criativo , Confesso , Que tem Muita Gente Talentosa No mundo , Mais Uns desses Talentos são os melhores , Sao tao fofos , Quero Muito um autografo dele !!

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  8. Acompanho a página dele no face e me apaixono por cada guardanapo em que ele escreve. É tudo tão lindo, simples e ao mesmo profundo. Como é que é pode?! Só dá mesmo para amar uma coisa dessas. Quero muito o livro dele. Adorei a entrevista! Vou levar Capitães de Areia como dica de leitura.

    Beijooos

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  9. Os guardanapos com mensagens tão lindas e profundas, sou apaixonada <3 acompanho a página e curto uma por uma das postagens dele.
    eu quero muito comprar o livro dele.
    Beijos ^^

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  10. Eu já tinha visto o livro dele na livraria, mais não imaginava que ele morasse no Brasil e fosse um quase brasileiro. Aliás, aquele país que ele nasceu realmente existe?
    Não conhecia o trabalho do autor e fiquei encantado. Adorei a entrevista. Acho que vou comprar o livro.

    M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista

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  11. Adorei a entrevista, o Pedro teve uma ideia bastante original para divulgar seu trabalho. Minha professora no ano passado pegou essa ideia e nos fez escrever nos guardanapos afim de despertar em nos a criatividade, escrevendo recadinhos para nossos amigos.. Amei a ideia!

    Beijos!

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  12. Este livro é uma obra de arte.
    Pedro é um cara super simples e querido.
    Depois que conheci "Eu me chamo Antônio" tenho certo apego a guardanapos... hehe
    Eu leio por prazer (com exceção dos materiais da faculdade, hehehe)

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  13. Nossa que oportunidade única e maravilhosa esta da sua entrevista, a muito tempo estou interessada neste livro e com toda certeza amei poder ler esta entrevista!!
    Creio, que assim podemos imaginar de onde vem tanta criatividade. Parabéns pela postagem, realmente um show!!

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