9 de jul de 2014


[Resenha] Azar o Seu! - Carol Sabar


Ficha Técnica

Título: Azar o Seu!
Autor: Carol Sabar
ISBN: 978-85-64850-36-1
Páginas: 368
Ano: 2013
Editora: Jangada
60Bia está parada num engarrafamento no Rio de Janeiro, pensando em sua vida azarada. Sem emprego, atolada em dívidas, ela não imagina que está prestes a viver a grande coincidência da sua vida. O motorista do carro ao lado está buzinando, tentando se comunicar com ela, como se fosse um velho conhecido... E ele é! Mas Bia não o reconhece. E como poderia? Ele é um homem, não mais o garoto de dez anos atrás. Está mais encorpado, cortou o cabelo, livrou-se do aparelho nos dentes e das espinhas do rosto, está tão diferente, tão lindo... O motorista sai do carro, mas não tem tempo de se explicar, pois começa um violento tiroteio e eles têm que se jogar lado a lado no asfalto. Certa de que está prestes a morrer, Bia entra em desespero e se prepara para dizer suas últimas palavras, na esperança de que o suposto desconhecido deitado ao seu lado possa levar um recado a Guga, seu amor da adolescência, sem perceber que é ele próprio que está ali, ouvindo a inesperada declaração de amor! Os dois escapam juntos do tiroteio e, a partir daí, começam a se envolver, dia após dia... Guga, sem coragem de assumir sua verdadeira identidade. Bia, fascinada por ele e feliz consigo mesma por finalmente estar se apaixonando por alguém que não é Guga... Azar o seu! vai além de uma comédia romântica. É uma reflexão sobre a importância da amizade verdadeira, do perdão e do autoconhecimento, que nos resgata o poder de decidir sem medo e de reverter escolhas que nos impedem de ser feliz.

Resenha

Esse é o primeiro livro que leio da Carol Sabar e me deliciei com ele, como não rir e se divertir com a “azarada” Bia?

Bia tem 25 anos e está vivendo uma super maré de azar em sua vida. Após ser demitida por justa causa, sendo que ela não tinha nada a ver com o de fato aconteceu na empresa, e endividada até a alma, ela deixou o Rio de Janeiro e voltou a morar com o pai, em Juiz de Fora, no que esperava ser uma curta temporada até conseguir um novo emprego. Enquanto está com o pai em Juiz de Fora, ela está ajudando o pai na floricultura da família, o que na verdade não dá muito o que fazer, pois quase não tem movimento por lá.

Mas a história começa com Bia representando a família no enterro (em Angra dos Reis) de uma pessoa que ela nem sabia que existia e fazia parte de sua família. Na volta para casa, sua maré de azar se manifesta mais de uma vez quando ela: 1) está presa em um imenso engarrafamento. 2) Não consegue comprar água com nenhum vendedor ambulante, pois todas já acabaram. 3) O cara que comprou a última garrafa de água parece estar se deliciando e encarando-a e acenando como se a conhecesse, e o pior, desce do carro para falar com ela, mas não consegue porque… 4) Começa um tiroteio. Dá para acreditar em quantas situações ela consegue se envolver? Que imã!

Com a ajuda do estranho que vinha falar com ela, Bia se escondeu debaixo da kombi da floricultura com ele, mas nesse trajeto ela bateu a cabeça e começou a delirar, achando que o pobre homem era um Amparador Espiritual que estava ali para levá-la para o mundo depois da morte, é mole? E aí ela confessa para o estranho seu grande amor.
- Você é onisciente, não é? -Perguntei ao Amparador, minhas mãos agarradas à blusa dele.

- Como é que é?

- Sabe das coisas, de tudo que acontece, não sabe?

Não houve resposta.

-Sabe que eu sou apaixonada pelo Gustavo Vitorazzi, sempre fui.

-Você o quê?"
Pág. 27
O que Bia não percebeu é que, o cara que estava acenando para ela era o próprio Guga, que ela não via há dez anos, e claro que ele não era mais aquele menino, de espinhas na cara e aparelho nos dentes. Era um homem. E que homem!

Depois desse “encontro” eles voltam juntos para Juiz de Fora, e passam a se ver cada vez mais. A cada vez que eles se encontravam, se envolviam mais e mais e Guga tinha medo da reação de Bia ao descobrir quem ele de fato era, pois, mesmo tendo crescido juntos, Guga, Bia e Raíssa, irmã mais nova de Guga e a melhor amiga de Bia, as duas tinham se desentendido e não se falavam a quase oito anos.

É claro que em alguns momentos juntos, Bia achava algumas atitudes d’O Cara (como ele pediu para que ela o chamasse) muito parecidas com o Guga, mas ela logo descartava a possibilidade, devido às diferenças físicas entre eles e a esperança de finalmente ter conseguido se apaixonar por outra pessoa e esquecer o amor da infância que foi embora para Londres estudar música e nunca mais se comunicou com ela.
Ele. O garoto por quem eu nutria uma paixão secreta, o amor da minha vida, meu amigo de infância. Ele, meu colega de classe no Conservatório Estadual de Música, o guitarrista e vocalista da banda Moscas da Sopa. Ele, de cabelos compridos abaixo dos ombros (aos 15 anos, eu tinha uma quedinha por roqueiros convictos), o irmão de Raíssa, a serenidade em forma de gente: Gustavo Vitorazzi.
Pág. 12
Não tem como não rir de algumas atitudes de Bia ao longo do livro, pois além de distraída e tem acessos de pura raiva e chega a ser cômico. As atitudes doces de Guga vão nos conquistando e ficamos torcendo para que Bia perceba logo que é ele.
Você precisa saber que é a garota por quem me apaixonei duas vezes. A primeira e a última. A única. Eu me apaixonei por você, Bia. Eu estou apaixonado.
Pág. 168
Mas o livro não é só romance, também mostra a linda relação de Bia com o pai. Uma relação de apoio e cumplicidade.
Eu não tinha um emprego, não tinha perspectiva alguma de ter. Não tinha dinheiro, apesar de muitas dívidas. Não tinha um namorado. Não tinha uma amiga.
Mas tinha um pai de verdade. E era bom reconhecer isso, o melhor antidepressivo do mundo.

Pág. 254
Além disso, temos a relação de Bia e Raíssa, uma amizade que vem desde o jardim de infância e que logo agregou o Guga. Uma amizade desfeita porque as duas são tão cabeça-dura que não dão o braço a torcer. Temos a busca dos objetivos e dos sonhos por mais difíceis que possam parecer, as desistências que fazemos ao longo da vida por medo de nos machucar.

Tenho que confessar que a Carol me conquistou. O livro é tão fluido que fica praticamente impossível para para se fazer qualquer outra coisa e, embora a história possa parecer um pouco previsível, o final não foi de forma alguma como eu pensei, de fato me surpreendeu.

Para quem ainda não leu e curte o gênero, fica a dica!

Boa leitura e boa diversão!

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Tietando e garantindo meu autógrafo na Bienal do Rio 2013
Comentários
5
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5 comentários:

  1. Com certeza vou ler! Acho que vou amar assim como você. E fiquei muito curiosa para conhecer a vida dessa azarada Bia! E além de tudo é livro que flui rápido, que eu amo .
    Beijos!

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  2. Olá Layane, não li nenhum título dessa editora ainda, não conhecia. O livro parece ser muito legal, pelo que eu vi deve ser uma leitura bem leve e divertida. Curto muito livros assim!
    PS: Espero uma oportunidade para ir a uma Bienal...

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  3. oiee!
    Gostei bastante do livro e ainda mais por ser de uma escritora nacional,até pouco tempo atrás eu não era muito de ler as obras daqui da nossa terra mas mudei meu conceito depois de descobrir maravilhosas escritoras.
    Acho muito legal essa ideia de booktrailer,chama bastante sua atenção para o livro.
    E quem me dera ter um exemplar autografado.
    Bjoos!

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  4. Gosto de livros que me fazem rir e me deliciar com o romance ao mesmo tempo, esse parece ser um bom exemplo. Achei interessante, uma leitura leve e divertida. Talvez eu o adquira.

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  5. Eu ganhei o livro e estou bem ansiosa para ler.
    Parece uma leitura bem leve e divertida, e é disso que preciso depois de ler vários policiais kkkk
    Um romance bem divertido, isso é ótimo.

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