26 de nov de 2014


[Resenha] Centelha - Amy Kathleen Ryan


Ficha Técnica

Título: Centelha
Título Original: Spark
Autor: Amy Kathleen Ryan
ISBN: 978-85-8130-231-7
Páginas: 375
Ano: 2014
Tradutor: Ana Death Duarte
Editora: Geração Jovem
68Depois de Brilho, a saga nas estrelas continua… Após uma fuga desesperada da nave inimiga, Waverly e as outras meninas sequestradas conseguiram voltar para a Empyrean. Mas o clima por ali não poderia estar pior. Kieran, o menino gentil e sonhador que Waverly amava, assumiu o posto de capitão e passou a agir como um tirano de sangue-frio, deixando a Empyrean sob uma tensão sinistra. Seth Ardvale, líder brilhante e arqui-inimigo de Kieran, foi trancafiado na prisão, sem julgamento. As crianças prodígios que mantêm a nave funcionando estão revoltadas com o autoritarismo do líder. Para completar, uma explosão faz soar o alarme de mais uma ameaça. Eles não estão sozinhos. A tripulação aterrorizada terá que lidar com um inimigo pior do que a New Horizon, ou o delírio de Kieran. Seth descobre um passageiro clandestino na nave, que se move silenciosamente, deixando rastros de sangue por onde passa. O criminoso quer vingança. E só Waverly é a chave para entender seu ódio e impedir que ele detone sua bomba-relógio.

Resenha

Essa resenha pode ter spoiler, pois faz parte da trilogia “Em Busca de um Novo Mundo”

Geração 2014Após o grande final de “Brilho”, a autora Amy Kathleen Ryan não poupa esforços para iniciar a sequência de sua série a todo vapor. Começando exatamente do ponto onde o primeiro livro terminou, “Centelha” é o tipo de continuação que agrada, pois mantém todos os pontos positivos do seu antecessor, e ao mesmo tempo traz novidades que prometem tirar o fôlego do leitor.

Em “Centelha”, iremos acompanhar todos os jovens da nave espacial Empyrean tentando alcançar a New Horizon, na tentativa de resgatar os seus pais que estão como reféns. Enquanto as crianças e adolescentes tentam sobreviver com o pouco conhecimento que possuem, Kieran assume o posto de capitão da Empyrean, porém não são todos que estão satisfeitos com seu modo de governar.

Waverly, que era extremamente apaixonada por Kieran, é a primeira a perceber que seu ex-namorado está completamente cego pelo poder, e ela fará de tudo para tirá-lo deste cargo, mas essa missão não será fácil, já que muitas das crianças a culpam, pelo fato de seus pais continuarem prisioneiros na nave irmã.
Um som atraiu sua atenção. Ele parou. Ficou escutando. Teria acabado de ouvir alguma coisa? Alguém inspirando, surpreso? O andar arrastado de alguém com sapatos? Passos! Alguém caminhando.
Pág. 94
Para gerar mais caos ainda à toda situação na Empyrean, uma ameaça invisível esta pondo novamente a vida de todos dentro da nave em risco. Um espião da New Horizon conseguiu entrar escondido na Empyrean, e aos poucos começará a tocar o terror, não tendo dó nem piedade daqueles que são somente crianças. E Kieran, no posto de capitão, tentará acalmar a agitação de sua tripulação colocando toda a culpa em seu arqui-inimigo Seth, que acabou conseguindo escapar da prisão. Mal sabem eles, que este só é o começo de uma longa jornada.

A estrutura narrativa de “Centelha” é muito parecida com a de “Brilho”, com a adição de uma nova perspectiva. Além de acompanharmos os fatos através da visão de Waverly e Kieran, poderemos agora descobrir também o que acontece pela visão de Seth. Desta forma, o leitor fica situado em tudo o que ocorre na Empyrean, e até mesmo na New Horizon, em um jogo de gato e rato repleto de armadilhas para todos os lados.
– Um confronto está a caminho. Precisamos nos erguer juntos contra nossos inimigos. Até agora, não sei ao certo se estivemos unidos. Fico ouvindo muitas reclamações, dúvidas, pessoas questionando em vez de confiarem. [...] – Isso não pode continuar assim! Se não nos unirmos contra nossos inimigos, não seremos capazes de vencê-los.
Pág. 127
Algo que me chamou bastante atenção nessa continuação, foi o fato da autora ter decidido seguir um caminho muito mais obscuro e macabro, deixando o livro com uma atmosfera mais adulta. É fácil notar a evolução das personagens, que devido a tensão que vivem na narrativa do livro, precisam amadurecer rapidamente, caso queiram continuar vivas. Essa transformação é bastante interessante, pois Amy Ryan evidência mais uma vez que nenhuma de suas personagens está ali para fazer papel de herói, já que como seres humanos todos nós estamos fadados aos erros, incluindo aos mais cruéis possíveis.

Percebi também que Ryan trabalhou bastante com a narrativa que acompanhava os rapazes, principalmente Kieran, talvez para poder mostrar o máximo que pudesse do jogo de poderes que envolve a trama, e também o teor religioso que esta personagem em especial traz para o livro. Por falar em poder e religião, “Centelha” se mostra uma obra madura, bem escrita e com surpresas, tudo isso com uma temática bastante consistente e verossímil, apesar da história se passar no espaço.
Ele achou ter reconhecido aquele olhar. Havia visto algo assim em sua própria face muitas vezes antes. Era o olhar de alguém que não tinha nada a perder. O olhar de alguém governado pelo impulso, porque pensar durante muito tempo sobre qualquer coisa era doloroso demais.
Pág. 228
“Centelha” irá agradar aqueles que já leram “Brilho” e também fascinará os amantes de distopia. É inegável dizer o quão arriscado é um livro que se passa fora da Terra e que tem um cenário limitado, porém a autora é bastante sagaz e mostra total domínio de sua obra. O final deste segundo volume é completamente inesperado, e mal posso esperar para ver quais surpresas estão reservadas para o último capítulo da série.
Comentários
5
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5 comentários:

  1. Oii Tácio!
    Fiquei um pouco perdida durante a resenha, mas pelo fato que que ainda não li a do primeiro livro ..
    Bem, é uma história interessante, bem diferente, nunca li nenhum livro estilo esse, que envolve estrelas, naves, entre outros, e fiquei bem curiosa!
    Confesso que o que mais me chamou a atenção nos livros foi a capa, sou apaixonada por elas! Quanto aos personagens, bem, você me fez odiar um pouquinho o Kieran depois da resenha, espero que ele não me decepcione no decorrer da história.
    Beijos ..

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  2. Oi Vitória,
    as capas são realmente lindas!!!!!
    Leia e depois me diz se você continua odiando o Kieran ou não, haha =P
    beijos

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  3. Eu não gosto muito das capas dessa série, mas a história parece ser interessante. Mas ainda não me animei muito para ler.... Mas se tiver a oportunidade leria ele sim.
    Bjs

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  4. Por ainda não ter lido o primeiro, fiquei confusa grande parte da resenha.
    Não gostei tanto da sinopse deste, mas as capas continuam lindas ^^

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  5. Não li Brilho, mas está na minha longa lista de "vou ler", e fico feliz por Centelha ter superado o primeiro e ganho o ar de mais adulto, com surpresas, afinal, amo surpresas!

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