14 de dez de 2014


[Resenha] As Crônicas de Bane - Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan e Maureen Johnson


Ficha Técnica

Título: As Crônicas de Bane
Título Original: The Bane Chronicles
Autor: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan e Maureen Johnson
ISBN: 978-85-01-40396-4
Páginas: 392
Ano: 2014
Tradutor: Rita Sussekind
Editora: Galera Record
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Nesta edição ilustrada, são narradas as mais diversas aventuras do feiticeiro imortal Magnus Bane, das aclamada séries de Cassandra Clare. Entre escapadas no Peru e resgates reais na Revolução Francesa, acompanhe fragmentos da vida do enigmático mago ocorridos em diversos países e períodos históricos, com aparições de figuras conhecidas como Clary, Tessa, Will e Alec, personagens de Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais.

Resenha

Depois de serem lançados em formato digital, os dez contos sobre nosso feiticeiro imortal favorito escritos pela Cassandra Clare, ora em parceria com Sarah Rees Brennan, ora com Maureen Johnson, estão reunidos agora em versão impressa. Eu, que prefiro um milhão de vezes mais o livro impresso estou mega feliz.

Galera-Pq122Não é surpresa para ninguém que já tenha lido minhas resenhas dos livros da série Os Instrumentos Mortais ou As Peças Infernais que eu amo o Magnus. Ele é um personagem incrível, muito bem construído e rouba a atenção em qualquer cena que esteja presente, afinal com seu carisma e senso de humor apurado não tem como ser de outra forma. Pois bem, mesmo tendo saído esses dez contos em versão digital eu não cheguei a ler, mesmo sendo difícil, esperei quando soube que eles sairiam em versão impressa, afinal teria todos para ler de uma vez.

Em ordem de apresentação os contos são: O que realmente aconteceu no Peru; A rainha fugitiva; Vampiros, bolinhos e Edmund Herondale; O herdeiro da meia-noite; Ascensão do Hotel Dumort; Salvando Raphael Santiago; A queda do Hotel Dumort; O que comprar para o Caçador de Sombras que já tem tudo (mas que você não está namorando oficialmente); A última batalha do Instituto de Nova York; Os rumos do amor verdadeiro (e os primeiros encontros); e O correio de voz de Magnus Bane, que é um bônus neste livro.

Nesse compilado de histórias, conhecemos mais sobre o longo e misterioso passado de Magnus. Sobre como ele foi expulso do Peru, como ele conheceu a rainha francesa Maria Antonieta, suas farras, seus amores e também como ele conheceu o primeiro Herondale.
A filosofia de vida de Magnus era se manter em movimento, e, em locais como Moquegua, ele entendia por que era necessário continuar a se mover. Se não o fizesse, alguém poderia vê-lo como ele realmente era. Não que se achasse tão terrível assim, mas ainda havia aquela voz de alerta em sua mente: continue andando ou a ilusão vai se destruir.Pág. 42-43
O que realmente aconteceu no Peru
Trajavam as calças compridas dos trabalhadores e lançavam olhares críticos para os refinados calções de Magnus, que combinavam com a listra cor-de-rosa do casaco e as meias prateadas. Realmente estava ficando difícil ser maravilhoso.
Pág. 55
A rainha fugitiva
- Se você e a... a vampira puderem parar de flertar por um instante - disse, em tom ácido.
- Flertar? estávamos apenas conversando de forma mais picante - disse Magnus, ofendido. - Quando eu começo a flertar, garanto que todos os presentes saberão. Meus flertes criam diabretes.
Pág. 89
Vampiros, bolinhos e Edmund Herondale
- Afinal - falou Magnus em voz alta para si mesmo, balançando a bengala cuja extremidade era uma cabeça de macaco esculpida -, pessoas atraentes e interessantes simplesmente não caem do céu.
Foi então que o Caçador de Sombras de cabelos louros que Magnus viu no Instituto deu um salto-mortal do alto de um muro e aterrissou com graça na rua na frente dele.
- Roupas maravilhosas feitas na Bond Street com coletes de brocado vermelho não caem do céu! - proclamou Magnus aos Céus em mais uma tentativa.
Pág. 94
Vampiros, bolinhos e Edmund Herondale
Tudo isso nos faz conhecer um pouquinho mais do nosso querido Alto Feiticeiro do Brooklyn, além, é claro de rever alguns personagens que já conhecemos. Will, Tessa, Jem...
- Vejo que continua apreciando a arte dramática, Will - disse Magnus. - Assim como continua bonito. (...)
- Pare de flertar com meu marido - disse Tessa.
- Não vou parar - declarou Magnus -, mas farei uma breve pausa para podermos colocar os assuntos em dia.
Pág. 137
O herdeiro da meia-noite
Além de vermos o momento em que o feiticeiro Ragnor Fell encontra um aliado para difamar Magnus, o que nos rende momentos hilários.
- Concordamos que 18 era a idade mínima - disse Ragnor. - Eu, você e Catarina fizemos um juramento.
- Um ju... Ah, espere. Você acha que estou namorando Raphael?! - perguntou Magnus. - Raphael? Isso é ridículo. É...
- Essa é a ideia mais nojenta que já ouvi.
- Isso é um certo exagero - disse Magnus. - E, francamente, me magoa.
- E se eu desejasse me entregar a impulsos nada naturais, e, permita-me ser claro, certamente não desejo - continuou Raphael desdenhosamente  -, até parece que ele seria o escolhido. Ele! Que se veste como um maluco, age como um tolo, e faz piadas mais idiotas do que os homens que vivem sendo ovados todo sábado na frente do Dew Drop.
(...)
- Sabia que, às vezes, ele passa horas no banheiro? - anunciou Raphaeel sem dó. - Desperdiça magia no cabelo. No cabelo!
Pág. 221-222
Salvando Raphael Santiago
Mas, o momento mais esperado por mim pelo menos era um conto com o Alec, e, para meu deleite tinha não só um, como dois. Os contos "o que comprar para o caçador de Sombras que já tem tudo (mas que você não está namorando oficialmente)" e "Os rumos do amor verdadeiro (e os primeiros encontros)" mostram o dia do aniversário de 18 anos de Alec e no outro o primeiro encontro dos dois. Amei cada linha e cada cena e por mim seriam os contos mais longos!!
Ser convidado para um encontro por um Caçador de Sombras estava entre as dez coisas mais estranhas e inesperadas que já aconteceram a Magnus, e ele sempre buscou viver uma vida de imprevistos.
Pág. 345
Os rumos do amor verdadeiro (e os primeiros encontros)
Claro que Alec não estava ali naquele dia, porque era aniversário, e ele estaria com a família. E Magnus não era exatamente o tipo de namorado que se poderia levar para reuniões familiares. Aliás, por falar em reuniões familiares, os Lightwood nem sabiam que Alec tinha um namorado - quanto mais um que era feiticeiro -, e Magnus nem imaginava se um dia saberiam.
Pág. 274
o que comprar para o caçador de Sombras que já tem tudo (mas que você não está namorando oficialmente)
Sabia porque estava agindo como um louco e chateando os amigos por causa de um presente de aniversário. Sabia por que, em um dia normal e desagradável de trabalho, todos os seus pensamentos foram pontuados por Alec, por um desejo insistente de vê-lo. Isso era amor, novo, alegre e assustador.
Pág. 297
o que comprar para o caçador de Sombras que já tem tudo (mas que você não está namorando oficialmente)
Outro detalhe que traz um diferencial nesse livro é que no início de cada conto tem uma ilustração de uma página com um trecho da história, o que nos dá uma visão melhor de como seria a cena em questão.

 

 

Bem, acho que depois de tantos quotes deu para vocês perceberem que eu amei né? Eu simplesmente queria mais e mais páginas e espero ansiosa que tenha mais, sei que meu bolso e o de vocês vão sofrer, mas a gente que ama essas histórias sempre quer mais. Ah!

Que venham mais então. Até a próxima queridos!!!
Comentários
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6 comentários:

  1. Gentem, esse Bane é lindo demais! Nunca iria imaginar que é ilustrado D:', achei que era comum.
    Uma pena ele curtir homens :(
    Exceto Jace, foi o que curti também.
    Achei lindo a edição, mas não li ainda os livros do Instrumentos.
    Abraços Layane,
    ThayQ.

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    1. Pois é Thayna, também não sabia, mesmo sendo apenas no início de cada conto, já é alguma coisa, e ajuda a imaginar a cena...
      Quanto a ele curtir homens... não é exclusividade... kkkkk
      Beijos

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  2. Oi Layane!
    Uma das ironias da minha vida é que detestei a série Instrumentos Mortais, mas amei o personagem Bane! Quando fiquei sabendo do livro dele fiquei louca pra ler, mas não sabia muito o que esperar - até que você postou essa resenha linda com quotes ainda por cima, obrigada!
    Também estou louca pra ler os contos sobre o Bane e o Alec, achei o romance deles muito mais divertido que o da Clary e do Jace.
    Quem sabe assim eu me animo a ler Peças Infernais também =)
    Bjos,

    Mari Pacheco
    Livros & Nerds

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    Respostas
    1. Mari, a vontade era de colocar o livro todo de quote, kkkkk
      O romance dele com Alec para mim merecia um livro especial, os contos foram poucos!!!
      Quanto a ler Peças Infernais, na minha humilde opinião é melhor que Instrumentos Mortais!! Então se eu fosse você daria sim uma chance para Will, Tessa e Jem!!

      Beijos

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  3. Eu adoro a série Os Instrumentos Mortais e Bane sempre foi um dos personagens mais legais. Então nem fiquei feliz com o lançamento, né? rs
    Não sabia que eram contos; isso me animou ainda mais, porque adoro esse gênero literário. E com certeza vou querer conhecer mais do Bane.

    M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de dezembro

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  4. Confesso que eu tinha grande curiosidade em conhecer os livros da Cassandra pq eu amo julgar livro por capa (pecado meu de leitora) e eu adoro as capas de todos os livros dela. Mas com base nas resenhas e opinioes de amigos que sao fas, eu sei que eu nao gostaria :/ uma pena!

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