16 de dez de 2014


[Resenha] Beemote: A Revolução - Scott Westerfeld


Ficha Técnica

Título: Beemote: A Revolução
Título Original: Behemoth
Autor: Scott Westerfeld
ISBN: 978-85-01-09752-1
Páginas: 429
Ano: 2013
Tradutor: André Gordirro
Ilustrações: Keith Thompson
Editora: Galera Record
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Scott Westerfeld, autor da série Feios, reinventa aqui a Primeira Guerra Mundial em uma narrativa steampunk. Em lados opostos, mekanistas lutam com aparatos mecânicos movidos à vapor e darwinistas usam imensos animais geneticamente modificados, e adaptados para a batalha. Beemote é um kraken, a besta mais feroz da Marinha britânica. Os darwinistas precisam dele mais do que nunca, agora que estão em guerra declarada com os mekanistas. Alek e Deryn estão juntos a bordo do Leviatã, e esperam conseguir parar a guerra. Mas, quando sua missão de paz falha, percebem que estão sós em território inimigo... e que estão sendo perseguidos!

Resenha

Após os acontecimentos de pré-guerra de “Leviatã: A Missão Secreta”, iremos mergulhar nas páginas de “Beemote: A Revolução”, e acompanhar de perto os primeiros fatos da agora então declarada Primeira Guerra Mundial.

Galera-Pq122Enquanto Alek e Deryn estão a bordo da grande nave darwinista, os alemães tentam atacá-los e por o Leviatã em chamas. Porém, com muita sorte, nosso heróis conseguem escapar deste ataque, buscando refúgio nas terras do Império Otomano, região ainda neutra na batalha. Lá, eles descobrirão que a Inglaterra declarou guerra contra o Império Austro-Húngaro, colocando Alek e seus companheiros em uma situação delicada: agora eles são reféns de guerra dos britânicos.

Para piorar a situação, o até então terreno neutro de Istambul está recebendo ofertas de parceria com a Alemanha, e restará a Grã-Bretanha oferecer também algo em troca, para que os mesmos não sejam aniquilados ali mesmo, nos portos otomanos. Sobrará assim poucas opções para Alek e Deryn: o primeiro tentará fugir do Leviatã, para evitar de ser um prisioneiro inglês, enquanto isso, a segunda ajudará a Força Aérea Britânica em uma missão secreta, que poderá mudar o rumo da guerra.
– Imagino que escapar seja a obrigação de um prisioneiro. Afinal de contas, vocês mekanistas não param de salvar a nave, já foram três vezes agora, e o capitão os trata como se fossem inimigos! E apenas porque a Grã-Bretanha declarou guerra ao seu tio-avô. Eu acho podre essa situação.
Pág. 80
Beemote é a denominação de uma das criações darwinistas, neste caso, algo muito maior e mais poderoso do que o próprio Leviatã. Apesar de sua aparição ser rápida, o beemote é essencial na história e caberá a Alek e Deryn com a sua ajuda, impedir que Império Otomano junte suas forças com a da Alemanha.

Scott Westerfeld, o autor do livro, é bastante criativo na sua escrita. Neste segundo volume poderemos acompanhar a desconfiança crescente em torno de Deryn, a menina que se disfarçou de menino, para poder participar da Guerra, e o fato da mesma começar a nutrir um sentimento especial por Alek, seu rival declarado quando se trata da briga entre darwinistas e mekanistas, e que além disso é um nobre.
– Mas krakens não têm nomes. Nenhum monstrinho tem nome, a não ser que seja uma nave inteira.
– “Beemote” não é um nome propriamente dito, mocinho, mas uma espécie. Veja bem, essa criatura não é um kraken de maneira alguma, mas algo completamente novo.
Pág. 153
Para complementar e enriquecer a obra, Scott nos apresenta a novos personagens, que serão importantes para dar dinamismo as aventuras que Alek e Deryn irão enfrentar. Por sinal, os jovens meninos irão acabar se separando em certo ponto da história, mas o autor, que mantêm sua forma de escrita, divide a narrativa entre suas duas personagens principais, possibilitando o leitor de estar tanto observando um lado da guerra, quanto o outro.

Não posso deixar de dizer também, que “Beemote: A Revolução” continua tendo as belas ilustrações de Keith Thompson, que enriquece tanto o livro quanto a imaginação do leitor, que consegue visualizar muito bem o que já é descrito detalhadamente por Westerfeld. É um adicional que não faz mal nenhum ao livro, pelo contrário, só lhe enriquece.

behemothposter.jpg
Uma das ilustrações feitas por Keith Thompson, para "Beemote"

A conquista da Bélgica estava quase completa, e os engenheiros comemoravam. A França cairia em breve. Então viria uma rápida campanha contra a Rússia darwinista e a fortaleza insular da Grã-Bretanha. Ou talvez fosse uma longa guerra, argumentavam alguns, mas a Alemanha venceria no fim: monstros fabricados não eram páreo para a bravura e o aço dos mekanistas.
Pág. 182
Westerfeld continua dando a sua história steampunk um ar inovador, mesmo quando utiliza de fatos reais para compor seu universo. Isso deixa o leitor ávido e encantado com sua criação ficcional, e também perplexo como tal mundo combina muito bem com um fato tão brutal, como foi o da Primeira Guerra Mundial. Resta agora finalizar essa eletrizante série com “Golias: A Revelação”, terceiro e último volume desta trilogia.

Trilogia-Leviatã-Golias-A-Revelação-Scott-Westerfeld.jpg
"Golias": último livro da trilogia escrita por Scott Westerfeld


Comentários
4
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4 comentários:

  1. Ah sim, vi a resenha do 1° aqui mesmo.
    Adorei a forma da narrativa dele, principalmente vendo o booktrailer. A 'adaptação' que ele fez com essa primeira guerra e coisas diferentes é bem criativo.
    Vi muitas intrigas e tramas uns países contra os outros. Amei o fato de conter mais personagens novos, espero que o mais legal não morra! :p
    E também podemos observar de longe os dois lados da guerra, de fato fica bem mais contagiante.
    A ilustração é linda =) demais mesmo.
    Já é hora do último e a tensão, ainda mais quando se gosta dos livros.
    Abraços Tácio,
    ThayQ.
    http://leituras-insanas.blogspot.com.br

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  2. Eu li a resenha do primeiro livro aqui e fiquei morrendo de vontade de ler. Agora, com a segunda, fico com mais vontade ainda.
    Alguns motivos para ler continuam o mesmo como: a guerra em si e as criações como as dos Darwinistas. Agora me acresceu a vontade de ver essas ilustrações maravilhosas e de acompanhar a revolução (adoro livros que tratam de revoluções). Acho que esse livro tem tudo para ainda ser melhor do que o primeiro.

    M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de dezembro

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  3. Estou acompanhando Tácio, atrasada mas estou. Dezembro está agitado para mim.
    Pois é, a escrita dele é rica, não poupa imaginação e criatividade, foi assim que senti no outro livro que já comentei contigo no primeiro tópico dessa série... mas, o final! Estou louca para ver sua reação no final dessa trilogia, sério! Se você tiver uma boa reação vou lê-la, e dar mais uma chance ao autor, se você não tiver, não leio kkkkkk de jeito nenhum!
    Parece que sou rancorosa, verdade? Mas, sinceramente, fiquei com muita raiva do final da outra série, e depois que vi vários comentários sobre a série de Feios, desisti de lê-la também. E, estou pensando em dar uma chance de novo ao autor, devido sua empolgação e saber que suas resenhas são equivalentes ao conteúdo e você não "dá nota só por isso ou aquilo" mas por ser a verdade. Vamos ver o final... estou ansiosa esperando! Boas Festas nesse fim de ano!

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  4. Eu acho que eu ainda nao tinha lido nenhuma resenha dessa saga nao, fiquei bem curiosa para conhecer mais dela. Ele usa varios nomes de regioes que existem ou existiram, oq me deixou com muita vontade de ler a saga. Ainda nao li Feios para conhecer o estilo do autor, e como minha vontade de conhecer Feios é mais antiga, lerei primeiro. Se gostar do seu estilo eu leio este tbm \o

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