6 de jan de 2015


[Resenha] A Costureira - Kate Alcott


Ficha Técnica

Título: A Costureira
Título Original: The Dressmaker
Autor: Kate Alcott
ISBN: 978-85-8130-131-0
Páginas: 376
Ano: 2013
Tradutor: Ana Carolina Mesquita
Editora: Geração Editorial
68Uma jovem ambiciosa e uma estilista célebre sobrevivem ao maior naufrágio da História, mas são arrastadas pelo turbilhão de escândalos que se segue à tragédia. Tess Collins, uma jovem inglesa que sonha ser mais que uma empregada e ver reconhecido o seu talento para a alta costura, consegue emprego com a famosa estilista lady Duff Gordon a bordo do Titanic, que ruma para os Estados Unidos. Porém, a viagem que se iniciou de forma tão auspiciosa acaba se tornando a maior tragédia marítima de todos os tempos. Tess e lady Duff sobrevivem, a primeira para viver as aflições do amor e as chances de ascensão social, a segunda para se ver envolvida nos escândalos do inquérito sobre o terrível desastre naval. Com um pano de fundo histórico, mas sob um ângulo inédito, este soberbo romance acompanha a trajetória dessas duas mulheres apaixonadas pela linha e agulha, tão parecidas e tão diferentes, deleitando-nos com um retrato emocionante de uma época conturbada e de uma sociedade dividida. Tess simboliza a modernidade livre de preconceitos de classe e rica em oportunidades, enquanto lady Duff representa a decadente Belle Époque, um mundo de glamour e privilégio com os dias contados, assaltado pelas contestações sociais, indústria de massa incipiente e pressões da mídia.

Resenha


Já fazia algum tempo que queria ler esse livro, pois tem como pano de fundo a história do Titanic, e quem não conhece sua história não é verdade?

Geração 2014
Nesse livro conhecemos Tess Collins, uma jovem sonhadora que desde muito nova aprendeu a costurar e tem um talento nato para alta costura. Ao contrário do que seu pai dizia, a mãe sempre a incentivou a buscar mais da vida, a correr atrás de seus objetivos e não de ficar apenas trabalhando como empregada doméstica ou empregos do tipo. Com isso em mente, Tess resolve pedir demissão do seu atual emprego em uma pensão e vai em busca de um emprego no famoso navio que está partindo rumo aos Estados Unidos.

Porém, por ter deixado para ir atrás disso no dia da partida do navio, os empregos já foram preenchidos. Tess precisa embarcar de algum jeito e busca por algumas pessoas no porto para trabalhar de babá, acompanhante, secretária, enfim, qualquer coisa até que ela vê a famosa estilista Lady Lucile Duff Gordon.

Lucile é uma pessoa impulsiva e autoritária. Ao saber que sua secretária não aparecerá para a viagem, ela decide contratar Tess como secretária, não é com o que ela realmente gostaria de trabalhar estando ao lado da famosa estilista, mas já seria um começo. Ao menos ela teria emprego garantido até chegar à Nova Iorque.

Durante a viagem Tess se depara com a realidade que é o mundo dos Duff Gordon, os privilégios de ter um marido nobre e encanta-se cada vez mais. Ainda no navio, Tess conhece Jack Brementon, um homem rico que trabalha para Henry Ford e Jim B, um dos marinheiros. Até dá para imaginar que um romance poderia acontecer, entretanto, embora Jack se mostre interessado em Tess, ela sabe que ele é casado e Jim, embora tenha praticamente a mesma idade de Tess, ela o vê apenas como um garoto do interior, que está tentando uma vida nova em outro país. Mas esquecemos completamente o romance quando o navio naufraga.
O navio estava agora quase perpendicular ao céu noturno estrelado, uma linha vertical, pairando como uma bailarina na ponta da sapatilha. As luzes das cabines e dos deques ainda estavam acesas, e um estranho brilho verde das luzes da parte submersa do navio iluminaram o mar escuro. Era, estranhamente, uma bela visão.
Pág. 61
Resgatados pelo navio Carpathia, os sobreviventes são levados finalmente para Nova Iorque. Claro que esses personagens sobrevivem para dar continuidade à história. Em solo americano, Tess tem um emprego no ateliê de Lucile, mas o principal aqui nessa história gira em torno do mistério que foi o momento de naufrágio, o que aconteceu nos botes até que o Carpathia os salvasse.
- Celebrar a sobrevivência não é suficiente - disse ela, com tranquilidade. - Há pessoas lá embaixo no saguão do hotel, no porto, nos cortiços do East Side, que perderam maridos, esposas, irmãs e crianças, e não têm nada para celebrar. Gente como vocês sempre sobrevive. Vocês devem mais que isso.
Pág. 121
Logo é instaurado um inquérito para averiguar os motivos do naufrágio e, claro, que um dos personagens do livro deveria ser um jornalista. A diferença é que é uma jornalista, mesmo naquela época não sendo comum o emprego de mulheres em redações, Pinky é uma jornalista fabulosa e, sabendo disso, o editor do jornal não poderia escalar ninguém melhor para essa cobertura.
Tess abriu a mão. Ali estava um bote salva-vidas cuidadosamente entalhado. Observando-o à luz que caía, ela viu duas figurinhas minúsculas ali dentro - cada uma delas segurando o que parecia ser um remo. Quando ela levantou a cabeça para agradecer, ele já havia sumido.
Pág. 104
Vários pontos são abordados durante a narrativa, as diferenças sociais entre ricos e pobres, entre homens e mulheres que era o ponto alto da época, mas sinceramente esperava mais da história. A escrita de Kate não trouxe nada muito diferente, nem seus personagens são muito cativantes, eu gostei mesmo foi da Pinky, do Jim e da Sra. Brown, uma dama que fez sua fortuna com minas de carvão nos Estados Unidos.

Infelizmente não posso deixar passar algo que me incomodou tremendamente enquanto lia o livro. Encontrei diversas frases mal revisadas, que deixaram o texto muitas vezes incompreensível e vários erros de digitação. Sinceramente espero que a editora corrija esses erros para as próximas edições.

Beijos queridos e até a próxima!!!!
Comentários
10
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10 comentários:

  1. Olá, Lay. Tudo bem?
    Não sabia que esse livro tinha um enredo tão trabalhado e profundo, que abordava do Titanic a diferenças sociais. Confesso que fiquei surpreso e, claro, com vontade de ler a obra. Julgava a obra pela capa e parece que estava perdendo um grande livro.
    Vou querer conferir, com certeza.

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  2. Que pena que não foi tão cativante pra você Layane, nunca tinha visto esse livro mas ele me pareceu ser bom, com uma premissa interessante. O fundo histórico chama muito a atenção.

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  3. Oi, tudo bom?
    Adorei a resenha, eu já tinha visto falar do livro, e estou bem curiosa para ler ele, mas fico triste em saber que há diversas frases mal revisadas, mas pretendo dar uma chance ao livro mesmo assim.
    Beijos *-*

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  4. Esse livro é definitivamente encantador! Desde a primeira vez que o vi, já havia me sentido atraída por ele. O fato de envolver o fato histórico do Titanic, de se passar em uma época diferente e de envolver um triângulo amoroso aumentou ainda mais a minha ansiedade para lê-lo.

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  5. Oi! tudo bem?
    Esse foi um dos últimos livros que li em 2014, e gostei da história, mesmo não sendo aquilo que imaginamos, quando se refere ao Titanic. Eu gostei da personalidade da Tess, apesar que, em alguns momentos deu vontade de dar umas sacudidas nela. O Jim me encantou logo de cara e a Pinky fez a diferença. Esperava um pouquinho mais do final, mas a Tess tomou a decisão certa.
    Acho que faltou mais romance.

    Bjs.

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  6. Apesar de amar ler sobre a história do Titanic e de inicio esse livro ter me chamado muita atenção, depois de ler sua resenha não me pareceu algo que leia por agora, quem sabe mais a frente. Esses problemas de revisão é triste na hora da leitura.

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  7. Olá Lay!
    Amei a resenha, o livro parece ser muito bom. Porém, a questão dos erros me deixou com um pé atrás. Que coisa chata, isso é horrível.

    Beijos

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  8. Antes de tudo, Jack também por aqui...kkkk Sinceramente pensei até que pudesse haver um romance entre ele e a Tess, mesmo ele sendo casado e tal. Quem sabe né, um casamento falido e tal, e tinha o outro que poderia fazer o triangulo e tal...A história daria boas linhas. É uma pena que a editora não tive o devido cuidado com a revisão do texto, como tiveram por exemplo com a capa, é uma pena mesmo.

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  9. Já estava bastante interessada em ler esse livro só pela sinopse e essa resenha me deixou ainda mais curiosa apesar dos vários erros que você menciono isso incomoda mesmo.

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  10. Pois é, Lay, esse é o mal da Geração... não conforme com uma revisão tão porca.
    Por esse motivo não leio os livros da editora mesmo querendo-os muito, como é o caso de A Costureira.

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