25 de jan de 2015


[Resenha] A Estrela que Nunca Vai se Apagar - Esther Earl com Lori & Wayne Earl


Ficha Técnica

Título: A Estrela que Nunca Vai se Apagar
Título Original: This Star Won’t Go Out
Autor: Esther Earl com Lori & Wayne Earl
ISBN: 978-85-8057-466-1
Páginas: 447
Ano: 2014
Tradutor: Regiane Winarski, Edmundo Barreiros e Lourdes Sette
Editora: Intrínseca
17A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar conta a história de Esther Grace Earl, diagnosticada com câncer da tireoide aos 12 anos. A obra é uma espécie de diário da jovem, com ilustrações, fotos de seu arquivo pessoal, textos publicados na internet, bate-papos com os inúmeros amigos que fez on-line e reproduções de cartas escritas em datas comemorativas como aniversários. A jovem perdeu a batalha contra a doença, mas deixou um legado de otimismo e celebração ao amor. Atualmente sua mãe, Lori Earl, preside a instituição sem fins lucrativos This Star Won´t Go Out (tswgo.org), que apoia pacientes e famílias que lutam contra o câncer.

Resenha

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Com seu carisma e sua história de vida, Esther Earl conquistou milhares de pessoas no mundo todo. Infelizmente no seu caminho surgiu o câncer de tireoide, quando tinha apenas 12 anos de idade, doença que lhe tirou a vida aos 16. Porém, independentemente disto, Esther foi uma menina criativa, amável, sonhadora e acima de tudo, feliz.

“A Estrela que Nunca Vai se Apagar” nos conta através das próprias palavras de Esther, com a ajuda de seus pais Lori e Wayne Earl, um pouco de sua vida e os acontecimentos mais importantes durante os anos de luta contra o câncer. É imprescindivél deixar claro logo de cara, que Esther entrou em uma guerra e carregou com ela diversos soldados, estes que continuam até hoje espalhando o seu legado. Você talvez não saiba quem Esther Earl seja, mas com certeza já cruzou com seu nome na dedicatória de “A Culpa é das Estrelas”.
Esther nunca esteve disposta a aceitar o fracasso, mas aceitava seu destino e era capaz de se expressar de forma clara e emocional, com muita sabedoria e confiança. À medida que sua doença progredia, ela lutava com equilíbrio e dignidade.
Pág. 50
É isso mesmo. Esther era amiga de John Green. Ambos se conheceram em uma convenção de fãs de Harry Potter em 2009 quando a menina já estava com câncer. Naquela época, John já tinha começado a escrever seu livro best-seller, e como ele mesmo diz na introdução que gentilmente fez para “A Estrela que Nunca Vai se Apagar”: “A Culpa é das Estrelas, embora dedicado a Esther, não é sobre ela. [...] Esther inspirou a história no sentido de que minha raiva depois de sua morte me levou a escrever o tempo todo. Ela me ajudou a imaginar adolescentes mais compreensivos do que eu acreditava que eles pudessem ser, e seu charme e sua ironia inspiraram o livro também”.
Eu posso morrer. É assustador… Mas me sinto tão em paz. Acredito de verdade que muitas vezes é pior para o amigo ou o parente que não tem câncer, e que não está acostumado a ter uma pessoa com algum tipo de doença ou debilidade, ou quando morrem… Mas ah, é tão difícil ser tão diferente.
Pág. 76
“A Culpa é das Estrelas” pode até não ser sobre Esther, mas o título de alguma forma pode ter relação com a garota, cujo nome significa estrela. Foi Esther também que utilizou uma frase sobre infinitos ao se referir ao amor que sentia por sua família, e John Green com sua maestria e poesia potencializou essa frase em algo que hoje pode ser considerado uma das mais icônicas frases da literatura contemporânea. Por alguma piada sem graça do destino, Esther lamentavelmente nunca teve a oportunidade de ler “A Culpa é das Estrelas”.

Porém, “A Estrela que Nunca Vai se Apagar” vai muito além de qualquer coisa relacionada a John Green. Esther Earl tem sua fama própria, ou melhor, seu brilho próprio como qualquer boa estrela. Essa jovem e linda menina através das anotações em seus diários, blogs e postagens de videos no YouTube, pôde contar sua história de vida para o mundo todo através deste livro, e assim, mesmo após sua passagem, conseguiu realizar seu sonho de ser escritora.
[...] Não tenho feito nada além de ficar no computador de um ano para cá. E, não posso fazer muitas outras coisas, mas sério?! Quero fazer diferença, ajudar alguém. E não sei como. Ajudar alguém faria eu me sentir muito bem, como se eu tivesse feito uma coisa produtiva para variar, e acabei me ajudando também. Talvez um dia.
Pág. 166
Uma fã de carteirinha de Harry Potter, Esther tinha o dom para a escrita. No livro podemos acompanhar suas cartas para familiares, todas recheadas de romantismo e inocência infantil, além de seus desenhos divertidos e com um humor característico dessa pequena menina com uma alma tão evoluída. No final de “A Estrela que Nunca Vai se Apagar” temos a chance ainda de acompanhar alguns de seus rascunhos, histórias idealizadas por Esther e que nunca haviam sido divulgadas antes. 

Com seus vídeos na internet e com os amigos que mantinha das convenções de Harry Potter, Esther se tornou um fenômeno na rede de compartilhamento mundial, sendo uma das responsáveis - com participação de Green -, a ajudar uma ONG intitulada The Harry Potter Alliance, que torna a mudança social acessível aos jovens através do poder das histórias, a ganhar um prêmio no valor de 250 mil dólares.
Tudo bem. Espero que vocês tenham um bom Dia de Ação de Graças, porque o Dia de Ação de Graças é legal. Só, sabe… lembrem que vocês têm sorte, mesmo se acharem que não têm. Porque sempre tem alguma coisa pela qual ficar agradecido. E, é, eu sei. Ok.
Pág. 235
Hoje a família de Esther mantêm uma associação (This Star Won’t Go Out), que auxilia famílias com crianças portadoras de câncer, e isso mostra que apesar de toda a dor que essas pessoas tiveram que sofrer e suportar, conseguiram tirar de uma situação ruim algo produtivo e bondoso, que os possibilita amparar de diversas formas o próximo.

Eu tenho um amigo que diz que câncer é uma doença que deveria ser proíbida de acontecer em crianças, e curiosamente John Green diz a mesma coisa na introdução do livro. Uma jovem menina tinha uma vida toda pela frente e teve que interrompê-la por uma maldita doença que ninguém nem sabe como surgiu. Ela nem teve a chance de dar seu primeiro beijo. No fim das contas, pelo menos pude aprender com Esther que independente de qualquer coisa, sempre temos motivos para sorrir, para termos amigos próximos a nós, para compartilharmos nosso amor ao próximo, e principalmente por agradecer pelas coisas, sejam elas pequenas ou grandes.
É verdade que as mídias sociais e a internet ganharam uma reputação ruim por serem um espaço que tanto pode ameaçar quando dessensibilizar nossa experiência humana. Mas a história que muitas vezes não é contada é a de uma adolescente morrendo de câncer que entra em contato com os outros por meio de fansites de Harry Potter, Facebook, YouTube, Twitter e Skype. Esther fez todas essas coisas.
Pág. 283
“A Estrela que Nunca Vai se Apagar” é um livro maravilhoso que promete comover a todos. Apesar de um tema triste e sério, a obra consegue transpôr coisas muito boas para o leitor, e sem dúvida alguma, gerar infinitas reflexões e lições de vida. Para completar mais ainda a qualidade do livro, a diagramação com páginas coloridas e recheadas de fotografias e desenhos pessoais de Esther e sua família, só enriquecem ainda mais o produto final. Sei que onde quer que ela esteja, Esther Earl estará orgulhosa do que foi capaz de fazer através de sua história, que com certeza ainda trará muitos bons frutos. Até porque, essa Estrela tem vida eterna, ela nunca vai se apagar.







Comentários
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9 comentários:

  1. Adoecer é muito ruim! Ter parte de sua vida tirada ou perder o restante dela para uma doença é pior ainda. Pior ainda é ver as pessoas ao seu redor sofrer mais do que você devido a doença que te acomete. Mas, lindo e maravilhoso quando pessoas, mesmo doentes mostram que há muito mais do que só a doença e mostram o melhor de si mesmos, isso marca todos ao redor. Que bom ela ter encontrado o Green e essa parte dela ter se tornado conhecida. Só li A culpa é das Estrelas devido saber que foi inspirada nessa menina. O livro dela, assim que possível, quero adquiri-lo. Obrigada Tácio, foi linda sua forma de apresentar o livro.

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    1. Concordo com tudo o que disse.
      E muito obrigado pelo elogio!

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  2. Olá, Tácio.
    Eu ainda não tenho o livro, mas pretendo lê-lo exatamente por ele ser um livro real, com sentimentos reais e, também, um sofrimento real. Esse tipo de livro transmite uma energia e uma tristeza diferente. É algo que realmente toca.
    Adorei a sua resenha.

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    1. Obrigado! Depois me conta o que achou do livro!

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  3. Câncer é uma doença horrível mesmo, não deveria existir :/
    Sempre tive vontade de ler esse livro, mesmo sabendo que a Esther perdeu a luta tenho certeza que ela foi a melhor guerreira possível o tempo todo.

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  4. Oi, tudo bom?
    Eu pretendo ler o livro, assim que for possível, confesso que não tenho costume de ler livros que são meio que assim diários né, mas a historia dela com certeza é linda e temos muito que aprender com a Esther, por isso quero ler o livro. Adorei a resenha.
    Beijos *-*

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  5. Para mim, ler esse tipo livro sem se sentir envolvido, sem sentir vontade de ser uma pessoa melhor e viver sua vida da forma mais incrível possível, não faz sentido. Não consegui comprar ainda, mas está na minha lista de leituras.Ótima resenha.
    Beijos.

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  6. Assistir a adaptação da A Culpa é das Estrelas e é impossível assistir a algo assim e não se envolver.
    Não sabia que a sua história havia inspirado John Green a escrever e se eu já não tivesse ficado envolvida pela história, esse fato certamente faria.

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  7. Esse com certeza lerei!! Não sei quando, mas lerei!

    Amei a história, bastante envolvente!

    O tipo de livro que gosto de ter em casa. ;)

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