20 de mar de 2015


[Resenha] Emperor of Thorns - Mark Lawrence


Ficha Técnica

Título: Emperor of Thorns
Título Original: Emperor of Thorns
Autor: Mark Lawrence
ISBN: 978-85-66636-35-2
Páginas: 528
Ano: 2014
Tradutor: Dalton Caldas
Editora: DarkSide® Books
13A aclamada Trilogia dos Espinhos chega ao seu grande final, depois de termos acompanhado a dolorosa e supreendente infância e adolescência de Jorg Ancrath em Prince of Thorns e King of Thorns, com todo o brilhantismo, charme, violência extrema e total crueldade deste egomaníaco romântico. Conforme Jorg cresce, seu caráter muda e ele parece encontrar algum equilíbrio em suas tendências sociopatas. Em Emperor of Thorns, vamos novamente tomando contato com as atribulações de Jorg e sua fixação em conquistar o Império Destruído com saltos entre o presente e o passado, assim como Mark Lawrence já havia feito no volume anterior. Com isso, vamos descobrindo, desvendando e nos surpreendendo com o mundo onde a história se passa e com as saídas e escolhas nada tradicionais ou lógicas que Jorg se vê obrigado a tomar em seu caminho ao trono. Prince of Thorns, King of Thorns e Emperor of Thorns formam uma das trilogias mais importantes da nova geração, que chega ao fim de forma brilhante e imprevisível, ao mesmo tempo cruel e poética, uma obra-prima de um novo grande autor.

Resenha

Essa resenha pode ter spoiler, pois é o terceiro volume da Trilogia dos Espinhos. 

Após o grande sucesso de seus livros anteriores, Mark Lawrence não poderia finalizar sua Trilogia dos Espinhos de maneira diferente. Muitas reviravoltas, ação e surpresas, fazem com que “Emperor of Thorns” seja uma obra muito mais épica do que seus antecessores, construída meticulosamente, na tentativa de entregar aos seus leitores o que há de melhor se tratando de literatura fantástica.

darksideDepois de sermos imersos em diversos detalhes do passado de Jorg, iremos neste último volume da Trilogia, encontrar nosso personagem principal um pouco mais adulto. Com seus 20 anos completados e prestes a se tornar pai, Jorg precisa enfrentar uma nova viagem para poder finalmente se tornar Imperador. Porém, para fazer isso acontecer, antes nosso até então Rei, precisa passar por muitas provações.
“Não viva por meias medidas, Greyson.” Arregacei o linho empoeirado de minha manga para trás até as cicatrizes da roseira-brava aparecerem, sinais pálidos contra a pele bronzeada.
“Certa vez, ouvi um padre falar sobre um negócio de salvação. Ele nos rogou para não deixarmos o fato de não conseguirmos salvar todo o mundo de seus pecados…”
Pág. 86
Com uma narrativa que se passa tanto no presente quanto no passado – assim como aconteceu nos livros anteriores –, seremos apresentados à novos personagens que serão essencias nesta nova e última jornada de Jorg. E é através da inclusão destas personagens, com participação dos antigos, que nós leitores seremos capazes de perceber a evolução de Jorg, o nosso anti-herói que agora, além de se mostrar perspicaz e tão sangrento quanto antes, nos apresenta um lado mais sútil e apreensivo, demonstrando ser capaz de se preocupar com alguém além de sí mesmo.

“Emperor of Thorns” é um daqueles livros que dão um banho de água fria no leitor. Nem tudo é uma surpresa ou criado de uma forma mirabolante, porém o autor consegue trazer pontos dos volumes anteriores e desenvolvê-los de uma maneira nova e muito mais profunda. Como no caso do Rei Morto, que previamente não passara de um mero coadjuvante, e que agora se revela ser muito mais do que qualquer um de nós esperaria. Haja fôlego durante a leitura para aguentar tamanha revelação.
“Infelizmente nós precisamos vigiar os selvagens ainda mais ultimamente”, disse Fexler. “As máquinas que ainda funcionam não vão funcionar para sempre e a menos que vocês deixem para trás as espadas e as flechas não haverá ninguém para mantê-las. A manutenção requer civilização e não chegaremos à civilização até que todas as guerras terminem.”
Pág. 224
Através de uma escrita mais elaborada, que notavelmente sofreu uma evolução, além de manter sua óbvia qualidade, Mark Lawrence consegue finalizar sua trilogia de uma forma espetacular e sem dúvidas, de uma maneira memóravel. Jorg, que eu costumava dizer ser o responsável por carregar sozinho os volumes anteriores, divide pela primeira vez o livro com tantos outros personagens tão bem elaborados ao ponto de conseguirem se sobressair das páginas. Ponto positivo para o autor.

A DarkSide mais uma vez mantém a essência estética da obra, dando ao leitor um livro com capa dura, páginas de qualidade e um tratamento gráfico de primeira. Para àqueles que sentirão falta de Jorg e das mágicas e fantasiosas aventuras em Ancrath e região, não se desespere. Mark Lawrence lançou uma nova série, no maior estilo spin-off da Trilogia dos Espinhos, que promete acalentar nossos corações com muita crueldade, ação e comoção. Só nos resta sentar e esperar pelo lançamento de “Prince of Fools”.
Eu estendi a mão e ele a segurou, com um aperto firme e seco. “Às vezes, os homens precisam se arriscar”, eu disse e inclinei para pagar o dado mais próximo. “Com sua licença. Nunca se sabe quando um desses pode salvar sua vida.”
“Vá com Deus, Jorg de Ancrath”, ele disse e voltou a estudar o tabuleiro.
Pág. 295

Capa de "Prince of Fools", novo trabalho de Lawrence, com lançamento previsto para este ano pela DarkSide
Comentários
5
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5 comentários:

  1. Olá, Tácio.
    Se a série já despertava meu interesse antes, sabendo que ainda há um crescimento durante o desenvolvimento, até mesmo da escrita, fico mais entusiasmado a ler ainda. Em quanto à qualidade gráfica da DarkSide, acho que já não é mais segredo para ninguém.

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  2. Tive que pular a resenha porque estou morrendo de vontade de ler essa série, mas como ainda não fiz, não quero spoiler. Sabe como é, né? Manter as surpresas e segredos até o momento necessário é sempre bom.
    Beijos.

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  3. Não conhecia a série, ou pelo menos não lembro de ter ouvido falar dela. Essa série parece ser do tipo que eu adoro, com batalhas, desejo pelo poder, e conquista de impérios. Gosto de séries que tem o final fechado, sem furos, como também gosto daquelas que deixam um pouco aberta para o leitor desenvolver a imaginação. Essa série parece ser daquele tipo que vai crescendo a cada livro que se passa, te conquistando mais e mais.
    Espero lê-la, entrou para minha wishlist.
    Beijos!

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  4. Tácio!
    É verdade! A DarkSide tem caprichado nos bons títulos e tem conquistado o mercado cada vez mais.
    Se a escrita do autor é realmente conquistadora, acredito que com um enredo desses e uma escrita perfeita, a série está mais que aprovada.
    Mais uma boa resenha.
    Domingo com muito descanso e amor no coração.
    Cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  5. Pulei a parte da resenha que descrevia o livro porque não quero spoilers hahaha A Darkside vem conquistando meu respeito, só vejo a editora lançando livros com premissas muito boas e a estética dos livros são simplesmente perfeitas. Eu geralmente demoro a me apegar à estórias com esse enredo, com reis e tudo mais, mas quando gosto eu me apaixono mesmo. Espero que seja assim com esta trilogia,

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