29 de abr de 2015


[Resenha] Uma História de Amor e TOC - Corey Ann Haydu

Ficha Técnica

Título: Uma História de Amor e TOC
Título Original: OCD Love Story
Autor: Corey Ann Haydu
ISBN: 978-85-01-10058-0
Páginas: 318
Ano: 2015
Tradutor: Alda Lima
Editora: Galera Record
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Bea foi diagnosticada com transtorno obsessivo-compulsivo. De uns tempos pra cá, desenvolveu algumas manias que podem se tornar bem graves quando se trata de... garotos! Ela jura que está melhorando, que está tudo sob controle. Até começar a se apaixonar por Beck, um menino que também tem TOC. Enquanto ele lava as mãos oito vezes depois de beijá-la, ela persegue outro cara nos intervalos dos encontros. Mas eles sabem que são a única esperança um do outro. Afinal, se existem tantos casais complicados por aí, por que as coisas não dariam certo para um casal obsessivo-compulsivo? No fundo, esta é só mais uma história de amor... e TOC.

Resenha


Selo-Parceiros-Galera JuniorBea tem 16 anos de idade, e além de ter de lhe dar com todos os altos e baixos da adolescência, ela descobre que tem TOC: Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Vivendo de negação, e acreditando fielmente que tudo não passa de um exagero de sua mãe e de sua terapeuta, Bea aos poucos vai se dando conta que existem sim pessoas mais complicadas do que ela, mas que isso não lhe imuniza de precisar de ajuda. 

Ao encontrar com um garoto misterioso durante um baile e dias depois descobrir que ele faz parte de seu grupo de apoio à adolescentes com TOC, Bea faz de tudo para esconder de Beck, seu mais novo pretendente, o quão problemática ela pode ser. Mas mal sabe Bea, que Beck tem os seus próprios fantasmas, e não é atoa que ele também está buscando ajuda.
Não sou muito fã de astrologia ou destino ou Deus iu qualquer coisa desse tipo, mas é completamente bizarro e estranho reencontrar Beck e logo neste contexto. Diria que é uma coincidência, e com muita certeza Lisha afirmaria que é o destino, mas na verdade é apenas probabilidade e estatística, pura e simplesmente.
Pág. 32
Enquanto Bea é obcecada por stalkear seus ex-namorados, beliscar a sí mesmo e dirigir sempre a 52 Km/h, Beck é um viciado em academia, fissurado por limpeza e só consegue fazer qualquer coisa se repetir o ato por oito vezes seguidas. Esse amor não poderia ser mais peculiar, se não fosse o fato de Bea iniciar uma de suas obsessões, e começar a perseguir Austin, um músico casado que faz sessão de terapia no mesmo lugar que ela.

Desta forma, restará a Bea conseguir lidar com seus transtornos e buscar uma forma de colocar um ponto final na sua compulsiva obsessão em stalkear Austin e sua esposa, antes que ela coloque a vida deles em risco, ou até mesmo chegar a machucar a sí própria. Talvez a solução mais simples esteja bem na sua frente, somente lhe esperando para unir seus “TOCques”.
TOC tem uma má reputação, mas é totalmente tratável. A pessoa com TOC tem de enfrentar sua ansiedade de frente. Compulsões são apenas uma forma de adiar a corrente inevitável de sensações e medo.
Pág. 52/53
“Uma História de Amor e TOC” é o romance de estreia da autora Corey Ann Haydu. Apesar do título, o livro não é exatamente centrado no relacionado amoroso entre duas pessoas. Bea se apaixona por Beck e cria uma sentimento por Austin, mas até certo ponto da narrativa nenhum dos dois plots são desenvolvidos em forma de romance. O foco é Bea e seu transtorno, e a autora deixa isso bem claro, quando priva o leitor de acompanhar certos momentos da vida da personagem, como a escola, e foca a maior parte do livro nas sessões de terapia e/ou no stalkeamento (essa palavra existe?) de Bea. 

Gostei bastante desta abordagem do TOC e das sessões de terapia, pois instiga o leitor a conhecer cada vez mais a situação das personagens principais. Por outro lado, existe o risco das ações se tornarem repetitivas, fazendo com que não exista uma simpatia do leitor com o que está sendo descrito. Eu mesmo por exemplo, senti falta de conseguir gostar de Bea, ou até mesmo de Beck ou Lisha, a melhor amiga de Bea. Nossa personagem principal é muito marrenta e cabeça dura, com certeza isso se deve a sua condição, porém acredito que em algum momento a autora deveria ter tentado vulnerabilizá-la, para que o leitor conseguisse se conectar com ela de alguma forma.
Acho que estou prestes a me apaixonar por Beck, e isso está me deixando mais louca do que já sou. Sei tenho certeza de duas coisas: gosto de Beck e, provavelmente por causa disso, estragarei tudo de algum jeito horroroso. E é assim que começa.
Pág. 109
No mais, a escrita de Ann Haydu é simpática e agradável de se ler, apesar de eu ter encontrado alguns erros de gramática e digitação, mas isso é mais um problema da revisão do que da autora. Um ponto super positivo ao meu ver foi a obsessão de Beck por academia, algo tão recorrente e atual e que muitas vezes não é levado como transtorno por assim dizer, e que precisa ser discutido urgentemente, principalmente pelos mais jovens.

“Uma História de Amor e TOC” sem dúvidas vai agradar aos leitores fanáticos por um bom romance adolescente, com direito a muitos beijos, abraços e aquelas partes mais apimentadas, além de agradar também os fãs do tão famoso sick-lit. Neste livro tem de tudo um pouquinho - hey, sem trocadilhos com o nome do blog -, e tenho certeza que ele têm potencial para conquistar as prateleiras nacionais.
Comentários
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12 comentários:

  1. Eu gostei muito do assunto abordado nesse livro. Vi na televisão alguns personagens que sofriam de TOC e achei legal o livro tratar disso, deu vontade de saber mais sobre.
    Deve ser muito bom poder acompanhar o como poderia ser o relacionamento de duas pessoas com esse transtorno. Espero poder ler em breve.

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  2. Oi Tácio!
    Eu gostei do livro, mas pela capa e pela sinopse tive a impressão que ele seria mais divertido, o que não foi o caso. Mas no geral, gostei. Não sou fã de romances adolescentes, mas curti a leitura.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Ouvi dizer que o livro é para ser lido com calma, sem expectativas de grandes reviravoltas ou de um enredo épico. A sua resenha me agradou. O engraçado é que todas as resenhas que li por aí trazem uma opinião diferente da outra, por exemplo de uma nota de 1 a 5, já 2 a 4… enfim me faz pensar que é um daqueles livros que você tem que estar no momento certo para ler.
    Adoro essa moda de livros sick-lit, acho que isso nos faz aprender como entender algumas doenças e tratar as pessoas com mais respeito e carinho. Afinal muitas pessoas não compreendem doenças como: síndrome do pânico, TOC, depressão… enfim gosto quando os livros nos ensinam a nos colocar no lugar das outras pessoas.
    Esse é o primeiro livro que vejo abordar o tema TOC e apesar de não se aprofundar tanto no distúrbio, já para a lista!

    Beijos e parabéns pela resenha.

    Viviane Gonçalves
    vsg_caue@hotmail.com

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  5. Apesar de ter um tema legal, sei lá, não consegui ficar muito interessada. Tem tudo para ser um romance adolescente alá John Green, e é isso que me incomoda, eu acho. Não to na vibe para esse tipo de romance. Mas é algo legal e que conquistaria muitas pessoas. A capa é bem bonitinha também. Me interessei apenas pelas sessões de terapia (que você disse ser bem focadas no livro) e o tema toc, sabe, sou estudante de psicologia e tudo que envolve ela me instiga rs. Enfiim, talvez um dia eu possa lê-lo.

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  6. O livro parece ser interessante, pela sua empolgação. Mas não sei se ele me agradaria. Não seria um que eu leria sem nenhuma recomendação, porque não creio que fosse me sentir tentada a levá-lo para casa se visse numa livraria, por exemplo. O tema abordado é interessante, mas ainda não sei. Pode ser que depois eu me interesse para fazer a leitura.
    Beijos.

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  7. Eu fico muito curiosa em saber como vai ser a relação dos dois e claro, se eles se livraram do TOC. Confesso que realmente nunca liguei muito pra esta doença, mas gosto de livros assim exatamente porque nos faz perceber coisas que normalmente subestimamos, deixamos de lado e não damos importância.

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  8. Quero muito ler esse livro, eu também tenho TOC e sei como é complicado conviver com ele, ter um crush com o transtorno então, deve ser mais dificil ainda, fiquei curiosa pra ver como a historia vai se desenvolver.
    Uma historia de Amor e TOC com certeza entrou pra minha lista de desejos.
    kkkkkk

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  9. Estou doida pra ler esse livro, parece ser bem emocionante, muito interessante um romance abordar esse tema TOC e essa resenha me deixou ainda mais ansiosa em conferi essa história.

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  10. Ai gente que bacana essa ideia de abordar o TOC!
    Achei a capa bem linda, e eu não conhecia ainda o livro, mas já me interessei logo de cara!
    Abs

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  11. Olá, Tácio.
    Romances adolescentes repletos de beijos não me atraem tanto, para ser sincero. Mas vejo com bons olhos esse livro, principalmente porque os protagonistas são acometidos pelo TOC. Nunca li nada sobre isso e tenho um conhecimento bem superficial sobre a doença. Então talvez seja uma boa oportunidade para ver o mundo "sob os olhos" de quem sofre com isso.
    Excelente dica.

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  12. Desde o primeiro momento que eu vi sobre as imagens do livro eu fiquei curioso para saber mais sobre ele. Aqui foi meu primeiro contato com a resenha dessa história e preciso dizer que definitivamente quero, e muito, esse livro.

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