14 de jun de 2015


[Resenha] Indecente - Christina Lauren


Ficha Técnica

Título: Sedutor
Título Original: Dirty Rowdy Thing
Autor: Christina Lauren
ISBN: 978-85-7930-733-1
Páginas: 320
Ano: 2015
Tradutor: Cristina Lasaitis
Editora: Universo dos Livros
17Depois de “Selvagem Irresistível”, o jogo de sedução continua, mais dessa vez com o casal Finn Roberts e Harlow Vega. Depois das memoráveis noitadas em Las Vegas – que deram origem a um conjunto de casamentos inusitados – Harlow reencontra o sexy pescador, desta vez em San Diego. Apesar do estranhamento inicial, a atração se revela mais forte, conduzindo-os a uma sequência de aventuras deliciosas...

Resenha


Depois do sucesso que foi a série Cretino Irresistível, as autoras Christina Hobbs e Lauren Billings estão de volta com uma nova série, Selvagem Irresistível, que começou com o livro Sedutor, onde conhecemos os personagens: Mia, Harlow, Lola, Ansel, Finn e Oliver. Todos eles se conheceram em uma noitada em Las Vegas, mas o livro focou na estória de Mia Holland e Ansel Guillaume.

Aqui, como já tinha antes na resenha de Sedutor, a estória é da Harlow e do Finn. Alternando a narrativa em primeira pessoa com a Harlow e o Finn vemos os dois mais profundamente, afinal, antes conhecemos muito pouco dos dois. Para quem já leu o primeiro livro dessa nova série, já sabe que os seis amigos acabaram se casando em Las Vegas, e logo se divorciando, com exceção de Mia e Ansel. Mas no caso de Harlow e Finn, mesmo após a separação, eles se encontraram algumas vezes, pois, a atração entre eles era inegável.

Finn Roberts é dez anos mais velho que Harlow Vega, mas essa diferença de idade pouco importa quando os dois estão juntos. Entretanto, mesmo com a imensa atração entre eles, Harlow não imaginava encontrar seu ex-marido tão cedo, muito menos em San Diego, depois de uma péssima transa, como se para comparar o que tinha com ele.
Finn Roberts, o único cara a conseguir burlar minha categorização dos homens - Finn Roberts, o notório ex-marido-das-doze-horas-bêbadas-em-Las-Vegas, que era bom com as mãos, os lábios e o corpo, e que me fez gozar tantas vezes que até achou que eu tinha desmaiado.
Finn Roberts, que se revelou um cuzão também.
Pág. 09
Mesmo morando em Vancouver Island, no Canadá, Finn vem à San Diego para a inauguração da loja de Oliver, que decidiu fincar residência nos Estados Unidos (o cara é australiano - sim, é quase a ONU, um francês, um canadense e um australiano - ADORO!), mas mesmo depois da inauguração, Finn, o pescador que nunca fica longe do trabalho por mais que algumas horas, se vê vários dias longe.

Percebemos que por trás dessa visita existem muito mais coisas, mas Finn não se abre com ninguém, e a única coisa que sabemos é que ele está com sérios problemas no trabalho. Ao mesmo tempo, a bem resolvida Harlow recebe uma notícia de sua família que abalará suas estruturas emocionais. Mas, ao contrário de Finn que não conta nem para os melhores amigos o que está acontecendo, Harlow conta com o apoio de Mia e Lola nesse momento complicado de sua vida.

A aproximação deles e os momentos complicados que estão vivendo é o "motivo" que precisam para mais uma vez caírem nos braços um do outro e esquecerem os problemas, uma fuga. Entretanto, a fuga pode se tornar uma nova obsessão, ou algo mais, que ambos não estão preparados para enfrentar nesse momento.
- É para isso que servem os amigos, certo?
- É o que nós somos, então? - ela pergunta. - Amigos?
- Com certeza amigos, talvez algo mais? Não sei, nós já fomos casados uma vez afinal.
Pág. 127
Adorei perceber o relacionamento deles seguir para um caminho não planejado por eles. Nenhum dos dois estava esperando esse tipo de relação, muito menos no momento conturbado que ambos tem vivido, mas é assim que as coisas são, quando menos se espera, aparece. Para Harlow então, que além de viver a situação da saúde da mãe, o estágio que não é nem de longe o que ela espera, nunca imaginou encontrar um homem que pudesse ser comparado com seu pai, seu ideal de homem e de mansinho Finn mostra que pode sim ser esse cara.

Parenteses aqui para dizer como morri de inveja dessa relação da Harlow com os pais, simplesmente honesta e verdadeira e, no que diz repeito ao pai, a Lauren fala no final do livro, que se inspirou no próprio pai. Nem preciso dizer que veio lágrimas nos olhos, né?! Vocês já me conhecem.

Mas, voltando para a estória, mesmo o Finn sendo o cara mais velho e experiente, Harlow é mais madura nessa relação. Ela é aquele tipo de pessoa que quando sabe o que quer, vai atrás até conseguir, e esse é um dos pontos que mais gosto nela. Claro que ela tem muito o que aprender nas relações, mas sempre faz as coisas impulsionada pela vontade de ajudar aqueles que ama, custe o que custar.
- Você está feliz aqui sem ela? - ele pergunta. - Você se sente bem indo pra casa sozinho todas as noites?
Rindo sem humor, respondo:
- Não muito.
- Você deve achá-la uma tremenda idiota pela tentativa de arruinar seu negócio. Que escrota.
- Céus, Olls, ela não estava tentando arruiná-lo - digo, com um instinto protetor. - Ela provavelmente só estava tentando achar um jeito de ficarmos...
Paro, virando-me para ver o sorriso bobo e gigante do Oliver.
Gemendo, digo:
- Vá se foder, Aussie.
Pág. 271-272
Eu adorei a forma como esse livro foi escrito, alternando a narrativa, ao contrário do que aconteceu em Sedutor, porque como eu já falei em diversas resenhas por aqui, conseguimos ter uma noção muito melhor das coisas que estão acontecendo com os personagens. Gostei muito mais da estória em si, aquela sensação de que algo está faltando que senti no livro anterior, graças a Deus não se repetiu aqui. Mas digo, tenho certeza de que o próximo livro será um dos melhores, pela forma como já vimos algumas interações da Lola e do Oliver nos dois primeiros livros, além de saber como os dois primeiros casais estão se saindo, pois durante a narrativa sempre sabemos o que está acontecendo com os outros.
- Vai ser estranho ir embora, mesmo que tenham sido só duas semanas - ele diz, alheio ao meu olhar malicioso (...)
- Estranho como?
Ele me surpreende dizendo:
- Não acho que eu vá gostar de não poder ver você à hora que quiser.
(...)
Quero tocá-lo mais do que qualquer coisa, segurar seu rosto entre minhas mãos e beijá-lo como nunca beijei ninguém antes, aliviada por ele ser quase perfeito.
Pág. 196 
Até o próximo livro pessoal!
Comentários
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7 comentários:

  1. Olá, Lay.
    A forma como parece ter se desenvolvido o romance me agrada, pois não parece ter sido forçado. Isso, sem dúvidas, é excelente. Só me desanima um pouco o fato do livro ser hot.
    De toda forma, excelente dica.

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    1. Sim Marcos, também prefiro quando o romance cresce aos poucos, é mais natural e legal. Pena que o gênero não te agrade.

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  2. Ainda não li nenhum livro dessa série, acredita? Não conheço a escrita das autoras, mas muita gente fala bem. Acho que é o tipo de leitura que me agradaria. E eu também prefiro quando a narrativa é alternada, porque isso dá a chance da gente conhecer melhor os personagens. Adorei a resenha!

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    1. Acredito sim Cecília, mas quando você tiver um chance leia, a escrita delas é deliciosa.

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  3. Sabia que iria gostar desse Lay! Você tocou nos pontos fortes na sua resenha. Concordamos em gênero, numero e grau sobre os dois livros da série. E espero com muita expectativa e ansiedade pelo terceiro. mas já li em algum lugar que tem um quarto livro, está sabendo disso?

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    1. Pois Mara, não estava sabendo de um quarto livro não, mas já se sabe quem serão os protagonistas? Fiquei curiosa agora, kkkk

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  4. Ahhh...finalmente conheci melhor esse livro e da série. Vi esses dias alguns livro da série e não tinha me animado por causa da capa, achei meio fraquinha, sei lá.
    Mas vc falou de um jeito tão empolgado sobre esse segundo livro que até me animou mais...também gosto de narrativas que vão se alternando nos personagens, nada como saber oq eles pensam ne?!
    Acho que vou arriscar a ler viu?!

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