8 de set de 2015


[Resenha] Quase uma Rockstar - Matthew Quick

Ficha Técnica

Título: Quase uma Rockstar
Título Original: Sort Like a Rock Star
Autor: Matthew Quick
ISBN: 978-85-8057-676-4
Páginas: 256
Ano: 2015
Tradutor: Dênia Sad e Carolina Selvatici
Editora: Intrínseca
16Desde que o namorado da mãe as expulsou de casa, Amber Appleton, a mãe e o cachorro moram em um ônibus escolar. Aos dezessete anos e no segundo ano do ensino médio, Amber se autoproclama princesa da esperança e é dona de um otimismo incansável, mas quando uma tragédia faz seu mundo desabar por completo, ela não consegue mais enxergar a vida com os mesmos olhos. Será que no meio de tanta tristeza e sofrimento Amber vai recuperar a fé na vida? Com personagens cativantes e uma protagonista apaixonante, Matthew Quick constrói de forma encantadora um universo de risadas, lealdade e esperança conquistada a duras penas.

Resenha

Amber Appleton tem 17 anos e sua vida definitivamente não é fácil, porém ela tem muito pelo que agradecer. Morando em um ônibus escolar com sua mãe e seu cachorrinho, Amber tem todos os motivos do mundo para reclamar dos problemas da vida, mas a jovem opta por enxergar as coisas através de uma ótica mais otimista.

SELO BLOGAlém de ser a melhor amiga dos meninos menos populares da escola, Amber ajuda um grupo de coreanas na igreja para que elas possam aprender inglês, e faz uma visita aos idosos de um asilo todas as quartas-feiras. Apesar de sua bondade e otimismo fora do normal, a garota também arranja tempo para preocupar-se com a situação atual da mãe, apesar de maquiar essa parte da sua vida, não deixando que ninguém do seu ciclo social saiba pelas dificuldades por quais ela passa... Até o dia em que o pouco que Amber acreditava ter, se torna um grande nada. 
[...] E você sabe o que precisa ser feito, porque tem um bom coração. E coragem. Vi seu bom coração agindo várias vezes nesses últimos anos. Você é toda bondade. Cem por cento.
Pág. 57

O premiado autor Matthew Quick entrega mais um livro sobre superação, e pela primeira vez contando sua história através de uma personagem feminina. Em “Quase uma Rockstar” o leitor irá se deparar com um livro que começa de um jeito e termina de outro completamente diferente, como se fossem duas obras que se fundiram. Enquanto a primeira parte é arrastada e sem muitos acontecimentos interessantes, a segunda se mostra emocionante, sensível e muito mais cativante.

Tenho que deixar bastante claro que esta foi uma leitura que levou mais tempo do que eu esperava. O início do livro é bastante chato, muito descritivo e com um conteúdo nada apelativo. É basicamente a narrativa de um dia na vida de Amber, permitindo o leitor aos poucos descobrir sobre sua vida, o passado de sua mãe – e o dela também –, seus amigos, escola, etc. Para mim a leitura só engatou depois da tal “tragédia” a qual a sinopse se refere, que começa somente depois da página 124.
[...] Mas só tenho dezessete anos – ainda sou uma menina, uma garota boba e confusa. Isso não é novidade, e não tenho mais energia. Já estou sem forças, então volto para o ônibus e choro até dormir, sem nem rezar antes. Foi mal, JC.
Pág 117

Após esse ponto, a atmosfera muda completamente: Amber, que me parecia uma personagem extremamente chata, fica mais chata ainda, porém desta vez com razão… e ter a chance de vê-la evoluir nas páginas seguintes e se tornar uma personagem mais simbólica, vale a pena. Quick apela para o sentimentalismo, construindo sua narrativa com o intuito de dar ao leitor um final emocionante, reflexivo. “Quase uma Rockstar” é sobre os altos e baixos, sobre continuar esperançoso mesmo nos piores momentos, e principalmente sobre seguir em frente.  
– Então, se é inevitável, por que você tem que vir?– Não tenho que vir. Gosto de visitar Amber Appleton. Quero estar aqui quando você renascer, quando finalmente superar isso e ficar mais forte. 
– É por isso que as coisas ruins acontecem? Para deixar a gente mais forte? 
– Talvez, mas, sinceramente, não sei.
Pág. 165
“Quase uma Rockstar” não é o melhor livro de Quick que eu li, mas ele tem suas qualidades. Apesar de seu começo bambo e falho, Matthew Quick consegue enriquecer sua narrativa e também suas personagens. Da metade para o fim, “Quase uma Rockstar” se torna um bom livro – não excelente –, que dá para gerar bons momentos de risada e também de reflexão para o leitor. Se tiver espaço na agenda de leitura, não vejo motivo para não dar uma chance à Amber e sua trágica, mas bela, história de estrela de rock.


                               Skoob | Saraiva | Submarino | Fnac | Cultura | Americanas | Amazon
Comentários
14
Compartilhe

14 comentários:

  1. Oi, Tácio. Fico curioso com a escrita do Matthew Quick, já que vejo bons elogios. Vi algumas resenhas deste livro e, adorei! Lerei em breve, com certeza. Desanimei apenas com a falha do começo.

    ResponderExcluir
  2. Tácio!
    Como gosto de tudo bem explicadinho, talvez nem ache a primeira parte chata.
    O que gostei mesmo foi de todo o drama pelo qual a protagonista passa e gostaria de fazer a leitura desse livro.
    “O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente...”(Mario Quintana)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participem do nosso Top Comentarista, serão 3 ganhadores!

    ResponderExcluir
  3. Esse livro está na lista de favoritos e sua resenha só aumentou minha vontade de ler
    Sou muito curiosa pra saber que tragédia é essa
    Beijos
    Balaio de Babados

    ResponderExcluir
  4. Oi Tácio,
    Acho que não lerei esse livro (pelo menos em um futuro próximo). Com o tempo escasso, não estou insistindo em leituras arrastadas e não posso esperar pra lá da página 124, quando ocorre a "tragédia". Vou conseguir controlar minha curiosidade rsrs.
    Beijocas ^^

    ResponderExcluir
  5. Eu ganhei esse livro em e-book, e vou confessar que eu não gostei desse livro, como gostei dos outros dois dele que li, achei um livro mediano, não me empolgou muito, no final até me empolguei um pouco, mas não foi um dos melhores livros que eu li.

    ResponderExcluir
  6. Gostei da Amber ao ler as primeiras linhas da resenha, apesar dos percalços da vida, gosto de gente que ver com o ponto de vista melhor possivel, pq eu sou assim tb, tento ser o mais positiva sempre que posso.
    Pena que o livro é chatinho no inicio, mas acho que o autor queria deixar claro tudo e acabou se alongando demais nos detalhes.
    Achei a capa lindaaa, e gostaria de conhecer a escrita de Matthew Quick.

    ResponderExcluir
  7. Olá, Tácio.
    Apesar de, aparentemente, não ser um livro maravilhoso, acredito que a leitura seja interessante. Ao menos, a premissa me interessou. Apesar do começo mais parado, acho que talvez eu curta o livro.

    Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de setembro. Serão dois vencedores.

    ResponderExcluir
  8. Eu li dois livros dele, O Lado Bom Da Vida e Perdão, Leonard Peacock, mas com relação a esse livro eu me desinteressei, pois vi muitas resenhas negativas a respeito dele, pessoas que não recomendavam ele, e com isso eu tirei ele dá minha lista.

    ResponderExcluir
  9. o unico livro de Matthew Quick que eu li foi o lado bom da vida e adorei, gosto do jeito que o autor conta historias comuns mas ao mesmo tempo interessantes. espero gosta de quase uma rockstar tanto quanto gostei de o lado bom da vida.

    ResponderExcluir
  10. o unico livro de Matthew Quick que eu li foi o lado bom da vida e adorei, gosto do jeito que o autor conta historias comuns mas ao mesmo tempo interessantes. espero gosta de quase uma rockstar tanto quanto gostei de o lado bom da vida.

    ResponderExcluir
  11. Nunca tinha ouvido falar dessa autora e esse livro não me chamou muita a atenção pela capa e ao ler a resenha meio que desanimei de tentar ler e também acho que não é muito meu estilo de livro.

    ResponderExcluir
  12. Oie
    Eu tenho dois ou três livros do Quick mas até agora não li nenhum deles.E eu nunca me dou bem com histórias que iniciam lenta,acaba perdendo a graça antes mesmo do clímax.Mas eu gostei da personagem,a personalidade cooperativa dela me agradou,e quero saber qual é essa tragedia que finalmente dá um rumo a história.E como eu tenho o livro de um jeito ou de outro vou acabar lendo,só não sei quando.

    ResponderExcluir
  13. Gosto de personagens que tem tudo para se lamentar e não fazem isso, mas como você disse que ela ainda assim é chatinha, já fiquei com um pé atrás. Não que isso me faça largar a leitura, mas sou simpatizo logo de cara ou detesto forte, sabe? De todo jeito, anotei aqui e pretendo dar uma chance. Só não sei quando vai ser. Que tragédia será essa? Quero saber.
    Beijos.

    ResponderExcluir
  14. Matthew Quick é maravilhoso porque escreveu O lado bom da vida

    ResponderExcluir

Seu comentário é sempre bem-vindo e lembre-se, todos são respondidos.
Portanto volte ao post para conferir ou clique na opção "Notifique-me" e receba por e-mail.
Obrigada!

 
imagem-logo
De Tudo um Pouquinho - Copyright © 2016 - Todos os direitos reservados.
Layout e Programação HR Criações