25 de out de 2015


[Resenha] Magnífico - M.S. Fayes

Ficha Técnica

Título: Magnífico 
Autor: M.S. Fayes
ISBN: 978-85-9186-343-3
Páginas: 270
Ano: 2015
Editora: Publicação Independente
41Quando Lana Conner precisou recorrer à ajuda de suas amigas, Kate e Fay, ela mal poderia imaginar que sua vida estivesse à beira de uma reviravolta. Abandonada pelo namorado, grávida e sem perspectiva de trabalho, ela volta a morar com sua mãe no interior, até que uma situação exige que ela saia de seu casulo e retorne a Boston. John Reynolds é um renomado juiz, senhor do destino na vida de muitas pessoas, de repente se vê sem o controle de sua vida quando uma amizade inesperada surge entre ele e Lana. John se fechou para o amor, assim como Lana foge do mesmo sentimento. Mas bastou apenas um olhar para que soubessem que algo poderia mudar em suas vidas. Será que estão prontos para enfrentar as dificuldades do dia a dia? O que o futuro poderia reservar a estes dois para que se permitam a chance de um novo começo?

Resenha


Como venho dizendo desde que li Absoluto e Irresistível, Fayes sabe criar personagens, porque ela me prendeu definitivamente com sua Trilogia da Lei. Primeiro ela nos apresentou a determinada Kate e seu advogado Gabe Szaloki, um perfeito exemplar masculino de descendência húngara. Ainda no primeiro livro ela logo nos apresenta a Fay e Lana, amigas que dividem o apartamento em Boston enquanto estão terminando a faculdade e iniciando suas vidas profissionais. Logo no segundo livro, Irresistível, conheceremos mais a ruiva destemida Fay Williams e claro o lindo promotor Alexander Bergman. Pois bem, faltava conhecer a doce Lana Conner.

Nos livros anteriores pouco conhecemos a Lana, apenas sabemos que ela é do Kansas e que está em Boston para fazer faculdade e que está namorando com Paul Kingston, um mauricinho metido a besta de quem suas amigas não gostam nem aprovam o relacionamento. Após ser convencida pelo namorado de que deveria fazer uma viagem sem destino com ele, Lana se viu abandonada em um hotel de beira de estrada ao descobrir que estava grávida. Sem dinheiro suficiente para voltar à Boston, sua única saída era voltar para casa, para a fazenda da família.
Ela sentia falta das aulas, dos amigos, dos trabalhos e principalmente da convivência fácil com suas companheiras de apartamento.
Lana sentia-se mais triste ainda quando se lembrava de todos os avisos que as duas deram a respeito do mau caratismo de Paul Kingston. Ela sabia que ele era um rapaz mimado de fraternidade, que não apresentava objetivos na vida já que estava se garantindo na imponência do nome de sua família em Boston. A herança de sua família era mais do que suficiente para três vidas, dizia ele.
Pág. 08
Já consciente de que seu destino era mesmo ser mãe solteira, o que não seria algo tão ruim, afinal a mãe dela a criou da mesma forma e ainda cuidando de uma fazenda, Lana não imaginava que Paul voltaria a atormentar sua vida mesmo depois de ter rejeitado a ideia de que teria um filho. Mas ela estava enganada, e ele viria com todas as armas de que dispunha, entre elas, a influência de sua família para conseguir sempre o que deseja.
Lana sabia que o fato de ter largado a faculdade quase em vias de terminar, abandonar as amigas que tanto amava e ter que voltar para a casa de sua mãe no Kansas fora um retrocesso em tudo que ela sonhou para si mesma. Mas se tivesse que voltar atrás e perder a oportunidade de estar grávida daquela pequena vida que se mexia calmamente em seu ventre, ela não voltaria. Nunca poderia se arrepender do presente que recebera. Gerar e dar vida a um ser era um dom divino. Ela tinha certeza que estava escrito em sua história que aquele pequeno bebê deveria ser seu para ser amado e cuidado.
Pág. 07
Sabendo que para enfrentar uma batalha nos tribunais por conta do filho contra uma família poderosa ela precisaria da melhor ajuda jurídica que conseguisse, é claro que Lana só tem uma solução, voltar para Boston e pedir ajuda para Kate e Fay.

Seu retorno à Boston acaba sendo mascarado pelo aniversário de Gabe, por isso Lana decide que só contará seu verdadeiro motivo do retorno quando a festa acabar. Mas é durante a comemoração que ela conhece o juiz John Reynolds, amigo de Gabe e Alex.
Seu olhar se conectou a um par de olhos azuis maravilhosos que brilhavam ao longe. Mesmo dali de onde ela estava, Lana podia quase afirmar que os olhos daquele homem eram de um tom belíssimo de azul. Sem falar no porte magnífico que ele tinha. Sério, compenetrado e absolutamente estático, ele examinava o salão, também sozinho, como se estivesse apenas absorvendo a essência do lugar. Seu sembante era tão reservado que as pessoas sequer circulavam próximas a ele.
Pág. 22
Com o apoio de Gabe e seu escritório defendendo sua causa, aliado aos seus amigos, Lana pode sentir-se mais confiante no seu caso. E quando John é chamado para ajudar também devido aos contatos que tem, o convívio entre eles aumenta e vemos que de fato estão atraídos um pelo outro. Entretanto, ambos sentem-se receosos de como algo poderia acontecer entre eles. Lana se vê impossibilitada de ter qualquer relacionamento devido à sua gestação, imaginando que nenhum homem em sã consciência teria um romance com uma mulher grávida de outro homem. Já John vê o quanto ele é insensível, por sentir atração por uma mulher que vive um momento glorioso, gerando um novo ser, e ele vendo-a de outra forma.
John afirmava para si mesmo que seu relacionamento com Lana não tinha nada de sexual. Absolutamente nada. Até mesmo porque ela estava grávida. Muito grávida. Não que ele se importasse que ela estivesse grávida de outro homem, mas ele achava estranho cobiçar o corpo de uma mulher que estava servindo de invólucro para um ser humano. Até então ele a via com um ser intocável.
Pág. 71
Sério, a forma como o relacionamento deles foi surgindo foi escrito de maneira brilhante. Ambos são tímidos, então embora tenham sentido-se atraídos desde que se conheceram, nada mais aconteceu até ambos estarem preparados. Lana pelo seu histórico amoroso que culminou na situação em que se encontra atualmente e John pelo que passou recentemente, quando havia jurado não se envolver amorosamente com mais ninguém, apenas casos esporádicos.
Ela não conseguia entender como uma mulher pudera ter feito aquilo. John era um homem maravilhoso. Tanto por fora quanto por dentro. O que ele tinha de beleza clássica em seu rosto, ele exprimia em carisma e honestidade de sentimentos. Ele era absolutamente íntegro. Em uma palavra apenas que o resumisse: ele era magnífico.
Pág. 117-118
Eles são o que o outro precisa. O senso de proteção que John desenvolve por Lana e seu bebê, aliado ao poder que possuí, não somente do cargo que exerce como da família a qual pertence. Lana é o porto seguro do qual John necessita, a placidez, a calmaria que sua vida exige.

Claro que além de termos o casal protagonista, não posso negar que o fato de ver Kate, Gabe, Fay e Alex envolvidos na narrativa foi ótimo, afinal todos se uniram para ajudar Lana e com isso vemos um pouco mais dos personagens que nos conquistaram nos livros anteriores. Outro ponto positivo é que a Martinha continua intercalando os pontos de vistas dos protagonistas, nos ajudando a entender ambos os lados envolvidos no romance.
(...) Não há sequer qualquer explicação lógica para que nós seis estivéssemos navegando no mesmo barco, em tão pouco tempo.
- Você acredita que tudo isso é o quê, então? Uma teoria?
John olhou-a de maneira ardente.
- Não. Eu acredito que tudo isso é apenas o reflexo de um amor absoluto, irresistível e magnífico.
Pág. 183
Eu simplesmente amei o livro e o devorei em algumas horas. A estória é emocionante, o casal é apaixonante e nos vicia completamente nesse romance regado de muitos termos jurídicos, advogados, promotores, juízes, amizade, amor, cumplicidade.

Assim como Irresistível, Magnífico também está sendo publicado de maneira independente, então, para comprar vocês podem ir no site da Martinha ou na Amazon.
Comentários
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16 comentários:

  1. achei bem interessante o livro e gostei da tua resenha, tudo bem explicadinho mas sem dar spoilers como sempre, no momento não sei se leria mas vou adicionar nos meus desejados.

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    1. Dê uma chance para a série Emanoelle, é maravilhosa mesmo!

      Obrigada pelo elogio!!
      Bjussss

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  2. Oi ...
    Primeiramente eu adorei a capa :)
    Mas , tenho que admitir que não me senti atraída pela sinopse ...
    Beijos

    http://coisasdediane.blogspot.com.br/

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  3. Achei uma estória interessante, e diferente, com uma premissa que nunca tinha visto uma estória com uma sinopse dessas. É um livro que gostaria de ler, com toda certeza.

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  4. Gostei da sinopse.. e a resenha me deixou com mais vontade de ler o livro..

    Pelo visto terei que recorrer às obras anteriores..
    Só não sei quando...

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  5. Olá!!
    Quero muito ler essa serie desde que ouvi falar dela a primeira vez, então vou ler primeiro sua resenha do primeiro livro porque ainda vou ler o primeiro, mais depois volto aqui pra conferir sua resenha!!
    Bjocas

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  6. olá, acho que leria apenas pelo o fato da capa ser lindaaa, sinceramente não consegui gostar a essência do livro mas como eu só li uma resenha posso estar totalmente equivocada, então o que e resta é lê-lo e tirar minhas próprias conclusões

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  7. Olá, Lay.
    Eu não sou tão fã assim de romance, mas esse livro já ganha pontos comigo, de início, por não possuir uma estrutura totalmente clichê. Isso me anima demais, porque clichê não é comigo. s
    Acredito que eu vá gostar de acompanhar a jornada da protagonista na luta para garantir seus direitos como mãe e também na descoberta do amor.

    Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de outubro. Serão seis livros para três vencedores.

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  8. O começo da sinopse me lembrou um pouco o livro O Homem Perfeita, gostei bastante da sua resenha, não conhecia a autora e nenhuma das suas obras, parece muito bom esse livro, vou ver a possibilidade de ler ele.

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  9. Sua resenha está muito boa, mas bom, sinceramente não tenho muito interesse na série desse livro, pois lendo um pouco sobre a história vi que ela não me chamou muito a atenção, então por esse motivo não pretendo ler.

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  10. Devo admitir que quando comecei a ler a resenha o livro não tinha despertado o meu interesse, mas depois que cheguei ao final fiquei com vontade de quero mais.

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  11. É tão raro ver grávidas em capas de livros ne? Eu achei esse lindo demais!
    A sinopse achei meio fraca, mas lendo a resenha vi que se trata de uma historia de uma mulher forte. Gostei da forma que escreveu sobre a evolução do casal, acho q isso torna tudo mais real, como é normalmente com a gente.
    Muito bom ter essa alternancia do ponto de vista dos personagens, para mim é o melhor jeito para gente se envolver com a trama.
    Esse quero ler mesmo, gostei da historia.
    Beijos.

    https://meumundinhoficticio.blogspot.com.br

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  12. Oi, Lay!

    Obrigada pela resenha, amoreca! Como sempre vc arrasa! O livro da Lana exigiu de mim todo o romantismo que eu pudesse imprimir... fico feliz que aos seus olhos consegui. Quanto ao ser clichê... bom..eu sou super fã de clichês. Acredito que existem autores e autores. Alguns são bem profundos e outros são mais lights, apenas querendo apresentar um romance descontraído para um fim de tarde. Acho que sou desse grupo e com certeza não escaparia do clichesismo, porque o que seria de um bom romance sem os elementos básicos de encontro, afinidade, desencontro e final feliz?
    Fico muito feliz por cada um que se dispõe a ler e pelos que tb não se dispõem. O nosso universo literário é assim... tem livro pra todo mundo, tem leitor pra todos os autores, e autores para vários leitores... e por aí seguimos.

    Obrigada pelo apoio sempre, sua linda!

    Bjuu

    M.S. Fayes

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    Respostas
    1. Martinha, concordo com você quando diz "o que seria de um bom romance sem os elementos básicos de encontro, afinidade, desencontro e final feliz?" eu amo um bom clichê, sendo bem escrito.
      Eu que agradeço imensamente a oportunidade de ler os seus livros, obrigada mesmo, você me conquistou com a Trilogia da Lei. Agora é partir para O Retrato da Condessa ;)

      Beijossssss

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