11 de nov de 2015


[Conhecendo o Autor] Victor Bonini


Salve, pessoal do blog “De tudo um Pouquinho”! Fui convidado pra falar sobre mim nesta página (#egocêntrico) e vou contar minha trajetória literária até publicar meu primeiro romance policial, Colega de Quarto, que saiu agora em 2015 pela Faro Editorial. E como eu não dispenso uma boa trama policial, que tal fazer este texto na mesma estrutura?


O ASSASSINO E SEU CRIME (leia-se: meu perfil)

Sou acusado (e culpado!) de ser um amante de histórias policiais! Em tudo: livros, filmes, séries, jogos...Mas não se engane: não dispenso livro de gênero nenhum – caiu na mão, eu leio. Vivo em São Paulo, tenho 22 anos, me formei em jornalismo e trabalho como repórter na TV Gazeta, na capital paulista. O que mais? Morei em Vinhedo, no interior do estado, durante minha infância e adolescência. Sou daquelas pessoas que não andam sem um livro à mão. Tenho o hábito de ler as pessoas por meio das obras que elas leem (dá para aprender muito sobre cada um assim, experimente que você vai perceber).

O MOTIVO DO CRIME (leia-se: por que ingressei no romance policial)

Decidi que queria ser escritor por causa do efeito que os livros causam nas pessoas: reflexão, aprendizado, as mais diversas emoções... Você, leitor, deve me entender. Eu queria fazer igual. Queria também surpreender, causar frio na barriga, fazer as pessoas devorarem uma história instigadas por um mistério... E que gênero é assim por excelência? Voilà! O romance policial (“elementar, meu caro Watson”). Minha maior alegria com Colega de Quarto foi saber que muita gente está lendo e ficando de queixo caído no final. Por sinal, a resposta dos leitores não poderia ter sido melhor. Sinto que todo mundo que fecha a última página sente uma urgência pra vir falar comigo (não é à toa que eu deixei minhas redes sociais indicadas na orelha do livro) e dizer se acertou o final, se errou, se pelo menos seguiu um caminho certo até a solução do crime...

A ARMA DO CRIME (leia-se: a escrita) 

“Bonini, o seu livro é autobiográfico? Você via um colega de quarto imaginário? Não? Mas então é inspirado um pouquinho no que você viveu, né?” 

Sim, eu já ouvi essa pergunta mais de uma vez. Por quê? É que durante meus quatro anos de faculdade, morei sozinho em um prédio na região da avenida Paulista,em São Paulo (se você não conhece a área, spoiler: É MUITO MOVIMENTADA).Imagine o barulho. É uma orquestra de ônibus, carros, motos, muita gente nas calçadas... Eu tinha que lidar com essa sinfonia todo santo dia. E por causa disso, acontecia de eu acordar no meio da noite com algum barulho que eu não fazia ideia do que era. Eu não me importava, mas comecei a pensar que muita gente morreria de medo morando num apartamento com tantos sons estranhos. Alguns capazes de deixar alguém louco, pensei. Esse foi o pontapé pra eu começar a criar a história de Colega de Quarto. A escrita, em si, demorou mais ou menos nove meses (“nossa, Bonini, você pariu um livro”, sim, eu já ouvi isso). No mesmo dia em que terminei (dia 13 de setembro de 2013, lembro até hoje – era sexta-feira 13), imprimi duas vias para a primeira revisão: uma pra mim e outra pra minha namorada.Também enviei o livro por e-mail para um amigo que sempre lia meus textos e nós três revisamos. Já deu pra cortar e corrigir muita coisa nessa primeira revisão, assim como fazer alterações importantes na história.


A DESCOBERTA DO ASSASSINO (leia-se: as investigações até descobrir uma editora)

Uma vez arrumada essa primeira versão do livro, comecei a enviar o texto para várias editoras. E aí foi a parte mais difícil. Problema nº 1:quais editoras publicariam meu livro? Pra saber com exatidão, passei (grosso modo) a frequentar diariamente livrarias e visitar a seção de romance policial. Lá, eu procurava quais editoras publicavam o gênero. Voltava para casa, entrava nos sites das editoras e me certificava sobre quais delas aceitavam originais. Fiz uma listinha de editoras com que eu julgava ter mais chances e enviei o original (alguns por e-mail, outros por correio mesmo). E eis o problema nº 2: nem todas as editoras que dizem aceitar originais conseguem ler todos os arquivos. Afinal, são muitos! Então não recebi resposta de várias editoras (inclusive até hoje!). É nesse ponto que o escritor precisa aprender a chamar atenção para o seu livro. Uma boa apresentação (com uma sinopse clara e instigante, por que não?) faz toda a diferença. Você precisa vender seu peixe. O importante é ter um “plano de ataque”, como eu tinha o meu, e não desistir. No fim, consegui contato com a Faro Editorial... E deu certo!

VAI MATAR DE NOVO? (leia-se: próximos projetos?) 

Sim, novos crimes vêm aí! Só não adianto quais porque ainda está na base do projeto. E não quero atiçar a curiosidade de quem está esperando por novos mistérios (será que já aticei?). Quero, antes de mais nada, continuar com essa interação incrível com os leitores. Saber o que as pessoas estão achando e ouvir feedback é a melhor coisa agora e vou aproveitar cada milímetro desse degrau! Você que já leu ou vai ler Colega de Quarto, me diz o que achou! Você me acha fácil, fácil:
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♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

Curtiram conhecer um pouco do Victor? Pois eu também amei conhecê-lo na Bienal, quando fui pegar o autografo da Auri e por falar nisso, já viram a resenha que ela fez de Colega de Quarto? Fiquei na curiosidade depois disso e terei de ler também ;)

 

Comentários
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8 comentários:

  1. Oi Layane! Não conhecia o Victor ainda, mas gostei de saber sobre ele. Acho interessante ver como os escritores passaram a fazer arte com as palavras. Me ajuda a pensar na possibilidade de um escrever um livro também. Adorei o modo como ele introduziu cada parte da entrevista (O assassino e seu crime, a arma do crime, etc). Deu um tom cômico à entrevista, haha.
    Abraços! ;)

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  2. Como já li a obra e adorei cada detalhe do enredo, gostei bastante da postagem e de conferir um pouco mais sobre o autor.
    Acho legal ele ter deixado essa comunicação aberta com os leitores; isso é essencial para o sucesso como escritor.
    Agora, fiquei curioso quanto aos novos projetos. rs

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  3. Lay!
    É tão bom poder saber e conhecer um pouco mais sobre o autor e sua obra, pequenos detalhes que fazem toda diferença.
    Está na lista dos meus desejados e espero poder ler em breve.
    cheirinhos
    Rudy

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  4. Oi Lay, nunca tinha ouvido falar desse autor, e nunca li um romance policial gostei das respostas dele com certeza vou ler o livro dele bjs

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  5. Ah, que legal!
    Sucesso para o autor, acho romances policiais muito legais.

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  6. Ola!!
    Ganhei esse livro e estou ansiosa por recebe-lo não vejo a hora de ler esse livro. Amei conhecer um pouco sobre o autor.
    Bjocas!!

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  7. Sou louca pra ler o livro colega de quarto, assim que li a resenha aqui, coloquei imediatamente o nome do livro má minha lista pra comprar! Tem até um filme com esse msm nome, eu até achei que fosse baseado no livro, mas as histórias são completamente diferentes.

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  8. Legal conhecer mais um autor e sua obra. Achei bem criativa a forma de elaborar as perguntas, fazendo referência aos crimes.

    Deve ser muito angustiante a espera da resposta das editoras, nossa.

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