2 de nov de 2015


[Resenha] Laços de Pecado - Nora Roberts

Ficha Técnica

Título: Laços de Pecado
Título Original: Born in Shame
Autor: Nora Roberts
ISBN: 978-85-286-1328-5
Páginas: 322
Ano: 2010
Tradutor: Vera Bandeira
Editora: Bertrand Brasil
41Depois de Maggie e Brianna Concannon, protagonistas dos primeiros volumes da Trilogia da fraternidade, agora é a vez de o leitor conhecer Shannon Bodine, talvez a mais audaciosa das irmãs Concannonn. Nora Roberts finaliza sua saga irlandesa, que possui raízes autobiográficas, com um enredo comovente. Bodine abandona sua carreira como artista gráfica numa famosa agência de publicidade em Nova York movida pela descoberta da identidade de seu verdadeiro pai. Relutante, realiza o desejo de sua mãe, já falecida, e parte para o Condado de Clare. Lá encontra, além das origens familiares, seu grande amor. Lendas, misticismo e a bela paisagem da Irlanda compõem Laços de pecado, terceiro volume desta trilogia de Nora Roberts, composta por incríveis histórias de vida e de paixões arrebatadoras.

Resenha

Esse livro faz parte de uma trilogia, portanto, contém spoilers do livro anterior, Laços de Fogo e Laços de Gelo

Então, como tinha dito na resenha anterior, Laços de Gelo, as irmãs Maggie e Brie descobriram novidades sobre o passado de seu pai. Não era segredo para ninguém em todo o Condado de Clare que o casamento de Tom e Maeve Concannon não tinha amor. A atração inicial entre eles, que gerou Maggie, sumiu e o casamento como manda a lei da igreja (que os irlandeses levam muito a sério) que veio daí não podia ser pior. Mesmo tendo outra filha, dessa vez fruto da relação com seu marido, Maeve nunca tornou a vida de ninguém fácil dentro de casa. Tudo bem, ao longo dos livros descobrimos também algumas coisas que explicam o motivo dela ser assim, mas não justificam de maneira alguma a forma como infernizava a vida de todos.

Em Laços de Gelo, Brie descobre cartas que o pai recebeu guardadas em uma caixa no sótão e com isso vem também a descoberta de um caso que ele teve, quando Brie ainda era um bebê. Esse caso gerou uma criança e Maggie e Brie estão decididas a encontrar essa mulher que o pai amou.

Com o apoio de Rogan, que contratou um detetive, elas chegam à Shannon Bodine, filha de Amanda Bodine, a mulher por quem Tom se apaixonou. Shannon é uma mulher bem resolvida, tem o emprego que sempre quis em uma grande agência de publicidade em Nova Iorque e acabou de receber a promoção que tanto almejava. Também tinha um relacionamento amoroso com um homem também bem sucedido e tudo estava certo, até o dia em que a doença de sua mãe piorou e ela voltou para casa para ficar próxima dela nos últimos momentos.

Mas antes de falecer, Amanda contou a Shannon a realidade sobre seu passado e suas raízes. Sem chão ao descobrir que o homem que amou a vida inteira como pai, na verdade não era seu pai biológico, a perda da mãe no mesmo dia e a visita de um detetive na mesma semana, Shannon não sabia o que pensar dessas duas mulheres que sabia serem suas irmãs de sangue, mas que não tinha nenhuma ligação com ela.

Entretanto, ao retornar ao trabalho e não conseguir focar no que melhor sabia fazer, Shannon se vê voando em direção à Irlanda para conhecer essas mulheres e sua terra de origem. Chegando lá, o que a gente percebe logo de cara é o quanto Shannon é parecida com Maggie no temperamento e, é claro, que se bicam desde o início e Brie tenta como sempre amenizar as coisas.

Quando chega à Irlanda, Brie, já casada com Gray, acabou de ter sua filha Kayla, então ela percebe o quanto suas irmãs são felizes em seus casamentos e suas vidas tão inusitadas: Maggie, uma artista do interior conhecida internacionalmente casada com um grande empresário (digo grande mesmo, o cara tem um avião particular, uma vila no sul da França e tantas outras coisas, uhuuu, kkk) que dividem seu tempo morando parte do ano em Clare e parte em Dublin com o pequeno Liam (filho deles) e Brie, empresária casada com um escritor também conhecido internacionalmente que mora agora no interior da Irlanda e não poderia estar mais feliz do que agora com uma esposa e uma filha.

A sensação que temos ao ver sua chegada é de que ela não quer se encaixar naquela realidade, naquela paisagem, mas a descrição do lugar feita pela Nora é tão perfeita que acho difícil alguém não se encantar pelo lugar, suas tradições, o misticismo que paira no ar. Ainda mais porque Shannon é uma artista. Embora não tenha seguido a carreira de pintora como sua mãe gostaria, ela cria campanhas maravilhosas para seu trabalho, mas nas horas vagas pinta suas telas para relaxar e se encontrar.

Outra pessoa que foi mais do que feliz em conhecer a nova irmã Concannon foi Murphy, que acredita que ela é a mulher por quem ele sempre esperou. Se tem algo que amei ainda mais nesse livro foi poder conhecer um pouco mais desse personagem que me conquistou desde o primeiro livro. Murphy é um homem de mil e uma facetas. Ele sabe que sua vida está nas terras que herdou do pai, ama trabalhar com os bichos, as plantações, mas vamos conhecendo o outro lado, de sua paixão pela música, como toca vários instrumentos, canta, dança, um homem versátil e conquistador.
Uma pintura viva, pensou. O próprio homem irlandês. Sim, era exatamente isso, concluiu - os longos braços musculosos com a camisa enrolada até os cotovelos, o jeans que já fora lavado dúzias de vezes, as botas que tinham andado incontáveis quilômetros. A aba do boné abaixada para proteger os olhos, mas que não podiam apagar aquele rico azul surpreendente. O rosto quase miticamente bonito.
Um homem com H maiúsculo, refçetiu. Nenhum refinado executivo, andando pela Madison Avenue num terno de mil dólares, levando uma dúzia de rosas nas mãos manicuradas exalaria um ar de tanta prosperidade quanto Murphy Muldoon, caminhando pelo campo com suas botas surradas e um ramo de flores silvestres.
Pág. 117-118
Claro que Shannon se vê rodeada de atenção por parte de Murphy enquanto Rogan a convence a assinar um contrato com ele para que possa vender suas pinturas. Para ela tudo está acontecendo muito rápido, afinal, foi para a Irlanda para passar apenas umas poucas semanas de férias e se vê em meio a um turbilhão de novas emoções e situações com o que lidar.
- Estou feliz por ter encontrado você sentada no meu muro, Shannon Bodine. Vou ter alguma coisa em que ficar pensando pelo resto do dia.
Perturbada pelo modo como seus joelhos fraquejaram, ela os endireitou, erguendo a cabeça.
- Murphy, você está flertando comigo?
- Parece que estou.
Pág. 92
Mas caberá apenas a ela decidir o que será do seu futuro. Voltar para Nova Iorque onde não tem amigos, apenas conhecidos de trabalho ou ficar na Irlanda onde tem uma família com quem vem convivendo nas últimas semanas, com um homem que declara abertamente seu amor por ela para quem quiser ouvir.
- A fé é uma espécie de lembrança, Shannon. Deve valorizar suas lembranças, em vez de se deixar machucar por elas. - Afastou uma lágrima do rosto dela com o polegar. - Você está bem agora? Posso ficar, se quiser, ou chamar Brie para fazer-lhe companhia.
- Não, estou bem. Obrigada.
Pág. 206
Só tenho a dizer que a Nora como sempre sabe como nos prender e nos conquistar. Amei ter tido a oportunidade de ler a Trilogia da Fraternidade e que venham mais livros da diva!

Até a próxima queridos!!!!

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Comentários
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15 comentários:

  1. Lay, você consegue transpassar através das suas resenhas, todo o seu envolvimento com o livro. Isso é legal!

    Quanto ao livro, não me interessei nem um pouquinho...
    E a capa?? Essa também não me agradou...

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  2. Olá, Lay.
    A premissa é interessante, mas por fazer parte de uma trilogia, não sei se leria.
    Quanto a decisão que a protagonista precisa tomar, acho que não é muito difícil escolher. rs
    Ótima resenha.

    Desbrava(dores) de livros - Participe do top comentarista de novembro. Você pode ganhar um livro incrível!

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  3. Layane, com essa resenha fiquei super curiosa pra ler esse livro :D

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  4. Muito boa a resenha! Faz muito meu estilo de livro, já li muitos assim que contam a história de cada um da família, tipo Os bridgertons! Adoro rs Quero muito ler, vou pôr na minha lista....

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  5. Oi Layane! Ainda não tinha ouvido falar dessa série de livros. Adorei ver que eles têm uma pontinha de mistério, gosto muito de livros desse tipo. Abraços! :)

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  6. Layane, mulher, corri quando vi o aviso em vermelho que pode ter spoiler na resenha.
    Só posso dizer que o livro deve ser perfeito porque a Nora é perfeita <3
    Beijos
    Balaio de Babados

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  7. EI Layane

    Eu quero essa trilogia! Li só o primeiro, faz séculos, até ele teria que reler acho rs, e depois não de continuidade. Nem li a resenha toda pra evitar spoiler rs.
    bjs

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  8. Ainda não li nenhum livro dessa trilogia, quero muito, Nora é ótima e essa resenha me deixou ainda mais interessada em conferi isso tudo.

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  9. Lay
    É uma das séries mais antigas dela e nem por isso deixa de ser boa, não é mesmo?
    Gosto demais da forma como a Nora pega um tema, desenvolve e no final tudo acaba em romance.
    Bom demais!
    “Jamais se desespere em meio as sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.”(Provérbio Chinês)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  10. Olá!!
    Nora Roberts é mesmo diva, como não amar as historias criadas por ela, essa trilogia não conhecia, mais ja gostei estou acrescentando a lista de desejos agora mesmo.
    Bjocas

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  11. Ainda não li nada da Nora Roberts e também não conheço a trilogia citada, comecei a ler msm dizendo que tinha spoiler, mas depois desisti de continuar, pois tenho a intenção de ler a trilogia, parece muito boa!

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  12. Eu ainda não li nem um livro da Nora Roberts, mas vejo muitos comentários positivos referentes aos livros dela, e por esse motivo tenho diversos em minha lista de leituras, não conhecia essa série, mas lendo sua resenha a história parece ser bem interessante.

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  13. Adorei a resenha, mas o livro... não. Achei cansativo, acho que eu não iria me entregar à leitura e acabaria abandonando. E sou do tipo que julga o livro pela capa e sei lá, essa capa não me atraiu muito...
    Bjssss

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  14. Já li essa trilogia umas 2 vezes e gostei muito. Nora Roberts é minha escritora favorita e tem tem um jeito especial de escrever as trilogias. Amo todos seus livros!!!

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  15. Fica na Irlanda, fica, fica!! hahaha

    Não conhecia essa série ainda, logo, nem esse livro (e que capa feia, diga-se de passagem).
    Mas parece ser uma historia muito boa, recheada de elementos, como é o tipo de Nora.

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