20 de mar de 2016


[Resenha] A Indomável Sofia - Georgette Heyer


Ficha Técnica

Título: A Indomável Sofia
Título Original: The Grand Sophy
Autor: Georgette Heyer
ISBN: 978-85-01-40122-9
Páginas: 406
Ano: 2016
Tradutor: Neide Câmera Loureiro
Editora: Record
16Sofia Stanton-Lacy é alegre, impulsiva e de uma franqueza desconcertante, características que não combinam com o que se espera de uma mulher em sua posição na sociedade londrina do início do século XIX. Educada durante as viagens de seu pai, órfã de mãe, ela chega à casa de sua tia em Berkeley Square para derrubar as convenções e surpreender a todos com seus modos independentes e sua língua afiada. E Sophy parece ter chegado no momento certo: seus primos estão com muitos problemas. O tirânico Charles está noivo de uma jovem tão maçante quanto ele, já Cecilia está apaixonada por um poeta, e Hubert tem sérios problemas financeiros. A prima recém-chegada decide então ajudar a todos com sua determinação e impetuosidade, e acaba enfrentando agiotas, roubando os cavalos de seu primo e atirando de raspão em um honrado cavalheiro. Embora sejam sempre mirabolantes e arriscados, seus planos sempre dão certo e tudo parece estar sob seu controle. O que ela não espera, porém, é que seu primo Charles, que aparentemente não vê a hora de arrumar um marido para ela, de repente passa a enxergá-la com outros olhos...

Resenha


Todo já sabem que adoro um bom romance, não é verdade? Pois então, quando houve a chance de conhecer a escrita de outra autora me agarrei a essa oportunidade e que delícia foi ler A Indomável Sofia, Heyer foi extremamente feliz ao criar essa personagem tão a frente do seu tempo. 

Sofia Stanton-Lacy é órfã de mãe desde os cinco anos. Criada com o pai, Sir Horace, babás e governantas enquanto era arrastava por diversos países por conta da atuação do pai como diplomata, Sophy não frequentou colégios nem teve uma educação dentro dos padrões da sociedade na época. Agora, com vinte anos, seu pai precisa viajar ao Brasil e como o país é muito longe ele decide que dessa vez não levará a filha, e pede que sua irmã, Lady Ombersley, seja responsável por Sophy enquanto ele está fora do país e a ajude a conseguir um casamento nesse período, uma vez que ela já passou da idade de ser apresentada à Sociedade e de ter se casado, quase já sendo considerada uma solteirona. Depois de ver o título do livro e a conversa de Sir Horace com a irmã, logo deduzi que Sophy traria uma revolução à Berkeley Square e aos seus moradores.

Logo que chegou à casa da tia, uma revolução aconteceu, tudo em Sophy é intenso, sua chegada, os presentes que trouxe para seus pequenos primos, mas a principal mudança será sentida pela família enquanto a jovem estiver em Londres com eles.
- (...) Prima, meu tio Horace nos informou que você era boazinha, que não nos causaria problemas. Está conosco menos da metade de um dia. Estremeço ao pensar na devastação que terá provocado no final de uma semana!
Pág. 67
Logo que chegou na casa da tia, Sophy sentiu que todos precisavam de ajuda e ela, corajosa e destemida, iria fazer de tudo para ajudar seus parentes. A casa, ao contrário do correto na época, era comandada pelo filho mais velho, Charles Rivenhall, que aos vinte e seis anos teve de assumir a responsabilidade após a inabilidade do pai em gerir as rendas da família e quase os levarem a decadência, não fosse a herança que recebeu de um tio. Isso fez com que ele se torna-se muito duro com os irmãos mais velhos e com os pais, o que faz com que o clima na casa seja sempre muito pesado. Não bastasse isso, ele está noivo de uma jovem maçante, Eugenia Wraxton, que também não ajuda em nada o clima em Berkeley Square quando está por lá.

Acharam pouco? Cecilia, a irmã mais velha de Charles, está com dezenove anos e quase comprometida com Lorde Charlbury, mas quando esse fica doente ela acaba se apaixonando pelo poeta Sr. Fawnhope, que não é aceito pela família dela, afinal, ele é um filho mais novo, sem nenhuma perspectiva de emprego remunerável em vista e tão pouco se preocupa com isso. Também teremos situações com os outros primos e que, na maioria dos casos, fogem do conhecimento dos pais e de Charles. Embora nem todos os primos apareçam (Hubert, Selina, Theodore, Gertrude e Amabel) o pouco que conhecemos deles mostra que são extremamente divertidos.
- Não é bem isso, ele tentou me assustar para que eu o pagasse ou lhe desse meus brincos de pérolas. Mas Hubert avisara-me com que espécie de pessoa eu teria de lidar, e tomei a precaução de levar minha pistola.
- O quê?
- Ela se surpreendeu e tornou a erguer as sobrancelhas.
- Minha pistola - repetiu.
Novamente o orgulho ferido de Charles exprimiu-se por descrença.
- Isso só pode ser tapeação! Gostaria que contasse a verdade! Não me peça que acredite que carrega uma pistola na bolsa. Pois eu lhe digo que nisso não acredito!
Ela se levantou rapidamente com uma centelha no olhar.
- Deveras? Espere! Não me demoro mais do que uns minutinhos!
Movendo-se agilmente, ela saiu da sala, reaparecendo logo depois com sua arma de prata na mão.
Pág. 262
O humor afiado, sua coragem, determinação em enfrentar os problemas de frente para ajudar quem gosta e sua falta de filtro com o que fala e com quem fala tornou o livro absolutamente delicioso. Eu só queria ler e ler e ler ainda mais. Apesar das 406 páginas eu queria mais, queria saber outras loucuras que Sophy iria aprontar, rir com seus planos mirabolantes.

Adorei a escrita da Georgette Heyer, os personagens que ela criou, a forma como conduziu a narrativa, apresentada em terceira pessoa, a extrema mudança para melhor na família após a chegada de Sophy, enfim, adorei tudo mesmo e, como eu já disse, queria mais.

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Comentários
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6 comentários:

  1. Olá, Lay.
    Não curto muito romances de época, mas esse eu leria com certeza. Sofia parece ser uma mulher incrível, principalmente por causa dessa falta de filtro na boca. Adoro personagens assim! Além disso, ela parece trazer um contraste imenso para a obra, visto que o resto dos personagens não aparentam ser tão indomáveis.
    Ótima dica.

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  2. Olá Lay!!!
    Amo romances e de época então...e com uma mulher de personalidade forte como Sofia deve realmente ser muito bom...Leria com certeza.
    Valeu pela dica.
    Tenha uma ótima semana.

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  3. adoro livros deste tipo mas gosto mais ainda daqueles do tipo dos bridgsrton e o clube dos canalhas! deve ser mto bom. mto obrigada valeu pela dica

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  4. Lay!
    É o livro que gosto de ler, romance e humor, tudo de bom, sem contar que a protagonista deve ser magnífica.
    Fiquei bem curiosa.
    “Saber de cor não é saber: é conservar aquilo que se deu a guardar à memória.” (Michel de Montaigne)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de março com 4 livros 3 ganhadores, participem!

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  5. Olá...
    Adoro romances de época e Sofia parece ser realmente uma protagonista forte e engraçada. Com certeza é mais um livro que vai entrar pra minha 'pequena' lista.
    Beijinhos

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  6. Ooiii gata! Sou apaixonada por romances de epóca,e esse livro me conquistou só pela capa <3 mas ao ler a resenha fiquei com ainda mais vontade de ler. Já entrou na minha lista!

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