22 de mai de 2016


[Resenha] O Juiz do Egito: Sob a Pirâmide - Christian Jacq


Ficha Técnica

Título: Sob a Pirâmide
Título Original: Le Juge D’Égypte - La Pyramide Assassinée
Autor: Christian Jacq
ISBN: 978-85-286-1761-0
Páginas: 334
Ano: 2016
Tradutor: Maria Alice Araripe
Editora: Bertrand Brasil
16Primeiro volume da nova trilogia do autor best-seller da série Ramsés. Ao ser convocado para investigar as mortes misteriosas de cinco vigilantes sob o grande túmulo de Quéops a esfinge de Gizé , um jovem, inteligente e incorruptível juiz novato vê-se jogado em um viveiro de ganância e corrupção. Sua recusa em assinar um documento que não parecia fazer sentido o leva a descobrir uma trama monstruosa para assassinar o faraó Ramsés, o Grande. Com a ajuda de seu irmão de sangue e de uma bela jovem médica por quem é apaixonado, ele luta para expor a verdade, resolver uma série de assassinatos brutais e frustrar uma tentativa descarada de golpe de Estado. Mas será ele capaz de sobreviver no processo?

Resenha


Paser tem apenas 21 anos e já é um juiz renomado em sua cidade natal. Convocado para trabalhar em uma das maiores cidades do Egito, Paser não pensa duas vezes antes de aceitar o convite. Ao chegar em Mênfis, o jovem juiz percebe que a justiça do local é movida muito mais pelo poder do que pelos fatos. Íntegro do jeito que é, Paser não admite abrir mão da verdade em detrimento de alguns, o que complicará bastante a vida dos fora da lei.

A situação piora mais, quando Paser se torna o responsável de um intrigante acidente: cinco vigilantes da esfinge de Gizé são declarados mortos, porém a papelada não está batendo com os fatos. Decidido a investigar melhor o tal acidente, antes de tomar qualquer decisão, Paser irá se deparar com fatos totalmente maquiados e abafados pelos ricos do antigo Egito, e caso o juiz não tome cuidado, poderá ser uma vítima fatal desse sistema corrupto.
– A justiça é tão complexa…
– Não é a minha opinião: de um lado, a verdade; do outro a mentira. Se cedermos a esta última, mesmo que seja um tanto da grossura de um fio de cabelo, a justiça deixará de reinar.
P. 39
“O Juiz do Egito: Sob a Pirâmide” é o primeiro volume de uma trilogia. O livro foi originalmente publicado em 1993 aqui no Brasil, e está recebendo uma nova capa e edição. Escrito por Christian Jacq, um autor francês com mais de 30 títulos publicados no país, a maioria deles se passando no Egito, “Sob a Pirâmide” trás bastante detalhes da sociedade egípcia, o que torna a narrativa bastante realista, mesmo para quem não é familiarizado com a cultura do local e da época.

A escrita de Jacq é muito boa, porém é uma narrativa que se desenvolve basicamente através de diálogos. Os capítulos não são longos e as ações se desenrolam de uma forma rápida, mas, ao observar por uma ótica mais ampla, o autor acaba deixando de lado o mistério principal, para ir desenvolvendo situações menores e corriqueiras.
– Se a justiça desistir, a violência reinará no lugar do faraó.
– A sua vida não é mais importante do que a lei?
– Não, Kem.
– Você é o homem mais inabalável que já encontrei.
P. 151
O livro tem uma atmosfera de mistério, logo se espera que para descobrir o que realmente aconteceu na esfinge, o juiz Paser terá que coletar pistas para poder solucionar o caso. Não é bem assim que acontece; enquanto vai tentando resolver este caso em especial, o juiz e seus colaboradores encontram tempo para muitos outros casos pequenos e sem grande importância.

Apesar deste fato ter comprometido um pouco meu julgamento do livro, não fez com que o mesmo se tornasse uma leitura ruim. “Sob a Pirâmide” é um livro bom, sem dúvidas, que conta com personagens bem escritos e uma história em sí bem atual, apesar de se passar em uma época totalmente diferente. Certamente o que mais gostei da leitura foi exatamente isto, essa riqueza de detalhes nas descrições do Egito.
Saindo de si mesmo, indiferente ao vento e aos açoites dos grãos de areia, Paser mergulhou no espaço infinito. Sol vazio, luz imóvel… Não era assim tão fácil morrer. O juiz não se mexia, convencido que deslizaria para o sono derradeiro.
P. 245
Com esta nova edição, que possuí uma capa belíssima, novos leitores poderão conhecer o trabalho de Christian Jacq, e se envolver com os segredos e mistérios do antigo Egito. Como a trilogia já foi escrita há muitos anos, resta esperar que a Bertrand Brasil não demore de relançar os dois próximos volumes, afinal ainda há muitas questões em aberto para serem solucionadas.

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Comentários
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6 comentários:

  1. Eu ainda não conhecia essa Trilogia...gosto muito de hsitórias ambientadas no misterioso Egito,e a sinopse me agradou muito.
    Valeu pela dica.

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  2. Oi Tacio!
    Apesar de ter sido uma obra publicada antes aqui no Brasil não tinha ouvido falar dela. Confesso que por não ser muito o meu gênero de livro e tbm não me empolguei muito com o enredo, acabaria por não ler o livro :/

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  3. Ola Tácio, boa noite !
    Gosto bastante de livros policiais, acho que são envoltos em um mistério que deixa a gente angustiado para saber o que acontece e como aquilo vai se resolver. Alem disso, encontro nesse livro muito conhecimento. Não foi comum a escolha dele de falar sobre o Egito, isso me deixou bastante curiosa.

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  4. Olá, Tácio.
    Li o livro recentemente e gostei bastante. Aliás, concordo com tudo em sua resenha. O aprofundamento na cultura egípcia é excelente e é um dos pontos altos na obra. Ademais, o livro também merece destaque pelos bons personagens.
    Houve alguns desvios no desenvolvimento, como você bem disse, mas isso não prejudica a leitura.

    Desbravador de Mundos - Participe do top comentarista de maio. Serão três vencedores!

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  5. wow que diferente. amo livros com esta tematica e acho eles tao raros! quero suuuuper ler! super mesmo

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  6. Duas coisas me incomodaram muito na história: Paser com apenas 21 anos e já juiz - e apesar de todas as explicações, não fui convencida, aliás, quase todos os personagens têm pouca idade - e, como você citou, a narrativa que se desenvolve basicamente de diálogos. São somente falas, os personagens não têm trejeitos, não se movem, não fazem nada enquanto falam.

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