4 de out de 2016


[Resenha] Magônia - Maria Dahvana Headley

Ficha Técnica

Título: Magônia
Título Original: Magonia
Autor: Maria Dahvana Headley
ISBN: 978-85-01-10588-2
Páginas: 307
Ano: 2016
Tradutor: Alda Lima
Editora: Galera Record
60Uma fantasia original com ótimos personagens, complexidade emocional e um universo fantástico. Aza Ray nasceu com uma estranha doença incurável que faz com que o ato de respirar se torne mais difícil. Aos médicos só resta prescrever medicamentos fortes na esperança de mantê-la viva. Quando Aza vê um misterioso navio no céu, sua família acredita que são alucinações provocadas pelos efeitos do medicamento. Mas ela sabe que não está vendo coisas, escutou alguém chamar seu nome lá de cima, nas nuvens, onde existe uma terra mágica de navios voadores e onde Aza não é mais a frágil garota enferma. Em ''Magônia'', ela não só pode respirar como cantar. Suas canções têm poderes transformadores e, através delas, Aza pode mudar o mundo abaixo das nuvens. Em uma brilhante e sensível estreia no gênero young adult, Maria Dahvana Headley constrói uma fantasia rica em nuances e cheia de simbolismo.

Resenha


Aza Ray, desde o seu nascimento possui uma doença rara, mas que nenhum médico conseguiu achar cura: seus pulmões são frágeis, e respirar é um ato que a cada ano que passa se torna mais difícil. Certo dia, Aza avista um navio em meio às nuvens, e tem certeza que escuta uma voz lá de cima chamar o seu nome. Quando compartilha de sua visão com seus familiares, todos acreditam que Aza está alucinando devido aos efeitos dos muitos medicamentos que toma.

GER_SELO_PARCEIROS_2016_GALERA-7lahjFicando mais e mais debilitada com o tempo, Aza continua tendo visões e ouvindo vozes, até que uma tragédia acontece, e a menina é transportada para Magônia, uma terra que fica acima das nuvens, onde navios voadores tomam os céus e os seus habitantes possuem pássaros em seus pulmões, sendo capazes de cantar mágicas canções. Confusa com tamanha descoberta, Aza precisa saber se fica em Magônia, onde consegue respirar sem problemas, ou se volta para a Terra, mesmo que isso signifique o fim de sua vida.
– Magônia? – repito, sentindo-me estremecer.
A palavra não me é estranha. Tento brincar.
– É uma doença? Um tipo de arquitetura? Uma planta venenosa? Se for uma doença, não quero saber, vou logo avisando. Não estou com humor para estudar doenças…
P. 53 
Apadrinhada por Neil Gaiman, Maria Dahvana Headley faz sua estreia no gênero YA com “Magônia”, uma obra de fantasia e aventura que apesar de ter uma ideia interessante, falha, pois entrega ao leitor uma narrativa confusa e sem nenhum personagem que de fato marque e que consiga carregar as 300 páginas do livro.

A escrita de Headley não é ruim, porém em algumas passagens achei que suas ideias ficaram confusas, e essa impressão aconteceu principalmente nas cenas com muita ação. Pareceu que a autora tinha ali um conceito legal, mas não conseguiu colocar o passo a passo no papel, o que para mim complicou um pouco para conseguir visualizar toda magnitude que ela queria passar, e acabou se tornando meramente momentos ruins e cheios de furos.
Tenho uma visão de um necrotério. Estou num necrotério? Estou congelada numa gaveta? Não me sinto morta. Sinto-me loucamente viva.
P. 99 
Porém, o principal problema de “Magônia” na minha opinião foi a falta de um forte personagem para nos contar a história. A narrativa do livro fica a cargo de dois personagens, um deles é Aza e o outro é seu melhor amigo e provável par romântico, Jason. Aza não me conquistou, não achei carismática e diferente de muitas mocinhas atuais, achei ela o tanto quanto passiva. Faltou, e muita, atitude da parte dela durante todo o livro. Já Jason, pobre coitado, coadjuvante total, lhe restou um ou outro capítulo para tentar mostrar seu potencial.

Apesar de uma capa bonita, uma concepção interessante e usufruindo de apoio como os de Neil Gaiman e Victoria Aveyard, “Magônia” falha em vários aspectos. Com um final super corrido, pensei que a intenção da autora era de finalizar o mais rápido possível a obra e lhe dar um ponto final, porém descobri que existe uma continuação, “Aerie”. É torcer para que os erros cometidos nesse primeiro volume não se repitam, e que Maria Dahvana Headley consiga encontrar uma voz melhor para sustentar sua história.
– Viver é um risco, Aza – responde secamente. – Heróis morrem jovens. Você escolheria ser menos que uma heroína? Aqui, o céu se iluminará de fogo por você. Nossos funerais são os pôr do sol deles.
P. 120
Compare e Compre
Comentários
9
Compartilhe

9 comentários:

  1. O caso da personagem principal ser passiva, não me incomoda, até porque isso pode ser da personalidade dela, mas acho que se eu ler, vou acabar por concordar ao fato do narrador, acho que pelo tema, deveria ser em terceira pessoa. O livro tem uma premissa muito interessante que estou muito curiosa pra conhecer.
    Um abraço!

    http://paragrafosetravessoes.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Tácio!
    Bem triste quando um livro tem uma premissa ótima e aqui no caso, a indicação de outro escritor famoso, e peca na escrita, na narração e nos argumentos, tornando a leitura dúbia e carregada de erros e dúvidas.
    Sinto muito...
    “A sabedoria consiste em ordenar bem a nossa própria alma”. (Platão)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de OUTUBRO com 3 livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Rudy,
      Isso acontece as vezes, o livro tem tudo pra funcionar e não funciona. Quem sabe no segundo não melhora, né?! Há esperanças haha

      Excluir
  3. Olá, boa noite!
    Eu achei a capa linda, mas esse estilo de leitura não me atrai muito. Nao sei se seria pela idade da personagem, ou o tipo de escrita, mas esse livro não é pra mim.
    De qualquer modo, espero que sua próxima leitura seja mais agradável kkk notei que não gostou tanto.
    Abraços

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Bruna,
      Essa capa de fato é bem bonita!
      E eu já fiz uma leitura excelente depois haha
      Abraços

      Excluir
  4. Fiquei triste em saber que a autora não conseguiu deixar o livro sensacional. Achei a premissa dela ótima, nunca li nenhum livro com enredo neste estilo, então fiquei curiosa para conhecer a obra, porém ao mesmo tempo fiquei decepcionada por saber que o livro não foi tão bom.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. OI Naiara,
      As vezes o livro não funcionou porque eu cobrei dele mais do que ele poderia dar. Mas ouvi dizer que outras pessoas gostaram bastante dele, talvez ele lhe agrade... mas daí só se arriscando e lendo ele de fato =p
      Abraços

      Excluir
  5. Que pena que você não gostou do livro. Li algumas resenhas dele e fiquei curiosíssima com a história, pois eram todas positivas. Mas os motivos que você deu pra não ter gostado realmente são plausíveis. Eu pretendo ler de qualquer forma, por que já estava muito curiosa, então quero ver com meus próprios olhos se gosto ou não.

    Abraços :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Ingrid,
      Tem isso mesmo. Talvez essas pessoas tenham conseguido ver algo que eu não consegui, por isso apesar de eu apontar coisas que tenham me desagradado, não tem como eu dizer que ele é ruim, porque eu sei que ali tem coisas que são boas, como eu mesmo apontei. Mas, infelizmente para mim, faltou um pouquinho mais... =p
      Abraços

      Excluir

Seu comentário é sempre bem-vindo e lembre-se, todos são respondidos.
Portanto volte ao post para conferir ou clique na opção "Notifique-me" e receba por e-mail.
Obrigada!

 
imagem-logo
De Tudo um Pouquinho - Copyright © 2016 - Todos os direitos reservados.
Layout e Programação HR Criações