14 de out de 2016


[Resenha] O Coração da Esfinge - Colleen Houck

Ficha Técnica

Título: O Coração da Esfinge
Título Original: Recreated
Autor: Colleen Houck
ISBN: 978-85-8041-606-0
Páginas: 367
Ano: 2016
Tradutor: Alves Calado
Editora: Arqueiro
lay colecao quatro estacoes ok.inddLily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar. Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez. Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos. Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso. Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.

Resenha


Essa resenha pode ter spoilers pois faz parte de uma série. 
Logo depois de viver uma grande aventura no Egito, e ter que se separar de seu amado príncipe Amon, Lily volta para Nova York e tenta colocar sua vida novamente nos trilhos. Porém, ela não consegue tirá-lo da cabeça, mas sabe que precisa seguir em frente, já que seu contato com Amon significa que a sua energia vital está em risco, sendo necessário quebrar definitivamente o laço entre os dois. 

Blog parceiro ArqueiroExausta e magoada, Lily decide passar as férias na casa de sua avó em uma fazenda no interior dos Estados Unidos. Lá, a jovem receberá uma inusitada visita de um importante deus da mitologia egípcia: Anúbis, conhecido como o deus dos mortos. Ele lhe comunica que Amon se encontra no submundo, em perigo e sofrendo, e caso ele continue lá, Seth conseguirá escapar de sua prisão mais uma vez e libertará definitivamente o mal sob o mundo. A única que pode evitar tal desastre é a própria Lily, que com a ajuda dos deuses, terá que cruzar os planos, e recuperar seu amado do mundo dos mortos.
Quando a gente lida com um mundo de deuses e deusas, corações figurativos e feitiços, poderes sobrenaturais e criaturas monstruosas, não se pauta pelo cérebro, mas pelo coração. E o meu coração dizia que Amon precisava de mim. Se eu fosse honesta comigo mesma, admitiria que sabia disso havia um bom tempo.
P. 35 
“O Coração da Esfinge” é o segundo volume da série Deuses do Egito, escrito pela autora bestseller Colleen Houck. Para quem acompanha o blog e teve a oportunidade de ver as minhas resenhas da Colleen em relação a sua série de A Maldição do Tigre, saberá que na minha opinião a autora foi bastante feliz com tal trabalho. Mas, ano passado, ao ler o primeiro volume desta nova empreitada, “O Despertar do Príncipe”, percebi como tão perdida e confusa estava as ideias de Houck, e infelizmente tenho que dizer que nessa continuação as coisas só pioraram.

No livro anterior, apesar dos inúmeros problemas que me incomodaram durante a leitura, acreditei que as coisas poderiam sim, melhorar em “O Coração da Esfinge”. De fato, o livro começa muito bem: coeso, com uma construção boa e uma narrativa agradável, porém, sem mais nem menos, tudo começa a dar errado, parece que a autora se perde em sua própria história, suas personagens se tornam confusas, sua narrativa perde o sentido e o livro fica arrastado e completamente sem noção.
– Essa era você? Quero dizer, a voz que estou ouvindo agora é da leoa?
Não exatamente. Na minha forma corpórea eu era um animal comandado pelo instinto. Meus pensamentos eram simples. Meu objetivo era a sobrevivência. Abri mão do meu corpo físico para ser uma coisa nova, guardando as melhores partes de mim para trazer a esta união de mentes. Não sou mais. Você não é mais. 
Renascemos. 
Somos esfinge. 
P. 86 
Não quero aqui ficar apontando cada pequeno detalhe que na minha opinião transformou o livro em tamanho fardo. Porém, há algo que preciso compartilhar, pois foi o ápice de todos os incômodos. Lily, a personagem principal. e que desde o primeiro volume sempre achei sem graça, para salvar o seu amado precisará se tornar uma Esfinge, personificação mitológica proveniente de poderes místicos. Para tal coisa acontecer, Lily terá que passar por tarefas perigosas e se fundir com uma leoa. Isso mesmo, uma leoa, o animal selvagem.

Ao concluir sua missão e completar o que os deuses lhe pediram, a leoa se funde com Lily e ao invés de tornar a jovem somente em uma entidade poderosa, a transforma também em um hotel ambulante. A leoa continua mentalmente presente dentro de Lily, e com duas mentes em um mesmo corpo, o leitor tem que ler a desagradável e confusa conversa entre um animal e um ser humano a todo momento, e é a partir daí que tudo começa a desandar. E garanto, não há ruim que não possa piorar.
Osíris interveio:
– Você não pode ignorar o fato de que todos nós concordamos que ela é vital. Se ela fracassar, tudo desmorona. Mas se ela tiver sucesso…
– Se ela tiver sucesso, há uma chance de trazer o equilíbrio de volta – disse Néftis baixinho. – Isso pode reverter as coisas. Pode transformá-lo.
P. 215 
Apesar da riqueza da cultura egípcia e das enormes possibilidades que a autora tinha de trabalhar tais elementos, me parece que a mesma quis utilizar de tudo ao mesmo tempo para poder mostrar que entende do assunto. Mas, ao fazer isso, Houck fala muito pouco sobre mitologia e somente cita coisas ali ou aqui, e acha que é suficiente. Eu perdi a conta de quantos personagens aparecem em um capítulo para fazer uma pontinha, e no capítulo seguinte já se foram.

Eu não faço ideia qual será o total de livros que irão compor esta série, mas se continuar diminuindo de qualidade a cada volume, no final não vai sobrar nada muito bom, tirando provavelmente a capa, que continua lindíssima. Colleen precisa urgentemente fazer um balanço desta série, e parar de querer fazer uma cópia fajuta do que foi seus sucessos com a série do Tigre. Ela também precisa parar o mais rápido possível de querer colocar de qualquer forma dois irmãos interessados em uma mesma mulher. Vamos inovar, não é tão difícil assim. E digo isso porque li todos os livros da autora, e sei que ela pode entregar coisa muito melhor.
– Mas agora eu sou uma esfinge. Posso aguentar. Há coisas piores do que a dor.
P. 260
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Comentários
4
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4 comentários:

  1. Eu ainda não li nada dessa autora, mas tenho vontade de ler a Saga do tigre ela me foi muito bem recomendada. Confesso que a história do livro parece ser boa, mas quem sabe daqui a alguns meses.... Parabéns pela resenha

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  2. Nossa Tácio!
    Tenho o primeiro volume dessa série aqui para leitura e estava bem animada por lê-lo, mas ao saber que esse volume ficou a desejar, já fiquei com um pé atrás...
    Vou protelar um pouco a leitura, embora adore todos os temas abordados.
    Obrigada pelo alerta.
    “Prefiro os erros do entusiasmo à indiferença da sabedoria.” (Anatole France)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de OUTUBRO com 3 livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

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  3. Ola Tacio, boa tarde!
    Olha, já vi inúmeras resenhas desses dois livros. E só vejo criticas negativas. Pra ter uma ideia, apenas uma resenha elogiava o livro.
    O primeiro fez um sucesso e tanto pelo que eu venho percebendo. Ate deu vontade de ler, uma historia bem legal e diferente. Mas quando o segundo foi lançado, só li enxurrada de pontos negativos e ai, perdi totalmente a vontade. Ta aí um livro que nunca vou ler.
    Abraços

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  4. Eu tenho visto opiniões bastante divergentes a respeito dessa série. O primeiro livro se mostra o melhor pelas resenhas que tenho lido, o segundo parece ser uma loucura e mistureba só, o que prova o que disse a respeito da autora querer mostrar que sabe do assunto. Acho que pode ser divertido de ler, mas não é um livro que eu esteja muito ansiosa.
    Um abraço!

    http://paragrafosetravessoes.blogspot.com.br/

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