27 de out de 2016


[Resenha] A Redenção - Lisa Kleypas

Ficha Técnica

Título: A Redenção 
Título Original: Blue-Eyed Devil
Autor: Lisa Kleypas
ISBN: 978-85-8235-388-2
Páginas: 256
Ano: 2016
Tradutor: A C Reis
Editora: Gutenberg
71Herdeira caçula de um verdadeiro império, Haven é uma mulher obstinada que vive de acordo com os próprios princípios e que não tem medo de bater de frente com o pai, Churchill Travis, um dos homens mais ricos e respeitados do Texas. Mas ao cortar relações com ele para se casar com um homem que sua família desaprova, Haven vê sua vida se transformar num verdadeiro inferno... e não tem para quem pedir ajuda. Dois anos depois, Haven volta para casa, com a alma abatida e o coração fechado, determinada a construir sua vida sozinha. Mas Hardy Cates e seus irresistíveis olhos azuis cruzam seu caminho, e ele é a última pessoa que ela precisa encontrar. Hardy é o mais novo magnata da indústria petroleira de Houston, um homem de sangue quente que aprendeu desde muito cedo a não confiar em ninguém e que nunca mediu esforços para chegar aonde quer: ao topo! Em sua jornada alimentada pela ambição desmedida, ele conquista poder e inimigos, incluindo os homens da poderosa família Travis. O que ele não esperava era sentir suas defesas serem abaladas pela herdeira da família. Conseguirão duas pessoas que aprenderam da pior maneira que o amor pode ser o inimigo mais cruel deixar para trás todos os traumas e se permitir uma nova chance?

Resenha


Quando a Gutenberg anunciou que logo daria continuidade a publicação da série "The Travis Family" fiquei super animada, afinal a editora tem publicado rapidamente os livros de série, o que para nós fãs é maravilhoso, porque não temos que esperar muito entre um livro e outro.

Depois de termos sido apresentados a família Travis em A Protegida, onde conhecemos mais Gage Travis, o irmão mais velho, o segundo livro trará a caçula como protagonista. Haven Travis é a filha mais nova e também a que mais se desentende com Churchill Travis, o grande magnata de Houston. Única filha da família, Haven foi criada para ser o modelo de dama, mas isso nunca foi o que ela quis e desde a morte da mãe ela começou a fazer o que realmente queria, cursou a faculdade que quis, mas nada disso agradava sua família. Entretanto, o pior foi casar com alguém que o pai desaprovava e com isso cortar relações com ele. No início do relacionamento, Nick parecia ser o cara perfeito, mas, depois do casamento e com as relações cortadas da família dela e com isso, sem o dinheiro, ele mostrou suas garras.
Uma vez que tinha assumido uma posição contrária ao meu casamento com Nick, papai cumpriu sua ameaça de me cortar da vida dele. Nada de dinheiro nem comunicação.
"Uma hora ele vai ceder", meus irmãos disseram, mas eu respondi, enfática, que não queria que meu pai cedesse. Eu já tinha aguentado demais o jeito controlador dele, o suficiente por toda uma existência.
P. 33
Vivendo em Dallas uma vida completamente diferente do que foi criada para viver, longe da família, sem amigos, trabalhando como coordenadora de marketing em um hotel, Haven se via em uma relação única com Nick. E com o tempo, ela começou a ver como era difícil manter um casamento com ele, suas inconstâncias emocionais, se adaptar a viver a dois, seus surtos de raiva, a manipulação psicológica. A tortura era imensa e para quem está lendo fica a sensação de impotência, de ajudá-la a sair disso.
Quando se é sistematicamente agredida, sua capacidade crítica vai sendo solapada até o ponto em que é quase impossível tomar decisões. Pequenas decisões são tão difíceis quanto as importantes. Até escolher o cereal do café da manhã parece perigoso. Você sente tanto medo de fazer a coisa errada, e ser culpada e punida por isso, que prefere que outra pessoa assuma a responsabilidade.
P. 65-66
Mas graças a Deus ela consegue se libertar dois anos depois, e, ao lado da família, e principalmente de Gage, ela poderá recomeça sua vida. Gage e Liberty - agora casados e com um bebê super fofo - são o apoio principal de Haven nesse recomeço, a casa deles é o seu refúgio e esse tempo é necessário para que ela consiga assimilar tudo o que passou ao lado de Nick. Logo depois ela passa a trabalhar para o irmão Jack na empresa dele, como assistente da nova gerente. E é em uma saída depois do trabalho com o irmão que ela reencontra Hardy Cates, o homem que ela beijou por engano no dia do casamento de Gage e Liberty, dois anos atrás.

Para quem leu A Protegida já conhece Hardy e sabe que ele e Liberty foram apaixonados quando crianças e adolescentes, mas Hardy sempre foi ambicioso e sabia que envolver-se com Liberty impediria de seguir seus planos de sair de Welcome e progredir na vida. Por isso, a deixou e seguiu com sua vida, trabalhando muito para ajudar sua família. Inicialmente fazendo trabalhos pequenos em Welcome e quando viu suas chances de conseguir uma bolsa para a universidade jogando futebol quando machucou o joelho, sua única opção era continuar trabalhando duro. Foi assim que chegou às plataformas de petróleo e sua vida deslanchou depois disso. E agora, anos depois, é um empresário em ascensão, muito rico e buscando seu lugar ao sol em Houston.

Confesso que algumas atitudes de Hardy no livro anterior me deixaram com raiva dele, mas depois de conhecê-lo melhor em A Redenção, compreendi um pouco mais suas atitudes, suas escolhas.

Mas mesmo sentindo-se atraídos um pelo outro, eles tentam se afastar, depois do que Hardy fez à Gage, atrapalhando um de seus negócios e do relacionamento do passado com Liberty, Haven sabe que será mais um problema envolver-se com ele, certamente sua família mais uma vez será contra o relacionamento. Entretanto, quando mais os dois se conhecem, mas percebemos que tem coisas em comum. Que são o que precisam um do outro para curar suas feridas.
Eu não acreditava mais na ideia de almas gêmeas, ou em amor à primeira vista. Mas eu começava a acreditar que, algumas vezes na vida, se você tiver sorte, pode encontrar alguém que é perfeito para você. Não que ele é perfeito, ou você, mas porque as falhas dos dois, combinadas, estão dispostas de um modo que permitem que dois seres separados se encaixem.
P. 226
Ao contrário de A Protegida, que trouxe muito mais da trajetória de vida de Liberty, A Redenção tem muito mais romance, mas ainda assim traz um tema muito polêmico e infelizmente comum, a violência doméstica, a manipulação psicológica, o relacionamento abusivo. Além de ter mostrado como isso implica em quem sofre diretamente a agressão e os que estão ao seu redor. Ver como é complicado para quem vive a situação se livrar dela, pode ajudar a perceber esse tipo de comportamento em pessoas a nossa volta.

Assim como no livro anterior, também tenho que dizer que alguns outros personagens também me conquistaram. Carrigton, a irmã mais nova da Liberty continua encantadora. Todd, o melhor amigo de Haven é incrível (gente, quero um desse para mim, kkk). E Jack e Joe, os outros irmãos, sem dúvida chamaram minha atenção e eu já quero logo os livros deles, curiosa demais!!!!
"(...) Então eu fui ao seu apartamento para lhe dizer que sentia muito. (...) E mesmo se você não me quisesse mais, eu queria apenas que você... me deixasse ficar por perto. No caso de precisar de mim para alguma coisa."
Eu nunca o tinha visto assim tão humilde, e nunca imaginei que isso seria possível. Eu trouxe o rosto dele para o meu até os narizes quase se tocarem.
"Eu preciso de você para muitas coisas, Hardy. Para uma vida de coisas."
P. 249
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Comentários
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11 comentários:

  1. Oi Lay, esse livro me deixou com uma tremenda vontade de poder entrar nele e dizer pra Haven fugir, correr o mais longe possível de Nick, que é um monstro, que raiva que senti dele rs. A leitura foi uma verdadeira montanha russa de emoções e nos apresenta uma realidade que infelizmente existe e é agoniante ter que olhar de fora os rumos que a história toma, mas como nem tudo é revolta, temos também as partes em que ela dá a volta por cima, que Hardy se redime pela história anterior e temos as cenas de Gage, só posso dizer que adquiri mais amor por esse personagem que já tinha me conquistado <3 Gostei demais da resenha e esse livro tem uma história ótima que vale muito a pena :)

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    1. Verdade Lili, dá uma agonia não poder ajudá-la, não é, afff. Odeio Nick, por mim podia morrer.
      E o romance é lindo mesmo, um turbilhão de emoções realmente é o que o livro proporciona.

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  2. Só de ver o nome da Lisa, já imagino que o livro vai ser incrível ! Que sinopse mais instigante e é tudo aquilo que eu gosto num romance; isso de conquista de poder e não ao amor é lindo de ler, porque depois que eles se encontram a história fica apaixonante.
    Lendo sua resenha percebi que o livro traz um tema bem em voga na nossa sociedade e fazer uma leitura dessa é importante pra pensarmos no assunto.
    Adorei conhecer mais sobre esse livro, beijos.

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    1. Sim, Bruna. É incrível, Lisa trabalha brilhantemente um tema tão complexo em meio a um romance delicioso.

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  3. Lay!
    Violência doméstica e abuso psicológico são temas difíceis de ser abordados, mas a autora tem uma escrita tão boa, que acabamos nos envolvendo de cabeça na leitura e nos faz apreciar o romance.
    "O conhecimento chega, mas a sabedoria demora."(Alfred Tennyson)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de OUTUBRO com 3 livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

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    1. Verdade Rudy, o autor tem que saber trabalhar o tema quando o escolhe e a Lisa fez isso de forma brilhante!

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  4. Você acredita que eu ainda não li nada dessa autora? Mas tenho muita vontade! Os temas abordados são bem polêmicos a serem abordados que legal que colocaram isso em um livro,fiquei com vontade de ler só pela capa. Adorei saber mais sobre a história.
    Beijocas

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    1. Você precisa ler, Elaine, os romances de época e os contemporâneos são maravilhosos <3

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  5. Gostei muito do livro porém eu queria que a autora tivesse explicado melhor qual foi o sentimento que o Hardy tinha pela Liberty. Ficou meio confuso. Afinal ele amou ou não a Liberty?

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    1. Oi Rafaelle, eu sinto que os finais dos livros são rápidos demais, mas no caso do Hardy acho que ele amou sim a Liberty, um amor jovem, não muito profundo, mas sim, acho que amou sim ;)

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  6. Gostei muito do livro porém eu queria que a autora tivesse explicado melhor qual foi o sentimento que o Hardy tinha pela Liberty. Ficou meio confuso. Afinal ele amou ou não a Liberty?

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