8 de mar de 2017


[Resenha] Cilada Para um Marquês - Sarah MacLean

Ficha Técnica

Título: Cilada Para um Marquês 
Título Original: The Rogue Not Taken
Autor: Sarah MacLean
ISBN: 978-85-8235-401-8
Páginas: 320
Ano: 2016
Tradutor: A C Reis
Editora: Gutenberg
Sophie Talbot é conhecida pela Sociedade como uma das Irmãs Perigosas – mulheres Talbot que fazem de tudo para se arranjar com algum aristocrata. O apelido chega a ser engraçado, pois se existe algo que Sophie abomina é a aristocracia. Mas parece que mesmo não sendo uma irmã tão perigosa assim, o perigo a persegue por todos os lugares. Quando a mais “desinteressante” das irmãs Talbot se torna o centro de um escândalo, ela decide que chegou a hora de partir de Londres e voltar para o interior, onde vivia antes de seu pai conquistar um título. Em Mossband, ela pretende abrir sua própria livraria e encontrar Robbie, um jovem que não vê há mais de uma década, mas que jura estar esperando por ela. No entanto, ao fugir de Londres, seu destino cruza com o de Rei, o Marquês de Eversley e futuro Duque de Lyne, um homem com a fama de dissolver noivados e arruinar as damas da Sociedade. Rei está a caminho de Cúmbria para visitar o odioso pai à beira da morte e tomar posse de seu ducado. Tudo o que ele menos precisava era de uma Irmã Perigosa em seu encalço. O Marquês de Eversley está convicto de que Lady Sophie Talbot invadiu sua carruagem para forçá-lo a se casar com ela e conquistar um título de futura duquesa. Já Sophie tenta provar que não se casaria com ele nem que fosse o último homem da cristandade. Mas e quando o perigo tem olhos verdes, cabelos claros e a língua afiada? Essa viagem será mais longa do que eles imaginavam…

Resenha


Quanto mais eu leio romances de época, mais eu gosto deles. Não foi diferente com Cilada Para um Marquês, primeiro livro da série Escândalos & Canalhas da Sarah MacLean, até porque eu já conheço a escrita dela e adoro os seus personagens.

Há dez anos a vida de Sophie Talbot e sua família mudou quando seu pai se tornou Conde de Wight e todos deixaram a vida na simples Mossband e foram viver em Londres. A família já tinha muito dinheiro oriundo do carvão, mas agora com um título (comprado ou adquirido em jogo) o que a Condessa de Wight mais queria era que suas filhas conseguissem ótimos casamentos. Entretanto, isso tem sido muito complicado, afinal, o que elas mais conseguem são escândalos por cima de escândalos. A única exceção é a caçula, Sophie, não não suporta a vida em Sociedade e os escândalos que envolvem suas irmãs, principalmente os apelidos que lhes dão pelas costas.
Sophie odiava esse mundo, essas pessoas e suas referências mordazes à grosseria dos Talbot, ao dinheiro dos Talbot, ao título comprado por seu pai, ao título supostamente roubado por sua irmã. Ela odiava cada um daqueles rostos convencidos, o modo como desdenhavam de sua família e da maneira como viviam. O modo como aquelas pessoas viviam suas vidas, como se o resto do mundo girasse ao redor delas. Sophie as odiava um pouco mais do que odiava o fato de que sua família parecia não se importar com isso. Na verdade, sua família se deliciava com aquilo tudo.
P. 22
Embora a família não se importe muito com os comentários da Sociedade, Sophie sofre com isso, com o que falam de suas irmãs, em não se sentir inteira vivendo em Londres. Quando vivia em Mossband, seu objetivo era casar com o filho do padeiro, seu amigo Robbie, e abrir uma livraria, mas hoje, mesmo com todo o dinheiro da família, ela não vê nenhuma perspectiva de felicidade.
Para qualquer outra garotinha, as caixas que seu pai trazia poderia ser tediosas. Mas para Sophie eram mágicas. Os livros eram aventuras encadernadas em couro, com páginas e mais páginas de mundos distantes, pessoas e ensinamentos notáveis; felicidade simples e honesta. Os livros formavam pilhas em seu quarto. Primeiro preencheram as prateleiras, depois se acumularam no chão, e então, afinal, nos armários que sua mãe instalou para que os livros pudessem ser escondidos. Mas os carregamentos de livros nunca paravam de chegar e, assim, Sophie sempre imaginou que sua mãe não se importava que ela tivesse suas próprias opiniões.
P. 67
Entretanto, a vida de Sophie sofre uma grande mudança quando ela se envolve em um escândalo com o cunhado, o Duque de Haven e em seguida conhece o Canalha Real, ou melhor, Rei, o Marquês de Eversley.

Aloysius Archibald Barnaby Reider é o Marquês de Eversley e futuro Duque de Lyne. Sim, ele tem um senhor nome de aristocrata, mas todos o chamam de Reider ou Rei, a não ser que queiram enfrentar seus punhos. Rei tem a fama de maior canalha de Londres e adora a reputação que tem, afinal, não tem a menor pretensão de casar e perpetuar o título que herdará. Sendo assim, quando recebe uma carta da governanta da casa do pai informando que ele está morrendo, o único objetivo de Rei é chegar ao Castelo Lyne e dizer pessoalmente ao pai que a linhagem morrerá com ele.

Órfão de mãe, que morreu ao lhe dar à luz, Rei teve uma infância feliz em Longwood e, ao contrário do que muitos tiveram na época, a presença do pai foi constante em seu crescimento. Mesmo sendo criado para ser um marquês e depois um duque, ele foi uma criança feliz. Mas, aos dezoito anos, Rei se desentendeu drasticamente com o pai e desde então, quinze anos se passaram sem contato. Vivendo em Londres, nas poucas vezes em que o duque foi à cidade rei conseguiu evitá-lo, assim como as cartas enviadas à ele como tentativa de reaproximação entre pai e filho.
"Estou indo para o norte para fugir de tudo que você é e tudo o que representa. Você é tudo o que eu mais detesto na aristocracia: - arrogante, enfadonho, sem propósito, confiante demais no seu título e na sua fortuna, que recebeu sem nenhum esforço próprio. Você não possui um pensamento, dentro dessa cabeça, que valha a pena pensar, pois toda sua inteligência é usada para planejar atos de sedução e vencer essas corridas ridículas de cabriolé.
P. 60
Sophie e Rei são obrigados pelos acontecimentos a conviverem bastante em uma semana e quanto mais se conhecem, mais percebem que estão enganados sobre o conceito que têm um do outro. Será que ela é como suas irmãs? Uma "Irmã Perigosa" que só quer enlaçar um aristocrata para casar? Será que Rei é só um canalha que se aproveita de jovens e arruína a chance delas de ter um casamento lucrativo? O relacionamento criado pela Sarah é algo gradativo, nada de amor instantâneo, nada de repente. O que vemos é a evolução da confiança um no outro deixando um pouco a teimosia de lado, a quebra das barreiras que criaram para se proteger.
"Por que livros?", ele quis saber.
"Não entendi", ela arqueou as sobrancelhas.
"Por que eles são o seu vício?"
Sophie pôs o prato de lado e limpou a mão nas saias antes de pegar o volume de cima em uma pilha de livros pequenos, encadernados em couro, logo ao seu lado e estendê-lo para Rei.
"Vamos", ela disse.
Rei aceitou o volume.
"E agora?"
"Cheire o livro", ela instruiu e ele inclinou a cabeça. Sophie não conseguiu deixar de sorrir. "Vamos."
Ele levou o livro ao nariz e inalou.
"Não assim. Dê uma boa cheirada."
Rei olhou desconfiado, mas fez o que ela mandou.
"O que você sente?", Sophie perguntou.
"Couro e tinta?"
Ela negou com a cabeça.
"Felicidade! É esse o cheiro dos livros. Felicidade. Por isso eu sempre quis ter uma livraria. Existe vida melhor do que vender felicidade?"
P. 219
Eu amei cada página, cada diálogo e quando estava chegando ao fim, fiquei triste por não ter mais de Rei e Sophie, mas ainda bem que tenho outros romances de época aqui em casa já me esperando enquanto aguardo o próximo livro dessa série ;)

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Comentários
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14 comentários:

  1. Oi Lay!
    Também adoro um romance de época. Já super me identifiquei com a Sophie e seu vício por livros! kk
    Ainda não conhecia a série, mas também já conhecia a autora. Fiquei bem curiosa para ler.

    Feliz dia das mulheres!
    BJS

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    1. Feliz dia das mulheres, Tish!
      Sim, os romances de época são mesmo incríveis e para nós leitoras assíduas, não há como não se identificar com a Sophie, não é mesmo?
      Beijos

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  2. Oi Lay, amo essa história, Rei e Sophie me encantaram e fizeram rir em diversos momentos e tô bem feliz que a Gutenberg trouxe essa série pra ser lançada aqui. Resenha linda e esse Quote final é o meu preferido <3

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    1. Obrigada Lili <3 Já amei a série só pelo primeiro livro, kkkk, que bom que o segundo já já está disponível ;)

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  3. Olá, Lay!!
    Gostei muito do livro. Gosto de romance de época, para mim parece ser mais apaixonante...
    Que complicada a vida da Sophie não?... Deve ser difícil para ela, casar forçada, e a irmã dela que só atrapalha.
    Gostei da resenha!!
    Feliz dia das mulheres!!
    Abraço!

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    1. Feliz dia das mulheres, Maria Clara <3
      Obrigada por ter gostado da resenha e pelo seu feedback <3
      Esse livro é mesmo muito lindo ;)

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  4. Eita Lay!
    Parece uma história linda o romance dos dois, ainda mais que vão se conquistando aos poucos e mudando seus conceitos em relação ao outro. Deve ser um lindo romance!
    FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!
    “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher.” (Simone de Beauvoir)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de MARÇO, livros + KIT DE PAPELARIA e 3 ganhadores, participem!

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  5. Linda essa capa, <3
    Concordo com a primeira frase da sua resenha,antes eu não gostava, então peguei um a pouco tempo atrás e dei uma chance, acabei amando, até agora li apenas tres romances de época, mas na semana passada não resisti e comprei varios romances de época, infelizmente não comprei esse ainda, estou só esperando chegar.
    É sempre bom quando queremos o livro acaba e nós não queremos que isso tivesse acontecido, sinal que o livro é muito bom, com certeza pretendo ler.
    http://livrosseriesfilmesemais.blogspot.com.br/

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  6. Fiquei bastante animada quando vir esse livro na lista de lançamento
    Adoro romance de época por causa da delicadeza que livros possui
    Particularmente adoro a protagonista Sophie porque ela não se bem em Londres e acredito que aos poucos ela vai tendo novas descobertas que fará ela se sentir em casa, mesmo com fatos acontecido com suas irmãs. A capa é linda demais, tudo haver com o livro

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  7. Já amei o fato de ela querer abrir uma livraria, acho que também seria um dos meus sonhos. Gostei também do relacionamento dos dois ser construído aos poucos, com o leitor podendo acompanhar passo a passo. Só o que me incomodou um pouco foi o estereótipo de homem e mocinha já visto muito em romances de época por aí, mas acredito que se a escrita da autora for tão boa quanto tu comentou esse detalhe pode ser relevado.

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  8. Não sei mas estou meio apaixonada pelo Rei kkk fiquei imaginando qual é o escândalo e os pensamentos do casal ao ver que o que imaginaram um do outro não é assim tão verdadeiro. Também amei a personagem querer ter uma livraria *_*

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  9. Não costumo ler romances de época, se não me engano, até hoje só li dois, gostei do fato do romance dos dois não nascer do nada e sim ir se construindo conforme vai passando as páginas e gostei mais ainda o fato da personagem querer ter uma livraria, fala sério, quem não gostaria?
    Beijos!

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  10. eu sou a única que não gosta de romances de época??
    sério acho que os que eu li (q nem lembro mais) deviam ser os pontos fora da curva de tão chatos... e os outros eram muitos irreiais
    ok, são muitos elogios, vcs venceram, vou dar uma chance
    e já que vc é uma fã do estilo me indica um para começar(do zero para esquecer as experiências passadas), por favor.

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  11. Estou cada vez mais me apaixonando por romances de época, e esse eu tenho certeza que vou me apaixonar completamente <3

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