29 de abr de 2017


[Cinema] Kong: A Ilha da Caveira


Eu não tinha expectativa nenhuma em relação ao novo filme sobre o King Kong. Pense numa pessoa que foi ao cinema esperando nada além de uma hora e meia de Tom Hiddleston sendo naturalmente gato (e nisso eu não me decepcionei). Agora pense numa pessoa que saiu do cinema embasbacada porque viu um filme sensacional e não estava emocionalmente preparada pra isso.
meio mundo de gente legal reunida num filme só
Lá no fimzinho da Guerra do Vietnã, uns cientistas americanos descobrem uma ilha no Pacífico que parece com as descrições da lendária Ilha da Caveira. Eles reúnem um grupo de soldados, alguns cientistas, uma fotógrafa e um rastreador mercenário e partem pra ilha, pra mapear o território antes que os russos descubram a existência do lugar. A ilha é meio que um triângulo das Bermudas onde os navios se perdem porque ela é cercada de tempestades elétricas. Quando o grupo finalmente chega, eles jogam algumas bombas no terreno e os helicópteros são atacados pelo Kong. Os sobreviventes então tentam encontrar uns aos outros e chegar no ponto de encontro pra sair da ilha.

Entre as pessoas que não foram esmagadas ou arremessadas pelo gorilão, está Packard (Samuel L. Motherfuckin’ Jackson), um militar frustrado com o fim da guerra, que busca desesperadamente um inimigo novo. Ele divide os sobreviventes entre os que declaram guerra ao Kong (ele e seus leais soldados) e os que só querem sobreviver e sair da ilha o mais rápido possível. O segundo grupo é liderado pelo Conrad, interpretado pelo Tom Hiddleston (How you doin’?), um farol de sanidade na doideira que o Packard causa.

Só que o Kong não é o problema. Muito pelo contrário, ele protege a ilha de criaturas destrutivas e muito perigosas. Como fugir de um lugar não-mapeado, correndo de monstros e com Sam Jackson tentando explodir a única criatura que tá te protegendo?



Durante a produção de Planeta dos Macacos: O confronto (2014), o Andy Serkis (eterno Sméagol ), que interpretou o Caesar, montou um grande acampamento com vários atores e ensinou todos eles a interpretarem diferentes espécies de símios pro filme. Um dos atores desse projeto é o Toby Kebell, que interpretou o Koba naquele filme e aqui interpreta o próprio Kong e um dos soldados. Toby tem experiência com a tecnologia de captura de movimentos e em interpretar personagens que não valem nada (é só dar uma olhada na filmografia dele, só tem dois personagens que prestam!).

O elenco conta também com a Brie Larson como a fotógrafa Mason Weaver, que parece ter uma quantidade infinita de filme. Os filmes dela são tão infinitos quanto munição em filme de ação. O longa conta com outra personagem feminina, uma cientista chamada San, mas ela é tão apagadinha, coitada. Ela mal aparece, fala uma coisa ou duas e some no meio da ação. Os roteiristas podiam ter feito um esforcinho pro filme pelo menos passar no teste de Bechdel, mas desperdiçaram a chance.



A trilha sonora é sensacional. As músicas escolhidas, além de representarem bem a época em que a história se passa, dão um ar meio Awesome Mix vol 1 às cenas. É uma setlist muito boa e apropriada. Além disso, o filme é visualmente muito bonito nas cenas de tempestade e impactante nas cenas de briga. Mais pro final, uma delas fica um pouco confusa durante alguns segundos mas elas são muito bem feitas.

De acordo com o IMDB, o personagem já apareceu em mais de sessenta filmes, então por que a gente precisaria de mais um filme do Kong? Aí é que tá, a gente não precisa. Esse foi um filme que ninguém pediu, e que tenta ser um filme de ação sério apesar de ter um personagem batido. E consegue. A ilha da caveira é tanto um bom filme de ação quanto uma homenagem ao personagem, que aqui ganha uma história e a empatia do espectador. Mas o roteiro não esquece que, apesar de seus atores humanos, esta é uma história sobre monstros. E eles vão aparecer, de uma forma ou de outra.



Quem nunca assistiu um filme do Kong pode começar com esse (ou pelo meu xodózinho, o King Kong de 2005), não vai atrapalhar a cronologia. E fiquem no cinema até o fim, porque tem uma cena pós-créditos que vai fazer os fãs darem gritinhos de alegria.

Numa escala de um a cinco sorrisos do Tom Hiddleston, o quanto eu gostei do filme:

Comentários
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5 comentários:

  1. Oi, Tamy.
    Se eu for ver esse filme, saiba que 70% será por sua crítica bem escrita. Amei a forma como a escreveu. As metáforas inteligentes e divertidas, os pontos ressaltados.
    Fico com um pé atrás em relação a esse filme porque amo a versão de 2005 com minha queridinha Naomi Watts.
    Mas, pelo que me foi apresentado, esse parece ser um filme capaz de surpreender quem não espera nada dele.

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  2. Só o fato de ter o Tom no filme já quero muuuito assistir e adorei que você gostou do filme, também quero ir sem expectativas pro filme para ser surpreendida como você.

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  3. Olá, Tamy!!
    Eu já vi o trailer, e agora juntando com o que você disse à respeito do filme, tenho a maior certeza de que quero assistir esse filme.
    E se eu assistir (que eu quero muito, e com certeza eu vou), vou ir também sem expectativas, pois sempre a gente vai com expectativas quando vai assistir à um filme, mas nesse eu não vou, quero ser surpreendida.
    Abraço!

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  4. Tamy!
    Tão bom quando um filme nos surpreende para melhor, né?
    Quero muito ir assistir, não apenas pelos atores que amo, mas pela super produção e porque acompanho o King desde o início. Quero ver a versão mais cheia de tecnologia, deve estar fenomenal.
    Bom domingo e feriado!
    “A sabedoria é a única riqueza que os tiranos não podem expropriar.” (Khalil Gibran)
    cheirinhos
    Rudy

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  5. Oi Tamy!
    Eu não tenho nem palavras pra descrever o quanto eu quero, ou melhor, o quanto eu preciso assistir esse filme. Não consegui ir no cinema quando estava em cartaz e não vejo a hora de assistir. A fotografia do filme está incrível e de tanto ler as críticas, sei que não vou me arrepender.
    Beijokas
    Quanto Mais Livros Melhor

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