10 de abr de 2017


[Resenha] Amante Consagrado - J. R. Ward


Ficha Técnica

Título: Amante Consagrado
Título Original: Lover Enshrined
Autor: J. R. Ward
ISBN: 978-85-7930-236-7
Páginas: 541
Ano: 2011
Tradutor: Alyne Azuma
Editora: Universo dos Livros
Amante Consagrado
Nas sombras da noite de Caldwell, Nova York, desenvolve-se uma furiosa guerra entre os vampiros e os seus assassinos. Há uma Irmandade secreta, sem igual, formada por seis guerreiros vampiros, defensores de sua raça. E agora, um Irmão obediente deve escolher entre duas vidas. Ferozmente leal à Irmandade da Adaga Negra, Phury se sacrificou pelo bem da raça, convertendo-se no macho responsável por manter a linhagem da Irmandade. Como o Primaz das Escolhidas, ele será o pai dos filhos e das filhas que assegurarão que sobrevivam as tradições da raça, e, que haja guerreiros para lutar contra os redutores. Como sua companheira, a Escolhida Cormia quer ganhar não só o corpo, mas também o coração de Phury para si. Ela vê o guerreiro emocionalmente deteriorado atrás de toda sua nobre responsabilidade. Mas enquanto a guerra com a Sociedade Redutora se torna mais severa, uma grande tragédia abate a mansão da Irmandade e Phury deve decidir entre o dever e o amor.

Resenha


E o livro seis da série Irmandade da Adaga Negra nos apresenta a história de Phury e, em minha opinião, temos mais uma prova de como o vampiro se doa em prol de um bem coletivo. Sempre obediente e disposto a servir, Phury agora assume uma responsabilidade de manter a linhagem e isso o destroça.

Phury que sempre pareceu, e é, um vampiro prestativo e extremamente gentil está vivendo dias de agonia interna. O Irmão vive com a culpa da morte de entes queridos e do sequestro de seu irmão. Ele não consegue seguir em frente com essas lembranças que o atormentam e por uma voz em sua mente e isso o torna mais suscetível a vícios. Era uma maneira de escapar dos pensamentos que o colocavam para baixo, entretanto, o guerreiro parece deteriorar a cada segundo.

Em Amante Liberto, Phury se torna o Primaz e tem o dever de manter a linhagem, responsável pela reprodução de novos membros para Irmandade e teria que se relacionar com 40 Escolhidas, em média. Mas nós sabemos que Phury não conseguiria fazer algo tão impessoal e acaba levando a primeira Escolhida para a mansão da Irmandade. Ele não poderia tirar Cormia do lugar destinado as Escolhidas. O vampiro reluta e não se acha digno dela, não acredita que pode ter sucesso em sua função. 

Tudo é muito difícil para o guerreiro por causa dessa voz em sua mente que aponta todas as suas falhas e o deixa em um estado de dar pena. A voz o faz se sentir culpado por eventos que, em sua cabeça, aconteceram por causa dele. Phury tem a mania de abraçar todos os problemas a sua volta e o emocional do vampiro é uma bagunça por conta disso. Com tanta confusão interna, ainda tem a sociedade redutora atacando e tentando dizimar os vampiros, o desejo de comandar e subjugar a raça rival. 

Esse é o livro em que os leitores conseguem perceber que por trás de toda abnegação de Phury existe um vampiro perdido e tomado por um sentimento de culpa gigantesco. É doloroso acompanhar o guerreiro se entregando a vícios para tentar esquecer eventos tristes e não acreditar que pode ser importante para sua raça. Phury que sempre esteve disposto ajudar quem precisasse, também precisava de ajudar para curar suas feridas. Gosto de como ele e Cormia conseguem entrar em um acordo, depois de tantos impasses, e como ele se comporta em relação a tradição do Primaz precisar se relacionar com  40 Escolhidas. Ao longo do livro é perceptível que, com a ajuda de Cormia, Phury parece seguir para um caminho em que ele possa se perdoar e viver sem culpa.
Os gritos de comemoração atrás deles e os tapinhas  nas costas vindos da Irmandade interromperam o que ia dizer. Mas Cormia entendeu. Ele nunca tinha visto nenhuma fêmea com um sorriso tão belo quanto o dela. O que significava que sabia o que Phury queria dizer.
Eu amo você para sempre nem sempre precisava ser dito para ser entendido.
P. 534
Comentários
6
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6 comentários:

  1. Auri!
    Bom ver um vampiro que tem 'alma', sentimentos de culpa tão arraigados que não consegue levar a cabo sua missão como Primaz. Dá até pena o estado em que se encontra, né?
    Desejo uma ótima semana!
    “ O amor é a sabedoria dos loucos e a loucura dos sábios.” (Samuel Johnson)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP COMENTARISTA ABRIL especial de aniversário, serão 6 ganhadores, não fique de fora!

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  2. Achei interesse ter um vampiro em "depressão". Me identifico um pouco com o Phury. Sempre disposto a ajudar, mas sendo dominado pela culpa e sem ter ninguém por ele. Enfim, não conheço a história do livro, mas foi o que absorvi da sua resenha.
    Apesar de não ser uma série que eu pretenda ler, gostei bastante do enredo desse volume.

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  3. Phury é tçao fofo, tão sentimental, tão lindo, não tem como não amar.
    Adorei a resenha Auri !!!! Eu amo Irmandade e cada novo livro me deixa ainda mais apaixonada.

    Ana Paula
    Paixão por Leituras

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  4. Não li por medo de spoiler dos outros livros, já ouvi falarem tão bem dessa série e tô louca pra começar a ler ela <3

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  5. Olá, Auri!!
    Já conhecia esse livro, achei bem romântico, e complicado para eles, pois acontece de tudo de ruim, mas acho que no final eles vão ficar junto...só acho.
    Abraço!

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  6. Oi Auri, tudo bem?
    Sempre que ouço a palavra "vampiro", vem a imagem do Damon Salvatore na minha cabeça (amor eterno por ele hahaha). Embora eu gosta desse lance de vampiros explorando o mundo sentimental, não rolou a química necessária para me fazer ler o livro.
    Beijokas
    Quanto Mais Livros Melhor

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