22 de jul de 2017


[Seriando um Pouquinho] The Handmaid’s Tale



Sinopse: Depois que um atentado terrorista ceifa a vida do Presidente dos Estados Unidos e de grande parte dos outros políticos eleitos, uma facção católica toma o poder com o intuito declarado de restaurar a paz. O grupo transforma o país na República de Gilead, instaurando um regime totalitário baseado nas leis do antigo testamento, retirando os direitos das minorias e das mulheres em especial. Em meio a isso tudo, Offred é uma "handmaid", ou seja, uma mulher cujo único fim é procriar para manter os níveis demográficos da população. Na sua terceira atribuição, ela é entregue ao Comandante, um oficial de alto escalão do regime, e a relação sai dos rumos planejados pelo sistema.


Já pensou, viver no meio da contemporaneidade em um regime totalitário baseado nas normas e regras do antigo testamento da Bíblia? Esta é a realidade de Offred (Elisabeth Moss) na série The Handmaid’s Tale. A série é baseada no livro escrito por Margaret Atwood em 1985 que no Brasil foi publicado como nome “O Conto da Aia”. A distopia é literalmente um conto narrado por uma das Handmaid’s (Aia) e coloca o telespectador em contato com a vida antes do golpe e depois do golpe.


Criada por  Bruce Miller, a série da Hulu (serviço de streaming) nos traz um situação assustadoramente possível, principalmente quando olhamos a atual conjuntura política norte-americana, bem como as críticas religiosas que temos em nosso próprio país sobre algumas situações onde minorias são rejeitadas e somos forçados a aceitar um certo padrão de “família tradicional”, onde temos uma bancada religiosa gigantesca, representando eleitores de um país “oficialmente” laico. Vou contar um pouco da trama para que possamos entender.  A República de Gilead, o que hoje conhecemos como Estados Unidos, é um regime teocrático de escravidão, estupro e submissão da mulher, além da inexistência de direitos para gays e minorias que possam “desagradar” ao Criador. Somos transportado para uma nova “Idade das Trevas”.



Nesta realidade, a população está dividida em castas e grande parte da população está estéril como “castigo” de Deus para a humanidade. Em meio a isso, existem as Handmaid, mulheres que por serem férteis são, agora, propriedade do Estado. Tudo que elas tem é tirado delas, nem mesmo o nome elas podem manter. Neste novo cenário, elas são “De alguém”. A protagonista, por exemplo, passa a se chamar Offred por ser “De Fred”, o comandante que ela está destinada a servir.


A série tem feito muito sucesso e chamado muita atenção, não somente pelo tema tratado, mas também pela qualidade a produção é inquestionável. seja pelas imagens impecáveis, ou pelo figurino, tudo tem uma função e traz uma simbologia. As handmaids, por exemplo, utilizam trajes que  escondem o corpo e o cabelo, assim como as protestantes no início da história americana, usam uma espécie de viseira, mostrando o quão submissas elas sao e que elas devem apenas olhar para onde são guiadas, sem questionar ou perceber as coisas que acontecem ao redor. Mas como toda distopia, existe uma resistência aí, que em algum momento vai explodir.


“Se eles não queriam formar um exército, então porque nos deram uniformes?!”

Acredito que muito mais do que falar sobre como a série é boa e merece ser assistida, é deixar que cada um assista e tire suas próprias conclusões. pois, apesar de assistir à toda essa tortura, o telespectador se sente incomodado em meio aquilo. É revoltante ver como as coisas acontecem e a passividade de todos, as regras são criadas e elas nem mesmo favorecem os comandantes (por vezes vemos algum deles infringindo essas regras e sendo punidos por isso).

Preciso falar sobre a excelente atuação de Elisabeth Moss, diante da trama, das condições impostas e pela narrativa, temos uma protagonista que pouco exerce ações físicas, entretanto, o olhar, as expressões e o gestual da atriz, conseguem deixar a todos satisfeitos e sabendo exatamente o que o personagem está pensando ou querendo fazer. Todo o elenco está de parabéns e consegue nos transmitir a essência dos personagens.Yvonne Strahovski dá o ar misterioso que a esposa do comandante precisa, não sabemos se ela vai explodir por não aguentar aquela opressão ou se ela vai aceitar tudo e continuar subordinada ao o comandante Fred, interpretado por Joseph Fiennes. Um homem tradicional que coloca suas necessidades no topo de tudo, ignorando a tudo e todos para satisfazer a sua vontade. A “tia” Lydia, é um ser odioso, que acredita piamente que está fazendo a coisa certa.

 

A segunda temporada já foi confirmada e promete ter mais referências à política americana. Não há previsão de quando a FOX irá exibir a série em um de seus canais, já que ela adquiriu os direitos de exibição no Brasil, mas fuçando a internet tem como assistir.



Elenco:

Elisabeth Moss como June Osborne / Offred, Handmaid.
Joseph Fiennes como o Comandante Fred Waterford
Yvonne Strahovski como Serena Joy Waterford
Alexis Bledel como Emily / Ofglen (mais tarde, Ofsteven)
Madeline Brewer como Janine / Ofwarren (mais tarde Ofdaniel)
Ann Dowd como tia Lydia
OT Fagbenle como Luke Bankole
Max Minghella como Nick Blaine
Samira Wiley como Moira

Comentários
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5 comentários:

  1. Miau!
    Deve ser uma tremenda série que traz questionamentos revoltantes.
    Entender o por que de tudo passar a ser de uma forma totalmente diferente do que existia e ainda ser forçada a aceitar as novas determinações, baseadas no Antigo Testamento, deve ser no mínimo cruel.
    Não assisti ainda a primeira temporada e bom saber que a segunda já foi aprovada para gravação.
    Gostaria antes de tudo, poder ler o livro.
    Bom final de semana!
    “Educar é semear com sabedoria e colher com paciência.” (Augusto Cury)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JULHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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  2. Eu não conhecia esta série, bem diferente ser sobre pessoas que vivem em um regime baseado em normas e regras do antigo testamento da bíblia, gostei de conhecer um pouco mais sobre a série e do trailer, então pretendo assistir essa série.

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  3. Hey,

    Ainda não tinha ouvido falar dessa série, mas me deixou bastante interessada, com certeza ela vai me deixar bastante irritada com todas as injustiças que vai ter, mas com certeza pretendo assisti-la

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  4. Olá!
    Eu fiquei procurando entende bastante as imagens que você colocou, algumas fiquei em duvida se e aquilo que estou pensando, mas fiquei bem impressionada com a forma de que a serie e feita e também os temas que são abordados. Com certeza uma serie que vai ter muitos questões que irá abrir a nossa mente e pensa sobre o que passa nele. Procurarei ver ela.

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  5. Eu não conhecia esta serie, mas amei demais o trailer, não vejo a hora de assistir, já enviei o trailer pra várias pessoas assistir e ficarem curiosas também.

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