18 de out de 2017


[Resenha] As Sobreviventes - Riley Sager

Ficha Técnica

Título: As Sobreviventes
Título Original: Final Girls
Autor: Riley Sager
ISBN: 978-85-8235-462-9
Páginas: 335
Ano: 2017
Tradutor: Marcelo Hauck
Editora: Gutenberg
“Ela corria por instinto. Um alerta inconsciente de que precisava continuar, independentemente do que acontecesse.” Há dez anos, a estudante universitária Quincy Carpenter viajou com seus melhores amigos e retornou sozinha, foi a única sobrevivente de um crime terrível. Num piscar de olhos, ela se viu pertencendo a um grupo do qual ninguém quer fazer parte: um grupo de garotas sobreviventes com histórias similares. Lisa, que perdeu nove amigas esfaqueadas na universidade; Sam, que enfrentou um assassino no hotel onde trabalhava; e agora Quincy, que correu sangrando pelos bosques para escapar do homem a quem ela se refere apenas como Ele. As três jovens se esforçam para afastar seus pesadelos, e, com isso, permanecem longe uma da outra; apesar das tentativas da mídia, elas nunca se encontraram. Um bloqueio na memória de Quincy não permite que ela se lembre dos acontecimentos daquela noite, e por causa disso a jovem seguiu em frente: é uma blogueira culinária de sucesso, tem um namorado amoroso e mantém uma forte amizade com Coop, o policial que salvou sua vida naquela noite. Até que um dia, Lisa, a primeira sobrevivente, é encontrada morta na banheira de sua casa com os pulsos cortados; e Sam, a outra garota, surge na porta de Quincy determinada a fazê-la reviver o passado, o que provocará consequências cada vez mais assustadoras. O que Sam realmente procura na história de vida de Quincy? Quando novos detalhes sobre a morte de Lisa vem à tona, Quincy percebe que precisa se lembrar do que aconteceu naquela noite traumática se quiser as respostas para as verdades e mentiras de Sam, esquivar-se da polícia e dos repórteres insaciáveis. Mas recuperar a memória pode revelar muito mais do que ela gostaria.

Resenha

Um interessante suspense. As Sobreviventes, de Riley Sager, nos conta a história de três mulheres diferentes e que passaram pelo mesmo horror de sobreviver a um massacre. Contudo, a história é centrada em Quincy Carpenter, a terceira Garota Remanescente*, do massacre que aconteceu no Chalé Pine. As outras duas sobreviventes são muito importantes para o desenrolar do livro.

Quincy Carpenter, assim como Lisa Milner e Samantha Boyd, era uma garota cheia de planos, sonhos e que estava no início da vida adulta quando uma tragédia mudou o curso de sua vida. Uma viagem de comemoração do aniversário de sua amiga se tornou um verdadeiro filme de terror. Cinco jovens mortos, retalhados e uma jovem sobrevivente que seria marcada pelo massacre pelo resto de sua vida. Antes do ocorrido com Quincy, Lisa Milner foi a única sobrevivente de um massacre a uma república estudantil e Samantha Boyd foi sobrevivente de um ataque no motel onde trabalhava como camareira.

O laço que existia entre as três era o fato de que sobreviveram a massacres. Quincy, que após o evento trágico não conseguia se lembrar de muita coisa, desejava ser uma garota normal e deixar a história no passado. Tudo que pudesse relacionar ela ao massacre, ela fazia questão de não participar. Agora ela é uma blogueira culinária, tem sucesso nessa nova empreitada, tem um namorado apaixonada e atarefado - Jeff - e o policial prestativo Coop que a encontrou após o crime terrível. Mesmo com todas as tentativas de meios de comunicação em reunir as Garotas Remanescentes, um desejo também de Lisa, esse encontro nunca aconteceu. Até que Lisa é encontrada morta e Sam decide que deve procurar Quincy.
Foi o momento em que me dei conta de que coisas ruins podiam acontecer, de que o mal existia no mundo.
P. 19

A presença de Sam em sua casa causa desconforto inicial em Jeff e em Coop. O relacionamento de Quincy não é muito bom, então a personagem fica em segundo plano. Depois do que houve com Lisa, Quincy se via desesperada em ter Sam como amiga e evitar que ela fizesse o mesmo que Lisa, já que todos acreditavam que ela tinha tirado a própria vida. Só que ter Sam tão próxima desperta sensações e causa pressões que Quincy não desejava.
São os pesadelos, a culpa, a tristeza persistente. Principalmente, é a torturante e inabalável sensação de que não era para ter sobrevivido. De que não passo de um inseto desesperado e desconcertado que o destino esqueceu de esmagar.
P. 57
Todo o seu plano de deixar de ser uma Garota Remanescente cai por terra e Quincy se vê num mar de desconfianças, mentiras e pavor. Ela não consegue lembrar do que aconteceu durante o massacre, devido a um bloqueio de memória, e é pressionada constantemente por Sam. Será que a segunda Garota Remanescente foi visitá-la apenas preocupada com o seu bem estar?

Uma narrativa que se alterna entre primeira e terceira pessoa - Quincy contando sobre o que se passa e um narrador que conta os eventos antes, durante e após o massacre - As Sobreviventes é um livro de início um pouco lento mas que prende a atenção do leitor quando se concentra em mostrar que existe algo de errado nos eventos pós massacre Chalé Pine. Coisas que ficaram sem explicação, não só por conta do bloqueio de memória de Quincy. A revelação final é interessante, causa surpresa, e é perfeitamente coerente dentro de toda narrativa. Uma última observação fica por conta da capa. Quincy revela que quando tudo aconteceu ela estava com um vestido branco e como podemos ver não é o que se está na capa. Vale a pena conferir!
Sou criação dele, forjada com sangue, dor e no aço frio de uma lâmina.
P. 328
* Garotas Remanescentes é o termo utilizado para se referir a última mulher sobrevivente no final de um filme de terror, segundo o livro de Riley Sager.

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Comentários
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4 comentários:

  1. Oi Auri!
    Amei a resenha! Me parece uma ótima leitura, além do mais, por ser um suspense daqueles que prende o leitor até o último capítulo. ^-^

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  2. Auri!
    Imagino que seja um enredo cheio de dor e drama.
    Pena que algumas coisas ficaram sem respostas.
    Gostei de ver que mostra antes, durante e depois, assim dá para ter uma noção mais ampla de todos os fatos.
    “É melhor saber coisas inúteis do que não saber nada.” (Sêneca)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE OUTUBRO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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  3. Oi Auri
    Apesar de ter achado a resenha bem interessante, esse não é meu tipo de livro e talvez eu lesse em outro momento, mas por agora n!

    Bjoooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  4. Adoro esse estilo de leitura, com mistérios a serem desvendados! Já fiquei muito curiosa para saber o que realmente se passou, de tão pavoroso, no passado da personagem.
    Muito boa essas leituras de prender a atenção, até o final!
    Obrigada pela ótima dica.

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