30 de out de 2017


[Resenha] Edenbrooke - Julianne Donaldson

Ficha Técnica 

Título: Edenbrooke
Título Original: Edenbrooke
Autor: Julianne Donaldson
ISBN: 978-85-503-0155-6
Páginas: 304
Ano: 2017
Tradutor: Monique D'Orazio
Editora: Universo dos Livros
Marianne Daventry fará qualquer coisa para escapar do tédio de Bath e das atenções amorosas de um pretendente indesejado. Então, quando chega um convite de sua irmã gêmea, Cecily, para se juntar a ela em uma enorme casa de campo, ela agarra a chance na hora. Pensando que vai poder relaxar e desfrutar de seu amado interior inglês enquanto sua irmã tenta fisgar o belo herdeiro de Edenbrooke, Marianne descobre que até mesmo os melhores planos dão errado. De um aterrorizante encontro com um salteador a um aparentemente inofensivo flerte, a jovem se encontra envolvida em uma aventura inesperada e cheia de romance e intrigas, suficientes para manter sua mente agitada. Ela será capaz de controlar seu coração traidor, ou um estranho misterioso irá arrebatá-lo? O destino estava pensando em algo diferente de um verão relaxante quando mandou Marianne para Edenbrooke.

Resenha


Eu não conhecia a Julianne Donaldson, mas depois de ler Edenbrooke, só posso dizer que estou apaixonada. Que livro, gente! Ela vai nos envolvendo e chega uma hora em que não queremos largar o livro de jeito nenhum e foi assim que terminei de ler o livro na madrugada (ainda bem que no dia seguinte era feriado, kkkk).

A vida de Marianne Daventry teve uma reviravolta incrível há catorze meses. Primeiro a morte da mãe, depois sua irmã gêmea foi para Londres passar uma temporada onde seria apresentada à Sociedade e logo em seguida seu pai foi viver o luto na França e para isso a enviou aos cuidados da avó materna, em Bath. Para Marianne, esses catorze meses de luto, sem a mãe, o pai ou a irmã, longe de casa, de tudo que lhe era familiar, fizeram com que ela  se sentisse cada vez mais sozinha.

Com as poucas cartas que recebia do pai, Marianne contava mesmo com as cartas de Cecily, que refletiam o quanto a irmã estava feliz em Londres, enquanto ela estava presa em Bath. Não que ela quisesse estar em Londres com a irmã, não, isso nunca foi um sonho para ela. O que queria mesmo era estar no interior, em casa com o pai.
Minhas aspirações eram bastante diferentes das suas. Eu queria viver no campo, andar a cavalo, me sentar em um pomar e pintar, cuidar do meu pai. Queria uma sensação de pertencimento, de fazer algo útil e bom com o meu tempo. Mas, acima de tudo, queria ser amada por quem eu era.
P. 13
Quando recebeu uma carta de Cecily dizendo que havia sido convidada para uma temporada em uma casa de campo e que a anfitriã (que era amiga da mãe delas) estendeu o convite também à ela, Marianne ficou radiante, afinal seria sua chance de sair de Bath, do assédio de um pretendente exasperador (o sr. Whittles) e passar um tempo no campo, perto de coisas de que gosta, além de rever a irmã, que estará em uma missão de conquistar o herdeiro da família Wyndham.

Entretanto, embora seja uma viagem curta, Marianne e sua criada passarão por alguns problemas na estrada com direito a assaltante, tiros e muita confusão. Logo aí vemos como ela não é uma jovem como as outras da época. Marianne não se deixa abalar facilmente, toma as rédeas literalmente da situação em busca de ajuda e é quando chegando em uma estalagem, onde encontra um jovem que, apesar de ter se mostrado arredio inicialmente, logo depois se prontificou à ajudá-la.
- Deixe-me ajudar - ele disse de modo persuasivo.
- Eu me viro - insisti. Não queria que ele me considerasse fraca e indefesa. Eu era a herdeira de minha avó, afinal de contas, e era mais parecida com ela do que eu gostava de admitir.
- Não tenho dúvidas de que conseguiria, Marianne, considerando o que vi de você esta noite. Mas gostaria de ser útil.
- Por quê? - perguntei, genuinamente intrigada.
- Não é isso que faz um cavalheiro? Resgata uma donzela em perigo? - Seu tom era leve, mas os olhos demonstravam solenidade.
- Não sou uma donzela em perigo - falei com uma risada.
- Mas eu estou tentando provar que sou um cavalheiro.
P. 49
Ainda que o jovem não tenha lhe dito nada além de seu primeiro nome, Philip, Marianne percebe o quanto ele é insistente, pois, mesmo ela não aceitando sua ajuda, quando ela acorda na manhã seguinte, ele já tomou todas as providências para que ela continue sua viagem para Edenbrooke.

Quando chega a Edenbrooke, Marianne logo descobre que Philip na verdade é um dos filhos de lady Caroline, que lhe convidou para a temporada e, como Cecily e a melhor amiga Louisa Wyndham não chegam logo, ela passará uma semana na propriedade tendo Philip, lady Caroline e os srs. Clumpett como companhia.

Quanto mais os dias passam, mas a proximidade entre Marianne e Philip se torna maior e ela não tinha percebido até então o quanto sentia falta de uma amizade, de alguém com quem conversar tranquilamente, sem esforço, sem tentar ser uma dama, sendo simplesmente quem é. Claro que Marianne se preocuparia se no lugar de Philip fosse Charles, afinal, mesmo Cecily nunca tendo dito em suas cartas qual era o nome do irmão de Louisa com quem pretendia se casar, Betsy, a criada de Marianne, era muito boa em descobrir fofocas e soube que o nome do filho mais velho dos Wyndham era Charles. Desde criança Marianne e Cecily foram diferentes. Elas não eram gêmeas idênticas, Marianne sempre viu a irmã - sete minutos mais velha - como sendo a mais feminina, a mais bonita e nunca gostou de perder o que quer que fosse para ela, sendo assim, sempre tentava coisas diferentes. Quando percebeu que a irmã era ótima nas aulas de canto, ela fazia de tudo para não ir e dedicou-se com afinco à pintura. Vendo que Cecily não era tão boa amazona, foi a isso que se dedicou também. Se a irmã queria casar com sir Charles Wyndham, ela não ficaria no caminho, e ainda teria a amizade de Philip.
- Parece que os homens têm permissão para fazer tantas atividades divertidas, como lutar esgrima e caçar, enquanto se espera que as mulheres fiquem sentadas em casa e bordem o dia todo. - Lancei um olhar doloroso para ele. - Tem alguma ideia de como bordar é entediante?
P. 91
Philip Wyndham é encantador, honrado e persistente. Enquanto o conhecemos, fica claro o interesse dele por Marianne, mas, embora em algumas cenas ela chegue a cogitar essa possibilidade, ela está certa de que encontrou em Philip um amigo verdadeiro, uma amizade para levar para a vida. Mas quando descobre que Philip é o herdeiro da família, ela sabe que deve abrir o caminho para a irmã, pois é certo que quando Cecily tinha um objetivo, ela o alcançava. Porém, o que lhe doía era saber que perderia essa amizade e que, depois que Cecily e Philip se casassem, ela nunca mais conseguiria voltar à Edenbrooke.

Como o livro é narrado na perspectiva da Marianne, temos apenas a impressão dela dos outros personagens e eu fiquei com muita raiva do pai e da irmã dela muitas vezes. Do pai por tê-la deixado com a avó, sem se corresponder com ela, como se quisesse se afastar dela, como se somente ele estivesse de luto. Da irmã por falar apenas em si mesma, sem mostrar tão pouco interesse por Marianne. Na mesma proporção, a cada capítulo admirava mais Philip, por querer conhecer a verdade que ela trazia presa dentro de si, para não mostrar o quanto estava sofrendo. A cada capítulo também me tornava mais e mais fã de Marianne e de sua força de vontade, de sua autossuficiência, de seu objetivo de ser feliz, independente do que a Sociedade lhe impusesse.

Edenbrooke é um romance delicioso. A inocência de Marianne aliada à sua determinação, o caráter de Philip aliado ao seu desejo de mostrar para Marianne que quer ficar com ela fazem com que suspiremos nesse romance do início ao fim. Se eu quero mais? Com certeza. Já vi que tem um livro chamado Heir To Edenbrooke, que conta a história de Philip e espero que a Universo publique ele também para que eu possa ficar ainda mais apaixonada pelo Philip.
- (...) Mas tem certeza de que você me quer? - perguntei. - Não sou elegante nem talentosa, e sempre faço as coisas mais embaraçosas...
Ele me parou.
- Você não se conhece, mas eu a conheço, então direi o que você é, Marianne Daventry. - Ele olhou atentamente nos meus olhos, como se fosse escrever as palavras no meu coração, se pudesse. - Você é brilhante, divertida e deliciosamente imprevisível. Você é corajosa, compassiva e altruísta. E você é linda além da conta. Eu quero você, toda você, do jeito que você é. - Ele inspirou. - Se me aceitar.
P. 288
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Comentários
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4 comentários:

  1. Que capa e trama mais encantadora.
    Já fiquei bem envolvida com marianne só de ler a resenha, e fiquei bem curiosa para descobrir mais sobre esses dois personagens que parecem ser ótimos!
    Adoro quando o romance é gostoso de ler.

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  2. Oi Lay
    A capa já me interessou
    Aí li a sinopse, mais interesse...
    Ao ler sua resenha, só me resta ler o livro
    hehehehehe

    Fiquei curiosa pra saber como essa história termina.
    Já criei simpatia por Marianne e já não gosta da Cecily.
    kkkkkkkkkkkk

    Bjoooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  3. Lay!
    Ah! Como gosto de romances de época nesse estilo, onde a protagonista apesar de ingênua tem seus próprios sonhos.
    E bom ver Marianne e Philip vão provar o melhor e o pior de si mesmos, e, ainda tem as grandes reviravoltas, é tudo que gosto em um livro do tipo.
    Desejo uma semana maravilhosa e florida!
    “Para saber uma verdade qualquer a meu respeito, é preciso que eu passe pelo outro.” (Jean-Paul Sartre)
    Cheirinhos
    Rudy

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  4. Oi Lay, que livro né?! eu terminei a leitura apaixonada, com mais um Crush pra lista e me sentindo super amiga de Marianne haha, geralmente eu prefiro narrações duplas mas não senti tanta falta disso nesse livro. A história é leve, fofa, divertida, fiquei suspirando a maior parte das páginas, terminei com um sorriso bobo e vontade de indicar pra muita gente <3 Amei a resenha, relembrar alguns momentos, não tem tanto tempo que li mas já bateu saudade e vontade de reler :D Quero outros livros dessa autora com certeza ;)

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