10 de nov de 2017


[Resenha] DangeRock 2: Malcom - M.S. Fayes

Ficha Técnica 

Título: DangeRock 2: Malcom
Autor: M.S. Fayes
ISBN: 978-85-8442-234-0
Páginas: 320
Ano: 2017
Editora: Pandorga
Depois de meses de turnê, Malcom Rubber, o baterista sério e compenetrado da DangeRock, aceita o convite do amigo para passar duas semanas de um descanso merecido na casa de Hannah, a irmã mais velha de Phil. Ele só não imaginava ficar encantado pela linda e meiga babá do pequeno Maxwell, sobrinho do Phil. Ashley Collins se desdobra em dois empregos para conseguir vencer os obstáculos que a vida lhe impôs. Em meio a um momento difícil, Ash não tinha se preparado para dar chance ao amor ou viver as experiências que uma jovem da sua idade normalmente vive. Mas bastou colocar os olhos em Malcom, e seu coração tomou um ritmo preocupante e acalentador. Os dois não faziam ideia de que aquele encontro estava destinado a curar feridas e apaziguar as dores que enfrentariam.

Resenha


Quando a Martinha nos apresentou a DangeRock e seus integrantes em uma proposta de livro único ela com certeza já sabia que não havia a menor chance de se apenas um livro, afinal, era certo que nos apaixonaríamos por todos e iríamos querer um romance para cada um deles. Claro que ela foi esperta e matou dois coelhos com uma cajadada só ao escrever DangeRock e agora nos apresenta a história de Malcom Rubber, o baterista super fofo da banda.

Os amigos continuam em turnê pelos Estados Unidos, mas agora, ao invés de abrir shows de grandes bandas de rock, bandas menores abrem os shows deles, a DangeRock continua ganhando espaço no show business. Eve e Brandon estão em lua de mel constante e Phil e Mal, embora felizes pelos amigos, certamente precisam de uma folga de tanta demonstração de amor. Por isso, quando saem para suas semanas de folga, Mal acompanha Phil para a casa da irmã mais velha dele, Hannah, onde pretende passar um tempo com o sobrinho que tanto ama, Maxwell.

Desde que decidiu seguir com os amigos em busca do sonho de viver de rock, a família de Malcom se resume a eles quatro, podendo incluir nessa lista a família dos amigos, mas não seus pais, que não entendem e não aceitam que seu único filho seja um baterista em uma banda de rock e por isso o excluíram de suas vidas.

Ao chegar em Pasadena para um merecido descanso, Mal conhecerá Ashley Collins, vizinha e babá do pequeno Max, que irá revirar seus sentimentos do avesso.
Dentro de toda aquela torrente de sentimentos, uma das coisas que sempre desliguei foi o botão que acionasse aquele algo mais. Aquele sentimento rastejante que passa por baixo da pele, que arrepia os pelos do corpo, que enaltece os sentidos. (...) Aquele sentimento que dilata as pupilas, que escancara a boca em excitação plena, que faz retorcer os dedos dos pés, mesmo se ainda estiverem calçados em botas de combate.
(...)
Aquele sentimento com a letra A maiúscula. Que permeia estrofes e mais estrofes de canções melodiosas às mais hardcores. Que habita as linhas e parágrafos de livros inteiros.
Sempre deixei este botão desligado.
P. 41
Ashley vive para trabalhar e cuidar da avó paterna, sua única família atualmente. Há dois anos a vida lhe deu uma rasteira e ela perdeu os pais em um acidente, mas, indo viver com a avó, ela buscou forças e continuou estudando, mas agora sabendo que a única pessoa que lhe restou de sua família está doente e precisa urgentemente de uma cirurgia cardíaca, o objetivo de Ash é trabalhar arduamente para conseguir pagar o procedimento o quanto antes. Para isso, ela trabalhar como babá de Max, em um supermercado e em diversos outros bicos para juntar dinheiro, o que a esgota completamente e não lhe dá a menor possibilidade de ter uma vida social.

Ash sempre passou as férias na casa da avó, assim, já conhecia a família Jansen e já conhecia Phil, o que, junto com o amor que herdou do pai pelo rock e pelos solos de bateria, fez com que ela acompanhasse a trajetória da DangeRock. Ela só não sabia que Phil viria descansar por duas semanas com a irmã e traria Malcom com ele.
— Porque, às vezes, você encontra o paraíso em um lugar onde menos espera. O paraíso não precisa ser necessariamente um lugar, Ashley. Pode ser um momento, uma pessoa, uma ocasião.P. 37
Hannah é o que Ash mais tem próximo de uma amiga, e como tal, quer vê-la feliz, vivendo, por isso insiste constantemente em lhe emprestar dinheiro para a cirurgia de Dona Claire, mas para Ash isso não está em discussão. Por outro lado, Dona Claire também vive insistindo para que ela saia para ver e conhecer outras pessoas, inclusive arma até um encontro com um neto de uma amiga do bingo, Nick, que estuda engenharia no MIT (tô precisando disso, kkk). Porém, Ash é teimosa ao extremo e não quer desviar do foco de trabalhar de maneira nenhuma, tanto que, mesmo sentindo-se atraída por Malcom, ela não quer aceitar esse sentimento, sabendo que ele logo irá embora.

Mal também é outro teimoso, sente-se atraído por Ash, mas percebe que ela é uma garota especial, dedicada à avó e ele sabe que logo irá embora. Mas Phil, que ao contrário do que todos possam imaginar, logo percebe que Ash e Mal querem ficar juntos e fará de tudo para ajudar o amigo.
— Não vou pedir que sonhe comigo, boneca. Porque sei exatamente quem vai perturbar seus sonhos esta noite. Mas saiba uma coisa... Malcom precisa que você seja firme, demonstre e devolva em igual medida o mesmo interesse que ele lhe dedicar, assim que deixar de ser teimoso e admitir isso. E, quando isso acontecer, preciso que o segure com força quando conseguir fisgá-lo, porque aquele cara ali? Aquele ali vale muito a pena.P. 124
Falando em Phil, não dá para deixar de falar o quanto a participação dele nesse livro me impressionou. Ele apareceu muito mais, até porque tudo girou muito em torno dos dias que passaram em Pasadena com a família de sua irmã, mas também deu para perceber que por trás de todas aquelas palhaçadas existe muito conteúdo e alguém de sentimentos profundos, que me deixaram extremamente curiosa.
— Descanso? Deixe-me ver... — Phil fingiu refletir, coçando a barba loira. — Atividade nem um pouco paranormal que exige absolutamente nenhum esforço do meu corpo sexy ou mente sagaz, mas que poderia estar relacionada às atividades prazerosas que resultassem em uma avalanche de endorfinas do caralho, oriundas de um puta orgasmo fenomenal, causando, assim, um distúrbio perturbador pós-sexo chamado: sono. Que poderia ser muito bem traduzido quase como descanso.Comecei a rir porque Phil era assim: um idiota que nos fazia rir nos momentos mais inoportunos.
P. 28
Quando Ash e Mal finalmente deixam de ser teimosos e resolvem aproveitar o pouco tempo que têm juntos, é lindo de ver como fazem bem um ao outro. Eles são muito solitários embora não percebam isso: Ash apenas com a avó e Mal com os amigos.
— Mano, você está lendo um livro? — Malcom perguntou rindo.Eu amava observar a interação daqueles dois. Claro que no pouquíssimo tempo em que estava ao redor.
(...)
— Não, Mal. Estou apenas olhando as páginas e admirando como as letras ficam bonitas dispostas umas ao lado das outras. É lindo. É mágico. Como essas pequenas coisinhas miudinhas formam palavras e parágrafos inteiros e compõem capítulos fantásticos e que enaltecem o ser humano.
— Phil, estou com medo de você, cara. Eu e Evie já programamos uma Ressonância, uma consulta com algum neurologista bem conceituado assim que voltarmos à turnê. É importante avaliarmos essa sua mudança de comportamento. Onde está meu amigo bundão que só fala merda? — perguntou.P. 84
Mais uma vez a Martinha me encantou com sua história e me prendeu de tal forma que só deixava o livro de lado para trabalhar e dormir um pouco, né?! kkkk . Além de focar nos protagonistas, os demais personagens são muito presentes e importantes para eles, Phil, Evie, Brandon, Hannah, Claire e até o pequeno Max e Jason (o cunhado de Phil) que não aparece tanto são muito bem estruturados. Agora é esperar pelo livro do Phil. Não demora, hein, Martinha, por favor ;)
— Phil, sua hora ainda vai chegar — Evie disse pensativa.
— E será derradeira — Brandon complementou.
— Sem chance de retorno — falei e observei seu pavor.
— Virem essa boca pra lá, seus filhos da puta. Querem se refestelar no amor monogâmico, façam isso, mas não desejem o mal àqueles que só te querem bem - ralhou.
— Quando você for atingido, Phil, não vai saber nem de onde veio — Ashley disse. — Mas estaremos todos aqui para te ajudar e segurar sua mão. E espalhar o amor.O som da gargalhada de Phil surpreendeu a todos no carro.
P. 319
Tive o privilégio de ler a ARC antes do livro ser lançado (previsão para o início de Dezembro), mas se vocês também querem ler já corre lá na Amazon ou na Saraiva que já está em pré-venda e garanta o de vocês ;)

Amazon | Saraiva
Comentários
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4 comentários:

  1. Lay!
    Eu qro tantoooooooooo esses livros!
    Eu tô lendo uma série nacional sobre roqueiros e tô amando
    Eu tenho uma quedinha (quedona) por roqueiros/motoqueiros/bad boys em geral
    Tenho visto mts resenhas boas sobre esses livros e qro conferir!

    Bjooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  2. Não dá, né, pra resistir à estes "rock-star's". Esse daí, pelo visto, além de ser super gato, tbm é super fofo :)

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  3. Awww... senti que seu coração pulsou acelerado pelo Phil Jansen, ne? �� Ele é uma peça rara... artigo de Colecionador... hehehe...
    Fico feliz que leu, gostou e se emocionou com o Malcom e sua Ashley. Meus livris florzinhas servem tb p mostrar que roqueiros podem ser fofos, né?

    Bjuuu

    M.S. Fayes

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  4. Lay!
    Que maravilha de lançamento, hein?
    Adoro livros com finais felizes e romances intensos.
    Bom ver que além dos protagonistas, todos os personagens fazem partte ativa no enredo.
    Vai agora para lista dos desejados.
    Desejo um final de semana carregadinho de luz e paz!
    “ Inteligência não é não cometer erros, mas saber resolvê-los rapidamente.” (Bertolt Brecht)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA novembro 3 livros, 3 ganhadores, participem!

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