25 de dez de 2017


[Cinema] Extraordinário


“Se você tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil.” Dr Wayne W. Dyer


Eu não sei vocês, mas eu gosto de chorar assistindo filme. Dá uma sensação de paz no final das contas, de catarse. Às vezes eu até me decepciono quando um filme parece muito emocionante, mas não me faz chorar, e já acusei amigos de não terem coração porque não choraram assistindo Toy Story 3, por exemplo.

Extraordinário é um prato cheio pra pessoas como eu. O filme é baseado no livro de mesmo nome e conta a história de Auggie, um garotinho que nasceu com uma série de deformidades faciais e foi educado em casa a vida toda, até que seus pais decidem que é hora de ele frequentar uma escola regular. Nessa escola ele vai encontrar crianças legais e outras péssimas.

Tanto o livro quando o filme são divididos em pequenos capítulos narrados do ponto de vista de vários personagens, e contando sua relação com o protagonista. Assim, a gente fica sabendo como o Jack, a Via, o Justin e a Miranda se sentem com relação ao Auggie e como conviver com ele afeta a vida dos demais.


Summer e Jack Will são crianças legais. Muito fofos (eu já quero adotar os dois atores), eles ficam amigos do Auggie em momentos diferentes e se esforçam pra fazer a coisa certa e tornar a escola menos ruim pra ele. Apesar de alguns vacilos no meio do caminho, os dois se mostram genuinamente bons e generosos. Já o Julian… O que dizer do Julian? Ele é um garoto mimado, arrogante (não tinha como ser diferente, é só olhar pros pais dele) e um bullying que atormenta Auggie e vira todos os alunos da turma contra ele ao longo do ano. Apesar do comportamento inaceitável, ele não é inerentemente ruim, como a gente pode ler em Auggie & Eu, no conto que narra o ponto de vista dele. 

E Jacob Tremblay, que já tinha me feito chorar horrores em O Quarto de Jack, mantém seu título de criança mais talentosa da sua geração, conseguindo interpretar um menino sensível e ao mesmo tempo resiliente por baixo de muitas camadas de maquiagem prostética. Sua atuação como Auggie é corajosa e tocante, além de fofíssima.

Os adultos estão perfeitos em seus papéis. Apesar do Nate ser diferente do que eu imaginei, a atuação do Owen Wilson foi muito eficaz em criar um pai divertido e amoroso que não parecesse artificial. Julia Roberts também não decepciona como Isabel, a mãe gentil e carinhosa que todo o mundo queria ter. Nadji Jeter (Justin) e Sonia Braga (Avó) estão profundamente abraçáveis. A atriz que faz a Via é mais fraquinha, o que é chato porque ela era minha personagem favorita no livro, mas nada que afete o desenvolvimento do filme.

A direção ficou a cargo do Stephen Chbosky, diretor do maravilhoso As Vantagens de Ser Invisível (que é uma adaptação do livro dele), que entrega um filme sensível e emocionante, que faz chorar sem ser piegas. Uma história sobre uma criança gentil que é maltratada por ser diferente e que nos faz pensar em como tratamos os outros.

Se você for uma pessoa chorona igual a mim, prepare sua caixa de lenços e respire num saco de papel.

Numa escala de uma a cinco crianças que você não quer na sua turma, o quanto eu gostei do filme:

Comentários
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5 comentários:

  1. TAMY!
    Acredito que o mais importante do filme, seja a mensagem que ele quer passar de igualdade, que ser diferente não tem nada de diferente...
    Tão importante o amor familiar e fraternal, dá um novo sentido à vida.
    E sem contar que amo a Julia Roberts e o Owen Wilson, e que maquiagem fizeram no fofo do Jacob Tremblay...
    Uma semaninha abençoada na paz do Senhor e FELIZ NATAL!
    “Celebrar o Natal é crer na força do amor, é isto que transforma o homem e o mundo. Feliz Natal!” (Desconhecido)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA dezembro 3 livros + 2 Kits papelaria, 4 ganhadores, participem!

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  2. Oi Tamy
    ainda n fui assistir pq n consegui ning p ir cmg
    normalmente vou sozinha, sem problema, mas nesse sei que vou chorar muiiito e n qria sair sozinha do cinema c a cara vermelha!!!
    Eu já choraminguei no trailer, imagine no filme!
    Mas n qro perder de ver, sinto que PRECISO assistir

    Bjooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  3. Oi, Tamy. Não assisti o filme ainda, pois não li o livro, mas sei que a história é um turbilhão de emoções, e que nos dá uma grande lição! E tenho certeza que eu vou chorar também!

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  4. Olá Tamy! Eu também sou muito chorona, me emociono até assistindo comédia, mas nunca chorei assistindo Toy Story 3 (que eu me lembre). Ainda não tive oportunidade de assistir Extraordinário (culpa de pobreza), embora eu queira muito. A história é muito emocionante mesmo, nos faz refletir sobre muitas coisas. Que bom que é uma adaptação fiel e que os atores souberam interpretar com perfeição os personagens que nos conquistaram o livro. Beijos

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  5. Olá, só por ver o trailer eu já fiquei arrepiado, afinal o longa consegue entregar alguns momentos de forma emocionante, assim como o livro, uma das obras mais maravilhosas que deveriam ser lidas por todos. Beijos.

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