20 de dez de 2017


[Cinema] Star Wars: Os Últimos Jedi


É incrível a capacidade que Star Wars tem de levar milhões de pessoas ao cinema pra assistir um filme sobre o qual elas não sabem nada. Tudo que a gente tinha até semana passada era um trailer que não explica o roteiro e sessões de pré-estréia esgotadas, com um monte de gente indo assistir um filme que começava meia-noite no meio da semana. É o que se chama de hype, quando uma obra é tão discutida e é feita tanta propaganda em cima dela que as pessoas criam muita expectativa sobre o resultado final. E este episódio de Star Wars foi cercado de tanto hype quanto é possível.


Continuando exatamente onde o anterior terminou, Os Últimos Jedi começa com a frota rebelde sendo atacada pela Primeira Ordem, forçando Finn e Rose a partirem numa missão clandestina e desesperada para enfraquecer a Ordem e impedir o massacre da Resistência. Enquanto isso, em outro planeta, Rey confronta Luke sobre seu papel na guerra e pede por treinamento, enquanto tem que lidar com uma estranha conexão com Kylo. Se você ficou perdido com tantos nomes, sinto lhe informar, não dá pra entender Os Últimos Jedi sem ter assistido pelo menos O Despertar da Força. Este é um filme que funciona dentro de um cânone extenso e já consagrado e que não vai parar pra explicar nada pra ninguém.

Se o primeiro filme de uma trilogia serve para estabelecer o conflito principal, o segundo tem como objetivo concretizar o conflito e fazer com que o espectador continue interessado na história. Aqui a palavra chave é embate. Temos a guerra entre a Primeira Ordem e Resistência, o conflito interno de Kylo e o desacordo de Rey e Luke. Cada um desses conflitos tinha potencial para ser uma história sensacional, se não fosse a falta de habilidade dos roteiristas em equilibrar todos eles.


O filme é um quebra-cabeças emocional, com muitas coisas acontecendo simultaneamente em vários lugares diferentes. Uma colcha de retalhos feita de cenas visualmente deslumbrantes, mas que não necessariamente se conectam de forma satisfatória. As cenas em Ahch-To (o cafofo do Luke), por exemplo, são deslumbrantes, com cenários lindíssimos que eu nunca desconfiaria que não são de verdade, mas a interação entre Luke e Rey soa artificial. Por que Luke Skywalker, jedi poderosíssimo que viu em primeira mão os horrores do Império, simplesmente deixaria a Primeira Ordem governar tudo sem oposição?

Com exceção da Vice-Almirante Holdo (chaaaaaaata), os personagens continuam cativantes. Os atores são todos extremamente carismáticos e parece natural querer acompanhar sua ações. Nós nos importamos com eles, com seu destino. Até a Rose, que ̶m̶a̶l̶ ̶c̶o̶n̶h̶e̶ç̶o̶ ̶m̶a̶s̶ ̶j̶á̶ ̶c̶o̶n̶s̶i̶d̶e̶r̶o̶ ̶p̶a̶c̶a̶s̶ é a mais nova dos protagonistas, é encantadora e nos faz torcer pelo seu sucesso (apesar de um discurso meio nada a ver lá pelo terceiro ato). Teria sido mais interessante manter a nova geração junta, já que a graça deles era justamente a forma como eles agiam em equipe, o que não acontece muito neste episódio. Os destaques ficam com Rose e a interpretação ligeiramente canastrona de Domhnall Gleeson como General Hux, com destaque pra interação engraçadinha dele como Poe.

(Pausa dramática pra dizer que eu chorei em todas as cenas em que a Carrie Fisher aparece. Não pelo que acontece com a personagem dela. Só porque ela aparece mesmo.)


Mas o que incomodou muitos fãs foi a mudança no conceito da Força. Se na trilogia original todas as habilidades pareciam exigir muito esforço e treino, aqui tudo parece muito fácil. Só pra citar coisas que acontecem no episódio anterior, Rey não deveria ter tanto controle sobre suas habilidades, visto que ela nunca teve treinamento e seu poder é bruto. É estranho que ela consiga usar truques mentais na segunda tentativa. Algumas das coisas que acontecem neste filme parecem extrapolar o poder da Força. Isso irritou tanto alguns fãs a ponto de eles fizeram um abaixo-assinado para remover o filme do cânone da saga, o que é um grande exagero (se você não fez abaixo-assinado por causa de um filme que tem Jar Jar Binks, reclamar deste parece frescura).

Os Últimos Jedi é um filme divertido, mas que parece muito mais focado em não desagradar os fãs do que em contar uma boa história. Para uma trilogia que começou tão bem, este capítulo foi bastante morno.

Numa escala de um a cinco troopers, o quanto eu gostei do filme:

Comentários
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5 comentários:

  1. Olá Tamy! Não sou fã do universo Star Wars mas tenho que admitir que fiquei tentada a assistir o filme devido a tanta publicidade que você comentou. Mas como não sei absolutamente nada da trama e teria que assistir todos filmes desde o início da série para compreendê-la acho melhor não arriscar. Pensei que esse seria o último da franquia mas acho que ainda teremos vários, pois por que não continuar explorando a série e deixar a história maçante para ganhar mas alguns milhões de dólares, certo? Beijos

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  2. Tamy!
    Como boa fã de toda saga Star Wars, tenho de ir assistir e ainda mais sabendo que há grandes embates, tem um quebra-cabeças emoconal e a tecnologia foi usada a favor do filme, t^dentro.
    Sem contar com os atores, né?
    Fato é que apenas pela fama, mesmo os que não conhecem nada sobre o universo criado através dos filmes, quer ir conferir.
    “Celebrar o Natal é crer na força do amor, é isto que transforma o homem e o mundo. Feliz Natal!” (Desconhecido)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA dezembro 3 livros + 2 Kits papelaria, 4 ganhadores, participem!

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  3. Não gosto de Star Wars, pois acho tudo enfadonho e repetitvo. A chance de eu assistir é zero, apesar de estar repleto de aventura.

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  4. Olá, eu não entendo nada desse universo de Star Wars, mas é inegável que a franquia sempre chama atenção com o lançamento de um novo filme. É uma pena que o longa não tenha suprido suas expectativas, mas mesmo assim parece ser um filme prazeroso de se assistir. Beijos.

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  5. Olá!
    Bom, eu nunca fui fã desse filme e também nunca entendi, mas me parece bem interessante o filme, tem uma premissa muito boa.

    Meu Blog:
    Tempos Literários

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