3 de dez de 2017


[Resenha] Como se Casar com um Marquês - Julia Quinn

Ficha Técnica 

Título: Como se Casar com um Marquês
Título Original: How To Marry a Marquis
Autor: Julia Quinn
ISBN: 978-85-8041-761-6
Páginas: 320
Ano: 2017
Tradutor: Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Elizabeth Hotchkiss precisa se casar com um homem rico, e bem rápido. Com três irmãos mais novos para sustentar, ela sabe que não lhe resta outra alternativa. Então, quando encontra o livro Como se casar com um marquês na biblioteca de lady Danbury, para quem trabalha como dama de companhia, ela não pensa duas vezes: coloca o exemplar na bolsa e leva para casa. Incentivada por uma das irmãs, Elizabeth decide encontrar um homem qualquer para praticar as técnicas ensinadas no pequeno manual. É quando surge James Siddons, marquês de Riverdale e sobrinho de lady Danbury, que o convocou para salvá-la de um chantagista. Para realizar a investigação, ele finge ser outra pessoa. E o primeiro nome na sua lista de suspeitos é justamente... Elizabeth Hotchkiss. Intrigado pela atraente jovem com o curioso livrinho de regras, James galantemente se oferece para ajudá-la a conseguir um marido, deixando-a praticar as técnicas com ele. Afinal, quanto mais tempo passar na companhia de Elizabeth, mais perto estará de descobrir se ela é culpada. Mas quando o treinamento se torna perfeito demais, James decide que só há uma regra que vale a pena seguir: que Elizabeth se case com seu marquês.

Resenha


Quando um livro é muito bom dificilmente a gente quer que ele acabe, não é mesmo? É o que acontece com Como se Casar com um Marquês, segundo e último livro da dualogia Agentes da Coroa, da querida Julia Quinn.

Conhecemos James Sidwell, o marquês de Riverdale, em Como Agarrar uma Herdeira por ele ser o melhor amigo de Blake Ravenscroft, o protagonista da outra história e logo ligamos ele ao sobrinho que lady Danbury citava com frequência na série Os Bridgertons. Não sei vocês, mas eu sempre adorei lady Danbury e seus comentários sarcásticos e verdadeiros, que ela sempre justificava ter permissão de fazer por conta de sua idade – não que alguém soubesse sua idade ou tivesse coragem de perguntar, kkkk.

James trabalhou por anos como espião para o Departamento de Guerra, mas depois que seu disfarce foi descoberto por uma espiã e revelado aos franceses, não lhe designavam uma missão emocionante. Sendo assim, sabendo que em algum momento seria necessário casar e ter um herdeiro para o título, resignou-se e resolveu ficar em Londres e encontrar a esposa ideal para essa função. Entretanto, essa missão estava se mostrando muito mais árdua do que imaginava: muitas jovens sem opinião própria com mães que, ao contrário, tinham muita opinião a dar sobre tudo, decididas a lhe armarem alguma cilada e obrigá-lo a um casamento com quem não estava interessado. Assim, quando recebeu uma carta da tia lhe pedindo para ir à Casa Danbury, em Surrey, e descobrir quem a estava chantageando e ainda por cima sob o disfarce de novo administrador da propriedade – James Siddons – era a desculpa que ele precisava para sair de Londres sem parecer que estava fugindo das mocinhas desesperadas por um casamento.
O que ele queria em uma mulher? (...) O que ele, James, queria em uma esposa? Ele precisava se casar, não havia como questionar o destino a esse respeito. Mas era terrivelmente difícil imaginar passar o resto da vida com uma flor tímida que tinha medo de expressar a própria opinião.
Ou pior, com uma flor tímida que nem sequer possuía uma opinião.
P. 140
Do outro lado dessa história conheceremos Elizabeth Hotchkiss, uma jovem de vinte e três anos que há cinco trabalha como dama de companhia de lady Danbury e cuida dos três irmãos mais novos – Susan, Jane e Lucas. Sem muitos recursos e poucas opções de trabalho, essa não tem sido uma tarefa fácil e agora que o contrato de aluguel do chalé em que moram está chegando ao fim, não há como conseguir pagar a renovação, alimentar os irmãos e ainda enviar o caçula para o colégio. Claro que ao longo dos anos alguns parentes distantes ofereceram ajuda, mas todos tinham apenas interesse em criar Lucas, afinal ele tinha um título de baronete e poderia lhes render alguns benefícios no futuro, mas Elizabeth não iria permitir a separação do que restou de sua família. Nessas circunstâncias, só lhe resta como opção casar com alguém de posses, o problema é que além de não ter muitos candidatos onde mora, ela também não ter a menor noção de como conquistar um marido.

A confusão começa quando Lizzie encontra um livrinho na biblioteca de lady Danbury chamado Como se casar com um marquês, um livro cheio de decretos - muitos deles absurdos - que uma jovem deve seguir se quiser se casar com um cavalheiro. Mesmo relutante em sequer ler as regras, Elizabeth é convencida por Susan a pelo menos praticar as táticas do livro com algum homem que esteja na Casa Danbury e é aí que surge o novo administrador da propriedade em um momento escolhido a dedo.

Assim que conhece a jovem dama de companhia de sua tia, James acredita que ela é uma forte suspeita de ser a chantagista pela facilidade que ela teria de obter informações tendo tanto acesso dentro da casa. Tratando-se de uma mulher suspeita, James normalmente usa com elas a estratégia de seduzi-las para obter as informações de que precisa e não seria diferente dessa vez, mas Elizabeth o intriga muito com mudanças repentinas de comportamento, até que ele descobre a existência do tal livro de regras e resolve ajudá-la a conseguir um marido.
Elizabeth não sabia nada sobre amor, mas sabia que poderia se apaixonar por aquele homem. Sentia isso no fundo do seu coração, o que a apavorava. Ele não era um homem com quem ela poderia se casar. O Sr. Siddons não tinha dinheiro, ele mesmo dissera isso. Como ela conseguiria mandar Lucas para Eton tendo um administrador como marido? De que forma vestiria e alimentaria Susan e Jane? (...)
Santo Deus, ela pensara que a vida a tratara injustamente antes, mas aquilo... aquilo era nada menos do que angustiante.
P. 109
Quanto mais eles ficam juntos, mais percebem o quanto combinam em inteligência, sagacidade, em serem praticamente os únicos que não têm medo de falar suas opiniões na frente de lady Danbury. James vê Lizzie como a guerreira que é, absolutamente devotada aos irmãos, sempre pensando neles em primeiro lugar. Por outro lado, Lizzie está certamente apaixonada por James, mas não vê como é possível ficar com ele quando precisa desesperadamente de um marido rico para manter sua família.
Enquanto acompanhava Elizabeth até em casa, James sentiu sua vida entrar em foco. Desde que fora forçado a sair do Departamento de Guerra, ficara flutuando pela vida do que de fato vivendo. Se vira vítima de um mal-estar. Sabia que precisava seguir em frente, mas não estava satisfeito com as opções que se apresentavam. Sabia que precisava se casar, mas sua reação às mulheres em Londres havia sido quase sempre morna. Precisava ter um interesse mais ativo em suas terras e propriedades, mas era difícil chamar o Castelo Riverdale de lar quando via a sombra do pai em cada canto.
Mas no espaço de uma semana a vida dele assumira uma nova direção. Pela primeira vez em mais de um ano ele queria alguma coisa.
Queria alguém.
Queria Elizabeth.
P. 219-220
Além de ter adorado Lizzie e James, não posso deixar de lado seus irmãos e a própria lady Danbury, que são maravilhosos sempre que estão presentes. Outros que não posso deixar de citar são Blake e Caroline, que aparecem em uma festa promovida por lady Danbury e ficam em algumas cenas superdivertidas.
— É mesmo uma história sensacional — disse Blake com um dar de ombros. — Eu escreveria um livro a respeito, mas sei que ninguém acreditaria em mim.
— Acha mesmo? —  perguntou Caroline, os olhos iluminados de prazer. — Que título você daria ao livro?
— Não sei... — falou Blake, esfregando o queixo. — Talvez algo sobre como agarrar uma herdeira.
James aproximou o rosto do de Blake.
— Por que não Como deixar seus amigos completa e irrevogavelmente loucos?
Elizabeth balançou a cabeça.
— Vocês são todos loucos. Estou certa disso.
P. 252
Mais uma vez me apaixonei pelos personagens que a Julia criou e, como sempre, quero mais e espero que não demorem a ser publicados no Brasil mais livros dela.

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Comentários
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6 comentários:

  1. Olá, pela resenha vejo que essa obra encerra da duologia de forma perfeita e, claro já deixando muita saudade dos personagens carismáticos que só Julia Quinn consegue conceber. Espero ler as duas obras em breve, beijos.

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  2. Lay!
    Fiquei feliz em saber que esse exemplar é ainda melhor do que o primeiro, mais irreverente e hilário.
    James e Elizabeth devem bem dar o tom do clima sexual entre eles, sem contar com os trechos engraçados.
    Gosto demais da autora.
    Que dezembro seja repleto de realizações e a semana cheia de luz e paz!
    “Dentre os mais dignos predicados de um homem está o de saber dizer a verdade.” (Renato Kehl)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA dezembro 3 livros + 2 Kits papelaria, 4 ganhadores, participem!

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  3. Oi Lay
    Então, eu li 'Como agarrar uma herdeira' e n gostei mt n.
    O personagem que mais gostei foi exatamente o James, personagem principal desse livro. Por isso tô bem curiosa pra conferir a história dele.


    Bjooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  4. Olá Layane! Julia Quinn é maravilhosa! Nunca me decepcionei com seus livros. A maneira como ela cria seus personagens cativa qualquer um. Ainda não li a duologia, mas pretendo ler em breve. Não tem como não suspirar pelo James e torcer pelo casal, afinal Como se casar com um marques nos mostra que o amor não tem classe social. Beijos

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  5. Ainda não tive oportunidade e ler nenhuma das obras desta autora, apesar de me interessar e muito pelos seus livros, principalmente este novo lançamento. Gostei muito da forma como a autora desenvolveu este casal, de maneira envolvente e cativante, focando na inteligencia, e diálogos divertidos. Por isto acredito que esta será para mim uma leitura muito agradável.

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  6. Quero muito ler! Estou me apaixonando pelos romances de época/históricos. E tudo isso, por causa da maravilhosa Júlia Quinn. Li a série Quarteto Smythe-Smith e amei! Logo, logo quero ler essa duologia também!

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