8 de dez de 2017


[Resenha] O Navio dos Mortos - Rick Riordan

Ficha Técnica 

Título: O Navio dos Mortos
Título Original: The Ship of the Dead
Autor: Rick Riordan
ISBN: 978-85-510-510-0247-6
Páginas: 368
Ano: 2017
Tradutor: Regiane Winarski
Editora: Intrínseca
Nos dois primeiros livros da série, Magnus Chase, o herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain, ex-morador de rua e atual guerreiro imortal de Odin, precisou sair em algumas jornadas árduas e desafiar monstros, gigantes e deuses nórdicos para impedir que os nove mundos fossem destruídos no Ragnarök, o fim do mundo viking. Em O navio dos mortos, Loki está livre da sua prisão e preparando Naglfar, o navio dos mortos, para invadir Asgard e lutar ao lado de um exército de gigantes e zumbis na batalha final contra os deuses. Desta vez, Magnus, Sam, Alex, Blitzen, Hearthstone e seus amigos do Hotel Valhala vão precisar cruzar os oceanos de Midgard, Jötunheim e Niflheim em uma corrida desesperada para alcançar Naglfar antes de o navio zarpar no solstício de verão, enfrentando no caminho deuses do mar raivosos e hipsters, gigantes irritados e dragões malignos cuspidores de fogo. Para derrotar Loki, o grupo precisa recuperar o hidromel de Kvásir, uma bebida mágica que dá a quem bebe o dom da poesia, e vencer o deus em uma competição de insultos. Mas o maior desafio de Magnus será enfrentar as próprias inseguranças: será que ele vai conseguir derrotar o deus da trapaça em seu próprio jogo?

Resenha


O Navio dos Mortos nos leva ao final da trilogia Magnus Chase e os Deuses de Asgard do nosso querido Rick Riordan, ou tio Rick para os íntimos, kkkkk (já me considero nesse time de tantos livros que já li dele).

Ao longo dessa trilogia já vimos muitas batalhas incríveis e jornadas praticamente impossíveis de serem vencidas, mas o maior desafio de todos estava realmente guardado para o final. Recuperar Sumarbrander – mais conhecida como Jacques, a espada que fala e canta mais do que qualquer outra e recuperar mjölnir foram apenas um aquecimento, Magnus e seus amigos precisam atravessar os oceanos de Midgard, Jötunjeim e Niflheim em um tempo apertadíssimo para alcançar Naglfar, o navio dos mortos, comandado por Loki, que assim que conseguir zarpar irá iniciar o Ragnarök.

Logo no início do livro temos uma visita bem-vinda de dois personagens queridos de outra série do Rick, Percy e Annabeth. Eles estão em Boston para dar uma pequena ajuda para Magnus, afinal, o einherjar sabe de sua iminente viagem pelo mar e ninguém melhor do que o namorado de sua prima, filho do deus do mar. Mas essa é uma visita rápida, até porque o foco aqui não é Percy ou Annabeth e sim Magnus, entretanto, também não daria para deixar de fora quando foi citado que eram parentes.
— Em breve — respondi. — Não sabemos exatamente para onde vamos, nem quanto tempo vamos demorar para chegar lá...
— História da minha vida — comentou Percy.
— ... mas temos que encontrar o grande e horrendo navio da morte de Loki antes que ele parta no solstício de verão. Sabemos que está ancorado em algum lugar na fronteira entre Niflheim e Jötunheim.
P. 17
Em seguida nossos heróis sairão em missão, mas seguindo a característica já criada por Rick, até chegarem ao momento da grande batalha, os personagens enfrentarão pequenos desafios – que de pequenos não tem nada – e serão nesses momentos que teremos a oportunidade de conhecer mais sobre o passado deles, lugares que viveram e morreram, como chegaram até Valhala.

Cada um dos integrantes da equipe tem sua função e quanto mais conhecia sobre eles, mais os admirava. O que dizer da história de Hearthstone? Eu já tinha ficado abalada com o que descobri em O Martelo de Thor, mas ele conseguiu me surpreender ainda mais agora, que personagem incrível! Outra força extraordinária é Samirah, imagina ser uma muçulmana, filha de um deus nórdico, vivendo o mês do Ramadã em uma missão com um elfo, um anão e einherjar mortos (com alguns ateus no meio)?
— O vitupério é bem mais do que uma simples série de xingamentos — avisou ele. — É uma duelo de prestígio, poder, confiança. (...) — Palavras podem ser mais letais que lâminas, Magnus. E Loki é um mestre da retórica. Para vencê-lo, você precisa encontrar o poeta dentro de você.
P. 107
Rick usa a diferença entre os personagens para mostrar como é possível ser diferente e aceitar os outros da maneira como são. Elfo, anão e humanos. Brancos e negros. Ateus, politeístas e monoteístas. Homens, mulheres e de gêneros fluídos. Todos juntos em prol de um objetivo único: impedir que o Ragnarök aconteça agora.
Alex era uma força da natureza, como os trovões. Ela atacava quando sentia vontade, de acordo com variações de temperatura e padrões de neve que eu não tinha como prever. Ela abalava minhas estruturas de uma forma poderosa, mas ao mesmo tempo estranhamente suave e contida, escondida por uma nevasca. Eu não conseguia distinguir quais eram suas motivações. Alex fazia o que queria. Pelo menos, era o que parecia para mim.
P. 292
Eu adoro a maneira como Rick conduz suas histórias, seus diálogos e como usa parte da mitologia e de fatos reais para criar a história. Talvez esse seja uma das coisas mais legais, não estou aqui estudando mitologia, nem qualquer outra parte da história, mas ele usa esses elementos para criar uma ficção divertida. Seus personagens sempre têm o que ensinar e aprender com os outros e a ligação que criou entre Blitzen, Heart e Magnus é realmente muito bonita, sempre que estavam juntos víamos o quanto a amizade e a lealdade era recíproca entre eles. Ao mesmo tempo eu torcia por um relacionamento amoroso entre Magnus e Alex.

Adorei mais uma vez e já quero ver como ele vai concluir sua outra série também.
Pensei no que o futuro nos reservava. Nossos trabalhos como einherjar nunca acabavam. Até o Ragnarök, nós sempre teríamos mais missões a cumprir, mais batalhas para lutar.  (...)
Mas, agora, nós tínhamos fogos de artifício. Tínhamos nossos amigos, novos e velhos. (...)
Tudo isso poderia acabar a qualquer momento. Nós einherjar sabíamos que estávamos destinados a morrer. Que o mundo vai acabar. O fim já está predestinado. Mas até lá, como Loki disse certa vez, nossas escolhas podiam alterar os detalhes. É assim que nos rebelamos contra nosso destino.
Às vezes até Loki podia estar certo.
P. 355-356
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Comentários
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11 comentários:

  1. Bom, não tenho muito o que falar, pois não li nenhum livro do Rick Riordan e não li/leio muitos livros de fantasia (não é meu gênero favorito, ainda mais sendo infantojuvenil). Pra quem gosta, parece ser uma ótima leitura, com ótimos personagens.

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    1. Ai, que pena Daiane, mas para quem gosta do gênero, digo que é uma leitura maravilhosa ;)

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  2. Olá, é impossível não se apaixonar pelas obras de Riordan, né? Aqui vejo que O Navio dos Mortos encerra essa trilogia nórdica de forma primorosa, sem contar que as já tradicionais lições de companheirismo do autor também estão presentes. Beijos.

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    1. Ai Alison, eu sou suspeita, adoro os livros do Rick, kkkk, sempre consigo tirar muitas lições dele.

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  3. Olá Layane! Eu quero muito ler essa série, mais ainda não comecei a leitura pois ainda não tenho esse último livro. Tio Rick é maravilhoso, sabe contar uma mitologia como ninguém. Atualmente estou lendo a série As Crônicas dos Kane, outra série dele sobre mitologia egípcia e estou amando. Percy e Annabeth nesse livro é um bônus que o autor criou para os fãs de série. Como não amar Rick Riordan? Espero comprar O navio dos mortos logo. Beijos

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    1. UHuuu, amo as crônicas dos Kane (minha favorita) <3

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  4. Lay!
    Gosto tmbém como o autor escreve seus enredos, prendendo a atenção do leitor e ainda traz toda uma mitologia própria que para quem gosta como eu, é uma boa pedida.
    Quero poder ler.
    Bom final de semana!
    “A melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida.” (Desconhecido)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA dezembro 3 livros + 2 Kits papelaria, 4 ganhadores, participem!

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    1. Espero que possa ler, Rudy, adoro como o Rick desenvolve as histórias <3

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  5. Nem preciso dizer o quanto as pessoas me recomenda a leitura das obras desse autor, porém não sei o motivo, mas quando leio as resenhas de seus livros não me sinto atraída a leitura, não e algo que me desperta interesse. No entanto confesso que gosto da premissa de suas estórias, até pelo fato de que seus personagens sempre te algo de especial para passar a seus leituras, inclusive algumas lições de vida. Talvez futuramente eu resolve ler esta série.

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    1. Deixe para ler quando realmente estiver com vontade, Lana, para que isso não interfira na sua opinião da história, quando a gente força demais, acaba lendo pela pressão e depois não agrada tanto, né?

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  6. Olá!
    Bom, já ouvir fala muito desse autor, ainda no momento não li nada mas tenho uma pequena curiosidade. O livro tem uma premissa ótima, com muita aventura e com fantasia, eu gostei e espero ler em breve.

    Meu Blog:
    Tempos Literários

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