30 de mar de 2018


[Resenha] Um Sedutor Sem Coração - Lisa Kleypas

Ficha Técnica 

Título: Um Sedutor Sem Coração
Título Original: Cold-hearted Rake
Autor: Lisa Kleypas
ISBN: 978-85-8041-815-6
Páginas: 320
Ano: 2017
Tradutor: Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Devon Ravenel, o libertino mais maliciosamente charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas – e algumas surpresas. A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon. Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a ardente atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar. Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu? Um sedutor sem coração inaugura a coleção Os Ravenels com uma narrativa elegante, romântica e voluptuosa que fará você prender o fôlego até o final.

Resenha


Um Sedutor sem Coração é o início da nova série de romance de época da Lisa Kleypas, Os Ravenels e, assim como Os Hathaways e As Quatro Estações do Amor já vi que trará ótimas histórias.

Em Um Sedutor sem Coração conhecemos Devon Ravenel, um jovem de vinte e oito anos que acabou de herdar o título de Conde de Trenear de seu primo. Theo Ravenel morreu no terceiro dia após de seu casamento, em um acidente de cavalo, deixando as três irmãs mais novas e sua viúva sem muito amparo (isso para dizer o mínimo). A verdade é que a propriedade e o título estão abarrotados de dívidas, coisa que Devon não tinha até essa herança chegar (mesmo não sendo rico, também não tinha com o que se preocupar). Logo, o lógico a ser feito é vender tudo, pagar as dívidas, despachar as mulheres para qualquer lugar e seguir com sua vida de solteiro e sem responsabilidades que sempre lhe agradou.
— A verdade, West, é que eu não poderia salvar esta maldita propriedade, nem as donzelas, mesmo se quisesse. Nunca fui um herói, e não tenho desejo algum de ser.
P. 34
Mas  quando conhece a viúva de seu odiado primo, ele sente-se atraído por ela e o embate é certeiro, pois os dois tem uma personalidade difícil de lidar; Devon um Ravenel, família conhecida por seu temperamento volátil e impulsividade e Kathleen uma descendente de irlandeses, que dizem que têm também um temperamento bem complicado.

Apenas alguns dias convivendo com Kathleen e as irmãs de Theo, Helen, Cassandra e Pandora no Priorado Eversby faz com que Devon perceba que não pode deixar as primas e Kathleen desamparadas e nem todos os arrendatários, mas essa não essa não será uma tarefa fácil, inclusive, seu irmão, Weston, não entende essa mudança repentina de comportamento.

Kathleen é irlandesa, mas foi criada na Inglaterra, isso porque seus pais, lorde e lady Carbery são criadores de cavalos árabes e precisavam viajar durante muitos meses no ano para o Egito e não teriam como cuidar de uma criança. Assim, ela foi criada por lorde e lady Berwick (amigos do casal e que partilhavam o amor pelos equinos) ao lado das filhas deles, com toda sua severidade e regras da sociedade, além de aprender a não demonstrar suas fraquezas e nunca esperar pelo apoio de ninguém.
— Milady... — O Dr. Weeks a observou por alguns segundos, os olhos cansados e bondosos. — Conheço muitos fatos científicos sobre o coração humano, e um deles é que é muito mais fácil fazer um coração parar de bater em definitivo do que evitar amar a pessoa errada.
P. 173-174
Ao longo da história temos a oportunidade de conhecer os personagens, entendê-los e perceber as mudanças que ocorrem com eles. O fato de Kathleen ter sido abandonada pelos pais e a frustração que foi seu curto casamento justifica o fato dela parecer uma mulher ranzinza, que reclama de tudo e não confia em ninguém. Devon passa a perceber que ter responsabilidades é importante, não é fácil, ele não pediu para herdar um título, um condado, muito menos a responsabilidade sobre a vida de tantas pessoas, mas que não pode jogar tudo para o alto como se nada tivesse acontecido.

Outro personagem que sofre uma mudança radical é Weston, o irmão de Devon. Eles só têm um ao outro como família e pensavam igual em relação à uma vida sem responsabilidades, mas quando Devon precisa de ajuda com o Priorado Eversby, mesmo não concordando a princípio, West o ajuda  e isso muda o rumo da sua vida.

Além deles, as irmãs de Theo são ótimas. Helen, a mais velha, com vinte e um anos, tem uma natureza pacata e nem parece irmã das gêmeas, de dezenove anos. Cassandra e Pandora parecem uma força da natureza: incontroláveis. Adorei as meninas e estou certa de que a natureza calma de Helen sofrerá mudanças no próximo livro da série, afinal, em Um Sedutor sem Coração já temos muitas dicas do que será o seu romance.
— Que absurdo! — Pandora jogou a peça de lado. — Isso é frustirritante.
Diante da expressão interrogativa de Devon, Helen explicou:
— Pandora gosta de inventar palavras.
— Não gosto — retrucou Pandora, irritada. — É só que às vezes uma palavra comum não expressa o modo como me sinto.
P. 67
Adorei a história, adorei os personagens e nesse livro, que se passa no ano de 1875 Lisa aborda o impacto das fábricas, a migração de muitas famílias para as cidades, deixando de trabalhar no campo para trabalhar nas fábricas. Consequentemente o empobrecimento da nobreza e a ascensão da burguesia, e aqui temos o intrigante personagem de origem galesa que representará essa classe, Rhys Winterborne, dono de uma imensa loja de departamentos. Inclusive também coloca os personagens usando o trem como transporte e mostrando a diferença do que seriam as viagens de carruagem e de trem.

Resumindo, foi um livro maravilhoso que me deixou com a sensação de quero mais quando cheguei ao final.

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Comentários
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7 comentários:

  1. O livro nos traz um romance conturbado, pois os personagens tem personalidades bem distintas, acho que isso que torna o livro interessante, pois Devon tem que amadurecer e arcar com suas responsabilidades, ao mesmo tempo que Kathleen deve aprender a confiar nas pessoas!! O livro deve trazer altas aventuras entre os dois, mas que no final, as coisas acabam dando certo.

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  2. Eu sou Maluquinha Nos romances de época e fiquei muito animada Quando eu soube que a editora arqueiro ia lançar mais um livro da Lisa kleypas eu tava de olho e eu desse livro desde que ouvi falar sobre o orçamento dele no exterior e quero muito conferência nova obra da Lisa porque disseram que os melhores livros dela são dessa serie

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    1. Então são duas, Carolina. Falou romance de época e chick-lit são dois gêneros que nem penso quando escuto que tem, kkkk

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  3. Eitaaaaa, benditos romances de época!
    Tem como não amar?
    Já me apaixonei por essa obra e é que eu ainda nem li, hahaha
    Já conheço o tamanho de elogios que a Lisa Kleypas recebe pelos seus livros e adorei a premissa desse livro. Imagino o quão, de início, seria esse relacionamento entre os personagens por eles terem personalidades muito fortes.
    Quero dar uma conferida em breve :)

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    1. Não é, Jéssica? Como não amar? Meu Deus, nem penso demais, sempre quero, kkkkk
      Quando ler me conta o que achou do livro, ok?

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  4. Lay!
    Dessa vez me parece que a Lisa trouxe uma série mais bem elaborada, com os protagonistas de temperamento forte e impulsivo, juntando além do romance, uma verdadeira aula de história sobre a revolução industrial e várias outras subtramas que devem prender do início ao final.
    “Não cruze os braços diante de uma dificuldade, pois o maior homem do mundo morreu de braços abertos!” (Desconhecido)
    BOA PÁSCOA!
    cheirinhos
    Rudy

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    1. O romance é incrível, Rudy. E o envolvimento da história real da revolução industrial com o enredo do livro ainda dá aquela ajudinha para relembrar os acontecimentos de nossa história mundial, não é mesmo?! Lisa arrebentando <3

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