13 de abr de 2018


[Resenha] O Jogo das Sombras - Christine Feehan

Ficha Técnica 

Título: O Jogo das Sombras
Título Original: Shadow game
Autor: Christine Feehan
ISBN: 978-85-503-0277-5
Páginas: 368
Ano: 2018
Tradutor: Carolina Coelho
Editora: Universo dos Livros
O Jogo das SombrasChristine Feehan, autora premiada e best-seller do The New York Times e do USA Today apresenta o primeiro livro de sua série Ghostwalkers – O jogo das sombras, um livro intenso, sombrio e incrivelmente seduzente. Este experimento secreto é criação do renomado cientista Peter Whitney e sua brilhante filha, Lily. Criado para aprimorar as habilidades psíquicas de um esquadrão de elite, as transformações permitem que o poder mental desses homens se transforme em uma incrível arma militar. Entretanto, as cobaias começam a morrer misteriosamente nos laboratórios secretos, sempre vítimas de acidentes bizarros, e o capitão Ryland Miller sabe que ele será o próximo. Quando o dr. Whitney é assassinado, Ryland sabe que agora só poderá confiar na bela Lily. Possuidora de um sexto sentido excepcional, ela compartilha com Ryland cada novo medo, cada traição e cada suspeita que surge nos laboratórios. Contudo, ambos compartilham muito mais do que os próprios medos e terão de lidar com a paixão que os atrai enquanto desvendam os segredos por trás de tantas mortes. 

Resenha

Não cumpre praticamente nada do que promete. O Jogo das Sombras, primeiro livro da série Ghostwalkers, foi uma experiência difícil de leitura. A sensação constante de história que não se desenvolve, os objetivos das personagens não pareciam claros e o romance um pouco forçado. Christine Feehan é conhecida e amada pela série Cárpatos, série que já me foi recomendada inúmeras vezes, então criei uma expectativa para a leitura de O Jogo das Sombras.

A empresa Donovan, comandada pelo riquíssimo Dr. Peter Whitney, é responsável por um projeto militar arriscado. Experimentos científicos em soldados, todos eles voluntários, que ganhariam habilidades psíquicas para utilizar em futuros combates. Caso o país precisasse da ajuda desse grupo, eles entrariam em cena e diminuiriam os riscos de baixas. Só que esses experimentos saíram de controle e doutor Peter não sabia como reverter o processo. O grupo militar liderado pelo capitão Ryland Miller tinha virado um grupo de aberrações. E se vendo nessa situação preocupante, Peter decide pedir ajuda a sua filha, Dra. Lily Whitney. A grande questão é: Lily sabia muito pouco dos planos e trajetória de seu pai.

Lily, assim como o grupo militar, tinha habilidades psíquicas e acaba se aproximando de Ryland. Como o capitão também é telepata, eles criam esse laço afetivo por meio das conversas que não precisam ser faladas. A conexão deles é assustadoramente rápida. Primeira vez que Lily visita a ala onde Ryland está enjaulado e o capitão já se sente profundamente ligado a protagonista. Ela tem muito receio em admitir que também se sente conectada a ele, mas aos poucos vai aceitando que eles podem ficar juntos. Lily é inteligentíssima e muito solitária, poucas pessoas fazem parte de sua vida e por isso um possível relacionamento a deixa assustada.

Ryland atravessa crises de consciência porque convenceu a sua equipe a participar dos experimentos e tudo saiu diferente do que esperavam. Foram aprisionados como animais traficados e tratados com extrema crueldade. Todos eles se sentiram traídos pelo coronel Higgens, foram isolados, contato humano zero e o que mantinha a unidade do grupo era a telepatia, a vantagem de conversar através das mentes. Nesse cenário caótico, Dr. Peter é assassinado - não é spoiler, tem na sinopse - e surgem os questionamentos sobre quem era de verdade o cientista, o que ele pretendia, quem está por trás do homicídio. Lily tem o seu mundo virado de cabeça para baixo e teme pela sua segurança e das pessoas que são importantes em sua vida.

O Jogo das Sombras foi decepcionante porque a história tem uma premissa interessante e não parece se desenvolver. A leitura é arrastada, por vezes maçante, e tive a sensação de que algumas coisas não faziam sentido. Um bombardeio de informações, e que não eram explicadas, tornando-as desnecessárias para história. Christine Feehan deu destaque a diferentes assuntos e se debruçou pouco em todos eles. Passado de Lily, assassinato de seu pai, conspiração militar, Ryland e sua equipe, o romance de Lily e Ryland, tudo isso jogado e um desenvolvimento que deixou a desejar. Inclusive, o romance, a paixão avassaladora, entre Ryland e Lily, em minha opinião, foi forçada. A tensão que existia entre os dois nasceu de uma simples visita da protagonista ao capitão, tudo muito rápido e que não explicaria a intensidade dessa paixão. Como disse anteriormente, O Jogo das Sombras é o primeiro de uma longa série. 
Comentários
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2 comentários:

  1. Um história super mega interessante, o criador e a criatura... em que as experiencias com soldados voluntários tronou-se uma verdadeira aberração ao comportamento humano. Acho que é bem horripilante as entrelinhas desse livro, desafiador também pra quem irá ler... Vale apena ler.

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  2. Achei a sinopse bastante interessante, existem elementos que não se ve muito nos livros. Acho que a autora não soube explorar bem o potencial da trama. A falta de desenvolvimento e quantidade enorme de assuntos tratados são uma receita quase infalível pra confundir o leitor e tornar a narrativa maçante. Além disso, relacionamento forçados não tem perdão pra mim.

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