17 de abr de 2018


[Resenha] Uma Proposta e Nada Mais - Mary Balogh

Ficha Técnica 

Título: Uma Proposta e Nada Mais
Título Original: The Proposal
Autor: Mary Balogh
ISBN: 978-85-8041-817-0
Páginas: 272
Ano: 2018
Tradutor: Livia de Almeida
Editora: Arqueiro
Primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes, Uma Proposta e Nada Mais é uma história intensa e cativante sobre segundas chances e sobre a perseverança do amor. Após ter tido sua cota de sofrimentos na vida, a jovem viúva Gwendoline, lady Muir, estava mais que satisfeita com sua rotina tranquila, e sempre resistiu a se casar novamente. Agora, porém, passou a se sentir solitária e inquieta, e considera a ideia de arranjar um marido calmo, refinado e que não espere muito dela. Ao conhecer Hugo Emes, o lorde Trentham, logo vê que ele não é nada disso. Grosseirão e carrancudo, Hugo é um cavalheiro apenas no nome: ganhou seu título em reconhecimento a feitos na guerra. Após a morte do pai, um rico negociante, ele se vê responsável pelo bem-estar da madrasta e da meia-irmã, e decide arranjar uma esposa para tornar essa nova fase menos penosa. Hugo a princípio não quer cortejar Gwen, pois a julga uma típica aristocrata mimada. Mas logo se torna incapaz de resistir a seu jeito inocente e sincero, sua risada contagiante, seu rosto adorável. Ela, por sua vez, começa a experimentar com ele sensações que jamais imaginava sentir novamente. E a cada beijo e cada carícia, Hugo a conquista mais – com seu desejo, seu amor e a promessa de fazê-la feliz para sempre.

Resenha


Depois de adorar Os Bedwyns chegou a hora de iniciar a nova série da Mary Balogh, Clube dos Sobreviventes, que traz uma nova proposta de capas da Editora Arqueiro que eu achei lindíssima.

Em Uma Proposta e Nada Mais, o primeiro livro dessa série conhecemos Hugo Emes, lorde Trentham. Hugo é da classe média, mas seu pai sempre trabalhou muito e tornou-se um homem rico e foi graças a esse dinheiro que seu pai pode comprar-lhe uma patente no exército quando Hugo lhe informou que esse era o desejo de seu coração. Durante os anos de guerra Hugo trabalhou arduamente por suas promoções e, após sobreviver à uma missão suicida recebeu o título de lorde pelo rei. Entretanto, nunca o agradou ser lembrado por essa missão, que lhe cobrou um preço muito alto. Quando saiu do exército foi encaminhado para a casa de George Crabbe, o duque de Stanbrook, na Cornualha, um homem que vinha ajudando jovens a se recuperarem depois da guerra. Assim, surgiu o clube dos sobreviventes, formado por George, Hugo, Flavian Artnott - visconde Ponsonby, Ralph Stockwood - conde de Berwick, Vincent Hunt - lorde Darleigh, Imogen Hayes - lady Barclay e sir Benedict Harper.

Agora, depois de "recuperado", o grupo encontrava-se uma vez por ano em Penderris Hall para se fortalecer como grupo, apoiar uns aos outros. Como Hugo não compareceu à reunião do ano anterior devido o falecimento do pai, é uma grande festa o fato dele ter ido e as novidades que traz, a necessidade de casar-se para ajudar a irmã caçula a encontrar um marido e ter um filho para quem deixar seu legado, promessas feitas ao pai em seu leito de morte.

Entretanto, assim que chega em Penderris Hall acaba conhecendo Gwendoline Grayson, lady Muir, que estava passando um mês hospedada na casa de Vera Parkinson, uma conhecida de quando debutou e que acabou de perder o marido. Gwen, também viúva, vivia em Newbury Abbey, Dorsetshire, com a mãe, mas ao contrário de Vera, não se deixou abater mesmo tendo perdido um filho e o marido e um curto espaço de tempo e, mesmo depois de sete anos não havia sentido a necessidade de casar-se novamente.

No entanto, essa visita lhe despertou uma solidão que há muito não sentia. Após um breve desentendimento com sua anfitriã, saiu para uma caminhada na praia que terminou  em uma torção  severa no tornozelo, agravado pelo fato de ter sido na mesma perna que havia ficado mais curta após um acidente no passado.

Com a ajuda de Hugo, que ela não havia visto até então, foi levada à Penderris Hall e logo o duque lhe chamou o médico e a amiga. As recomendações era de não ser levada de volta para casa por pelo menos uma semana e assim, foi feita membro honorável do clube dos sobreviventes. Nesse período Gwen pode conhecer o carrancudo Hugo e tudo que ele não permitia que outras pessoas, com exceção dos seus amigos soubessem e Hugo viu que, mesmo Gwen sendo uma dama da sociedade, tinha também seus medos e segredos para carregar.
Quando alguém enfrentava um grande sofrimento, sempre restava alguma fragilidade, uma vulnerabilidade onde antes houvera integridade e força, até mesmo inocência.
P. 45
Embora de idade próximas - Hugo, 33 e Gwen, 32 - a experiência de vida dos dois eram bem diferentes. Hugo foi criado para assumir os negócios do pai, mas acabou indo indo para a guerra, onde enfrentou muitas dificuldades e situações que certamente endurecem a alma humana. Gwen sempre foi uma lady, debutou e casou rapidamente, mas seu casamento não foi tão feliz e próspero como todos pensam e após suas perdas não pensou novamente em ter um marido. Mesmo sendo de mundos diferentes, Hugo e Gwen sentem-se atraídos um pelo outro, mas a razão os impede de seguir em frente e tentar algo. Mas como Hugo ainda precisa de ajuda com sua irmã, Gwen se oferece para ser madrinha dela na sociedade.
Ele se irritava principalmente porque ela o perturbava. Não que desgostasse dela, como no dia anterior. Mas ela fazia parte de um mundo desconhecido. Era bela, elegante, bem-vestida, segura de si e encantadora. Tudo o que uma dama deveria ser. E ela o atraía, o que o incomodava. Sempre fora capaz de olhar para as damas - até apreciar sua beleza e encantos - sem desejá-los. Não se deve desejar espécies desconhecidas, por mais belas que sejam.
P. 80
Mary constrói um romance entre duas pessoas de classes diferentes e nos mostra que são muito sensatas em pensar no todo e não apenas no desejo que sentem no momento. Claro que como fã de romances que sou, ficava torcendo para que eles conseguissem encontrar as respostas para as "dificuldades" que previam que viriam pela frente. Gwen se adaptaria ao mundo de Hugo, sua família? E ele, se adaptaria à dela?

Além disso, não posso deixar de mencionar os demais personagens. Mary sempre constrói personagens que ganham vida ao longo das páginas. Alguns autores focam nos protagonistas e os demais são só figurantes, mas não aqui e não falo apenas dos outros integrantes do clube dos sobreviventes. A família de Hugo, a família de Gwen são personagens com nome, sobrenome, uma história e um motivo para estar ali e tudo isso deixa a história ainda melhor.

E, para dar aquela pitada de saudosismo, nosso querido duque de Bewcastle apareceu rapidamente aqui, sendo maravilhoso como sempre.

Agora é esperar pelos próximos livros e conhecer mais o Clube dos Sobreviventes.

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Comentários
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Um comentário:

  1. Elogios não tem faltado para essa obra, e a cada resenha que eu leio, sinto ainda mais vontade de conferir a narrativa da Mary. Fiquei curiosa para saber como vai ser o envolvimento deles dois.
    Sempre gostei dos romances de época e acredito que já expus isso diversas vezes por aqui. O envolvimento que as leituras desse gênero permitem costumam ser avassaladoras e muito gostosinhas.

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