4 de mai de 2018


[Resenha] Herói nas Highlands - Suzanne Enoch

Ficha Técnica 

Título: Herói nas Highlands
Título Original: Hero in the Highlands
Autor: Suzanne Enoch
ISBN: 978-85-8235-460-5
Páginas: 272
Ano: 2017
Tradutor: A C Reis
Editora: Gutenberg
Será que um soldado inglês é capaz de conquistar o coração da Escócia? Canhões, tiros, cavalarias, armas. O Major Gabriel Forrester adora um combate e não foi à toa que recebeu o título de “Fera de Buçaco” depois de ganhar uma batalha em Portugal. Sem saber se estará vivo no dia seguinte, nunca se importou com nada além de proteger seus aliados e a si mesmo… Até que a notícia inesperada de se tornar o Duque de Lattimer e dono de uma imensa propriedade nas Highlands escocesas muda tudo o que ele achava já estar traçado para seu futuro. Em sua nova posição, a luta de Gabriel será conquistar a confiança de uma vila de escoceses nem um pouco amistosos, que não estão nada satisfeitos com o fato de ter como duque um antigo soldado inglês. Como se não bastasse, as terras ainda são administradas por uma mulher de língua afiada e corpo perfeito, que parece ser tanto sua salvação quanto sua ruína – e ele está disposto a descobrir em qual das duas categorias ela se encaixa. Com a ameaça de uma maldição nas terras em que nenhum inglês é bem-vindo, o novo duque encontra mais obstáculos do que imaginava. De todas as guerras que já lutou, essa aparenta ser a mais difícil. Afinal, é fácil eliminar inimigos; mas o que fazer quando o objetivo é fazer deles seus aliados?

Resenha


Como uma boa fã de romances de época, quis ler Herói nas Highlands por não conhecer a escrita da Suzanne Enoch, afinal, tudo que já li dela foi o conto O Melhor dos Dois Mundos no livro Lady Whistledown Contra-Ataca.

Nessa história Suzanne nos apresenta o Major Gabriel Forrester, um militar que gosta bastante do seu trabalho, pois sabe que é nisso que é realmente bom e é o que faz há doze anos. Porém, depois de muitas batalhas em diversos países protegendo os interesses da Coroa Britânica, ele acabou de descobrir que é o novo Duque de Lattimer, herdeiro de um tio-avô de segundo grau que ele nem sabia que existia. Isso fez com que ele deixasse a batalha na Espanha para entender o que esperam dele agora.

Seu retorno para Londres o leva de volta a sua irmã mais nova, Marjorie, que ele não vê há quatro anos. Na verdade a família se resume a eles dois e desde que entrou no exército Gabriel envia parte de seu salário para ela, para que pudesse estudar e se manter, mas quando chega à casa onde ela está morando atualmente, descobre que ela é uma dama de companhia de uma mulher insuportável, então ser a irmã de um duque mudará e muito as coisas para ela, e para melhor. Entretanto, Gabriel não está muito feliz com essa mudança em sua vida, até porque uma de suas propriedades, o Castelo Lattimer, que fica nas Highlands, não informa seus rendimentos ao duque há muito tempo e, agora que ele herdou tantas propriedades, precisa entender e colocá-las em mãos de bons administradores para que possa retornar ao campo de batalha.
— Enquanto espumava pela boca, fosse de loucura ou fúria, Malcolm MacKittrick declarou que, em mãos inglesas, a terra ficaria arruinada; que qualquer um que se aliasse ao usurpador inglês pereceria e que a linhagem Lattimer não continuaria.
P. 22
Quando ele chega lá, descobre que o problema é maior do que imaginava. Além do fato dos escoceses não aceitarem a intervenção inglesa, que há cem anos tirou as terras do Conde de MacKittrick e entregou ao primeiro Duque de Lattimer, os escoceses de suas terras acreditam que todos os problemas que vêm tendo ao longo dos anos é culpa da maldição. Outra descoberta é que seu administrador, Kieran Blackstock, sumiu há alguns anos e quem tem administrado o castelo é sua irmã, Fiona Blackstock.

Fiona é fiel ao seu povo e tenta ajudá-lo como pode, contratando mais pessoas do que um castelo sem lorde precisaria e tentando reverter ao máximo tudo de ruim que vem acontecendo nas terras: roubo de ovelhas, pedras do moinho que vivem quebrando, incêndios.

Quando se encontram, Gabriel e Fiona sentem-se atraídos um pelo outro, mas enquanto para ele não havia nenhum problema em se divertir com uma mulher disposta, para ela era praticamente uma traição ao seu povo ficar com um inglês.
— Eu gosto dele, admito. Durante a maior parte da minha vida eu estive rodeado de gente, e fiquei sozinho no meio dessas pessoas. É difícil fazer amizade com homens que tenho que mandar para a guerra, e então observá-los morrer. Mas você me faz pensar em outras coisas, e enquanto fizer isso, vou ficar atrás de você. É uma atração poderosa, conseguir ver outra coisa que não a morte. Você é uma atração poderosa, Fiona. E beijos não são o bastante.
P. 144
Entretanto, tenho que dizer aqui algumas coisas que me incomodaram nesse enredo, Gabriel mostrou-se disposto a ajudar quem vive em suas terras, mas os moradores nunca lhe deram nem o benefício da dúvida por ele ser inglês e em muitos momentos acredito que ele se deixou fazer de bobo desnecessariamente. Com a mente astuta tão propagada enquanto estava na guerra, por que seria diferente em outro território hostil? Um homem que tornou-se Major graças aos seus esforços em muitos momentos não parecia o mesmo personagem que eu via nas Highlands.

Também preciso falar do desenvolvimento dos personagens. Para mim Suzanne focou no relacionamento de Gabriel e Fiona, mas não senti o desenvolvimento deles individualmente, é como se do nada fosse apresentada a personagens sem embasamento. Também senti que isso a tirou do foco da descoberta do que estava provocando todos os acidentes por lá, tanto que se "resolve" rapidamente nas últimas páginas, como se fosse só para cumprir tabela.

Infelizmente senti essa ausência e além dos protagonistas outros personagens poderiam ter sido melhor trabalhados como Marjorie e Adam Kelgrove (ajudante de campo de Gabriel). Fiquei triste quando cheguei ao final do livro, porque eu esperava que a história fosse boa, que me prendesse e eu mal consegui chegar ao fim, eu sentia que lia e lia e não avançava. Agora não sei se lerei os próximos livros da série Highlands, afinal, às vezes, apenas um dos livros não é tão bom e eu posso ter começado justamente por esse.

Quem aí já leu esse livro? O que achou?

Amazon
Comentários
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5 comentários:

  1. Não li o livro, mas já ouvi falar dessa série! Nunca li nenhum livro de romance de época, porém acho que não gostarei! Pelas resenhas que já li sobre o gênero, sei que esses livros sempre tem um final previsível, o que não me atrai muito. Gosto de reviravoltas e surpresas! E, se algum dia eu resolver ler, não começaria com esse, pois não parece ser tão bom!

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  2. Oi Lay

    a capa é linda mas fiquei desinteressada agora
    heheheheeehe
    se ler mais da série conta, quem sabe n me animo se melhorar?

    Bjoooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  3. Ainda não li esse livro, mas gostei da resenha e da capa. Entendi o que incomodou na história, a falta de química entre os personagens deixa o livro cansativo. Quero arriscar e iniciar a leitura, e ver até onde aguento.

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  4. Lay!
    Geralmente é o mocinho escocês em terras inglesas, aqui é o contrário.
    Quer dizer que a autora não usa linguagem formal... nossa, difícil em romance de época, não é mesmo?
    E fiquei ainda mais curiosa pela leitura por ver que Gabriel e Fiona tem personalidades cativantes e que nos prende durante toda leitura.
    Maravilhosa semana!
    “Gosto de ouvir. Aprendi muita coisa por ouvir cuidadosamente. A maioria das pessoas nunca ouve. “(Ernest Hemingway)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA MAIO BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  5. Olá!
    Já li resenha sobre esse livro, tem uma historia muito interessante, um romance de época que realmente me agrada, quero muito poder ler.

    Meu blog:
    Tempos Literários

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