22 de jun de 2018


[Resenha] Amor Verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários - Annie Darling

Ficha Técnica 

Título: Amor Verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários
Título Original: True Love at the Lonely Hearts Bookshop
Autor: Annie Darling
ISBN: 978-85-7686-676-3
Páginas: 336
Ano: 2018
Tradutor: Cecília Camargo Bartalotti
Editora: Verus
Este é mais um romance delicioso da série A Livraria dos Corações Solitários, sobre a vida dos funcionários da livraria, um “alegre bando de desajustados”, que por uma razão ou outra desistiram do amor e, ainda assim, o encontram quando menos esperam. É uma verdade universalmente conhecida que uma mulher solteira, em posse de um bom emprego, quatro irmãs mandonas e um gato carente, deve estar em busca do seu verdadeiro amor. Será? Verity Love — fã de carteirinha de Jane Austen e uma introvertida em um mundo de extrovertidos — está perfeitamente feliz sozinha, muito obrigada. E seu namorado fictício, Peter Hardy, é muito útil para ajudá-la a escapar de eventos sociais indesejados. Mas, quando um mal-entendido a obriga a apresentar um total estranho como namorado para suas amigas, a vida de Verity de repente se torna muito mais complicada. Uma namorada fictícia também pode ser bem útil para Johnny. Indo contra todos os instintos de Verity, ela se deixa convencer a fazer uma parceria com ele para um único verão recheado de casamentos, aniversários e festas no jardim, com apenas uma promessa: não se apaixonarem um pelo outro. Mas isso não tem nem chance de acontecer, pois Verity jurou nunca mais ter um namorado, e o coração de Johnny já tem dona...

Resenha


Depois de ter lido A Pequena Livraria dos Corações Solitários e me apaixonado pela história de Posy Morland e Sebastian Thorndyke, chegou a hora de conhecer a história de Verity Love.

Em Amor Verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários, conhecendo Very, a gente descobre que, em seu primeiro, único e desastrado namoro, as coisas não terminaram de maneira muito agradável e desde então decidiu que será mais feliz sozinha. Entretanto, a pressão constante de sua família e amigos fez com que ela criasse um namorado fictício, Peter Hardy, oceanógrafo, que vivia viajando e não precisava apresentá-lo à ninguém. O caso é que, esse personagem que deveria ter permanecido em sua vida durante as festas, acabou se estendendo por alguns meses e a cobrança para que ele fosse apresentado estava cada vez maior e Very sabia que precisava acabar com aquela história de uma vez. Porém, inesperadamente ela conhece Johnny True e embarca numa aventura ainda maior.

Very acaba conhecendo Johnny quando estava fugindo de Posy e Nina, que a seguiram e queriam descobrir quem era Peter de qualquer jeito e assim, ela sentou na primeira mesa com um homem solteiro no seu restaurante favorito.
Verity fechou os olhos e desejou que o fato de não poder ver Nina e Posy significasse que elas também não poderiam vê-la. Infelizmente, a vida nunca era tão generosa.
- Por favor - ela choramingou. - Eu te peço. Só deixe rolar. Por favor.
- Deixar rolar o quê? - ele perguntou, mas era tarde demais. Verity sentiu mãos pousarem em seus ombros e o forte perfume de rosas de que Nina gostava.
- Very! Não vai nos apresentar?
P. 14
A verdade é que Very gosta de estar sozinha, ela não se sente bem interagindo com muitas pessoas e por esse motivo ela permanece no escritório na livraria. E convenhamos, logo no início, com a perseguição de Nina e Posy eu já me senti sufocada também, imagina ela, que cresceu em uma casa pequena com os pais e as quatro irmãs. Very é filha de um vigário do interior e suas irmãs são absolutamente enxeridas, sério mesmo, todas elas tem nomes de virtudes, mas não refletem nenhuma delas: Constante (Constância), Mercy (Misericórdia), Patience (Paciência), Charity (Caridade) e Verity (Verdade).

Very não é de mudar sua rotina, nem de fazer novos amigos, mas ao conhecer Johnny ela acaba contando como se meteu nessa enrascada chamada Peter Hardy e Johnny lhe propõe que sejam namorados de mentira, para frequentarem as festas de verão, afinal, com um par, eles deixarão de ser insistentemente cobrados para estar em um relacionamento.
De alguma forma, enquanto ela estivera ocupada precisando ficar sozinha e inventando namorados imaginários, todas as pessoas que ela conhecia haviam formado casais. Todos haviam se tornado unidades de dois. Verity era a única solteira presente. Na verdade, a única solteira que ela conhecia.
P. 123
Enquanto Very tem certeza de que não quer viver um novo relacionamento, que não foi feita para isso, Johnny está apaixonado por alguém que não pode ter em sua vida e a cada nova festa que eles compareciam como "amigos que estão se conhecendo", mais a gente compreende a história de Johnny e confesso que fiquei frustrada por ver alguém tão legal se iludir com um amor que não iria para lugar nenhum e, principalmente, porque a mulher por quem ele é apaixonado não vale nada.

Gostando cada vez mais de Johnny, Very está decidida a aproveitar o tempo que têm juntos nesse verão para ajudá-lo a superar esse amor impossível e para isso ela contará com orientações se seu livro favorito: Orgulho e Preconceito. São tantas as situações em que ela busca ajuda nas páginas do livro que ele é praticamente um personagem nessa história. Assim como Johnny, eu nunca li o livro da Jane Austen, mas já o comprei para remediar essa situação e saber do que tanto Very e outras pessoas falam.
- Eu nunca tive ninguém em quem confiar até você aparecer na minha vida. Você parece me entender de um jeito que nem eu me entendo.
P. 238
A relação entre Johnny e Very é de muita cumplicidade e amizade e vê-los baixar a guarda para outras pessoas, outras experiências é maravilhoso, tanto que, quando percebem, o amor aconteceu.

Enquanto li as páginas de Amor Verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários eu me identifiquei em muitos aspectos com Very e acredito que isso me deixou ainda mais apaixonada pelo livro, como se trouxesse mensagens para a minha vida. Valeu Annie!

LINDO! Agora é esperar pelo próximo livro da Annie e voltar a nos deliciar com a história da Nina.

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Comentários
4
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4 comentários:

  1. Olá!
    Adorei muito a resenha, tinha lido do livro anterior e amei bastante. Esse tem um romance bem fofo e clichê, claro que adoraria ver como terminará essa confusão né...

    Meu blog:
    Tempos Literários

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  2. Lay!
    Difícil quando um dos protagonistas quer tocar a vida para frente e esquecer o passado, e, o outro não quer sair dele.
    Quero muito poder ler a série.
    “Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. “ (Clarice Lispector)
    cheirinhos
    Rudy

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  3. Que engraçado que ajudar o personagem buscando fazer sua ações de acordo com o livro Orgulho e Preconceito. Na verdade não por ser esse livro mas qualquer livro. Acho bem divertido. Imagino que devem ter altas aventuras ai.

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  4. Qu engraçado as pessoas com nomes de virtudes. Acho que esse livro deve ser muito fofinho, sem falar que achei a capa um amorzinho. Mas eu sou um pouco suspeita de falar porque amo rosa ne hahaha
    Acho maravilhoso quando o livro traz algo que interfere positivamente na nossa vida e nos deixa reflexivos mesmo. Deve ser uma leitura que eu iria gostar.

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