13 de jul de 2018


[Resenha] Sem Amor - Katy Regnery

Ficha Técnica 

Título: Sem Amor
Título Original: Unloved
Autor: Katy Regnery
ISBN: 978-85-68056-55-4
Páginas: 368
Ano: 2018
Tradutor: Bianca Carvalho
Editora: Charme
Meu nome é Cassidy Porter... Meu pai, Paul Isaac Porter, foi condenado quase vinte anos atrás pelo brutal assassinato de doze garotas inocentes. Embora eu tivesse apenas oito anos naquela época, tenho noção — a cada dia da minha vida — de que sou seu filho, seu único filho. Para proteger o mundo do veneno que corre em minhas veias, vivo uma vida tranquila, fora de vista, isolado da humanidade. Prometi a mim mesmo, e à minha mãe, que não infectaria vidas inocentes com a escuridão que se revira dentro de mim, esperando para ser revelada. Eu teria mantido a promessa... se Brynn Cadogan não tivesse surgido na minha vida. Agora, eu vivo entre o céu e o inferno: apaixonado por uma mulher que quer me amar, enquanto tudo ao meu redor me faz lembrar de que preciso permanecer... Sem amor.

Resenha


Confesso que não pensei que fosse amar tanto o Cass. Achei que seria um personagem que eu gostaria, mas que seria como muitos outros. Entretanto, Katy Regnery me surpreendeu positivamente.

Cassidy Porter é filho de um assassino em série e sabe disso desde os oito anos, quando a polícia bateu em sua porta e levou seu pai preso. Cass nunca teve uma relação próxima com o pai, um caminhoneiro que passava a maior parte do tempo nas estradas e quando estava em casa não fazia a mínima questão de criar um relacionamento com o filho.
Não quero ficar perto de pessoas diretamente. Não quero falar com elas, dizer-lhes meu nome ou expor-me a perguntas. Mas esgueirar-me pela floresta da montanha, ver sem ser visto, fazer parte da humanidade à distância, do meu próprio jeito?
Sim. Hoje, eu quero isso.
P. 67
Quando Paul Isaac Porter foi preso a vida de Cass e de sua mãe se tornaram impossíveis na pequena Millinocket e por isso eles foram morar às margens do Monte Katahdin com Frank Cleary, avô materno de Cass. Viver afastado foi a a solução para Frank após voltar do Vietnã e também foi a solução para Rosemary e Cass. E mesmo hoje, treze anos após a morte da mãe e dez anos da morte do avô, Cass continua vivendo na mesma casa, construída para lhe proporcionar tudo de que precisa, afinal, desde os treze anos ele tomou como meta de vida manter-se afastado das pessoas, para que o gene do pai não desperte nele. Mas, ainda que esteja absolutamente isolado, Cass encontrará Brynn, que ao escalar o Katahdin se verá em uma situação de risco.
O infeliz resultado da minha pesquisa foi a descoberta de que, mesmo que eu consiga me livrar da insanidade do meu pai, o "gene assassino" ainda pode ser uma parte de mim, vivendo inativo, esperando para ser passado para a próxima geração. É uma possibilidade. E é este fato aterrorizante que torna impossível imaginar que um dia poderei ter o que desejo mais do que tudo no universo.
Companhia. Amor. Amizade.
P. 66
Há dois anos Brynn perdeu seu noivo, Jem, drasticamente, quando um atirador entrou na boate onde ele estava e atirou em várias pessoas. Mesmo com várias sessões de terapia, Brynn não consegue seguir em frente e vive isolada em sua casa. Como seu trabalho como web designer lhe permite trabalhar em casa, pouco ela socializa com outras pessoas. Porém, após tanto tempo ela resolveu abrir o saco de evidências entregue pela polícia e ligou o celular de Jem, o que lhe mostrou que, pouco antes de morrer ele estava lhe escrevendo uma mensagem: Katahdin.

Mesmo não sendo adepta da vida selvagem, Brynn escalou algumas vezes, mas não o Katahdin, que ele tanto amava. Então, certa de que precisa de sua própria despedida de Jem, Brynn decide escalar a montanha e enterrar o celular dele no ponto mais alto.

A escalada não é uma tarefa fácil e no caminho ela ainda encontra Wayne, um homem que se diz da região e que aparenta ter algum distúrbio emocional/psicológico. Enquanto está com outras pessoas, tudo está bem, mas a partir do momento em que se viu sozinha com Wayne em um dos alpendres ao longo da trilha, Brynn viu sua vida se esvair, o que só não ocorreu mesmo por conta de Cass.
— Ele se foi, mas você ainda está aqui. Precisa deixá-lo partir ou nunca vai descobrir o que — ou quem — virá depois.
Essa é uma coisa que tenho vergonha de admitir desde que perdi Jem: sinto falta de ter alguém. Em meus momentos mais solitários, desejo tanto ter alguém que chega a doer. Quero alguém que me abrace, que sussurre em meu ouvido, que entrelace os dedos nos meus e que respire junto à minha pele. Quero saber como amar novamente. Na verdade, eu realmente anseio por isso, embora não possa me imaginar aceitando algo assim.
P. 44
Embora vá de encontro com tudo que precisa para sua vida, Cass sabe que, após impedir Wayne de matar Brynn, ele precisa cuidar dos ferimentos dela, pois, certamente chegar com ela na delegacia no estado em que estava e informar seu nome dificilmente faria com que acreditassem que ele não era o agressor.

Por conta do isolamento, Cass estou em casa com a mãe e o avô insistiu que ele fizesse o curso de paramédico por correspondência, o que lhe deu base para sobreviver todo esse tempo e permitiu ajudar Brynn.
Eu não a conheço. 
Não tenho direito algum sobre ela. 
Não deveria me sentir atraído. 
Em alguns dias, ela irá embora. 
Mas agora não há nenhum outro lugar do planeta onde eu preferia estar.
P. 109
Nos dias que se seguem a recuperação dela, Cass se encanta com sua presença, em poder conversar, tocar em outra pessoa, afinal, por mais que tenha decidido não se envolver com outras pessoas, não se permitir amar e nem ter filhos para não propagar o gene do pai, ele sente falta do contato humano e, por vezes, essa noção de futuro lhe cobra um preço muito alto.

Por outro lado, Brynn também se encanta com a maneira como Cass vive, isolado próximo ao Katahdin, e a gentileza e o coração bondoso dele. Na verdade, enquanto ela se apaixona por ele, nós seguimos o mesmo caminho e é difícil acreditar que uma alma tão boa possa ser fruto de um assassino em série. E quando ela propõem um acordo para que fiquem juntos enquanto ela se recupera, sem envolvimento emocional, sabemos que ambos sofrerão com no momento da partida, afinal, é certo que Cass não aceitará arrastar ninguém para sua vida solitária.
— Ah, Cass — murmuro, enquanto meus olhos cansados nublam com as lágrimas. — Quem disse que você deveria permanecer sem amor? Quem te fez acreditar que faria as mesmas escolhas do seu pai? E quem te disse que qualquer criança seria envenenada também?
P. 302
Essa história foi incrível e como a Katy nos levou, alternando os capítulos com a narrativa de Cass e de Brynn, fez com a que a gente entendesse os dois e ficasse de cá apenas torcendo para que eles conseguissem se curar e ajudar o outro, a vontade era de pegá-los pelos braços e dar um abraço apertado daqueles que curam muitas feridas.

Amei o Cass e sua convicção de que não imporia a outras pessoas a sina do gene de seu pai e amei a determinação de Brynn que, ao perceber que Cass é a pessoa de sua vida, não desiste dele, mesmo com tantos fatores contrários. Amei a primeira história que li da Katy e já quero mais, hein Charme 😉?! Ah, e a propósito, mas não menos importante, que diagramação LINDA, adorei demais, ficou tão lindo... e a capa com textura... AMO demais. Obrigada pelo carinho conosco, que amamos livros 😍.

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Comentários
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5 comentários:

  1. Senti vontade de abraçar o Cass rs Acho que deve ser uma leitura que mexe com a gente de todas as formas. Apenas com a resenha, sinto que os personagens se conectam de algum jeito, como se precisassem o tempo todo um do outro para perceber que podem encontrar e permitir que sentimentos entrem. E acho que todos precisamos de uma Brynn, alguém que não desista da gente.

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  2. Lay!
    Obrigada por me apresentar esse livro.
    Nossa! Quão sofrido deve ser viver anos isolados, sem conversar com ningué e ainda ter o estigma da genética paterna sobre ele.
    E ela, encontra a redenção justamente nos braços de uma pessoa totalmente improvável.
    Apesar de ser um livro dolorido, deve ser maravilhosa a leitura.
    Bom final de semana!
    “A consciência é o melhor livro de moral e o que menos se consulta.” (Blaise Pascal)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA JULHO - 5 GANHADORES - BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  3. Não conhecia o livro, mas adorei essa premissa!
    Deve realmente ser muito difícil ser filho de um assassino.
    Gosto quando o livro é intercalado nas narrações.

    beijinhos
    She is a Bookaholic

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  4. Olá!
    Esse livro é uma historia muito interessante, já tinha lido resenha dele e me despertou essa curiosidade sobre ele..A premissa é muito ótima e com certeza há uma lição por trás da historia.

    Meu blog:
    Tempos Literários

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  5. Menina preciso deste livro, vc me convenceu kkk

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