7 de set de 2018


[Resenha] A Princesa Prometida - William Goldman

Ficha Técnica 

Título: A Princesa Prometida
Título Original: The Princess Bride
Autor: William Goldman
ISBN: 978-85-510-0321-3
Páginas: 414
Ano: 2018
Tradutor: Alice Mello
Editora: Intrínseca
Buttercup é uma camponesa que se apaixona perdidamente por Westley, o jovem humilde que trabalha na fazenda do pai dela. Juntos, eles descobrem o amor verdadeiro, mas um trágico acidente envolvendo um navio pirata os separa. Em poucos anos, Buttercup se torna a mulher mais bonita de todos os reinos e acaba sendo pedida em casamento pelo sádico príncipe Humperdinck. Mas nada, nem um poderoso príncipe amante da caça, é capaz de separar esse amor, e o destemido Westley volta para resgatar sua princesa que foi prometida a outro. Em uma paródia aos épicos clássicos, William Goldman escreve um divertido romance com direito a tudo que o gênero tem a oferecer: piratas, duelo de esgrima, traições, tramas políticas da realeza e um romance apaixonante. Esta edição de luxo em capa dura traz os textos extras que William Goldman escreveu para as edições comemorativas de 25 e 30 anos da obra original - que misturam ficção e realidade e ajudam a compor o universo emblemático que transformou a obra em um fenômeno.

Resenha

(...) mas o amor é muitas coisas, e nenhuma delas envolve lógica.
P. 105
Existe uma regra quase que absoluta quando se trata de adaptações literárias: o livro é sempre melhor. A maior exceção a essa regra é A Princesa Prometida. O filme (1987), baseado no livro de 1973, é um clássico cult e o segundo melhor filme medieval de todos os tempos (só perde pra Coração de Cavaleiro - sdds Heath Ledger).

A “maior história de amor já criada” é a de Buttercup, camponesa que é uma das vinte mulheres mais bonitas do mundo, que se apaixona pelo criado Westley. Quando ele é morto pelo Terrível Pirata Roberts, ela aceita o pedido de casamento do príncipe, jurando nunca mais amar outra vez. A princesa é sequestrada às vésperas do casamento e alvo da perseguição não só de seus captores, como do misterioso homem de preto.

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"Você continua usando essa palavra. Eu não acho que significa o que você acha que significa."
O livro só foi lançado em português esse ano, então a maioria das pessoas que conhece a história viu o filme primeiro, o que é uma desvantagem. O filme é tão magnífico e captura tão bem o clima de aventura romântica oitentista que o livro parece um pouco apagado. Apesar de a edição estar lindíssima (com a capa até mais bonita que a americana), não dá pra ignorar o narrador incômodo e suas inúmeras interrupções pra explicar os cortes. Goldman sugere que a história é adaptada do original de um tal Morgenstern, da qual ele cortou as partes chatas pra tornar o livro mais interessante. A premissa interessante começa a ficar enfadonha depois da terceira interrupção e de todas as mentiras que ele conta no prólogo (até as partes que são verdade, como o Schwarzenegger ter sido cogitado pra interpretar o Fezzik, parecem mentira de tão pouco confiável que o Goldman é).

Os personagens tem históricos muito interessantes e interagem de forma bem orgânica. Meu arco favorito é o do Inigo Montoya, que também é meu personagem favorito e que jurou vingar a morte de seu pai e matar o homem de seis dedos. Ele jura que quando o encontrar vai dizer “Olá, meu nome é Inigo Montoya. Você matou meu pai. Prepare-se para morrer”. Seu talento e dedicação para se tornar o maior espadachim do mundo rendem algumas das cenas mais interessantes do livro. Fezzik também tem momentos muito tocantes. Com sua paixão por rimas e o jeito cuidadoso, é a personificação do gigante gentil, que não quer machucar ninguém apesar de ter força descomunal.

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"Isso é amor verdadeiro. Acha que isso acontece todo dia?"
Mas as estrelas do show são mesmo Buttercup e Westley. Ela se descobre outra pessoa depois de se apaixonar e aprende tudo o que pode. Ele é o mais esforçado que alguém jamais foi e tem um jeito próprio de expressar sentimentos. As descrições de amor são tão lindas que não dá pra não torcer pelos mocinhos.
“Toda vez que dizia ‘Garoto, faça isso’, você achava que eu estava respondendo ‘Como quiser’, mas só porque estava ouvindo errado. Eu estava dizendo ‘Eu te amo’, mas você nunca ouvia.”
P. 59
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"Como quiser"
O livro é tão bom que chega a dar raiva quando o autor arruína tudo no epílogo, que é grotesco e nunca deveria ter sido escrito. Não serve pra nada e ainda bagunça as ideias que a gente tinha sobre os personagens. O final é deixado tão em aberto que a gente fica se perguntando qual foi o propósito de deixar aquilo ali. Apesar da auto sabotagem no final, o livro é lindo e merece ser lido. Só não esquece de ver o filme depois.

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Comentários
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5 comentários:

  1. Tenho lido tanta coisa boa a respeito deste livro e deste filme, que ambos já estão na lista de próximas aquisições!
    Adoro o gênero e pelo que li acima, é um livro completo,com cenários bem trabalhados e personagens, idem. Sem contar a parte do romance, que parece realmente ser maravilhosa.
    Espero ler em breve!!!
    Ah, a capa dura é um espetáculo à parte!!!
    Beijo

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  2. Olá, Tamy
    Assisti ao filme muitos anos atrás e gostei muito pelo amor dos personagens.
    Terminei de ler o livro na semana passada e concordo plenamente com você tirando as interrupções de Goldman o enredo é perfeito.
    Ainda sonho em ter um homem de preto dizendo "como quiser"...
    Quem ainda não leu o livro, leia é uma linda estória e os personagens são tão bons que que nem consigo dizer de qual gosto mais.
    Beijos

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  3. Oi Tamy!
    Só li resenhas positivas sobre esse livro, fiquei curiosa pra ler e claro tbm pelo filme, só não me recordo se já vi, mas se sim, revejo...
    Espero conseguir ler o livro em breve.
    Bjs!

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  4. Oi Tamy

    não conhecia!
    mas fiquei bastante interessada, qro ler e depois ver o filme
    **vou pensar se leio o epílogo kkkkkkkkk

    Bjoooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  5. Hey,

    Me sentido nada cult kk por não conhecer o livro nem o filme, mas eu amei completamente a capa desse livro e adoro histórias de romance antigos, lerei e ignorarei o epílogo kkkk.

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