9 de out de 2018


[Resenha] Um Acordo e Nada Mais - Mary Balogh

Ficha Técnica 

Título: Um Acordo e Nada Mais
Título Original: The Arrangement
Autor: Mary Balogh
ISBN: 978-85-8041-879-8
Páginas: 304
Ano: 2018
Tradutor: Livia de Almeida
Editora: Arqueiro
Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado. No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento. Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los. No segundo volume da série Clube dos Sobreviventes, você vai descobrir se um casamento nascido do desespero pode levar duas pessoas a encontrarem o amor de sua vida.

Resenha


Um Acordo e Nada Mais é o segundo livro da série Clube dos Sobreviventes, da Mary Balogh. Se eu me encantei com Uma Proposta e Nada Mais, nesse livro o amor foi ainda mais arrebatador e, tenho certeza, muito desse sentimento foi por conta de Vincent Hunt, o visconde de  Darleigh, que teremos a chance de conhecer melhor.

No livro anterior conhecemos superficialmente os integrantes do clube dos sobreviventes (George Crabbe - duque de Stanbrook, Hugo Emes - lorde Trentham, Flavian Artnott - visconde Ponsonby, Ralph Stockwood - conde de Berwick, Vincent Hunt - visconde de Darleigh, Imogen Hayes - lady Barclay e sir Benedict Harper) e soubemos que Vincent ficou cego quando foi para a guerra, mas agora veremos que o caçula desse grupo tem se sentido extremamente sufocado por sua amorosa família.

Vincent cresceu na periferia do vilarejo de Barton Coombs, onde foi um jovem líder e aventureiro, portanto, herdar um título não estava em seu futuro, mas foi o que ocorreu no período em que estava em Penderris Hall se recuperando. Vincent também é o caçula em sua família e o único homem e, nesse caso, herdeiro do título. Entretanto, com a deficiência visual, sua família o rodeia de cuidados que muitas vezes mais atrapalham do que ajudam.

Quando se viu pronto para assumir sua vida novamente, afinal agora tinha um título e responsabilidades para cumprir, sua mãe, avó e irmãs já tinham se instalado em Middlebury Park para ajudá-lo quando ele retorna-se. Sobrecarregado com uma tanta proteção, Vincent não sentia-se como ele mesmo, a independência conquistada em seu período de recuperação e nas visitas anuais do clube inexistiam em sua própria casa. E agora que as mulheres da sua vida decidiram que o melhor para ele é casar-se, ainda que tivesse apenas vinte e três anos, a pressão foi ainda maior. Vincent sabe que, agora que possui um título, é esperado que se case e tenha um herdeiro, mas imaginar que não teria o livre-arbítrio para escolher a própria esposa era um absurdo sem tamanho.

Depois de sua família arquitetou a visita de uma jovem e sua família e ficou claro que ela esperava seu pedido de casamento, Vincent simplesmente fugiu com seu valete e melhor amigo, Martin Fisk. Entretanto, depois de alguns dias de liberdade em Lake District ainda não estava pronto para voltar para Middlebury Park e nem pretendia incomodar George antes do previsto e sem o restante do clube, assim, decide ir para a casa da sua infância, Casa Covington, onde sente realmente ser seu lar, com tantas lembranças felizes.
Ela aceitaria se casar com ele, apesar de ele ser cego.
Era óbvio que ela se importava.
Estava irritado com a mãe e as irmãs por imaginarem que deficiência mental era um dos sintomas da cegueira.
P. 09 
Ao retornar para Barton Coombs é visível a mudança que ocorre em Vincent, que, desde que voltou do front, nunca havia retornado lá. Sem a família para lhe cercar de cuidados, Vincent recebe seus vizinhos, conhecidos, todos curiosos em saber como ele estava, ainda mais depois de ter ido para guerra, ter ficado cego e herdado um título de nobreza. Receber visitas, interagir com as pessoas, ir à um baile em sua homenagem, tudo isso mostra que Vincent pode sim levar uma vida absolutamente normal, com confiança e é no baile em sua homenagem que ele conhecerá Sophia Fry, que o ajudará a escapar de uma senhora enrascada.

Sophia vive há dois anos com a família de sua tia Martha, mas isso não significa muita coisa. Desde que sua mãe a abandonou com o pai, a vida foi uma incerteza. Jogos, dívidas, aluguel atrasado. Quando o pai morreu em um duelo, ela tinha quinze anos e, por falta de opção, foi morar com a tia Mary, que logo disse que ela era um caso perdido e a ignorava quase completamente. É bem verdade que ela tinha um teto, comida e uma roupa nova sempre que necessário, mas a falta de carinho e atenção não ajuda em nada. Com a morte da tia Mary, a irmã dela (tia Martha) se viu obrigada a abrigá-la sob seu teto, mas essa a menosprezou ainda mais. Tanto ela quanto o marido - sir Clarence March - e a filha - Henrietta - que tinha idade aproximada a de Sophia a ignoravam, a não ser quando precisavam de algo, tanto que o comentário é que as pessoas praticamente não viam Sophia em Barton Coombs e que ela se vestia pior que os empregados.

Sophia sabia dos planos dos tios para que Henrietta se case com Vincent, afinal agora ele é um visconde, mas ela conseguirá frustrar esses planos, o que a coloca em uma situação ainda pior do que a que estava: não tem mais onde morar. Claro que Vincent, ao saber da situação, não poderia deixar uma pessoa que o ajudou passar por uma situação assim e acaba pedindo-a em casamento, dessa forma, ele a ajuda tendo um lar, um teto, uma família e ela o ajuda à retornar para Middlebury Park como uma nova pessoa, casado, com uma senhora para o seu lar, para estar junto com ele.
Ele sorriu. Talvez não tivesse sido tão precipitado assim, afinal de contas. Tinha a forte sensação de que poderia vir a gostar dela - não apenas por estar determinado a gostar, mas porque...
Bem, porque ela era uma pessoa digna de ser amada.
P. 89
Na cabeça de Sophia, é claro que essa ideia não é a melhor, mas o desejo de ser acolhida acaba falando mais alto, ela aceita o pedido e a vida dos dois toma outro rumo.

Sophia terá a oportunidade de conhecer os amigos de Vincent do clube dos sobreviventes durante seu casamento e, ao chegarem em Middlebury Park, irá descobrir o que é viver verdadeiramente em família. Por outro lado, Vincent sente-se mais confiante e isso o ajudará a impor seu lugar em sua casa, na condução de sua vida. Amizade se torna companheirismo e a sedução entrará nessa equação, que levará o simples acordo à um casamento de cumplicidade.
Agora era sua esposa. Ela o conhecia intimamente - muito intimamente. Apesar de sua beleza quase inacreditável, era apenas um homem. Apenas uma pessoa. Como ela, era vulnerável. Como ela, vinha levando uma vida em muitos aspectos passiva. Como ela, sentia a necessidade, o intenso desejo de viver. De levar a melhor sobre a vida em vez de simplesmente suportá-la. De ser livre e independente...
P. 174
O crescimento das personagens é impressionante e o casamento deles é de uma cumplicidade única. Ficamos na torcida para que eles sejam felizes e consigam a independência que desejam e que isso seja possível de ser conquistado estando juntos.

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Comentários
8
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8 comentários:

  1. Tão gostoso quando um livro chega e mostra que é possível sim, ainda acreditar no amor construído. Num mundo onde tudo virou correria, acredito que seja este um dos pontos para que os romances de época tenham ganhado um lugar especial nas estantes e mãos de muitos leitores.
    Ainda não li o primeiro livro desta saga, mas pelo que li acima, os personagens conseguiram com dificuldades, firmar o sentimento e isso é maravilhoso, pois contaram não somente com eles mesmos, mas também com os amigos(adoro quando um autor ou autora insere todos com importância no enredo)
    Com certeza, se tiver oportunidade, quero conferir.
    Beijo

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  2. Aqueles clichês bem gostosos de ler <3
    Ainda n li o primeiro livro, espero um dia poder. Esse Vincent parece ser um personagem muito carismático e fofo. Apesar da condição que ele se encontra no livro, a perda de visão, ele encontra uma pessoa como a Sophia que é extremamente gentil com ele. N costumo ler livros onde tem personagens com problemas físicos, mas esse parece ser bem interessante.

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  3. Oi Layane.
    Quero muito ler essa série.
    Adoro romances de época e ainda não li nada da autora, mas vi vários comentários positivos sobre as tramas e os personagens.
    Vincent parece um personagem que arranca suspiros e Sophia parece ser daquelas que não abre mão do que quer e acredita. Já gostei dos dois.
    Espero ler em breve.
    Beijos

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  4. Olá Layane! Estou doida pra começa a ler essa série, curto muito um romance de época e gosto muito da escrita dessa autora, amei a série Os Bedwyns, cada resenha que vejo dos livros me deixa ainda mais ansiosa pra conferi as histórias.
    Bjs

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  5. Mary Balogh é uma autora de romances de época realmente muito bons. Já li outra série dela e me apaixonei.
    Normalmente as mulheres desses livros são bem fortes e ver aqui um estilo de gata borralheira me incomodou um pouco. Mas tenho certeza de que ela se sobressai.
    Claro que vou ler esse livro, principalmente depois dessa resenha maravilhosa.

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  6. Lay!
    Não tive oportunidade de ler nenhum dos livros dessa série, mas amo romances bem escritos, ainda mais sendo de época.
    Bom ver que as personagens estão em sintonia e querem apenas ser quem são, sem ter de colocar máscaras e querem viver suas vidas, gostei.
    cheirinhos
    Rudy

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  7. Acho fantàstico esse livro ter um personagem cego, e melhor ainda ser um romance. Quero ler toda a série, pelas resenha tenho certeza que vai ser muito proveitoso.

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  8. Oi Layane!
    Tenho Uma proposta e nada mais, inclui na próxima meta de leitura, ansiosa pra conhecer a história, ouvi falar super bem do enredo.
    Bjs!

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