26 de dez. de 2018


[Resenha] Eu Perdi o Rumo - Gayle Forman

Ficha Técnica 

Título: Eu Perdi o Rumo
Título Original: I Have Lost My Way
Autor: Gayle Forman
ISBN: 978-85-8041-883-5
Páginas: 238
Ano: 2018
Tradutor: Mariana Serpa
Editora: Arqueiro
Freya perdeu a voz no meio das gravações de seu álbum de estreia. Harun planeja fugir de casa para encontrar o garoto que ama. Nathaniel acaba de chegar a Nova York com uma mochila, um plano elaborado em meio ao desespero e nada a perder. Os três se esbarram por acaso no Central Park e, ao longo de um único dia, lentamente revelam trechos do passado que não conseguiram enfrentar sozinhos. Juntos, eles começam a entender que a saída do lugar triste e escuro em que se acham pode estar no gesto de ajudar o próximo a descobrir o próprio caminho. Contado a partir de três perspectivas diferentes, o romance inédito de Gayle Forman aborda o poder da amizade e a audácia de ser fiel a si mesmo. Eu Perdi o Rumo marca a volta de Gayle aos livros jovens, que a consagraram internacionalmente, e traz a prosa elegante que seus fãs conhecem e amam.

Resenha

Fazia tempo que eu não lia nada da Gayle Forman, mas contente em ver que sua escrita continua me cativando. “Eu Perdi o Rumo” é seu último livro publicado, e assim como seus demais romances, este é repleto de carga emotiva e bastantes reviravoltas. Narrando a história de três jovens distintos, que têm seus destinos entrelaçados no meio do Central Park, “Eu Perdi o Rumo” é sobre perdas, mas também (re)encontros.

Freya nunca teve uma vida fácil, mas ela se tornou uma jovem conhecida na internet, e como forma de aumentar seu sucesso, decide gravar um álbum de músicas. Porém, quando chega ao estúdio para poder cantar, sua voz desaparece. Quer dizer, ela consegue falar, mas não cantar. Sem encontrar uma plausível explicação para repentina incapacidade vocal, Freya perde – mais uma vez – suas estruturas.

Harun é a segunda personagem a quem somos apresentados. Ele é um muçulmano gay, que está com muito medo de apresentar seu namorado para família e lhes contar sua orientação sexual, com medo de criar grandes problemas. Reprimindo sua verdadeira identidade para favorecer os demais, Harun acaba ficando infeliz… e assim como Freya, perdendo uma importante parte de si.

O terceiro e último personagem é Nathaniel, que foi abandonado pela mãe quando era muito jovem, sendo criado pelo seu pai. Tendo tido uma infância bem conturbada, e um pai bastante fantasioso para contrabalancear sua dura realidade, Nathaniel passa por grandes problemas também na adolescência, e uma delas é a necessidade de mudar de cidade, mesmo quando esta não é a mais racional das ideias.

Os três podem ser perfeitos desconhecidos, com vidas diferentes e problemas diferentes, mas ali, naquele consultório, estão medindo a tristeza da mesma forma. Estão medindo em perdas.
P. 70

De início, “Eu Perdi o Rumo” é bem confuso, já que são três narradores contando em primeira pessoa suas vivências. Quando eles se encontram as coisas ficam mais claras – tanto para nós leitores, quanto para as personagens, que começam a compartilhar entre eles suas experiências e problemas, percebendo que há muito em comum em suas dores.

Como disse anteriormente, a escrita de Forman me agrada, mesmo com essa confusão inicial da obra. Suas personagens são ricas, bem escritas e o leitor consegue se conectar com elas, artifício que já é difícil com somente uma personagem principal… imagine com três. O plot sobre perdas é interessante, mesmo não sendo nada inventivo, porém a autora consegue criar propósito e profundidade.

Minha cabeça começou a processar o que estava acontecendo, mas meu coração não. Meu coração sempre teve dificuldade em aceitar a realidade.
P. 170

O final do livro pode deixar algumas pessoas meio decepcionadas, apesar de que é um estilo já de Gayle em finalizá-las de uma maneira mais aberta. De qualquer forma, “Eu Perdi o Rumo” é uma leitura gostosa e bastante emotiva, trabalhando temas delicados da vida, nos mostrando que sempre podemos aprender a encontrar algo em nossas perdas. 

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Comentários
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4 comentários:

  1. Mesmo tendo pouco contato com as letras da autora, gosto demais do jeito dela escrever seus enredos e estou doida pra ler este último trabalho dela.
    Fiquei meio apreensiva com isso de ficar confuso(já sou meio confusa por natureza rs) mas em contrapartida, todos perdemos o rumo de vez em sempre né?rs
    O livro já está na lista de desejados e espero poder ter e ler ele em breve.
    Beijo

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  2. Eu nunca li nada da Gayle Forman, sério mesmo.
    Mas esse livro me chamou a atenção pela carga emocional que deve conter. Mesmo sendo para um público bem jovem, acho que agrada a qualquer leitor.
    Esse vai para a lista de desejados, com certeza.

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  3. Tácio!
    Já li outros livros da autora, mas achei esse bem diferente.
    Importante vermos a busca interior e na vida, retratada através das personagens e ainda melhor podermos aprender e podermos refletir sobre nossa própria vida.
    cheirinhos
    Rudy

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  4. Oi, Tácio
    Ainda não li nada da autora, me apaixonei pela premissa e a capa são maravilhosas.
    Gostei da forma de como a autora juntou 3 pessoas desconhecidas que tinham mais em comum do que pensavam. Um ajudou ao outro, quero muito ler esse livro, só não sei se vou gostar do final em aberto.
    Beijos

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